Rolê (não muito) boleiro pelas Cidades Históricas de Minas Gerais – Parte 3

O que na prática significa: Mais comidas gostosas, mais igrejas incríveis, mais uma aula de história, na prática… Opa, mas não deixamos faltar o futebol nesse rolê! E assim que deu, fugimos para conhecer um pouco dos times e estádios da cidade, a começar pelo Tabajaras! Ali, pertinho da sede do Tabajaras, encontramos o Estádio Municipal Genival Alves Ramalho: Uma pequena, mas próxima arquibancada, transforma o estádio num verdadeiro caldeirão… A cidade ao fundo, revela a geografia “montanhosa” a quem desconhece Ouro Preto A Mari registrou sua presença em mais um estádio! Depois do breve rolê boleiro, voltamos aos pontos turísticos (sempre acompanhado da minha inseparável blusa do San Lorenzo…) E seguimos por Minas Gerais… Em breve mais uma cidade, aguarde!]]>

83- Camisa do Nacional do Paraguay

A 83ª camisa da coleção foi presente do amigo Ivan, torcedor do Santo André e um dos Ramalhonautas (não conhece os Ramalhonautas? Clique aqui).

Ivan esteve em Assunção no ano passado e ficou no mesmo hotel que o Santo André se hospedou quando foi jogar a Libertadores, em 2005 e como um bom apaixonado pelo futebol, fez um ótimo rolê boleiro pela cidade.
Começou passando no  Museu da Conmebol, mas descobriu que ainda não estava aberto à visitação pública. Vestido com a camisa do Ramalhão seguiu, com um torcedor fanático do Olímpia como guia, até o estádio do Cerro Porteño, conhecido como a “Olla azulgrana”. Os seguranças do estádio só o deixaram entrar após o “guia” apresentá-lo como um torcedor brasileiro que queria conhecer o local.
Depois, foi conhecer o Defensores Del Chaco.

O “guia” mostrou uma casa que fica literalmente incrustada no estádio, no meio dos anéis do estádio. Ele conta que o dono(a) não quer se desfazer do imóvel e, assim, impede que  estádio seja completado. Na saída ainda foi brindado com o comentário de um rapaz que mora em frente ao estádio, que disse conhecer o Santo André: “foi o time que jogou com o Cerro aqui no Paraguai…”. Ivan fez questão de lembrar que quando falamos de Paraguay todos pensam nas compras e na “muamba”, mas, através de seu povo (alegre, simpático e prestativo), de suas belezas naturais e por que não, de suas histórias, ele descobriu que o Paraguay vai muito além disto.

Belas palavras, Ivan, e obrigado pelo presente: a camisa do Club Nacional do Paraguay!

O time, fundado em 5 de Junho de 1904, na cidade de Assunção, defende as cores do bairro Obrero e foi um dos fundadores da Liga Paraguaia de Futebol. Sua torcida sofreu um jejum de longos 60 anos sem títulos! Tanto tempo sem um campeonato fez com que o time ganhasse o carinho e respeito de torcedores de outros times. Por isso, é conhecido como “Nacional Querido”.
Manda seus jogos no Estádio Arsenio Erico, com capacidade para 8.500 pessoas.

O nome é uma homenagem ao ex atleta, já falecido, Arsenio Erico, que jogou pelo clube por vários anos.

Em apenas 5 anos de existência, o clube já conquistava seu primeiro título, em 1909, e o bicampeonato viria em 1911. Em 1924 e 1926, o Nacional saiu campeão de novo! Em 1978, caiu para a segunda divisão, retornando em 1980, seria rebaixado mais duas vezes, em 1988 e em 1998. Em 1982, o vice campeonato nacional leva o Nacional à Copa Libertadores de 1983, da qual não passa da primeira fase. Em 1985, novamente se classifica para a Libertadores com outro vice campeonato (um tormento na vida do time, a essas alturas…). Disputou a repescagem da Copa Libertadores de 2006, mas não conseguiu chegar à fase de grupos. Em 2009, novamente conseguiu disputar a Copa Libertadores 2009, passando da repescagem, mas ficando apenas na fase de grupos. Porém, 2009 trouxe de volta o grito de campeão, no Torneio Clausura depois de mais de 60 anos… Sua torcida pode não encher o estádio, com tanta frequência, mas faz uma bela festa:

Bandeiras, fogos, fumaça… Tudo em nome del Nacional Querido!

