88- Camisa do Juventud Pergamino

A 88ª camisa da coleção foi comprada na Rua Lavalle, em Buenos Aires, numa loja que reúne várias camisas de times das divisões de acesso do futebol argentino, a preços interessantes. O dono da camisa é o Club Atlético Juventud, da cidade de Pergamino, que  fica há creca de 200km de Buenos Aires, no meio do caminho até Rosário. Conheça um pouco da cidade:   O time é um dos mais jovens do futebol argentino. Foi fundado em 13 de Julho de 1946, por um grupo de jovens que costumavam jogar num desses terrenos baldios (quem mora na Grande São Paulo já nem deve mais saber o que é isso…). Esse é seu distintivo:

Com o tempo, surgiram pessoas dispostas a ajudar a equipe, como Don Angel Roldán, um ex jogador que acabou tornando-se o primeiro presidente do clube. Logo, começaram a jogar num campo municipal abandonado e em 1958 se afiliaram à liga. Venceram a liga por várias vezes, principalmente na década de 70. Em 2004, foi campeão da Zona Centro do Torneio Argentino B, em 2004 (Clausura). O vídeo abaixo mostra algumas imagens do time: Li num site que o Juventud teve três grandes chances de conseguir o acesso. A primeira delas o acesso lhe foi negado por uma proibição da Federação. Da segunda vez, venceu seu rival Olimpo, por 7 a 0 no jogo decisivo, mas após o jogo houve um quebra pau tão grande que o Conselho Federal fez o Desportivo perder os pontos da partida. A última grande chance, foi contra o Quilmes (de Mar del Plata) que acabou sendo perdida graças a uma má arbitragem. A sede do Pergamino sempre reuniu diversos  registros históricos da cidade, entretanto, em 1995 sofreu uma terrível inundação fazendo com que vários materiais fossem perdidos. O Juventude tem vários apelidos: Celeste, Juve, Inundados, La Ribera, Juventus de Pergamino e Estrella Roja de Centenario. Manda seus jogos no “Estadio Bicentenário Carlos Grondona“, inaugurado em 2009, com capacidade para 7 mil torcedores: Aliás, seus torcedores sabem apoiar o time… A barra do Juventud é “La Banda del Puente”, famosa por suas ações extra campo. Mas suas bancadas também estão repletas dos torcedores autônomos, como se pode ver… Seu principal rival é o Douglas Haig de Pergamino. Atualmente o time disputa o Torneio Argentino B, 2010/2011, que equivale à quarta divisão nacional, após ter sido rebaixado, na temporada passada. Para quem nunca entende as divisões do futebol argentino, é assim: “Primera División“: É  disputada por 20 clubes. “Primera B Nacional“: equivale à segunda divisão. Também 20 clubes. A partir daí, cada divisão tem duas ligas geograficamente separadas, uma pro interior e uma para a  capital: “Primera B Metropolitana”: parte mais próxima da capital, da terceira divisão. É disputada por 21 clubes “Torneo Argentino A” é a outra competição da terceira divisão. Disputada por 25 clubes. A quarta divisão é formada pela “Primera C Metropolitana” (20 clubes) e pelo “Torneo Argentino B” (48 clubes). A 5a divisão é formada pela “Primera D Metropolitana” (18 clubes) e pelo “Torneo del Interior” (apenas 264 clubes). A 6a divisão é representada pelas ligas locais. O site oficial do clube parece estar fora do ar, por isso sugiro visitar esse feito por torcedores: www.juvepergamino.com.ar Ou este: www.sentimientoceleste.es.tl Falem o que for, mas o que eu mais queria do meu time é que ao final de uma conquista difícil, eles fizessem isso:

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Rolê em Buenos Aires parte 5 – La Bombonera

Bom, vamos a mais um sonho…
Vou contar sobre nossa visita a uma dos estádios mais emblemáticos do inconsciente coletivo dos torcedores da América Latina: a Bombonera, casa do Club Atlético Boca Juniors.

