O som de hoje vem da Alemanha, e foi gravado pela banda Die Toten Hosen, uma das mais antigas que nasceram na cena punk.
A música chama-se Bayern!
A letra fala de um cara que diz que poderia enfrentar qualquer desafio que a vida lhe proponha, afinal nunca se sabe o dia de amanhã. Que tudo pode acontecer, mas que ele tem uma certeza: “Nunca na minha vida eu iria pro Bayern”.
Ainda no rolê que nos levou a conhecer algumas das cidades do Vale do Paraíba, e consequentemente o registro dos seus estádios e times que fizeram (ou fazem) parte da história do futebol profissional, chegamos à bela cidade de Cachoeira Paulista.
Olha aí o brasão da cidade enfeitando suas próprias ruas!
E lá está a igreja no centro da cidade…
Ao contrário do que o nome da cidade indica, não existem muitas cachoeiras por aqui. A mais bacana é a Cachoeira da Bocaina, mas outras opções de turismo podem ser vistas no site da prefeitura.
Mas o site da Prefeitura traz outras boas opções de passeios como a Estação Ferroviária da Central do Brasil, que era atendida pela Estrada de Ferro D. Pedro II, que ia até o Rio de Janeiro.
As ruas da cidade guardam ainda muitas memórias do futebol profissional…
Tudo isso graças ao tradicional Cachoeira Futebol Clube!
O Cachoeira Futebol Clube foi fundando em janeiro de 1912 (na época, “Cachoeira Football Club“) e que dedicou décadas ao futebol amador.
Diferente de muitos times tradicionais, existem várias fotos do time disponíveis na Fanpage “Cachoeira Paulista Antiga“, como esta acima (da década de 40) e esta abaixo, de 1944, registrada em uma partida em que o Cachoeira FC goleou a Associação Atlética Caçapavense por “míseros” 8×2.
Em 1955, o Juventus combinou um amistoso por lá.
Este é o time de 1956:
O Cachoeira FC disputou 4 edições do Campeonato Paulista da Série A3 em 1957, 1958, 1967 e 1968 e duas edições do Campeonato Paulista da Série B – a Quarta Divisão Paulista – em 1965 e 1966. Em 1958, disputou o Campeonato do Interior:
Nos anos 70, o time voltou ao amadorismo. Esse é o time de 1975, em um amistoso:
Conseguimos resgatar alguns cartazes históricos:
Atualmente, possui um novo distintivo.
Esta é a sede social, bastante atuante até hoje.
A sede ainda guarda uma recordação ainda mais bacana: o portão do estádio com as inscrições do nome do time.
O futebol ainda fala alto no clube.
A sede fica ao lado do antigo Estádio João Gomes Xavier, que ainda preserva seu campo, onde o time segue existindo, seja no amador seja nos veteranos!
O nome do Estádio João Gomes Xavier é uma homenagem a um esportista do passado (era também professor, industrial e filantropo).
E mesmo sofrendo uma série de alterações, seu nome segue lembrado, ainda que as pessoas se refiram ao lugar mais como “Cachoeira Futebol Clube“.
Essa é a parte de traz do estádio que citamos no vídeo.
Atualmente, o campo está cercado por casas e pelo comércio. Não teve jeito… A cidade cresceu e infelizmente não conseguiu manter o futebol profissional coexistindo.
Mas o campo segue vivo, como se a cor vermelha do sangue se desse a liberdade de tornar-se verde e tingir a paisagem da cidade, nem que seja pra gritar baixinho “Ainda estou vivo!”.
A inscrição na parede relembra o centenário, de 7 anos atrás.
O distintivo também insiste em manter a lembrança do profissionalismo viva!
Quem sabe o futuro não reserve alguma surpresa, até quem sabe renovando os votos de amor ao clube, como foi feito com o time de futebol de botão do Cachoeira Futebol Clube.
Mais um rolê para uma cidade do interior que teve grande participação na história do futebol paulista. Bem vindo à Guaratinguetá!
Aproveitamos o feriado de carnaval para dar um rápido rolê pelas cidades do Vale da Paraíba e também pelo sul de Minas Gerais e começamos visitando Guaratinguetá.
A cidade impressiona pela autenticidade e sinceridade das pixações…
O Vale do Paraíba é um “acidente geográfico” que leva esse nome graças a este rio que divide a cidade.
Como sempre fazemos, tentamos conhecer um pouco do dia-a-dia da cidade, com um rolê no centro e não podíamos deixar de conhecer o mercado municipal.
O prédio histórico que abriga o centenário mercado é muito bonito!
Vale a pena a visita e o apoio aos comerciantes locais.
Seguindo pelo centro, é possível apreciar as construções históricas ainda bem preservadas.
E… encontrar a dama de ferro que, assim como o rio Paraíba, cruza a cidade.
Só tem uma coisa em uma cidade que eu gosto mais do que ferrovias: estádios de futebol! E em Guaratinguetá, nós temos 2. Comecemos então pelo Estádio Augusto Schumuziger, a casa da Teci Guará Futebol Clube.
O Estádio leva o nome de Augusto Schumuziger em homenagem ao diretor presidente da Cia. Fiação e Tecidos – Guaratinguetá, responsável pela inauguração não só do time como de um centro recreativo e de lazer para os funcionários da fábrica e suas famílias, É essa figura:
A data de fundação do Teci Guará FC é considerada 1º de Maio de 1930 porque boa parte do time era formada por anarquistas trabalhadores da indústria.
Aqui, uma imagem da fanpage Vale Ver Guará ondepode ser ver a indústria e ao fundo no lado esquerdo superior o campo do Teci Guara.
Pudemos visitar sua sede na Rua Pedro Cappio, 205, no Bairro Pedregulho. Aí a bilheteria! E naquele nosso famoso jeitinho de ir entrando…
Aqui, o nosso tradicional registro em 3 fases, começando pelo gol do lado direito (orientado por quem esteja na arquibancada):
O meio campo:
E o gol comunista:
O estádio, embora suepr acanhado, mantém uma pequena e charmosa arquibancada coberta que permite a pouco mais de 100 torcedores vibrem com o time!
Os bancos de reserva:
Contentes em ter registrado esta pequena pérola do interior paulista, vamos ao gigante “Ninho da Garça“, o Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite.
Isso significa… Mais uma bilheteria pra coleção!
Atualmente, o estádio é sede dos jogos da Academia Desportiva Manthiqueira, mas ele ainda está “decorado” com a identidade visual do último time que levou a cidade às divisões mais importantes do futebol, o Guaratinguetá Futebol Ltda.
O time tentou resgatar o prestígio que a Associação Esportiva Guaratinguetá conquistou no passado.
Vamos ver como ele é por dentro?
