A possível volta do Jaboticabal ao profissionalismo!

Brasão Jaboticabal

Após o Santo André ser eliminado da Copa do Brasil 2011 pelo Palmeiras e rebaixado para a série A2 do Campeonato Paulista, decidi escapar para o interior e tentar esquecer o lado triste do futebol.
Assim, lá fomos eu e a Mari pela estrada, ao nascer do sol…

E a ideia não podia ter sido melhor.
Dessa vez acompanhados do casal de amigos Tuca e Andra e da filhota Júlia, fomos até Olímpia curtir as Termas dos Laranjais (passeio que já havíamos feito, ano passado e que merecia repeteco).

Depois de “esfriar a cabeça nas águas quentes” do parque, consegui voltar a pensar em futebol e fomos dar um pulo na cidade de Jaboticabal, ali pertinho, pra comprovar se os boatos da volta do Jaboticabal Atlético, o “Jotão” eram reais.

Jaboticabal Atlético Clube

O Jaboticabal Atlético foi fundado em 30 de abril de 1911 e além de ter disputado diversas edições das categorias de acesso (foram 23 participações na série A2, entre 1956 e 1993, 16 na A3, entre 1955 e 2005 e 13 no quarto nível, a segunda divisão do Campeonato Paulista entre 1978 e 2012).

O time foi campeão da série A3 de 1990, e o amigo Rodolfo Stella conseguiu uma imagem de uma reportagem da época:

Jaboticabal Atlético

O Jotão foi ainda campeão do quarto nível do futebol paulista (na época chamado de “Segunda Divisão”) por 2 vezes, em 1989 (foto abaixo) e 1996.

Em 2002, o Jaboticabal foi vice campeão da Copa Futebol do Interior.

Encontrei ainda uma foto do time de 1957 na Gazeta Esportiva:

Olha o time de 1958:

Aqui, o time de 1961:

Jaboticabal Atlético 1961

Outra foto, sem a data:

Jaboticabal Atlético

Olha que linda foto do time em 1978:

Jaboticabal Atlético

Este o esquadrão de 1987:

Jaboticabal Atlético 1987

E olha o adesivo que encontramos espalhado pela cidade:

Jaboticabal Atlético - Jotão

Animados pela confirmação, fomos até o Estádio Doutor Robert Todd Locke, onde o Jaboticabal manda seus jogos.

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

Mais um templo do futebol registrado em nosso blog!
O estádio estava recebendo os últimos acabamentos (pintura, pequenas reformas) e está muito bonito, pronto pra série B do Campeonato Paulista. Até a bilheteria estava com cara de nova!

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

Aproveitamos as obras para entrar até o campo e conferir que está tudo ok para a série B!

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

Conhecemos um dos novos dirigentes do clube que nos mostrou uma visão bem bacana do trabalho que pretende realizar com o time, envolvendo-o muito mais com a população da cidade.

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

O Estádio tem capacidade para pouco mais de 10 mil pessoas, distribuídos pelo estádio, como se pode ver na”tosca” montagem que fiz:

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

O estádio tem arquibancadas nos quatro lados do campo.

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

E parece que novos patrocinadores e apoiadores estão pintando no clube, como o Frupic!

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

A cidade merecia ter o time de volta ao profissionalismo!

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

As antigas faixas, ainda amarradas nas grades sentiram saudades do calor e dos gritos da torcida.

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

O campo volta a ter vida!

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

E como pode se ver está tudo muito bonito!

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

Infelizmente, não conseguimos comprar a camisa do time, pois a loja ainda não está pronta. Vamos ver se mais pra frente conseguimos.

Jaboticabal Atlético - Estádio da Marechal - Estádio Dr Robert Todd Locke

Para maiores informações sobre o Jaboticabal, acesse o site: www.jaboticabalatletico.com.br.

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!

O Estádio Dr. Hercílio Luz, em Itajaí-SC

Ainda no final do ano passado (2010) tivemos a chance de fazer um rápido rolê pelo Sul. Após uma passada por Curitiba e Barra Velha, pegamos a BR, atravessamos os rios e fomos até Itajaí.

Tudo isso por 3 coisas.

1- Passar na loja Pink Bijou porque a Mari precisava comprar uma correntinha.

2- Almoçar num restaurante vegetariano que disseram que era muito bom! (é só ver na foto abaixo, o quanto eu comi).

E 3… Conhecer o Estádio do Marcílio Dias, time que eu sempre conheci de nome por ter um jogo de botão deles!

Assim, lá fomos nós conhecer mais um Estádio, desta vez, no sul do país.

