Depois de visitar terras mineiras, onde acompanhamos até uma partida da segunda divisão (confira aqui como foi), chegou a vez de registrar o Estádio de Guaíra.
Para chegar lá, voltamos por uma outra estrada, e cruzamos o rio Grande por um lugar diferente de onde havíamos chegado.
Guaíra é um município que faz limite com o Estado de Minas Gerais. Sua população atual está em torno de 43 mil pessoas.
Antes chamada de Nuporanga, o atual nome “Guaíra” é um topônimo que pode ser traduzido como “Águas correntes”. Olha que linda imagem do rio Sapucaí que passa pela cidade:
Olha aí a Igreja Matriz São Sebastião:
Uma esquina da pacata cidade…
E… aí está ele! O Estádio Municipal José Zuquim Nogueira.
Mais uma importante meta atingida pelo nosso blog!
O estádio fica numa rua sem saída, e a entrada estava fechada 🙁
A cidade de Guaíra teve dois times disputando as competições oficiais da Federação Paulista, o primeiro deles o Guaíra Esporte Clube.
O time foi fundado em 1961 e disputou a quarta divisão em 1964 e 1965.
O segundo time foi a Associação Atlética Guaraiense.
A Guairense foi fundado em 16 de junho de 1969, depois da extinção do Guaíra EC e em 1973, o time estreia na terceira divisão.
Sagrou-se campeão paulista da terceira divisão em 1976.
Em 1994 e 1995, disputou a Quarta Divisão licenciando-se do futebol profissional.
Vamos então conhecer o estádio?
Taí, numa tarde de sol que quase não deixa ver a bela arquibancada numerada.
Agora ficou melhor…
O Estádio Municipal José Zuquim Nogueira tem capacidade para 5 mil torcedores.
Foi inaugurado em 1976, em um amistoso entre São Paulo e Corinthians.
Achei essa foto no “Templos do Futebol“:
Aqui o gol da entrada (aquela mesma que estava fechada):
Mais uma olhada na linda arquibancada coberta.
O gol do “fundo”:
O placar segue funcionando:
A entrada, vista por dentro:
A arquibancada de cimento, que já viu a torcida local gritar “É campeão!!!”:
E com mais este registro, é hora de ir embora!!!
A cidade de Uberaba localiza-se no chamado Triângulo mineiro e possui uma rica história, já que fica no meio do caminho entre São Paulo e Goiás, por onde os tropeiros passavam. O lugar foi palco de várias disputas entre bandeirantes e o povo Panarás também chamados de Krenakore, que ocupava a região.
Atualmente mais de 380 mil pessoas vivem na cidade, a oitava mais populosa do estado e que conta com uma excelente infraestrutura, olha que legal a estação do ônibus:
Esse é Parque Fernando Costa, que conta com o primeiro sítio de Geoparque do estado, local que mistura atrações culturais e naturais.
Almoçamos muito bem, no restaurante Tropeiro!
Demos um rolê pelo centro da cidade…
Fomos conhecer o mercado central de Uberaba…
Faltou uma sinalização pra ajudar na identificação né?
Lá dentro, uma infinidade de doces, frutas, verduras…
Essa é a igreja de Santa Rita, construída em 1854, tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico e que abriga o Museu de Arte Sacra.
Mas já é hora de começar a falar um pouco sobre os motivos de nossa visita à cidade, começando pelo Estádio Juscelino Kubitschek.
O Estádio Juscelino Kubitschek é a casa do Nacional Futebol Clube.
Embora Minas Gerais seja um estado que faz divisa com São Paulo, foram poucas as vezes que pudemos registrar estádios mineiros. Então é sempre uma alegria poder registrar esse momento!
O Estádio serve de sede do time, e por isso, mesmo a “entrada oficial” estando fechada, pudemos usar pela entrada do campo, que fica na Av. Dep. José Marcus Cherem.
Então, vamos conhecer o Estádio, por dentro!
O Nacional FC foi fundado em 1 de agosto de 1944 e logo tornou-se o maior rival do Uberaba SC. Olha aqui os “craks” de 1955:
Esse era o time de 73:
O time colecionou conquistas no futebol mineiro profissional, a última delas foi o Campeonato Mineiro da segunda divisão de 2013, retratada assim pelo Jornal Agora Minas :
O clube já colecionara três títulos da Segundona, em 1963, 78 e 82. Esse é o time de 78:
Esse o de 1982:
Em 2001 e 1997, foi vice-campeão da Segundona e em 1966, vice-Campeão Mineiro do Interior. Como se vê, é um time pesado! Tão pesado quanto seu mascote (que eu peguei no portal da segundona mineira)…
Essa bilheteria já faturou muitos ingressos!
Voltando ao estádio, o Juscelino Kubitschek possui capacidade para 5 mil torcedores.
No dia de nossa visita estava rolando uma edição de jogos universitários.
Para um estádio não profissional, o gramado até que segue bem cuidado.
Atualmente o time está licenciado das disputas profissionais, por motivos financeiros.
Esse é o gol da entrada.
