
E lá vamos nós!
Depois de registrar os estádios de Pirassununga, Descalvado, Santa Rita do Passa Quatro, Tambaú, Santa Rosa de Viterbo, Santa Cruz das Palmeiras, Vargem Grande do Sul, São José do Rio Pardo, Cajuru e Batatais, agora é a hora de conhecer à triste história do futebol na cidade de Orlândia, que já foi a capital paulista do futsal!

A cidade viveu dias de glória com o futebol e o futsal. Mas, nem mesmo com muita reza na Paróquia São José, as coisas se sustentaram 🙁

A cidade de Orlândia fazia parte de Batatais até 1890, e sua história tem muito a ver com a produção agrícola da cidade e com o fato da Cia Mogiana de Estradas de Ferro permitirem seu escoamento para outros mercados.

A cidade foi planejada para colaborar com a circulação dentro dela, por isso, existem várias avenidas largas, nem sempre comuns nas cidades do interior.

E é possível encontrar diversas lembranças arquitetônicas do passado da cidade!

E aí você se pergunta: Por que estávamos em Orlândia? Simples, por causa da Associação Atlética Orlândia.

A Associação Atlética Orlândia foi fundada em 5 de Maio de 1920 e mandava os seus jogos no Estádio Municipal Virgílio Ferreira Jorge, o “Virgilhão”.

Essa já não é a atual cara da entrada do estádio (e aí começamos a desenrolar a triste história do futebol local). Se você for até lá hoje, encontrará a seguinte imagem:

Pois é, já não tem a placa indicando o nome do Estádio e nem sequer uma entrada… Está tudo bem fechado. E o motivo? R$ 3 milhões de motivos… Que fizeram o terreno ser agora da propriedade do Grupo Colorado.

Pra quem não conhece a história de sucesso do time local, vale lembrar que a AA Orlândia disputou 27 Campeonatos Paulistas entre a A2 (de 1949 a 52, 1967, 1969, de 1971 a 74, 1976, de 1982 a 84 e 1986).
E pela terceirona, foram 11 disputas (de 1961 a 66 e depois de 1977 a 1981).




Um pouco do registro fotográfico desses times encontra-se em fotos aqui e acolá distribuídas pela Internet, a começar por um time da década de 60 (que tinha no gol, Carlão, que jogou aqui no Santo André, também):

Olha o Carlão em uma bela imagem da época:

Essas são do site do Milton Neves, da seção “Que fim levou”. O jogador em destaque é José Augusto Lopes da Silva, o Zé Augusto (ou Guto).


É , a AA Orlândia tem mesmo um passado glorioso, com destaque para o título do Torneio Matheus Marinelli, de 1982 e o título de 1994, da Quinta Divisão (campanha abaixo):


O campeonato foi decidido em um hexagonal final e a AA Orlânidia sagrou-se campeã!




Mas, seu presente é uma lacuna…

Logo após o título de 1994, o clube se licenciou e hoje, o estádio aguarda o início de sua demolição… Que tal uma espiada?
Ao fotografar o lado externo fomos orientados por um morador que evitasse demonstrar muito interesse, porque segundo ele, a Polícia Militar e a segurança privada do local costumava ser um tanto rígida ao não permitir qualquer registro sobre o local.

Respeitamos o conselho e obviamente não adentramos à área do estádio, agora particular, mas pelo menos as fotos da bilheteria, foram feitas!


Decidimos dar uma volta ao redor do quarteirão para ver se ao menos alguma fresta permitiria um registro mínimo da parte interna do estádio.



E encontramos! Um furo no portão permitiu trazer luz a um dos campos mais misteriosos da atualidade. Ele segue lá! Mas… E aquele ônibus?? O que faz lá?

A arquibancada coberta resiste, como que implorando uma segunda chance…

Encontrei uma foto que parece ser dessa mesma arquibancada, alguns anos atrás:

Aqui, uma imagem do gol:

E consegui fazer uma foto dos fundos da arquibancada coberta.

