Pessoal, pra quem gosta do futebol das divisões de acesso, e principalmente sobre a história desses times, vem aí um livro incrível contando a história do Andarahy A. C. e com a possibilidade de se adquirir também a camisa retrô do time.
O autor já é figurinha carimbada aqui no blog: Kleber Monteiro, que recentemente lançou o “Da Lama à Grama”, sobre a terceira divisão do futebol carioca (relembre aqui o post que escrevemos sobre o livro.
Em razão dos problemas economicos que o país atravessa, o Kléber já está realizando a pré compra das camisas, pois elas só serão feitas sob encomenda.
Não é necessário pagamento adiantado. O interessado escolhe quando recebê-la, no momento da entrega ou quando o livro sair (segundo semestre de 2021).
Pedidos e maiores informações através do WhatsApp: (21) 997915589 com o próprio Kleber Monteiro.
As Mil Camisas em Franco da Rocha e o EC Flamengo
12 de Fevereiro de 2021, em outros tempos estaríamos nos preparando para algum role aproveitando o carnaval, mas, o Coronavírus nos tirou grana e segurança pra fazer isso…
Acabamos indo passar o fim de semana em Cosmópolis e pra não passar em branco, demos uma parada em Franco da Rocha pra entender um pouco da história do futebol profissional da cidade!
Franco da Rocha também está na situada “Região Metropolitana de São Paulo” que tem sido nosso foco nesses tempos de Corona… Aliás, espero visitar as cidades vizinhas, nos próximos meses.
A história da região começa em 1627, com a doação das terras conhecidas como “Campos do Juquey” pelo rei de Portugal a Amador Bueno da Ribeira para a produção agrícola, tornando-a nos séculos seguintes uma parada para os bandeirantes a caminho de Minas Gerais, como ilustra a pintura de Benedito Calixto abaixo:
O final do século XIX trouxe ao lugarejo a Estrada de Ferro São Paulo Railway, em fevereiro de 1888, nascia a Estação do Juquery (foto do site Estações Ferroviarias), que seria importantíssima para a primeira atividade industrial da região: a extração de pedras.
Porém, ainda no século XIX um fato mudaria a história da região para sempre: a instalação do polêmico Hospital Psiquiátrico do Juquery (nome da região até então). Já falamos disso no post sobre Mairiporã, lembra?
O século XX viu a ocupação crescer em torno desses primeiros elementos. Foram construídas a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, bem como escolas e outras melhorias na urbanização que ajudaram a vila a ser elevada a distrito de Mairiporã, em 1934, adotando como nome Franco da Rocha, homenageando o Doutor recém falecido.
Em 1944, Franco da Rocha tornou-se uma cidade autônoma, separando-se da então “Juquery” (que viria a se tornar Mairiporã), com seus desafios, como a constante luta contra as inundações…
E as belezas do Parque do Juquery…
E assim chegamos à cidade aos dias de hoje!
Mesmo antes de ganhar sua autonomia como município, a cidade viu no futebol, um exemplo do amor a Franco da Rocha, e assim começaram a surgir os times na cidade.
O primeiro deles, quando a região ainda tinha uma ligação muito forte com o nome “Juquery”, surgiu a Associação Atlética Juquery (distintivo toscamente fotografado do incrível livro “Os esquecidos”).
O time foi o primeiro da cidade a disputar o Campeonato Amador do Interior em 1943, na 26a região, que teve o Corinthians FC (de Santo André) como campeão do grupo.
Em 1944, novamente na 26a região, que teve o São Caetano EC como campeão do grupo:
No campeonato de 1945,aparece um novo time representando a cidade no Campeonato Amador: a AA Franco da Rocha.
Poucos anos antes, em 24 de julho de 1942, nascia outro time na cidade: o Clube Atlético Expedicionários.
E em 1946 foi sua vez de estreiar no Campeonato Amador do Interior, ocupando o lugar deixado pela Associação Atlética Juqueri, dessa vez jogando na 3a zona da 4a região, que teve o São João FC (Jundiaí) como campeão.
Em 1947, apenas o CA Expedicionários representou a cidade no Campeonato Amador, no Setor 6 da Zona 2.
Em 1948, surge outro time a representar a cidade: o Esporte Clube Flamengo, carinhosamente chamado de Flamenguinho, que nasceu de um pessoal que costumava se juntar pra jogar futebol sob o nome de Vilas Unidas, que unia moradores da Vila Ramos e do bairro Pouso Alegre.
Um dos diretores, o Sr. Gino Morelato conseguiu a área para um novo campo em regime de comodato, junto ao Hospital Juquery. Os próprios pacientes do hospital ajudaram a limpar a área que ficaria conhecido como “Peladão”.
É nesse momento que o “Vilas Unidas” se divide em dois grupos. O pessoal da Vila Ramos, liderado pelo Sr.Gino Morelato, em 12 de Junho de 1948, adotou o novo campo e fundou o Esporte Clube Flamengo (distintivo mais uma vez veio do excelente site Escudos Gino):
O outro grupo, liderado pelo Sr. Antonio Faria, decidiu fundar um clube no outro bairro e assim, em 3 de janeiro de 1953, surgiu o Esporte Club Corinthians de Pouso Alegre.
Os três times começaram disputando partidas amistosas, mas logo passaram a representar a cidade no Campeonato Amador do Interior. É muito difícil conseguir todas as edições dessa competição, mas encontrei duas edições interessantes, a de 1956:
E a de 1958:
O pessoal do Jogos Perdidos chegou a acompanhar uma partida amistosa entre o Flamenguinho e o CA Expedicionários, clique aqui e veja como foi!
Por hora, babe em duas fotos que eles fizeram:
Em 1960 foi campeão do setor 13 do Campeonato Amador do Estado (foto da Fanpage do EC Flamengo):
Embora tenha demorado um pouco mais pra passar a jogar as competições oficiais, o EC Flamengo foi o que chegou mais longe, mas teve que lutar não só contra os adversários em campo como também com as chuvas, já que seu campo fica às margens do rio Juqueri:
Com tamanha valentia, não é a toa que seu mascote é o Popeye!
Se você quer saber mais do passado do time, olha cada foto linda disponível na Fanpage do EC Flamengo:
Em 1959, o EC Flamengo sagrou-se campeão municipal invicto:
Aqui, o goleiro do EC Flamengo em pleno campo!
Mais algumas formações do time nos anos 50 e 60:
E estas imagens de lances do jogo, simplesmente maravilhosas…
A cerca de madeira separa a torcida do campo:
E até a imprensa já tinha sua área, que aparentemente é no mesmo lugar do bar atual.