E daqui pra frente…. só a bolerada…
O estádio possui até cabines para imprensa. Do outro lado dessas cabines está o clube.
Mas é um estádio bem charmoso. Olhando da arquibancada, esse é o gol da esquerda.
Uma visão do meio campo.
E do gol da direita (por onde nós entramos).
Ao menos o campo segue em utilização pelo futebol amador e universitário.
Olha aí o banco de reservas sentindo se vivo!
Aqui, a sequência das arquibancadas, em cimento.
Uma considerável distância até o início do campo…
Pra quem se interessou e quer apoiar o clube, segue o contato:
Essa é a entrada que utilizamos.
O outro time da cidade é o Uberaba Sport Club.
O Uberaba SC foi fundado em 1917, e tem uma história de muito sucesso, do tricampeão da Taça Minas Gerais ao Torneio acesso ao campeonato Brasileiro da série A. Seu mascote é o boi zebu.
O time é bastante democrático, tendo jogado as séries A, B, C e D do brasileiro, bem como o Módulo I e II, a segunda e terceira divisão do Mineiro. Olha que foto bacana do time de 1941 que disputou um amistoso contra o CA Ipiranga.
Aqui, um time dos anos 80:
O time conquistou vários títulos em sua história, dentre eles a Taça Minas Gerais (em 1980, 2009 e 2010), o Campeonato Mineiro Módulo II de 2003, a Segunda Divisão de 2015, o Campeonato Mineiro do Interior (em 1966, 1973, 1980, 1981 e 1982) e o Torneio de Acesso ao Campeonato Brasileiro de 1986. E pra quem pergunta se o time tem torcida, dá uma olhada nessas imagens:
Originalmente, mandava seus jogos no Estádio Boulanger Pucci que chegou a ter capacidade para 8 mil torcedores. Infelizmente o estádio foi leiloado e só restou sua fachada.
Encontrei algumas fotos na Fanpage do Uberaba:
Peguei uma foto do Google Maps para ver como ele está por dentro.
Foi inaugurado em 1922, no amistoso Uberaba 0x2 Paulistano, com o nome de Estádio das Mercês (nome do bairro em que se localizava), e somente na década de 30 recebeu o nome do Dr. Boulanger Pucci, ex-presidente do clube. Contam que houve um acidente no estádio, as arquibancadas de madeira cederam, em um jogo entre o Uberaba e o Formiga, ferindo mais de 300 pessoas. Depois disso, foi feito uma campanha para se conseguir verbas para construção de uma arquibancada de concreto, transformando o estádio em um dos mais modernos daquela época.
O Uberaba Sport Club mandou aí suas partidas até 1971, quando foi substituído pelo Estádio Municipal Engenheiro João Guido. Mas seguiu sendo o centro de treinamentos até 2009, quando foi arrematado em leilão para pagar dívidas trabalhistas do clube.
Assim, o “novo” estádio da cidade passou a ser o Estádio Municipal Engenheiro João Guido, o “Uberabão”.
O estádio fica na região central da cidade e toma conta de todo um quarteirão.
O entorno do estádio é meio “morno”, sem grandes intervenções visuais.
Ele começou a ser construído em 1961, e foi projetado para se chamar “Monumental” e ter uma capacidade de 45.000 torcedores.
Somente em 1972 ele foi inaugurado, num amistoso da seleção brasileira (entre a principal e o time “aspirante”) e a casa esteve cheia!
Mas…. Voltemos aos dias atuais. Passamos pelo estádio quando chegamos em Uberaba e ele estava fechado, decidimos voltar depois do almoço para ver se conseguiríamos entrar.
Já estava até pensando se teria algum lugar pra conseguir fotografar por fora.
Mas… Uma luz surgiu quando estávamos procurando um restaurante. Encontramos o ônibus do Araxá estacionado pela cidade.
Uma rápida pesquisa pela Internet informou que devido ao seu estádio estar fechado, o Araxá EC tem mandando seus jogos no Uberabão!
E foi assim que, mesmo o estádio sendo usado pelos dois times da cidade (Uberaba Sport Club e o Nacional de Uberaba) acabamos conhecendo o Uberabão graças a dois times de fora:
O Araxá entra em campo!
O Pouso Alegre também!
Então…. vamos lá!
A lotação atual caiu de 20 para pouco mais de 15 mil torcedores.
Aqui um olhar do meio campo:
O gol do lado esquerdo:
Gol lado direito:
O jogo válido pela segunda divisão (que na prática equivale ao terceiro nível estadual, abaixo dos módulos I e II).
Aí, a torcida do Pouso Alegre FC, a Gigantes do Mandu e a Pouso Alegre Manguaça. (desculpem por não conseguir uma foto mais próxima, mas infelizmente a polícia não me deixou ir até a área visitante)
Aqui, a torcida Pavilhão, do Araxá:
O estádio é bem grande e bem estruturado, mas o público do jogo foi pequeno, para uma tarde ensolarada e agradável para se assistir uma boa peleja.
O jogo estava morno. Muita bola disputada no meio campo, sem grandes chances sendo criadas.
