E não é que mais um ano conseguimos cumprir a tradição de ir até Assis para ver um jogo do VOCEM?? O VOCEM é um time que sempre povoou meu imaginário fosse pelas histórias que meu pai contava, ou pelas tantas férias que passei na casa da vó Luzia, tendo como “vizinho de frente” a Igreja da Vila Operária, onde o Padre Belini fundara a equipe local. Abaixo uma foto do Padre com meu vô Tonico, meu primo Gustavo (sãopaulino) e eu, armado, de cuecas e sandálias.
Ir pra Assis quase que anualmente significa refazer uma peregrinação que mistura a história da minha família ao futebol local e à ferrovia, aproveitando ainda para conhecer novas cidades ao caminho (dessa vez passamos por Cerquilho, São Manuel, Pirajú).
Também gosto de fotografar alguns locais para ver como as coisas vão mudando, e mesmo pixações que tenham a ver com meu jeito de pensar e viver, assim, seguem algumas dessas fotos:
Dói demais ver tantos trilhos, tanta estrutura pronta simplesmente abandonada… A Ferrovia faz parte da história do interior e cruzou muitas vezes com o futebol.
E o Osvaldo Gimenez Penessor, meu pai, entrou no clima do rolê, passeando com sua camisa da Ferroviária!
O interior paulista tem uma vida social e cultural riquíssima, que mistura passado e presente.
Outro detalhe que sobrevive na cidade são as casas de madeira que resistem ao tempo e mantém-se lindas!
Aqui, a praça na Vila Operária, onde ficava a Paróquia, hoje reformada e bem ajeitadinha:
Aqui a imagem do padre Aloísio Belini junto da escola de samba da Vila Operária (mesmo local de onde nasceu o VOCEM).
Tivemos tempo de dar um pulo em Cândido Mota (tomar um sorvete na praça é passeio obrigatório!) e visitar o campo do CAC (Clube Atlético Candidomotense), o Estádio Municipal Benedito Pires!
No sábado, deu ainda pra acompanhar um pouco do dérbi de Assis, pelo sub 20, final de jogo VOCEM 0x0 Asssissense…
Também fomos dar um alô no campo da Ferroviária!
E no Clube São Paulo de Assis, completando o ciclo dos times que disputaram as competições oficiais da Federação representando Assis.
Enfim, o fim de semana passou corrido, e quando me dei por conta, já era domingo de manhã, hora do jogo, e lá fomos nós, de volta à Vila Operária, para o Estádio Municipal Antônio Viana da Silva, o “Tonicão”.
O jogo era a última rodada da segunda fase da série B, de onde se definiriam os 8 times a disputar as quartas de final. O VOCEM enfrentaria a AD Guarulhos do amigo Rapha!
Essa é a fachada do Tonicão. Acanhada né? Merecia um letreiro com nome da cancha…
Chegamos cedo, e pudemos acompanhar a entrada da torcida local, animada, mas ainda em pequeno número perto do potencial que a cidade tem.
O Estádio tem duas arquibancadas, onde cabem 5 mil pessoas em cada. O público do jogo foi de 2 mil torcedores.
Como tudo isso aconteceu há quase um ano, o fim da história eu já posso resumir pra vocês… Nem o VOCEM nem o AD Guarulhos (dos nossos amigos Francisco e Cabelo) subiram pra A3…
Se há alguns anos atrás, nosso companheiro nessa aventura foi o tio Zé (já falecido), dessa vez foi o Tilim (filho do Tio Zé) que nos fez companhia!
Destaque pra tradicional pipoca de estádio, sempre presente!
A torcida local compareceu, não em tantas pessoas como eu esperava, pra um jogo decisivo, mas… Lá estavam os apaixonados pelo futebol!
O time local venceu a partida por 4×1, eliminando qualquer esperança pro Guarulhos.
Pessoal, aproveitei nossa ida à Piracicaba para acompanhar a partida válida pelo Campeonato Paulista da Série A2- 2019 para registrar em fotos e lembrar um pouco da história o Estádio Barão de Serra Negra.
O Estádio Barão de Serra Negra é a casa do XV de Piracicaba, .
O nome do Estádio é uma homenagem a Francisco José da Conceição, primeiro e único Barão de Serra Negra. A atual entrada dos visitantes é no portão 3, mas fiz questão de passar na antiga, no portão 4, porque ela ainda mantém um pouco da arquitetura de antigamente, principalmente com o letreiro acima do portão.
Em campo, é dia do Ramalhão visitar o Nhô Quim!
A capacidade atual do Estádio Barão de Serra Negra é de 18 000 pessoas distribuídas entre a arquibancada coberta (onde ficam as cadeiras cativas, as cabines de imprensa e agora também os visitantes)…
E a arquibancada geral, que abraça todo o campo de jogo!
Com todo respeito à torcida local, aí estamos nós, visitantes com nossas bandeiras em apoio ao Ramalhão.
Torcendo pelo nosso treinador Fernando Marchiori aprontar alguma contra os donos da casa!
Voltando ao Estádio Barão de Serra Negra, ele foi inaugurado em setembro de 1965, no jogo: XV de Piracicaba 0 x 0 Palmeiras, que recebeu um público de 15.674 torcedores, o primeiro gol só aconteceria na partida seguinte, entre XV de Piracicaba x Corinthians, na derrota do time local por 3×1.
O Estádio tem uma série de detalhes reforçando a imagem do “Nho Quim”.
O Estádio chegou a receber mais de 23 mil torcedores na final da A2 de 1983, quando o XV de Piracicaba sagrou-se campeão, mas atualmente, o público está longe desses números. A foto abaixo foi feita pelo amigo Guilherme, torcedor do XV.
