Dia 1º de novembro, além de véspera de feriado foi meu aniversário e para comemorar, fui até Porto Alegre com a Mari e meus pais.
Logo no aeroporto encontrei o Leonardo, torcedor do Grêmio e que de vez em quando acompanha o blog, voltando do Maracanã onde seu time perdera pro Fluminense na noite anterior.
Claro que a viagem foi para conhecer a região e sua cultura, o que inclui visitar alguns estádios de Porto Alegre e de outras cidades mais ou menos próximas.
Aliás, mais do que estádios, aproveitei para conhecer pessoalmente o PUB do “Brechó do Futebol”.
O lugar tem um bar no térreo e uma lojinha com vááááárias camisas no andar de cima.
As paredes cobertas com fotos, posters, lembranças e tudo o que for ligado ao futebol.
Fiz uma mini entrevista com o Carlinhos, vê aí:
O lugar é único! Para quem gosta de futebol, deveria ser parada obrigatória ao visitar Porto Alegre.
O endereço é Rua Coronel Fernando Machado, 1188 ali no centro da cidade.
Olha aí o marcador do nosso Celtinha. Batemos a marca dos 100 mil kilometros rodados, boa parte deles em busca de histórias e fotos ligadas ao futebol. Dessa vez, a cidade visitada foi Olímpia.
O Estádio é o tradicionalíssimo Maria Teresa Breda, onde manda os jogos o time homônimo da cidade.
O estádio foi inaugurado em 1949, num jogo entre o Olímpia e Palmeiras, (resultado final 4 a 1 para o Palmeiras). As vezes eu penso que a maioria das pessoa nem se dá conta que um lugar como esses está ali, acompanhando a história das pessoas há mais de 60 anos…
Em 1989, uma reforma exigida pela Federação, fez com que o estádio tivesse sua capacidade aumentada para 15 mil torcedores, 11 anos depois, no ano 2000, novamente a Federação exigiu um aumentou de capacidade, desta vez para 20 mil lugares.
No dia da nossa visita, o Olímpia havia perdido momentos antes para o Santos, pelo Sub 20 de 2010, até batemos um papo com alguns atletas.
O Estádio tem um setor coberto bastante diferenciado e muito bonito.
E o Olímpia está dando bastante atenção ao sub-20, já que foi rebaixado para a série B de 2011, onde se joga praticamente com o time todo do sub-20.
E é assim que o futebol vai sobrevivendo em Olímpia e na maioria das cidades do interior paulista.
Série B (que na verdade é a 4a divisão do futebol estadual) e o campeonato paulista sub 20 é a realidade de boa parte das equipes que seguem enfrentando as dificuldades e se mantém na ativa.
O que importa é que o distintivo do time da sua cidade siga vivo, que o estádio siga sendo o palco de embates e encontros…
A 98ª camisa do blog me traz um sentimento especial. Pertence a um clube muito jovem, mas que infelizmente já foi extinto.
Mesmo em sua curta existência, conseguiu mobilizar a torcida da cidade que defendeu, a bela Votorantim, ali pertinho de Sorocaba:
O time dono da camisa é o Votoraty Futebol Clube.
O Votoraty foi fundado em 2005 para que um local tão tradicional e importante na história do futebol brasileiro pudesse ter um time disputando as competições profissionais.
A história do surgimento do futebol no Brasil é bastante diversificada, mas sabe-se que o time do Sport Club Savóia, fundado por italianos no início do século XX, dentro das indústrias texteis da região de Votorantim é um dos primeiros times de futebol do nosso país.
A cidade ainda contou com o Clube Atlético Votorantim (distintivo abaixo) formado pelos operários ingleses e por outros dois times, o Sport Club Germânia e o Sport Club Colonial.
O time foi fundado sob a influência das novas gestões esportivas, por um grupo de empresários da empresa Cascadura.
Nascia o “Tigre de concreto”, o mascote do Votoraty.
Um ano depois, a equipe conseguiu o acesso a série A3 do Campeonato Paulista, com o time abaixo:
Nos dois anos seguintes a equipe bateu na trave e não conseguiu garantir o acesso para a série A2. Tamanho sucesso fez com que o clube fosse adquirido pela holding Manoel Leão S/A, sediada em Ribeirão Preto.