Os goleiros sequer sujaram seus uniformes…
Pra quem gosta de curiosidades…
Destaque para o fosso no sentido mais literal da palavra fosso hehehe:
Tem até umas carpas lá…
O jogo terminou 1×0 para o time local. Não filmei o gol, mas a Globo local tem a edição. Clique aqui e assista.
E nós… voltamos para nossa missão, agora começando a viagem de volta ao ABC.
Igarapava significa “Porto de canoas”, e era um dos locais onde os bandeirantes faziam suas paradas rumo às minas dos índios goiazes.
Atualmente, cerca de 32 mil pessoas vivem nestas terras, onde outrora viveram os bandeirantes Bartolomeu Bueno da Silva (o Anhanguera), João Leite da Silva Ortiz e o capitão Anselmo Ferreira de Barcelos, entre outras figuras da sangrenta história paulista.
Outrora chamada de Comarca de Santa Rita do Paraíso, em 1906, foi elevada à categoria de município e em 1907 teve seu nome mudado para Igarapava.
A cidade tem o orgulho de possuir a Usina Hidrelétrica de Igarapava, no Rio Grande, na divisa entre SP e MG.
Olha ali onde ficam a cidade e a própria usina:
Fomos até Igarapava conhecer o Estádio Garibaldi Pereira, casa do Igarapava EC!
A fachada do estádio não possui mais nenhuma identificação 🙁
Uma pena… A casa do alvi rubro Igarapava Esporte Clube merecia maior reconhecimento já que recebeu vários times do estado de São Paulo, desde a fundação do time em 21 de agosto de 1919.
Assim como muitos times do interior, o IgarapavaEC encontra-se afastado das competições oficiais.
Como todo time do futebol paulista, o Igarapava EC começou no amador, principalmente no Campeonato do Interior. Aqui, matéria de 1948:
Mas sua história é muito rica; participou em 11 edições das divisões de acesso do Campeonato Paulista, pela 3ª divisão (de 1961 a 1964, 1976, 1980 e 1986), pela 4ª divisão (de 1977 a 1979) e pela 5ª divisão em 1994.
Aqui, o Diário da Noite de 1962, declarava que o Igarapava EC faria parte da Segunda Divisão, o terceiro nível do futebol àquela época:
Este era o time de 1962:
Olha aí o esquadrão já nos anos 90:
E cá estamos nós, rodeando o estádio em busca de um lugar para fotografá-lo, mas os muros parecem inimigos…
A menos que… Sim, a famosa escada do seo Osvaldo nos salvou mais uma vez e garantiu o nosso registro!
O Estádio Garibaldi Pereira perdeu mais do que a presença dos torcedores em disputas profissionais… Sua arquibancada coberta já não está assim tãããão coberta…
A arquibancada ao fundo do gol de entrada lembra um pouco o eco estádio em Curitiba.
Mas o campo está bem cuidado, mesmo enfrentando um longo período sem chuvas.
A arquibancada lateral é o bom e velho cimentão, dando ao estádio a capacidade para 4 mil torcedores.
Aqui, o outro gol, ao fundo, onde não há arquibancada.
Enfim, mais uma missão cumprida!
Hora de voltar para a estrada, mas antes, um rápido passeio por dentro da cidade…
A cidade serve de residência par acerca de 50 mil pessoas atualmente e nos surpreendeu com a infraestrutura que pudemos ver!
Desde ruas largas e arborizadas, até o comércio local, forte e ativo!
Mesmo tão desenvolvida, a cidade ainda guarda a calma das tradicionais cidades do interior.
O motivo da nossa visita à cidade é o São Joaquim Futebol Clube!
O São Joaquim FC foi fundado em 20 de abril de 1920, sendo assim um clube centenário (na época de nossa visita já existiam algumas homenagens aparecendo por lá)!
O time desafiou a distância da capital e disputou 5 edições do Campeonato Paulista: 1949 e 1950 na A2, 1993 na A3 e 1994 e 1995 na atualmente extinta quinta divisão. Esse era o time de 1948 no dia em que o São Paulo FC foi até São Joaquim disputar um amistoso com o “Espigão” (apelido do time local) para inaugurar um novo espaço do Estádio:
Segundo a Gazeta Esportiva, em 1955, o Espigão contratou o zagueiro Blanco, do River Plate!
Mais notícias de 1955:
O time despediu-se do profissionalismo com o título da Quinta divisão de 1995.
Esse era o time campeão:
Um fato curioso é que o time foi abandonado pelo patrocinador no meio do campeonato e os jogadores decidiram seguir, tendo como única fonte de renda a bilheteria e patrocínios pontuais:
Aqui, o time presente em Aparecida contra o Aparecida EC: Aqui a camisa de recordação do título!
Em 2011, foi realizado um jogo beneficente entre o São Joaquim Futebol Clube (com os jogadores campeões em 1995) contra a equipe Master do Corinthians Paulista.