Nossa torcida também diminuiu, mas faz-se presente. Aqui o pessoal da Esquadrão Andreense e da TUDA (Torcida Uniformizada Dragão Andreense)
Ah, e a Fúria Andreense, sempre presente!
O placar final 1×0 para os donos da casa. Gol de penalty aos 45 do segundo tempo… Dói a alma, mas… Seguimos!
Hoje é dia de registrar nosso rolê pela cidade de Laranjal Paulista, onde vivem pouco mais de 28 mil pessoas.
Assim como diversas cidades, Laranjal Paulista cresceu em torno da ferrovia. A estação da cidade foi inaugurada pelo próprio D. Pedro II.
Os nossos “anfitriões” eram esse trio: Esdras, Kiki (a cachorrinha) e o Carlos.
Recentemente, a cidade teve destaque nos noticiários por terem pixado o sobrenome (“Queiroz”) de um ex assessor do atual presidente na tradicional laranja gigante que fica na entrada da cidade.
Mas, a população de Laranjal Paulista tem um grande motivo de se orgulhar! Trata-se da Associação Esportiva Laranjalense.
A Associação Esportiva Laranjalense foi fundada em março de 1943 e chegou a disputar cinco edições da terceira divisão do Campeonato Paulista (1971, 1972, 1974, 1975 e 1976) e quatro da quarta divisão (1969, 1977, 1978 e 1979).
Aqui, o time de 1971 (na foto está escrito 2a divisão, porque na época existia a primeira, a “especial” e a segunda):
Em 1977 chegou a semifinal da terceira divisão, contra o Primavera, perdendo o primeiro jogo em Indaiatuba por 2×1 e o jogo de volta (em Laranjal) por 3×2. Esse jogo ficou marcado na história como a maior caravana já feita pela torcida do Esporte Clube Primavera, veja a torcida tricolor no Accácio Luvisotto:
Esse é o time de 1978:
Aqui, também uma imagem que retrata um tempo em que torcida e time se viam com grande frequência!
A AE Laranjalense mandava seus jogos no Estádio Municipal Accácio Livisotto.
E se tem estádio com distintivo do time pintado na parede… Aí estamos nós!
Uma bilheteria a mais na nossa coleção.
E que tal dar um rolê por dentro do estádio?
O Estádio Accácio Luvisotto tem capacidade para receber 5 mil torcedores em suas arquibancadas. De um lado temos essa, descoberta:
Do outro lado, temos dois lances de arquibancadas cobertas:
Ao fundo, pode se ver a cidade, ainda sem os prédios tão comuns às grandes metrópoles.
O Estádio possui ainda um sistema de iluminação daqueles tradicionais.
Do outro lado, o ginásio de esportes, que também contribuiu para a vida esportiva da cidade.
E esse é o Carlos, professor de educação física e que tem uma relação bem especial com o estádio. Desde cedo ele frequenta o campo, seja pra assistir (algumas vezes até pulando o muro…) seja para jogar.
E ele (e várias pessoas) ainda sonham em ver esse campo cheio de torcedores e atletas locais, ocupando uma parte tão importante da cidade, que já foi responsável por tanta alegria.
Nós torcemos para esse dia chegar logo…
Bem vindos à Tietê, uma cidade localizada há pouco mais de 100 km de São Paulo, com uma população estimada, em 2018 em pouco mais de 41 mil habitantes e que nasceu às margens do rio Tietê…
Ali, às margens do rio, também podemos encontrar um pouco da história do futebol paulista, afinal praticamente na cabeceira da Ponte Grande, está construído o “Estádio José Ferreira Alves”.
O Comercial Futebol Clube foi fundado em junho de 1920 e por 20 anos mandou seus jogos no estádio localizado em frente à Santa Casa de Misericórdia (atualmente o Educandário “Rosa Mística”), como se pode ver (ou tentar imaginar) nessa foto da década de 20:
Finalmente inaugurou, em 1940, o “Estádio da Ponte Grande“, que viria a se transformar em “Estádio José Ferreira Alves”, em homenagem a um de seus fundadores. Aqui, o pessoal fazendo o nivelamento para o estádio:
O nome do time é uma homenagem ao Comercial de Ribeirão Preto e também a Rua do Comércio, onde nasceu o clube.
A história do time é muito rica, com grandes nomes tendo passado por ali.
Atualmente, o maior nome é o do presidente do clube. Esta é a vaga de estacionamento de ninguém menos que César Sampaio.
O Estádio José Ferreira Alves, apelidado como “Ferreirão” possui capacidade para 4.500 torcedores, mas pode receber melhorias e ampliação caso o plano de César Sampaio, de levar o time de volta ao profissionalismo em 2020, se realize.
Aqui dá pra se ver melhor o campo todo:
Usando como base o livro “Os esquecidos“, a estreia do Comercial FC em competições da Federação Paulista acontece em 1943 no Campeonato do Interior daquele ano, quando jogou o grupo da 23ª região, que teve como campeão a equipe da AA Saltense.
Em 1944, novamente jogou o grupo da 23ª região, que dessa vez teve como campeão o EC São Martinho de Tatuí.
Em 1947, mais uma participação no Campeonato do Interior.
Aqui, o time de 1957:
A estreia do Comercial FC no profissionalismo se deu em 1962, na Terceira Divisão, que equivalia ao quarto nível do futebol, classificando-se para a fase seguinte ao vencer a 2ª série da fase inicial do Campeonato, ao lado do CA Usina Santa Bárbara, Capivariano, Portofelicense e Sorocabana de Mairinque.
Ainda assim, perdeu o título para o CA Usina Santa Bárbara por apenas 2 pontos.
Em 1963, mais uma vez classifica-se para a fase final…
Mas termina em último do grupo final.
Esse foi o time de 1963:
Em 1964, classifica-se para a próxima fase de novo…
Mas não consegue chegar às finais, terminando em 4º lugar.
