Fim de semana um pouco diferente dos últimos, retratados aqui no blog.
Depois de tantos jogos assistidos, foi hora de viver um pouco do lado de dentro do futebol, disputando um campeonato relâmpago, em Itanhaém, com o time Garotos Podres!
Com pouco mais de 15 dias, em pleno casamento de um dos atletas, foi feito o brinde da decisão… Iríamos voltar, depois de 2 anos parados…
C0mo todo bom time, antes de jogar, vale a pena lembrar algumas táticas…
No fundo, mais do que jogar, estávamos ali pra reverenciar uma história de amizade e união que nos uniu como time e amigos há mais de 15 anos.
Reverenciar não só os que ali estavam, mas também os que fazem parte dessa família e mesmo por um motivo ou por uma filha que acaba de nascer, não puderam ir.
Majestoso, imponente, um pouco exagerado, talvez, mas decisivo e matador. Esse é Bruno Milani, o camisa 10 dos Garotos Podres, outrora chamado de “Juninho”.
Jogar contra o Garotos Podres significa se envolver na fantasia do futebol. Significa esquecer tudo o que está fora do campo e mergulhar em todas as experiências que o futebol pode proporcionar entre duas equipes.
Lances disputados, levados a sério, mas sempre com total respeito aos adversários, no caso abaixo, o time da AABB de Três Pontas – MG.
Como nossos antigos goleiros não puderam comparecer, encarei o desafio de defender nossa meta e até que não me saí tão mal, perdemos o primeiro jogo por 1×0.
O primeiro jogo foi truncado e equilibradíssimo, com direito a muita reclamação…
O segundo jogo teve momentos de puro nervosismo, quando após sofrermos um gol irregular (a bola não havia entrado por completo) nosso meia “Júnior”, também conhecido por “Português” foi expulso por proferir palavras não apropriadas ao árbitro.
Jogando com um a menos, chegamos a empatar em 1×1, mas depois o cansaço falou mais alto e perdemos por 4×1.
Enquanto estava 2×1 para o adversário deu pra ouvir um garoto que assistia o jogo do lado de fora dizer “Meu, esse jogo tá parecendo Libertadores”.
Pronto… Já podíamos ir embora. Era só isso o que queria. Emoção…
Gracias futebol!
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A 78a Camisa da coleção vem da capital do Paraguai, Assunção, onde fica localizado, o belo Palácio Presidencial. É sem dúvida um dos muitos lugares onde ainda estaremos para conhecer a cultura futebolística local!
O time dono da camisa é o Club Olimpia, uma das primeiras agremiações de futebol do país, fundado em 25 de julho de 1902, por um grupo de jovens.
Na hora de decidir o nome, alguns queiram “Paraguay”, outros “Esparta”, mas a idéia vencedora foi sugestão do holandês William Paats, considerado o Charles Miller do futebol paraguaio.
A primeira camisa do time era toda negra, com o nome “Olimpia” em branco, no peito.
O clube já conquistou 38 títulos nacionais, além de vários títulos internacionais, que lhe renderam o apelido de “Rei de Copas“. Entretanto, atualmente não levanta um caneco nacional desde o ano 2000.
O time foi um dos fundadores da “Liga Paraguaya de fuútbol”, em 1906. Seis anos depois, em 1912 conquistou seu primeiro título nacional.
A partir da década de 50, o time conquistou grande domínio no futebol paraguaio.
Foi nessa década que se construiu o Estádio onde o time manda seus jogos, o Estádio Manuel Ferreira, nome do presidente da época.
Também conhecido como “El Bosque de Para Uno”, o estádio tem capacidade para cerca de 15 mil pessoas.
O Olimpia conseguiu um recorde ao vencer cinco campeonatos nacionais, entre 1956 e 1960, sendo que o de 1959, de maneira invicta.
Em 1960, o Olímpia disputou a final da primeira Libertadores de América, contra o Peñarol, conquistando o vice campeonato, com o time abaixo:
A década de 70 e 80 trouxeram os “anos dourados” do clube, graças às surpreendentes conquistas internacionais, e também por um novo recorde em campeonatos nacionais, com um hexacampeonato (de 1978 a 1983). A primeira conquista de Libertadores veio em 1979, quando também conquistou o título intercontinental. No fim dos anos 80, mais uma final de Libertadores,desta vez contra o Atlético Nacional, da Colômbia, que acabou derrotando a equipe paraguaia nos penaltys.
Coincidentemente, no ano seguint, os dois times se enfrentaram na semifinal, mas desta vez o vitorioso foi o Olimpia, que pela segunda vez sagrou-se campeão da Libertadores, dando lhe o direito de disputar com o Milan o título mundial, conquistado pelos italianos. Enquanto isso, mais um tetracampeonato nacional, entre 1997 e 2000.