O Estádio Dr. Hercílio Luz também é chamado de “Gigantão das Avenidas”, por estar situado num área central da cidade, em meio à várias Avenidas.
Aliás, o ponto é tão bom, que acaba servindo de estacionamento durante o dia.

A área do Estádio foi doada pelo Governo do Estado, pelo então governador Hercílio Luz, em 1921.
A inauguração foi um tanto excêntrica e ao invés de uma partida de futebol, foi feita por uma partida de xadrez com figuras vivas.

A primeira partida do Estádio foi entre Marcílio Dias Brasil de Tijucas. Os alambrados começaram a ser construídos em 1959, pelos própriostorcedores e diretores.

Vamos curtir um vídeo:

A arquibancada coberta foi levantada em 1957.

O sistema de iluminação foi instalado em 1964 e inaugurado em partida entre Marcílio Dias e Coritiba (1×0), numa noite de muito frio e neblina.

A arquibancada descoberta veio em 1979.

Em 1980, foi a vez das bancadas descobertas de traz do gol.

Com tantas obras, atualmente, a capacidade do estádio é de aproximadamente 12 mil pessoas.

A sede do clube está ali, abaixo da arquibancada coberta e é possível comprar camisas (infelizmente a viagem já tinha acabado com minhas reservas financeiras…), ou pelo menos ver os posteres dos times campeões do passado.

Como esse papo de “historiador de futebol” ou mesmo de “blogueiro alternativo” não cola, não consegui sequer ganhar uma revista do clube para mostrar maiores detalhes aqui.
Na hora eu até fiquei chateado (pô, fui de carro até lá, podiam ter dado uma força, né?), mas no fundo, faz sentido.
É assim que o clube se mantém.

Enfim, aí estivemos nós em mais um estádio desse mundo chamado futebol…

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

Paulínia FC 3×1 Grêmio Osasco (A3 / 2011)

O Santo André faz hoje seu primeiro jogo em casa com os portões abertos, mas como o jogo é só as 19h30, pela manhã, decidi acompanhar Paulínia x Grêmio Osasco.

Estava sem minha câmera e acabei fazendo fotos e vídeos no celular, por isso a má qualidade das imagens…

Infelizmente, no Brasil, a presença da torcida é diretamente ligada aos resultados em campo, e com os tropeços do time da casa em seu primeiro ano de A3, o Estádio Luis Perissinoto estava bem mais vazio do que de costume.

Em campo, após um gol e um bom começo, o Dino levou o empate e começava a dar a impressão que o time de Osasco iria complicar sua vida…

Estádio Luis Perissinoto - Paulínia

A TUP, como sempre, seguia apoiando e acreditando no time.

E fez bem. Já no início do segundo tempo, Edu Valinhos marcou o segundo gol para o time da casa, fazendo 2×1.

Estádio Luis Perissinoto - Paulínia

Mas a pressão do time de Osasco continuava, deixando apreensivos os torcedores e jogadores locais.

Estádio Luis Perissinoto - Paulínia

A pressão do time rubro verde, o Grêmio Osasco animava sua torcida que compareceu até Paulínia para apoiar seu time.

O pessoal da Nação Osasquense estava lá!

Estádio Luis Perissinoto - Paulínia

Não fiz outras fotos da torcida visitante porque eles gentilmente pediram que não fossem fotografados.

Dayvid, do Paulínia fechou o placar em 3×1 para o time da casa, acabando com as esperanças do Osasco.

Fomos embora rápido para Santo André, para acompanhar o Ramalhão.

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

]]>

105- Camisa do São Caetano

A 105ª camisa do nosso blog é uma prova de que não deixamos a rivalidade falar mais alto que nossa relação com o futebol. Mesmo sendo torcedores do Santo André, falaremos hoje sobre nossa camisa da Associação Desportiva São Caetano, da cidade homônima, da região do Grande ABC.

A cidade de São Caetano sempre teve bons times, como o São Caetano Esporte Clube (cujo campo fica às margens do Tamanduateí, na Av. do Estado), e o Saad, que rivalizou com os grandes clubes de SP por muitos anos. Mas existia a necessidade de um time que fosse tido como da cidade. Assim, conforme canta o seu hino, o time foi fundado em 4 de dezembro de 1989 por um grupo de apaixonados pelo futebol, entre eles a família Tortorello, lembrando que Luiz Tortorello era o prefeito da cidade. O time se filiou à Federação utilizando o nome da Sociedade Esportiva Recreativa União Jabaquara. Somente depois de filiado, o nome do time mudou para Associação Desportiva São Caetano.