E em 2009, com o caixa cheio, o clube montou um bom elenco, sob o comando do ex atleta Fernando Diniz.
O resultado foi o título de campeão da série A3, com direito ao acesso à série A2.
Ainda em 2009, o time conseguiu surpreender e conquistar também a Copa Paulista, vencendo o Paulista de Jundiaí. Nós estivemos lá, lembra? Veja aqui como foi.
Vale a pena rever os gols do título que deu ao time a possibilidade de participar da Copa do Brasil do ano de 2010.
Em 2010, faltou pouco para o valente time chegar à série A1.
O time encantava a cidade e a torcida aumentava a cada jogo.
Mandava seus jogos no Estádio Domenico Paolo Metidieri, com capacidade para pouco mais de 10 mil torcedores.
Chegava a hora de estreiar numa competição nacional, a Copa do Brasil.
Seu primeiro jogo foi contra o Treze-PB e um 4×0, em Votorantim mostrou que o Tigre não entrou pra brincadeira. No jogo de volta, mesmo perdendo por 2×1 garantiu sua classificação para a segunda fase.
O jogo seguinte seria contra nada mais nada menos que o Grêmio.
O primeiro jogo foi sem dúvidas uma das partidas mais emocionantes que já fui. Não só pelo jogo em si, onde o Votoraty engrossou e vendeu caro uma derrota por 1×0, perdendo várias chances de empatar a partida.
Mas mais do que o jogo em si, a cidade parou… Se mobilizou, fez surgir um orgulho em se viver em Votorantim, veio gente das cidades vizinhas, enfim… Foi o momento mágico do estádio.
Nós também estivemos lá, nesse jogo especial, confira aqui.
Infelizmente, o time foi eliminado no segundo jogo, no Olímpico ao perder por 3×0.
Esse seria o último jogo da história grená.
Em abril de 2010, o Votoraty se mudou para a cidade de Ribeirão Preto passando a se chamar Ribeirão Futebol Clube, acabando com o nome Votoraty e com a alegria dapopulação de Votorantim, carente de um time desde então.
O Comercial ainda entraria para o mesmo grupo, ficando com a vaga da equipe na série A2 (o queabriu uma quinta vaga para s equipes da série B deste ano, preenchida pela Santacruzense).
Aparentemente a saída se deu por falta de incentivo da Prefeitura.
A torcida tentou reagir, mas não havia mais o que fazer.
Em 2011, a cidade de Votorantim não terá uma equipe em nenhuma divisão do futebol paulista.
E isso pode acontecer com você, como já aconteceu com tantos times (o mais recente, com o Guaratinguetá).
APOIE O TIME DA SUA CIDADE!
Você é dono das suas ruas, do seu time, tome o poder!
No feriado de 12 de outubro tentei ver um jogo da Inter de Bebedouro, mas não consegui (veja aqui porque). Ao menos aproveitei para dar um rolê pelas cidade vizinhas e pude fotografar os estádios locais. Uma dessas cidades foi Monte Azul Paulista! É em Monte Azul que encontramos o “Ninho do Azulão” estádio que abrigou orgulhosamente o time da cidade em sua primeira disputa de primeira divisão paulista.
Aparentemente, sua capacidade de pouco mais de 11 mil torcedores pode parecer pequena, mas vale lembrar que a cidade tem população de 20 mil habitantes, o que fez com que o Atlético Monte Azul fosse o time da cidade com a menor população da primeira divisão.
Trata-se do Estádio Otacília Patrício Arroyo. Um estádio lindo! É uma pena que o time tenha sido rebaixado à A2…
Esse é o lado de traz do Estádio, que simplesmente acaba numa área verde que dá um charme especial.
E olha que loca a estradinha que pode levar ao fundo do estádio (é o caminho dos visitantes!).
Ali perto fica a sede da Torcida Guerrilha Azul:
Para quem quer ver um pouco dos caras em ação:
E para se ter uma ideia de como é o Estádio visto de cima, peguei essa foto do site do time (www.atleticomonteazul.com.br):
Aliás, essa é uma das camisas que estou buscando, caso alguém da diretoria queira apoiar e me enviar, entre em contato!
