Nossa epopeia por terras e estádios europeus vai se encaminhando para o final. Após passarmos por Barcelona, Berlin, Varsóvia, Praga, finalmente chegamos à bela cidade de Munique!
Munique (München em alemão) é uma cidade super moderna, mas que consegue manter as tradições de séculos anteriores. Lá, vivem cerca de 1,3 milhões de pessoas, o que faz dela a mais populosa da Baviera e a terceira mais populosa do país.
Mas não foi fácil para nós chegarmos lá… Iríamos de ônibus de Praga até lá, mas o nosso ônibus simplesmente foi cancelado e acabamos tendo que pegar vários trens, cruzando a República Tcheca e o sul da Alemanha até chegar em Munique.
Mais uma vez, passamos por locais que jamais imaginávamos existir, e que provavelmente nunca mais veremos novamente… Esse é um sentimento estranho, porque por traz daqueles nomes difíceis até de ler, pra nós brasileiros, eu sabia que existiam séculos de história e muitas vidas acontecendo normalmente…
E simplesmente passávamos por aqueles lugares, alheio a tudo isso. O mundo é realmente enorme…
A viagem foi longa e o jeito foi sobreviver com deliciosos pães e seus rótulos incompreensíveis…
Mas enfim… chegamos a Munique, cidade fundada em 1158 e que foi destruída durante a Segunda Guerra Mundial e reconstruída nas décadas seguintes. A cidade é cheia de obras de arte pelas ruas.
Munique tem um centro histórico cheio de belos prédios e igrejas exóticas…
A cena anarquista segue viva por lá também!
A cidade ainda mantém muito das tradições antigas, inclusive essas roupas que a gente vê aqui no Brasil na época de festas típicas alemãs, ainda são vendidas em algumas lojas de lá.
Outra coisa que nos chamou a atenção foram as frutas vendidas pelas ruas… Muitas opções deliciosas!!!
Uma igreja legal pra se visitar é a Catedral Frauenkirche, que possui como chamariz uma marca no piso conhecida como “Pegada do diabo”. Diz a lenda que o arquiteto que a projetou não conseguiria entregá-la no prazo, então, fez um pacto com o Diabo.
O Diabo o ajudaria à entrega-la no prazo e, em troca, não permitiria imagens de santos espalhadas pelo salão da Igreja.
Porém, ao entrar na igreja e ver que havia uma imagem exposta, o Diabo ficou tão puto que pisou com força extraordinária, no chão, deixando sua marca ali.
Munique possui um excelente sistema de transporte público, integrando metrôs, ônibus e facilitando muito quem quer conhecer a cidade.
Vale lembrar que é em Munique que se realiza anualmente a Oktoberfest, tradicional festa alemã. Quando estivemos por lá, não era a época da festa, mas tivemos a oportunidade de participar de uma feira no centro que oferecia muitas opções de comidas bacanas.
Por lá, experimentamos frutas, queijos, azeitonas…
O mais legal é essa mistura de coisas contemporâneas às tradicionais, muitas vezes interagindo lado a lado…
Uma coisa que sempre tive no imaginário, em relação ao exterior eram essas “máquinas de jornal”, símbolos da honestidade local, e que estão sempre abertas, independente de você pagar ou não para ler o jornal.
Falando de futebol, a cidade possui dos clubes de futebol: o FC Bayern München e o TSV 1860 München. Pela cidade, pudemos encontrar algumas lojas do Bayer…
Ambos mandam seus jogos na Allianz Arena, que fica pertinho do Metrô.
Depois de descer do Metrô, você tem que caminhar um pouco (na verdade muito) até a entrada do estádio.
O Allianz Arena foi inaugurado em 2005 e sediou a abertura da Copa do Mundo de 2006. É um baita estádio… Quando escurece, ele se ilumina e fica ainda mais bonito! Possui capacidade para 71 mil espectadores.
Ele ainda muda de cor de acordo com o mandante do jogo: vermelho para o Bayern Munique, azul para o Munique 1860 e branco com a Seleção Alemã de Futebol.
Dividindo com você a emoção da chegada…
Hora de ir embora… Saudades ficarão para sempre, principalmente da comilança hehehe
Um brinde à sequência da nossa viagem! Quem acompanha o blog, sabe que passamos por Barcelona, Berlin, Varsóvia e finalmente chegamos à Praga, terra da cerveja e dos museus estranhos, como o da tortura!
E não e um só que tem pela cidade. Nós encontramos dois ali no centro. São aqueles museus meio… “comerciais”, mas a gente acha engraçado…
A Mari fez até um novo amigo…
Os caras levam bem a sério a pesquisa sobre as formas de tortura…
Mas tem espaço para um inusitado Museu do Comunismo. Vale lembrar que o povo tcheco não tem boas memórias do comunismo implantado por lá… Por isso o museu tem uma pegada bem sarcástica…
Dentro desse museu, tem vários objetos da época, que é legal, porque existia uma cultura menos envolta pelo consumo, ainda que houvessem outros problemas sociais e políticos.
Achei um jornal esportivo da época.
Outra coisa comum em Praga são armaduras. Estão por todo lado!
