Pessoal, pra quem gosta do futebol das divisões de acesso, e principalmente sobre a história desses times, vem aí um livro incrível contando a história do Andarahy A. C. e com a possibilidade de se adquirir também a camisa retrô do time.
O autor já é figurinha carimbada aqui no blog: Kleber Monteiro, que recentemente lançou o “Da Lama à Grama”, sobre a terceira divisão do futebol carioca (relembre aqui o post que escrevemos sobre o livro.
Em razão dos problemas economicos que o país atravessa, o Kléber já está realizando a pré compra das camisas, pois elas só serão feitas sob encomenda.
Não é necessário pagamento adiantado. O interessado escolhe quando recebê-la, no momento da entrega ou quando o livro sair (segundo semestre de 2021).
Pedidos e maiores informações através do WhatsApp: (21) 997915589 com o próprio Kleber Monteiro.
Categoria: camisa de futebol
Paraguaçuense e o resgate de seu troféu
De tempos em tempos o futebol do interior paulista nos surpreende, com times inesperados e campanhas surpreendentes. Alguns desses times são muito queridos pela mídia e representam grandes cidades, o que acaba sendo uma grande festa. Mas, as vezes essas conquistas vão além e desafiam qualquer previsão.
E isso foi o que aconteceu em 1993, com a conquista da “Divisão Intermediária” ( o equivalente à série A2 da época), pelo EC Paraguaçuense.
Já estivemos em Paraguaçu registrando seu estádio (confira aqui como foi) e também escrevemos um pouco sobre a camisa e a história do time.
Nasciam as séries A1, A2 e A3, e uma inexplicável reorganizção dos times, obrigou o EC Paraguaçuense a disputar a série A2 e não a série A1, pela qual conquistou o direito, em campo.
O EC Paraguaçuense não tinha forças para bater de frente com a decisão da Federação Paulista e seguiu jogando a série A2 até 2002 quando acabou rebaixado para a série A3. Em 2007, decide abandonar o futebol profissional.
Mas… e o troféu? Porque no site da Federação Paulista, consta a lista dos campeões da “série A2” e o EC Paraguaçuense como o legítimo campeão de 1993…
É aí que surge a nova diretoria do EC Paraguaçuense, representada pelo presidente Petrus Ricardo para enfim requerir e conquistar o merecido troféu.
Depois de 27 anos de espera aí está o troféu de Campeão Paulista da Intermediária (Série A2), registrado pelo torcedor e historiador do clube Amarildo:
Aqui, a equipe de repórteres da Rádio Marconi, da época que cobriam os jogos: Adauto Marinho, Bacca, Chico Carlos, Pedrinho Militino e o próprio Amarildo!
Aliás, o amigo Amarildo acabou representando a força da torcida ao colaborar com seus arquivos pessoais que reforçam e documentam a conquista.
A TV TEM (afiliada local da Rede Globo) até foi ao Estádio pra fazer uma matéria sobre a chegada do troféu!
Festa mais que merecida, e com direito a vários protagonistas dessa história! Aqui, com Arlindo Mazzi, “Pilão”, ex-zagueiro do EC Paraguacuense nos anos 90.
Aqui, o troféu com Nivaldo Francisco da Silva, o presidente que conquistou o título, em 1993 e o atual presidente Petrus Ricardo, que conseguiu buscar o troféu.
Esse é o motorista Tonanha, que transportava o time nos treinos, jogos por todo interior, e que é muito querido por todos:
Na foto abaixo, o Amarildo reuniu Nivaldo Francisco da Silva (o presidente de 1993), Elzinha Pacheco (Secretaria de Educação Esportes e Cultura), Gilberto (ex jogador anos 90), e Júlio Cesar (atual secretário do EC Paraguacuense):
Aqui: Chico Carlos (repórter da época), Pilão (jogador anos 90), Carlão (diretor nos anos 90), Bacca (repórter da época), Manga (goleiro reserva da época do título de 1993), Chaleira (goleiro nos anos 80), Dinho (dirigente da época), e Adauto Marinho (repórter da rádio Marconi da época de 1993).
Que a conquista possa representar um novo momento e quem sabe incentivar a volta do Paraguaçuense ao futebol profissional!
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]]>193- Camisa da Associação Atlética Avareense
Pessoal, a 193ª camisa de futebol da nossa coleção vem do interior de São Paulo e pertence à Associação Athlética Avareense.
Como o próprio distintivo demonstra, a AA Avareense acaba de completar seu centenário (fundação em 5 de junho de 1920) em meio à pandemia do Coronavirus.
A camisa foi um presente da própria diretoria de futebol, quando estivemos em Avaré visitando o Estádio da Avareense. Veja aqui como foi essa visita!
Em 1942, jogou a 5a região ao lado do Cerqueira César FC, Piramboia FC (Anhembi), AA Sãomanuelense e o EC Bandeirantes de São Manuel, além da AA Botucatuense, do Bandeirante FC (Botucatu) e da Ferroviária de Botucatu que se classificou para a sequência do Campeonato.
Em 1943, jogou a 5a região ao lado do Cerqueira César FC, CA Lençoense, AA Sãomanuelense e o EC Bandeirantes de São Manuel, AE Laranjalense, além da AA Botucatuense e da Ferroviária de Botucatu que se classificou para a sequência do Campeonato.
Em 1944, jogou a 5a região ao lado do Cerqueira César FC, CA Lençoense, AA Sãomanuelense e o EC Bandeirantes de São Manuel, além da Ferroviária de Botucatu, que se classificaria para a sequência do Campeonato.
Em 1945, disputou a 5a região, ao lado do CA Lençoense, AA Sãomanuelense e o EC Bandeirantes de São Manuel, além da Ferroviária de Botucatu e a AA Botucatuense, que se classificaria para a sequência do Campeonato.