Como eu disse anteriormente, o estádio já abrigou jogos de diferentes equipes, mas sem dúvidas a que teve maior sucesso foi a Associação Esportiva Guaratinguetá, time fundado em novembro de 1915. Esse foi o distintivo da equipe até os anos 30, na época Associação Sportiva Guaratinguetá:
Dos anos 30 até os anos 50, a Esportiva adotou este outro distintivo (mantendo-se alvinegra):
Só depois dos anos 50 passou a ser alvirubra e adotou um novo distintivo.
Esse distintivo sofreu leve alteração e aí perdurou até seus últimos suspiros, na Copa São Paulo de Futebol Júnior, em 1998:
Além da mudança do distintivo (e das cores), a torcida local viu uma importante mudança: o time que passara toda sua vida no amadorismo, decidiu aventurar-se no profissional. E foi no Estádio Dario Rodrigues Leite, que a Esportiva conquistou o título do Campeonato Paulista da Série A2 de 1960. (esta e as demais fotos estão disponíveis no incrível “Que fim levou“, do Milton Neves e também no também alucinante “Botões para sempre“.
Pra matar a saudades: a filial da Rede Globo fez uma matéria bacana com os craques do passado: https://globoplay.globo.com/v/5498964/. Dessa forma, o “Lobo” (mascote do time) pode disputar a primeira divisão de 1961 a 1964!
Entre a primeira e a terceira divisão foram 37 participações no futebol profissional. Esse, o time de 1979, em foto da fanpage “A gloriosa esportiva”:
E aqui, Borrachinha, goleiro do time de 1988.
Em 1990, o time ganhou uma placa no estádio municipal.
Aqui, o time em 1997, com Negaça, no gol:
Infelizmente, o time acabou se licenciando e para ocupar seu lugar, surgiu o Guaratinguetá Futebol Ltda.
O Guaratinguetá Futebol Ltda foi idealizado em 1998, na época como Guaratinguetá Esporte Clube e a partir do ano 2000 passou a disputar as competições oficiais da Federação Paulista.
O time conseguiu uma ascensão meteórica e logo estava na série A1 (na época sua escalada se iniciou na séire B2, o quinto nível do futebol paulista) do Paulista e na série B do brasileiro. Em 2010, sem apoio do poder público local, o time se mudou para Americana, passando a se denominar Americana Futebol, em um dos movimentos mais tristes do futebol paulista.
Em 2012, o time volta à cidade de Guaratinguetá e enfrenta uma série de rebaixamentos. Em 2016, disputou a Série A3 do Paulistão e Série C, sendo rebaixado em ambos, e os maus resultados acabaram fazendo com que o time pedisse licenciamento das competições oficiais. Nessa fase final o time foi marcado pelo técnico João ‘Telê’.
O último time a utilizar o estádio é a Academia Desportiva Mantiqueira.
O AD Manthiqueira é um dos caçulas do futebol paulista, tendo sido fundado em 2005 e 5 ano depois, filiando-se à Federação Paulista. Como o ano do surgimento do time foi o mesmo ano da mudança do Guaratinguetá para Americana, incluiram no estatuto social da Manthiqueira uma cláusula que impede a mudança de município. Assim, em 2011, o clube disputou pela primeira vez a Bezinha do paulista.
Um dos diferenciais do time é a treinadora Nilmara Alves, uma das primeiras mulheres a treinar uma equipe masculina de futebol profissional no Brasil, e que ficou mais de 5 anos à frente do time.
Em 2017, a Manthiqueira consegue o primeiro acesso da sua história, para a série A3 do Campeonato Paulista, e sagrando-se campeã em cima do Esporte Clube São Bernardo.
Pra finalizar a relação dos times que já jogaram e podem vir a jogar, desde 2018 correm boatos do surgimento do Atlético Guaratinguetá, que promete chegar ao profissionalismo no ano de 2020.
O mascote do time é o Coruntá:
Enfim… Tudo isso pra voltarmos ao Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite, inaugurado em 7 de Setembro de 1965.
Vamos tomar uma?
Com tudo o que vimos, dá pra imaginar quantas emoções já passaram nessas arquibancadas…
Aliás, e dá-lhe arquibancadas….
A capacidade atual é de 16.095 torcedores.
Inclusos nessa conta os lugares cobertos, na região central do campo.
Como sempre, uma visão do lado direito do gol:
Meio campo:
E o gol comunista:
Mais uma vez, ficamos verdadeiramente emocionados em poder registrar um estádio com tanta história e com um futuro cheio de esperanças, afinal dizem os rumores que em 2020, o Manthiqueira não estará sozinho.
E o agradecimento ao Egídio que bateu um bom papo conosco durante nossa visita e é quem zela pelo estádio com super atenção e carinho.
E quem sabe, voltemos para ver um jogo ainda em 2019…
A nossa visita por Guaratinguetá termina aqui, porém, há de se prestar homenagem ao “falecido” Estádio Dr. Benedito Meirelles.
O Estádio foi inaugurado em 09 de julho de 1915, e ficava na Rua Cel. Pires Barbosa no Bairro do Campo do Galvão, mais ou menos nesse local:
As arquibancadas e a cerca do estádio eram de madeira. Ao fundo pode se ver o distintivo da Esportiva Guaratinguetá.
Olha quem chegou a jogar (e perder) por lá:
Aqui, a Esportiva em 1940 (que foto, animal!!!!):
O próprio Teci Guará FC jogou lá, em 1957 (foto do Zeck Bróca):
E deixo aqui umas últimas imagens pra gente ver o que o passado levou e não volta mais…
Finalizando nosso rolê pelos Balcãs, chegamos à Romênia, para conhecer sua bela capital Bucareste e o futebol local.
Tudo graças à Tarom, companhia aérea da Romênia!
A Romênia tem uma história super interessante, muito antiga (há registros de habitação desde a pré história) e dinâmica. Existe uma série de museus na cidade que ajudam a contar essa história, como o Museu Nacional de história:
Um dos mais importantes é o Museu Nacional de Arte da Romênia, que fica dentro do Palácio Real na Praça da Revolução, no centro de Bucareste. Possui coleções de arte romena medieval e moderna, bem como a coleção internacional montada pela família real romena.
Nos portões da frente havia uma intervenção com nomes de todos que morreram durante os protestos de 1989 (quando o então presidente Nicolae Ceauşescu foi deposto e depois executado).
Além de ser época de fim de ano, a cidade (e o páis) estavam em festa porque em dezembro eles celebraram os 100 anos da unificação da Transilvânia, Bucovina e Bessarábia ao Reino da Romênia, praticamente o nascimento do país como ele é hoje.
Então, um brinde à Romênia!
Várias manifestações em homenagem a este centenário!
Tem rock por lá?