Comer por lá é muito bom, embora um pouco caro…
A Ponte Carlos (em tcheco Karlův most) é a ponte mais velha de Praga, e atravessa o rio Moldava da Cidade Velha até a Cidade Pequena. Sempre tem atrações ou vendedores por lá hehehe Além dos turistas, claro.
Atravessando a ponte se chega ao castelo de Praga, um dos mais antigos do mundo.
A cidade mantém um dos castelos mais bacanas que já vi, digno das histórias que a gente ouve quando criança.
É um passeio inesquecível!
As construções na região próxima do rio também são muito bacanas, vale a visita!
Só pra registro, ficamos próximos do metro Keizikova.
Os metros de lá tem um detalhe bem específico… As escadas rolantes são gigantescas…
Falando um pouco sobre futebol, os Tchecos tem uma boa dose de paixão pelo esporte e decidimos conhecer alguns dos estádios locais, a começar pelo campo do FK Viktoria Zizkov.
O time manda seus jogos no FK Viktoria Stadion.
O time é bastante tradicional!
O estádio é daqueles que eu gosto. No meio do bairro, espremido entre os prédios da vizinhança…
Para maiores informações sobre o time do Viktoria, acesse o site deles: http://www.fkvz.cz/
O estádio tem capacidade para mais de 5 mil pessoas.
Ah, o campo é de grama sintético!
As arquibancadas já seguem o padrão “cadeira” que a FIFA tanto sonha…
Tem até uma parte coberta, pra quem não quer levar chuva ou frio na cabeça…
Em 2007, o time abriu sua loja no estádio para a venda de mercadorias licenciadas.
A cultura dos adesivos e stickers também é bem forte em Praga!
Quando saímos, pudemos perceber o quão frio estava… Não nevou, mas formou uma mini cobertura de gelo em cima dos carros…
Dando sequência ao rolê, nos dirigimos ao Ďolíček Stadion, Estádio do Bohemians 1905, uns 10 minutos dali.
O Bohemians 1905 (antigo FC Bohemians Praha) também está sediado em Praga e como o próprio nome indica, foi fundado em 1905, na época como AFK Vršovice.
O clube ostenta com orgulho o título de campeão da Primeira divisão tchecoslovaca, de 1982-83.
Este estádio também está no meio da cidade e tem um visual bem diferente, graças aos prédios coloridos que estão ao seu redor.
Para quem quer mais informações sobre o time, acesse www.bohemians.cz. Aqui uma visão do lado de fora:
Outra curiosidade é que o time é um dos maiores rivais do Slavia Praga, com quem faz o “Derbi de Vršovice”, segundo mais importante derby de Praga.
O mascote oficial do clube é um canguru, mas nem sinal deles pulando pelas verdes bancadas tchecas…
Aqui dá pra ter uma ideia melhor de como é o estádio:
Hora de ir para o estádio vizinho!
E em poucos minutos… Lá estávamos nós, na Synot Tip Arena, casa do Slavia Praga.
Sem dúvida, o maior dos três estádios que visitamos, mas… É aquela coisa… Arenas são sempre menos aconchegantes…
Pra mim, o estádio tem um significado especial, já que o ex jogador do Ramalhão “Adauto” fez deste campo sua casa por algumas temporadas.
O Eden Arena foi inaugurado em maio de 2008 e tem capacidade para 21.000 torcedores.
Na segunda parte dedicada ao nosso role (na primeira falamos sobre alguns estádios de Barcelona, veja aqui como foi), agora foi a vez de reencontrarmos Berlin (já passamos por lá antes, veja aqui como foi). Berlin é uma cidade que remete aos livros de história, não tem jeito. Tanta coisa se passou com este país, que as vezes fica difícil acreditar, por isso visitar a cidade é rever tudo aquilo que aprendemos na teoria.
O muro de Berlin, ou melhor, o que sobrou dele, ajuda a manter vivo um período em que a guerra fria chegou ao seu extremo.
Outro lugar incrível pra se entender um pouco da história é o Museu da Alemanha Oriental, que permite aos visitantes interagir com a cultura do lado oriental do país durante a guerra fria (de lata de feijão e roupas que eram utilizadas pelas pessoas até a possibilidade de dirigir um simulador pelas ruas, naquela época). O site deles é www.ddr-museum.de/en.
Também não dá pra esquecer do que aconteceu na segunda guerra. Existem muitos museus e lugares como o Memorial aos judeus assassinados (dá pra ver que tava frio, né?):
Pra quem gosta de pechinchas, a Mari descolou um “Mercado de Pulgas” (Flohmarkt) que acontece aos domingos no Mauerpark com um monte de atrações bacanas. Aproveitei pra comprar uns cds usados do Die Toten Hosen por um ótimo preço. Aqui dá pra ver um pouco mais sobre o Flohmarkt: www.mauerparkmarkt.de.
Falando em cd´s e música, Berlin tem ainda uma forte cena punk, muitos deles ainda podem ser vistos pelas ruas da cidade, ou nos shows que acontecem frequentemente.
Mas infelizmente os Squats (prédios abandonados que são ocupados pelos punks e transformados em centros culturais e moradia) começaram a ser derrubados ou desativados pela polícia e pelo governo, esse fica no bairro Mitte e fechou no ano passado.