O clube tem uma série de brindes e materiais comemorativos, como essa caneca:
O futebol nasceu na cidade no início do século XX (em 1915), e em 1920, o futebol da cidade se uniu para fundar o São Joaquim Futebol Club (S.J.F.C.). Em 1961, o time muda de endereço deixando o campo na esquina da Rua Voluntário Geraldo com a Rua Goiás. Essa era a fachada da época:
E assim, começava a surgir o atual Estádio Dr. José Ribeiro Fortes!
Essa é a entrada do estádio atualmente:
E mais uma vez estamos aí pra registrar parte desta linda história!
E o clube social possui uma entrada própria também.
Entrando por lá, existem distintivos do time por toda a parte.
E também no muro que margeia o clube.
Lá dentro, nota-se um trabalho de marketing que nem os grandes clubes da capital conseguem fazer.
Mas, viemos para ver o estádio, que tal uma volta por lá?
E assim, finalmente conhecemos mais um templo do futebol paulista!
O estádio Dr. José Ribeiro Fortes é quase impensável! Ou inacreditável… Um estádio tão bacana e tão grande… Merecia ter um time de volta ao campeonato!
O banco de reservas segue ali! Mesmo antigo, provavelmente atenderia às expectativas do futebol.
Com tantas arquibancadas ao seu redor, o estádio possui capacidade para cerca de 12 mil pessoas.
São arquibancadas de cimento, no melhor estilo old school, com uns 12 degraus.
Ali ao fundo, fica o clube.
Aqui, uma visão do meio campo para quem está na arquibancada.
Aqui, o gol do lado direito:
E aqui, o lado esquerdo:
Aqui ficava a identificação do estádio, bem no centro do campo.
Olha como era esse lugar em 1995, no ano do título de campeão paulista da série B:
E olha como a torcida lotava as arquibancadas do estádio:
Uma curiosidade é que não existem lugares cobertos no estádio.
Importante citar o outro time da cidade, a Associação Atlética Joaquinense (AAJ).
Fundada em 3 de fevereiro de 1942, a AA Joaquinense não chegou a disputar competições profissionais mas manteve seu time em atividade por décadas e ainda possui sua sede e ginásio na cidade:
A AA Joaquinense era chamada de o “time da baixada”.
A cidade viveu dias de glória com o futebol e o futsal. Mas, nem mesmo com muita reza na Paróquia São José, as coisas se sustentaram 🙁
A cidade de Orlândia fazia parte de Batatais até 1890, e sua história tem muito a ver com a produção agrícola da cidade e com o fato da Cia Mogiana de Estradas de Ferro permitirem seu escoamento para outros mercados.
A cidade foi planejada para colaborar com a circulação dentro dela, por isso, existem várias avenidas largas, nem sempre comuns nas cidades do interior.
E é possível encontrar diversas lembranças arquitetônicas do passado da cidade!
E aí você se pergunta: Por que estávamos em Orlândia? Simples, por causa da Associação Atlética Orlândia.
A Associação Atlética Orlândia foi fundada em 5 de Maio de 1920 e mandava os seus jogos no Estádio Municipal Virgílio Ferreira Jorge, o “Virgilhão”.
Essa já não é a atual cara da entrada do estádio (e aí começamos a desenrolar a triste história do futebol local). Se você for até lá hoje, encontrará a seguinte imagem:
Pois é, já não tem a placa indicando o nome do Estádio e nem sequer uma entrada… Está tudo bem fechado. E o motivo? R$ 3 milhões de motivos… Que fizeram o terreno ser agora da propriedade do Grupo Colorado.
Pra quem não conhece a história de sucesso do time local, vale lembrar que a AA Orlândia disputou 27 Campeonatos Paulistas entre a A2 (de 1949 a 52, 1967, 1969, de 1971 a 74, 1976, de 1982 a 84 e 1986). E pela terceirona, foram 11 disputas (de 1961 a 66 e depois de 1977 a 1981).
Um pouco do registro fotográfico desses times encontra-se em fotos aqui e acolá distribuídas pela Internet, a começar por um time da década de 60 (que tinha no gol, Carlão, que jogou aqui no Santo André, também):
Olha o Carlão em uma bela imagem da época:
Essas são do site do Milton Neves, da seção “Que fim levou”. O jogador em destaque é José Augusto Lopes da Silva, o Zé Augusto (ou Guto).
É , a AA Orlândia tem mesmo um passado glorioso, com destaque para o título do Torneio Matheus Marinelli, de 1982 e o título de 1994, da Quinta Divisão (campanha abaixo):
O campeonato foi decidido em um hexagonal final e a AA Orlânidia sagrou-se campeã!
Mas, seu presente é uma lacuna…
Logo após o título de 1994, o clube se licenciou e hoje, o estádio aguarda o início de sua demolição… Que tal uma espiada?
Ao fotografar o lado externo fomos orientados por um morador que evitasse demonstrar muito interesse, porque segundo ele, a Polícia Militar e a segurança privada do local costumava ser um tanto rígida ao não permitir qualquer registro sobre o local.
Respeitamos o conselho e obviamente não adentramos à área do estádio, agora particular, mas pelo menos as fotos da bilheteria, foram feitas!
Decidimos dar uma volta ao redor do quarteirão para ver se ao menos alguma fresta permitiria um registro mínimo da parte interna do estádio.