Pra mim, o que chamou mais a atenção em Bucareste foi a arquitetura dos prédios e as largas avenidas…
E se a ideia é falar de arquitetura e grandiosidade, que tal o prédio do parlamento… É uma coisa impensável, simplesmente gigantesco!
Ele representa bem a ideia do sistema de governo que tentava se chamar de comunista, mas que tinha muita coisa em desacordo com o “comum”…
Não que eles não tivessem conseguido fazer muita coisa bacana, mas era uma grande concentração de poder na mão dos governantes, enquanto o povo ralava pra segurar essa conta, uma visão errônea do que poderia ter sido um real sistema socialista.
Mas falar da Romênia é também lembrar da lenda de Vlad Tepes, o “empalador” que ficaria conhecido no livro / filme Drácula de Bram Stoker, que realmente viveu no século XV na região de Bran.
E sim, tem um monte de coisa relacionada ao tema.
E já que estávamos na Romênia,decidimos ir até Bran, onde fica o castelo eternizado pelo filme do drácula!
Oficialmente, o Castelo do Drácula se chama “Castelo de Bran” e situa-se na fronteira entre a Transilvânia e a Valáquia e abriga um museu e do lado de fora um cenário muito bacana.
Antes de chegarmos lá, passamos no Castelo de Peles.
Mas, claro que de terror o lugar não tem nada, ao contrário, é um ponto de turismo bastante visitado.
O dia estava gelado e a neve dava um clima ainda mais frio.
Em frente ao castelo existe essa cruz que dá asas à imaginação de quem espera por vampiros e mortos vivos.
Existe ainda todo um comércio nas proximidades, e claro que tem atrações baseadas nesse clima de terror.
Mas, fora a lenda do Drácula, a Romênia tem um dia-a-dia bastante similar ao nosso…
A comida por lá é muito boa! E tem suas particularidades, mas também tem as coisas do dia-a-dia.
Em homenagem ao deácula, que tal uma sanguinária sopa de tomates?
Vale até curtir uma dança típica no restaurante!
E que tal esse exército de soldadinhos de chumbo!
Também tivemos a oportunidade de curtir um pouco da poesia visual vendo os pássaros espantarem o frio comendo umas frutinhas…
As ruas de Bucareste ganharam nossos corações…
O centro velho possui uma série de Pubs e atrações pra curtir a noite!
A cidade é bastante arborizada e possui vários parques.
Enfim… Bucareste se mostrou uma cidade muito aprazível e, cabendo no seu orçamento, recomendo a visita!
Mas… Agora chegou a hora de falarmos do futebol da cidade, começando pelo FC Dinamo!
O FC Dinamo nasceu em maio de 1948, num a época em que o mundo vivia o pós guerra e formava seus dois macro blocos: capitalistas x socialistas.
Além da competição no âmbito político e econômico, os esportes também representavam um importante cenário de disputa.
Assim, a União Soviética incentivou a criação de times e o desenvolvimento do futebol em todos os países do eixo comunista.
E a Romênia também fez parte deste cenário. Assim, da fusão do Ciocanul București e do Unirea Tricolor București nascia o Dinamo Bucareste.
A noite cai rápido no inverno romeno e mesmo sendo pouco mais de 5 da tarde, parecia tarde da noite quando finalmente fomos conhecer o Estádio do Dinamo Bucaresti.
Conseguir adentrar ao estádio ainda era uma incerteza, quando finalmente chegamos a uma catraca que nos deu acesso à parte interna!
O Dínamo é considerado um dos grandes times romenos, e já conquistou 18 campeonatos nacionais, entre a temporada de 1954/55 e a de 2006/07 (data da sua última conquista)
O Stadionul Dinamo tem uma bela atmosfera, imagine estando lá sem mais ninguém e nessa escuridão!
Veja o mesmo estádio “iluminado”:
O curioso é que o local por onde entramos nos levou às arquibancadas atrás do gol.
Dá pra ver que existem arquibancadas em ambas as laterais do estádio:
Cenário marcante para o resto de nossas vidas!
O estádio foi inaugurado em 1952, e atualmente tem capacidade para 15.138 torcedores, como você (não) pode ver nas fotos abaixo:
Mesmo no escuro, dá pra perceber que ele fica no meio de um bairro residencial, cheio de prédios que se levantam com a chegada e desenvolvimento do capitalismo na Romênia.
Outra foto da Wikipedia pra dar uma ideia do estádio iluminado:
Mesmo sendo uma visita noturna (e não muito oficial hehehehe) valeu muito a pena.
Falar da torcida é ter a certeza de um fanatismo e dedicação total ao time! Aqui, assim como em boa parte da Europa, se vive a cultura dos Ultras!
O ódio ao futebol moderno é um tema comum por lá, principalmente porque o futebol romeno tem sido invadido por capital externo.
Mais uma bilheteria para a nossa coleção!
Deixamos o estádio sabendo que iríamos sentir o que eu sinto agora… Uma saudade absurda daqueles poucos minutos em que pudemos viver por ali…
Uma última recordação frente ao distintivo do Dinamo…
Ao sair, pude reparar melhor num detalhe importante, logo na entrada do estádio existe uma estátua em homenagem ao ex jogador Catalin Hildan.
Fui descobrir só depois que trata-se de um atleta que morreu em campo e desde então é reverenciado pela torcida.
O outro time da cidade de Bucareste que decidimos dedicar atenção foi o Steaua Bucuresti, o “Estrela Bucareste“
A história recente do time passou por uma enorme reestruturação. O distintivo atual do time é esse:
O time foi fundado em 1947 por soldados do exército romeno e logo tornou-se o principal clube do país, vencendo 26 edições do campeonato nacional (a última em 2015).
A equipe alcançou o auge de sua glória na temporada 1985/1986, quando bateu o Barcelona nos pênaltis e sagrou-se campeão da antiga Taça dos Campeões, atual Champions League.
O time mandou seus jogos no Estádio Ghencea até 2015, quando a disputa entre o Departamento de defesa romeno e o empresário responsável pelo time impediu de uma única vez o uso do nome do time e também do estádio.
Pois bem, este estádio lindo que viu os principais times do Estrela de Bucareste jogar, infelizmente … foi ao chão.
O curioso é que foram os militares que decidiram”desistir” da gestão do time, em 1998 e passaram às mãos da gestão particular.
O mais louco é que desde 2017, o exército decidiu criar um time e trazer a marca “Steaua Bucuresti” de volta à ativa…
Ou seja… Existem atualmente dois Estrelas de Bucareste… Um, que não pode usar o nome original e se chama FCSB e o time que usa o nome de sempre mas que nasceu apenas em 2017…
Fomos até lá para comprovar o que sobrou do estádio…
O estádio é de fácil acesso, embora não fique muito perto do centro.
Os muros são tomados por pixações da torcida.