O time chegou a fazer um amistoso com o Jabaquara, de Santos vecendo por 2×0, como mostra o Jornal “A Tribuna”, em 1966:
Aliás, ainda em 1966, o Flamenguinho participou do Campeonato Paulista da Terceira Divisão (o quarto nível do futebol paulista daquele ano) graças ao apoio do presidente Nilson Morelato, que chegou a bancar do próprio bolso a profissionalização do time.
Olha o que teve de time nessa edição:
O time jogou também a Terceira Divisão de 67 e depois dessa disputa abandonou o futebol profissional.
Em 1971, o Flamenguinho ainda montou um time feminino sendo pioneiro na região.
Depois, passou longos anos paralisado reformando a área do campo, aterrando-a alguns metros para evitar que futuras enchentes acabassem com o patrimônio do clube.
E assim, lá fomos nós conhecer o seu Estádio, a “Praça de Esportes Gino Morelato“.
Olha que entrada mais charmosa!
Mais um estádio cheio de história, que faço questão de registrar!
Logo na entrada a sede da secretaria do time. Eles até tem uma outra sede social, mas que está alugada no momento.
O gramado está em ótimas condições e é só olhar a foto pra entender o motivo… Muita dedicação das pessoas envolvidas no clube atualmente.
Vamos dar uma olhada na parte interna do estádio e admirar um pouco mais a casa do EC Flamengo de Franco da Rocha!
Atualmente não há nenhuma estrutura de arquibancadas, afinal, como dissemos antes, o espaço foi todo reformado e o campo era a primeira prioridade, e ficou show!
Mas na lateral do campo, existe uma estrutura de bar e vestiários bem bacana e um lugar de onde se pode acompanhar os jogos.
O bar segue funcionando até pra gerar algum suporte financeiro pro time (Se vc mora em Franco da Rocha, vale a pena prestigiar!).
O distintivo do Flamenguinho está lá, estampado as paredes da estrutura do clube.
Ao lado dessa estrutura, fica o rio Juqueri.
Voltando nossas atenções ao campo, esse é o gol do lado esquerdo:
Aqui, o meio campo:
E aqui, o gol do lado direito:
E olha que lindo os bancos de reservas e a área para o mesário:
E se o que vale é gol… Taí o gol, de pertinho!
Deixa até eu me eternizar aqui na frente de um gol que já foi defendido (e atacado) no Campeonato Paulista da Terceira Divisão!
O “momento ecologia” fica por conta do Quero Quero deitado em pleno campo.
Hora de ir embora do Estádio, conhecido como “Praça de Esportes Gino Morelato“, onde tanta coisa aconteceu, e literalmente tanta água já passou…
Vale reforçar que o time segue na ativa, aqui uma das formações atuais do time:
E caso alguém queira uma réplica da camisa, o site Só Futebol tem uma em sua loja virtual:
Assim, agradecemos aos que acompanham o blog, principalmente aos poucos que devem ter conseguido ler até o fim, já que o post ficou bem longo… Mas era necessário jogar um mínimo de luz na história de uma cidade que tem muito amor ao futebol!
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]]>O futebol em Suzano
O Campeonato Paulista 2021 está pra começar e mais uma vez, questões administrativas (da Prefeitura), o EC Santo André vai ter de mandar seus jogos fora do Estádio Municipal Bruno José Daniel.
Em 2019, mandou o clássico contra o São Caetano pela Copa Paulista em Suzano, no Estádio Municipal Francisco Marques Figueira, popularmente conhecido por Suzanão e aproveitei o rolê pra registrar mais uma vez o estádio!
Mais uma vez, porque já estivemos lá, há alguns anos acompanhando um jogo do ECUS contra o Barretos pela série B do Campeonato Paulista, veja aqui como foi.
Suzano fica na Região Metropolitana de São Paulo, no “Alto Tietê”:
Sua história começou quando o padre jesuíta Francisco Baruel, no século XVII chegou à região para apaziguar as guerras entre os índios Pés Largos e os Guaianases (representados na gravura abaixo), por meio da catequização (!).
Logo se formou um povoado: Nossa Senhora da Piedade de Taiaçupeba.
Séculos depois chega a Estrada de Ferro e a estação local originalmente chamada de Guaió ajudou a aumentar o fluxo de pessoas pela região. (foto do Portal do Tietê que registra a história da cidade). Aliás, o nome “Suzano” foi homenagem ao engenheiro Joaquim Augusto Suzano Brandão, que trabalhou nas obras da estação.
Na sequência do século XX, chegam à cidade os primeiros imigrantes japoneses e depois italianos. Com seu crescimento, em 8 de dezembro de 1948, Suzano atingiu a condição de município, emancipando-se de Mogi das Cruzes.
O futebol sempre foi importante na cidade, prova disso são os times que disputaram os campeonatos profissionais da Federação Paulista.
Começamos falando do Suzano FC, fundado em 1 de outubro de 1933.
O Suzano FC jogava nas terras de Carlos Rodrigues de Faria, Armênio Simões e Manoel Moreira de Azevedo, hoje a praça dos Expedicionários.
O time passou boa parte da vida nas disputas amadoras e rivalizando com times da região como o União Mogi e o Vila Santista, de Mogi das Cruzes, o Corinthians e o Poaense (o distintivo abaixo), de Poá, entre outros.
Com o tempo, o Suzano FC conseguiu um terreno, onde atualmente está o atual Ginásio Municipal de Esportes Paulo Portela, e lá construiu sua sede, tornando -se referência na cidade e na região fazendo Suzano ficar conhecida por conta do futebol.
Logo, o time passou a disputar o Campeonato de Futebol Amador do Estado, e mais uma vez fez historia ao ser por 3 vezes campeão da segunda fase, onde jogava com os times de outras regiões.
Em 1981, o Suzano FC tornou-se o primeiro de Suxzano a disputar uma competição profissional da Federação Paulista: a Terceira Divisão (equivalente à série A3) de 1981.
Logo em seu primeiro ano, conquistou o direito de disputar a série A2 de 1982, jogando o Grupo Preto.
Em 1983, mais uma vez disputou a segunda divisão (a série A2 da época) no Grupo Preto.
Aqui uma imagem do jogador Elias Dourado, no time, em 1983:
O Suzano FC voltou à série A3 de 1984 e 85.
Esse foi o time de 1984:
Outro time que faz história em Suzano foi o Clube Atlético Paulista, fundado no bairro das Palmeiras, em 25 de janeiro de 1969 por trabalhadores rurais.
Um empresário que tinha uma fábrica de nome “Paulista” decidiu dar um apoio, e ainda resolveuo nome do time, que passou a disputar a Liga Municipal de Futebol de Suzano, levando seu primeiro título em 1974.
O alvi verde de Suzano ainda ganharia respeito jogando contra grandes times do futebol amador dos anos 70 e 80, entre eles, ganhando o tradicional “Desafio ao Galo”.