E encontramos! Um furo no portão permitiu trazer luz a um dos campos mais misteriosos da atualidade. Ele segue lá! Mas… E aquele ônibus?? O que faz lá?
A arquibancada coberta resiste, como que implorando uma segunda chance…
Encontrei uma foto que parece ser dessa mesma arquibancada, alguns anos atrás:
Aqui, uma imagem do gol:
E consegui fazer uma foto dos fundos da arquibancada coberta.
Ainda encontrei algumas imagens da parte de dentro do Estádio Municipal Virgílio Ferreira Jorge:
Mas o registro mais marcante é o que foi feito pelo artista Nuno Ramos, em sua performance “Placar final”, de 2007, que parecia antever um triste futuro da cidade, enterrando o futebol profissional…
E além disso, contamos com a ajuda dos nossos amigos que seguem acompanhando o blog, e graças ao Naressi, torcedor do CAP (Pirassununguense) da Malucos do Vale, conseguimos algumas imagens internas:
Acho que mesmo sem conseguirmos entrar, deu pra ter uma ideia da grandiosidade do estádio e sua importância pro futebol local.
Uma última olhada via buraco…
Ah, e pra quem se pergunta por quê a tristeza também no futsal, é que o time que outrora teve Falcão como principal jogador / embaixador, acabou vendo o final dessa parceria deixando a cidade órfã.
Mesmo tanto tempo depois dessa incrível aventura misturando geografia, história e futebol, ainda não estamos nem na metade do nosso rolê.
Depois de fotografar os estádios de Pirassununga, Descalvado, Santa Rita do Passa Quatro, Tambaú, Santa Rosa de Viterbo,Santa Cruz das Palmeiras,Vargem Grande do Sul, São José do Rio Pardo e Cajuru, agora é a hora de conhecer a incrível cidade de Batatais, onde vivem cerca de 63 mil pessoas!
E demos sorte, porque chegamos no dia da tradicional festa italiana DI SAN GENNARO!
Adivinha se não demos um rolê por lá a noite!
Dormimos em Batatais, o que nos permitiu até pegar uma piscina no hotel, na manhã seguinte… Ainda que estivéssemos meio com cara de sono kkkk
Mas, pra quem quer pegar a estrada, 7 da manhã já é tarde, sendo assim, booooooommmmm diaaaaaaa Vietnãããã!!!!!!
Deu pra passear um pouco, conhecer um pouco do dia-a-dia local e ver a cara da cidade.
Batatais resguarda parte de sua arquitetura do início do século que tenta relembrar suas história aos atuais moradores, pedindo que não esqueçam suas origens!
Belos prédios, casas históricas e cuidados exibidos a cada pequeno detalhe…
Mas, pulemos a cerca que limita nossa liberdade e vamos conhecer o motivo da nossa visita à cidade…
… O Estádio Dr. Oswaldo Scatena!
O Estádio Dr. Oswalvdo Scatena é a casa do Batatais FC.
Outrora, já falamos do time do Batatais FC por meio de sua camisa, veja aqui como foi que mostramos alguns quadros do “Fantasma da Mogiana”.
Esse foi o time que disputou a A2 deste ano (2018):
O Estádio foi inaugurado em 1954, e teve como primeira partida “Batatais 2×4 Palmeiras”, encontrei essas imagens referentes a esta partida:
E aí estamos nós! Em mais um templo sagrado do futebol paulista!
Deu pra fazer nossa tradicional foto na bilheteria!!
O Batatais completa no ano que vem seu centenário! Tomara que programem algo para marca o ano!
E nós, aqui, literalmente visitando a cancha local!
Como não sabemos por onde ir… sigamos o proibido! kkkkk Brincadeira hein? Entramos por aí com o consentimento dos funcionários locais.
E que tal uma olhada na parte interna do estádio?
O estádio é incrível! Tem arquibancadas ao redor de todo o campo. Olhando da arquibancada coberta, esse é o gol esquerdo:
O meio campo:
O gol do lado direito:
Com tanta arquibancada, o Estádio Doutor Oswaldo Scatena (também chamado de Scatenão) possui atualmente capacidade para 15.000 pessoas.
Uma coisa que eu acho muito legal em alguns estádios do interior é a homenagem que prestam ali mesmo aos ex atletas, veja que da hora:
As bandeiras tremulando ao vento, ao fundo do gol.
E aí estamos nós!
E lá no campo, o time treinava para mais uma partida da Copa Paulista!
Destaque para o ótimo zagueiro Luiz Matheus que jogou no nosso Santo André (fez o gol do título da Copa Paulista 2016).
Mais um estádio que merece estar eternamente em funcionamento! Parabéns à população de Batatais por manter um time tão simpático em atividade, mesmo com tantas dificuldades que sabemos existir atualmente para isso…
E que arquitetura maluca hehehehe E ainda assim genial!
Hora de dizer até um dia ao fantasma da mogiana! Tomara que voltemos um dia para acompanhar uma partida!