Antes de mais nada, vale lembrar que já falei sobre as minhas camisas do Boca (veja aqui como foi).

Como já estávamos meio cansados, ao invés de enfrentar uma caminhada de San Telmo até La Boca, tomamos o coletivo e descemos quase em frente, como mostra a foto abaixo (caraca, como eu saí gordo nessa foto… ou … eu sou gordo assim???):

Como já havíamos feito o passeio e a visita ao Museu por 3 vezes (veja um pouco da nossa última visita aqui), deixamos o Gabriel (o cara do www.torcida.wordpress.com) entrar e ficamos ali por fora, só de rolê.

Demos sorte porque quando passávamos pelo portão lateral, um funcionário saia e deu até pra vermos como estava o campo…

Os caras estavam dando uma arada com um trator (sei lá se era isso mesmo…).

A Mari andando de lá pra cá e o Gabriel fotografando de tudo que é ângulo. Veja como ficaram essas fotos dele aqui!

O nome oficial de La Bombonera é Estádio Alberto J. Armando e possui capacidade para 49.000 torcedores.
O apelido deve-se à sua forma parecida a de uma caixa de bombons. 
Apenas 5 clubes brasileiros venceram o Boca Juniors emLa Bombonera em competições consideradas oficiais: Santos, São Paulo, Cruzeiro, Paysandu e Internacional.
Eu acho muito foda poder estar ali num marco de resistência ao futebol moderno!

Na verdade o bairro La Boca é muito legal de se passear (não só pelo turístico El Caminito). Tem muita arte, culinária e manos que valem a pena a gente conhecer… 
Pouca gente sabe que as pinturas do lado externo do estádio são afrescos do pintor Pérez Celis, que retratou a paixão dos adeptos do clube, bem como aspectos relacionados à vida cotidiana do bairro de La Boca, como o dia-a-dia dos imigrantes italianos.

E o Estádio em si é inacreditável. Ele aparece do nada, de uma hora pra outra levanta e te assombra, como se estivesse escondido no coração do bairro!

A principal razão para isso é o pequeno espaço destinado à sua construção, iniciada em 1923, coordenada pelo arquiteto José Luiz Delpini, que deu a ideia de criar os três anéis de arquibancadas.

Já assisti alguns jogos ali e posso dizer que o mais loco é a altura que vc fica.
Lembra um pouco a Vila Belmiro, mas é ainda mais alto e os degraus da arquibancada ainda menores, você fica com a nítida impressão de estar caindo hehehe

O estádio foi inaugurado com vitória dos donos da casa por 2×1 em um amistoso contra o San Lorenzo.

Em 1952, foi instalada a iluminação para jogos noturnos.

Olhando as fotos da minha última visita, encontrei essa, que coloca o Ramalhão em campo, em plena Bombonera

Além de olhar fotos antigas, vi os posts que eu já fiz sobre esse nosso último rolê e achei que faltou falar de algumas coisas.

Primeiro do nosso hotel, que além, de barato, é muito punk. Chama-se “Brisas del Mar” e fica ali em San Telmo (veja aqui o site do hotel). Esse era nosso quarto…

Outra coisa que faltou foi eu enaltecer meus parceiros de rolê, Gabriel, Gui e Mari, que foram muito companheiros nas bons momentos e nas horas difíceis.

Faltou uma foto pra comprovar que eu tava bem gordo e bem sem noção.
Sair com um shorts do Autônomos e a camisa do Ramalhão, me deram uma impressão ainda pior do que a que eu já tenho…

Os amigos do Tango 14 também mereciam um capítulo a parte.

Assim como a banda em que tocamos aqui no Brasil (Fora de Jogo), eles incluem o futebol com muita frequência em suas letras.

Fomos ao ensaio deles e foi bem divertido!

Além dos tradicionais instrumentos, uma corneta de estádio fez a festa durante o ensaio…

Não tem idéia de como é um som Punk/Oi! boleiro?

