A 227ª camisa de futebol do nosso site vem de Portugal, presente da amiga Elisama que agora vive por lá, em Alverca do Ribatejo.
O time que defende as cores da cidade de Alverca do Ribatejo, e dono da camisa de hoje é o Futebol Clube de Alverca.
O FC Alverca foi fundado em 1º de Setembro de 1939, coincidentemente, no dia do início da Segunda Guerra Mundial. A cidade tinha ainda outros times, como o Alverca Futebol Clube (de 1922) e o Sporting Clube de Alverca (1930). Quer saber um pouco da história do FC Alverca, veja aí:
O time cresceu integrado à história de Alverca do Ribatejo.
Ate a década de 40, o time se limitava às competições não oficiais da região mas, a partir de 1942, integrou a Associação de Futebol de Santarém, e depois a Associação de Futebol de Lisboa disputando os campeonatos destes grupos.
O FC Alverca começa a conquistar títulos regionais e nacionais, com destaque para o acesso à segunda divisão em 1988. Foto do site Glórias do Passado.
Na temporada 1997/98, o FC Alverca fez uma sensacional campanha conquistando o acesso à primeira divisão!
Assim, na temporada seguinte (1998/99) debutam na primeira divisão!
Lá permaneceu até 2002, mas retornando em 2003/04 para mais uma temporada na elite do futebol português.
Depois de altos e baixos, a partir da temporada 2021/22, passou a integrar a Liga 3 e assim reiniciando sua caminhada rumo à primeira divisão. Na temporada 2024/25 retorna à Segunda Liga e na temporada seguinte, volta à Primeira Liga após 21 anos. Em 2025, Vinícius Júnior adquiriu 80% da SAD do clube.
Manda seus jogos no Complexo Desportivo FC Alverca com capacidade para 6.900 torcedores.
Antes de chegar na cidade, aproveitamos para dar uma parada na cidade vizinha: Jardinópolis!
Sempre importante lembrar que antes do nome, antes mesmo da cidade e das linhas no mapa, já havia vida, cultura e história correndo por aqui. Segundo estudos (vale ler esta sucinta matéria), a região de Jardinópolis era habitada originalmente pelos Caiapós, chamados de “Tapuias” (algo como “bárbaros”) pelos Tupis. Os Caiapós cultivavam milho e mandioca e eram semi-nômades, caçando, pescando e coletando mel e frutas nativas. Estes são alguns Caiapós em foto de 1876 que está no museu de antropologia da Alemanha:
A partir do século XIX, os europeus e mamelucos começam a ocupar a região e surgem as primeiras fazendas. Uma delas ficou conhecida como “Ilha Grande“, devido a uma ilha no leito do Rio Pardo e parte dela foi doada para ser transformada em um povoado, que a partir de 1898, passou a ser chamado de Jardinópolis. A agricultura é muito importante para a cidade, conhecida como a “capital da manga”.
As mangas jardinopolenses passaram a ser levadas para São Paulo e de lá para outros centros do Brasil, pelas estradas de ferro, já que o município era cortado pelas linhas da antiga Companhia Mogiana.
Jardinópolis foi berço do incrível Rubens Francisco Lucchetti, um verdadeiro mestre da literatura de terror brasileira, e roteirista de José Mojica Marins, em alguns dos filmes e HQ’s de Zé do Caixão. Luchetti faleceu em 2024.
Mas, o município de 45 mil habitantes possui também grande cultura futeboleira. Uma prova disso é que Jardinópolis teve a primeira partida de Futebol Feminino ainda em 1921.
Esta partida se deu em um dos palcos mais antigos do futebol de Jardinópolis: o campo da Associação Olímpica Jardinópolis!
Li que na época, havia um time chamado São Paulo de Jardinópolis que mandava ali seus jogos, mas a Associação Olímpica também já existia, pois foi fundada em 1919. Aqui, matéria do Correio Paulistano de 1920 citando o time:
Estivemos por lá conversando com o Agnaldo e ele nos mostrou diversas fotos históricas do time, como esta de 1951:
Neste ano, o Correio Paulistano comprova que o time disputou o Campeonato Amador do Interior, bem como o São Paulo e o Jardinópolis, todos da cidade.