A cidade nasceu da doação de um terreno (feita por dona Maria Pires de Araújo) para a construção de uma capela, com o tempo, o povoado que surgiu em torno dela começou a ser chamado de São Bento do Cajuru (nome que os povos originários que habitavam o lugar o chamavam à época da chegada dos tropeiros: ka’îuru, que significa “boca do mato”).
A chegada da estrada de ferro acelerou o desenvolvimento da cidade…
18 de agosto de 1866 é considerada a data de fundação definitiva de Cajuru, onde encontram-se cachoeiras e quedas d’água, criando um amplo potencial turístico. Mas… Cá estamos para conhecer o Estádio Municipal Dr Guião.
O Estádio Municipal Dr Guião foi a casa do Clube Recreativo Cajuruense na disputa da terceira divisão em 1986, em sua única participação em campeonatos oficiais organizados pela Federação Paulista.
Oficialmente, o C.R. Cajuruense foi fundado em 1950, mas suas origens vêm da década de 30, e esta matéria da Gazeta de 1931 comprova a tese, anunciando naquele ano partida entre a então Associação Atlética Cajuruense o União Mogyana FC.
O time já contou em sua linha com um jogador que ficaria famoso como diretor de um grande clube: trata-se de Juvenal Juvêncio!
Em 1949 fez história disputando o Amador do Interior:
A cidade que no passado foi uma região das mais produtivas do café, com dezenas de fazendas faturando com a produção do chamado “ouro verde”, graças ao uso da mão de obra escravizada no século XIX teve que se reinventar com o passar do tempo. Primeiro substituindo os escravizados pela mão de obra imigrante (principalmente italiana) e pela própria presença dos estrangeiros como proprietários de novas terras. Aqui a cidade em 1910:
A religião se mostra presenta na cidade por meio de várias igrejas, conseguimos fotografar a Igreja Matriz de São Roque (estilo romano,segundo a Mari) e inaugurada em 1942. Atualmente abriga os monges da ordem Cistercienses e fica na praça Monsenhor Arnold:
Foi em São José do Rio Pardo que Euclides da Cunha escreveu “Os Sertões“, uma das obras mais importantes sobre a história do nosso país: a sangrenta e trágica Guerra dos Canudos. Mate sua saudade sobre a história de Antonio Conselheiro e seu povo autogerido:
A cidade foi servida por ferrovia entre 1884 e 1989, quando os trilhos foram retirados e no local foi construído uma avenida, fizemos uma foto de um local em que provavelmente serviu de estação:
Mas, nosso foco futeboleiro era conhecer as casas de dois times da cidade, comecemos pela Associação Atlética Riopardense!
A AA Rioperdense foi fundada em 1º de janeiro de 1930, e a partir de 1948 passou a disputar as competições oficiais da Federação Paulista jogando a segunda divisão até 1951, quando se licenciou.
Aqui, o time de 1943:
Em 1982, o time voltou ao profissionalismo para uma única disputa da terceira divisão. Desde então, dedica-se ao futebol amador.
Muitas pessoas tratam o estádio apenas de “Estádio da AA Riopardense“. Mesmo se você buscar pela Internet é difícil achar o nome verdadeiro do Estádio. Até porque como o estádio fica dentro do clube, as coisas se misturam.
Mas, logo dentro do clube, existe uma placa que esclarece os mistérios e mostra o real nome do local: Estádio Moacyr de Ávila Ribeiro.
O pessoal do clube foi bem bacana em permitir que a gente entrasse pra fazer umas fotos!
A essa altura do campeonato estávamos na estrada há várias horas e o calor era absurdo… Então imagina como ficamos ao ver esse visual…
Mas, há que se manter o foco. O nosso desafio era registrar o Estádio, que agora sabíamos, se chamar “Moacyr de Ávila Ribeiro“, e pra chegar lá, era necessário atravessar a quadra!
Atravessou? Então vamos lá! É hora de conhecer mais um campo histórico do futebol de São Paulo!
É impossível olhar para esse visual e não sentir uma mágica volta ao tempo… Olha que lindo essa arquibancada coberta!
E olha como tudo começou…
Naquela época, a entrada do estádio era pela rua Mossoró.
Ao fundo, o crescimento da cidade começa a aparecer, com direito até a arranha-céu…
Aqui o time rival da cidade, o Rio Pardo FC, em 1948, posando no campo da Associação:
Olha o “arquitetônico” banco de reservas.
O Estádio possui um sistema de iluminação que permite partidas noturnas (coisa que o meu Ramalhão até 2017 estava sem).
Detalhe para o setor das “cadeiras cobertas” no estádio, denominado “Camarote Tricolor”.
Mas o estádio tem também a ala do rock! Olha só essa parte atrás do gol com menções aos Stones, Marcelo D2, Pink Floyd e até uma foto/grafite do Chorão…
Dá vontade de não ir embora né? Mas a cidade é grande o suficiente para ter um segundo time, então é hora de nos despedimos do Estádio Moacyr de Ávila Ribeiro, a Associação Atlética Riopardense!
Assim, andamos um pouco e logo estávamos em frente ao Rio Pardo Futebol Clube!