Com tamanho sucesso, a diretoria decidiu profissionalizar o CA Paulista em 1982, e pra isso construiu seu próprio estádio em uma área cedida pela prefeitura.
Ali, enfrentou times importantes do futebol paulista, chegando a fase final da Terceira de 82, em sua primeira participação, onde ficou até 1987.
Aqui, seus resultados na primeira fase da Terceira Divisão de 1985:
A segunda fase, embora apresentasse os melhores colocados da primeira fase, tirou o CA PAulista da sequência do campeonato.
Em 1988, o Suzano FC disputou a, então chamada Terceira Divisão (que na verdade equivalia ao quarto nível do futebol paulista).
No ano seguinte, a prefeitura decidiu oficializar o apoio ao time e em 1989, o time se funde ao Suzano FC e muda de nome para União Suzano Atlético Clube, já disputando com esse nome a terceira divisão daquele ano.
O União Suzano Atlético Clube se transforma num verdadeiro centro de esportes municipal atuando no vôlei e no basquete, além do futebol.
O time adotou como mascote o javali!
Em 1992 conquistou a taça dos invictos pela terceira divisão (a Série A3 da época). Olha, que linda essa camisa que está na Fanpage do time:
O namoro com a prefeitura durou apenas até meados dos anos 90, e a separação levou o time, em 1996 para a sexta divisão de profissionais (a série B2).
No ano 2000, o mundo não acabou, mas foi quase, uma péssima campanha levou o USAC para a série B3, sendo rebaixado no grupo B do Campeonato Paulista de Futebol de 2000 – Série B2.
O USAC joga a série B3 de 2001, mas se licencia da Federação Paulista no ano seguinte ficando de fora das competições até 2006, quando regressa à Segunda Divisão (a série B do Campeonato Paulista, que equivale ao quarto nível estadual), até uma nova parada em 2016, quando licenciado da Federação Paulista, participou da 1ª Taça Paulista, organizada pela Liga de Futebol Paulista.
Em 2019, a equipe retornou à Segunda Divisão (Série B do Campeonato Paulista), onde se encontra até hoje (2021), sendo que em 2020, obteve a maior goleada da sua história (9×0 contra o Atlético Mogi). Veja aqui como foi.
Em paralelo à parte dessa história, precisamos falar do 4º time da cidade, o Esporte Clube União Suzano, popularmente conhecido como ECUS.
O time foi fundado em 25 de outubro de 1993, na época em que as relações da prefeitura não iam bem com o USAC (curioso que os fundadores dos dois times foram os mesmos).
Logo o ECUS estava disputando competições de futebol e também vôlei, basquete, atletismo entre outros, adotando o leão como mascote, e como são do bairro do Jardim Colorado, surge o “Leão do Colorado“.
Após 5 anos nas disputas amadoras, em 1998 o time profissionbaliza-se e disputa o Campeonato Paulista da Série B1B (quinto nível do futebol paulista daquele ano), fazendo um bom campeonato no seu primeiro ano, como mostram os números do RSSS Brasil.
O ECUS terminaria em sétimo lugar do grupo B:
Com dois clubes da cidade no mesmo grupo, surge pela primeira vez o derbi, denominado de clássico dos gêmeos”.
Em 1999, melhora sua colocação, terminando em sexto, mas não se classificando para as etapas finais.
A partir do ano 2000 a divisão passa a se chamar “Série B2”, mas o ECUS não conseguiu melhorar seus resultados, terminando em décimo-primeiro lugar.
Em 2001, mesma colocação:
Finalmente, em 2002, uma campanha digna de respeito: o título de campeão da Série B2, com a campanha abaixo (fonte: RSSS Brasil):
No mata mata, o time foi guerreiro e soube ultrapassar todos os adversários para sagrar-se campeão!
Assim, o ECUS passa a disputar a Série B1 do Campeonato Paulista, em 2003, onde logo em seu primeiro ano, quase conquista seu segundo acesso consecutivo!
Na segunda fase, o Grêmio Mauaense sobressaiu, mas o ECUS não fez feio, terminando na 4a colocação. Infelizmente, somente os dois primeiros subiram para a A3.
Em 2004, finalmente chega o acesso à série A3 (o terceiro nível do Campeonato Paulista), com uma bela campanha!
Na fase final, a campanha não levou o título, mas pelo menos garantiu o acesso à série A3 de 2005 junto do Monte Azul (que foi o campeão, a Frroviária e o Grêmio Barueri).
Infelizmente, fez péssima campanha na Série A3, sendo rebaixado de volta ao quarto (e agora último) nível do Campeonato Paulista: a Série B, onde permaneceu com campanhas medianas e fracas até 2015, quando se licenciou do profissionalismo e ficou até os dias atuais (2021) fora do profissionalismo.
Em 2017, com os dois times licenciados, um jornal chegou a noticiar uma fusão entre os dois times que daria origem ao Sport Club Suzano, mas isso nunca chegou a sair do papel.
Pra terminar de ilustrar este post, voltemos ao que nos levou até Suzano: o Estádio Municipal Francisco Marques Figueira!
Como disse, estáamos ali para ver um jogo do EC Santo André e por isso, tive por companhia, meus amigos de sempre de arquibancada!
Popularmente conhecido como Suzanão,o estádio pertence à prefeitura e tem capacidade para quase 5 mil torcedores, com arquibancadas nas duas laterais do campo.
Aqui, uma olhada no gol da direita:
Aqui, o gol da esquerda:
O estádio foi inaugurado em 2 de abril de 1982, numa partida entre o Suzano FC e a Portuguesa de Desportos, e os visitantes ganharam por 5×1, e agora, lá estávamos nós, quase 40 anos depois pra curtir o estádio local!
Nesse dia, rolou um minuto de silêncio em homenagem ao atleta Agenor, que havia falecido naquela semana.
O Estádio estava muito bonito, todas as arquibancadas pintadas de azul e vermelho.
Aqui um vídeo que mostra mais do estádio:
Existe até uma pequena parte coberta da arquibancada:
As arquibancadas estavam bem vazias porque era um jogo no meio da tarde em plena quarta feira…
Ali ao fundo, o tradicional placar manual!
E é assim, entre amigos, e em meio a Copa Paulista, que vivenciamos um pouco desse lugar histórico para o futebol. Na esperança de que logo suas arquibancadas estejam cheias para a festa do povo de Suzano!
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]]>O futebol em Nice (França)!
Olha, que boa surpresa! Percebi que nunca postei as fotos da aventura em Nice, na França, um rolê que fizemos no final de 2015, numa época em que ainda se podia viajar mundo afora sem medo de morrer de Covid…