Em 1965, não passa da primeira fase, mas em 1966, volta a se classificar não apenas para a segunda fase…
…como também para a terceira e final.
Infelizmente e inesperadamente o Comercial FC desiste da disputa na fase final…
O Comercial FC ainda permanece nessa série até 1969, quando se licencia do profissionalismo. Seu retorno ocorre em 1978, em uma terceira divisão que agora representava o 5º nível do futebol paulista. E se em 1978, não se classifica para a segunda divisão, em 1979 mais uma vez chega lá!
Na segunda fase acaba na quinta colocação do grupo.
Em 1980, a Terceira divisão passa a representar o terceiro nível do futebol paulista, e Comercial FC passa a desenvolver campanhas apenas medianas, mas classificando-se para a segunda fase em 1982.
Em 1983, o campeonato estava no Grupo Amarelo e foi campeão do primeiro turno.
Vencendo a Funilense, o Comercial FC classificou-se para a fase final, terminando na 5ª colocação.
Em 84, mas uma bela primeira fase (no grupo onde estava o futuro campeão Capivariano)!
Mas o Comercial FC de Tietê não passou da segunda fase.
Em 1985, o time licencia-se do Campeonato. Em 1986, classificou-se em primeiro no Grupo Vermelho.
Mas, o time de Tietê tem uma má campanha na 2ª fase.
Em 1987, o Comercial FC não passa da fase de grupos, e joga com o time abaixo:
Em 1988, o terceiro nível passa a se chamar Segunda Divisão. Em 1989, licencia-se do profissionalismo e na década de 90, o time de Tietê disputa apenas as edições de 1990 e 1993, sequer se classificando para a segunda fase, o que novamente o leva a se licenciar.
Aqui, momento memorável, na final da Copa José Farah, onde bateu o Capivariano por 3×0, sagrando-se campeão.
Em 2001, o time retorna ao profissionalismo, jogando a 6ª divisão e faz uma incrível primeira fase!
Mas mais uma vez, faltou gás para o time tornar-se campeão (o título da 6ª divisão de 2001 acabou com o Corinthians B).
Em 2002, mais uma edição da série B3, a 6ª divisão do Campeonato Paulista. Mais uma vez, o time passa da primeira fase e classifica-se para as quartas de final.
Nas quartas de final, o Comercial FC enfrentou o time B da Portuguesa, e perdeu de 4×0 em Tietê e depois ainda conseguiu vencer por 2×1 no Canindé, mas a vaga na semi final era mesmo da lusa. E assim, o time acabou se licenciando até os dias atuais. Esse foi o time de 2002:
Fomos conhecer o Estádio José Ferreira Alves, para tentar ver essa história um pouco mais de perto.
Em 1988, pelo que a placa indica, a Prefeitura realizou algumas melhorias no Estádio.
Tivemos a sorte de encontrar pela cidade um dis diretores que nos falou um pouco sobre o “Projeto Cidadãos do futebol” focado no futebol como instrumento de melhoria da vida dos jovens. Ta aí a camisa!
O campo está muito bem cuidado e pode voltar a receber partidas profissionais.
Só não sei se existe um lado “visitante”… Talvez se existir um projeto de entrada pelo lado do fundo.
Aqui é a visão da entrada do campo.
Os bancos de reserva:
Na lateral do campo, a beleza da mata do entorno do rio…
O mesmo rio que as vezes gera certos prejuízos…
Mas, temos aí mais um exemplo de um estádio que soube se manter ativo mesmo com o passar de tanto tempo, e que pode, bem no centenário do Comercial de Tietê, voltar a receber partidas oficiais.
O time de 2015:
Uma prova de que as coisas podem estar caminhando é o o time sub 17, que disputou os campeonatos em 2018.
E aqui o time de 2021:
Vamos embora, com a esperança de voltar a ver um jogo aqui! Boa sorte!
Mais uma dica de passeio para quem vive em São Paulo e gosta de futebol. Há pouco mais de 100 km da capital fica a cidade de Porto Feliz.
Uma cidade tranquila mas com uma vida agitada quando se fala em futebol.
As cores que representam ou representaram a cidade em campo, pelas competições da Federação Paulista são várias. Comecemos pelo Esporte Clube União de Porto Feliz.
O Esporte Clube União foi fundado em 3 de setembro de 1916 ainda como “União Football Club” e disputou duas edições do campeonato paulista da terceira divisão, em 1958 e 1959.
Seu primeiro campo ficava na Estrada do Pinheirinho, atual Rua Santa Cruz, mas na década de 30 se mudaram para o atual do Estádio Dr José Esmédio Paes de Almeida, na Rua Tristão Pires, bem no centro da cidade.
Vamos dar uma olhada?
Os alambrados só viriam em 1958, para poder disputar a Terceira Divisão do Campeonato Paulista. Nesse campo, o União teve partidas histórias: da vitória em cima do São Paulo F.C. (ainda que um time mixto) por 4 x 1, tendo como árbitro Arthur Friedenreich, ou a vitória em cima do Palmeiras por 4 x 3 (em 1938).
O time comemorou seu centenário em 2016, e ainda deixou nos muros do estádio essa lembrança.
O campo está muito bem cuidado, pelo que deu pra ver.
O estádio possui uma pequena área de arquibancadas cobertas. Encontrei algumas fotos do estádio nas redes sociais do clube.
Aqui, matéria de 1957 sobre a inauguração da iluminação de suas arquibancadas:
Outro time que marcou a história da cidade no profissionalismo e que ainda é uma verdadeira sensação nos campeonatos amadores é a Associação Atlética Portofelicense.
A Associação Atlética Portofelicense foi fundada em janeiro de 1943 e disputou 18 edições do Campeonato Paulista.