Berlin conta ainda com um incrível Museu dos Ramones! O lugar é pequeno, mas é muito bacana e guarda vários ítens relacionados à banda e tem um café a preços honestos. Quer saber mais, acesse: www.ramonesmuseum.com/
Mas para se entender um pouco da história do punk em Berlin, é necessário visitar o distrito de Kreuzberg.
É ali que está a Core Tex, uma loja e gravadora punk que fica em um ex-squat. Criada em 1988, a Core Tex ainda organiza uma série de shows, incluindo o festival anual “myFest”. Maiores informações, acesse: www.coretexrecords.com
Outro lugar (quase em frente da Core Tex) é o SO36 , um lugar onde rolam os shows mais bacanas, tipo um CBGB alemão. Maiores informações em www.so36.de
E a rua Oranienstrasse (onde ficam a Core Tex e o SO36) mostra porque é mesmo parada obrigatória para quem curte cultura alternativa. Olha essa loja especializada em material do St Pauli:
Outra coisa que nos marcou, foi que pela primeira vez, estivemos em um Campo de Concentração, e embora seja ruim a simples sensação de estar lá, valeu pela reflexão e aprendizado.
Trata-se de Sachsenhausen, local onde funcionou o primeiro campo de concentração nazista (de 1936 até 1945) para confinar ou liquidar em massa opositores políticos, judeus, ciganos, homossexuais, Testemunhas de Jeová, e, posteriormente, milhares de prisioneiros de guerra.
Sim, o clima é pesado. É angustiante saber que ali morreram e foram torturados milhares de pessoas de diferentes países.
Então por que adentrar num lugar desses? Primeiro para não esquecer e consequentemente não deixar se repetir. Segundo, porque faz parte da história do mundo e não somente da Alemanha.
Sachsenhausen fica na cidade de Oranienburg, em Brandemburgo. O lugar fica a poucos quilometros de Berlin, dá pra ir de trem. É uma visita que eu recomendo para quem for para Berlin.
Tem cara de cenário de filme de terror, não tem?
Hora de ir embora…
Mas, no caminho de volta conversando com um morador local, descobrimos que a cidade sedia um time que eu não conhecia, o Oranienburguer FC.
O time manda seus jogos ali pertinho no Estádio que tem um nome bastante propício para o local: Arena da tolerância.
O time surgiu em 1901 como Oranienburger Football Club Orange e passou por diversas mudanças de nome e de administração. A principal delas, em 2003, fez surgir o Oranienburger FC Eintracht 1901 que é o atual nome do time que conquistou na temporada 2012/13 o acesso para a liga Brandenburgo.
Antes que você se pergunte “Conseguiu alguma nova camisa pra coleção?” tenho que ressaltar que as camisas de times de futebol são muito caras, e por isso comprei apenas alguns cachecóis de recordação, como esse do BFC Dynamo (Berlin Clube de Futebol Dynamo), time fundado em 1966 e que conquistou dez títulos nacionais consecutivos entre 1979 e 1988 na Alemanha Oriental.
Outro time local é o Hertha Berlin, que possui várias lojas espalhadas pela cidade.
Enfim… esse foi um pouco do nosso role misturando cultura, punk e futebol por Berlin…
De Berlin fomos para Varsóvia, e aí já é tempo de uma nova história…
A viagem rumo a Berlin começou com um imprevisto… Graças a um atraso do avião que nos levou à Barcelona, perdemos nossa conexão para Berlin e tivemos que passar a noite na capital Catalã. E já que eu não visitei nenhum estádio desta vez, vou apresentar um que visitamos ano passado e até o momento não havia postado aqui, o Estádio Nou Sardenya.
É mais um estádio pra quebrar a ideia de que em Barcelona só existe o poderoso Barça, e seu rival Espanyol. Lembrando que já mostramos aqui o estádio e o time do Sant Andreu (veja aqui como foi).
O Estádio fica no bairro da Gracià na esquina da rua Sardenya com a Ronda del Guinardó.
Demos a sorte de poder acompanhar um treino dos caras!
O Club Esportivo Europa nasceu em 1907, e é um dos fundadores da Liga Espanhola de Futebol, tendo vencido a Copa da Espanha em 1923.
O legal é que o Estádio é no meio do bairro. Olha o que tem de prédio do lado…
O treino começa igual aqui… Vamos correr, rapaziada! Mas repara como as arquibancadas estão bacaninhas. É que embora o time seja antigo, o Estádio é dos anos 90 e nele cabem cerca de 7 mil torcedores.
Não sei se dá pra reparar, mas a grama é artificial! E dizem que está será uma tendência muito utilizada no Brasil.
Deve ser bacana ver jogo ali, atrás do goleiro rival…
Alguém ficou de castigo, tendo que treinar sozinho hehehehe
Mais um belo estádio visitado de perto, com muito respeito e orgulho.
Porém, Barcelona tem ainda um outro estádio, além dos 4 já mostrados aqui.
Trata-se do Estádio Olímpico Luís Companys, também conhecido como Estádio Olímpico de Montjuic, construído para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929, e reconstruído em 1989 para os Jogos Olímpicos de Verão de 1992.