Então vamos lá! Conhecer um pouco da cidade, que eu confesso que jamais havia pensado em conhecer.

Nice é uma baita cidade, a quinta mais populosa da França, com cerca de 1 milhão de pessoas.

Nice fica numa região litorânea chamada Costa Azul (Côte d’Azur), às margens do mar Mediterrâneo e é um lugar muito bonito.

Mas como você pode ver pelas fotos, faz bastante frio, mesmo quando sai sol.

No vídeo dá pra ter uma ideia melhor do lugar:
A água é de uma transparência única!


Mesmo com frio, não podia perder a oportunidade de entrar no Mar Mediterrâneo… Ainda que com uma bermudinha térmica bastante esquisita e que uso até hoje.

A região é habitada há mais de 400 mil anos, mas sua história moderna começa por volta de 350 A.C., quando os gregos de Marselha fundaram um povoado denominado por eles de Niceia, em homenagem a Nice, deusa da vitória.
Atualmente, Nice é um lugar de europeu rico, lembro que só na época da viagem fui perceber que fica pertinho de Mônaco.
A região acabou se tornando um ponto de viagem principalmente para ingleses, a partir de 1750. Daí surgiu a sua principal avenida beira-mar: a Promenade des Anglais (Passeio dos Ingleses).

Do alto do morro, dá pra ver melhor:

Estamos na chamada Colina do Castelo. Em tempos remotos, o nível do mar era bastante mais alto e a colina era uma ilha.

Mas estar no litoral também tem seus problemas, por exemplo, em 1543, Nice foi atacado pelo pirata turco Barbarroja que pilhou a cidade e ainda fez 2.500 escravos de seus habitantes.

Embora, como eu disse, seja uma cidade bem focada no turismo de gente endinheirada, ela oferece um monte de opções para gente com grana contada, como a gente, encontramos vários mercados e feiras de rua.

Pra quem é brasileiro e está acostumado com a nossa violência urbana, essas cidades turísticas europeias são uma coisa muito loca… Parece um mundo de faz de conta, onde você praticamente não vê nada de errado.

E existe uma baita cena cultural por lá. Teatros…

Quadrinhos…


Museus…


Aliás, o museu tem uma área externa aberta, que permite uma vista linda da cidade, e o fim do dia estava animal!


E muita feirinha de fim de ano, com comidas típicas…



Eles tem muitos doces de frutas cristalizadas…


Muitas verduras, legumes…


Queijos esquisitos…

Também tem muitos temperos diferentes…

Olha que pães lindos…


Olha a cor dessa toranja!

Embora aqui no Brasil a gente tenha um clima que permita a produção de muitas frutas, lá na gringa, os caras tem mais orgulho delas como alimento, sabe? É algo “chique, bacana e inteligente” comer uma maçazinha…

Uma coisa que na época chamou a atenção eram os caixas automáticos, onde o próprio cliente paga suas compras.

Aqui, a estação ferroviária de Nice!

Como herança dos gregos que ocuparam a região, ficou a paixão pelo azeite…


E tinha esse espelho d’água que fazia a alegria das crianças…

E aí, lá no meio dos comes e bebes… Um detalhe me fez lembrar que além de muita festa, a cidade de Nice também tem sua paixão pelo futebol!

Estamos falando do Olympique Gymnaste Club de Nice Côte d’Azur, ou simplesmente OGC Nice, ou apenas Nice.

O OGC Nice foi fundado em 9 de julho de 1904, e começou a ter futebol entre suas atividades a partir de 6 de julho de 1908. O time foi um dos membros fundadores da primeira divisão francesa (agora chamada de “Ligue 1“), e em 2021, segue nela.
Se liga no naming rights da Ligue 1:

Da primeira temporada inaugural da Ligue 1 (1932-33) até hoje, muita coisa aconteceu, o mundo mudou, surgiu a Internet, a pandemia…
Mas o clube escreveu seu nome na história ao conquistá-la 4 vezes lá nos anos 50 (nas temporadas 1950-51, 1951-52, 1955-56 e 1958-59).
Veja o time de 1951 (todas as fotos abaixo estão no site Olympique de Marseille Forever), com o goleiro gordinho e tudo:

Aqui, o time de 1952, que conquistou o bicampeonato francês:

Esse foi o time de 1956:

E esse o time que conquistou o último título (ao menos até 2021):

Além disso, o OGC Nice conquistou a Copa da França por três vezes (1951-52, 1953-54 e 1996-97). Esse foi o time que conquistou em 1997 o seu último título expressivo:

Infelizmente, dias depois de ganhar a Copa da França, foi rebaixado pra segundona do francês, onde ficou até 2001… O time faz o “Derbi da Costa Azul” com o Cannes.

No centro da cidade encontrei uma loja do time, mas como podem imaginar, os preços inviabilizaram grandes aquisições e apenas uma flâmula veio pro Brasil…

Mas a loja oferece uma série de opções: camisas, cachecois e até ursinho de pelúcia…

E a loja também apresenta em suas paredes um pouco da história do rubro negro francês!

O ambiente da loja é bem bacana, quase como um museu do time…

Até um sofazinho pra um relax…

Mas já que estamos em Nice… Que tal um pulo até o Estádio do OGC Nice? Vamos dar uma olhada no mapa dos trens locais…

Pouco tempo depois, baixamos mais ou menos perto do Estádio Allianz Riviera, a casa atual do OGC Nice!


A Allianz Riviera foi construído para ser sede na UEFA Euro 2016.

Lembrando que a Euro daquele ano reservou um monte de quebra pau com ultras franceses, hooligans ingleses e principalmente russos. E Nice, infelizmente não ficou de fora, reunindo em uma mesma briga torcedores do OGC Nice, da Irlanda e da Polônia.
Mas até 2013, o OGC Nice mandava seus jogos no Stade du Ray, um estádio que devia ser maravilhoso, como dá pra ver pelas fotos do próprio site do OGC Nice.

Imagina nos anos 50, quando o OGC Nice papou aquele monte de títulos, como devia ficar a atmosfera do lugar…

E além de tudo era super diferente, olhas os aneis que se formavam abaixo da arquibancada!

Como dá pra ver, o Estádio ficava bem no meio da cidade… E provavelmente não resistiu à especulação imobiliária e acabou demolido em 2016.

Em seu lugar… Surge esse fantasma da modernidade… A arena.

A mudança não parece ter sido muito fácil para a torcida local, no jogo de estreia da arena a torcida local fez um mosaico com a expressão RIP (Rest In Peace), típica dos túmulos, nos cemitérios.

De qualquer forma, aí está mais uma bilheteria para a nossa coleção!

Também há uma loja oficial no entorno do estádio:

Dá uma olhada no seu entorno:
A verdade é que nem tem cara de estádio…

A capacidade da Allianz Riviera é de 35.624 torcedores.

A Wikipedia tem uma página do estádio onde disponibiliza uma foto da parte interna do estádio:

Claro que sendo uma arena, a entrada fora de horários específicos é proibida…

Assim, só o que nos restou foi fazer algumas fotos da fachada do Estádio.

Ah, o estádio não é particular, pertence à Prefeitura de Nice. Junto a ele está o Museu Nacional do Esporte:

Assim, sem grandes emoções nos despedimos de mais um palco do futebol internacional.