Aproveito a oportunidade para parabenizar a seleção Paraguaia pela bela atuação na Copa do Mundo. Uma pena que não passou da Espanha, para fazer a semifinal contra a Alemanha…

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Sobre o Uruguay

A Gana de Suárez (2 de julho de 2010) Trinta minutos do segundo tempo da prorrogação. Nem no basquete um foi lance foi decidido em segundos tão derradeiros. Um chute atômico consumindo todos os urânios enriquecidos e concentrados em pés e panturrilhas afros. O centro-avante, o aríete em posição inversa, fecha, lacra os portões de sua nação celeste. Com os pés, o nove que adora treinar com a 1, tira da linha. Novo ataque. Novo chute, nova defesa em cima da linha. Mãos no lugar dos pés salvam o gol mortal. Pênalti! Expulsão imediata e inquestionável do atacante-goleiro. Festa de tambores africanos. Bandoneóns abandonados nas cadeiras de um estádio em suspense. Até os cronômetros travaram. Os celestes, turvos pelas nuvens negras ao redor. Goleiro a postos. Bola na cal. Bola no… travessão! O jogo termina. E a vitória certa cerca-se de sombras. No estádio, um encontro de tribos eternas inimigas, em ternos e fraternos abraços e laços. Não existe mais oponente de jogo. Daqui para a frente é um duelo de vida e morte. Na margem do campo, o marginal das mãos manchadas contorcia-se de  dor e esperança. Ele sabia que só lhe restava este recurso. Absolvido por legítima defesa da honra de uma nação inteira. Os pênaltis alternam-se com alta precisão. O primeiro erro. Uruguai na frente com a defesa legítima não conseguida no final da prorrogação. O derradeiro chute nos pés de Loco Abreu (nem o mais delirante e exagerado roteirista de uma ópera italiana faria mais dramático). E nada Abreu e completamente louco ele bate como quem lança uma bolinha de gude com o polegar dos pés. A rede acolhe a bola com braços de mãe. Fora do campo brilhava o herói. Como todo herói, sempre solitário. Sempre cúmplice de um louco.]]>

Anúncio do Extra tira Brasil da Copa…

Folha de São Paulo e o supermercado Extra conseguiram o que o Chile tanto tentou ontem… Eliminar a seleção brasileira da Copa. Veja o anúncio veiculado hoje , de hoje (29 de junho de 2010) abaixo: Fico me perguntando quanta gente vai perder o emprego hoje… Ainda tentaram ser sensíveis e criativos usando o termo zulu “El qembu le sizwe”, que segundo eles, significa “seleção”, mas nem toda criatividade valeria o tamanho do erro…]]>

Museu da Portuguesa

Eu sou um daqueles que reclama muito das pessoas que não valorizam suas origens. Acho que conhecer a história das coisas é o jeito mais fácil de entender o mundo e de se adaptar a ele. No futebol, fico triste em ver que a maior parte dos torcedores não conhecem sequer a história do próprio clube, quiçá a dos seus adversários. Eu tenho tentado ir atrás dos lugares que coletam e reúnem informações sobre a história do futebol. Até já postei aqui no blog sobre o Museu do Futebol, mas hoje o papo é sobre um outro museu, muito bem equipado e que pouca gente conhece. O Museu da Lusa! Ele fica dentro do próprio Canindé, e pra chegar lá, eu fui falando com porteiros, seguranças, secretárias até que encontrei… O Museu fica no primeiro andar do ginásio de esportes do clube. Segundo a placa indicativa, o nome oficial é Museu Histórico Dr. Eduardo de Campos Rosmaninho, médico que foi o fundador do museu, em 1999. É tudo muito bem arrumado. As peças são organizadas cronologicamente pelas salas. Essa é mais uma ótima opção para os apaixonados por futebol. Mas atenção, o Museu não abre todos os dias, somente aos sábados, das 10 às 14horas. Vale o agradecimento ao sr. Vital que nos recebeu e explicou com detalhes cada ítem do museu, dos troféus, fotos e flâmulas, às belissimas camisas históricas do time da Lusa! Fico contente de ver que a Portuguesa conseguiu reunir e catalogar tanto material precioso. Você torcedor Luso, ou apaixonado por futebol, não pode perder!