Adesivos também:
Mas ao entrarmos, já não existe mais nada do estádio…
Só um imenso vazio no local onde antes havia a vida futeboleira de Bucareste!
Mas, a atmosfera da entrada do estádio ainda é inacreditável…
Nunca imaginei que pudéssemos estar num lugar tão mágico pro futebol… O estádio do time do leste europeu que desbancou o Barcelona numa Champions…
Quem sabe um dia voltamos pra ver um jogo no estádio reconstruído?
E falando em contruir, reconstruir, destruir, é necessário uma rápida citação sobre o outro time de Bucareste: o Rapid Bucareste!
Fundando em junho de 1923, o time passou por uma crise tão grande, que em 2016 acabou sendo excluído da liga romena de futebol e voltando apenas em 2018 para a então IV divisão do futebol local.
O time mandou seus jogos no Estádio Giulești Valentin Stănescu, mas em decorrência das dividas será fechado em 2019.
A partir de então, o Rapid Bucareste passará a mandar seus jogos na Arena Nationala, a casa da seleção romena e também de clássicos.
Fomos até lá para conhecer a Arena, mas, infelizmente ela estava fechada:
Olhando pelo Google dá pra se ter uma ideia de quão grandiosa ela é:
Ela faz parte de um centro esportivo que conta com ginásio e um parque.
Uma espiadinha lá dentro…
Fica mais um registro de um grande estádio no leste europeu!
Uma coisa interessante é que soube do Uniti Sub Tricolor, um grupo de Ultras que apoiam a seleção Romena.
Um último olhar e hora de irmos embora!
No dia seguinte, ainda tivemos tempo de conhecer o Estádio de Cotroceni, a casa do FC Progresul Bucuresti!
O estádio foi construído em 1995, sendo o primeiro estádio construído, após a Revolução Romena de 1989. Possui capacidade para 14.542 torcedores.
O FC Progresul Bucureşti é também conhecido como FC Naţional Bucureşti e disputa a Liga IV.
Infelizmente o estádio foi comprado pelo Banco Nacional e eles não permitem entradas 🙁
A pior situação possível.. O estádio ali … e nós do lado de fora…
Pra fechar o ciclo do futebol romeno, lembra que fomos até o castelo do drácula, lá na Transilvania? Pos bem, naquela noite, pudemos visitar a cidade de Brasov.
Demos um rolê pelo centro da cidade…
A cidade conta com um time de futebol defendendo suas cores, o FC Brasov.
O clube nasceu em 1936 e chegou à Primeira Divisão em 1957.
O FC Brasov manda seus jogos no Estádio Silviu Ploeșteanu e embora não tenhamos conseguido visitá-lo, seguem algumas fotos:
E assim, com certa dor no coração, de saudades e de nostalgia, nos despedimos da Romênia, encerrando assim o ciclo de posts sobre o futebol no leste europeu.
A 190ª camisa de futebol a ser retratada no blog As Mil Camisas vem lá da Rússia (presente da amiga Júlia!) e pertence ao FC Zenit, de São Petesburgo!
O FC Zenit São Petersburgo (em russo: ФК Зенит Санкт-Петербург) considera como data da fundação o início do time formado na Usina Siderúrgica de Leningrado, em 1925 e conhecido como Stalinets (homenagem a Joseph Stalin).
A usina acabou desativada pelo ministério de armamentos, nos anos 40 e o antigo Stalinets tornou-se de propriedade da União de Óptica Mecânica de Leningrado.
Se o futebol em geral sofreu com a segunda guerra mundial, imagine Leningrado que ficou cercada pelos nazis durante 900 dias.
Assim, somente em 1944, depois de findado o cerco, o futebol voltou a se organizar e logo de cara o time do Zenit venceu a Taça Soviética.
O Zenit teve décadas evoluindo, mas nada comparado a 1984 quando os 4×1 em cima do Metalist Kharkiv, sagrou o Zenit como campeão Soviético!
Mas, os anos 90 jogaram água na vodka russa dos torcedores do Zenit, que viram o clube descer de divisão, para apenas em 1999, retomar sua força com a conquista da Taça da Rússia.
Em 2007, com a chegada do técnico Dick Advocaat o Zenit conquistou o campeonato russo pela primeira vez.
Em 2008, o Zenit chegou à final da Taça UEFA derrubando adversários como o Villarreal, Olimpic Marselha, Bayer Leverkusen e Bayern Munique. A final foi contra o Glasgow Rangers, que não foi páreo para o esquadrão russo!
Com a conquista, veio a chance de mais um título, o da Supertaça Europeia frente ao Manchester United e o Zenit fez bonito, tornando-se o primeiro time russo a vencer este troféu.
O lado triste desse ano foram as manifestações racistas da ala radical de sua torcida, assim como Roberto Carlos sentiria anos depois…
Infelizemente atos assim, mesmo que não representem o todo da torcida do Zenit, queimam o filme do time e da torcida, por isso nem vou postar nenhum vídeo dos torcedores.
Em 2009, viria mais um título, o da Taça da Rússia e em 2010, mais uma campeonato nacional.
Em 2010, veio a segunda Copa da Rússia e o bicampeonato russo, e em 2012 o tricampeonato.
Atualmente colhe os frutos dos investimentos feitos via patrocínio da Gazprom, maior empresa gasística do mundo.
Um dos ídolos do time é Lev Burchalkin, jogador que mais vezes vestiu a camisa do clube e quem marcou mais gols pelo time: 78 gols em 400 partidas.
Graças às conquistas recentes, o Zenit tem hoje a maior torcida da Rússia.
Seu grande rival é o Spartak Moscou, tanto que o próprio hino do time cita “Quando lutares com o rival Spartak, não te esquece de teu ataque!”.
Manda seus jogos no estádio Krestovsky, com capacidade para 69.000 torcedores.
Em 2014 a equipe russa fez um acordo com a Century Fox e anunciou Bart Simpson como seu novo mascote.
Outra cidade visitada durante nosso rolê pelo Leste Europeu no fim de 2018 foi Sófia, a capital da Bulgária, onde vivem quase um milhão e meio de pessoas.
A cidade tem investido no turismo para atrair uma nova fonte de renda, e história é o que não falta para Sófia!
A Bulgária sofreu diversas invasões: dos romanos, do Império Bizantino, do Império Otomano, dos Russos, além das guerras com Grécia, Sérvia, Romênia, Macedônia e Trácia. Somente em 1989 conseguiu sua independência. Mas as marcas das diversas invasões são encontradas pela cidade de Sófia até hoje, como por exemplo a Igreja de Sveta Petka Samardzhiiska, do século XIV (época do Império Otomano).