A “pré história” do São Caetano

O primeiro jogo do time foi em 1990, pela então quarta divisão, contra o Comercial de Registro (1 x 1).

O atacante Taloni foi o autor do primeiro gol oficial da história do time. Neste ano o clube teve uma passagem folclórica. No jogo contra o Vila das Palmeiras, em Guarulhos, marcado para as 15hs, o ônibus do time quebrou e faltando pouco mais de meia hora pro jogo, o jeito foi apelar e parar táxis e torcedores do São Caetano para levar o time até o estádio. Os reservas só conseguiram entrar em campo depois de iniciado o jogo. Ainda assim, o time conseguiu sair com um emapte em 0x0. O técnico dessa época era José Gazeto, o Zelão.

As primeiras conquistas e os craques

Em 1991, em seu segundo ano de disputa, a A.D. São Caetano conquistou o Campeonato Paulista da Terceira Divisão de 1991, subindo para a Série A-2, com o time: Serginho, Cacá, Daniel Bebedouro, Luiz Pereira e Wladimir. Tião Rocha, Livio e Paulinho Kobaiashi. Osmir, Agnaldo e Serginho Chulapa. Para quem não lembra desta camisa, o Frisco (torcedor das antigas do time) me mandou essa foto: O time permaneceu na A2 até 1994, quando enfim voltou para a série A3.

O recomeço

Apenas em 1998, o time conseguiu conquistar novo acesso à série A2, ao ser campeão, batendo o Taubaté, na final. Lembro me que nas arquibancadas do Bruno José Daniel (Estádio do Santo André), o resultado foi comemorado por vários torcedores andreenses. Naquele ano, o time também ainda teria grata surpresa ao disputar a Série C do Campeonato Brasileiro e conquistar o vice campeonato, subindo para a série B, junto do Avaí. Em 1999, o time fez uma boa primeira fase pegando o Santa Cruz como adversário no mata mata. Naquele ano, existia a possibilidade de até 3 partidas para definição do classificado, e assim foi o caso desse confronto. Após a vitória por 1×0 do Santa Cruz, em Pernambuco, foram mais duas partidas em São Caetano. É louco lembar, mas eu fui nesse dois jogos. No primeiro, um jogo incrível, com vitória do time do ABC (vale apena rever como era o Estádio antigamente):

 

No segundo jogo, eu não consegui entrar por falta de ingressos, e o São Caetano acabou eliminado.

O pequeno gigante!

Em 2000, finalmente o clube consegue o acesso à série A1 do Campeonato Paulista, após vencer o Etti Jundiaí, na final. Devido às mudanças ocorridas no futebol brasileiro, no ano 2000, tivemos a polêmica Copa João Havelange, que permitiu um enfrentamento entre times das três divisões nacionais, no mata-mata final.

Após se classificar na primeira fase, o São Caetano enfrentou no mata-mata, o Fluminense.

O primeiro jogo acabou num fantástico empate 3×3, no Palestra Itália.

No jogo de volta, jogando frente a 70 mil torcedores rivais, o time venceu com um golaço de Adhemar, um dos maiores ídolos do clube até hoje.

Na sequência, o São Caetano ainda iria derrubar Palmeiras e Grêmio, chegando à final contra o Vasco. No primeiro jogo, um 1X1, em São Paulo. O segundo ficaria marcado por uma tragédia, causada pelo excesso de público que fez ruir parte das arquibancadas do estádio do Vasco, provocando a interrupção da partida. Assim, um jogo decisivo foi realizado no Maracanã, com vitória de 3 x 1 para o Vasco. Mesmo assim, o São Caetano saiu como o “campeão moral”e ganhou o direito de disputar a Primeira Divisão do Brasileiro e a Libertadores de 2001. No Brasileirão de 2001 mais uma vez chegou à final, desta vez contra o Atlético-PR.

Já na Libertadores, passou da primeira fase, mas acabou desclassificado pelo Palmeiras. De volta à competição, no ano seguinte, chegou à final contra o Olímpia, do Paraguai,  mas após vencer por 1×0, em pleno Defensores Del Chaco, viu o título ir embora após perder por 2×1 no tempo normal e 4 x 2, nos penaltys.

Em 2003, voltou a ficar entre os 4 primeiros do Brasileirão classificando-se mais uma vez para a Libertadores, e desta vez parou no Boca Juniors, em uma disputado por penaltys, em La Bombonera, após 2 empates.