Em 1946, disputou a 4a zona ao lado dos times de Botucatu: Bandeirantes, Ferroviária e a AA Botucatuense, que se classificaria para a sequência do Campeonato.
E se os anos 40 foram animados, os anos 50 viram a AA Avareense passar a disputar o futebol profissional pela primeira vez em 1954, quando jogou a série A3.
Os anos 60 ainda viriam outras cinco edições do Campeonato Paulista da Série A3 (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965).
Atualmente, o departamento de futebol do clube se dedica apenas a competições amadoras.
Aqui, um vídeo com algumas entrevistas com figuras históricas do time:
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]]>192- Camisa da Seleção da Bulgária
A 192ª camisa de futebol apresentada no As Mil Camisas veio do nosso rolê pelo leste europeu, e é uma camisa “celebrativa” da Bulgária. comprei pensando que fosse ao menos uma réplica da camisa da seleção, mas sequer possui o distintivo da Federação Búlgara e sim o brasão do país.
Já escrevemos sobre nosso rolê por Sófia e o futebol local (clique aqui e leia se tiver curiosidade).
Além de toda história do futebol local, a seleção búlgara marcou a minha geração (quem nasceu no fim dos anos 70) com o time de 1994, que chegou em 4º lugar na Copa do Mundo.
Na época, o mundo todo se apaixonou por Hristo Stoitchkov, que terminou como artilheiro da Copa do Mundo.
Mas a seleção da Bulgária tem ainda uma outra relação comigo, é que em 1976, eles estiveram no Brasil e jogaram um amistoso contra o EC Santo André, que terminou em 0x0.
Enfim, aí estão os “demônios da Europa”!!
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]]>Começou o Paulistão 2020!!!
Campeonato Paulista 2020.
No dia seguinte, registramos o primeiro jogo do Ramalhão, tendo como adversário a Ponte Preta, jogando lé em Campinas, no Estádio Moisés Lucarelli.
Uma noite incomum pro verão paulista, com muita chuva e até certo frio foi o cenário de praticamente todos os 90 minutos de jogo.
Mas a nossa torcida topou aguentar essa água na cabeça e compareceu ao estádio da Macaca.
O nosso time estava completamente novo. Fomos a campo da seguinte maneira:
Fernando Henrique; Ricardo Luz, Luizão, Rodrigo e Julinho; Nando Carandina (Paulinho), Dudu Vieira, Vitinho (Rondinelly) e Branquinho (Guilherme Garré); Douglas Baggio e Ronaldo. Téc: Paulo Roberto Santos
[caption id="attachment_31748" align="aligncenter" width="479"]
Foto de: https://old.gazetapress.com/v.php?1:1350495:6[/caption]
Logo no começo do jogo a Ponte Preta fez 1×0 de penalty. Mas, pra nossa surpresa (pois normalmente não é o que acontece), minutos depois o juiz marcou um penalty pra nós e empatamos o jogo, para nooooossa alegriaaaaaa!
Nossa torcida também fez bonito e compareceu, entre organizadas e torcedores “autônomos”.
No segundo tempo a festa ficou maior pra nós! 2×1!!!
Mas nem deu tempo de comemorar muito e a Ponte empatou.
Já fazia tempo que o Santo André não ganhava da Ponte em Campinas, e o que parecia difícil, aconteceu.. Nosso terceiro gol!!
Que o Paulistão siga forte e cada dia melhor!
Da nossa parte, pode contar! Estarmos nas bancadas!
Valeu, Ramalhão!
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]]>O primeiro jogo de 2020!
Janeiro de 2020.
O ano começa e nossa primeira ida ao estádio foi sensacional! Um jogo fora do Brasil, pela 15a rodada da segundona de Portugal, entre o GD Estoril Praia e o CD Feirense.
O jogo aconteceu no Estádio António Coimbra da Mota, a casa do GD Estoril Praia.
Já o Feirense, foi fundado em 18/3/1918 e você pode saber mais sobre o time nesse vídeo celebrativo dos 100 anos do time:
Nem bem entramos no estádio e já nos sentimos em casa…
Deu até pra trombar o mascote do Estoril, o canarinho, que é uma homenagem ao…. Brasil sil sil!
Chamam a atenção as bandeiras de mastro, coisa que a gente aqui de São Paulo, não vê assim no meio da bancada há muitos anos…
Vamos sentir um pouco o clima do jogo:
Ver o da escurecer e as bandeiras tremularem foi uma sensação muito boa pra quem ama o futebol e o movimento das torcidas mundo afora…
Ah, o pessoal responsável pela festa na arquibancada local é o “Gruppo Estoril Supporters”.
Vamos ouví-los um pouco mais!
Fica o abraço ao amigo Calhau e a todos que nos receberam tão bem 🙂
Ah, a torcida visitante também se fez presente por meio do pessoal do Civitas Fortíssima 1514.
Em campo, um jogo duro, como é o futebol das divisões de acesso de qualquer país.
Muitos lances de bola aérea e bola parada.
O time do GD Estoril tentava criar, mas a zaga do Feirense esteve bastante sólida e com jogadores mais fortes fisicamente.
Assim, o primeiro tempo entrava na sua fase final e o placar seguia inalterado.
Mas após um início mais disputado, a equipe visitante passou a se tornar mais ofensiva, levando grande perigo ao gol do GD Estoril.
Chegaram a perder um penalty…
Pelo que eu ouvi dos torcedores locais, ter muitos jogadores brasileiros na equipe já é uma tradição para o Estoril, mas confesso que não consegui reconhecer nenhum rosto entre os atletas da canarinho.
O brasileiro que acabou brilhando foi Edson Paraíba que fez 1×0 para os visitantes, ainda no primeiro tempo…