Não podia deixar de lembrar que menos de um ano depois de termos visitado a cidade, Nice sofreu um atentado.
Em 14 de julho de 2016, feriado da Bastilha, uma data super importante pros franceses, um caminhão atropelou uma multidão no momento da queima de fogos, matando 84 pessoas.
Que o sol siga brilhando naquele lugar tão bonito…

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O Estádio Municipal de Passa Quatro (MG)
Mais um post de um rolê feito no ano passado, registrando um estádio em Minas Gerais, no sul do estado, mais especificamente na cidade de Passa Quatro.
Pra chegar lá, é necessário atravessar a Serra da Mantiqueira, um lugar mágico e cheio de energia!
A cidade fica há pouco mais de 3 horas daqui de Santo André e lá, vivem cerca de 17 mil pessoas.
Antes da chegada dos europeus, o teritório era disputado por vários povos indígenas, entre eles caingangues, tupiniquins, tupinambás e os puris. Mas, a partir do século XVII, as bandeiras passaram a dizimar as populaçõs de nativos.
O nome da cidade vem de um afluente do Rio Verde, chamado Passaquatro, que viria a se tornar o nome do município quando se emancipou. Esse é o atual prédio da Prefeitura:
A cidade possui várias lojinhas de artesanato, bebidas, doces…
Lá no centro da cidade está a Igreja de Santa Rita de Cássia:
Ao seu lado uma praça bonita e bastante arborizada.
O grande charme da cidade é o passeio de Maria Fumaça, ali pela Mantiqueira até o túnel que faz divisa entre São Paulo e Minas Gerais.
No caminho, várias cenas repletas de natureza…
Ela faz duas paradas que permitem fotos incríveis.
A Mari pareceu voltar no tempo… Quando a ferrovia era um importante sistema de transporte.
E assim a Maria Fumaça segue seu caminho…
Essa é a segunda parada, na divisa:
Do outro lado do tunel já é SP!
A cidade também possui várias cachoeiras há poucos quilometros do centro da cidade.
Qualquer dúvida, sempre tem alguém ali pra responder pra você…
Outro lugar muito legal é o angazeiro gigante, que alguns dizem ser centenário, enquanto outros dizem que possuiria até mais tempo de vida…
Nem todo mundo sabe, mas além do futebol e da história, as árvores são outra grande paixão desse blog!
Um lugar de enorme energia!
Ficamos numa pousada bem bacana (clique aqui e veja a Fanpage deles!)
Pro jantar, a sugestão é a Esfiharia Monte Líbano.
Diferente das nossas tradicionais viagens, não fomos pra Passa Quatro por causa do futebol, até porque a cidade nunca teve uma equipe disputando o Campeonato Mineiro de Futebol, mas… Já que estávamos ali, que tal uma passada no Estádio Municipal?
Como o portão está aberto, vamos lá dar uma conferida!
Surpreende a estrutura e principalmente o fato de estar em reforma para torná-lo ainda melhor…

Aqui um olhar para o meio campo, tendo as arquibancadas cobertas à nossa frente!

O gol do lado esquerdo, cuja foto permite perceber que a arquibancada acompanha toda a lateral do campo.

A mesma coisa no lado direito do campo:

Ao fundo do gol, vemos a natureza em sua exuberância…

Em campo também ela se faz presente…


Como reagiria a cidade ainda horizontal e pacata recebendo uma partida profissional em seu campo? Haveria torcida? Rivalidades?

Não sei responder… Só sei que estar em um estádio de futebol e não sonhar com acessos e títulos é impossível…

Olhar as pequenas arquibancadas e imaginar a torcida ali empurrando o time aos 46 do segundo em busca de um gol da virada…


Num dia de clássico, até o hotel ao lado estaria com as janelas lotadas de curiosos acompanhando a partida…

Hey, prefeito, população e times amadores… Vamos realizar o sonho e levar Passa Quatro para o futebol profissional!

Chega de arquibancadas vazias…

Nosso último olhar e vamos embora sonhando com um futuro ainda mais promissor!

E vamos de trem!
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]]>O futebol em Mairiporã
Embora seja muito grande, a chamada Região Metropolitana de São Paulo é algo que nos dá a idéia de proximidade…
Mas são tantas as cidades que as vezes a gente acaba deixando pra depois e depois… Esse era o caso de Mairiporã, que finalmente tivemos a chance de conhecer!

A gente deu uma paradinha na cidade na volta de um rolê pra Atibaia, onde fomo ver a comemoração do aniversário do Grêmio Atibaia.

Mairiporã é uma palavra que vem do Tupi e significa algo como “água bonita do franceses”, atualmente é a casa de cerca de 105 mil pessoas e está encravada na Serra da Cantareira (considerada Patrimônio da Humanidade).
É ali que se encontra a linda represa de Mairiporã, alimentada pelo rio Juqueri!

A história da cidade se inicia no século XVII com a capela de Nossa Senhora do Desterro, que deu origem ao povoado de Juqueri, que servia de proteção à vila de São Paulo de Piratininga e de ponto de apoio às rotas para o interior.
O povoado foi elevado à freguesia, e depois à Vila, adentrando o século XVIII como uma região agrícola, que ganharia impulso com a chegada de centenas de famílias japonesas formando uma importante colônia.

Um ano antes de sua emancipação, a São Paulo Railway construiu a Estação do Juqueri (atual Estação Franco da Rocha).
Abaixo imagem do incrível site “Estações Ferroviárias” que se dedica à história das ferrovias do Brasil.

Entretanto a instalação do Hospital Psiquiátrico do Juqueri e os abusos que ocorreram lá dentro, caracterizado para alguns como um verdadeiro holocausto manicomial acabou tornando Juqueri um sinônimo desses maltratos. (Veja aqui uma das matérias, ou compre esse livro e veja o que foi esse absurdo).

Para evitar essa correlação negativa, em 24 de dezembro de 1948, foi aprovada a Lei Estadual nº 233, permitindo a mudança do nome do município para o atual “Mairiporã“.
E lá estivemos para registrar o time que assim como a cidade, nasceu como como Juquery FC, em 6 de janeiro de 1922 (os escudos vieram do incrível blog: Escudos Gino), disputando nesse dia sua primeira partida.

Em 7 de abril de 1929 há, na ata do clube, o registro de um amistoso contra o Rosário F. C., e o Juquery FC perdeu o 2º quadro por 2×0 e venceu o 1º quadro por 1×0.
O Juquery FC integraria os times do União Juqueriense FC e o “EC Juqueri“, adotando as cores laranja e azul como as cores oficiais do clube.

Aqui, alguns registros do time em ação:



Com a mudança do nome da cidade, em 15 de janeiro de 1949 o time fez o mesmo e passou a se denominar Esporte Clube Mairiporã.

Algumas fotos da fase inicial do time:



Em 1956 foi campeão do seu setor no Campeonato do Interior.

Aqui, o time de 1958:

O time chegou a jogar a final da região do Campeonato Paulista Amador, em pleno Pacaembú, perdendo por 3×0 para o São João FC de Atibaia, em 15/10/61.

Naquele ano, o Campeonato foi interrompido pela FPF, que declarou campeões os 18 clubes que permaneciam no torneio, naquela altura
O EC Mairiporã poderia ser um deles…

Mas o destino guardava vôos mais altos, e em 1963, o EC Mairiporã passou a disputar a 3ª Divisão de Profissionais da Federação Paulista de Futebol, que apesar do nome, equivalia ao 4º nível do futebol paulista.
Veja pela página da Wikipedia os times que participaram dessa edição que teve o Bandeirante de Birigui como campeão:

As fotos abaixo não tem confirmação de data, mas parecem ser da época da disputa do profissionalismo:



Em 1964 mais uma participação na 3a divisão, com o time abaixo:

A Wikipedia tem uma página que mostra os 45 participantes daquele ano, que teve o São José EC como campeão:

Em 1965, não disputou o campeonato, retornando em 1966 em sua última participação, que teve como campeão o Ferroviário de Itú:

O time chegou a liderar sua série, como se pode ver nesse lindo cartaz divulgando um jogo da época, contra o Cachoeira:


Em nossa visita fomos até a sede do clube, onde ficava o seu campo de futebol.