Lágrimas de amor e de dor

2004 trouxe um título importante ao time. Tendo Muricy Ramalho como técnico, o São Caetano foi campeão paulista. Mas a felicidade da conquista seria duramente abalada pelo fato mais triste da história do São Caetano. Em outubro de 2004, num jogo contra o São Paulo, pelo Brasileirão, o zagueiro Serginho faleceu em campo, vítima de uma parada cardíaca. Um momento que abalou jogadores e torcedores de todos os clubes do Brasil.

Fase difícil

Em 2005, o time passaria desapercebido pelo Paulistão, Copa do Brasil e no Brasileirão escapou do rebaixamento na última rodada. Entretanto , em 2006 não teve jeito e o São Caetano que encantara o público brasileiro caia para a Série B. Em 2007, a chegada de Dorival Junior deu ânimo ao time que chegou a final do Campeonato Paulista, perdendo o título para o Santos, entratanto, na série B, o time ficaria apenas em décimo lugar. De lá pra cá, o clube vem tentando se reerguer e voltar a ser o time que surpreendeu a todos. Interessante ver a lista de grandes treinadores que passaram pelo time: Oswaldo Alvarez (Vadão), Pintado, Paulo Comelli, Dorival Júnior, Hélio dos Anjos, Emerson Leão, Muricy Ramalho, Nelsinho Baptista, Tite e Jair Picerni. Além disso, o time conseguiu formar uma geração que marcou a memória de muitos torcedores, formada por jogadores como Claudecir, Japinha, Silvio Luis, Adhemar, Serginho, Dininho, Adãozinho, Esquerdinha, Magrão, entre outros. Algumas boas histórias podem ser lidas na seção “Artigos”, do site www.jaymetortorello.com.br . O mascote do time é o pássaro Azulão: O time manda seus jogos no Estádio Anacleto Campanella:

O site oficial do time é www.adsaocaetano.com.br , mas existem alguns bons blogs sobre a equipe:   http://paixaocaetanista.blogspot.com/ , http://saocaetanototal.blogspot.com/ e http://comando-azul-1995.blogspot.com/, este da torcida organizada Comando Azul:

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!

]]>

103 – Camisa do Vélez Sársfield

Dando sequência às camisas, vale ressaltar que existem duas “escolas” que eu admiro muito no futebol mundial. Uma é o futebol do interior paulista, a outra o bom e pegado futebol argentino e é de lá que vem a 103ª camisa do blog. A camisa pertence ao Club Atlético Vélez Sársfield.Consegui a camisa no carnaval de 2010, quando fomos assistir Vélez x Independiente (veja aqui como foi). O início do clube data-se de 1910, o nome é uma homenagem a um jurista argentino. Como a maioria dos clubes humildes, seu primeiro uniforme foram camisetas brancas, por serem as mais baratas, logo foram substituídas pelas camisetas azul-marinho e calções brancos. Na foto abaixo, o time de 1911: Em 1913 foi a vez da camiseta “tricolor” (listras verticais em vermelho, branco e verde). O Vélez conseguiu seu primeiro acesso à principal divisão do futebol argentino, em 1919. O time de 1931:

O uniforme com o “V” azulado surgiu por uma questão do destino. Um time de rugby havia pedido para confeccionar as camisas, mas acabou desistindo e a diretoria do Vélez os adquiriu por um bom preço. Nascia ali uma forte marca do futebol argentino. Em 1940, o Vélez sofreu seu primeiro descenso de divisão o que desencadeou uma crise, obrigando o time a vender o Estádio Fortin. Somente em 1943, o time voltou para a primeira divisão, levantando um novo estádio. Em 1953, veio a maior campanha do time até aquele momento, o vice-campeonato da primeira divisão, com o time:

Mas só na década de 60 viria o primeiro título do time, mais precisamente em 1968, com direito a uma goleada de 2 dígitos sobre o Huracán de Bahia Blanca (11 x 0).

Graças à realização da Copa do Mundo de 1978, na Argentina, o Vélez teve o estádio de Liniers, remodelado, ganhando novas arquibancadas e tendo assim sua capacidade ampliada. O “Nuevo Fortín”  agora tinha capacidade para 50 mil hinchas.

Em 1993, mais uma glória para o Vélez, a conquista do Campeonato Clausura , dando ao time o direito de disputar a Libertadores da América do ano seguinte.

Esse time ficou bem conhecido pelo público brasileiro por ter ganho a Libertadores em cima do São Paulo, em pleno Morumbi.