Vamos dar uma olhada:
Confesso que não me agradam os estádios que não atendem ao time (ou times) da cidade, parece-me que eles acabam sendo estádios sem alma… E depois que o Espanyol construiu seu estádio, este ficou apenas para a seleção.
Ainda que sejam muito bonitos e bem arranjados, sinto falta da energia que só o dia a dia de um clube pode oferecer.
O próprio nome já é “espinhento” para mim, já que Luís Companys Jover era um político da cidade.
O estádio tem capacidade para 56 000 torcedores.
O estilo é dos grandes. Arquibancadas espaçosas e distantes do campo.
Equipamentos de tecnologia de ponta, iluminação e cadeiras individuais.
E tem até um ar mais “artístico e cultural” que dificilmente encontramos em outros campos.
De Barcelona rumamos a Berlin, mas aí já é assunto para o próximo post…
O ano de 2012 chegava ao fim e tivemos a oportunidade de fazer mais um rolê do outro lado do oceano. Outra vez rompendo fronteiras, chegamos à bela cidade de Valencia.
O morcego presente no brasão da cidade é uma lembrança de quando o rei Jaime I de Aragão foi para Valência,e um morcego pousou na bandeira que ficava no seu navio. O ato acabou virando um sinal de boa sorte e foi parar na bandeira da cidade.
Além do morcego, existe uma outra cultura marcante na cidade: a Orxata!
Orxata é uma bebida típica, feita de um tubérculo pequeno, mas muito saboroso. É um tipo de leite vegetal, muito gostoso e nutritivo.
Valência é a terceira cidade mais populosa da Espanha, com mais de 800mil habitantes e fica na costa do Mediterrâneo, no leste da Espanha.
Eu nem lembrava que o Mar Mediterrâneo era tão grande e banhava tantos países.
Não sabe como andar pela cidade? É só dar uma olhada no mapa tomar o metrô certo e se divertir!
Nós aproveitamos a oportunidade e fomos conhecer o Mar (e fomos de Metrô!)…
Não parece tão diferente das praias do oceano atlântico…
Embora tivesse um sol bacana, o dia estava frio… Mas o lugar era bem bacana!
Valência é uma cidade exemplo. De pólo industrial, passou a opção cultural e turística, repleta de monumentos, como as Torres antigas da cidade medieval (Serrano Torres e Quart Towers), os mosteiros de San Miguel de los Reyes, e a própria praia.
A gente acabou se deparando com uma incrível feira medieval!
Falando um pouco do futebol local, Valência tem vários times, dois deles na principal divisão da Espanha, o Levante Unión Deportiva, fundado em 1909, graças a uma praia que possuía este nome.
O clube é pioneiro no futebol profissional na cidade e manda suas partidas no Estádio Ciutat de València, com capacidade para 25.534 torcedores.
Não tivemos a oportunidade de visitar o Estádio do Levante, mas achei essa foto do campo no site da Liga:
O outro time que disputa a primeira divisão espanhola é o Valencia C.F. :
O Valencia manda seus jogos no Estádio Mestalla, que fica pertinho do Metrô e consequentemente foi mais fácil de visitarmos.
Nem bem saímos da estação e ali estava o imponente Estádio Mestalla!
Mais uma foto de bilheteria de estádio, mundo afora, pra Mari!
Embora bastante grande, o Estádio está numa região bem movimentada, cheia de prédios residenciais e comerciais.
No dia do nosso rolê estava tudo meio vazio devido à la…. Siesta!!!! Ou seja… Nada de recorridos pelo estádio…
O jeito foi aproveitar o lado de fora…
Deu pra imaginar como é a casa do Valencia, que tem capacidade para 56.000 espectadores.
O Estádio Mestalla foi inaugurado em 1923 e desde então passou por várias reformas até ficar do tamanho atual.
Lembra a arquibancada do Estádio Bento de Abreu, em Marília, não lembra? (veja aqui umas fotos…)
O Valencia Club de Fútbol foi fundado em março de 1919.
É o terceiro clube com maior número de sócios, no futebol espanhol.
É considerado o terceiro time da Espanha, atrás de Barcelona e Real Madrid.
Mas o estádio também teve seu período de sofrimento: durante a guerra civil, o estádio serviu como o campo de concentração e sofreu numerosos danos.
E assim, conhecemos mais um belo estádio…
Mais algumas informações sobre a cidade… Para quem gosta de rock, recomendo a Harmony Discos, uma loja na região central que oferece vários títulos de diferentes estilos, principalmente o punk rock!
Encontramos muita arte espalhada pelas ruas da cidade…
Na hora de ir embora, nada melhor que mais uma dose de orchata…
Hora de pegar o trem e rumar para novas cidades, novos estádios…
Bom, voltando a lembrar algumas das aventuras do final de ano, quando juntamos tudo o que tínhamos para ir para a Espanha e Portugal, vamos dividir um pouco da experiência boleira que tivemos visitando a cidade de Zaragoza.
Como a cidade está no meio do caminho entre Barcelona e Madrid, fomos para Zaragoza de trem, e passamos por várias paisagens bacanas. Destaque para os diversos pontos de geração de energia eólica, coisa bastante comum em terras europeias.