São uma série de igrejas e monumentos distribuídos pela cidade, como pela estátua de Sveta Sofia, que foi erguida em 2000, no lugar da estátua de Lenin (da época recente da Bulgária comunista).
Sem contar as ruínas dessas diferentes épocas, que fazem parte do cenário urbano de Sófia.
Em pleno centro da cidade, existe um grande sítio arqueológico com muita coisa do período do domínio Sérdico.
A maioria dos búlgaros seguem a religião da Igreja Ortodoxa Búlgara, mas a cidade está repleta de templos religiosos de diferentes religiões. Assim como vimos em Sarajevo, existe um bairro em Sófia, chamado de “Quadrado da Tolerância” que reúne uma igreja católica, uma ortodoxa, uma sinagoga e uma mesquita!
Passamos por todas elas e ainda fomos além, conhecendo também a Igreja Russa:
Fomos também à Catedral de Alexandre Nevski, a maior catedral ortodoxa da cidade, dedicada ao Santo Alexandre Nevsky, erguida em homenagem aos soldados russos caídos em combate durante a Guerra Russo-Turca de 1877-1878, que libertaram a Bulgária do jugo otomano:
Mas, Sófia é uma cidade como outra qualquer no que se refere ao dia-a-dia das pessoas. A rotina escola, trabalho, família, rolê… E por quê não, as roupas no varal…
Outro ponto especial é o Monumento ao Soldado Desconhecido, erguido em honra dos soldados falecidos na Primeira Guerra Mundial:
E tava frio hein…
A única coisa que me deixou um pouco triste é que por uma questão de idioma não trouxe um livro sequer… E ficou tanta coisa que eu queria ter aprendido sobre a cidade… Fica de lição de casa.
Os grandes prédios onde centenas de famílias vivem, são outra característica da cidade.
O centro da cidade guarda ainda a Boulevard Vitosha, um calçadão cheio de lojas que termina em um parque, com vários museus e até um shopping. Encontrei aí, uma loja de discos bem legal:
Bom, espero ter ajudado a desmistificar a ideia de que Sófia (assim como outras cidades do Leste Europeu) é um lugar perigoso, ou que não vale a pena de ser conhecido.
E assim, vamos ao foco do nosso blog: o futebol. Escolhemos 3 estádios para visitar e assim tentar entender um pouco do futebol local, e decidimos iniciar pelo CSKA (Centralen Sporten Klub na Armiyata, ou Clube Esportivo Central do Exército).
O nome completo do time é PFC CSKA Sófia (PFC significa Professional Football Club). Em búlgaro, CSKA se escreve ЦСКА.
O time foi fundado em maio de 1948 e manda seus jogos no Balgarska Armiya Stadium, ou Estádio do Exército Búlgaro. E… lá fomos nós conhecer o Българска Армия.
Para chegar ao estádio, foi preciso atravessar o mais antigo parque de Sófia, o Borissowa Gradina (Jardim do Rei Boris).
Um dia de inverno como o que estávamos dá um certo ar “sombrio” ao parque e ao estádio.
Mas, basta seguir as placas…
O local é todo “ilustrado” pela torcida local. Ver um jogo aqui como visitante não deve lá ser muito legal…
Em frente ao estádio fica uma sede do clube. Mas não havia ninguém por lá…
O distintivo do clube é praticamente parte da natureza local…
Adesivos então… Estão por todos os lados!
Há de se comentar que boa parte das mensagens estão ligadas ao hooliganismo, e, infelizmente, muita coisa ligada ao racismo e ao nazismo que eu prefiro nem postar aqui.
Eles também pegam bastante no pé da polícia…
E aí, próximo à entrada do estádio… um pequeno monumento aos torcedores rivais (em especial, o Levski Sofia, rival local)… uma árvore decorada com camisas, cachecóis e demais lembranças de brigas antigas.
Ainda existem um bar que serve de ponto de encontro da torcida:
Embora tudo estivesse deserto, o portão de acesso ao estádio estava aberto, então… vamos lá!
Quem diria… Nós na casa do CSKA Sófia, um dos times mais alternativos e inesperados… Com um estádio bem bacana, com capacidade para 22.500 torcedores.
O CSKA é um time grande na Bulgária, já tendo conquistado 31 vezes o campeonato nacional (a mais recente conquista, na temporada 2007/09), 23 Copas (a última vez em 2016) e 3 Supercopas da Bulgária (2008, a última conquista).
Mesmo dentro do estádio, as árvores secas dão um ar de filme de suspensa ao lugar…
Existem quatro setores no estádio, delimitados e separados, sendo que o setor coberto abriga 2.100 lugares.
Olha o time de 73, posando em frente à parte coberta:
O Estádio foi construído em 1923 para o AS-23, que tinha o leão em seu distintivo:
Nessa época, o estádio ficou conhecido como Athletic Park até 1944, quando o AS-23 se fundiu com outros dois clubes para formar o Chavdar Sofia.
De 1944 até 1948 foi chamado Estádio Chavdar, e entre 1948 e 1990, ficou conhecido como o Estádio do Povo do Exército e, desde 1990, é o Estádio Balgarska Armia.
O Estádio foi reconstruído novamente em 1982, e somente então recebeu o sistema de iluminação com seus holofotes e desde 2000, possui um novo sistema de som surround.
Aqui, o gol do lado direito:
Aqui, o gol do lado esquerdo:
O placar eletrônico e um setor mantido sem cadeiras, no cimentão:
Mas o estádio possui cadeiras em quase sua totalidade:
Realmente uma aventura incrível, que vai ficar pra sempre na nossa memória.
O outro time escolhido para ilustrar nossa visita à Bulgária foi o PFK Levski Sofia (em búlgaro: ПФК Левски София).
O PFK Levski Sofia também é um grande time da Bulgária, fundado em maio de 1914 e manda seus jogos no Estádio Georgi Aspraruhov.
Fomos até lá pra conhecê-lo e registrar mais um estádio do leste europeu.
O alfabeto cirílico é mesmo louco, não? Tenta entender o que estava escrito ali:
O Levski Sófia sagrou-se campeão búlgaro por 26 vezes (a última dela na temporada de 2009), além de 26 conquistas da Copa da Bulgária (sendo em 2007 a última vez).
A primeira vista, o estádio parecia fechado, então fomos ver a loja do time que ainda estava aberta. Perguntei pra moça que trabalhava ali se dava pra gente entrar no estádio pra tirar umas fotos mas ela respondeu: “Impossible”.
A Mari já estava satisfeita de poder se proteger do frio e ficar ali no sofá da própria loja…
Se você acha que do lado azul a torcida é menos fanática que o lado vermelho, dá uma 0lhada no que os torcedores do Levski fizeram na apresentação do técnico Iwajlo Petew que diziam ser torcedor do CSKA:
Já estávamos indo embora quando mais uma vez, um portão entreaberto me chamou a atenção. Ainda bem que decidimos seguir sem perguntar….
