Os antigos Estádios de Ribeirão Preto

O ano já corre a mil por hora e faltou postar aqui um detalhe do nosso rolê por Ribeirão Preto.
Além do Estádio Palma Travassos, do Comercial…

E do Estádio Santa Cruz, do Botafogo

Também aproveitamos para dar um rolê pela cidade…

E Ribeirão Preto ainda tem muitos prédios históricos de pé, principalmente na região central.

E quando falamos do mundo do futebol, uma obra histórica que segue de pé é o Estádio Costa Coelho:

O Estádio Costa Coelho nasceu como Campo da Mogiana, e não foi um empresário rico que resolveu construir um estádio, quem sonhava com ele e colocou a mão na massa foram cerca de 800 ferroviários da Companhia Ferroviária Mogiana, que queriam um clube recreativo.

Um dos líderes desse movimento era o engenheiro Antônio da Costa Coelho, que depois se tornaria o primeiro presidente do Esporte Clube Mogiana de Ribeirão Preto, fundado em 27 de julho de 1938.
Muita gente acha que o Mogiana de Ribeirão e o de Campinas eram clubes totalmente independentes. Na verdade, ambos pertenciam ao universo da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro.
O Brasão abaixo eu peguei no incrível Arquivos Futebol Brasil.

Esse contexto explica por que o estádio tem um caráter quase operário.
Enquanto muitos clubes paulistas nasceram ligados à elite cafeeira ou às colônias de imigrantes, o EC Mogiana era profundamente ligado à ferrovia.
E o bairro onde ele foi construído também conta uma história: o então chamado Bairro da República, atual Vila Virgínia, na época era uma periferia de Ribeirão Preto, uma área mais próxima às oficinas da companhia ferroviária.

O campo existia antes do estádio.
Até 1954, o local era apenas um campo utilizado pelo futebol amador.
Sem arquibancadas, sem grande estrutura.
Era simplesmente o “Campo da Mogiana”.

Quem transformou o campo em estádio foi… o Comercial
Essa talvez seja a parte mais curiosa.
Quando o Comercial voltou ao futebol em 1954, não tinha casa e pra resolver isso, a diretoria comercialina alugou o campo da Mogiana.
Foi o próprio Comercial que instalou arquibancadas de madeira, ampliando a capacidade para cerca de 12 mil pessoas.
Pelo que entendi, as arquibancadas ficavam ao lado desta pequena área ainda coberta.

Ou seja… O Costa Coelho, como estádio, é praticamente uma obra conjunta de dois clubes: patrimônio do Mogiana, mas estrutura viabilizada pelo Comercial.
Sem o Costa Coelho, talvez o Comercial tivesse muito mais dificuldade para voltar ao futebol profissional.
Foi ali que aconteceu a reconstrução do clube e o vice da Segunda Divisão em 1954 e o título da Segunda Divisão Paulista em 1958. Em certo sentido… O Costa Coelho é o berço do Comercial moderno.

Era conhecido como “Brinco de Madeira“. Essa expressão aparece em relatos antigos. As arquibancadas eram totalmente de madeira, o que dava um ambiente muito diferente dos estádios atuais.

Quem viveu aquela época conta que o barulho da torcida fazia literalmente a arquibancada vibrar. Venha dar uma olhada em como o local está atualmente:

Pelé jogou aí…
Santos, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Portuguesa, Ponte Preta e Guarani também…
O último jogo comercialino ocorreu em setembro de 1964, contra o América-RJ em um amistoso para arrecadar dinheiro para terminar o Palma Travassos.
É quase como se um estádio estivesse ajudando a construir o outro.
Depois veio o silêncio, quando o Comercial saiu…
O Mogiana também praticamente abandonou o futebol.
As arquibancadas foram desmontadas.
O espaço virou clube recreativo, com bocha e malha. Mas o gramado nunca desapareceu. Essa talvez seja a parte mais bonita.
Mesmo sem estádio, o campo continuou recebendo futebol amador e servindo como clube social durante décadas.
Atualmente… Parece que o futebol chegou ao fim e que só estão esperando alguma coisa pra por abaixo toda essa história.