Mais de 674 mil pessoas vivem em Zaragoza, e seu nome é uma homenagem a César Augusto, porém em árabe: Šarakusta.
Embora estivéssemos num período de férias (era 1o de janeiro) deu pra perceber o quanto a cidade é desenvolvida. Eles tem um “trem urbano” que corta a cidade toda.
Um dos destaques culturais e arquitetônicos de Zaragoza é a Basílica de Nossa Senhora do Pilar, um dos doze tesouros da Espanha.
Durante nossa estadia, estava rolando uma festa em frente à Basílica, como se fosse uma grande quermesse brasileira. A Mari pirou nos queijos!
Mas a cidade está cheia de construções históricas. Parece um museu a céu aberto.
Outro ponto interessante é que a cidade está às margens do rio Ebro.
Ali ao fundo, é a Basílica, que falei antes. Além do frio típico da época, dá pra ver pelos cabelos da Mari que estava ventando bastante…
Ali perto, a gente achou um dos brinquedos mais engraçados que já vi. É um escorregador, onde as crianças entravam pela boca de um boneco gigante e saiam pelo… pelo lado de traz.
Eu não sou muito religioso e tenho grandes críticas à Igreja Católica, mas até que achei bacana esse santo boleiro hehehe:
Não dá pra contar a história da cidade assim em um post de um blog de futebol, mas só pra se ter uma ideia, Zaragoza tem mais de dois mil anos de história.
Passou por várias invasões de povos estrangeiros (Suevos, Visigodos, Bascos, Mouros, entre outros), misturando períodos e culturas de muçulmanos, judeus e cristãos. Ainda no século XI, viu ser construído o Palácio Aljafería (palácio da Alegria).
No século XII, tornou-se a capital do reino de Aragão, obrigando a população muçulmana a se mudar para o lado de fora das muralhas da cidade. O mais loco é que a muralha ainda está (em partes) por lá:
As ruínas romanas também estão pela cidade:
Em 1492, os judeus foram expulsos da cidade e em 1609, os mouros.
Durante a Guerra da Independência, o povo de Zaragoza lutou contra Napoleão, sendo um símbolo de resistência.
Em 1900 a cidade já tinha cerca de 100.000 habitantes que trabalhavam na agricultura (plantando beterraba) e na indústria açucareira, além de comerciantes, pescadores e artesãos.
Esse é o mercado municipal:
E aqui, um pub localizado próximo ao centro.
Para quem gosta de tradição, olha uma loja que funciona desde 1911:
Vale dizer que quando chegamos a cidade estava deserta, pois era a hora da “siesta”, e só encontramos um restaurante de um loco italiano para almoçar.
Mais tarde, por volta da 19horas já estava tudo aberto e deu até pra comer um tradicional churro com chocolate quente!
Viajar é isso, conhecer novos lugares, novas culturas, novas pessoas…
A CNT (um sindicato de formação anarquista) segue dando as caras pela Espanha.
Finalmente, falando do futebol local, a cidade é sede do Real Zaragoza, time fundado em 1932 e que disputa a Primeira Divisão Espanhola.
Seu estádio se chama La Romareda e fica próximo do centro, bastou pegar um ônibus e lá estávamos nós!
O Estádio La Romareda tem capacidade para mais de 34 mil torcedores.
Chegar foi fácil, mas depois de dar uma volta completa no estádio e ver que estava tudo fechado, fiquei desanimado…
Ao menos mais uma bilheteria registrada para a Mari!
O estádio de La Romareda foi construído em 1957, entretanto, em 1903, já existia o “Zaragoza Football Club“, que anos mais tarde se fundiria com o Iberia S.C. para a formação do atual time.
Como achamos que não ia dar pra entrar no estádio, demos um pulo na loja do time, que fica na frente do campo.
Lá, pudemos olhar o museu do time e várias histórias e fotos.
E quando já íamos embora, falamos para a mulher que atende na loja que éramos da América do Sul e que estávamos ali pra conhecer o campo e tal. Daí…
A partida inaugural do estádio foi Real Zaragoza 4 x 3 Osasuna. Não se iluda com o sol que brilhava. Estava mais ou menos uns 10 graus de temperatura.
As arquibancadas que só conhecia pela tv, ao vivo são muito mais legais. Diferente dos grandes estádios europeus, o campo do Real Zaragoza tem uma alma muito forte!
Uma foto para registrar o momento histórico…
Para quem quer conhecer todos os lados do estádio:
Hora de seguir a aventura…
Nota triste: o Real Zaragoza acabou o campeonato espanhol em último e foi rebaixado à segunda divisão…
Fechamos o ano de 2012 e abrimos 2013 com chaves de ouro. Tivemos a oportunidade de conhecer dois países da Europa que ainda não havíamos visitado: Portugal e Espanha.
Assim, nosso último jogo do ano, foi pela segunda divisão de Portugal (a segunda liga), no mítico Estádio da Tapadinha.
O jogo foi entre o time local, o Atlético Clube de Portugal e o Club Desportivo de Tondela, da cidade de Tondela, que fica há pouco mais de 250 km de Lisboa.