Durante o regime comunista na Bulgária, o clube teve que mudar seu nome para FC Vitosha. Com a queda do Muro de Berlim e a consequente queda do comunismo, o time voltou a se chamar LevskiSófia.
Dali deu pra ver as arquibancadas que permitem a presença de quase 30 mil torcedores.
Que cara de mané kkkkk!
O estádio também é conhecido como Gerena e foi inaugurado em março de 1963, em uma partida contra o PFC Spartak de Pleven, na época, tendo capacidade para 38 mil torcedores.
Somente em 1971, passou a ser chamado de Georgi Asparuhov e chegou a ter uma área coberta.
O Estádio possui arquibancada em todo o entorno do campo.
Olha que legal o distintivo do clube lá embaixo do placar.
Por fim… Mas não menos importante, demos uma rápida passada no Estádio Nacional Vasil Levski , a casa da Seleção Nacional e as finais da Copa da Bulgária.
O seu nome homenageia o revolucionário e herói nacional búlgaro Vasil Levski.
O Estádio tem uma fachada um pouco sem graça, mas é um baita campo! Peguei essa foto do Google, pra ilustrá-lo:
Ele foi inaugurado em 1953, e atualmente tem capacidade para 43 mil torcedores.
Cuirosamente ele fica no mesmo quarteirão do parque onde fica o estádio do CSKA.
Vale lembrar que ele passou por importantes renovações em 1966 e 2002.
E assim, nos despedimos de Sófia e da Bulgária, fica a espectativa de um futuro post falando da camisa da seleção búlgara (a única aquisição nessa viagem).
Dando um rápido intervalo nas postagens sobre a viagem pro Leste Europeu (que exigem um tempão até conseguir subir todas as fotos e escrever sobre elas), vamos contar um pouco da história do Independente de Pirassununga.
A 189ª camisa foi presente do amigo Zé Antonio, um dos caras que continuam a resgatar e valorizar a história do futebol (e da cultura) local.
O Independente Futebol Clube foi fundado em Novembro de 1938 e teve sua história marcada pelas participações nos campeonatos amadores.
O primeiro jogo do Independente FC foi contra a Esportiva Sanjoanense, perdendo pelo placar de 2×0, realizado em São João da Boa Vista.
O sucesso no amadorismo levou o time a se aventurar no profissionalismo e em 1977, o Independente de Pirassununga disputou o Campeonato Paulista da Quarta Divisão.
Mas, disputar o futebol profissional representa uma série de investimentos que muitas vezes inviabilizam a participação de times do interior, e foi o que aconteceu com o time de Pirassununga.
Até hoje, o time segue atuando nas disputas amadoras e principalmentenas categorias de base.
Manda seus jogos no Estádio Armando Boito, e fica localizada na Avenida Joaquim Cristóvão, 245, na Vila Santa Terezinha. Estivemos lá em 2018, veja aqui como foi.
Dando sequência ao rolê futeboleiro pelo leste europeu, é hora de aterrissar em outro país da ex-Iugoslávia: Bósnia Herzegovina, nosso objetivo, conhecer a capital Sarajevo, cidade que sofreu vários horrores durante a guerra entre 1992 e 1995.
A cidade de Sarajevo é cortada pelo rio Miljacka. É sobre ele que passa a Ponte Latina, local onde ocorreu o assassinado do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, o Arquiduque Francisco Fernando, o que foi o ponto de partida para a primeira guerra mundial.
A cidade é incrível… Possui um centro histórico com calçadões e ruas de pedra onde pedestres circulam e visitam as várias lojinhas ali presentes.
A cidade é considerada o encontro entre o leste e o oeste e existe um marco que oficializa essa “fronteira”:
Esse “encontro de culturas” fica ainda mais claro quando você percebe que estão ali, bem próximas uma das outras uma igreja católica, uma mesquita, uma igreja ortodoxa e uma sinagoga.
Um dos pontos de encontro das diversas ruelas é a praça Baščaršija,
O lugar também é conhecido como a Praça dos Pombos!
Sarajevo é rodeada por montanhas e não é preciso andar muito para se topar com uma ladeira…
Uma dessas ladeiras levam direto ao cemitério Šehidsko Mezarje Kovač.
Muitas lápides mostram os anos de 1993 a 1995 como data do falecimento, o que mostra o resultado do cerco e dos assassinatos cometidos durante a guerra pela separação da Bósnia Herzegovina da Iugoslávia.
Subindo um pouco mais, chegamos a um ponto marcante da cidade, a Fortaleza Amarela, construída entre 1727 e 1739 na área chamada Jekovac. E dali, a vista simplesmente maravilhosa…
Ali perto fica o outro “forte” conhecido como “Forte Branco”.
Fizemos um vídeo pra ter um pouco mais de ideia de como é o lugar:
De volta à cidade, fomos conhecer o Museu da Infância na Guerra, que reúne objetos e histórias que marcaram a vida de pessoas que viviam em Sarajevo durante o período da ocupação.
Embora seja uma exposição simples, se você realmente ler cada mensagem, é difícil não se emocionar…
Pra quem gosta de uma pizza, saiba que elas são bem grandinhas em Sarajevo…
A cidade possui muitas construções antigas, algumas delas se transformaram em museus, como o museu da cidade.
Também mantiveram registros de ruínas da época dos romanos, bem ao lado do mercadão local.
Outra coisa que mexe com quem passa pelo centro são as “rosas de Sarajevo”:
A “Rosa de Sarajevo”nada mais é do que a utilização de tinta acrílica para reforçar em vermelho os vestígios de bombas e explosões ocorridas durante a guerra.
Existem várias espalhadas pela cidade, o que reforça na memória o quanto deve ter sido difícil o período da ocupação da cidade pelo exército sérvio…
A expressão acabou virando título de livro: “A Rosa de Sarajevo” da escritora Margareth Mazzantini, que eu levei pra viagem e quase me esgoelei de tanto chorar enquanto o lia…
Outro fato importante a ser registrado é que agora em 2019, Sarajevo será sede do Festival Olímpico Juvenil de Inverno. E a cidade está muito orgulhosa, até porque remete às lembranças de 1984 quando recebeu os jogos Olímpicos de inverno, antes da guerra.
Um outro ponto que visitamos foi o monumento da “flama eterno”, com a chama que queima incessantemente em homenagem aos que lutaram contra o fascismo na segunda guerra.
Esse aí atrás foi o nosso hotel durante a estadia em Sarajevo… O “Old Town“, localizado no centro da cidade e com bons preços!
A cidade tem criado uma série de pontos, mostras e museus dedicados a não deixar de lembrar a tragédia da guerra, essa sequência mostram fotos de locais que foram atingidos durante a guerra e como eles estão atualmente.