Em 2002, no ano do seu centenário, mais uma glória internacional, a terceira Libertadores, vencida contra o São Caetano, nos penaltys: Seu maior rival é o Cerro Porteño. Outro detalhe fantástico, é que atualmente o Makanaki (ex jogador do Ramalhão) joga por lá e é um grande ídolo da torcida!
Se liga nele marcando um gol:
Para conhecer um pouco de sua torcida, recomendo o site www.labarradelao.com.py da sua principal barra. Mas só pelo vídeo abaixo da para se perceber que estamos falando de mais uma hinchada apaixonada!
O site do Olimpia é www.olimpia.com.py/
Por hora é isso!
Abraços!
A 74ª camisa do site pertence ao time da União Esportiva Funilense, da cidade de Cosmópolis, onde a Mari morava antes de vir pro ABC. Esse post se complementa com o post que escrevemos sobre o Cosmopolitano (veja aqui):
Foto do site da prefeitura
O time foi fundado em 1º de novembro (mesmo dia do meu aniversário) de 1933, sob o nome de o nome de União Funilense de Esportes e foi originado de três outros times que costumavam se enfrentar na Usina, entre eles o da colônia Botafogo.
Recentemente, ganhamos do Gabriel Uchida, uma segunda camisa:
O time passou a disputar os torneios amadores da chamada “Zona Funilense“, do qual sagrou-se campeã, em 1952, com o time abaixo:
E também em 1960:
Anos depois, o nome do time pasou a ser União Esportiva Funilense.
Jogou profissionalmente de 1978 até 1987, desde então, nunca mais voltou ao profissionalismo, atuando somente em partidas e torneios amadores da região.
Em 1978 fez sua estreia na Quinta Divisão Paulista, com o time:
Em 1979 montou um bom elenco, com o time abaixo:
Em 1980, o futebol paulista passou por uma reformulação e assim o clube começou a disputar a Terceira Divisão. A foto abaixo é do time que enfrentaria a A.A. Santarritense, pelo campeonato daquele ano.
Chegou a ser vice campeã da terceirona, em 1982, disputando o quadrangular final com Barra Bonita (Campeã), José Bonifácio e Palmeirinha. Naquele ano, somente o campeão tinha direito ao acesso para a série A2. O time vice campeão é este aqui:
Time de 1983:
Em 1985 fez uma boa campanha pela Terceirona. Na primeira fase teve os seguintes resultados:
Assim, o clube se classificou para a 2a fase, em terceiro lugar, junto do Itapira, Serra Negra e Guapira. Na segunda fase, ficou em último, com a campanha:
Em 1986, fez razoável campanha, tendo ficado em terceiro, mas só os dois primeiros se classificavam:
[27/Jul] Comercial (Tietê) 1×0 Funilense [3/Ago] Funilense 2×0 Estrela [10/Ago] Guarani Saltense 1×1 Funilense [24/Ago] Funilense 2×1 Itapira [31/Ago] União Bom Retiro 1×1 Funilense [7/Set] Funilense 2×0 Ararense [14/Set] Gazeta 1×0 Funilense [21/Set] Funilense 3×1 Iracemopolense [28/Set] Funilense 2×2 Comercial [5/Out] Estrela 2×0 Funilense [12/Out] Funilense 0x0 Guarani Saltense [26/Out] Itapira 0x0 Funilense [2/Nov] Funilense 5×1 União Bom Retiro [9/Nov] Ararense 1×2 Funilense [23/Nov] Funilense 2×1 Gazeta [26/Nov] Iracemopolense 1×1 FunilenseOs classificados foram o Gazeta (de Campinas) e o Comercial (de Tietê).
Em 1987, disputou seu último ano no Campeonato Paulista.
A Funilense mandou seus jogos no, já finado, Estádio Dr. Sergio Luís Coutinho Nogueira, fundado em 1978, e com capacidade para cerca de 500 torcedores. Estamos falando de um estádio único, acredite.
Estive por lá no começo do ano de 2010 para fazer umas fotos e é impressionante…
Pra começar, o estádio fica dentro da Usina Ester, fundada em nada mais, nada menos que… 1898!!
E ela funciona até hoje, aliás, da modesta arquibancada do estádio se vê a fumaça saindo pela chaminé…
No dia em que estivemos lá, a Funilense enfrentava um adversário de Campinas, em seu tradicional campo!
Dá um pouco de tristeza em ver as arquibancadas vazias e deixadas de lado, num local onde outrora tantos torcedores já devem ter estado…
O clima chega a ser sombrio, principalmente se você for lá de manhãzinha, e pegar a neblina que não deixa você ver nada a mais de alguns metros a sua frente…
Mas ao mesmo tempo assistir um jogo no Estádio da Funilense tem um aspecto nostálgico, de um tempo que infelizmente parece não voltar mais.