O Rio Pardo Futebol Clube foi fundando em 2 de abril de 1909 e entrou pra história ao disputar quatro edições do campeonato paulista da segunda divisão (de 1948 a 51).
Aqui o time de 1951:
Pra quem gosta dessas fotos históricas, tem aí outras imagens de fases diferentes:
Mas o Rio Pardo FC também disputou três edições da quarta divisão (1963, 1964 e 1967) e mandavam seus jogos aqui! Na sede do clube:
Mas assim como no caso da Riopardense, as pessoas constumavam se referir a ele como o “Estádio do Rio Pardo FC”, mas… existe um nome! E ele é… Estádio Lupércio Torres.
No lugar em que esta placa está, parece que existia um tipo de pórtico de entrada:
E aí estamos nós!
Um pouco depois há um outro possível pórtico!
O clube é cercado por um muro e em várias partes dele existe o distintivo pintado na parede.
Aqui é a entrada do clube atualmente:
Vamos dar uma olhada na parte interna pra ficar triste?
É… Chegamos tarde…. As necessidades práticas do clube falaram mais alto que a memória histórica (e é claro que essa é uma decisão válida, uma vez que o clube segue vivo).
Pelo que entendi era aqui que ficava o campo:
Curiosamente, veja essa foto do time rival (Associação Atlética Riopardense) no próprio campo do Rio Pardo FC:
Bom, deu pra conhecer um pouco do estádio. Valeu a pena!
Assim como vale a pena ler a descrição encontrada no site www.cidadelivredoriopardo.com.br a descrição sobre o dia de um derbi: “O campo da Associação está repleto. Arquibancadas e gerais são redutos discriminatórios. Dois grandes grupos antagônicos se formam. As torcidas não se misturam. Nas arquibancadas e gerais daquele lado espremem-se os apaixonados da Associação, os “estegomias”. Na metade oposta, nos barrancos e laterais, os “bexigas-pretas”, torcedores do Rio Pardo. Gritos ofensivos cruzam o campo vazio. Mulheres, com roupas de festa, são sopranos e contraltos dos coros gritantes das torcidas, com urras, piquepiques, quadrinhas, “slogans”, hinos dos clubes, insultos, vaias… Guarda-chuvas, sombrinhas e muitos eucaliptos sombreiam o contorno do campo.” E por aí vai a história, leia lá no http://cidadelivredoriopardo.com.br.
Ah, antes de ir embora ainda deu pra cruzar com o Estádio do time local do Vasco da Gama (limitado ao futebol amador).
O time, embora se limite ao futebol amador, é bastante tradicional!
No caminho para a nossa próxima parada (a cidade de Cajuru) ainda pudemos pirar com o visual do Rio Pardo (eu nem sabia da existência da barragem lá…).
A sétima parte do nosso rolê nos levou à bela cidade de Vargem Grande do Sul, terra do amigo Felipe Oliveira, que trabalha comigo na RINO COM.
Mas se você gostaria de saber como foi que chegamos até aqui, confira os demais posts em que registramos os estádios de Pirassununga, Descalvado, Santa Rita do Passa Quatro, Tambaú, Santa Rosa de Viterbo e Santa Cruz das Palmeiras.
Atualmente, cerca de 42 mil pessoas vivem em Vargem Grande do Sul, mas isso não significa que a população local tenha aberto mão de velhos hábitos como o dominó na rua…
E se o medo afugenta as pessoas da rua nas grandes cidades, em Vargem Grande do Sul as pessoas se sentem protegidas por saber que lá no alto da cidade, o tradicional “Cristo Redentor” tá de olho em tudo que acontece.
A cidade nasceu de um antigo povoado, surgido às margens da antiga estrada Boiadeira percorrida pelos Bandeirantes no século XVII, em busca das minas de ouro de Goiás.
No fim do século XIX e início do século XX começaram a chegar os imigrantes que iriam formar a sua população.
O nome de Vargem Grande do Sul foi dado ao município em 1944. “Vargem” é o nome português que se dá à várzea dos rios e a cidade é cortada pelos rios Jaguari Mirim, Fartura e Verde.
Nosso objetivo nessa visita era registrar o Estádio Municipal Dr. Gabriel Mesquita.
O Estádio foi a casa da Associação Atlética Vargeana.
O time foi fundado em 26 de fevereiro de 1945.
Essa é a entrada do estádio.
Acho muito legal quando os estádios usam o portão pra valorizar o time, normalmente com as iniciais do time. No caso do EstádioDr. Gabriel Mesquita, acredito que as iniciais sejam referências a “Estádio Municipal”.
O Estádio está muito bem cuidado, mas infelizmente estava fechado… Mesmo assim, a salvadora escada que meu pai emprestou e colocou no porta malas do carro me permitiu fazer algumas fotos de dentro do campo.
Achei uma foto na Internet que mostra mais detalhes desse lado do gol:
Achei esse belo registro do time dos anos 40:
Depois de muito disputar os campeonatos amadores, a Vargeana decidiu encarar o profissional e em 1986 disputou sua única edição de um Campeonato Paulista jogando a terceira divisão daquele ano.