Ouve aí uma das melhores músicas do mundo (na minha opinião):

Ah, e como deixar de falar na banda do nosse hermano Hugo, o Doble Fuerza? Pegamos um ensaio deles e ainda assistimos o DVD de 25 anos da banda…

Quer ouvir os caras?? Ouve aê…

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71- Camisa do Nueva Chicago

A 71a camisa de futebol vem novamente da Argentina, onde  passamos o carnaval (e ainda nem consegui terminar de contar tudo…).

O time defende o bairro de Mataderos (no extremo sudoeste da Capital Federal), cujo desenvolvimento se caracterizou pela presença da indústria da carne.

Existe no bairro, uma famosa feira que acontece há mais de 20 anos, criada para ser um espaço de produção e difusão das raízes culturais do povo do bairro.

Eu confesso que nunca fui, por medo de só ter coisas de carne – sou vegetariano- mas me disseram que tem de tudo um pouco por lá…

O principal incentivador do futebol no bairro foram as escolas que trouxeram vários jovens  e consequentemente a prática esportiva.

Foi um grupo de jovens estudantes, do bairro que fundou o time, em 1 de julho de 1911, na época, como Football Club Los Unidos de Nueva Chicago.

Nueva Chicago é quase que um sinônimo para o nome do bairro, tamanha a ligação dos moradores de Mataderos e o time.

O time começou modesto, com reuniões nas próprias ruas, um uniforme comprado numa loja do próprio bairro, e tendo como campo, um terreno baldio, onde foram instaladas traves de madeira (a mesma madeira usada nos matadouros para segurar o gado.

No seu início, disputou ligas inter bairros, mas em 1913 se associou à Associación Argentina, disputando o Torneio da segunda divisão.

Jogar em Mataderos sempre foi um problema para os adversários e para a torcida visitante, tanto que em 1915, o clube foi expulso da liga por problemas ocorridos num jogo contra o Nacional, e só pode voltar a jogar em 1917.

Em 1919, alcançou a primeria divisão, numa época pré AFA (Associacion del Futbol Argentino). No ano seguinte, a AFA estava criada e “de presente” para Mataderos, rebaixou o time no tapetão. 

Em 1937, caiu para a terceira divisão, de onde retornou em 1940, com a conquista do Campeonato Argentino Terceira Divisão, com o time:

Muito anos mais tarde, conquistou o Campeonato Argentino da Segunda Divisão, em 1981, chegando à primeira divisão, com o time abaixo:

Em 1983, caiu para a então “Primeira B”, só retornando à primeira divisão em 2001, com o time:

Vale a pena ver a matéria sobre este acesso:

Infelizmente, em 2004 o time caiu novamente, mas já em 2006 conseguiu voltar à primeira divisão, num jogo histórico contra o Belgrano, conseguindo reverter um placar de 3 gols adversos, como pode se ver no vídeo:

Atualmente (2010), o Nueva Chicago disputa a Primeira B, sonhando em retornar rápido ao lugar que se aconstumou, a primeira divisão! O Estádio fica numa região bastante tranquila…

Mas, como já disse, em dia de jogo, nem sempre Mataderos é tranquilo para seus adversários…

Além do futebol existem outros esportes praticados no clube.

Aliás, o seu estádio leva o nome do time e tem capacidade para 23 mil hinchas! Vale lembrar que o time possui grande rivalidade com o All Boys, que cresceu graças aos vários jogos disputados nas divisões de acesso. O mascote do Nueva Chicago é o “Toro”: Sua hinchada é fanática! O site oficial do time é www.nuevachicago.com , mas existem vários outros sites dedicados ao time, como o www.primerochicago.com.ar

O Nueva Chicago representa muito bem os valores que tanto acredito de amor ao bairro…

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Rolê em Buenos Aires parte 3 – Visitando Avellaneda

Assim como o bairro “La Boca” deu nascimento aos dois “gigantes” de Buenos Aires (Boca e River – lembrando que o River mudou de bairro, anos depois), o bairro de Avellaneda abriga outras duas grandes forças do futebol argentino, Racing e Independiente.
Nessa viagem, além de assistir a um jogo de cada time, passeamos pelo bairro e visitamos os dois estádio, a começar pelo Estádio “Libertadores de América”, de los rojos (Independiente):

O Estádio ainda está passando por uma grande reforma e por isso tem uma cara meio sinistra. Como não era dia de jogo, também estava tudo meio parado por lá.

O Estádio era chamado de “La Doble Visera” (pelo seu formato), e foi inaugurado em 4 de março de 1928.

Em outubro de 2009, foi reinugurado, após a primeira série de obras, num jogo contra o Colón de Santa Fé, vencido pelos “Diablos Rojos” por 3×2.

Foto no dia do jogo (2009)

Devido às obras, não conseguimos autorização para entrar no estádio, então tivemos que nos contentar com fotos externas.

Fica registrado mais um estádio na nossa coleção!

Dias depois iríamos assistir a uma partida de los Diablos, fora de casa, contra o Velez.

Ficamos um pouco tristes por não poder adentrar ao estádio num dia de jogo ou mesmo treinamento, mas ao menos já deu pra sentir um pouco da casa do Independiente.

É engraçado visitar o Estádio em dias assim, nem parece que tem jogo mesmo…

Tava uma tarde meio sem graça, de garoa cair na vidraça, céu branco….
Faltavam cores, torcedores, mas já deu certa  alegria de poder ver, ali ao fundo, as arquibancadas.

Enfim, ficamos um pouco desanimados por não entrar, mas já nos animamos ao perceber que o Estádio do RacingPresidente Juan Domingo Perón“, ou “El Cilindro” ficava a poucas quadras dali.
Caminhamos um pouco e chegamos na entrada do estacionamento do Estádio.
Logo de cara já veio a decepção de novo, o cara disse que dificilmente conseguiríamos entrar no estádio…

O negócio então foi aproveitar e fotografar o lado e fora do Estádio, de todos os ângulos possíveis.

Claro, e registrar nossa passagem por mais um estádio!

O Racing parecia ter um cuidado maior com a imagem do Estádio (talvez por não estar em reformas).

O estádio lembra um pouco o Olímpico, do Grêmio.

Mas o mais legal dos dois estádios dá pra ver dessa foto, olha como são literalmente colados os estádios do dois maiores rivais Racing e Independiente:

Já tinha valido a pena, fizemos umas fotos legais, andamos pelo entorno, estivemos ali pertinho…

Mas quando preparávamos para ir embora, “El pibe” Gui, conseguiu falar com um pessoal que havia contatado daqui do Brasil. E aí…

Uma vez lá dentro, pudemos tirar mais fotos e aproveitar aquele local sagrado só para a gente…

Vale fazer pose…

E mais pose…

E posar de gangue…

O rolê era esse mesmo… Andar, olhar, fotografar, respirar o ar del Cilindro…

Olhando pelo chão, encontrei um panfleto de uma campanha para escolher o que iria escrito na camisa do Racing este ano, a frase escolhida foi “Racing, dueño de una passion” (mais informações sobre a promoção em: http://corazonacademico.com.ar/index.php?pagina=1 )

E olhando pela net achei essa foto, que mostra uma visão aérea de la cancha…

O Estádio é bem grande…

E dá pra ver que também é bem próximo do campo, né?
O mais loco é que é quase na mesma altura…

Vamos adentrar e bater uma bola???

O Gui fez uma reportagem com o pessoal que cuida do departamento de torcedores.