Do outro lado do campo, onde estão os visitantes, há mais um grande lance de arquibancada descoberta.
Ao fundo do gol esquerdo, também mais um lance de arquibancada.
Já no outro gol, existe uma estrutura de apoio do clube.
E com o fim do primeiro tempo, vale conhecer a lanchonete e a loja do time do Estoril Praia:
O segundo tempo começou com o torcedor local um pouco mais preocupado.
O treinador local tentou mexer no jogo trocando alguns jogadores (e olha que beleza os bancos de reserva…):
A torcida seguiu no apoio e no incentivo…
Mas, o empate não veio, e já nos acréscimos o Feirense fez 2×0 com Fábio Fonseca, para a tristeza do público local.
Pra nós, a possibilidade de começar o ano com um jogo na gringa foi sensacional! Valeu cada centavo economizado durante o ano! Que tenhamos todos um ótimo 2020, com muito futebol, justiça social e melhores dias do que os do ano passado.
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]]>191- Camisa do San José (Bolívia)
Olá, amig@ que está lendo este post. Por mais que eu tente ter uma abordagem minimamente criteriosa, o blog As Mil Camisas reflete muito do momento da minha vida, e se você reparar os posts dos últimos anos, a maior parte refere-se à história dos clubes por meio de visitas aos estádios.
Isso foi um movimento natural, porque há algum tempo temos preferido gastar nossa grana viajando, ao invés de comprar novas camisas. Mas, ainda assim, tem um monte de coisas no armário que ainda precisam ser registradas.
E esse é o caso da 191ª camisa do blog, que veio da Bolívia, mais precisamente da cidade de Oruro. Trata-se do Club Deportivo San José.
O time acabou ficando conhecido do torcedor brasileiro porque é meio que “figurinha carimbada” na Copa Libertadores de América. Esse ano, o time enfrentou o Flamengo na fase de grupos!
O time foi fundado em 19 de março de 1942, dentro do acampamento dos mineiros que trabalhavam na “Mina São José”, infelizmente mais um lugar onde o trabalho abusa da saúde e das condições humanas. Parte dela, fica atualmente dentro de uma igreja e acabou virando ponto turístico.
O CD San Jose Manda seus jogos no Estádio Jesús Bermúdez, com capacidade para 39.000 torcedores.
Outra razão que fez o San José ficar bem conhecido foi por ser o time de Evo Morales (presidente da Bolívia desde 2006). Ele chegou até a jogar lá!
O time chegou a ser campeão boliviano por duas ocasiões, a primeira delas em 1995, com este time:
A segunda vez, em 2007, com o time abaixo:
Além destes títulos, o San Jose teve ainda dois vice campeonatos em 92 e 93.
No Brasil, o time ficou marcado por causa da “Tragédia de Oruro”, quando numa partida contra o Corinthians pela Libertadores de 2013, torcedores corintianos utilizaram de modo errado fogos de artifício e acabaram atingindo e levando à morte o jovem torcedor Kevin Beltrán Spada.
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]]>Esporte Clube São Paulo de Itanhaém