Aqui, a classificação de seu grupo em 1956:
Em 1958, a possível criação de uma zona local com times da região para jogarem a 3ª divisão animou a Associação Olímpica!
Outras fotos bacanas que o Agnaldo mostrou pra gente:
Como estávamos a caminho da final do Campeonato Amador do Estado, importante lembrar que a Associação já conquistou esse título em 1985 e 1993!
Fiquei contente de ter o amigo Mário ao meu lado em mais um registro histórico de um estádio de futebol do interior paulista, o Estádio Alexandre Jorge Saquy, a casa da Associação Olímpica de Jardinópolis!
Sinta o clima do estádio durante nossa visita:
O estádio mantém sua arquibancada coberta, afinal, o sol em Jardinópolis é mesmo forte…
Vemos o distintivo do clube exposto em diversos locais.
Aqui, o gol da esquerda:
O meio campo:
E o gol da direita:
Se você tem interesse em uma camisa dessa fale com o Agnaldo pelo Instagram do clube.
E o pessoal da cidade abraça o clube, tem orgulho em vestir a camisa e fazer o dia-a-dia acontecer. Esta branca é a camisa do centenário e é um sucesso na região!
Mas tem essa rubro negra que também é muito bonita!
E este outro modelo branco:
O clube tem registrado e guardado muito de sua história via as fotos que resgataram em 2019, ano de seu centenário…
E também tem guardado outros souvenirs como as medalhas que o time sub14 ganhou recentemente.
O Agnaldo nos contou um pouco sobre os projetos da Associação com as categorias de base e é muito legal ver o orgulho que ele tem ao nos falar disso!
Mais do que um passado, o campo da Associação Olímpica carrega o futuro do futebol em Jardinópolis!
A Associação Olímpica é mais que centenária e é motivo de orgulho para a cidade.
Por isso, é muito emocionante ver a bandeira do time seguir tremulando mesmo após tanto tempo.
Espero poder voltar um dia para acompanhar uma partida oficial!
No fim de semana de 8 e 9 de novembro, estivemos por Cosmópolis e a cidade estava respirando futebol! No sábado pela manhã, o Cosmopolitano Sports (agora de distintivo novo, como se vê abaixo) emprestou o Estádio Telmo de Almeida para que o Guarani disputasse a partida de ida das semifinais do Campeonato Paulista sub17.
Dê uma olhada em como estava bacana o clima no Estádio Thelmo de Almeida, mesmo em uma manhã chuvosa…
Cosmópolis tem respirado futebol de um jeito especial. A cidade carrega uma relação histórica com o esporte, por meio dos seus 2 times (Cosmopolitano e a Funilense) parece voltar a se acostumar a conviver com partidas decisivas.
O Estádio está praticamente pronto para receber a copinha de 2026!
Em campo, os visitantes não deram muita bola pro campo, nem o adversário e venceram a partida por 2×1!
Aqui, o gol da esquerda:
Gol da direita:
Meio campo:
O Guarani levou perigo tentando empatar…
Vista da arquibancada visitante:
Torcida do Guarani saiu meio brava com o resultado, mas o Bugre chegou até a semifinal revertendo fora de casa placares adversos, então… A esperança sobrevive!
A estrutura do Thelmo de Almeida impressiona pela organização e cuidado. Arquibancadas limpas e gramado bem tratado. A cada reforma, o espaço reafirma seu papel como casa do futebol cosmopolense e símbolo de resistência esportiva no interior paulista. Não a toa teremos copinha aqui em 2026…
Mudando de campo e de organização, seja bem vindo ao campo do Mancha Futebol e Samba, onde duas partidas das quartas de final do campeonato amador de Cosmópolis acosnteciam!
Se no sábado a manhã foi chuvosa no Estádio Thelmo de Almeida, o domingo brindou a torcida com forte sol!
Esses torneios amadores revelam o verdadeiro coração do futebol: paixão sem contrato, rivalidade sem violência e muito amor pela camisa. É nesse ambiente que surgem os novos talentos e onde o torcedor se sente parte da história, celebrando o jogo como um ato coletivo de alegria. E esse time, alguém aí conhecia?