O Atlético jogou de azul escuro e amarelo e o Tondela de azul claro.
Aí está o ônibus do CD Tondela, para o meu amigo Anderson, de Curitiba, que curte esse lado “logístico” do futebol!
Preciso confessar, que embora eu já estivera na Europa antes, esse foi o primeiro jogo que assisti no Velho Continente.
E mesmo sendo uma experiência tão nova, a sensação não era muito diferente dos jogos pelas divisões de acesso no Brasil.
Havíamos chegado pela manhã, em Lisboa e a tarde fomos para o jogo. O Estádio da Tapadinha não é na região central, mas está há poucos quilometros dali, situado no Bairro de Alcântara. Essa é uma das ruas do bairro:
Outra coisa que acho bacana, são portas antigas e o bairro está cheio delas!
O Estádio fica numa região residencial.
Pegamos um metro até o lugar mais próximo do estádio e dali tomamos um taxi até o Estádio.
O Atlético Clube de Portugal foi um dos principais times o país até a década de 70. De lá pra cá, manteve o apoio do bairro, porém disputando a divisão de acesso.
Pelo que ouvimos dos torcedores locais, o Estádio da Tapadinha nasceu como campo de pelada, e era chamado como “Campo da Tapadinha”, por estar localizado junto à Tapada da Ajuda e no início nem grama tinha.
Com o tempo, o local passou por várias obras e melhorias até que em 1945, era inaugurado o Estádio da Tapadinha, num jogo entre o Atlético Clube e o Sporting, que terminou em 6×0 para os visitantes.
De lá pra cá, o estádio foi palco de muitas histórias de amor e dor, como são comuns ao futebol.
Neste dia em que estivemos presentes, o Atlético amargou mais uma derrota em casa, pô 1×0, com gol de um brasileiro, Carlos Eduardo…
O Estádio comporta 10.000 torcedores e não tem iluminação.
Uma experiência gratificante e única, sem dúvida. E o povo português mostrou-se bacana em relação ao time do bairro. Deu pra conversar com alguns torcedores e ver que o futebol de bairro está sofrendo assim como no Brasil…
Um detalhe que merece ser destacado é a ausência de fosso ou de qualquer grande obstáculo entre a arquibancada e o campo.
A Polícia está presente, mas apresenta-se de forma muito discreta, sem encheção de saco, mesmo com a presença da torcida visitante.
Falando rapidamente sobre algumas coisas de Portugal, vegetarianos, animem-se! A quantidade de produtos ofertados nos supermercados é enorme e é tudo muito gostoso!
Uma outra coisa interessante é a ação dos gêmeos em Lisboa, são vários prédios grafitados!
Para mais informações sobre a “Liga 2”, sugiro o site O GOL.
De lembrança, trouxe um cachecol, já que a camisa estava um pouco cara…
Ok…
Esqueça tudo que você já viu sobre comemorações estranhas e prepare-se pra entrar no incrível mundo de Marcello Matrone.
Um cara que soube equalizar raça, atitude e dedicação com diversão na medida certa!
Pela internet conseguimos bater um papo com o jogador e entender um pouco do que passa na cabeça desse jogador que revolucionou a arte de comemorar gols no leste europeu.
1- Começamos perguntando um pouco sobre o seu histórico, quando e onde começou sua carreira e por quais clubes passou até chegar no HIK da Finlandia?
Ola Mauricio, eu vim novo aqui para a Europa, sou de Rio Verde-GO, onde comecei a jogar e depois já me transferi para um clube na Belgica (o GBA Antwerpen), depois fui para a Alemanha onde joguei 4 anos (Tus koblenz)…
Depois passei uma temporada no futebol de Marrocos (Husa Agadir) até que cheguei na Finlandia, onde estou no momento.
Aqui ja joguei na Primeira e Segunda Divisão (Honka e Hamennlinna) e agora estou no Hik (www.fchik.fi), há 2 temporadas e meia. Foi aqui onde começamos com a ideia das comemorações. Vim para o Hik em 2010, o clube estava passando por uma situacao dificil, quando me contraram estavam em ultimo lugar na tabela terminanos em 3º , fiz 25 gols em 11 jogos, uma marca historica aqui na Finlandia.
Depois renovaram meu contrato por mais 2 anos e em 2011 foram 22 gols e mais 24 em 2012 ( a temporada aqui ja acabou ).
2- A maior parte dos jogadores limita sua criatividade aos campos de futebol, e você desafia o “lugar comum” e leva a criatividade para o momento da comemoração, como foi que isso começou?
Eu sempre comemorei meus gols de uma forma meio engracada, como estava fazendo muitos gols aqui ja estava cansado de sambar, então decidimos fazer algo mais engraçado e foi onde surgiu a “Lady Gaga Goal Celebration” que foi um sucesso no mundo todo.
3- Embora tenha esse lado “divertido”, como fica o lado da dedicação ao time? Os torcedores do seu time o veem como um jogador esforçado, ou simplesmente como um ícone da brincadeira?
Para quem nao me conhece, tem que estar no estádio para ver o jogo…
Não gosto de perder, e fazer gols não é tão fácil assim, tem que treinar bastante e se dedicar muito, não treino para fazer comemoracoes e sim para fazer gols pois sem gols não tem vitórias e nem comemorações.
