
Setembro de 2009. (com imagens e vídeos atualizados em 2025)
Com o sol nos animando, seguimos para o litoral sul buscando um pouco de descanso e um rolê tranquilo. Domingo (6 de setembro) o Santo André jogaria em casa contra o Atlético MG, ou seja, nossa viagem tinha data de volta já acertada.
Sábado, tivemos um dia perfeito, com sol, praia, caminhada e corrida, trilhas, comida gostosa na beira do Rio Itanhaém, mas… Faltava algo… Já que estávamos ali, por quê não visitar um estádio ainda desconhecido?
E lá fomos nós, para Mongaguá conhecer o Estádio Silvano Ribeiro Diroz.

Quem já foi para o litoral sul de São Paulo (Mongaguá, Itanhaém ou Peruíbe), com certeza já passou em frente ele, afinal o Estádio fica na beira da estrada Padre Manoel da Nóbrega.

Eu achei que o Estádio estivesse abandonado há alguns anos, mas para minha surpresa uma partida estava sendo disputada.

O time mandante era o tradicional o “Mongaguá Praia Clube“, fundado em 26 de março de 1946, na época com o nome de “Praia Grande FC” (até 1959, quando foi emancipado, Mongaguá, pertencia à Praia Grande), como mostra o Jornal de Santos, de 1969:

Somente em 1991, o time adotou o nome de Mongaguá Praia Clube.


O time é conhecido como “Praia” e já conquistou o campeonato municipal da 1ª Divisão por 10 vezes, além de ter levantado o título da Série Padre José de Anchieta (Litoral) do Campeonato Amador do Interior por 3 vezes (65/66/67), ainda com o nome de Praia Grande.
Aqui, matéria do Jornal A Tribuna de 1965, falando da final daquele ano contra o São Paulo de Itanhaém:

E aqui, o time campeão daquele ano:

Por uma outra matéria, fica registrado que a torcida do time comparecia!

Matéria falando da final (que pelo visto teve encrenca hehehe):



O Jornal de Santos de 1968 cita uma homenagem aos campeões de 1967:

Ok, o campo tem seus buracos, falta grama aqui e acolá, mas lembre que se trata de um Estádio para o futebol amador, de uma cidade litorânea, que sequer possui um time profissional, ou seja… Excelente!

Eu e a Mari, como sempre, não resistimos a eternizar nossa passagem por mais um templo perdido do futebol nesse Brasil tão grande e tiramos uma foto nossa em frente à cancha…

A Mari me chamou a atenção para a faixa colocada na frente do estádio convocando os jovens para participar do time.
Depois, já em casa, comentei com meu pai sobre como falta a essa região do litoral um clube disputando a série B do Paulista.

Ao fundo do campo, o belo morro que esconde índios, rios e muitas lendas que correm por Mongaguá e pelo litoral.
O Estádio Silvano Ribeiro Diroz fica no bairro Pedreira, e tem capacidade para 3.300 torcedores e possui sistema de iluminação.

E já começando a dar o ar da graça a Neblina, anunciando o frio e a chuva que chegaria à região, no dia seguinte.

E seguindo os passos dos amigos fotógrafos, agora eu comecei a buscar ângulos diferentes de arquibancadas…E deu nisso:

Ah, o prazer de estar em um estádio pela primeira vez e ainda poder acompanhar ao fundo uma partida da equipe local… Não tem comparação, é quase que uma coleção de imagens e momentos que ficam em minha mente e que tento reproduzir e compartilhar com vocês aqui no blog.

Um último olhar no estádio, no campo, no jogo… E até uma próxima vez!

Aqui, o time de 2022 (da fanpage do Jornal Bola na Rede) que conquistou a 1ªdivisão do amador da cidade:

Finalizando a viagem, voltei para Itanhaém, e depois para Santo André, onde acompanhei a derrota do Ramalhão para o Galo.
Em 2025, voltei à Mongagua para rever o Estádio e fiquei feliz de ver como as coisas estão.


O tradicional registro do meio campo mostra um gramado bem cuidado, muito melhor do que vimos há 16 anos atrás.

O gol da esquerda permite ainda ver como o morro ao fundo segue bem preservado,

Compare com a foto de 2009:

E aqui, o gol da direita:

A arquibancada também parece em dia, inclusive com aquele corrimão ali no meio, que tanta dor de cabeça já deu pra times profissionais.


Sempre bom registrar a presença em um estádio bacana do litoral sul do estado de São Paulo e que teria condições de ao menos aderir às disputas das categorias de base.

Bonita a arquibancada alvi verde, não?


Olha aí o banco de reserva:

Pudemos ver a área dos vestiários e refeitórios ali ao fundo do estádio.

Uniformes sendo lavados e olha que bonito está o shorts do time:

E a camisa:

























Pra quem ficou curioso, acesse o site deles:
O livro conta parte da história do próprio Eric Castel (não sei quem é a inspiração real pra ele), quando ele retorna ao Barcelona e tem que se firmar com jogador titular.
Além das dificuldades usuais, Eric tem que lidar com um Iuguslávo companheiro de time que não se dá muito bem com ele.
Pra buscar tranquilidade, Eric se refugia num bairro afastado de Barcelona, onde conhece “Los Juniores” um time de bairro que faz o atleta relembrar seu passado das ruas. Muito legal…
O quadrinho de Raymond Reding (falecido em 1999 e criador de outros heróis do futebol como ‘Vincent Larcher’, além do clássico Tintin) e Françoise Hugues é mais sério, mais quadradão e lembra um pouco os quadrinhos da marvel da década de 80.
Pra acabar, um bom vídeo mostrando outras ligações entre o futebol e os quadrinhos e universo comics:
O futebol na Espanha não fala em outra coisa… As contratações do Real Madrid eram capas da maioria dos jornais.
Já aqui em Amsterdam, não se fala muito em futbeol. Mas fui no estádio do Ajax e conheci um monte de moleques fanáticos pelo time.
Ah, e ainda no avião, vindo pra cá, conheci um pibe de 14 anos que joga no sub 15 do Málaga, o pai dele veio falar comigo sobre o Corinthians ter sido expulso do torneio que disputaram aqui por treta… Tá vendo, a gente acha que essas coisas não são percebidas né….
Desculpe a pressa, depois escrevo mais… O estádio do Ajax é legal, mas moderninho demais hehehe
Abraços
MAU! in Europe!]]> 









































































