Ah, veja como ficou o vídeo do Gui, ao som do Ataque 77:

Pra nós, esse rolê foi muito mais que uma viagem, foi uma vivência próxima entre 4 apaixonados pelo futebol e uma overdose de partidas, estádios, novos amigos…
Futebol pra nós é isso… É abrir as mentes, romper as amarras, e os arames farpados (vale??)…

Finalizamos com a Mari levantando a camisa do Cosmopolitano em plena cancha de Racing:

Assim deixamos Avellaneda e nos preparamos para mais uma aventura, publicada a seguir…

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Rolê em Buenos Aires parte 2 – Argentinos Jrs

Bom, pra não perder o ritmo (até porque o futebol está a 200 km/hora esse ano), voltemos às nossas aventuras boleiras pela América do Sul.
O primeiro programa boleiro, logo na segunda feira em que chegamos a Buenos Aires, foi um jogo do Argentinos Jrs.

Vale lembrar que eu e a Mari já tínhamos feito um rolê nesse estádio há um ano, veja aqui como foi.

O nosso “guia” foi o amigo “Checho“, que além de torcedor e morador do bairro, é o responsável por uma loja que só vende punk rock, oi! e outros sonidos da rua.

A loja dele:

E a gente, mais punk, impossível…

O entorno do estádio mostra que a maior parte dos torcedores se conhecem, até porque são quase todos das redondezas. É o velho amor ao bairro que a gente tanto sente falta aqui no Brasil.

Ainda que as “grandes equipes” também estejam angariando o maior número de torcedores, o Argentinos Jrs mostrou que o sentimento de amor entre time-estádio-bairro-hinchas é muito forte.

O estádio é pequeno. Lembra um pouco a Javari, com alguns andares a mais.

Réplica da Camisa em frente o estádio: 35 pesos Ingresso para o jogo: 20 pesos Passar uma noite de segunda feira ao lado da namorada e dos amigos assistindo uma partida de futebol na Argentina… não tem preço!

Ah, fiz um vídeo pra você ter uma ideia do que é o Estádio Diego Armando Maradona por dentro:

https://www.youtube.com/embed/swBfUblmul8 Dentro do Estádio, o destaque vai para a loja do clube que vende uma infinidade de produtos relacionados ao time. Os vendedores são gente boa e dá a nítida impressão que é uma festa entre amigos.

A diferença podia ser menor com a realidade que vivemos no Brasil, não? É pedir demais ter uma dessa em cada estádio??

E muita gente da velha guarda lotando as arquibancadas do estádio que leva o nome do maior jogador do mundo, que defendeu as cores do “Bicho” (apelido do time) no início da carreira.

Dá pra ver o nome ali??

E dá lhe festa. Popular. Sem controle, sem comando. Festa de gente, feita pela gente, e pra gente…

A torcida do Newell Old Boys compareceu, mesmo estando há mais de 3 horas da capital. A banda só foi chegar no final do primeiro tempo

O estádio tem uma mística bem particular. Parece um pub, onde amigos se encontram e se divertem.

E alentam, cantam e embalam seus jogadores!

Mulheres e crianças bastante presentes (vale ressaltar que a barra do time fica atrás do gol, e eles cantam e pulam sem parar, por isso tem mais crianças na arquibancada lateral).

As árvores ao fundo dão um belo cenário pro estádio, não acha?

Essa é a barra do bicho:

O campo é tão perto, que as vezes parece que vc tá dentro dele (não falei que lembrava a Javari)…

E guarde registros e fotos e vídeos… Estar ali foi um momento inesquecível…

Aliás, veja como ficou o registro feito pelo Gui:

A Barra vista de frente…

Para nossa tristeza, o tempo começou a virar e um friozinho virou chuva, que virou tempestade que cancelou o jogo aos 20 minutos do segundo tempo e alagou a cidade. Eu queria ter dado uma volta no estádio ao fim do jogo pra mostrar todos os lados, e por isso não deu… Sorte que fiz essa foto antes do jogo:

Bom, foi esse o nosso rolê pelo jogo do Argentinos Jrs, dali ainda fizemos um rolê pela cidade inundada (o busão foi corajoso!) e fomos dormir. Ainda tínhamos muitas aventuras pra viver, né não Gui?