Puxa, confesso que fiquei enciumado com o fato de eu ter registrado os Estádios em Peruíbe e em Cananéia (sem contar que algum tempinho atrás já havíamos falado dos estádios em Registro e até em Mongaguá) e jamais ter dedicado uma linha do blog As Mil Camisas à cidade que amo tanto: Itanhaém.

Se ao falarmos de Cananéia, tivemos tantas histórias (do Bacharel da Cananéia e as possíveis expedições secretas “pré-Cabral”, ao potencial ecológico da cidade e suas ilhas!), Itanhaém não fica atrás.
Itanhaém é a segunda cidade mais antiga do Brasil, fundada em 22 de abril de 1532, por Martim Afonso de Souza, que enriqueceu com a exploração das colônias portuguesas, principalmente na Índia (dinheiro obtido de formas bastante questionáveis). Você pode encontrar o busto dele na praça central de Itanhaém, no pé do morro do convento.

Itanhaém é citada no incrível livro do alemão Hans Staden, “Duas viagens ao Brasil“, no qual ele descreve seu naufrágio (provavelmente na região da barra do rio Itanhaém) e o período em que foi refém por meses (aí já entre o litoral norte de SP e o RJ), sendo ameaçado de virar jantar no ritual canibal dos índios tupinambas.

A “Vila de Conceição de Itanhaém” chegou a ser cabeça de capitania, tendo como primeiro Governador e Ouvidor o Capitão João Moura Fogaça.
Desde cedo, Itanhaém teve sua igreja matriz no alto do Morro do Itaguaçu até 1639, quando a chegada dos Jesuítas que viviam em outra área da cidade (na Aldeia de João Batista, onde fica Peruíbe atualmente) foi construído o Convento Nossa Senhora da Conceição (que está por lá até hoje).

Atualmente o convento está fechado, mas tem uma família de saguis vivendo por ali.

Com o surgimento do convento, a partir de 1639 foi construída uma nova Igreja Matriz, que “desceu o morro”. Ela também está lá até hoje.

Olha um comparativo do centro:


A descoberta do ouro em outras regiões do Brasil fez com que muitas pessoas abandonassem a cidade. Itanhaém viveu seu declínio até voltar a se desenvolver já no século XX. Mas sua beleza seguiu por todos esse tempo. Veja a barra onde o rio Itanhaém encontra o oceano:

Muitas pedras ilustram seu litoral e dão nome à cidade, já que Itanháem pode significar pedra que canta, ou que choraminga (acho que é daí que nasceu o uso de nhem nhem nhem como sinônimo de choro):


Muitas pessoas ainda vivem da pesca em Itanhaém.