Se tem um time que acompanhamos de perto em 2010 é o Paulínia! E com o acesso garantido não iríamos perder o jogo da festa! Nós e vários torcedores locais…
O jogo era contra o já desclassificado Primavera de Indaiatuba (que também assistimos por várias vezes esse ano…).
A série B de 2010 acabando… Mas a gente esteve lá, em mais um jogo!
O pessoal da TUP também estava lá apoiando!
E fazendo a festa em azul e amarelo…
Mas o torcedor comum da cidade também compareceu e ajudou a encher a arquibancada do estádio.
Em campo, mesmo sabendo da sua prévia classificação à série A3, graças à vaga aberta pelo Comercial (que disputará a A2 em 2011, no lugar do agora extinto Votoraty), o time de Paulínia FC foi pra cima do Primavera!
As crianças dos projetos de base do time também estiveram presente em bom número à festa!
Não demorou muito tempo para a torcida comemorar…
O Paulínia FC fazia 1×0 para a alegria da galera!
Contra o sempre quente estádio, o jeito foi apelar para um fantástico sorvete de creme, incrementando nossa tradicional seção “gastronomia de estádio”.
E quem achou que o jogo ia ficar morno, errou, o Dino manteve-se no ataque criando chances para aumentar o placar.
E assim, ainda no primeiro tempo veio o segundo gol…
Já no intervalo aproveitei para ouvir o pessoal da TUP sobre o acesso:
E no intervalo mais uma vez, a hora é do Dino aparecer e empolgar a galera, a Mari até saiu na foto com ele!
Ah, e também no intervalo eu conheci o editor do Blog do Paulinista, o jovem e talentoso Richard, que segue a linha do “Faça Você mesmo” e criou o blog para divulgar o time, parabéns Richard!!!
Bom, o jogo deu uma esfriada no segundo tempo e era só uma questão de tempo até o time carimbar seu passaporte para a A3, pela primeira vez. Ao torcedor, coube esperar..
Quando menos se percebeu, o jogo acabou. Paulínia 2×0 Primavera. Seja bem vindo, Dino, à 3a Divisão Paulista!
Nesse último rolê boleiro que fizemos no feriado, aproveitei para matar a saudade de um estádio que muito me fez chorar. Trata-se do Estádio Dr. Hudson Buck Ferreira, o campo onde a Matonense manda seus jogos.
O Estádio tem capacidade para 15 mil pessoas e marcou a minha vida no ano de 1997 quando a Matonense acabou no mesmo grupo final da série A2 que o Santo André. Ah, eles subiram, a gente não.
Confesso que demorou anos até eu perder a birra com o time, mas é óbvio que o respeito pelo futebol sempre fala mais alto e assim que tive a oportunidade fui fotografar o belo estádio, pertinho da entrada da cidade de Matão.
Fiz até um vídeo registrando nossa presença por lá!
Infelizmente, a Matonense anda em má fase e disputando as divisões de acesso do Paulista, uma pena para um estádio tão bonito.
Como reação, o time tem investido firme nas categorias de base, esperando em breve formar um time capaz de levar o nome da cidade à primeira divisão novamente.
E assim, como no final da década de 90, encher as arquibancadas do seu estádio…
Aliás, são várias as arquibancadas do estádio, como fica percebido nas fotos.
E tem espaço para quem como eu gosta de assistir aos jogos de perto…
Agradeço ao amigo, zelador do estádio que me acompanhou na visita!
Ainda em pleno feriadão, depois de um rolê pelas cachoeiras da Serra da Mantiqueira, fomos até a baixada para acompanhar a sequência da Série B do Paulistão. Antes do jogo, um breve rolê passando por 2 estádios de Santos, o Ulrico Mursa:
E a Vila Belmiro, cada dia mais bonita e com mais cara de cancha argentina. Destaque para a bela loja e para o museu que existe junto do estádio!
Mas o rolê do dia era na cidade vizinha, a primeira cidade oficializada pelos portugueses no Brasil: São Vicente!
O jogo, no Estádio Mansueto Pierotti, era contra a Inter de Bebedouro e depois de tantos dias de seca, a chuva que caia pela manhã ameaçava estragar a festa e espantar os convidados…
Para a nossa surpresa, além do grande número de carros parados próximos ao Estádio Mansueto Pierotti, havia até fila para a entrada! E a chuva começava a apertar…
Para quem acha que a gente não paga, taí mais R$10 gastos em ingressos! É a nossa parte para a manutenção do futebol!