Foi marcante, principalmente por terem caído logo de  cara num grupo díficil com o rival local, Boca Juniors, além de Palmeiras e Cruzeiro. Depois passaria pelo Defensor do Uruguai, Minervén da Venezuela e Junior Barranquilla da Colômbia.

O herói do time, nessa época e que marcaria época pelo time, era o goleiro paraguaio Chilavert.

Com a conquista, o Vélez alcançou o sonho para  enfrentar o Milan, em Tóquio, colocando frente a frente o time do bairro contra os italianos globais. O resultado você confere abaixo:

No ano segunte, mais um Campeonato Apertura, seu terceiro título nacional e mais uma conquista internacional, a Copa Interamericana, de 1995.

Em 1996, veio o bicampeonato do Apertura e a conquista da Supercopa, vencendo o Cruzeiro, na final.

Em 1997, o Vélez mostrava que os anos 90 seriam mesmo inesquecíveis ao vencer a Recopa Sul-americana contra o River.

Em 1998, mais um Torneio Clausura, com o time:

A década de 2000 começou difícil. Demorou até 2005 para um novo título.

Em 2009, outro Clausura, garantindo o time na Libertadores 2010.

Sobre a hinchada, vale a pena ver esse vídeo, mostrando porque são hoje considerados uma das maiores torcidas argentinas.

Há também um interessante blog guardando a memória do time. Veja: http://www.muyvelez.com.ar/ Como curiosidade, vale citar que Che Guevara chegou a ser titular no time de juniores do clube. O site oficial do time é http://www.velezsarsfield.com.ar

Apoie o time da sua área!

]]>

100- Camisa do Garotos Podres

Enfim, a centésima camisa.
E para comemorar, tinha que ser uma especial, que fizesse a diferença na minha vida e me motivasse a continuar o trabalho com o blog.
Assim, apresento a camisa do Garotos Podres, time do qual faço parte e ajudei a formar em1995.

Pra mim, o time representa a essência do futebol que sempre sonhei: união, atitude, amizade, família, ética…
Tantos valores que aprendemos ou reforçamos em campo e que acabamos levando para a vida.

O Garotos Podres (óbvia referência à banda punk/Oi! do grande ABC) nasceu em julho de 1995, na cidade de Itanhaém.

Diferente da maior parte dos times, nascemos da dor da derrota e não da alegria das vitórias, numa tarde chuvosa, após levarmos um 3×0 de um time de “boleiros” numa partida de futebol de salão.

Nascia ali, no futebol de salão o “Garotos Podres”, com Léo, Rodrigo, Caio Tâmbara, Bruno Milani e eu.

Naquele ano disputamos nosso primeiro campeonato, ainda com uniformes emprestados.

Jogamos contra a AABB Santo André e após um primeiro tempo incrível (2×2) perdemos o jogo por 10×2 e aprendemos o quanto valia um banco de reservas.

No ano seguinte, nosso primeiro jogo de uniformes oficiais valeu um convite à diretoria do Satélite E.C. para um amistoso de estreia.

Aproveitamos o amistoso para estreiar também dois novos atletas, Gustavo e meu irmão Murilo. Murilo mostraria a essência do time em menos de 10 segundos, após a saída do time adversário ele apresentaria como cartão de visita um “pé alto” na altura do peito do atleta e presidente do clube “Carelli”.  A partir de então, faríamos uma série de jogos não oficiais e participaríamos anualmente dos Campeonatos Maio Soçaite e Primavera Salão, organizados pelo Satétile.

Engraçado que havia um jogador chamado Flávio que disputava a maioria dos jogos mas nunca os campeonatos.

Com esse elenco conquistamos nosso primeiro troféu (de terceiro lugar) no campeonato de futebol de salão do Satélite Esporte Clube, de 1997:

Olha aí o troféu:

Em 1998, sofremos a primeira baixa, nosso goleiro Léo deixaria o time. Em seu lugar, eu e Bruno iríamos revezar no gol. No sacrifício, Bruno marcaria época quebrando o braço durante um jogo. Chegariam também dois atletas o jovem e promissor Edu (irmão do Rodrigo) e o Marcel (meu irmão) para ajudar a compor a nossa defesa. Surgia também um novo jogo de uniformes com uma tonalidade de verde mais clara, em homenagem à seleção da África do Sul.