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82- Camisa do XV de Piracicaba

A 82ª camisa da coleção, presente da amiga Júlia, vem do interior paulista, da tradicional cidade de Piracicaba, nome de origem tupi guarani que significa “Lugar onde o peixe para”, em citação ao famoso rio da cidade.

A história do time, nos leva ao início do século XX, quando existiam dois times amadores muito fortes na cidade, o Esporte Clube Vergueirense e o 12 de Outubro. Em 1913, as famílias que comandavam estes times (os “Pousa” e os “Guerrini”) decidiram montar um time para representar Piracicaba. Carlos Wingeter foi escolhido como primeiro presidente, com a exigência de que o nome do time fosse XV de Novembro em Homenagem à data da proclamação da República. Nascia assim o Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba.

Atualmente, o brasão do time passou por uma reformulação, apresentando-se assim:

Já na década de 20, o clube começou a mostrar sua força disputando os campeonatos regionais promovidos pela APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), mandando seus jogos no Estádio da rua Regente Feijó, hoje, pasmem, transformado em um supermercado! (aliás, vale ler sobre a construção do estádio em www.aprovincia.com/padrao.aspx?texto.aspx?idcontent=377208). Para quem não teve a chance de conhecê-lo, que oficialmente chamava-se Estádio Roberto Gomes Pedrosa, a “panela de pressão” do XV:

Outras fotos, do site Foto e a História:

O XV chegou a sagrar-se campeão regional em 1922. Na década de 30, disputou o tradicional Campeonato do Interior, do qual sagrou-se campeão, em 1931. Com o profissionalismo chegando ao futebol, o XV conquistou o 1º Campeonato Profissional do Interior, em 1947, ainda sem acesso à Primeira Divisão. No ano seguinte, foi bicampeão conquistando finalmente o acesso para a 1a Divisão da Federação Paulista de Futebol. Assim, em 1949 o XV de Piracicaba estreava no Campeonato Paulista da Primeira Divisão e logo de cara surpreendeu.
O time ganhou o Torneio Início da FPF (competição relâmpago que ocorria antes dos campeonatos).
Aqui, um apanhado sobre os troféus históricos conquistados nos primeiros anos de sua história: E uma imagem do time de 1950:

Abaixo, o time de 1960:

E o do ano seguinte, 1961:

Achei um vídeo interessante deste time enfrentando o Santos: Como curiosidade, vale citar a excursão que o time fez, em 1964, pela Europa e pela Ásia, jogando na Suécia, na Polônia, na Alemanha, na Dinamarca e nas então repúblicas soviéticas da Rússia, Ucrânia, Moldávia, Cazaquistão e Uzbequistão. O time de 1965:

Em 1967, mais uma conquista da segunda divisão, trazendo o de volta à primeirona. Em 1976, foi vice campeão, perdendo o título para  Palmeiras.  Esse era o time de 1979:

Em 1983, conquistou o acesso de volta para a Primeira Divisão do futebol paulista. Em 1995, foi Campeão Brasileiro da 3ª divisão, e foi nesse ano que o clube fez sua última participação (até o momento, em 2010) na primeira divisão do futebol paulista.

Depois desceu para a segunda e posteriormente para a terceira divisão. Em 2005, o time conseguiu voltar para a segunda divisão, porém, novamente foi rebaixado. Em 2008, o acesso no campeonato paulista da série A3 era mais do que esperado, mas mais uma vez o time não conseguiu…  No segundo semestre o clube chegou à final da Copa Paulista, sendo derrotado pelo Atlético de Sorocaba no Barão de Serra Negra por 3×2.