Eu ainda não conhecia o Estádio Mansueto Pierotti, reinaugurado em 2002:
Chegamos a tempo de ver os times entrar em campo e cantar o hino nacional, uma obrigação que me incomoda. Pra mim, deveria se cantar o hino da cidade.
E lá estávamos nós, mais uma vez…
Esperávamos a chuva dar uma trégua, embaixo da marquise do Estádio, nos lamentando pela chegada da frente fria justo naquele momento…
Dentro do próprio Estádio Mansueto Pierotti estão os troféus do time, expostos aos torcedores.
O gramado estava um pouco sofrido, nem parecia que estávamos em uma época de seca. Mas, como já disse outras vezes, infelizmente as divisões de acesso não tem ajuda alguma para conseguir manter o bom estado dos campos, o negócio é jogar!
O pior é que naquele momento, a chuva que caía prejudicava ainda mais a grama…
Mas falando em chuva, ela não espantou ninguém, só fez com que aparecessem dezenas de guarda chuvas dando um aspecto único às arquibancadas do Estádio Mansueto Pierotti.
E o time do São Vicente nem de guarda chuva precisou. Entrou quente no jogo, exigindo atenção da defesa adversária atenção redobrada.
Mas nem com toda a atenção e esforço a zaga da Inter conseguiu impedir o primeiro gol do time local. Após um bate e rebate, Marquinhos fez o gol do São Vicente e foi pra galera! Festa nas arquibancadas do Estádio Mansueto Pierotti!!!
Festa dos guarda-chuvas também!!!
Lá do outro lado, um pequeno grupo vermelho se fez triste. Fui lá conferir se realmente eram torcedores do Inter.
A rapaziada compareceu em São Vicente enfrentando a distância e a chuva e ainda se deram bem… O time da Inter de Bebedouro empatou o jogo ainda no primeiro tempo…
O gol desanimou o time do São Vicente, que não conseguiu marcar o segundo gol.
Pra complicar o time do litoral a chuva acabou prejudicando o campo e atrapalhando a criação de novas jogadas.
A torcida incentivou o time o quanto deu, mas sentiu o peso do empate…
A rapaziada da Fúria Alvinegra também tentou empolgar o time, mas o time não reagiu…
E foi assim que o bom público assistiu o empate entre os dois times, por 1×1.
Muita gente reclamou do juiz, que teria “amarrado” o jogo…
De nada adiantaram os conselhos dos torcedores que ficam atrás do gol (tão legal quanto à Javari!).
Sem dúvida, foi um ótimo programa, mesmo tendo molhado as únicas blusas de frio que tínhamos levado…
Empatar em casa nunca é bom, principalmente nessa fase, sendo assim, o time do interior saiu bastante satisfeito com o ponto ganho e vai com moral pro jogo de quarta feira contra o Primavera, em Bebedouro.
A torcida do São Vicente fica na expectativa do time aprontar alguma contra o Velo Clube, lá em Rio Claro, num jogo duríssimo!
O Estádio Mansueto ficará no aguardo para a partida final do primeiro turno, contra o Primavera, com suas bandeiras e principalmente, com sua gente
Gente que usa orgulhosa a camisa do time, lembrando a importância da cidade para o nosso país.
Agradecemos aos amigos que conhecemos no jogo e esperamos rever a galera em breve!
Dali, ainda passamos pela tradicional “Ponte Pênsil”, até chegarmos ao nosso último destino…
A cidade possui um cenário incrível, com muita água por todos os lados (não, não é uma ilha hehehe) e é conhecida como a capital do… Lobisomem!!!
Mas a cidade também é conhecida pelas beleza de suas águas e cenários!
E água gelada da montanha é ideal, para quem como eu, andava com a cabeça quente de tanto trabalho. Esse é o “Tchibum“, uma atração a parte da “Cachoeira dos Pretos“, lugar onde passamos o dia:
É ali que nasce um dos rios mais famosos do interior:
Ah, e é onde fica a Cachoeira dos Pretos, com mais de 130 metros de queda:
A cachoeira tem diversos locais onde se pode entrar na água, tomar sol, enfim, se divertir como quiser…
O local próximo à Cachoeira oferece toda a estrutura necessária para um bom passeio.
Diversas opções de restaurantes atendem até aos vegetarianos como a gente!
Bom, depois de um dia todo de diversão na Cachoeira, fomos enfim conhecer o Estádio local!
Como Joanópolis não possui um time disputando os campeonatos profissionais da Federação Paulista, o Estádio é utilizado apenas para jogos das equipes da várzea.
Mesmo assim, possui um belo gramado e está situado junto ao “Complexo Esportivo Municipal Prefeito Nini Costa“, que inclui ainda um ginásio, cancha de bocha e outros espaços.
A modesta arquibancada guarda lugar para futuros sonhos de uma torcida que tem motivos de sobra para se orgulhar do lugar onde vive.
Fica aí mais um Estádio visitado por nós!
Abraços ao povo da cidade! Em breve posto a sequência desse rolê, em Atibaia!
All Boys (veja mais aqui), falarei sobre como foi meu reencontro com o querido time do Bairro Floresta!
Recordando… No último post, estávamos nós, os 4 patetas, em pleno Monumental de Nuñez, visitando o estádio.
Agora, havia chegado o final de semana e era hora de assistir a uma partida em La B, a segunda divisão do futebol argentino… Vamos nessa??
Nem bem chegamos e já vimos a festa feita pelos Albos! O bairro parou para o jogo!
O Estádio fica no coração de Floresta, um bairro que fica há 1 hora (de ônibus) do centro de BsAs.
Seu nome é Islas Malvinas e é cheio de grafites.
Recentemente passou por uma ampliação ganhando mais 10 mil lugares.
Assim, apresenta arquibancadas em todos os lados do campo.
Olhando desse ângulo (estamos atrás do gol), do lado direito ficam as barras do time, no lado esquerdo e onde estamos os “torcedores comuns” e atrás do outro gol, o pessoal da imprensa que veio cobrir o jogo.
Esse é um estádio especial, pois foi a primeira cancha argentina que conheci pessoalmente!
A Mari também gosta, porque Floresta é um bairro com uma cara de interior, lembrando até Cosmópolis!
Por coincidência, encontramos os amigos da banda “Tango 14” nas bancadas!
A barra “Peste blanca” além de muito barulho, também faz uma bonita festa visual, com trapos, faixas e centenas de bobinas de papel que são lançadas na entrada do time, em campo.
E os torcedores locais também participam da festa com seus trapos e cantos!
E mais uma vez, ficamos felizes em poder participar da história do futebol. Principalmente porque mesmo perdendo a partida por 1×0, o All Boys viria a subir para a primeira divisão.
Ah, um detalhe que merece explicação a parte. Na segunda divisão argentina, não é permitida a presença da torcida visitante. Assim, os torcedores mais malucos simplesmente ocupam (com vistas grossas de ambas diretorias) a parte que seria reservada à imprensa.
Assim, essa galera ali atrás do gol não é jornalista, nem nada, mas torcedores do Belgrano.
Como quase todas as torcidas fazem isso, geralmente não ocorrem maiores problemas de violência com essa galera. Aliás, mesmo com a derrota, a festa imperou pelo estádio naquela tarde de fevereiro.
Até os metaleiros do bairro compareceram!
Ah, como pode um jogo ser tão importante? O futebol une o bairro, a família…
Mesmo que em campo o jogo seja pegado!
Uma partida dessa oferece momentos eternamente guardados em nossas memórias. Mais do que ataques e defesas…
E quanta gente, hein?…
Já estávamos no fim de nossa temporada argentina, e no intervalo até sentamos um pouco pra descansar…
Ao fundo, uma singela homenagem da torcida a Pato Sgarra, torcedor símbolo do time, que faleceu em fevereiro de 2009.
Falando um pouco sobre o jogo, o All Boys esteve numa tarde inspirada, mas com más finalizações.
Foram várias chances perdidas.
E pra quem acha que é fácil jogar como visitante nos estádios portenhos…
Outra coisa que me agrada é estar ali próximo ao goleiro e ídolo Nicolas! O cara é gente boa e lembra aqueles jogadores antigos.
O jogo foi chegando ao fim e certa tristeza nos bateu. Eram os últimos dias em Buenos Aires e mais do que isso, muitos dias, semanas, meses até voltarmos a Floresta…
Mas, como diria o poeta…
Yo volverei a las calles…
Sei que mi barrio esperará…
A 80ª Camisa da coleção vem da praia. E de uma praia paulista, Caraguatatuba, destino comum a quem mora no interior ou mesmo na capital do estado.
O time dono da camisa é o Esporte Clube XV de Novembro de Caraguatatuba, que infelizmente está licenciado do Campeonato Paulista (ao menos quando escrevo este post, em 2010).
O detalhe é o número da camisa… “16”, relembrando o meu irmão Murilo, que jogava com esse número.
Consegui a camisa no próprio Estádio e parecia ser uma das últimas!
O XV de Caraguatatuba foi fundado em 18 de fevereiro de 1934, pelo espanhol Prudêncio Baeta, para disputar jogos do futebol amador, na cidade.
De 1940 a 1947 as atividades do XV ficam suspensas devido à II Guerra Mundial.
Em 1947, começa a segunda fase do XV.
O clube é reformado, ganha uma nova sede social, no local onde atualmente está a Galeria Santa Cruz.
O uniforme passa a ter as cores verde e branco, em homenagem ao Palmeiras.
Em 1953, o E.C. XV de Novembro passa a funcionar no bairro do Tatu, onde está até hoje.
O primeiro campo do time localizava-se onde é hoje o Banco do Brasil, no centro, em seguida mudaram para o local onde fica o Polo Cultural Adaly Coelho Passos, na Praça Cândido Motta.
Em 1967 ocorre a “catástrofe” em Caraguatatuba.
A cidade foi destruída por uma forte chuva que causou avalanche de pedras, árvores e lama dos morros Cruzeiro. Jaraguá, Jaraguazinho, próximos a cidade, sepultando vários habitantes.
O belo cenário da região se transformou em um grande cemitério. Falou-se em 500 mortos, oficialmente, mas as pessoas dizem que foram muitos mais…
Muitos corpos jamais foram encontrados, principalmente aqueles que foram arratados para o mar e impelidos pelas ondas para pontos bem distantes.
O Rio Santo Antônio, que corta a cidade alargou-se de 40 para 200 metros.
O campo do XV foi totalmente destruído…
Somente vinte anos depois, em 1987, o então presidente do clube, Irineu Mendes de Souza, reestruturou e profissionalizou o XV, levando o a disputar a quarta divisão do Paulista.
Aqui, o time de 1991, com o goleiro Negaça:
A partir daí, começou a disputar as divisões de acesso até que em 1993, devido a uma crise financeira, o clube deixou de disputar o Estadual.
Em 1994, o clube voltou a disputar o Campeonato Paulista da Série B-2 (na época a sexta divisão) e conquistou o acesso para a série B-1B.
No ano seguinte, mais um acesso, desta vez à série B1-A, vencendo o Palmeiras, de São João da Boa Vista, por 1 a 0.
Em 1996, o time surpreendeu ao perder a vaga para a Série A-3 nos minutos finais do jogo contra o Garça.
No ano seguinte, o XV de Caraguatatuba realizou uma grande campanha e chegou ao quadrangular final. Conquistou o vice-campeonato, subindo assim para a série A3 (terceira divisão).
Porém, o clube não conseguiu ampliar a capacidade de seu estádio para 10 mil lugares (como exige a Federação Paulista) e teve que voltar a disputar a Série B1-A.
Em 2005, o time ainda estava na sérieB1-A, e disputava os jogos com o elenco abaixo (retirado de um post do pessoal dos Jogos Perdidos):
Em 2006, a diretoria do XV mais uma vez licenciou o clube devido às dificuldades financeiras, fato que infelizmente persiste até os dias atuais.
Entretanto, a diretoria vem trabalhando em prol do clube, a começar pelas categorias menores, conforme conversamos na nossa visita ao Estádio, também conhecido como “Toca do Leão“.
Mesmo com tantas conquistas vimos poucos troféus, a explicação é que a sede do clube foi furtada 4 vezes, perdendo se troféus e arquivos .
Infelizmente, o time, assim como muitos outros times do interior paulista passa por uma situação bastante difícil e só conseguirá reabrir as portas para o profissionalismo com alguma parceria.