Este uniforme foi rapidamente abandonado pois sua gola enforcava os atletas com problemas de peso. O uniforme seguinte também foi problemático e polêmico. Devido à sua cor (todo preto com uma faixa verde na lateral) chegava a quase 50 graus nos jogos em dias de sol, como na foto abaixo, em 2000:

No fim do ano, chegariam Júnior “Português” e Caio Pompeu, primeira contratação vinda de um outro time, o “Oposição Futebol Clube“. Mesmo sendo um time entre amigos, gostávamos de dar um ar de seriedade nas decisões e praticamente paramos o clube ao anunciar a contratação oficial de Júnior, que lembra alguns detalhes dessa época:

“Eu ja fazia parte da “turma”dos temidos e respeitados Garotos Podres, andava para cima e para baixo com o pessoal e já disputava as peladas não oficiais, porém oficialmente eu ainda não fazia parte do time e isso era extremamente frustrante. Foi no Carnaval de 2000, que fui oficialmente anunciado e lembro que encarei um ritual de passagem com direito à inúmeras pancadas. Era o jeito do time dizer bem vindo”.

Abaixo, o time que disputou o cmapeonato de Soçaite, em 2003. 

Após a fratura do braço de Bruno Milani, assumi a posição de guarda metas e disputei o campeonato de 2004 no gol.

No segundo semestre, muitas novidades. Cláudio “Pitbull”, um atacante com fome de gol e o goleiro Douglão “a muralha negra”, renovaram o time, que perdera atletas para os estudos, namoradas e trabalhos. Como já era tradicional, a mudança pedia um novo jogo de uniformes. Criamos então a camisa branca (chega de calor) com a faixa transversal verde, uma das mais bonitas da história do time.

Foi com ela que disputamos os campeonatos de 2005.

Mas, a verdade é que a nossa realidade ia da glória aos desastres.
Isso porque nossa garra sempre nos orgulhava em campo, mas muitas vezes não era suficiente para impedir de sofrermos goleadas.
E foi para acabar com isso que contratamos John, nosso primeiro e único técnico, que é o foco de todos na foto abaixo, com exceção de Bruno Milani, eterno rebelde que seguia a olhar para o outro lado.

Esse foi o auge técnico do time, com direitos a treinos mensais. A consequência foi uma deliciosa vitórias sobre nosso eterno rival, o Califórnia F.C. por 4×0.

Esse time ficaria em 4º lugar em um campeonato bastante disputado!

Ah, além do trabalho em campo ou quadra, buscamos inovar também nas arquibancadas e fomos um dos primeiros times a paralisar o campeonato por vandalismo. As “Podretes” que sempre apoiaram o time desta vez encheram a quadra de fumaça verde. Um outro ponto forte da torcida é o bandeirão confeccionado pela “Nona” do Bruno e que esteve presente em vários jogos e atualmente se encontra perdido…

Mas sempre nos portamos com o respeito exigido pelo esporte e mais que isso, como uma família, composta por pessoas diferentes uma das outras, mas unidas por um mesmo ideal. Na foto abaixo, dá para ver como uníamos a agilidade de Bruno Milani com a força física de Murilão (o primeiro agachado à esquerda).

No final de 2005, um de nossos mais antigo atletas, Gustavo (o primeiro à esquerda, na foto abaixo) mudou-se para a Austrália para estudar inglês.

Para diminuir a perda, agregamos o já bastante amigo Igor assim como os gêmeos Paulo e João e os irmãos “fumetinhas” (Danilo, Felipe e Douglas). Foi aí que começamos a disputar a liga do Batalha.

Animados com tantos compromissos, desenvolvemos um uniforme homenageando o nosso jogo de camisas original (essa camisa é a que está no início do post).

Entretanto, as coisas acabaram se esfriando em 2007 e o time quase não teve jogadores suficiente para a disputa dos campeonatos.

2008 e 2009 trouxeram a maior crise ao nosso time. Não jogamos nenhum campeonato oficial.

Ainda assim, nos reencontramos fora das quadras e campos para celebrar o que de melhor o futebol nos trouxe, a amizade!

E para quem achava que a história do time acabaria por aí, veio o desafio, reerguer o time em 2010 e novamente disputar alguns torneios.

Assim, encaramos o Campeonato de soçaite, em Maio (leia mais sobre isso aqui).

O hino do time explicita o sentimento de cada atleta:

“Garotos Podres, um ideal
como esse time não há igual
Garotos Podres, avante, avante!
Raça do gol ao centroavante

Sim somos Podres, é o que somos e não vamos nos mudar
Vencer não é fácil, mas os Podres sempre irão acreditar

Avante, avante… Nossos heróis
Jamais desistam, façam por nós
Levando ao jogo, sua energia
Garotos Podres, minha alegria

Ouço a torcida, sempre a cantar
“A raça podre muito irá nos orgulhar”
Agora cante, você também
E seja Podre pro seu próprio bem.