Seja bem vindo ao Esporte Clube Mairiporã!

Conseguimos entrar no clube para conhecer sua atual estrutura.

Ali está estampado, pra todo mundo ver: fundado em 1922!

O clube tem uma sede muito bonita, com direito a uma grande piscina!

O sol estava se pondo quando acabei de atravessar a área do clube e cheguei ao atual campo de futebol, que já não ocupa a mesma área, mas ainda está ali ao lado do rio:
Sem dúvida, um lugar incrível e histórico pra quem ama futebol. Aqui dá pra ver melhor o atual campo.
Aqui, a máscara impede a compreensão, mas sou apenas eu explicando que o campo mudou de lado cedendo área para a sua sede social.
Ali fica o bar e os vestiários.

A cidade já está bem próxima, como se pode ver por traz do muro azul que rodeia o campo:

Mais uma vez agradecidos pela oportunidade, nos despedimos de Mairiporã e do EC Mairiporã.

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O futebol em Capão Bonito
Mais uma parte do nosso rolê de fim de ano de 2020, seguindo os protocolos de segurança na esperança de que dias melhores virão para acabar com a pandemia de Coronavirus…
Dessa vez, estivemos em Capão Bonito, uma linda cidade, cheia de áreas verdes, onde vivem cerca de 50 mil pessoas atualmente.
Pena que a gente não tenha visitado nenhum dos parques estaduais…. Eu gostaria muito de voltar para conhecer o Parque Estadual Nascentes do Paranapanema, se você não o conhece, acesse o site deles aqui!.
Mas, demos um rolê pela cidade em si, que é bastante receptiva.
Pra quem gosta de história, a região possui registros de ocupação humana que datam de cerca de 10 mil anos atrás, além de uma grande quantidade de sítios arqueológicos associados à Tradição Tupiguarani, de cerca de 2000 anos atrás.
De acordo com as pesquisas, o vale do Rio Paranapanema seria um dos principais eixos de expansão dos Tupis e Guaranis em direção ao sul.
Além disso outras etnias, como os Kaingang (Guaianazes) passaram a ocupar a região a partir do século XVI até o século XIX, com a chegada de outra perigosa epidemia: a do colonizador português, junto das bandeiras que descobriram ouro na região de Apiaí. O Portal D. Moto apresenta uma foto atual do local:
Aí… já imaginou né? A febre do ouro levou muitas pessoas (ainda que bem menos se comparado às expedições a Goiás ou Minas Gerais) à região, fundando a “Freguesia Velha“, em 1746 às margens do rio Pananapanema.
Além disso, o local era caminho entre o sul e a vila de Sorocaba (onde se criavam as mulas que acompanhavam os exploradores), dando origem a cidades como Itapetininga.
Mas, com o tempo, a Freguesia Velha (que muitos queriam chamar de Nossa Senhora da Conceição do Paranapanema pela capela erguida em seu nome) viu acabar o ouro do aluvião, encerrando o “ciclo do ouro” nessa região.
A consequência é que os moradores que ficaram (cerca de 5 mil pessoa) decidiram transferir o povoado para outra região (a “nova” freguesia), rebatizada com o nome da fazenda que lá existia: Capão Bonito do Paranapanema, tendo como data oficial de fundação o dia 24 de janeiro de 1843 (curiosamente no mesmo dia em que escrevo esse post). Seria ainda elevada à condição de vila em 2 de março de 1857, e atualizando o seu nome para o atual em 27 de dezembro de 1921.
Se você pensa em conhecer a cidade e a região, recomendamos o Hotal Baguassu, onde ficamos hospedados, praticamente sozinhos.
Com exceção do bichano que vez ou outra dava as caras:
E até uma bela piscina pra dar um relax!
A cidade tem uma estrutura bem bacana, e ótimas opções pra comer, destaque para a Pizzaria Vitória.
Só não podemos garantir a companhia da lua cheia, como a que esteve na cidade conosco…
Mas nossa presença na cidade se deu por outro motivo.
É que em 6 de maio de 1944 era fundado o Ipiranga Atlético Clube, mais um time de futebol a surgir na cidade e disputar os campeonatos amadores da região.
Como dá pra imaginar vendo o distintivo, o time homenageava o tricolor paulista, mas tinha uniformes diferentes, como se pode ver na foto abaixo, do time de 1949.
Aqui, mais algumas fotos sem datação comprovada, mas possivelmente do fim dos anos 40 ou início dos 50, pela similariedade do uniforme.
Nos anos 50 o time chegou a usar um uniforme com listras horizontais:
E um outro modelo também muito bacana:
Até chegar no uniforme similar ao tricolor da capital.
Esse modelos perdurou até os anos 60:
E foi justamente nos anos 60, mais precisamente em 1962, que o time fez história ao disputar a 3ª divisão do Campeonato Paulista (que devido as denominações das competições, equivalia ao 4o nível do campeonato) frente a tradicionais times do interior paulista.
Esse é um campeonato do qual encontra-se muito pouca informação gerando algumas confusões. Por exemplo, existe uma matéria sobre ex atletas do Ipiranga AC onde eles lembram que o jogo decisivo desse ano foi contra a equipe do Fronteira de Itararé, mas … segundo a maioria das fontes, o Fronteira só jogaria a 3a divisão anos depois…
Após esta aventura no profissional, o time voltou ao amador e fechou as portas em 1965.
Pra não deixarem o futebol em baixa, os esportistas locais se organizaram e em seu lugar, foi fundado o Esporte Clube Capão Bonito, em junho de 1966 e que herdaria as cores e até o estádio do Ipiranga AC.
O tricolor capãobonitense era chamado de “Esporte“, esse é o time de 1969, quando sagram-se campeões do Campeonato Amador regional, promovido pela Federação Paulista tendo o jogo do título no campo do DERAC de Itapetininga, contra a Associação Desportiva Angatubense, com vitória do EC Capão Bonito por 2×1:
O time está na memória da população local até atualmente, mas não chegou a disputar nenhuma competição profissional da Federação Paulista.
Ambas as equipes mandavam seus jogos no Estádio da Rua Bernardino de Campos, que acabou também sendo chamado de “Estádio do Ipiranga” e depois como “Estádio do Capão Bonito“, ou “Estádio do Esporte“.
E sua fachada imponente segue lá!
Como suas caracerísticas arquitetônicas são bastante icônicas, eu recomendo que vc olhe novamente as fotos dos dois times acima, e perceba que muitas delas mostram a fachada, mas do lado de dentro.
O estádio ocupa uma importante área na região central, tendo sua entrada, na Rua Bernardino do Campos e sua lateral “murada” na Rua Altino Arantes.
No dia da nossa visita, a entrada principal estava fechada.
Uma mão por dentro do portão garante algumas imagens iniciais do campo!
Em busca de uma entrada, recorremos aos fundos do estádio, que além de ceder parte de sua área para operárioa de uma obra próxima, também se encontrava fechada…
Até deu pra fazer mais algumas fotos ali, mas ainda não nos permitia a entrada…
Pelo menos dava pra ver que o gramado estava bem conservado, ainda que sem suas demarcações em cal.
Uma rápida olhada no mapa do local, ofereceu mais uma opção…
Essa entrada lateral era numa rua sem saída que terminava quase dentro do estádio, mas que também possuia um muro e um portão, ambos fechados.