O time nasceu por meio da união dos funcionários da Usina de Açúcar de Porto Feliz, que fica literalmente ao lado do Estádio Dr. Julien Fouque. Veja nesta foto, ao fundo a usina e ao lado direito o Estádio.
Aliás… Que tal conhecê-lo?
O Dr. Julien Fouque foi um engenheiro francês (a usina é de origem francesa, chamada “Société Sucreries Bresiliennes”) apaixonado pelo futebol e que desde cedo foi um entusiasta da AA Portofelicense. O carinho pelo time foi tanto, que após sua morte, o time mudou as cores originais (amarelo e preta) e adotou as cores da bandeira francesa em homenagem ao engenheiro francês. Aqui, o time em uma formação de 1948:
O campo não só está bem cuidado como tem sido bastante usado. E demos sorte de pegar um dia de jogo da própria AA Portofelicense.
Aqui, a vista da arquibancada coberta.
A arquibancada “elevada” permite uma melhor visualização do campo de jogo. Aqui, a vista do meio do campo.
Aqui, os gols da esquerda e da direita (para quem olha da arquibancada coberta):
O distintivo do time está impresso em diversos lugares do Estádio, a começar pelo bar!
A AA Portofelicense foi um dos clubes fundadores da Segunda Divisão dos Profissionais, em 1947 , o que permitiu jogos inesquecíveis no Estádio Dr. Julien Fouque, contra equipes tradicionais como Ponte Preta, Guarani, São Caetano Esporte Clube, Juventus entre outros lotando as arquibancadas que atualmente permitem a presença de 600 torcedores.
O time participou de todos os campeonatos oficiais da Federação Paulista de Futebol Amador, além de jogar a Segunda Divisão de 1948 a 1950, a Terceira de 1954 a 1959 e depois de 1964 a 1968, e a Quarta Divisão de 1960 a 1963. Aqui, o time campeão da Copa Arizona de 1978:
Infelizmente, o time abandonou o profissionalismo e dificilmente conseguiria voltar a disputá-lo. Ao menos, mantém-se forte no amadorismo.
O outro time da cidade, e que segue jogando atualmente e defendendo as cores de Porto Feliz é o “polêmico” Desportivo Brasil, um time jovem, fundado em 2005 pela Traffic, tendo como principal diferencial o modelo de gestão profissional, levantando a velha discussão sobre os modelos de clube-empresa, quanto ao envolvimento dos torcedores frente a estes clubes.
Alheio à discussão e focado em suas metas, o time se desenvolveu priorizando a formação de novos jogadores, como foram os casos de Gustavo Scarpa, Lucas Evangelista,Matheus Sávio, o lateral da seleção brasileira Ismaily, entre outros. O time começou a disputar a segundona paulista (a quarta divisão) a partir de 2009 na época mandando seus jogos em Barueri, mas a partir de 2009, passou a mandar seus jogos no campo da Associação Atlética Portofelicense, o Estádio Dr. Julien Fouque em Porto Feliz. Esse é o time sub 20 de 2009 (foto do incrível Jogos Perdidos).
Assim, Porto Feliz se tornou a casa do Desportivo Brasil, mas, pensando em uma melhor estrutura, em 2011, o foi construído o Estádio Municipal Ernesto Rocco.
O Estádio conta com uma capacidade para cerca de 6 mil torcedores e fica numa região mais afastada do centro da cidade (Avenida Doutor Silvio Brand Corrêa, 2591 – próximo ao bairro Altos do Jequitibá).
Além de um campo sempre bem cuidado, o estádio municipal conta com uma pequena parte coberta.
Confesso que achei que fosse um certo exagero um estádio nessas proporções, mas aí encontrei fotos de um jogo recente e vi que o time tem levado um bom público!
Recentemente, o amigo Ricardo Pucci esteve por lá acompanhando um jogo do Juventus e fez algumas fotos do campo, aqui o gol do lado direito:
Aqui o da esquerda:
E aqui o meio campo:
Além disso, o Desportivo Brasil construiu sete campos para treinamento, além de alojamento para 144 atletas e toda a infra-estrutura para o desenvolvimento dos atletas. Em 2014, o clube foi comprado pelo Grupo Luneng, que é a fornecedora de elergia elétrica de Shandong, na China e é responsável pelo time Shandong Luneng Taishan FC. Atualmente, disputa a série A3, e neste exato momento, em fevereiro de 2019, é o líder da competição, mandando seus jogos no Estádio Municipal Ernesto Rocco.
Para fechar o tema do futebol profissional em Porto Feliz, é preciso falar deste “quase estrangeiro” Estrela Esporte Clube.
O Estrela EC nasceu em 1976 como um time amador da cidade de Itú, mas no seu aniversário de 10 anos, a diretoria do clube decidiu levá-lo ao profissionalismo, utilizando como casa o Estádio Álvaro de Souza Lima, conhecido como o Estádio da Baixada.
O time disputou neste campo os campeonatos da terceirona de 1986 até 1989. A cidade não se empolgara com o Estrela no profissional e para não fechar as portas, o time mudou-se para Porto Feliz, que não tinha um time profissional desde a participação da AA Portofelicense na terceira de 1969.
Assim, Porto Feliz pode respirar o futebol profissional de 1991 a 1995, com o Estrela jogando a terceira e a Quarta divisão no Estádio Dr. Julien Fouque.
Em 1995, o time se licenciou e só voltou em 1999, na Quinta Divisão estadual.
Porém, mais uma vez o time sentiu falta de apoio da prefeitura local e mudou-se, desta vez para Vinhedo, onde disputou seu último campeonato, em 2000.