O Estádio é muito parecido com os tradicionais campos de várzea, onde praticamente não há espaço entre torcida e atletas.
Além disso, o campo fica numa localização única, entre a usina e muito verde.
Fica nosso agradecimento ao pessoal do time, ao Duzão e ao pessoal da The Wall, a confecção que me arrumou a camisa!
Só pra reforçar que ainda visitamos muitas outras vezes o Estádio da Funilense, como quando levamos os amigos Javi & Jose, torcedores da La U, do Chile para conhecer o local…
Infelizmente o estádio foi totalmente demolido em 2019….
APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!
Participe, interaja. O futebol da sua cidade é do tamanho do seu esforço…
Itapira, 11 de abril de 2010. Conforme prometido, fomos até Itapira acompanhar o último jogo da Sociedade Esportiva Itapirense pela série A3-2010.
Chegamos fácil no Estádio (fica bem perto da entrada da cidade), e os carros estacionados na rua mostravam que teríamos um bom público no jogo.
Também… Prometia ser um belo jogo! A Itapirense enfrentava o Taubaté e precisava de uma vitória para escapar do rebaixamento para a terrível e temível série B do Campeonato Paulista. O jogo seria no Estádio Municipal Coronel Francisco Vieira,
A torcida local aparentava estar chateada com a má campanha do clube neste ano, e pegou no pé dos jogadores da casa o tempo todo.
A raiva atingiu o limite quando o Burro da Central abriu o placar, num contra ataque, após uma sequência de bons lances mal aproveitados pelo ataque da Esportiva.
Mesmo assim, em meio às reclamações e cobranças, a torcida seguia apoiando e ajudando o time a pressionar o Taubaté!
É interessante como a torcida se identifica com o jogador Joel, zagueiro e capitão do time.
O Estádio já é de bom porte (cabem quase 5 mil pessoas), mas mesmo assim, já iniciou-se a construção de uma nova arquibancada atrás do gol.
O símbolo do time, e as cores vermelho e branco estão espalhados por todo o Estádio.
Ah, mais uma vez, enfrentamos um belo calor (jogo às 10hs tem disso…), e o jeito foi experimentar os sorvetes de Itapira!
O clima do estádio era muito bom, mesmo com a derrota. Como eu sempre digo, o futebol tem coisas muito mais importantes do que o resultado. É uma sensação única poder ver a cidade reunida em torno de um mesmo fato!
Muita gente que acompanha o time há bastante tempo estava lá pra ver o “Coelho” manter-se na A3.
Falando em Coelho, o pessoal da “Kueio Loko” também compareceu em peso e animou a festa!
Veio o intervalo e fomos conhecer o pessoal da diretoria e da imprensa do clube. Acabamos batendo um bom papo com o Humberto Butti (do excelente site www.esporteitapirense.com.br ) e até com o prefeito, que é sobrinho do Belini, o capitão da seleção de 1958, que enchia os olhos com sua garra em em campo!
Assim, o tempo passou rápido e quando vimos o segundo tempo já havia começado, e ali estavam os últimos 45 minutos do jogo, para a Itapirense marcar 2 gols, virar o jogo e manter-se na A3. E não é que logo de cara a Esportiva mandou 1×0 pra cima do Taubaté, colocando fogo no jogo!!!
E quando tudo parecia caminhar para um final feliz para a torcida de Itapira, o Taubaté mostrou porque ainda sonhava em ocupar a 8a vaga do G8. Gol do Taubaté… 1×1. A tristeza caiu como chuva na cabeça das pessoas que minutos antes tinham certeza na virada. Muitos se levantaram e começaram a deixar o Estádio, menosprezando qualquer reação do time da casa. A equipe 10 de esporte da 91,1 FM não podia acreditar.
O jogo ficou triste, sem graça, teve até cachorro entrando em campo, a torcida ficara quieta, como se aguardasse o passar do tempo para assumir a sentença proferida… A queda para a série B…
Foi quando poucos acreditavam, que o milagre começou… O pessoal do Kueio Loko, já tava quase dentro de campo, ali no alambrado e demorou até acreditar… Era penalty para a Itapirense… O goleiro foi expulso, um jogador da linha foi para o gol do Taubaté… E gol da Itapirense!
Eu e a Mari já registrávamos nossa presença em mais um estádio do interior paulista quando o improvável aconteceu… Nem lembrei de fotografar o que vivíamos… Não dava pra acreditar… Joel… aos 48 do segundo tempo, Joel, o herói da torcida fez o gol de desempate…
Gente chorando, gritando, pulando no alambrado… Foi o grande momento do ano. Nos despedimos com alegria pela festa da torcida local. Nos vemos pelos estádios….
Itapira, localizada há pouco mais de 150km da cidade de São Paulo, entre Mogi Mirim e Águas de Lindóia.
Desde o século XVIII já haviam moradores na região, mas foi no início do século XIX que se iniciou a colonização efetiva da cidade, tendo como data de fundação o dia 24 de outubro de 1820, quando foi derrubada a mata que deu lugar a uma igreja. Pra quem gosta de história, vale visitar virtualmente o Museu de Itapira e conferir uma série de fotos do séculio XIX:
Em 1858, tornou-se município, mas ainda com o nome de Penha do Rio do Peixe, alterado para Itapira em 1890 depois que o assassinato do delegado local por escravagistas maculou o nome com a expressão “o crime da Penha” (leia aqui matéria sobre o tema).
Itapira possui as qualidades necessárias para alavancar o desenvolvimento em todas as áreas, seja industrial, comercial, de prestação de serviços ou agricultura. Mas ainda assim mantém seu jeito de cidade do interior, preservando a mata e uma série de cachoeiras, ideal para prática de esportes radicais.
Possui também uma série de festas típicas legais, e conseguiu manter preservada um pouco de sua origem.
Itapira aparenta oferecer uma qualidade de vida muito boa. Mas não seria 100% se não tivesse um time e um estádio e é aí que entra a Sociedade Esportiva Itapirense!
Em breve eu vou falar mais do time (estou indo atrás da camisa, vamos ver se eu consigo), por hora vou falar do Estádio Municipal Coronel Francisco Vieira, que conheci num dia em que tentei assistir a um jogo contra o XV de Jaú, mas fui a tarde e o jogo havia sido de manhã…
Ao menos tirei umas fotos do entorno do Estádio…
Como estava fechado, o jeito foi fazer as fotos por meio das grades…
O Estádio, também chamado de Chico Vieira é onde a Sociedade Esportiva Itapirense manda seus jogos, atualmente pela série A-3 do Campeonato Paulista de Futebol.
Sua capacidade é de 4.285 torcedores. O estádio tem esse nome, pois foi o Coronel Francisco Vieira que cedeu as terras para sua construção.
Se tudo der certo, devemos ir ao último jogo da Itapirense pela A3 de 2010, valendo a permanência do time nessa série, se eu for, posto aqui as fotos do estádio “vivo”.
Páscoa de 2010!! Data de chocolate, diversão e… Rolê Boleiro, pra quem não vive sem FUTEBOL!
Aproveitamos o feriado e fomos até Poços de Caldas, para assistir ao jogo do Vulcão, pelo Módulo II do Campeonato Mineiro. Vulcão é o apelido do time Poços de Caldas Futebol Clube, já escrevemos sobre o time, clique aqui e relembre como foi!.
Antes de chegar lá, demos uma parada em Cosmópolis (terra natal da Mari) e depois, em Águas da Prata (também já escrevemos sobre o Estádio da cidade, clique aqui para lembrar!).
O detalhe é que na volta passamos lá de novo e deu pra vermos os macacos que habitam a região, bem próximo das barracas de alimentos.
Já em Poços de Caldas, antes de mais nada fomos até a tradicional fonte de água sulfurosa pra relembrar o quão fétida ela é…
Apesar do cheiro e da temperatura (ela é quente mesmo com o frio que estava), como dizem que ela tem diversas propriedades terapêuticas, encaramos o desafio e até tomamos um pouco…
Antes de irmos ao Estádio Ronaldo Junqueira, o Ronaldão, passamos ali pela praça e encaramos um belo lanche em um dos diversos traillers ali no centro.
Claro que escolhemos um trailler que tivesse uma cara mais boleira… Se liga no nome dos lanches:
A Mari preparou até um esmalte especial pra torcer pro Vulcão, cujas cores são laranja e preto (aliás, ela acabou de escrever sobre esmaltes, no blog dela, leia aqui).
Infelizmente, chegamos à cidade, junto do frio e da garoa, e pelo número de carros estacionados em frente ao Estádio, o público parecia não ser muito grande, mesmo sabendo que o Vulcão dependia do resultado para passar de fase e lutar pelo acesso à primeira divisão.
Nas bilheterias, descobrimos que o preço dos ingressos variava de R$2,5 (meia entrada da arquibancada descoberta) a R$ 15 (entrada integral para a coberta – que não é toda coberta).
Logo na entrada a primeira diferença dos estádios mineiros para os paulistas: O uniforme da polícia militar (sei que não dá pra ver muito bem, mas os policiais estão ali no fundo…)
Como já esperávamos, devido à chuva, o público era pequeno…
Fica registrada nossa presença em mais um estádio!
Ali, o pessoal da KuatiLoko, esperando o jogo começar!
E ali, próximo ao gramado, a famosa “Galera do alambrado“, infernizando o técnico adversário com sua poderosa buzina!
O mascote do time fica ali, atrás do gol, protegendo o time do Vulcão.
O tempo era frio, mas o jogo começou quente. Várias faltas e lances mais “pegados” caracterizaram a partida.
O técnico do Vulcão é Sandro Gaúcho, emprestado , assim como boa parte do time, pelo Santo André, para a disputa da segunda divisão Mineira.
Imagem retirada de blogdovulcao.blogspot.com
Ah, dê uma olhada você mesmo em como é o campo:
A galera que ficou na arquibancada do outro lado, pagou menos, mas deve ter sofrido com o frio e a garoa que caia.
Do outro lado, uma parte do estádio coberta, assegurava ao menos lugares secos pra se sentar.
Fiquei com medo de ser visto como pé frio, porque após um contra ataque do Araxá, não é que os visitantes fizeram 1×0, tentando escapar do rebaixamento?
O Vulcão, que já esteve isolado na liderança vinha em queda, após uma sequência de 4 jogos sem vitória (1 empate e 3 derrotas). A própria torcida já começava a perder a paciência, quando o treinador Sandro Gaúcho colocou em campo o jogador Evandro.
E não é que o cara resolveu os problemas do treinador? Além de arriscar chutes de longa distância ele cadenciou o jogo no meio campo e ainda bateu o penalty sofrido ainda no primeiro tempo, igualando o placar.
Mas ainda era pouco para um time que iniciou tão bem o campeonato. Mais uma vez, jogada de Evandro, que recebeu no meio campo, avançou e cruzou na área para o cabeceio de Luciano, alterar o placar!
Ufa, pensei que a camisa que eu ganhara ano passado iria dar azar…
No segundo tempo, a chuva apertou. Nem a bateria da torcida resistiu ao frio e à água…
Ah, mas em campo, o tempo esquentou. Faltas violentas, reclamações constantes e até um princípio de desentendimento entre os atletas.
E ali, em frente à área, mas sem deixar de atacar junto do time, o herói da torcida Andreense e agora também, do pessoal do Vulcão… Sandro Gaúcho!
Os 2×1 praticamente classificaram o time com uma rodada de antecedência. Vamos ver se além disso, Sandro consegue dar o acesso tão sonhado ao time de Poços de Caldas. Leia mais notícias em: http://blogdovulcao.blogspot.com/
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Valorize sua gente e sua história, antes que você não tenha mais memória…
27 de março de 2010. Sabadão pela manhã, a Mari tinha que ir pro centro de SP, pra ver umas roupas e tecidos pra ela postar no blog dela (www.pencefundamental.com.br).
Eu, que não sou assim muuuuuuito chegado a moda, aproveitei e dei um pulo na Javari, pra ver Juventus x Comercial, bom jogo, entre duas equipes que tem grandes chances de subir pra A2, consequência… fila pro ingresso…
Nada que tomasse mais de 10 minutos. Logo, já estava na mais romântica as canchas de São Paulo, ouvindo cantos que evocam os operários da Moóca e mostra ao time que a sua gente está ali pra apoiar, independente do que acontecer no placar…
Fico me perguntando se um dia a Federação não podia ser corajosa e liberar um jogo contra um time tradicional de São Paulo, ali na Javari. Já pensou um Juventus x Corinthians, ou Juventus x Palmeiras… Ingressos limitados… A Federação podia ter essa coragem.
O pessoal da Setor 2 me faz lembrar minha banda (Tercera Classe). Certa inocência proposital nas músicas, que não chegam a ser gritadas, são cantadas com o coração, deixando ainda mais doloroso o ato de amar ao extremo seu time.
A rapaziada de Ribeirão Preto também compareceu e em bom número. A Mancha Alvi Negra mostrou que se dependesse da torcida, o Comercial seria o mesmo glorioso time que fazia o chão tremer pelo interior.
E dá lhe faixas! A da esquerda ali, com direito a letra do Iron Maiden e tudo!
Foi bom poder ver um jogo do Comercial, sem ter que viajar tanto, mas ainda quero ir pra Ribeirão pra mostrar os caras, em casa!
Aliás, torcida visitante na Moóca é quem pressiona o bandeira!
Ah, finalmente descobri de quem é a faixa “JUVEGAN“. Como eu também sou vegetariano, sempre me perguntei quem teve a excelente ideia de juntar as duas coisas. Aliás, fiquei ainda mais contente porque ganhei uma camisa dos caras! E uma camisa muito bem feita com direto a etiqueta contando o nascimento da ideia, quando, o Juventus sagrou-se campeão da Copa Federação Paulista, com um gol no último minuto, ao derrotar o Linense, até então patrocinado por um matadouro.
O jogo foi bem corrido, e as equipes mostraram porque estão mesmo na briga pelo acesso.
Comparando aos outros jogos que vi do Juventus, achei o time um pouco mais “sonolento” do que o normal, tanto é que saiu perdendo por 1×0, num gol em que o preparador de goleiros devia ter ido comprar um canole e não gritou com o goleiro Gustavo pra ele sair numa bola “chuveirada” verticalmente na área e que acabou sendo cabeçeada por um atacante (até meio baixinho) do Comercial.
A setor 2 não deu a mínima e seguiu apoiando a razão do seu viver…
Engraçado, como depois de assistir tantos jogos do lado da Setor 2, o outro lado do estádio parece meio estranho.
O Comercial seguia vencendo, mas nas pequenas bancadas da Javari, fosse pela revolta (o juiz expulsou um atleta juventino, num lance que poderia ter expulsado também o goleiro adversário) ou pelo amor, o que se via era muita agitação…
O segundo gol do time de Ribeirão Preto, praticamente acabou com as chances do Juventus, mas foi muito legal ver o jogador que fez o gol indo cumprimentar a torcida que viajou tanto pra vê-los jogar. Chupa Tiago Leifert e sua triste campanha para fazer os jogadores comemorarem seus gols com a Globo e não com a hinchada!
Ao fim do jogo, ainda com 2×0, o polêmico, irreverente e já lendário “Toro” escalou os alambrados pedindo “Ponga huevos!!”. Sequer se importava com a possibilidade de ser retirado pela Federal. ” No me importa nada!!!” bradava!
Momentos depois o Juventus marcou seu gol fechando a partida em 1×2 pros visitantes. Fui encontrar a Mari no mercadão (puta dia de passeios paulistanos, meo!). Ah, já vestindo o presente!!
De volta à pequena, bela e acolhedora cidade de Votorantim, para assistir uma partida histórica, num dia que deve ficar marcado na memória dos torcedores do VotoratyFC!
Da última vez que estivemos por lá, vimos o Votoraty FC ser campeão da copa Estado de São Paulo (Veja aqui como foi).
A cidade toda estava mobilizada para ver o time, logo em sua primeira participação na Copa do Brasil, enfrentar o poderoso e copeiro Grêmio FBPA!
O Grêmio trouxe vários ônibus do Sul e vários torcedores das redondezas.
O jogo quase começando e a torcida gremista não parava de chegar.
Eu e a Mari registramos nossa presença em mais uma partida inesquecível!
Vale lembrar que a torcida gremista segue o estilo das barras argentinas, com direito a muitas faixas, trapos e canções cantadas de um jeito bem peculiar.
A diretoria do Votoraty foi muito legal com a torcida gremista, vendendo os ingressos a um preço relativamente baixo (R$ 20 e R10 a meia entrada), e possibilitando uma estadia bastante tranquila. As arquibancadas eram aquelas “removíveis”, mas que oferecem o mesmo conforto de qualquer arquibancada de cimento.
A torcida do Grêmio também teve um bom comportamento. Era possível ver famílias e pessoas torcedoras do Grêmio que viam seu time jogar, pela primeira vez.
E dá lhe tirantes e trapos do pessoal da Geral!
E claro, a banda!
E com a banda, a festa…
Para a maior parte dos torcedores que vieram do Sul, o Votoraty é uma grata novidade no futebol brasileiro, que merece todo o respeito em campo e fora dele.
Do outro lado, era dia de festa. Mais que isso, era dia de colocar o nome do time, da cidade e dos torcedores num outro nível. Até os jogadores pareciam ansiosos para o início do jogo!
O pessoal da Grená Manguaça já praticamente lotava a arquibancada, quase meia hora antes do jogo começar!
Dê uma olhada como estava o clima por lá, antes do jogo começar:
Destaque para a torcida local: Geração Votoraty!
O Estádio Domênico Paolo Mettidieri é um daqueles estádios incrustados na cidade. Veja como é próximo do terminal de ônibus:
A entrada do time recebeu uma bela nuvem de fumaça colorida da torcida:
Veja como foi :
Fiquei contente de poder presenciar esse momento histórico tanto pro Votoraty quanto pro Grêmio.
Mas foi emocionante acompanhar um jogo em que ambas as torcidas cantaram e apoiaram seus times. O pessoal de Votorantim multiplicou suas vozes tentando apoiar o time local. E parece que deu certo!
O time da casa foi pra cima e imprimiu um bom ritmo, principalmente no primeiro tempo, calando aqueles que não acreditavam no potencial do time. Vale relembrar que esse tipo de comportamento foi mais da imprensa, do que da própria torcida ou equipe gremista.
O jogo foi assistido e curtido pelas duas torcidas.
E mesmo que reclamem do estádio do gramado, foi muito legal tanto da Federação Paulista, quanto da própria CBF e até do Grêmio, terem aceitado o estádio como o local do jogo. Porque futebol é isso, é paixão de bairro, paixão de quem mora ail, e vivenciou 90 minutos de magia, talvez nunca imaginado como possível, alguns anos antes.
Agora, mesmo não sendo tarefa simples, a prefeitura e a diretoria podem dar uma melhorada em algumas partes do campo, né?
Alguns jornalistas da chamada “grande imprensa” podem até reclamar, mas a torcida agradeceu!
O primeiro tempo virou 0x0, com boas chances para ambos os lados.
Além de mim e da Mari, el Pibe Gui (www.expulsosdecampo.blogspot.com) esteve por lá, e fez uma matéria para o blog dele:
O Gabriel, do FotoTorcida também esteve por lá. Em breve deve postar suas fotos.
Infelizmente para os torcedores locais, o segundo tempo trouxe o gol do Grêmio, e selou a derrotado time grená por 1×0, ao menos garantindo a não menos histórica partida entre as duas equipes no estádio Olímpico, no dia 1o de abril.
Fica nosso agradecimento ao pessoal de ambas as torcidas e o desejo de boa sorte! Para quem acha que a disputa já está definida, vale aguardar…
E valeu Votorantim! Por conseguir manter-se interiorana, natural e com um time como o Votoraty!
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Ou passe todas as 4as feiras da sua vida trabalhando.
Enquanto eu não acabo de escrever sobre o nosso rolê por Buenos Aires, vamos dar sequência às Camisas do blog. Mas fique tranquilo, que logo eu continuo a série “Rolê por Buenos Aires”…
A 69a camisa de futebol da coleção, rumo às 1.000 camisas vem do outro lado do oceano, da terra da cerveja!
Trata-se da camisa do Ballspiel-Verein Borussia 1909 e. V. Dortmund, também chamado de Borussia Dortmund.
Borussiaé o nome antigo do estado da Prússia, e Dortmund é o nome da cidade onde ele está sediado.
Dortmund é uma cidade antiga, grande e bastante diversificada culturalmente.
Parte siginificativa da população é formada por migrantes ou imigrantes que buscam universidade ou trabalho.
Combina aspectos tecnológicos de última geração com monumentos, igrejas e arquitetura de centenas de anos…
O Borussia Dortmund é considerado um dos grandes times da Alemanha, e conta com uma das maiores torcidas do país.
O clube já nasceu tendo que lutar contra as adversidades, uma vez que foi fundado por jovens católicos, em 1909, numa região de maioria protestante.
Durante as décadas iniciais ainda teve que conviver com o sucesso do seu rival, o Schalke 04, com quem faz o “Clássico do Vale do Ruhr”.
O Rodrigo, irmão da Mari, acompanhou o clássico em 2008, veja as fotos:
Muitas bandeiras pelas arquibancadas e até dentro do campo…
O estádio por lá está sempre cheio, é até um pouco difícil conseguir ingressos.
Voltando à históra do clube, é inegável a triste lembrança da época do Nazismo, quando o time foi tomado por pessoas do Partido Nazista e teve vários funcionários assassinados pela Gestapo por se oporem ao regime.
Em 1947, após o fim da guerra, as coisas começaram a melhorar. Veio o primeiro título importante, batendo o Schalke na final da Copa da Vestefália.
Nos anos seguintes, o Borussia ganharia mais três Campeonatos Alemães, em 1956, 1957 e 1963, além da Copa da Alemanha, em1965.
Com o título de 65, o clube teve acesso a disputar no ano aseguinte, a Recopa Européia, sagrando-se campeão (primeiro clube alemão a ganhar uma competição européia). Abaixo o ingresso da final:
Nos anos setenta e oitenta, o clube passou por uma série crise, chegando inclusive a disputar a segunda divisão.
Entretanto, em 1989, ganhou novamente a Copa da Alemanha, encerrando um longo período sem títulos.
Nos anos 90, venceu dois Campeonatos Nacionais (1995 e 1996), além da Liga dos Campeões de 1997 e o Mundial Interclubes no mesmo ano.
Foi a época mais gloriosa do clube. Como retorno para a torcida, o clube investiu fortemente na expansão do Westfalenstadion,construindo o maior estádio da Alemanha, com capacidade para 80.000 espectadores. É conhecido também como “A Casa de Ópera do Futebol Alemão”.
Em 2002, o time conquistou novamente, o Campeonato Alemão.
E vale lembrar que esse time, além dos brasileiros Ewerton e do Amoroso que estão no poster acima, ainda contava com o Dedé.
Entretanto, após esse título, o Borussia entrou numa crise financeirae teve que vender vários jogadores, enfraquecendo o timemas ainda assim mantendo seus fãs, como mostra sua média de público, uma das maiores do mundo, com cerca de mais de 80 mil torcedores por jogo.
Outra consequência da crise foi a parceria com a Companhia de Seguros Signal Iduna, que agora dá nome ao seu Estádio.
O time tem como mascote a abelha Emma:
Que também comparece aos jogos…
O hino do time:
O site oficial do time é www.borussia-dortmund.com , mas caso prefira, existe um grupo de brasileiros que mantém um blog dedicado ao time: www.bvbbrasil.blogspot.com
A 67ª camisa a ser postada é uma camisa comemorativa aos 100 anos do time do Rio Claro, presente do sr. Nevoeiro, prefeito da cidade de Rio Claro, também conhecida como a “Cidade Azul”, no interior paulista.
Também recebemos de presente mais duas camisas de um amigo leitor que se identificou com nossa missão:
Rio Claro possui uma série de atributos (principalmente ecológicos) que fazem valer apena conhecê-la, veja um pouco mais no site www.visiterioclaro.com.br.
Eu conheci a cidade alguns anos atrás quando fui tocar com a banda “Tercera Classe” no bar Kenoma, antigo reduto do rock, na cidade.
Mas, falando de futebol, o Rio Claro Foot-Ball Club foi fundado em 9 de maio de 1909 por trabalhadores da Cia. Paulista de Estradas de Ferro, sendo um dos clubes mais antigos do estado.
Desde aquele tempo, o mascote do time é o Galo Azul.
E é uma boa hora para citar seu maior rival, o Velo Clube (também da cidade de Rio Claro) que tem como mascote um Galo Vermelho.
De 1909 a 1914 o Rio Claro mandou seus jogos no Estádo do bairro Cidade Nova. A partir daí, até 1930 jogou no Estádio do Grêmio Recreativo dos Empregados da Cia. Paulista de Estradas de Ferro, campo que existe até hoje (veja o site do clube: www.gremiocp.com.br). Assim como vários outros times que já apresentei por aqui, o Rio Claro também teve seu início muito ligado è estrada de ferro. Em 1931, foi construído o Estadio Municapal da Rua 7, que mesmo sendo Municipal, tinha uso prioritário para o time. Ali, o Rio Claro , onde foi campeão regional por quatro vezes, em 1931 (o time da foto abaixo), 1935, 1936 e 1937.
É impressionante ver quanta gente apoiava os times do interior, décadas atrás. Na foto abaixo, de 1947, dá quase pra sentir a vibração do pessoal presente…
Abaixo, imagem de 1948, de um jogo contra o XV de Piracicaba.
A partir de 1973, o Rio Claro passa a utilizar o estádio Dr Augusto Schmidt Filho, e até os dias de hoje, essa segue sendo a casa do Galo Azul, com capacidade para 16 mil pessoas.
O destaque é que para a inauguração do Estádio foi realizado uma série de três jogos: Rio Claro 1×2 Corinthians Rio Claro 1×0 São Paulo Rio Claro 1×0 Velo Clube E adivinhe qual foi o maior dos públicos? O da partida entre Rio Claro e Velo Clube. Abaixo uma imagem da zaga do time, de 1973:
E aqui a torcida em 1973, mostrando que houve sim uma época em que a paixão do brasileiro pelo futebol era maior que qualquer outra coisa…
Abaixo, na época das cabeleiras diferentes, o time de 1976:
Nos anos 90, o clube procurou fazer parcerias para disputar o paulista, e por meio de uma dessas parcerias, sabe quem chegou a ser Coordenador de Futebol do time?
A última década (os anos 2000) foram marcados com vários acessos. Em 2001, o time subiu da extinta série B-2 para a Série B-1.
Em 2002 , com o título da Série B-1 veio o acesso à Série A-3.
De 2003 até 2005 o Azulão disputou a terceira divisão foi disputada, até que veio o acesso à Série A-2.
E já no ano seguinte, em 2006, o Rio Claro veio o sonhado acesso à Série A-1 do Paulistão, conquista feita pela primeira vez em sua longa história.
Em 2008, uma má campanha levou o Azulão de volta à série A2, mas já em 2009, em pleno centenário, o Rio Claro obteve o acesso à Primeira Divisão Paulista, que disputa atualmente (2010). O time de 2009:
O site oficial do time é: www.rioclarofc.com.br Mas vale a pena conhecer o trabalho feito pela sua torcida, acessando o www.torcidasangueazul.com.br Aliás, veja o belo vídeo dos 10 anos da torcida: Para este post contei com a ajuda do pesquisador e torcedor José Carlos Arnosti, que junto de outro apaixonado pelo Rio Claro, escreveram um livro retratando a história do time. Em breve o conteúdo do livro será disponibilizado em www.memorialrioclarofc.com.br
APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!
Ou perca a chance de passar 90 minutos ao lado do seu filho durante toda a vida