Só pra concluir o rolê também passamos pelo local onde ficava o antigo Estádio da Rua Tibiriça

E pelo Estádio Luís Pereira, primeiramente chamado de Campo da Vila Tibério, surgiu junto com o Botafogo Futebol Clube.

Aqui pelo menos dá pra ter ideia de como segue a arquibancada, em uma foto aérea que peguei desse bom vídeo:

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Vitória FC 5×1 Rio Branco SAF – Supercopa Capixaba 2026

Estivemos no Espírito Santo na passagem de 2025 para 2026 e além de conhecer um pouco das maravilhas do litoral capixaba também fomos registrar estádios e… de presente extra, acompanhamos nosso 1º jogo do ano.

E não poderia ser melhor: a Supercopa Capixaba, valendo taça, no Estádio Salvador Venâncio da Costa.

Ainda fora do Estádio, o clima era de festa pela torcida do Vitória!

Além da partida em si, o torcedor do Vitória aproveitou pra renovar o armário e adquirir a nova camisa do time.

A Torcida Sangue Azul fez a sua parte e não parou de cantar um minuto mesmo muito antes da bola rolar…

E como o jogo não foi oficializado pela Federação Capixaba (um grande lapso da Federação, na minha opinião), a pirotecnia pode rolar solta!

Muitas faixas e bandeiras também deram ao Estádio cara de decisão!

E olha o time do Vitória entrando em campo!

Noite inesquecível para as crianças que entraram em campo com os atletas!

E com certeza, as crianças que estiveram apoiando na arquibancada mesmo…

Cerimonial de abertura em dia e em alta emoção…

Os bares faturaram alto também… Afinal era uma noite quente, na capital capixaba.

E lá do outro lado, inaugurando as novas arquibancadas do Estádio, a torcida do Rio Branco também não deixou barato! É lotação máxima!

O clima de jogo foi aumentando conforme o seu início se aproximava e foi incrível como teve gente chegando até os 20 minutos de jogo.

E se liga no clima que estava o pessoal da Sangue Azul!

E começa a decisão!!!

O Vitória veio com tudo pra cima!

Mas o time do Rio Branco logo equilibrou o jogo e passou a criar boas chances que acabaram em más finalizações ou em defesas do goleiro Paulo Henrique. Mas a torcida local não desanimou e foi apoio total!!!

Mas, aos 19 minutos, o Capa-Preta viu o seu bom início de jogo ir por água abaixo, quando Tony Ribeiro fez Vitória 1×0!

O gol deu ânimo ao time do Vitória que começou a pressionar para ampliar o placar…

O Rio Branco reagiu e voltou a criar chances, animando sua torcida.

Aos 32″ do primeiro tempo, empatou em um golaço de Breno Melo, com um lindo chute de fora da área no ângulo, sem chances para o goleiro.

Mas a torcida local estava mesmo inspirada e parecia empurrar o time…

E nesse embalo, aos 37, Carlos Vitor colocou o Vitória à frente, novamente.

Já nos acréscimos do primeiro tempo, Gustavo Tonoli marcou o terceiro após passe de Carlos Vitor, em lance inicialmente anulado e validado posteriormente pelo VAR.

No segundo tempo, o Vitória ainda ampliou, aos 22 minutos, com Tony, de Penalty.

Aos 32, Gustavo ainda marcou o 5º gol, transformando a vitória em goleada.

A torcida foi à loucura…

E aí rolou o tradicional “Olé”, mesmo faltando mais de 20 minutos pro fim do jogo…

O Rio Branco ainda perdeu pênalti para delírio da torcida do Vitória…

Torcida Sangue Azul começa o ano comemorando titulo!!!

Em tese, o jogo já acabou, falta só o árbitro apitar, por isso o público e aglomera ali no alambrado…

Fim de jogo e o Vitória leva a Taça da Supercopa pra casa!

Os jogadores vieram comemorar com a torcida!!!

É campeão!!!

Aqui, a foto de Henrique Montovanelli para o site da Globo, mostrando melhor o time levantando a taça!

Agradeço a boa recepção dos torcedores, em especial do amigo Leidimar!

E também do Cabeleira (da loja de camisas “Baú do Cabeleira“).

Aguarde por novos posts com registros de outros estádios capixabas.

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