Fevereiro de 2019. 19hs e a luz do sol ainda se faz presente na Rodovia dos Bandeirantes. Decidi aproveitar e dar uma parada em Jundiaí para registrar um time que também representou a cidade nas disputas profissionais da Federação Paulista: o São João FC! (brasão do site: História do Futebol)
Fundado em 14 de abril de 1913, o clube começou disputando amistosos locais e a partir de 1921 passa a disputar o Campeonato do Interior da APSA. Disputou as edições de 1922 e 1928, depois a série Campineira de 1933. Em 1944 foi campeão de Jundiaí.
Disputou também o Campeonato do Interior de 1946, sagrando-se campeão da 3ª zona da 4ª região, animando o time a se aventurar no profissionalismo a partir de 1948, na segunda divisão. Mas aí o nível era outro e terminou empatado na última colocação com o Comercial de Limeira,
Disputou novamente a segunda divisão em 1949, novamente com uma campanha fraca:
E despediu-se do profissionalismo com outra má campanha em 1950:
A partir de 1967, passou a se chamar Clube Recreativo São João, e desde 1989, apenas Clube São João.
Atualmente, o clube possui uma sede social e esportiva voltada para seus associados, na Rua Dr Oswaldo Cruz, 231, em Jundiaí.
Estive lá e pude conversar com alguns sócios que ainda se lembravam da época do futebol profissional.
Um deles disse que naquela época, o campo ficava onde estão atualmente as piscinas e o ginásio, ocupando boa parte do terreno.
O time teve como destaque o jogador Romeu Pellicari, eleito pela imprensa da cidade como o maior craque da história de Jundiaí e que chegou a jogar a Copa do Mundo de 1938.
Há tempos que o futebol profissional deixou de ser um sonho para o clube, mas mesmo assim é válido resgatar sua história principalmente para aqueles que pensam que o futebol em Jundiaí limita-se ao tradicionalíssimo Paulista de Jundiaí, fundado em 17 de maio de 1909.
Já estivemos em diversas partidas do Santo André, no Estádio Jayme Cintra, mas alguns anos atrás também estivemos lá para um registro do Estádio e aproveito pra postar essas fotos.
O nome completo do estádio é “Doutor Jayme Pinheiro de Ulhôa Cintra” (um ex-presidente da antiga e extinta Companhia Paulista de Estradas de Ferro).
Ele fica localizado na Praça Doutor Sallim Gebran, e foi inaugurado em 30 de maio de 1957, com um amistoso entre Paulista e Palmeiras, no qual o Paulista venceu por 3 x 1.
O Estádio tem capacidade para cerca de 15 mil pessoas (ainda que já tenha recebido 29 mil torcedores no passado, num jogo entre Paulista de Jundiaí e Santos).
Essa sombra à esquerda sou eu.
Aqui, eu de novo, com cara de besta.
Aqui dá pra se ter ideia do campo, olhando das cobertas o gol da direita:
O meio campo:
O gol da esquerda:
O Estádio Jayme Cintra é, sem dúvida um templo do futebol paulista. Em 2024, voltamos lá para ver uma partida da série B do Paulista. Veja aqui como foi.
Mas, outros times escreveram a história do futebol da cidade, como o Corinthians Jundiaiense Foot-Ball Club, fundado em setembro de 1913.
O time foi campeão do Interior Paulista em 1920.
O Corinthians Jundiaiense usava o Estádio da Cia. Tecelagem Japy, que ficava localizado na área ocupada atualmente pela indústria Dubar, nos altos de Vila Arens, com capacidade para 5.000 torcedores.
Foi lá que se realizou a primeira partida entre o time jundiaiense e o seu homônimo paulistano, no dia 05/09/1915.
Com a empresa em crise tiveram que vendê-lo para a empresa Rappa & Cia, dona da Dubar.
Em 1957, foi destaque na Gazeta Esportiva:
O Corinthians Jundiaiense chegou a iniciar a construção de seu estádio próprio, mas acabou abandonando a obra que se transformou no Estádio da Associação Primavera de Esportes.
Tive a oportunidade de visitá-lo e pude conhecer um pouco da parte interna do Estádio. O clube atualmente tem se mantido dentro do futebol amador e conta com uma importante parte social (academia e uma piscina gigante!).
Mas, vale sempre lembrar, que embora a Associação Primavera nunca tenha disputado nenhum campeonato oficial, o estádio foi palco do futebol profissional, pelo JundiaíFC (outro time profissional da cidade).
Aqui, além do campo bem gramado, pode se ver que a área foi mesmo reservada para um estádio, tendo grandes espaços para arquibancadas ao seu redor.
Aliás, dizem que originalmente, foram oferecidas duas áreas para a construção de um estádio em Jundiaí e por pouco o Estádio Jayme Cintra não ficou nesse local. Aqui, o gol do lado esquerdo:
Aqui, o do direito:
E mais uma vez, registramos nossa presença em um palo do futebol paulista.
Outro time da cidade a disputar o profissionalismo foi o Paulistano Futebol Clube, fundado em 23 de junho de 1978 e que jogou oito edições do campeonato paulista da terceira divisão, entre 1980 e 1987, três edições da quarta divisão, entre 1988 e 1990 e uma edição do paulista da quinta divisão, em 1979.
O amigo Ivan Gottardo (torcedor e pesquisador do Paulista e grande conhecedor do futebol jundiaiense) me disse que o Paulistano FC existiu até o começo dos anos 90 e que até chegou a mandar alguns jogos no Jayme Cintra, mas a grande maioria dos seus mandos foram no Estádio Francisco Dal Santo, atualmente um Centro Esportivo, bem na entrada da cidade. E em uma outra visita a Jundiaí, fomos registrá-lo!
E se alguém perguntar quem foi Francisco Dal Santo, ta aí!
Como disse, agora, o estádio recebeu uma série de outros equipamentos e se transformou em um Centro Esportivo.