Esse é o time que disputou a terceirona de 86 (a foto foi gentilmente enviada pela Emily da Secreteria de Esportes de Vargem Grande do Sul):
Repare que no gol, temos a presença de um jovem que futuramente seria conhecido por outra profissão, falamos de Cléber Abade:
Ele parou em 2011, relembre como foi seu último jogo:
Recebemos da Emily uma outra foto, mas infelizmente a resolução está muito baixa:
Vamos conhecer o estádio por dentro? (ou melhor por cima…)
O estádio possui uma arquibancada coberta e uma descoberta na lateral do campo.
Aqui o gol da direita (pra quem olha de dentro da arquibancada coberta):
Olha que lindo o banco de reservas (dá pra ver como o gramado está bem cuidado):
Aqui uma visão do campo com a cidade ao fundo.
Esse é o time atual da AA Vargeana, que disputa os campeonatos amadores:
Assim, nos despedimos da cidade de Vargem Grande do Sul e voltamos à estrada para a próxima fase!
Caso você tenha interesse em ter uma camisa retrô, o site Só futebol oferece dois modelos das camisas da Vargeana. (clique aqui e confira).
E sim, a cidade tem esse nome porque a primeira capela erguida na região era cercada de frondosas palmeiras. E não é que elas ainda estão pela cidade? Essa é a rodoviária, de imponente arquitetura!
A cidade prosperou graças às propriedades agrícolas que aproveitaram a terra roxa da região para o cultivo de cafezais, que chegaram a somar mais de quatro milhões de pés. Para saber mais sobre a história da cidade, recomendo um romance policial interessante que se passa por lá e foi escrito baseado na vida (e morte) de Manezinho, filho de escravos que viveu por lá (compre aqui por menos de R$ 20):
Nossa visita à cidade se deu pelo desejo de conhecer o tal “Estádio do Coronel“, campo do Esporte Clube Palmeirense.
O EC Palmeirense é um dos clubes mais antigos do estado de São Paulo. Foi fundado 7 de setembro de 1908, após uma partida entre os moradores locais contra o Pirassununguense (que jogou em comemoração ao seu primeiro ano de vida). Esse é o time da época:
O clube é conhecido como “Leão da Coronel“, porque fica localizado na Rua Coronel Penteado e por isso seu estádio é chamado de “Estádio da Coronel“, ou simplesmente o “Campo do Palmeirense“.
Atualmente, embora não dispute as competições oficiais da Federação Paulista, o EC Palmeirense mantém um ótimo patrimônio: seu clube social.
Mas o EC Palmeirense fez história disputando torneios amadores organizados pela Federação Paulista de Futebol nos anos 1940, 1950 e 1960, recebendo também times de diversas cidades para amistosos.
Aqui, um belo empate com o time do União de “Piraçununga”, em 1956 pelo Campeonato Amador:
Olha o destaque no portão, que lindo!
Que tal um rolê por dentro do campo?
Como deu pra ver, também ia rolar um show no feriado de 7 de setembro (até porque é também o aniversário do clube). Quanto mais festa, mais alegria, menos ódio. Então, boa festa!
Bom, mas o Palmeirense não se contentou com o amadorismo e decidiu se profissionalizar para respirar ares ainda mais competitivos e assim, 1976 estreou pela terceira divisão, perdendo de virada, em casa para o Descalvadense, por 3×1, nesse mesmo chão que hoje, com todo o respeito, pisamos!
Mas a derrota na estreia não desanimou e o EC Palmeirense viria a disputar doze Campeonatos Paulistas, de 1976 a 1989, entre a terceira e a quarta divisão, fazendo a alegria das arquibancadas de seu singelo estádio!
Esse foi o time que disputou a Quarta Divisão em 1989, agradecemos ao Tostão (lá do Palmeirense mesmo) pela disponibilização da foto:
Aparentemente a foto é desta área do estádio:
Da história vão ficando as memórias e as pessoas, como um dos colaboradores do clube que cuida com o mesmo amor de sempre do campo, e mostra com orgulho sua medalha conquistada na São Silvestre de um passado inesquecível.
A verdade é que olhando assim, dá pra sonhar com uma partida pela série B do Paulista sendo jogada aí no Coronel, não dá?
Aqui o gol da direita…
O meio campo…
E o gol da esquerda…
Em 1978, o “Leão da Coronel” chegou à fase final da quarta divisão, mas acabou perdendo a chance de ser campeão ao ser derrotado pelo.
Nos anos 90, o time volta ao amadorismo, tendo seu estádio voltado aos torneios amadores e amistosos, além do uso pelos sócios do clube.
Mas segue na memória (e n
O campo possui uma série de árvores ao seu redor, dando um clima bem tranquilo.
E as palmeiras também!!
O placar segue 0x0…
As arquibancadas também estão ali na saudade de receber a torcida!
Os vestiários muito bem cuidados.
Bom, mais uma etapa completa e com louvor! O EC Palmeirense mostrou uma incrível estrutura, justificando a nossa visita, por hora… Voltemos à estrada! Pois ainda há muito a conhecer!