O principal destaque vai para a mostra SREBRENICA, com diversos documentos e fotos mostrando os abusos sofridos pelas pessoas nessa cidade, tanto por parte dos sérvios quanto até mesmo pelos soldados da ONU.
E a montanha sempre nos guardando…
Bom dado esse rolê pela cidade, que tal falarmos sobre o futebol local? Assim como fizemos em Belgrado, selecionamos 3 times da cidade para entender o futebol de Sarajevo. Começemos pelo FK Sarajevo (acesse aqui o site oficial do time).
Vale lembrar que o time já teve outros distintivos, começando por um que continha a estrela vermelha, símbolo do comunismo e uma engrenagem em azul, representando a industrialização socialista:
Outros dois distintivos vieram até a chegada do atual:
O FK Sarajevo foi fundado em outubro de 1946, na época como SD Torpedo. Um ano depois, o nome foi alterado para SD Metalaca Sarajevo e a partir de 1949 adotou o nome atual.
Em 1967, tornou-se o primeiro clube bósnio a vencer o campeonato iugoslavo.
Em 1985, veio o segundo título iugoslavo.
Conquistou a “BósniaPremijer Liga” por duas vezes, em 1998-1999 e 2006-2007 e 5 Copas Bósnia de Futebol (temporadas de 1996-1997, 1997-1998, 2001-2002, 2004-2005, 2013-2014).
Como o futebol é uma “língua universal”, o FK Sarajevo é considerado um embaixador da Bósnia e manda seus jogos no Estádio Asim Ferhatović Hase. Fomos até lá para conhecê-lo pessoalmente.
Contamos com a ajuda do Bajro, torcedor do FK Sarajevo que não falava muito inglês, então a comunicação entre nós era muito engraçada!
Vamos dar uma olhada na parte de dentro do estádio!
Como deu pra perceber no vídeo, o nome oficial do estádio é Asim Ferhatović Hase, homenagem a um ex jogador, ídolo do FK Sarajevo, mas também é conhecido como Estádio Koševo (nome do bairro onde está localizado.) e também Estádio Olímpico (devido aos jogos olímpicos de inverno de 84).
Grande momento do As Mil Camisas!
E, mais uma vez, obrigado Bajro!!!
O Estádio Asim Ferhatović Hase foi inaugurado em 1947 e atualmente possui capacidade de 34.500 torcedores. Possui arquibancadas em todos os lados do campo.
No dia da visitam, como pode se ver, a neve havia coberto a cidade e o campo, consequentemente.
Vale lembrar que a Seleção Nacional da Bósnia e Herzegovina também manda seus jogos aí!
O estádio foi inaugurado em 1947 e em 1984 foi reconstruído para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1984.
O estádio foi renovado pela terceira vez após a Guerra da Bósnia, em 1998.
O resultado é um grande estádio, com bastante espaço para os torcedores locais.
A torcida em Sarajevo também leva a sério o futebol, e prova disso é a Horde Zlae Sarajevo:
A Guerra também teve influência no futebol local e as disputas nacionais foram paralisadas. O FK Sarajevo só disputava partidas amistosas viajando pelo mundo.
Boa parte dos torcedores, incluindo os membros da Horde Zla juntaram-se ao Exército da República da Bósnia e Herzegovina e lutaram na guerra. Somente na temporada 1994-95, o futebol voltou a ativa com o primeiro campeonato da Bósnia e Herzegovina.
Na temporada 2006-07, Sarajevo jogou pela primeira vez na UEFA Champions League com esse time (foto do site oficial do FK Sarajevo):
Em 2013, Vincent Tan, um empresário malaio comprou o FK Sarajevo e logo de cara saiu campeão da Copa da Bósnia.
Um último olhar antes de irmos embora…
E nos despedimos do estádio do FK Sarajevo para conhecermos um pouco da história do seu grande rival, o Fudbalski Klub Željezničar (acesse aqui o site oficial do time)e seu Estádio, conhecido como “Grbavica” (que é o nome do bairro em que está localizado).
O bairro também tem uma história triste relacionada à guerra. Segundo o que ouvimos, na avenida que está bem em frente ao estádio, um grupo de sérvios ocupou o lado direito e passou um fim de semana todo atirando em pessoas dos prédios em frente.
O Estádio está tão incrustrado no bairro que existem várias lojas abertas ao público que ficam embaixo das arquibancadas.
Željezničar significa “ferroviário” em Bósnio e foi escolhido porque o time foi fundado por trabalhadores da estrada de ferro em Sarajevo, em 1921.
O Fudbalski Klub Željezničar, time dos ferroviários manda seus jogos no Stadion Grbavica, que fica no bairro homônimo, na periferia de Sarajevo. Fomos até lá, mas num primeiro momento ver o portão fechado nos desanimou…
Mas, com a ajuda de uma moça que surgiu do nada com as chaves na mão nos permitiu entrar em mais um templo do futebol. Vamos conhecê-lo?
O Fudbalski Klub Željezničar é conhecido por ser um celeiro de bons jogadores, e o resultado é que em 1972 venceu o campeonato iugoslavo, em 1985 chegou às semifinais da Copa da UEFA (primeira vez que um time da Bósnia chegou a tal colocação), e em 1998, venceu seu primeiro campeonato nacional, feito repetido em 2001 e 2002. O clube também detém três títulos da Copa da Bósnia (2000, 2001 e 2003).
O Estádio Grbavica foi construído em 1940, e atualmente cabem pouco mais de 20 mil pessoas em suas arquibancadas!
O Estádio está incrustrado no meio do bairro e das suas arquibancadas se pode ver a cidade e também as montanhas ao fundo.
Além dessas arquibancadas ao redor do campo, vale registrar a grande parte coberta (que foi por onde entramos).
Os bancos de reserva ficam bem em frente ao “setor VIP”, espero que não sejam muito corneteiros.
Um último olhar e é hora de nos despedirmos deste lugar mágico!
Ali está a saída!
E é hora de finalizar nosso rolê boleiro por Sarajevo, conhecendo o Estádio Otoka, a casa do Fudbalski Klub Olimpic Sarajevo. Aqui o site oficial do time (clique aqui pra conhecer).
O time utilizou esse outro distintivo por vários anos, e alguns torcedores não curtiram muito a troca…
O Fudbalski Klub Olimpic Sarajevo foi fundado em Outubro de 1993 e desde então manda seus jogos no Estádio Otoka, construído durante a época do cerco à cidade e tornando-se a principal opção de esportes do distrito.
O estádio parece pequeno, olhando por fora, mas é super bem aproveitado.
Possui arquibancadas dos dois lados do campo.
Incluindo uma arquibancada em forma oval, dando uma caracterítica visual única à cancha.