Itanhaém tem ainda uma série de “recortes” em seu litoral que dão um ar só seu, se comparado às demais cidades do litoral sul.


E assim, no meio de tantas belezas naturais e de tantas histórias e estórias, nasceu um time de futebol local: o Esporte Clube São Paulo, em homenagem ao homônimo da capital.

O time foi fundado em 25 de janeiro de 1934 e por muito tempo disputou as competições amadoras, levando a campo sua camisa tricolor.

Falando em camisa, o site Só Futebol Brasil oferece a quem tenha interesse uma réplica atual da camisa:

Pesquisando em umas fotos antigas, descobri que sua sede ficava logo abaixo do morro do convento, como se vê:

O antigo campo ficava bem próximo da barra do rio (dá pra ver o campo na parte central da foto abaixo):

E se for pra falar de fotos antigas, olha essa dos anos 60:



Amistoso em 1965 contra a AA Guimarães de Cubatão:

Em 1966, o time se aventurou no futebol profissional, disputando a quarta divisão paulista, chamada na época de “Terceira Divisão“:

Essas não tiveram a data confirmada, mas aparentemente são dos anos 70:





O legal do EC São Paulo é que o time sobreviveu e segue disputando os campeonatos amadores.

Esse é o time de 2018:

E esse o de 2019:


O FC Zenit São Petersburgo (em russo: ФК Зенит Санкт-Петербург) considera como data da fundação o início do time formado na Usina Siderúrgica de Leningrado, em 1925 e conhecido como Stalinets (homenagem a Joseph Stalin).
A usina acabou desativada pelo ministério de armamentos, nos anos 40 e o antigo Stalinets tornou-se de propriedade da União de Óptica Mecânica de Leningrado.
Se o futebol em geral sofreu com a segunda guerra mundial, imagine Leningrado que ficou cercada pelos nazis durante 900 dias.
Assim, somente em 1944, depois de findado o cerco, o futebol voltou a se organizar e logo de cara o time do Zenit venceu a Taça Soviética.
O Zenit teve décadas evoluindo, mas nada comparado a 1984 quando os 4×1 em cima do Metalist Kharkiv, sagrou o Zenit como campeão Soviético!
Mas, os anos 90 jogaram água na vodka russa dos torcedores do Zenit, que viram o clube descer de divisão, para apenas em 1999, retomar sua força com a conquista da Taça da Rússia.
Em 2007, com a chegada do técnico Dick Advocaat o Zenit conquistou o campeonato russo pela primeira vez.
Em 2008, o Zenit chegou à final da Taça UEFA derrubando adversários como o Villarreal, Olimpic Marselha, Bayer Leverkusen e Bayern Munique. A final foi contra o Glasgow Rangers, que não foi páreo para o esquadrão russo!
Com a conquista, veio a chance de mais um título, o da Supertaça Europeia frente ao Manchester United e o Zenit fez bonito, tornando-se o primeiro time russo a vencer este troféu.
Infelizemente atos assim, mesmo que não representem o todo da torcida do Zenit, queimam o filme do time e da torcida, por isso nem vou postar nenhum vídeo dos torcedores.
Em 2009, viria mais um título, o da Taça da Rússia e em 2010, mais uma campeonato nacional.
Em 2010, veio a segunda Copa da Rússia e o bicampeonato russo, e em 2012 o tricampeonato.
Atualmente colhe os frutos dos investimentos feitos via patrocínio da Gazprom, maior empresa gasística do mundo.
Um dos ídolos do time é Lev Burchalkin, jogador que mais vezes vestiu a camisa do clube e quem marcou mais gols pelo time: 78 gols em 400 partidas.
Graças às conquistas recentes, o Zenit tem hoje a maior torcida da Rússia.
Seu grande rival é o Spartak Moscou, tanto que o próprio hino do time cita “Quando lutares com o rival Spartak, não te esquece de teu ataque!”.
Manda seus jogos no estádio Krestovsky, com capacidade para 69.000 torcedores.
Em 2014 a equipe russa fez um acordo com a Century Fox e anunciou Bart Simpson como seu novo mascote.