Ah, para quem quer mais informações sobre o time, o site oficial do Argentinos Jrs é www.argentinosjuniors.com.ar e o blog: www.elblogdelbicho.com.ar/ Abraços e que nos sirva de exemplo a relação do bairro com o time…

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40- Camisa do Estudiantes

 A 40a Camisa de Futebol do nosso blog pertence ao Estudiantes de La Plata, clube da cidade de La Plata, Província de Buenos Aires, um dos mais importantes e tradicionais times Argentinos.

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O Estudiantes foi fundado em 4 de agosto de 1905, por um pessoal que saiu do Gimnasia de La Plata, que até então dava pouca atenção ao futebol. Por isso a rivalidade entre os dois clubes é muito grande, até hoje. Tomás Shendden, vindo da English High School (berço do primeiro grande time de futebol argentino, o Alumni, e fonte das cores do time) foi um dos fundadores do time, que teve seu nome escolhido devido à maioria dos fundadores serem estudantes. Começou disputando o torneio organizado pela Associação Argentina de Futebol, e em 1906 inscreveu-se na Federação Argentina de Futebol, e disputou campeonatos amadores até 1931, quando foi para o profissionalismo da Liga Maior. No fim dos anos 20, o time teve uma mítica linha de atacantes, denominada “Los Profesores“, formada por Miguel Ángel Lauri Flecha de Oro, Alejandro Scopelli el Conejo, Alberto Zozaya Don Padilha, Manuel Ferreira el Piloto Olímpico e Enrique Guaita el Indio.

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Mesmo sendo um time marcado pelas vitórias, vale lembrar que o Estudiantes chegou  a disputar a segunda divisão nos anos 50 e no início da década de 60 só não caiu por uma virada de mesa que cancelou o descenso. Entretanto, foi no fim dos anos 60 que começou a surgir um time que seria referência para o futebol Argentino, com base num futebol solidário, cheio de jogadas ensaiadas e inovações táticas, e apresentando muita catimba, tendo do lado de fora do campo o técnico Zubeldía, como líder do time. Assim, classificou-se para a Copa Libertadores de 1968 graças ao vice-campeotato no torneio Nacional, de maneira invicta (fato único até hoje na história do futebol argentino). Na Libertadores, fez a grande final contra o forte Palmeiras. Em La Plata conseguiu uma vitória de virada sensacional,com gols aos 38 e aos 43 do 2o tempo. Na partida de volta a equipe brasileira venceu por 3×1 em São Paulo, confira:

A vitória brasileira levou a decisão para um terceiro jogo em Montevidéu, que terminou com vitória Pincha por 2×0. O Estudiantes conquistava sua primeira Copa Libertadores da América e iria disputar o mundial contra o campeão europeu, o Manchester United de Matt Busby, Bobby Charlton e George Best.

O primeiro jogo foi em La Bombonera, e terminou em 1×0 para los hermanos. O segundo jogo ocorreu no Old Trafford, repleto de hooligans retribuindo a hostilidade vista no jogo de ida, e gritando “Animals, animals”. Aos sete minutos, La Bruja Verón calou a torcida britânica, 1×0. Morgan ainda empataria no último minuto, mas o título era Argentino. Veja um pouco do que foi essa conquista:

Em 1969, foram necessários apenas dois jogos, para conseguir o bicampeonato, já que na época, o campeão se classificava direto à semifinal. Assim, derrotou a Universidad Católica e depois o Nacional do Uruguai.

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Em outubro, perderam o mundial para o Milan, que venceu por 3×0 na Itália e depois perdeu por 2×1 em La Plata, num jogo que levou três jogadores pinchas para a delegacia, devido à violência da partida. Em 1970, mais uma vez classificado direto às semifinais, o Estudiantes venceu o River e depois o Peñarol.