Vamos dar uma olhada?
Mais um estádio incrível registrado!
Ao fundo o bairro (ou distrito) de Otoka.
E assim, nos despedimos de uma cidade que com certeza roubou uma parte de nosso coração. Não só pelo futebol, mas por sua história e pelo jeito das pessoas que vivem ali. Pelo respeito às diferenças e por tudo o que nos ensinou nos poucos dias que estivemos por lá, eu espero que possamos voltar à Sarajevo…
Estádio Nicolau Alayon para torcer por uma vitória do nosso Ramalhão!
Mas, ao mesmo tempo é mais uma chance de rever esse belo estádio, principalmente em um momento tão importante para o Nacional Atlético Clube: seu centenário! Parabéns à sua torcida e em especial ao pessoal da Almanac que segue apoiando o time em todos os jogos.
Outra figuraça da torcida do Nacional é o Leandro Massoni Ilhéu que acaba de lançar o livro “Nacional: nos trilhos do futebol brasileiro” contando um pouco da história do time. Quem quiser adquirir, pode falar diretamente com o Leandro pelo Face dele (é só clicar aqui).
Voltando ao estádio, mesmo sendo em um feriado prolongado, até que o público esteve razoável…
Pessoal da Fúria Andreense, da TUDA e também os torcedores autônomos compareceram ao Nicolau para tentar estragar a festa do Naça:
Em campo, o Nacional fez valer seu mando de campo e teve mais posse de bola, mas o Santo André saiu ganhando e foi pro segundo tempo com 1×0 graças a esse gol de penalty:
No intervalo é hora de por o papo em dia, destaque pro amigo “Gó“, que é até tema de música da nossa banda (o Visitantes), pra ouvir é só clicar aqui:
Outro destaque para a primeira partida do Ramalhão da nossa sobrinha, a Bia!
Mas, os destaques ficam por aí…
No segundo tempo, o sol forte parece ter fritado a cabeça dos atletas e o que se viu foi a virada do Nacional (treinado pelo querido Jorginho, ex atleta do Ramalhão) pra cima do Santo André.
Vitória merecida do Nacional. O Santo André precisa voltar aos trilhos caso ainda queira o acesso… Mesmo com a derrota, seguimos na oitava posição…
APOIE O TIME DA SUA CIDADE (na vitória e na derrota)!!!
Vamos começar uma sequência de posts dividindo o nosso rolê pelo leste europeu, que realizamos no final de 2018.
A viagem começou pela Itália, pela cidade de Fiumicino, vizinha à Roma, e conhecida por ser o local onde está o maior aeroporto da região e também por ser um local tranquilo no litoral do mar Tirreno.
A cidade não só é super arborizada, como é fácil encontrar laranjeiras pelas ruas locais.
Este é um afluente do Rio Tibre que lá no fundo desemboca no oceano…
Encontramos um mercado de pulgas no coração da cidade, pra quem gosta de economizar…
Também é muito legal aproveitar as barracas de frutas espalhadas pelas ruas de Fiumicino.
Bom… o jantar não podia ser outro…. Pizza !!!
A cidade ainda guarda várias construções antigas.
E tem ainda um bom cuidado com a natureza local.
O futebol local tem a atenção e o carinho dos moradores, principalmente dos mais velhos que ainda guardam na memória lembranças dos times da cidade.
Vamos conhecer dois deles, começando pelo SFF Atletico.
O SFF (Sporting Fregene Focene)Atletico é um clube bastante jovem. Nasceu em 2016, da fusão da Associazione Sportiva Dilettantistica Sporting Città di Fiumicino e do Polisportiva Dilettantistica Fregene.
Fregene e Focene são dois “distritos” da cidade, e como cada um tem um estádio de futebol, o Atletico de Fiumicino tem várias “casas”.
O SFF Atletico pode escolher entre mandar seus jogos em Fragene, no Estádio Aristide Paglialunga (antigo estádio do Fregene) ou no Estádio Vincenzo Cetorelli em Fiumicino.
Assim, aproveitamos o rolê para conhecer o Estádio Vincenzo Cetorelli.
O Estádio fica na região central da cidade e possui uma estrutura mínima capaz de receber jogos, com apenas uma arquibancada descoberta em uma das laterais do campo:
E embora sejam apenas 4 lances de arquibancada, ela é compriiiiiiiidaaaaa:
Vamos dar uma olhada melhor:
Lá do outro lado do campo, praticamente do lado da avenida que passa por ali, estão os bancos de reserva.
Ao menos o estádio conta com um sistema de iluminação:
Para quem está na arquibancada, este é o gol do lado esquerdo:
Este é o lado direito (repare que a pista de atletismo, embora dê um aspecto mais profissional ao estádio, acaba tirando a proximidade da torcida com os jogadores e com o bandeira):
Mas, o campo está bem cuidado e pode seguir recebendo os jogos menores, enquanto os demais são jogados no Estádio Aristide Paglialunga embora tenhamos ouvido de um senhor que o time pensa em construir um novo estádio para 2020.
Em 2017, o clube subiu para a Série D e em 2018, terminou como o terceiro do grupo G, perdendo o que seria o segundo acesso consecutivo, para o Trastevere nas semifinais da série D.
Assim, vamos falar do outro time da cidade de Fiumicino, o A.S. Fiumicino 1926.
O Fiumicino 1926 tem esse nome porque o clube que o originou (o Fiumicino Calcio) foi fundado em 1926.
O time manda seus jogos no EstádioPietro Desideri, e pudemos dar um role por lá pra dividir com você um pouco da cara do estádio, confira:
Foi um pequeno rolê para achar a pequena entrada do estádio…
Depois de muito tempo jogando a série D, finalmente o Fiumicino 1926 alcançou a série C (Grupo Promozione Lazio).
Assim, desde o ano passado, o Estádio Pietro Desideri, recebe partidas ainda mais importantes.
O estádio tem capacidade para cerca de 2.500 torcedores.
Assim, mesmo se tratando de uma cidade menor, Fiumicino segue viva com seu futebol local! A bandeira segue tremulando!
O Estádio possui arquibancada dos dois lados do campo, mesmo sendo super próximas das casas da vizinhança.
E pelo visto, possui até um grupo de Ultras!
Basta uma rápida pesquisa na Internet para conhecê-los:
Fica nossa homenagem aos torcedores locais, convidando-os a conhecer a casa do nosso time, o EC Santo André.
Antes de ir embora, uma olhada do gol do lado direito:
Meio campo:
E o gol do lado esquerdo. Parece a versão (ainda mais) italiana da rua Javari!
Andando pelo bairro conhecemos algumas pessoas que apoiam o futebol local!
Pra terminar o rolê, um passeio noturno pela praia local… Pena que não dá pra ver hehehehe: