O futebol em Serrana (SP)

Aproveitamos o feriado da consciência negra (20 de novembro) de 2025 para refletir sobre o quanto o racismo ainda atrapalha uma vida de qualidade em nosso país.
Foi fácil concluir que o racismo ainda é um grande problema social, e que por isso, não basta se dizer “não racista” é imprescindível que sejamos todos antirracistas nos ambientes em que vivemos.
Aproveite o vídeo da professora Selminha e faça o teste para identificar o racismo nos ambientes que você frequenta:

Também aproveitamos o feriado para fazer mais um rolê boleiro e decidimos finalmente registrar o Estádio Palma Travassos, que era o único das 5 divisões do Campeonato Paulista que ainda não havíamos fotografado.

Veja aqui como foi!

Antes de chegar lá, fizemos algumas paradas, como em Santa Cruz das Palmeiras, para rever a casa do EC Palmeirense.
Se você nunca esteve lá, dá uma olhada no vídeo que fizemos em 2018 (ou veja aqui como foi aquele role!)

Mas de volta a 2025, passamos em Tambaú para almoçar e relembrar da cidade que possui dois rivais na mesma rua: o EC Operário e o EC União! Estivemos lá antes também e você pode ver aqui como foi.
Ou veja um pouco dos dois estádios:

Ainda aproveitamos para finalmente registrar o interior do Estádio Dr Guião, a casa do CR Cajuruense, em Cajuru, veja aqui como foi esse rolê de 2025.

Mas antes de chegar a Ribeirão Preto, ainda teríamos uma última parada: a cidade de Serrana, que tantas vezes nos acolheu no rolê punk em especial no CECAC e no Festival Caipiro Rock, aliás, olha a gente aí na edição de 2010.

Mas dessa vez, fomos para conhecer e registrar o Estádio Municipal Luiz Antonio de Mattos, que será a casa do LG Sports nas disputas das categorias de base da Federação Paulista, a partir de 2026.

O time nasceu como uma escola de futebol de alta performance em Ribeirão Preto agora vai mandar seus jogos na cidade de Serrana, no Estádio Municipal “Luiz Antônio de Mattos”, e por isso, lá fomos nós conhecê-lo!

Quem nos recebeu foi o Ricardo Brasileiro, amigo que também faz essa trajetória entre o punk, a música independente e o futebol e o organizador do Festival Caipiro Rock.

Então, venha conosco para conhecer não só mais um estádio como o novo time e… seu presidente !

Segue o tradicional registro do meio campo:

O gol da direita:

E o gol da esquerda:

Aqui dá pra ter uma ideia geral:

E enquanto fazíamos os registros, o pessoal seguia trabalhando sob um sol escaldante…

Fizemos o Lucas, atual presidente do LG Sports dar uma paradinha pra bater um papo rápido:

Pois é… Quem diria que anos após termos conhecido Serrana pela cena punk, agora voltaríamos para registrar sua “cena boleira”…

Que as arquibancadas do Estádio Municipal Luiz Antonio de Mattos possam acolher muitas e muitos torcedores…

E, principalmente, que seu campo receba jovens promessas do futebol oriundos da própria cidade, transformando-se em um verdadeiro catalisador sócio-esportivo.

O primeiro gol já está aí, registrado:

E que também possa gerar empregos e fazer do futebol um motor para a cidade!

A mim, só resta, como sempre, agradecer a oportunidade de rever o amigo Brasileiro e de poder registrar o “novo-velho” campo…

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146- Camisa do Comercial de Ribeirão Preto

A 146ª camisa de futebol do blog vem de uma grande cidade do interior paulista que consegue unir desenvolvimento à natureza: Ribeirão Preto!

Mais uma vez foi presente do amigo Guilherme, El Pibe, que escreve o www.expulsosdecampo.blogspot.com .

Falaremos hoje da camisa e da história do Commercial Football Club.

A história deste tradicional time do interior paulista, começa em 1911, quando um grupo de comerciantes se reuniu para montar seu próprio time de futebol. É incrível como as pessoas do início do século XX conseguiram dar valor aos atos de criação dos times, quase como que prevendo que se transformariam em instituições “eternas”. Hoje, os fundadores do time dão nomes às cadeiras cativas do estádio. A primeira partida seria disputada ainda em 1911, uma derrota por 3×1 para a Associação Athletico Gymnasial, de Ribeirão Preto. Em 1915, enfrentou o badalado SC Germânia, da capital paulista e venceu por 4 a 1. Assim como estes, vários amistosos mantiveram a torcida em polvorosa nos primeiros anos do clube. Em 1919, disputou o Campeonato Paulista – Divisão do Interior da APEA (Associação Paulista de Esportes Athléticos), tornando-se vice-campeão. Em 1920, disputou uma série de amistosos no Pernambuco onde conquistou 7 vitórias e um empate, dando origem ao apelido e futuro mascote do time: o Leão do Norte.