Mas o mais importante segue por ali: o campo de futebol. Em meio à cidade de Jundiaí que também segue em crescimento vertical, como se pode ver pelos novos prédios no seu entorno.
Durante nossa visita, pudemos assistir a um incrível embate entre times de categorias de base, os quais não sei identificar.
Pelo menos dá pra se ter uma ideia do campo…
E lá vamos nós, em mais uma presença…
Aqui um olhar no meio campo.
Pelo que conversei com uma das pessoas que trabalha no atual Centro Esportivo, o antigo Estádio passou por uma série de transformações, inclusive no campo, mas a arquibancada permanece no mesmo local original.
Vamo, bandera!!!!
Além dos dois “similares” dos times da capital, vale relembrar a existência do Hydecroft Foot-Ball Club, time composto por alunos do Gimnásio Hydecroft, um colégio de Jundiaí. Brasão do site Gino.
O time foi fundado em 31 de dezembro de 1913, e merece lembrança por ter sido o primeiro time do interior do estado a disputar o Campeonato Paulista, em 1914 pela APEA.
O Corinthians da capital foi campeão, enquanto o Hydecroft, que mandou seus jogos no Parque Antártica acabou desclassificado.
Necessário ainda falar do Jundiahy FC, fundado em 1973 e que disputou a terceira divisão em 1975 e 1976.
Mandaram seus jogos no campo da Associação Primavera de Esportes, no Francisco Dal Santo e até na cidade vizinha de Louveira.
Também está na história do futebol local a Associação Atlética Ipiranga de Jundiaí!
A equipe conhecida como “Falcão Negro” foi fundada em 09/11/1920 e disputou duas edições do Campeonato Paulista da Segunda Divisão (o terceiro nível do futebol da época): em 1961 e 1962, e mandou seus jogos no Estádio do Nacional.
Outro time da cidade foi o Palestra Itália Jundiaiense, fundado em 15 de novembro de 1919.
O Palestra de Jundiaí disputou o Campeonato do interior da APEA de 1928 a 1931.
Por fim, e não menos importante, falemos da a Associação Esportiva Promeca!
Fundada em 21 de abril de 1955, a AE Promeca, na verdade, não é de Jundiaí, o time foi fundado pelos funcionários da empresa homônima que ficava em Várzea Paulista. Mas, na época em que disputaram o profissionalismo, Várzea era um distrito de Jundiaí. Olha o time de 1962:
A equipe mandava seus jogos no Estádio do Nacional e em 2024 fomos até lá para registrá-lo em fotos e complementar este post. Assim, encerramos nosso breve relato sobre o futebol profissional jundiaiense.
Após tantos quilômetros, pontes, paisagens e rios, chegamos à penúltima cidade do nosso rolê…
Minha vó, Maria José, não se cansa de nos lembrar que nasceu numa noite chuvosa em uma fazenda de São Simão. Enquanto seu irmão ajudava no parto, seu pai viria a falecer, naquele mesmo instante, tentando livrar um animal que estava sendo eletrocutado por um fio que se soltara com a ventania. Nos dias que se seguiram, a desculpa para o estranho “sumiço” era que ele estaria jogando futebol em Ribeirão Preto. Mesmo com esta triste relação com nossa família, sempre quis conhecer a cidade e obviamente seu Estádio. Assim, bem vindo à São Simão!
Em São Simão vivem pouco mais de 14 mil pessoas, e embora as atividades agrícolas sejam muito importante para a cidade, também existe uma parte urbana bem bacana.
Tem um parque / bosque municipal bem cuidado…
E uma cidade bem interessante!
A cultura de se estar nas ruas ainda é forte no interior. Uma pena que os condomínios e milhares de prédios tenham tomado as ruas da maioria das pessoas nas grandes cidades… A elas restou os shoppings 🙁
Os diversos clubes (não só os de futebol) ainda resistem pelo interior, sendo importante rede social fora dos computadores e celulares.
A antiga estação de trem se transformou na rodoviária municipal.
Fora que as ruas de paralelepípedos e arborizados são um charme especial!
Mesmo as construções antigas despertam um monte de sentimento e um certo questionamento sobre o caminho que a sociedade tem seguido nas grandes cidades.
Até por isso, nós que nem somos religiosos, gostamos de fotografar as igrejas destas cidades.
Espero que a cidade ofereça um mínimo de condições de emprego e saúde pra quem vive lá, porque tudo isso que percebemos como “visitantes”, nem sempre se materializa numa boa condição de dia-a-dia.
Mas, deixando as divagações de lado, vamos para o motivo que nos levou até São Simão: o Estádio da Associação Esportiva São Simão.
Um estádio que não tem nome oficial, é apenas o Campo da Associação, na Av. Simão da Silva Teixeira, 1962 onde está também a graciosa sede do time.
O time a que nos referimos é a Associação Esportiva São Simão, fundada em 25 de janeiro de 1920.
A Associação Esportiva São Simão, também conhecida como “A hiena da Mogiana”disputou muitos amistosos e competições amadoras, como o Campeonato do Interior. Aqui, notícia de desafio ao Corinthians em 1957:
Graças a uma matéria da Globo local (vale assistir) sobre o time, consegui algumas fotos, aqui, o time de 1964:
Mas o time também se desafiou no Profissionalismo e jogou 6 edições do Campeonato Paulista de Futebol (em 1986, 91, 92 e 93 pela série A3, e 1988 e 89 pela 4ª divisão). Atualmente limita-se ao futebol amador, mas para quem quer saber como era a camisa do time, aí está ela com aqueles que fizeram história no time:
Voltemos ao presente e à nossa visita ao Estádio:
Mesmo assim, mantém um charmoso campo de futebol, muito bem cuidado! Vamos dar uma olhada:
Perceba que além de uma grande arquibancada lateral (com direito alguns lugares cobertos), o campo também possui mais um lance atrás do gol (que é onde estou):
Com tudo isso, o estádio chega a ter capacidade pra mais de 2 mil torcedores, mas infelizmente é muito difícil voltar a disputar uma competição oficial.