Para mim, o mais importante é a vitória do time. Se der para fazer comemoração, fazemos, se não, fica para depois..
Nunca fiz uma comemoração quando meu time esta perdendo.
Me dedico bastante durante os treinamentos, não tem brincadeiras, levo tudo a sério pois nos treinos é onde acumulo forças para o jogo.
E graças a Deus os gols tem aparecido juntamente com as vitórias.
4- Fale um pouco sobre o futebol finlandes. Como é o nível técnico atualmente? Quem é o grande craque finlandes na atualidade?
O futebol aqui não é muito facil, tem que estar bem fisicamente e ter força, tecnicamente está melhorando, mas pela forca física se parece um pouco com o futebol Inglês.
Atualmente o melhor jogador Finlandês é o Teemu Pukki que joga no FC Schalke 04.
5- Sobre as torcidas locais, existe muita violência no futebol daí? Ainda existem manifestações racistas?
As torcidas aqui sao da Paz, não gostam de violência, a Finlândia é um pais muito tranquilo, eles preferem beber uma cerveja do que ficar brigando nas arquibancadas.
6- E como é para uma pessoa carismática como vc viver num país frio, como aí?
Essa parte é realmente onde sinto mais saudades do Brasil.
O frio aqui é muito intenso, são 6 meses de frio, 3 mais “frescos” e 3 quentes.
O bom é que as casas são bem aquecidas, então o frio fica só do lado de fora mesmo.
Do carrro para o treino e do carro para casa, hehehe.
E é bom também ficar nos braços da namorada para esquentar um pouquinho 🙂
7- Pra terminar, além de agradecer, gostaria de passar nossa sugestao de próxima comemoração. Fizemos uma enquete entre os amigos aqui de Santo André-SP e a gostaríamos de sugerir a comemoração a la “ROCKY BALBOA”
A temporada aqui acabou pois ja esta chegando o inverno, seria bom se pintasse um clube aí no Brasil para sair um pouco deste frio aqui, e claro continuar fazendo mais gols e novas comemoraçõe…
Quem sabe vou fazer o “ROCKY BALBOA” aí no Brasil…
Efeito da globalização ou da nossa eterna colonização, não há como negar que o fim de semana está sendo marcado pelo tema “Final da UEFA” e a derrota do Bayern.
Sendo assim, aproveito para falar da 132ª camisa de futebol do blog, que vem de um time que é potência mundial no futebol.
Foi presente do amigo Fernando Piccinini, trazida de sua última viagem à Europa.
O dono da camisa é da cidade de Munique e trata-se do poderoso… F.C. Bayern Munchen, ou Bayern de Munique.
Lembro que quando meu irmão colecionava futebol de botão a gente chamava o time de “Munchen”, só anos depois descobrimos que era o Bayern.
A história do time começou no século retrasado, em uma noite de fevereiro de 1900, quando Franz John e um grupo de outros jogadores do time MTV 1879 se reuniram para fundar o “Schwabinger Bayern“, que se tornaria o FC Bayern de Munich.
Naquele momento, ninguém imaginaria que o Bayern fosse chegar ao que é hoje. Aliás, como o Bayern é um dos times mais poderosos do mundo, vou me ater a apenas alguns dos grandes momentos que sua torcida comemorou, nestes mais de 100 anos de time.
Embora o futebol sempre tenha sido um esporte popular, seu auge na Alemanha se deu com a conquista da Copa do Mundo de 1954. A partir daí virou uma febre, e 9 anos depois, apenas em 1963 criou-se a Bundesliga.
A entrada do Bayern na liga se deu com o time que tinha em sua formação, o craque “Franz Beckenbauer”.
Ele marcou época no time, participando de diversos times, como o de 1972, campeão alemão:
O Bayern dominou a década de 1970 na Europa, vencendo a Champions por três vezes seguidas, de 1973 a 1976. Esse era o time de 1974/1975:
Em 1976, conseguiu sua primeira Copa Intercontinental ao vencer o Cruzeiro por 2×0, na Alemanha e depois segurar um 0x0, em pleno Mineirão:
Em 1977, Beckenbauer se aposentou e o Bayern demorou alguns anos até voltar a conquistar campeonatos.
Em 1982, fez uma final histórica contra o Aston Villa, perdendo o título para o time inglês:
Em 1998/99 mais um final pra torcida alemã esquecer, desta vez contra o Manchester United, numa virada que fez sofrer a torcida alemã.
Em 2001, outra decisão pra mexer com os nervos, desta vez ganha, nos pênaltis contra o Valencia de Espanha.
No fim do ano ainda derrotou o Boca Juniors tornando-se campeão intercontinental.
Outro ídolo, foi o goleiro Oliver Kahn, que pendurou as chuteiras, recentemente:
Manda seus jogos no Allianz arena. Veja aqui como foi nossa viagem pra lá.
Detalhe, como o Munique 1860 também manda seus jogos lá, o estádio muda de cor conforme o mandate dos jogos: vermelho para o Bayern Munique e azul para jogos o Munique 1860 e branco com a para jogos da Seleção Alemã.