O time manteve a base para o ano de 2009, mas… Novamente não deu… O time caiu na fase final da série A3 e o acesso outra vez escapou. Até que em 2010, depois de um início irregular o XV finalmente alcançou o acesso à série A2. O time possui váras torcidas como a Torcida Uniformizada Esquadrão Alvinegro e a Super Raça Quinzista. Manda seus jogos no Estádio Barão de Serra Negra, inaugurado em 1965 em partida contra o Palmeiras, que terminou num 0 a 0, frente a mais de 15 mil torcedores piracicabanos.

O mascote do XV de Piracicaba é o Nho Quim, mostrando com orgulho o caráter interiorano da população. Uma pena que atualmente tantas pessoas achem que ser caipira é algo pejorativo. Eu sou caipira!

E já que falamos em “caipirês”, que tal ouvir o hino: O site oficial do Xv de Piracicaba é o www.xvpiracicaba.com.br e pra quem prefere a linguagem dos blogs, acesse  www.amaiordointerior.com feito pela torcida!

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Desportivo Brasil x Elosport – série B / 2010

Era mais um sabadão a tarde, dia ensolarado e agradável.
Pudemos encontrar nosso amigo Gabriel Uchida que também é cidadão de Cosmópolis.
Nada melhor do que comemorar indo a uma partida do Desportivo Brasil, que manda seus jogos ali pertinho, emJaguariúna.

O jogo foi contra o Elosport, forte equipe de Capão Bonito (ainda devemos uma visita a um jogo deles como mandante).

Mais uma vez o estádio estava às moscas. É uma pena um estádio tão bonito não receber público algum…

Como já mostramos anteriormente, o Estádio Municipal Alfredo Chiavegato tem uma excelente estrutura, que acaba subutilizada com públicos tão tímidos…

O jogo em si foi a cara da segundona. Muito pegado, e muita bola alçada na área.

Achou a bola ali?

E fotografando e registrando, ali estavam Mari e Uchida…

E não é que apareceu um pessoal do Elosport ali nas bancadas?

E dá lhe bola na área…

O placar foi apertado, mas mais uma vitória para o Desportivo Brasil que ocupa a vice liderança do grupo, atrás apenas do Paulínia!

Bom, o importante era registrar nossa presença em mais uma partida!

Abraços ao amigo, o zagueiro Robenval, que foi quem nos convenceu a dar um pulo no jogo!

Descobri que é muito difícil fazer fotos de zagueiro em lance de bola… Então fica aí essas outras!

Ah, depois do jogo, demos uma passada na pista de bicicross da cidade:

E pra finalizar o rolê… Açaí em Arthur Nogueira, com o pessoal de Cosmópolis ! 

Um jogo mais! Um estádio mais, mas a mesma ideia…

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A paixão pelas figurinhas em fotonovela…

Não acredito… Um álbum vazio! Isso é inadmissível… Quem poderá me ajudar? – diz a singela torcedora

Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeu!!!!!!!!!!! E meus incríveis pacotes! – apresenta-se o herói
Que pena que figurinhas não nascem em “ovos” – lamentam-se ambos
São viciantes! Serão coisa do capeta??- desconfia o bom moço
Figurinhas e um álbum… Uma visão única.
O singelo e único momento de abrir os pacotinhos emociona o guri!
Oh, o distintivo do Chile!!! – exclama a dama
Droga, repetidas! Elas são uma praga!
Hmmm, faltam poucas!!!
A primeira página completa… A gente nunca te esquecerá, Dinamarca!
Acabaram as inéditas, hora das trocas.
Em pleno século XXI, dezenas de pessoas se encontram para a prática do escambo!
As figurinhas da Copa são as responsáveis!!
Ali, as repetidas têm sua chance de redenção…
E cumprem bem o seu papel! Nossos heróis trazem novas figuras para o álbum.
No outro dia, em pleno escritório, a percepção… As figurinhas dominaram as pessoas!!!
Estão por todos os lados, em todas as mesas…
E junto delas as não menos dominadoras “listas de númeors faltantes”…
Se o chefe pediu uma ideia e você não ateve…
Entregue o que você tem de melhor…
Esta é a singela homenagem do blog à Panini, pelas figurinhas que estão fazendo nossa alegria nesses primeiros dias de Copa…]]>

Rolê boleiro em Buenos Aires parte 7 – All Boys!