Em 1922, fato curioso, o time disputou um amistoso contra a Seleção Argentina, no Estádio da Rua Tibiriçá, onde mandava seus jogos. Em 1927, estreiou na Primeira Divisão do futebol paulista. Esse é o time dos anos 20: A crise de 29, que afetou o mundo todo, principalmente os EUA acabou chegando até os cafeicultores de Ribeirão Preto e manteve o time fora das disputas até 1954. Em 1954, o time ressurge, agora como Comercial Futebol Clube e passou a mandar seus jogos no Estádio Antônio da Costa Coelho, campo do E.C. Mogiana. O retorno foi marcado por uma série de amistosos, com destaque para a derrota para o São Paulo FC. Mas o time também participou da segunda divisão, chegando a final contra o EC Taubaté, que acabou num 0x0, dando o título e o acesso à primeira divisão ao Burro da Central. Seria neste ano que aconteceria o primeiro clássico “Come-Fogo”, da fase profissional, terminando num empate em 1×1. O título paulista da segunda divisão viria em 1958, junto do acesso para primeira divisão, fazendo a final contra o Corinthians de Presidente Prudente, em jogo no Estádio do Pacaembu. A partir daí, a torcida do Comercial se acostumou a disputar a elite do futebol paulista e os anos 60 acabaram marcados como os anos de glória do time. Em 1962, o clube foi vice-campeão da Taça São Paulo, perdendo apenas a final para o Santos de Pelé. Esse é o time de um ano antes: Em 1964, era hora de inaugurar seu estádio, o Palma Travassos, utilizado até os dias de hoje e apelidado de “La Bafonera”.

Em 1965, venceu a Copa Ribeirão Preto jogando contra Corinthians, Fluminense e Botafogo carioca e ainda empatou em 1×1 com o Peñarol do Uruguai, em um amistoso.

Em 1966, o Leão acabou com uma invencibilidade de 14 jogos do Palmeiras e fez um jogo inesquecível contra o Santos de Pelé, perdendo por 7×5. Ainda faria incríveis 8×1 no Bragantino, terminando em terceiro lugar no campeonato paulista. O ano ainda traria uma incrível surpresa, o time enfrentaria a Seleção Brasileira (perdendo por 4×2), em Amparo.

Em 1972, o Comercial ficaria marcado como o último time a levar um gol do craque Garrincha (Olaria 2 x 2 Comercial). Em 1974, terminou o Paulistão em sétimo lugar. Em uma disputa histórica, conquistou a vaga para o Brasileiro de 1978, em cima do Botafogo FC. Em 1979, ficou em 14º, num brasileirão que contou com quase 100 clubes.

No início da década de 1980, o Comercial conseguiu grandes resultados como golear o Corinthians em Palma Travassos por 4 a 0, o Santos na vila: 3 a 1, o São Paulo no Morumbi por 5 a 4. Em 1980 foi campeão do primeiro turno da Taça de Prata, a segunda divisão do Campeonato Brasileiro na época. Em 1983, fez 4×1, no São Paulo, no Estádio Palma Travassos. Em 1986, um soco no estômago da torcida… O Comercial acaba rebaixado para a Divisão Intermediária do Campeonato Paulista, mesmo tendo vencido novamente o forte São Paulo FC, dentro Morumbi, por 5×4. Olha, que legal o Come-Fogo de 1986, que bom público: O time se segurou na segunda divisão até 1993, quando conquistou o acesso, porém… Foi quando a Federação organizou o campeonato com as atuais definições (A1, A2, A3 e B) mantendo o time Comercialino na série A2, longe dos holofotes da imprensa. Os anos seguiam, e mesmo com o constante apoio de sua apaixonada torcida, em 2009, o time viveu um novo momento de terror. O Comercial era rebaixado para a série A3, e vivia uma forte crise financeira. Até o Estádio Palma Travassos, entrou em disputa para saldar dívidas. Parecia o fim. Mas não foi. Graças a uma série de esforços locais, passando por uma polêmica parceria com o grupo Lacerda Sports Brasil e com o OléBrasil (até então, terceiro time de Ribeirão Preto), até culminar com o movimento “Comercial meu amor Imortal”. Os resultados logo vieram, em 2010 mesmo, o time conseguiu retornar à série A2, ainda que com por meio de uma manobra legal. O time do Votoraty (fortemente ligado ao grupo OléBrasil) desistiu de continuar disputando a série A2, e o Comercial acabou herdando sua vaga. O ano seguinte, no centenário do Comercial, apresentou ao Leão uma A2 bastante forte e competitiva, mas conquistou o acesso de volta à elite do Paulistão, com o time: Para celebrar o centenário, o Comercial realizou uma excursão para Europa, onde fez cinco amistosos, vencendo 3, empatando 1 e perdendo 1. Ainda foi publicado o livro “Comercial – Uma paixão centenária”, pelo pesquisador Igor Ramos. Para marcar ainda mais o ano do centenário, o Comercial ficou ainda com o vice-campeonato da Copa Paulista, perdendo o título para o Paulista de Jundiaí.

Infelizmente, em 2012 o Comercial acabou voltando para a serie A2. Destaque para a galera da Mancha Alvinegra, fundada em 1986.

Outra torcida que merece destaque é a Batalhão Alvinegro, desde 2002 e da qual faz parte nosso amigo Alfredo “Sapo”, lá de Serrana!

Maiores informações sobre o clube podem ser encontradas no site oficial: www.comercialfc.com.br Curta um pouco com a torcida do Comercial…

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