Ainda encontrei algumas imagens da parte de dentro do Estádio Municipal Virgílio Ferreira Jorge:

Mas o registro mais marcante é o que foi feito pelo artista Nuno Ramos, em sua performance “Placar final”, de 2007, que parecia antever um triste futuro da cidade, enterrando o futebol profissional…



E além disso, contamos com a ajuda dos nossos amigos que seguem acompanhando o blog, e graças ao Naressi, torcedor do CAP (Pirassununguense) da Malucos do Vale, conseguimos algumas imagens internas:


Acho que mesmo sem conseguirmos entrar, deu pra ter uma ideia da grandiosidade do estádio e sua importância pro futebol local.

Uma última olhada via buraco…

Ah, e pra quem se pergunta por quê a tristeza também no futsal, é que o time que outrora teve Falcão como principal jogador / embaixador, acabou vendo o final dessa parceria deixando a cidade órfã.
…

E demos sorte, porque chegamos no dia da tradicional festa italiana DI SAN GENNARO!
Adivinha se não demos um rolê por lá a noite!
Dormimos em Batatais, o que nos permitiu até pegar uma piscina no hotel, na manhã seguinte… Ainda que estivéssemos meio com cara de sono kkkk
Mas, pra quem quer pegar a estrada, 7 da manhã já é tarde, sendo assim, booooooommmmm diaaaaaaa Vietnãããã!!!!!!
Batatais resguarda parte de sua arquitetura do início do século que tenta relembrar suas história aos atuais moradores, pedindo que não esqueçam suas origens!
Belos prédios, casas históricas e cuidados exibidos a cada pequeno detalhe…
Mas, pulemos a cerca que limita nossa liberdade e vamos conhecer o motivo da nossa visita à cidade…
… O Estádio Dr. Oswaldo Scatena!
O Estádio Dr. Oswalvdo Scatena é a casa do Batatais FC.
Outrora, já falamos do time do
O Estádio foi inaugurado em 1954, e teve como primeira partida “Batatais 2×4 Palmeiras”, encontrei essas imagens referentes a esta partida:
E aí estamos nós! Em mais um templo sagrado do futebol paulista!
Deu pra fazer nossa tradicional foto na bilheteria!!
O Batatais completa no ano que vem seu centenário! Tomara que programem algo para marca o ano!
E nós, aqui, literalmente visitando a cancha local!
Como não sabemos por onde ir… sigamos o proibido! kkkkk Brincadeira hein? Entramos por aí com o consentimento dos funcionários locais.
E que tal uma olhada na parte interna do estádio?
O meio campo:
O gol do lado direito:
Com tanta arquibancada, o Estádio Doutor Oswaldo Scatena (também chamado de Scatenão) possui atualmente capacidade para 15.000 pessoas.
Uma coisa que eu acho muito legal em alguns estádios do interior é a homenagem que prestam ali mesmo aos ex atletas, veja que da hora:
As bandeiras tremulando ao vento, ao fundo do gol.
E aí estamos nós!
E lá no campo, o time treinava para mais uma partida da Copa Paulista!
Destaque para o ótimo zagueiro Luiz Matheus que jogou no nosso Santo André (fez o gol do título da Copa Paulista 2016).
Mais um estádio que merece estar eternamente em funcionamento! Parabéns à população de Batatais por manter um time tão simpático em atividade, mesmo com tantas dificuldades que sabemos existir atualmente para isso…
E que arquitetura maluca hehehehe E ainda assim genial!
Hora de dizer até um dia ao fantasma da mogiana! Tomara que voltemos um dia para acompanhar uma partida!




























































