Tem uma torcida que leva mais de 69 mil pessoas por jogo no estádio.
A 47a camisa de futebol é a camisa do West Ham United Football Club, um dos clubes mais populares e tradicionais do Reino Unido.
Comprei a camisa no dia em que fui visitar o Estádio, e ainda consegui chegar até o campo…
Foi fundado em 1895 por trabalhadores da Thames Ironworks and Shipbuilding Co. Ltd, um estaleiro localizado no Rio Tâmisa (daí, um dos apelidos do time “The Irons”).
Nessa época, o time era denominado Thames Ironworks F.C., nome usado até 1899, quando após uma crise financeira fez o time “ressurgir” como West Ham (outro apelido do time é “The Hammers”).
Achei uma imagem bem antiga do estaleiro, mas é bem pequena:
Achei também uma foto do time daquele primeiro ano (1895):
Somente nove anos depois da fundação do time é que foi construído seu estádio, o Boleyn Ground, também chamado de Upton Park por se localizar no distrito londrino de mesmo nome. Sua capacidade é 35.303 torcedores.
Foi inaugurado em em 2 de setembro de 1904 num jogo em que bateram os eternos rivais do Millwall por 3×0.
Hoje, o estádio consegue mesclar aspectos modernos a tradicionais, parecendo um castelo em meio ao bairro:
O verde do gramado muito bem cuidado (nesse dia em que fomos estava sendo irrigado e havia no mínimo 4 pessoas trabalhando nele) contrasta com as belas e diferentes cores do clube.
Veja outras fotos e o vídeo que fizemos na viagem à Londes no post abaixo, anterior a este.
Vale lembrar que por pouco o estádio não foi abandonado. É que quando Eggert Magnússon, milionário presidente da Confederação de Futebol da Islândia, comprou o time (2006), ele tinha a ousada idéia de deixar de usar o Upton Park, e adquirir o estádio olímpico, que será construído para as Olimíadas de 2012.
O uniforme do West Ham é inspirado no do Aston Villa, que é caracterizado pelo calção e meiões na cor branca e pela camisa grená com mangas azuis.
Disputar a Liga Profissional desde 1919, e em 1923 chegaram à Premier League, e à final da FA Cup (Copa da Inglaterra), disputada no estádio Wembley, pela primeira vez. Perderam para o Bolton Wanderers, por 2×0.
Um fato curioso e triste do clube, é a história de Syd King, ex atleta que se tornou manager do clube por 32 anos e que após ser demitido, acabou suicidandfo-se.
Em 1964 o time conquistou sua primeira FA Cup, com uma vitória de 3×2 sobre o Preston North End. Um ano depois, o West Ham conquistou sua primeira competição européia, a Recopa, vencendo o 1860 Munich.
No ano seguinte, chegaram mais uma vez à final da FA Cup, mas perderam para o West Bromwich.
Durante Copa do Mundo de 1966, vários jogadores do clube entraram a história do futebol, conquistando o título para a Inglatera, entre eles Bobby Moore, Martin Peters e Geoff Hurst.
Em 1975 ganham mais uma FA Cup, vencendo na final o Fulham, e mais uma final da Recopa, em 1976, perdendo para o Anderlecht, da Bélgica.
Mesmo rebaixado para a Segunda Divisão em 1978, o West Ham venceu a FA Cup em 1980, uma das raras vezes que um time de fora da Primeira Divisão alcançou o feito.
Mesmo jogando mal durante toda a temporada 94/95, o West Ham trouxe orgulho aos seus torcedores, ao empatar, na última rodada com o Manchester United, evitando o terceiro título consecutivo dos Diabos Vermelhos.
Em 2005 chegaram novamente à final da FA Cup, perdendo para o favorito Liverpool na cobrança de pênaltis.
Em 2006, Tevez e Mascherano chegam ao clube, vindos do corinthians. Um ano depois o clube seria multado por problemas envolvendo as contratções (lembrem-se que era atletas da MSI).
Mesmo sendo criticado pela mídia, Carlito deu o maior exemplo do que é jogar com raça e fez a comemoração que sempre sonhei em ver aqui no Santo André, confira no vídeo (que merecia uma narração mais emocionante, como as que temos aqui no Brasil):
Os torcedores do West Ham United cantam uma música chamada “I’m Forever Blowing Bubbles” devido a um jogador da década de 1920, chamado Billy J. Murray que parecia um garoto de um quadro do artista Millais chamado “Bubbles”. Esse acabou sendo o apelido de Murray. A música é assim:
I’m forever blowing bubbles, pretty bubbles in the air They fly so high, nearly reach the sky And like my dreams they fade and die Fortune’s always hiding, I’ve looked everywhere I’m forever blowing bubbles, pretty bubbles in the air United! United!
A banda Oi! Cockney Rejects também gravou uma versão desta música, para alegria de punks e skins que gostam de futebol:
O principal rival do time é o Millwall.
Essa rivalidade e o próprio West Ham ficaram conhecidos pelo mundo todo depois do filme “Green Street Hooligans”. Veja o Trailer:
E antes que você ache que certas coisas do filme, só existem no cinema…