Alguns vizinhos ao me ver observando o portão fechado disseram que quando querem jogar bola é por ali que entram.
Mensagem captada, amigos vizinhos! Lá vamos nós pra dentro do Estádio!
Aí sim, deu pra registrar como gostamos de fazer: as três fotos do campo… Seu gol da esquerda:
O meio campo:
E o gol da direita:
Além de um registro frente ao campo e com um espaço minimamente coberto que serve de recordação para a linda arquibancada coberta, toda de madeira que foi destruída em um incêndio, décadas atrás.
Pelo que eu entendi a arquibancada era exatamente acima desse espaço.
Depois de tantas voltas, era hora de seguir com o rolê pela cidade, pois ainda existia um verdadeiro templo do futebol a ser visitado, o Estádio Municipal Doutor José Sidney da Cunha, que ficava não muito longe dali (até porque a cidade não é muito grande) e que serve de casa para um verdadeiro patrimônio da atual Série B do Campeonato Paulista (o equivalente ao quarto nível do futebol): o EloSport Capão Bonito!
Talvez muitos nem reconheçam o distintivo acima, porque ele é relativamente novo, o tradicional usado sempre foi esse abaixo, que já trazia a “corrente”, simbolizando a união que o time tem como principal filosofia:
O time nasceu em 10 de maio de 1993, finalmente abandonando o tricolor que marcara por tantas décadas o futebol da cidade, adotando o azul e verde como cores oficiais.
Seu apelido, e consequentemente mascote é o “Galo do Sul“.
No início de sua trajetória, o time se limitou às competições amadoras, sendo campeão da Liga de Tatuí e da Liga de Sorocaba, mas em 1997, era hora de levar novamente o nome da cidade ao futebol profissional e o Elosport foi disputar a Série B1B (equivalente na época à 5a divisão do futebol paulista).
O Elosport jogou a B1B até 2001, quando o futebol paulista passou por mudanças que acabaram a levar o time para a Série B3 (equivalente à Sexta Divisão), quando conquistou o acesso para jogar a Série B2 em 2002, terminando em 8o lugar:
Aqui as demais equipes que completaram aquele campeonato e suas respectivas colocações:
No ano seguinte, o time acabou rebaixado e licenciando-se do Campeonato Paulista, retornando apenas em 2007, já dentro de uma nova formulação do Campeonato, na Série B, equivalente à quarta divisão.
Infelizmente, sua história nessa divisão não teve grandes destaques. Desde 2012, curiosamente o time sempre fica a um passo da conquista da classificação para as próximas fases na maioria das edições. Veja como foi o grupo de 2012:
2013:
2014:
2015:
2016:
2017:
2018:
E desde 2019, tem ficado em último:
2020:
Como destaque, vale lembrar que o Elosport sagrou-se campeão do Sub-20 da 2ª Divisão em 2009.
Em 2010, a gente acompanhou um jogo deles (clique aqui e veja como foi):
Como disse anteriormente, o Elosport manda seus jogos no Estádio Dr José Sidney da Cunha, e lá fomos nós conhecê-lo:
O Estádio Municipal Doutor José Sidney da Cunha é administrado pelo Elosport, num sistema de comodato, por isso existe toda uma sinalização com o nome do time, como se fosse um estádio particular.
O time se define nas paredes do estádio, como o “Orgulho de Capão Bonito”.
Diz a lenda que um torcedor mirim mandou um desenho para o Jornal O Expresso chamando o time de “O Galo do Sul”. Aí teria surgido o mascote do time que também se faz presente no estádio.
Olha aí os bancos de reserva:
Nossa visita foi feita naquele típico dia de verão com calor e uma possível chuva se formando acima de nós…
Olha, eu confesso que só fiquei triste por não ter visto (ainda) um jogo do Elosport aí no estádio… Mas fica o orgulho de pelo menos ter conhecido de perto um campo que tantas vezes foi utilizado no futebol profissional.
Vamos dar uma olhada por dentro:
Aqui o gol do lado direito (e a chuva chegando):
O meio campo:
E o gol da esquerda:
Vale mais uma olhada, né?
A arquibancada que ajuda o estádio a ter uma capacidade para mais de 6 mil torcedores.
Não acredita? Olha aí:
Além da estrutura pro torcedor, o estádio possui uma boa área para a imprensa:
É arquibancada pra tudo que é lado…
E assim, dentro do campo, pisando na mesma grama que tantos atletas da série B pisaram esses últimos anos, encerramos nosso registro…
Aliás, encerramos também os rolês de 2020, que venha um 2021 com vacina para todos!
Feliz ano novo, irmãos e irmãs!
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O futebol em São Miguel Arcanjo
Ainda como parte do nosso role de fim de 2020, o ano marcado pelo COVID (escrevo na esperança de você estar lendo isso num momento em que diz “nossa, eu nem lembrava mais… Que bom que tudo passou”) demos uma rápida passada na cidade de São Miguel Arcanjo.
A cidade é considerada a capital da uva!
A origem da cidade vem das povoções que foram se estabalecendo pelos que iam de Sorocaba ao Sul do País, formando o antigo bairro da Fazenda Velha, na época parte de Itapetininga.
Logo, alguém decidiu construir uma capela, sob a proteção São Miguel Arcanjo, que viria a dar nome à cidade.
A cidade se desenvolveu graças ao cultivo e beneficiamento do algodão, que gerou muitas riquezas até que a segunda guerra mundial fez com que as exportações apresentassem grandes quedas.
O que fez São Miguel Arcanjo ser reconhecida e prosperar novamente foi sua produção de uvas, introduzidas na cidade por Massuto Fujiwara.
São Miguel Arcanjo foi elevado à categoria de município em 1889, desmembrando-se de Itapetininga e depois à cidade em 1908.
A cidade é sede do Parque Estadual Carlos Botelho.
Sua população é de cerca de 35 mil pessoas.
No momento desse rolê a viagem já tava rodando os 1.000 km…. É mole?
Mas além de uvas, parques e belezas naturais, a cidade tem seu nome eternizado na história do futebol paulista, porque em 1947 foi fundado o time do Esporte Clube São Miguel.
Duro foi achar o distintivo deles… Quem salvou foi o Blog Escudos Gino:
Após passar uma fase disputando as competições amadoras da região, o EC São Miguel disputou a 4a divisão do futebol paulista por 3 anos seguidos, de 1962 a 64.
O Blog “ACHEGAS À HISTÓRIA DE SÃO MIGUEL ARCANJO“, reuniu algumas fotos do time, e são um show de memória!
Aqui, não dá pra entender direito o contexto… Mas pode se ver três pessoas vestindo a camisa com a tradicional estrela do time!
Esse era o time juvenil de 1962:
E esse, o que teria jogado o profissional!
E lá fomos nós conhecer o Estádio Municipal Nestor Fogaça, a casa do EC São Miguel durante as competições!
Uma fachada bastante imponente, não?
Dá uma olhada:
Conseguimos adentrar ao estádio pra registrar sua parte interna:
Olha que linda a arquibancada, onde cabem cerca de 400 pessoas:
Esse é o gol do lado direito pra quem está olhando do outro lado da arquibancada:
Aqui o gol esquerdo:
E aqui o meio campo:
Olhando o meio campo estando na arquibancada:
Um estádio histórico que viu 3 edições da 4a divisão!!
Aqui a lateral do campo:
O grande centro das atenções: o gol!
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]]>O futebol em Paranapanema