All Boys (veja mais aqui), falarei sobre como foi meu reencontro com o querido time do Bairro Floresta! Recordando… No último post, estávamos nós, os 4 patetas, em pleno Monumental de Nuñez, visitando o estádio. Agora, havia chegado o final de semana e era hora de assistir a uma partida em La B, a segunda divisão do futebol argentino… Vamos nessa?? Nem bem chegamos e já vimos a festa feita pelos Albos! O bairro parou para o jogo! O Estádio fica no coração de Floresta, um bairro que fica há 1 hora (de ônibus) do centro de BsAs. Seu nome é Islas Malvinas e é cheio de grafites. Recentemente passou por uma ampliação ganhando mais 10 mil lugares. Assim, apresenta arquibancadas em todos os lados do campo. Olhando desse ângulo (estamos atrás do gol), do lado direito ficam as barras do time, no lado esquerdo e onde estamos os “torcedores comuns” e atrás do outro gol, o pessoal da imprensa que veio cobrir o jogo. Esse é um estádio especial, pois foi a primeira cancha argentina que conheci pessoalmente! A Mari também gosta, porque Floresta é um bairro com uma cara de interior, lembrando até Cosmópolis!  Por coincidência, encontramos os amigos da banda “Tango 14” nas bancadas! A barra “Peste blanca” além de muito barulho, também faz uma bonita festa visual, com trapos, faixas e centenas de bobinas de papel que são lançadas na entrada do time, em campo. E os torcedores locais também participam da festa com seus trapos e cantos! E mais uma vez, ficamos felizes em poder participar da história do futebol. Principalmente porque mesmo perdendo a partida por 1×0, o All Boys viria a subir para a primeira divisão. Ah, um detalhe que merece explicação a parte. Na segunda divisão argentina, não é permitida a presença da torcida visitante. Assim, os torcedores mais malucos simplesmente ocupam (com vistas grossas de ambas diretorias) a parte que seria reservada à imprensa. Assim, essa galera ali atrás do gol não é jornalista, nem nada, mas torcedores do Belgrano. Como quase todas as torcidas fazem isso, geralmente não ocorrem maiores problemas de violência com essa galera. Aliás, mesmo com a derrota, a festa imperou pelo estádio naquela tarde de fevereiro. Até os metaleiros do bairro compareceram! Ah, como pode um jogo ser tão importante? O futebol une o bairro, a família… Mesmo que em campo o jogo seja pegado! Uma partida dessa oferece momentos eternamente guardados em nossas memórias. Mais do que ataques e defesas… E quanta gente, hein?… Já estávamos no fim de nossa temporada argentina, e no intervalo até sentamos um pouco pra descansar… Ao fundo, uma singela homenagem da torcida a Pato Sgarra, torcedor símbolo do time, que faleceu em fevereiro de 2009. Falando um pouco sobre o jogo, o All Boys esteve numa tarde inspirada, mas com más finalizações. Foram várias chances perdidas. E pra quem acha que é fácil jogar como visitante nos estádios portenhos… Outra coisa que me agrada é estar ali próximo ao goleiro e ídolo Nicolas! O cara é gente boa e lembra aqueles jogadores antigos. O jogo foi chegando ao fim e certa tristeza nos bateu. Eram os últimos dias em Buenos Aires e mais do que isso, muitos dias, semanas, meses até voltarmos a Floresta… Mas, como diria o poeta… Yo volverei a las calles… Sei que mi barrio esperará…

Apoie o time da sua cidade!

Apoie o time do seu bairro!

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