Podres, gol!

Agora resta saber o que o futuro nos aguarda…

Odeia os dirigentes do seu time?
Monte seu próprio time!

Rolê boleiro pelo Rio Grande do Sul – parte 1

Dia 1º de novembro, além de véspera de feriado foi meu aniversário e para comemorar, fui até Porto Alegre com a Mari e meus pais.

Logo no aeroporto encontrei o Leonardo, torcedor do Grêmio e que de vez em quando acompanha o blog, voltando do Maracanã onde seu time perdera pro Fluminense na noite anterior.

torcedor do Grêmio

Claro que a viagem foi para conhecer a região e sua cultura, o que inclui visitar alguns estádios de Porto Alegre e de outras cidades mais ou menos próximas.

Aliás, mais do que estádios, aproveitei para conhecer pessoalmente o PUB do “Brechó do Futebol”.

brechó do futebol

O lugar tem um bar no térreo e uma lojinha com vááááárias camisas no andar de cima.

brechó do futebol

As paredes cobertas com fotos, posters, lembranças e tudo o que for ligado ao futebol.

brechó do futebol

Fiz uma mini entrevista com o Carlinhos, vê aí:

O lugar é único! Para quem gosta de futebol, deveria ser parada obrigatória ao visitar Porto Alegre.

O endereço é Rua Coronel Fernando Machado, 1188 ali no centro da cidade.

Maiores informações, visite o site dos caras: www.brechodofutebol.blogspot.com

Como tem muitas fotos, vou postar um estádio de cada vez, assim, aguardem uma semana cheia de informações sobre o futebol gaúcho!!!

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

]]>

O Estádio Maria Teresa Breda em Olímpia!

Olha aí o marcador do nosso Celtinha. Batemos a marca dos 100 mil kilometros rodados, boa parte deles em busca de histórias e fotos ligadas ao futebol. Dessa vez, a cidade visitada foi Olímpia.

O Estádio é o tradicionalíssimo Maria Teresa Breda, onde manda os jogos o time homônimo da cidade.

O estádio foi inaugurado em 1949, num jogo entre o Olímpia e Palmeiras, (resultado final 4 a 1 para o Palmeiras). As vezes eu penso que a maioria das pessoa nem se dá conta que um lugar como esses está ali, acompanhando a história das pessoas há mais de 60 anos…

Em 1989, uma reforma exigida pela Federação, fez com que o estádio tivesse sua capacidade aumentada para 15 mil torcedores, 11 anos depois, no ano 2000, novamente a Federação exigiu um aumentou de capacidade, desta vez para 20 mil lugares.

No dia da nossa visita, o Olímpia havia perdido momentos antes para o Santos, pelo Sub 20 de 2010, até batemos um papo com alguns atletas.

O Estádio tem um setor coberto bastante diferenciado e muito bonito.

E o Olímpia está dando bastante atenção ao sub-20, já que foi rebaixado para a série B de 2011, onde se joga praticamente com o time todo do sub-20.

E é assim que o futebol vai sobrevivendo em Olímpia e na maioria das cidades do interior paulista.

Série B (que na verdade é a 4a divisão do futebol estadual) e o campeonato paulista sub 20 é a realidade de boa parte das equipes que seguem enfrentando as dificuldades e se mantém na ativa.

O que importa é que o distintivo do time da sua cidade siga vivo, que o estádio siga sendo o palco de embates e encontros…

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

Frequente seu estádio!

98- Camisa do Votoraty

A 98ª camisa do blog me traz um sentimento especial. Pertence a um clube muito jovem, mas que infelizmente já foi extinto. Mesmo em sua curta existência, conseguiu mobilizar a torcida da cidade que defendeu, a bela Votorantim, ali pertinho de Sorocaba:

O time dono da camisa é o Votoraty Futebol Clube.

O Votoraty foi fundado em 2005 para que um local tão tradicional e importante na história do futebol brasileiro pudesse ter um time disputando as competições profissionais. A história do surgimento do futebol no Brasil é bastante diversificada, mas sabe-se que o time do Sport Club Savóia, fundado por italianos no início do século XX, dentro das indústrias texteis da região de Votorantim é um dos primeiros times de futebol do nosso país.

A cidade ainda contou com o Clube Atlético Votorantim (distintivo abaixo) formado pelos operários ingleses e por outros dois times, o Sport Club Germânia e o Sport Club Colonial.

O time foi fundado sob a influência das novas gestões esportivas, por um grupo de empresários da empresa Cascadura. Nascia o “Tigre de concreto”, o mascote do Votoraty.