Que tempos estranhos esses em que uma forma de vida tão pequena consegue modificar tanto a realidade do planeta…
2020 foi um ano com menos viagens e jogos, mas… tomando todos os cuidados possíveis e imagináveis, marcamos o fim de ano com um rolê rápido e muito mais simples do que imaginávamos há um ano atrás.
Visitamos estádios de 4 cidades: Capão Bonito, São Miguel Arcanjo, Avaré e Paranapanema.
Comecemos por essa pequena cidade de nome comprido: Paranapanema.

A cidade é conhecida como “a Princesa do Vale” e está há 256 km de São Paulo sendo a casa de pouco mais de 20 mil pessoas. Logo na entrada da cidade, uma estátua relembra uma das armas contra a difusão do coronavirus: a máscara!

A cidade é pequena, mas muito charmosa e cheia de cuidados que surpreendem.
Um exemplo é o Museu da Dona Guita, que guarda objetos, máquinas e lembranças relacionadas aos primeiros habitantes de Paranapanema, além de uma série de fotos antigas.
O lugar é muito bonito e fica na rua Manoel Domingues Leite a uma quadra da Praça da Matriz.

A cidade é toda muito arborizada, e tem escolas lindas!

O centro é fácil de achar, tem até uma placa indicando que você chegou até lá…

Olha aí como é o clima de uma das principais avenidas da cidade:

Não podia faltar a igreja matriz da cidade.

Além disso, ela é banhada pela represa Jurumirim, a maior represa do Estado de São Paulo. Tem até uma praia de água doce: a ilha do Sol, situada a 7 km da sede do município, às margens da Represa Jurumirim. Veja mais sobre a cidade em seu site oficial (é só clicar aqui…).

A cidade nunca teve grande história no futebol, mas em 31/12/1999, no distrito de Holambra II foi fundado o Clube Atlético Montenegro, a “Águia do Vale“.

Pela primeira, vez o município de Paranapanema teve uma equipe profissional na cidade, mas… Não foi dessa vez que a cidade pode receber um jogo profissional, pois o Estádio Municipal Professor Pedro Sanches não apresentou as condições necessárias para sediar as partidas do time.
Assim, a equipe alvinegra teve que buscar um outro local para mandar seus jogos na série B3 de 2001 (o equivalente ao sexto nível do futebol paulista) e o local escolhido foi o Estádio Dr. Paulo de Araújo Novaes, que pertence ao São Paulo FC de Avaré, e como estávamos perto da cidade fomos até lá, mas mais uma vez não consegui registrar a parte interna do Estádio… (já havíamos tentado registrá-lo em 2013 e em 2019).

Assim, o time jogou a série B3 em 2001, e terminou a primeira fase do campeonato em 3o lugar, no grupo B, garantindo sua classificação para a fase final e também o acesso à série B2, quando escrevi o post havia esta tabela na wikipedia:

Embora tenha sido eliminado nas quartas de final, o time acabou terminando em 4o lugar, e o Corinthians B seria o campeão. O leitor Júlio Cesar fez umas correções nos placares apresentados pela Wikipedia:

Com o acesso garantido, em 2002 o time fez sua estreia na Série B2 (o equivalente ao 5o nível do futebol paulista), mas por problemas administrativos acabou abandonando o torneio no fim do 1° turno, fazendo sua despedida contra o time da AD Guarujá, que venceu o esquadrão de Paranapanema por 2 x 1.
Depois dessa derrota, o time nunca mais retornou ao futebol profissional e acabou sumindo até mesmo de qualquer disputa amadora.
E não é que encontrei a imagem da camisa do time? O done delas é o amigo Frederico Carvalho Capacitor.


Mas… e quanto aos estádios de Paranapanema? Seguem por lá… E olha que não são poucos. Até estranhei ver uma placa que dizia “Estádios” (com “s” mesmo).
Começamos registrando o Estádio Municipal Edivaldo Rodrigues de Arruda (sim, mais um estádio com o sobrenome da Mari…por isso a primeira foto é dela!):

Pra você que quer usar a foto sem ninguém, aí está:

Ele fica logo na entrada da cidade, mas pelo visto, já foi deixado de lado há algum tempo. Estava lá… aberto…

Se está aberto… Vamos conhecer o que um dia foi o Estádio Municipal Edivaldo Rodrigues de Arruda.

Já na bilheteria uma certa esquizofrenia… uma suástica mal desenhada ao lado de um A de Anarquia…

Lá dentro… Uma triste visão…
É… O campo virou pasto…

Restos de obras amontoados no que um dia foi a lateral do campo.

O sistema de iluminação também segue por ali, como uma recordação de tempos passados.

Ali, onde ficava um dos gols, com a cidade ao fundo.

O que sobrou dos vestiários:


A arquibancada ainda segue por lá.

Agora, com os cupinzeiros, além do gado, também se pode ver muitos pássaros pelo campo.

Mesmo não tendo recebido nenhum jogo oficial pelas competições da Federação Paulista, o Estádio fez a alegria da população local.

E ainda faz a alegria desses aí, que estão se deliciando com uma grama verdinha!

Aqui, um olhar de traz do que eram os vestiários.

Mas… Como eu disse, a cidade manteve o futebol vivo com outros estádios. Aqui na foto do próprio site da Prefeitura vc pode ver que não faltam campos!

E assim, chegamos ao atual Estádio Municipal de Paranapiacaba, o Estádio Municipal Professor Pedro Sanchez que deveria ter recebido os jogos do CA Montenegro.

Aqui, pra quem quer uma foto do estádio sem a minha incomoda presença:

Infelizmente esse estava fechado 🙁
Mas deu pra fazer umas fotos da parte interna e conferir as belas e verdejantes arquibancadas locais!

Uma pena o Estádio não estar apto na época pra receber os jogos do profissional, porque atualmente ele parece muito acertadinho.

E assim, nos despedimos de mais uma aventura “interior afora”. Valeu, Paranapanema!