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Mais uma vez deixaram de conquistar a intercontinental desta vez para o Feyenoord, ao empatar em 2×2 na Bombonera e perder por 1×0 no De Kuip, em Roterdã. Em 1971, a chance do tetracampeonato acabou-se ao perder a final do torneio para o Nacional de Montevidéu Vale dizer que foi o Estudiantes que criou várias práticas, como a concentração antes do jogo, jogadas ensaiadas, estudo do adversário, escanteios fechados além de muito antifutebol, criando o “jogo duro” que caracterizaria o futebol argentino daí pra frente. Os anos 90 não foram fáceis e a única jornada que marcou o clube foi o ascenso à primeira divisão em 1995. Em 2003 conquistou o Apertura graças ao retorno do filho pródigo “La brujita” Sebastián Veron, que preotagonizou junto do pai, uma bela história familiar, entre “brujas”. É que tanto ele, quanto seu pai, “La bruja” Juan Ramon Veron, defenderam as cores do  time.

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O Estudiantes manda seus jogos no Estadio Jorge Luis Hirschi:

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Ah, e o time é chamado de “Pincha” porque isso significa tricampeão, em referência aos três títulos consecutivos da Libertadores. Assim,  quem torce para o time é um “Pincharrata”. Veja um pouco do que é a torcida Pincharrata:

O site oficial é: www.clubestudianteslp.com.ar

Pra acabar, que tal liberar seu lado Pincharrata e allentar em pleno Morumbi?

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37- Camisa do Club Olimpo de Bahía Blanca

Com a Camisa do Olimpo, voltamos à Argentina, graças ao presente do amigo e “brother in football” sr. Mandioca, que devido ao seu polêmico post, agora também é chamado de “Mano Corinthians”.

O Mandioca (vocalista do Fora de Jogo, banda que eu também toco) esteve na Argentina por duas vezes esse ano, o cara ficou a vida toda sem ir e agora foi assim, duas seguidas…. Mas eu sei como é… A Argentina é mesmo um lugar mágico pra quem gosta de rock, política e futebol.

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Mas vamos ao nosso propósito. O Mandz me deu de Presente a Camisa do Club Olimpo de Bahía Blanca, el “Capo del Sur”, cujo site oficial é o www.aurinegro.com.ar .

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O clube foi fundado em 15 de Outubro de 1910 em Bahía Blanca, uma cidade distante cerca de 650km da capital Buenos Aires.

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Jorge Avellanal foi o primeiro presidente, e logo decidiram em assembléia que o nome do time seria Olimpo, numa referência ao monte que a mitologia grega diz ser a “berço e morada dos Deuses”. E foi o presidente quem propos as cores preto e amarelo, já que era simpatizante do Penarol, por ter nascido no Uruguay. Hoje o clube é o mais importante da cidade de Bahía Blanca, atuando não só no futebol, mas em outros esportes. Mas é o futebol o centro das atenções, e é o maior ganhador da história da “Liga del Sur” além de ser o primeiro time da região a disputar uma competição nacional. Manda seus jogos no Estadio Roberto Natalio Carminatti: remodelacion_02 Carminatti2 olimpo Apesar de ser um time distante da capital, possui uma torcida apaixonada e que comparece, confira esse especial de imagens: E como em todos os lugares, e não só no futebol, em Bahia Blanca também existe a questão da violência. No final de fevereiro deste ano, Daniel Guzmán, líder da “Barra Brava” do time foi assassinado, no bairro Bajo Rondeau. Aparentemente o autor do crime foi outro torcedor do time, numa clara disputa pelo poder.Uma pena, mas uma realidade. Após uma boa temporada em 2006/2007, o time foi mal na temporada seguinte e atualmente disputa a “B”. Pra finalizar, e melhorar o clima, compartilhe alguns momentos no estádio no meio da hinchada:

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28- Camisa do Independiente (Argentina)

Aproveitando minha viagem, vou falar dessa camisa que chegou a mim pelo amigo Oliver (foi ele quem me conseguiu a do Yoklomaha Fluggels também). O mais legal dessa camisa é que o Gui (baterista da banda que toco, o Fora de Jogo) é apaixonado pelo Racing, o maior rival deles, assim, além de ser uma camisa muito bonita (o tecido é aquele algodão antigo) eu ainda consegui um ítem pra causar uma polêmica com ele hehehe. O site oficial do time é www.independiente.com .