Aqui dá pra ver a área coberta com mais detalhes:
De lá, eu fiz as fotos do gol da direita (onde chega a arquibancada que eu citei):
O meio campo com as montanhas ao fundo (lá está o pequeno prédio que vimos na entrada):
E o gol da esquerda:
A cobertura é simples mas vale lembra que o estádio do meu Santo André nem isso tem atualmente e seguimos jogando a A2-2019.
A montanha ao fundo dá um charme ainda maior:
Hora de ir embora, com o orgulho de mais um objetivo atingido!
Vale citar outro time da cidade: a Associação Esportiva Quirinense.
A AE Quirinense foi fundada em 1934 graças ao espírito de companheirismo e solidariedade que se fez sentir com a chegada da Estrada de Ferro “São Paulo & Minas” no bairro de Bento Quirino.
A AE Quirinense tem sua própria sede e o Estádio Ovídio Carramaschi, também chamado de Estádio de Bento Quirino.
E assim, nos despedimos de São Simão e nos dirigimos para a última cidade deste rolê: Casa Branca, a capital da Jaboticaba!!!
Falta pouco para concluir esse rolê que aconteceu no feriado de 7 de setembro de 2018. Nossa missão era ir até Uberaba e voltar, registrando estádios nas diversas cidades que ficam no caminho.
Vivem cerca de 15 mil pessoas em Altinópolis, e a cidade diz produzir o melhor café do Brasil!
A cidade parece muito bem cuidada, tem até o tradicional pórtico de boas vindas!
Embora os bairros mantenham sua característica de cidade do interior, tranquilo e com pouco movimento, a cidade é cruzada por largas e arborizadas avenidas.
Nosso objetivo na cidade de Altinópolis era conhecer e registrar o Estádio Municipal Sileno Crivelente.
E aí estamos nós! Em mais um estádio desse interior tão futebolístico!
Uma bilheteria a mais registrada.
O Estádio Sileno Crivelente foi a casa do Altinópolis FC em suas disputas amadoras e em sua única aventura pelo profissional da Federação Paulista de Futebol, a terceira divisão de 1958.
O clube foi fundado em uma primeiro de maio, em 1917. E desde cedo, brilhou no amadorismo. Esse era o time de 1937:
Esse, o time de 1949, campeão Amador do interior do Estado de São Paulo:
E olha que vídeo sensacional sobre essa conquista:
Não encontrei nenhuma placa indicativa da inauguração do estádio, apenas uma de “condições de uso”.
Vamos dar uma olhada por dentro?
Demos sorte de estar rolando uma partida amadora (mas não era do Altinópolis FC).
Esse é o gol do lado esquerdo (pra quem olha da lateral principal):
Esse, o gol do lado direito (perceba a arquibancada lá atrás):
É bonito ver o distintivo do clube ainda nas paredes.
Esse é o lado “da arquibancada”:
E aqui está a própria arquibancada atrás do gol:
Aqui, uma vista de traz do gol, olha que linda a serra lá atrás:
Aqui, o pessoal que apoia o time local:
Olha que linda fonte, dentro do estádio.
Muito orgulho em estarmos presente em mais um templo do futebol paulista! E sigamos em frente!
Conhecer a cidade e o futebol local é um desejo antigo meu. Toda a tradição do futebol da Francana aguçou ainda mais esse desejo, por isso decidimos passar a noite na cidade (até porque se vc está acompanhando toda a saga desse rolê, vai lembrar que chegamos à Ituverava já anoitecendo).
A cidade respira esporte. É muito legal ver os lambe-lambes convidando para os jogos da “feiticeira”.
E não só o futebol, o basquete local também é muito respeitado e incentivado, e tem um timaço!
Foi por causa de um jogo do Franca Basquetebol contra a equipe do Bauru (que se hospedou no mesmo hotel que a gente, lembrando uma outra viagem) que a partida entre Francana e Comercial, pela fase final de grupos, acabou sendo adiado para segunda feira… Ou seja, perdemos a partida 🙁
Mas, ainda existia o nosso desejo de conhecer o Estádio Municipal Doutor José Lancha Filho, casa da Associação Atlética Francana.
A Associação Atlética Francana foi fundada em 12 de outubro de 1912. O primeiro Estádio da Francanca foi o campo da Bela Vista (também chamado de Nhô Chico), que teve suas arquibancadas inauguradas em 1947 (num amistoso contra o São Paulo) e utilizado nas disputas até 1969, quando foi construído o atual Estádio Municipal Dr. José Lancha Filho. Essa é a entrada do “Nhô Chico“:
Aqui algumas fotos mostrando um pouco do campo no presente…
E no passado:
A partir de 1948, a AA Francana passou a disputar as competições profissionais da Federação. A Francana foi Vice-campeã da série A2 em 1969 e 2002 e Vice campeão Série A3 de 1996. Em 1977, obteve o acesso para o Campeonato Paulista ao sagrar-se campeã da Divisão Intermediária (a A2 da época).
Em 1982, foi rebaixada com o time abaixo:
Disputou o Campeonato Brasileiro de 1979, sendo eliminado na primeira fase. Em 1997, chegou ao quadrangular final do Campeonato Brasileiro da Série C, terminando na 3ª colocação e perdendo o acesso à Série B do ano seguinte na última rodada.
Em 2015, a “Veterana” foi rebaixada para a Segunda Divisão de 2016, após terminar a Série A3 na lanterna. Fomos até o Estádio Municipal Dr. José Lancha Filho, onde a Francana tem mandado seus jogos.