Um ano depois, a equipe conseguiu o acesso a série A3 do Campeonato Paulista, com o time abaixo:

Nos dois anos seguintes a equipe bateu na trave e não conseguiu garantir o acesso para a série A2. Tamanho sucesso fez com que o clube fosse adquirido pela holding Manoel Leão S/A, sediada em Ribeirão Preto. E em 2009, com o caixa cheio, o clube montou um bom elenco, sob o comando do ex atleta Fernando Diniz. O resultado foi o título de campeão da série A3, com direito ao acesso à série A2. Ainda em 2009, o time conseguiu surpreender e conquistar também a Copa Paulista, vencendo o Paulista de Jundiaí. Nós estivemos lá, lembra? Veja aqui como foi. Vale a pena rever os gols do título que deu ao time a possibilidade de participar da Copa do Brasil do ano de 2010.

Em 2010, faltou pouco para o valente time chegar à série A1. O time encantava a cidade e a torcida aumentava a cada jogo. Mandava seus jogos no Estádio Domenico Paolo Metidieri, com capacidade para pouco mais de 10 mil torcedores. Chegava a hora de estreiar numa competição nacional, a Copa do Brasil. Seu primeiro jogo foi contra o Treze-PB e um 4×0, em Votorantim mostrou que o Tigre não entrou pra brincadeira. No jogo de volta, mesmo perdendo por 2×1 garantiu sua classificação para a segunda fase. O jogo seguinte seria contra nada mais nada menos que o Grêmio. O primeiro jogo foi sem dúvidas uma das partidas mais emocionantes que já fui. Não só pelo jogo em si, onde o Votoraty engrossou e vendeu caro uma derrota por 1×0, perdendo várias chances de empatar a partida. Mas mais do que o jogo em si, a cidade parou… Se mobilizou, fez surgir um orgulho em se viver em Votorantim, veio gente das cidades vizinhas, enfim… Foi o momento mágico do estádio. Nós também estivemos lá, nesse jogo especial, confira aqui. Infelizmente, o time foi eliminado no segundo jogo, no Olímpico ao perder por 3×0. Esse seria o último jogo da história grená. Em abril de 2010, o Votoraty se mudou para a cidade de Ribeirão Preto passando a se chamar Ribeirão Futebol Clube, acabando com o nome Votoraty e com a alegria dapopulação de Votorantim, carente de um time desde então. O Comercial ainda entraria para o mesmo grupo, ficando com a vaga da equipe na série A2 (o queabriu uma quinta vaga para s equipes da série B deste ano, preenchida pela Santacruzense). Aparentemente a saída se deu por falta de incentivo da Prefeitura. A torcida tentou reagir, mas não havia mais o que fazer. Em 2011, a cidade de Votorantim não terá uma equipe em nenhuma divisão do futebol paulista. E isso pode acontecer com você, como já aconteceu com tantos times (o mais recente, com o Guaratinguetá).

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!

Você é dono das suas ruas, do seu time, tome o poder!

]]>

Em busca do Estádio perdido em Monte Azul

No feriado de 12 de outubro tentei ver um jogo da Inter de Bebedouro, mas não consegui (veja aqui porque). Ao menos aproveitei para dar um rolê pelas cidade vizinhas e pude fotografar os estádios locais. Uma dessas cidades foi Monte Azul Paulista! É em Monte Azul que encontramos o “Ninho do Azulão” estádio que abrigou orgulhosamente o time da cidade em sua primeira disputa de primeira divisão paulista.

Aparentemente, sua capacidade de pouco mais de 11 mil torcedores pode parecer pequena, mas vale lembrar que a cidade tem população de 20 mil habitantes, o que fez com que o Atlético Monte Azul fosse o time da cidade com a menor população da primeira divisão.   Trata-se do Estádio Otacília Patrício Arroyo. Um estádio lindo! É uma pena que o time tenha sido rebaixado à A2… Esse é o lado de traz do Estádio, que simplesmente acaba numa área verde que dá um charme especial.

E olha que loca a estradinha que pode levar ao fundo do estádio (é o caminho dos visitantes!).

Ali perto fica a sede da Torcida Guerrilha Azul:

Para quem quer ver um pouco dos caras em ação:

 E para se ter uma ideia de como é o Estádio visto de cima, peguei essa foto do site do time (www.atleticomonteazul.com.br):

Aliás, essa é uma das camisas que estou buscando, caso alguém da diretoria queira apoiar e me enviar, entre em contato!

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

]]>