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O Club Atlético Independiente é um time de Avellaneda, um Município da Grande Buenos Aires, mais ou menos como é qualquer cidade do ABC em relação à grande de São Paulo. É conhecido por ser o time que mais ganhou Libertadores, foram 7 títulos, em 1964, 1965, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1984. Esse é o time de 1964:

É chamado de “El Rojo” ou “Los Diablos Rojos” .

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A rivalidade com o Racing chega a ser curiosa, se pensarmos que os estádios estão distantes algumas quadras um do outro. Aliás, o estádio do Independiente é o “Libertadores de América”, também conhecido como “La Doble Visera”, com capacidade para quase 53 mil pessoas.

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A torcida do Independiente é bem barulhenta, tive a oportunidade de ver a chegada da barra ao estádio do Huracan no último clássico de Avellaneda. Existe um site bem interessante feito pelos torcedores: www.infiernorojo.com

E que tal comemorar um gol com los rojos?

Abraços!

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Salvar]]>

Rolê por Buenos Aires parte 1

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E como o Boca jogava fora de casa, ou seja, não daria pra assistir nenhum jogo ali, aproveitei pra revisitar o Museu do Boca, que tem que servir de referência para qualquer clube do mundo. Um museu que alia diversão e informação. Não é a toa que tem sempre movimento, independente da época do ano. A foto abaixo mostra uma parte do painel com fotos de todos os jogadores que já passaram pelo time. O terceiro da esquerda para a direita, da fileira de baixo é o brasileiro Heleno de Freitas, que segundo as lendas, teve um pequeno caso com Evita.

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Para os loucos por camisetas e adereços, eles guardam mostras de uniformes de todas as épocas, sem contar os vídeos, e demais arquivos que mantém viva a memória do time. Fiquei pensando como seria se cada clube brasileiro tivesse um quartinho com suas memórias guardadas… Tantos times que já nem disputam mais o futebol profissional… Triste né? Em breve ninguém se lembra.

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Fomos visitar um casal de amigos, o Hugo do Doble Fuerza e a Joana e a filhota Augustina, e eles moram em Parque Patrícios, há 3 quadras do estádio Tomas A. Ducó, a casa do Huracan.

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Infelizmente não conseguimos ir ao estádio, pois no mesmo dia teria o clássico Independiente x Racing (2×0) e não conseguimos ingressos pra partida, e sem ingressos não ia ficar passeando de bobo no meio das hinchadas que formam o segundo maior clássico da Argentina. O Independiente venceu por 2×0.

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No dia seguinte, fomos conhecer o berço de Maradona, o Estádio do Argentino Juniores, que leva o nome do craque. Após dois dias de calor de 40 graus, pegamos uma bela chuva durante os 45 minutos de onibus e 10 minutos de caminhada até chegarmos ensopados ao Diego Armando Maradona.

Um estádio charmoso, todo coberto por desenhos e grafites, e pequeno. Chega a lembrar a Rua Javari. A nossa única decepção é que não deixaram a gente entrar pra bater umas fotos lá de dentro.

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Pra quem quer ver um pouco do estádio por dentro, acesso esse link que é do dia em que fomos ao jogo!

Depois fui até a casa do nosso amigo Tano (vocalista da banda Muerte Lenta) que nos surpreendeu nos recebendo com uma antiga camisa do Santo André, que lhe dei de presente há quase 9 anos atrás.

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O Tano mora muito perto do estádio do Almagro. Aguardem a continuação dessa aventura… Salvar Salvar]]>