O estádio é mais conhecido por Lanchão. E marca aí mais uma bilheteria pra nossa conta!
O estádio fica bem localizado e é de fácil acesso.
O Estádio foi inaugurado em 1969.
Já teve capacidade para mais de 15 mil torcedores, mas atualmente não passa de pouco mais de 10 mil pessoas.
Essa é a entrada principal, para a torcida local.
Andando ao redor do estádio, temos a….
Entrada dos Visitantes! Do jeito que o diabo gosta hehehehe.
Uma pena que não conseguimos entrar, mas tudo bem, fica para uma próxima vez para podermos acompanhar a Francana! Ao menos, ta aí um pouco do entorno do estádio:
Pra quem ficou na vontade de saber mais, seguem algumas imagens do Facebook Oficial da Francana, mostrando o estádio lotado, nesses últimos jogos da série B de 2018:
É mesmo uma torcida apaixonada! Mas, dizemos um “até logo” esperando retornar em breve.
Enquanto isso, vamos conhecer o outro time da cidade que já disputou o profissional, o Palmeiras Futebol Clube!
O Palmeiras F.C. foi fundado em 25 de dezembro de 1917 e também representou a cidade de Franca no profissionalismo, em 16 participações.
Nasceu como Palestra Itália de Franca Futebol Clube logo transformou-se no “Palmeirinhas” (assim como os demais times que homenageavam a Itália, Alemanha e outros representantes do nazi fascismo na segunda guerra mundial), porém, desde 2010, voltou a se chamar oficialmente por Palestra Itália de Franca Futebol Clube.
Disputou o Campeonato Paulista da Segunda Divisão em 47, 48, 49 e 1953, além da Terceira de 83 a 87 e de 91 a 1993, a Quarta de 1988 a 1990 e por fim, a Quinta Divisão em 1994.
Manda seus jogos no Estádio da Rua Santos Pereira, com capacidade para cerca de 1.000 torcedores.
A entrada é simplesmente linda! Parece que o mundo parou nos anos 20…
É sempre muito bom poder estar presente em um templo do futebol como este!
E pra não perder o trocadilho, em frente ao estádio do Palmeiras, existem… “palmeiras” plantadas…
Pudemos encontrar algumas fotos no site do Jogos Perdidos, como essa do time de 81:
Ou as do time de 84:
E que tal essa do time de 87:
Enfim, com tantas participações nas competições oficiais, e com tantos anos de vida, o Palmeiras FC é mesmo uma potência na região, e o mais importante: segue vivo, jogando as competições amadoras.
Vamos dar uma olhada no campo?
E nós aqui… pisando na grama do Palestra Itália de Franca!
Ao fundo a arquibancada coberta.
Linda, não?
O gol da esquerda (pra quem olha da arquibancada coberta):
O placar, ainda manual:
E se tem Palmeiras a frente do estádio, quem passa o dia sobrevoando o campo são os periquitos e maritacas.
Olha eles aí pousados em uma árvore, ao lado do campo:
Aqui, o gol da direita (olhando da arquibancada coberta):
Todo o estádio está repleto de detalhes, que as grandes arenas preferem ignorar…
Aqui dá pra se ter uma ideia melhor da arquibancada coberta:
Olha a placa oficializando a fundação do Palmeiras FC:
Aqui o meio campo:
Um último olhar, antes de seguir nossa viagem!
Não sem antes dizer um tchau pro pessoal que tava ali disputando uma partida de bocha!
Depois de visitar terras mineiras, onde acompanhamos até uma partida da segunda divisão (confira aqui como foi), chegou a vez de registrar o Estádio de Guaíra.
Para chegar lá, voltamos por uma outra estrada, e cruzamos o rio Grande por um lugar diferente de onde havíamos chegado.
Guaíra é um município que faz limite com o Estado de Minas Gerais. Sua população atual está em torno de 43 mil pessoas.
Antes chamada de Nuporanga, o atual nome “Guaíra” é um topônimo que pode ser traduzido como “Águas correntes”. Olha que linda imagem do rio Sapucaí que passa pela cidade:
Olha aí a Igreja Matriz São Sebastião:
Uma esquina da pacata cidade…
E… aí está ele! O Estádio Municipal José Zuquim Nogueira.
Mais uma importante meta atingida pelo nosso blog!
O estádio fica numa rua sem saída, e a entrada estava fechada 🙁
A cidade de Guaíra teve dois times disputando as competições oficiais da Federação Paulista, o primeiro deles o Guaíra Esporte Clube.
O time foi fundado em 1961 e disputou a quarta divisão em 1964 e 1965.
O segundo time foi a Associação Atlética Guaraiense.
A Guairense foi fundado em 16 de junho de 1969, depois da extinção do Guaíra EC e em 1973, o time estreia na terceira divisão.
Sagrou-se campeão paulista da terceira divisão em 1976.
Em 1994 e 1995, disputou a Quarta Divisão licenciando-se do futebol profissional.
Vamos então conhecer o estádio?
Taí, numa tarde de sol que quase não deixa ver a bela arquibancada numerada.
Agora ficou melhor…
O Estádio Municipal José Zuquim Nogueira tem capacidade para 5 mil torcedores.
Foi inaugurado em 1976, em um amistoso entre São Paulo e Corinthians.
Achei essa foto no “Templos do Futebol“:
Aqui o gol da entrada (aquela mesma que estava fechada):
Mais uma olhada na linda arquibancada coberta.
O gol do “fundo”:
O placar segue funcionando:
A entrada, vista por dentro:
A arquibancada de cimento, que já viu a torcida local gritar “É campeão!!!”:
E com mais este registro, é hora de ir embora!!!