Atualmente, cerca de 42 mil pessoas vivem em Vargem Grande do Sul, mas isso não significa que a população local tenha aberto mão de velhos hábitos como o dominó na rua…
E se o medo afugenta as pessoas da rua nas grandes cidades, em Vargem Grande do Sul as pessoas se sentem protegidas por saber que lá no alto da cidade, o tradicional “Cristo Redentor” tá de olho em tudo que acontece.
A cidade nasceu de um antigo povoado, surgido às margens da antiga estrada Boiadeira percorrida pelos Bandeirantes no século XVII, em busca das minas de ouro de Goiás.
No fim do século XIX e início do século XX começaram a chegar os imigrantes que iriam formar a sua população.
O nome de Vargem Grande do Sul foi dado ao município em 1944. “Vargem” é o nome português que se dá à várzea dos rios e a cidade é cortada pelos rios Jaguari Mirim, Fartura e Verde.
Nosso objetivo nessa visita era registrar o Estádio Municipal Dr. Gabriel Mesquita.
O Estádio foi a casa da Associação Atlética Vargeana.
O time foi fundado em 26 de fevereiro de 1945.
Essa é a entrada do estádio.
Acho muito legal quando os estádios usam o portão pra valorizar o time, normalmente com as iniciais do time. No caso do Estádio Dr. Gabriel Mesquita, acredito que as iniciais sejam referências a “Estádio Municipal”.
O Estádio está muito bem cuidado, mas infelizmente estava fechado… Mesmo assim, a salvadora escada que meu pai emprestou e colocou no porta malas do carro me permitiu fazer algumas fotos de dentro do campo.
Achei uma foto na Internet que mostra mais detalhes desse lado do gol:
Achei esse belo registro do time dos anos 40:
Depois de muito disputar os campeonatos amadores, a Vargeana decidiu encarar o profissional e em 1986 disputou sua única edição de um Campeonato Paulista jogando a terceira divisão daquele ano.
Esse é o time que disputou a terceirona de 86 (a foto foi gentilmente enviada pela Emily da Secreteria de Esportes de Vargem Grande do Sul):
Repare que no gol, temos a presença de um jovem que futuramente seria conhecido por outra profissão, falamos de Cléber Abade:
Ele parou em 2011, relembre como foi seu último jogo:
Vamos conhecer o estádio por dentro? (ou melhor por cima…)
Olha que lindo o banco de reservas (dá pra ver como o gramado está bem cuidado):
Aqui uma visão do campo com a cidade ao fundo.
Esse é o time atual da AA Vargeana, que disputa os campeonatos amadores:
Assim, nos despedimos da cidade de Vargem Grande do Sul e voltamos à estrada para a próxima fase!
Caso você tenha interesse em ter uma camisa retrô, o site

























































































































































Quem foi até Palmas buscá-la foi meu irmão Murilão, o gigante.
O Palmas Futebol e Regatas foi fundado em 1997, tendo sido campeão estadual por 6 vezes e ainda chegado às quartas-de-final na Copa do Brasil em 2004.
O time nasceu utilizando se da documentação da Sociedade Esportiva Canela, equipe amadora, de 1991, que já estava regularizado junto a Federação Tocantinense de Futebol.
Seu mascote é a Arara-azul.
Manda seus jogos no Estádio Nilton Santos, e já que meu irmão esteve lá pra pegar a camisa, nada mais justo do que pedir a ele que fosse conhecer e registrar em fotos o campo em que jogo o Palmas.
Um estádio simples, mas muito eficaz e prático permitindo ao Palmas se tornar o primeiro time de futebol profissional da capital do Tocantins e assim disputar os estaduais.
Seu sistema de iluminação permite jogos noturnos.
Aqui uma das entradas.
A tradicional foto da bilheteria:
E aqui um olhar pra se ter ideia do campo todo, começando pelo gol esquerdo:
O meio campo:
E o canto direito.
Para maiores informações sobre o time, acesse seu site oficial:
Em 2000, o Palmas chegou ao bicampeonato, e nos anos seguintes mostrou que havia chegado mesmo para se tornar um grande time, chegando a todas as finais até 2004 e só perdendo o campeonato de 2002 para o Tocantinópolis.
Em 2007 viria o 5º título e neste ano, em 2018, a sexta estrela, com o time abaixo: