O Estádio Nelson Mendrado Dias, o ‘Estradinha”, a casa do Rio Branco de Paranaguá-PR

No fim de 2008, estivemos em um rolê por Curitiba e da capital paranaense decidimos descer até Paranaguá para conhecer a Estrada da Graciosa e também visitar a histórica cidade de Morretes, mas … Para não perder o costume, decidimos buscar os estádios locais e acabamos encontrando o “Complexo Esportivo Educacional Fernando Charbub Farah“, onde fica localizado o “Estádio Gigante do Itiberê”:

O apelido “Gigante do Itiberê” vem do rio Itiberê, que margeia a cidade e está bem próximo do Estádio.
A capacidade o Gigante é de pouco mais de 12 mil lugares, e foi inaugurado com o jogo entre o Paraná e o Vasco da Gama, uma vez que boa parte dos moradores da cidade são fãs do futebol carioca.

Com todo respeito ao Estádio Municipal, confesso que sempre fico um pouco frustrado quando o estádio não tem um time e por isso, fomos até o Estádio Nelson Mendrado Dias, o ‘Estradinha”, onde o Rio Branco manda seus jogos.

O Rio Branco foi fundado no dia 13 de outubro de 1913, sendo o terceiro clube mais antigo do estado em atividade, atrás apenas do Operário e do Coritiba.
Vi que as vezes, o time manda seus jogos no Gigante do Itiberê, mas tem no Estádio Estradinha, seu alçapão.

O Rio Branco foi campeão da segunda divisão de 1995.

Daqueles estádio com alambrado velho que a qualquer momento vai ceder e permitir à torcida local a invasão. Por isso, os bandeiras procuram não errar muito por ali…

A arquibancada de cimento, com pouca parte coberta marca com sua simples presença a história de tantos torcedores que estiveram ali gritando pelo Rio Branco.

E por um momento, eu faço parte dessa história!

A Mari também não resistiu e eternizou nossa presença em mais um lendário estádio desse Brasil…

O gramado estava bem cuidado, aproveitando as chuvas de verão para se recuperar para o ano que iniciaria. Enfim, mais uma aventura boleira registrada!

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Em busca do estádio perdido na Serra da Mantiqueira – Parte 2

Antes de voltar para o ABC, decidimos fazer uma paradinha estratégica em Atibaia para conhecer o Estádio Municipal Salvador Russani. Para os que conhecem bem o estádio, vale dizer que estamos misturando fotos de duas visitas, uma em 2010 e outra em 2019.

Estádio Municipal Salvador Russani

É no Estádio Municipal Salvador Russani que o Atibaia Sport Club manda seus jogos.

Assistimos o penúltimo jogo do Atibaia, pela série B do Campeonato Paulista de 2010, frente ao Paulínia, lá em Paulínia (veja aqui as fotos) e desde então estávamos curiosos para conhecer o “ninho do Falcão”.

Estádio Municipal Salvador Russani - Atibaia

Aqui um vídeo feito em 2019:

O Estádio estava fechado, mas conseguimos falar com um administrador local, que abriu as portas para podermos fotografar o campo e as bancadas, onde cabem cerca de 3.000 torcedores.

Estádio Municipal Salvador Russani - Atibaia

Como sempre, ali estão as bandeiras do Brasil, do estado de São Paulo e da cidade de Atibaia.

Estádio Municipal Salvador Russani - Atibaia

Ao fundo, pode se ver um pouco da cidade e da serra, dando ao Estádio um visual único!

Estádio Municipal Salvador Russani - Atibaia

Só existe arquibancada em uma das laterais, na outra ficam os bancos de reserva e a área da arbitragem.

Estádio Municipal Salvador Russani - Atibaia

O portão de entrada local:

Estádio Municipal Salvador Russani

Não podíamos deixar de registrar o portão dos Visitantes!

Estádio Municipal Salvador Russani Outras fotos que fizemos na segunda visita: Estádio Municipal Salvador Russani - Atibaia Estádio Municipal Salvador Russani - Atibaia Estádio Municipal Salvador Russani - Atibaia Estádio Municipal Salvador Russani - Atibaia Estádio Municipal Salvador Russani - Atibaia Estádio Municipal Salvador Russani - Atibaia

Antes de ir embora, descobrimos que estava acontecendo a trigésima edição da Festa do Morango e decidimos “adoçar” nossa volta.

Futebol, serra, morango, cachoeiras… São muitas opções para fazer do feriado uma data inesquecível, sem stress.

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Em busca do estádio perdido na Serra da Mantiqueira – Parte 1

Joanópolis.

A cidade possui um cenário incrível, com muita água por todos os lados (não, não é uma ilha hehehe) e é conhecida como a capital do… Lobisomem!!!

Mas a cidade também é conhecida pelas beleza de suas águas e cenários!

E água gelada da montanha é ideal, para quem como eu, andava com a cabeça quente de tanto trabalho. Esse é o “Tchibum“, uma atração a parte da “Cachoeira dos Pretos“, lugar onde passamos o dia:

É ali que nasce um dos rios mais famosos do interior:

Ah, e é onde fica a Cachoeira dos Pretos, com mais de 130 metros de queda:

A cachoeira tem diversos locais onde se pode entrar na água, tomar sol, enfim, se divertir como quiser…

O local próximo à Cachoeira oferece toda a estrutura necessária para um bom passeio.

Diversas opções de restaurantes atendem até aos vegetarianos como a gente!

Bom, depois de um dia todo de diversão na Cachoeira, fomos enfim conhecer o Estádio local!

Como Joanópolis não possui um time disputando os campeonatos profissionais da Federação Paulista, o Estádio é utilizado apenas para jogos das equipes da várzea.

Mesmo assim, possui um belo gramado e está situado junto ao “Complexo Esportivo Municipal Prefeito Nini Costa“, que inclui ainda um ginásio, cancha de bocha e outros espaços.

A modesta arquibancada guarda lugar para futuros sonhos de uma torcida que tem motivos de sobra para se orgulhar do lugar onde vive.

Fica aí mais um Estádio visitado por nós!

Abraços ao povo da cidade! Em breve posto a sequência desse rolê, em Atibaia!

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A angústia da Inter de Limeira!

Mais um domingo ensolarado e quente pelo interior paulista.

Dia da rodada final da segunda fase da Série B do Campeonato Paulista e dentre vários jogos, escolhemos ir até Limeira acompanhar uma das decisões desta fase.

O Estádio é o  Major José Levy Sobrinho, tradicional Limeirão, onde a Internacional manda seus jogos.
O adversário do dia é o “CATS” (Clube Atlético Taboão da Serra).
Confesso que já acostumei com o horário dos jogos da série B, o domingo matinal já está tomado na minha agenda para ir aos jogos com a Mari.

Pelo movimento do lado de fora, achei que o campo estaria cheio, só depois me dei conta que estava rolando um evento de cowboys e que infelizmente, o povo boleiro de Limeira não era muita gente…

Essa é a realidade do futebol no interior paulista.
Ao menos quem foi, foi para apoiar.
E lá estávamos nós…

Esse Estádio é magnífico.
Não só pelo tamanho e pela beleza, mas principalmente pelo seu valor histórico.
A vista também é muito boa…

Do lado “descoberto”, as organizadas da Inter ditavam o ritmo, cantando e apoiando o time, que precisava vencer a partida e ainda torcer por um tropeço do “Primeira Camisa” (time de São José) contra o Desportivo Brasil, em Jaguariúna.

Mais do que fazer sua parte, a torcida ainda tinha que ficar atenta ao radinho ouvindo as novidades do outro jogo.

O clima era de tensão total e para dar uma forcinha, a diretoria da Inter conseguiu começar o jogo com quase 20 minutos de atraso pela falta de um médico responsável.

O time da Inter começou vindo para cima, mas falhava nas finalizações. Na parte coberta, com pouco mais de 25 minutos o pessoal também já não tinha mais unha para roer, tamanha era a ansiedade pela classificação.

O placar era de 0x0, mesmo resultado do jogo em Jaguariúna.

Embora o time do Taboão já estivesse classificado, em momento algum eles deixaram de jogar com seriedade, dificultando a vida do time local.

Mas a verdade é que para ficar ainda mais bonito, o Estádio merecia um público maior…

E era bola na área, chutes de longa distância, pressão no árbitro… A Inter fazia de tudo para abrir o marcador e no mínimo fazer a  sua parte.

As bandeiras tremulando lembravam a importância do resultado não só para a torcida, mas para a cidade de Limeira.

E a galera da Internação seguia com a bateria lembrando o time que “TEMOS QUE VENCER!!!

Momento artístico, retratando a torcida, os trapos, holofotes e demais objetos que fazem parte do dia-a-dia de quem curte estádio.

Basta olhar para as instalações do Estádio que a lembrança faz-se presente: 1986, a Inter, campeã paulista.

O pessoal da Interror sabia que era parte importante do esquema tático no jogo e fez bonito. Os torcedores cantaram e apoiaram o time, fazendo valer o fator campo.

E se não bastasse a torcida das pessoas presentes, lá estava uma outra figuraça do Estádio: o cão “Neguinho’‘, com direito até a camisa do time.

O tempo ia passando e cada minuto fazia o nervosismo aumentar. Dali de cima víamos que a Inter não conseguia traduzir em gols o domínio em campo.

É sempre emocionante acompanhar a luta de um time e sua torcida por um objetivo. Que bom seria se conseguíssemos levar isso para outras áreas da vida…

A união é o ato de maior força entre as pessoas, independente da vitória. A Inter vivia mais um dia de fortes sentimentos com seus torcedores.

E o sol forte minava as forças de quem se envolvia com o jogo até a última das emoções…

A Mari até aproveitou pra pegar um bronze…

E no meio de tantos sentimentos, percepções e preocupações… Saiu o tão esperado gol da Inter! Festa no Limeirão…

Depois do gol, aproveitamos para bater papo com alguns torcedores e quando vimos, já estava terminado o primeiro tempo. Aproveitamos para dar uma volta pelo Estádio e principalmente experimentar o Mega-Gelinho que eles vendem por lá, a R$2:

Aproveitamos também para conhecer melhor o “Neguinho”

No intervalo, não existe nenhum tipo de ação com os jovens torcedores, como vimos no domingo passado em Paulínia. Coincidência ou não, o número de crianças presentes no jogo foi pequeno. Ao menos, mulheres não pagaram pra entrar!

Fomos assistir ao segundo tempo na sombra e acho que não teríamos aguentado se tivéssemos ficado no sol. Não só pelo calor do dia, mas pelo calor do jogo.
Em Jaguariúna, o time do “Primeira Camisa” apertava o Desportivo Brasil, mas a grande dor aconteceria ali mesmo, no Limeirão.
Após bela jogada individual de um dos atletas do Taboão, a bola sobrou para o atacante visitante marcar e chegar ao empate.
O silêncio imperou por longos minutos…

A notícia do empate fez os jogadores da Primeira Camisa comemorarem, em Jaguariúna, mas a festa durou pouco. Minutos depois a Inter chegou ao seu segundo gol para delírio dos torcedores locais.

Dali pra frente, o jogo ficou morno. O Taboão aceitou a derrota e a Inter agradeceu.

As emoções agora estavam por conta do jogo de Jaguariúna. E o final em 0x0 foi mais comemorado que os gols da Inter. A combinação dava ao time de Limeira a classificação para a terceira fase da série B.

Agora é a hora do torcedor abraçar o time, esperamos retornar ao Limeirão e conferir um público maior, que é o que um time como a Inter merece.

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Paulínia 1×0 Atibaia (2a divisão Paulista)

Depois de tanto frio, até que enfim um domingo de sol para se ir ao Estádio!

E lá fomos nós até a cidade de Paulínia, assistir a mais um jogo da segunda fase da Série B do Campeonato Paulista 2010.

Chegamos com o jogo já começando…

O Estádio Luiz Perissinoto e a própria gestão do time do Paulínia deveriam servir de exemplo aos clubes das divisões maiores.

E a resposta ao trabalho bem feito se dá nas próprias arquibancadas. Um bom público, com a participação de muitas crianças! E a molecada (que participa de vários projetos do próprio clube) vai uniformizada e pronta para gritar pelo “Dino” (apelido do time). E falando em molecada…Aí estamos nós, mais uma vez!

Ah, e sem se esquecer da torcida visitante, do Atibaia. Se esse série B é marcada pelos pequenos públicos das torcidas locais, a turma do Falcão deu uma boa mostra do que é torcer, indo em um bom número até Paulínia e apoiando o time o tempo todo!

Em campo, os dois times sofriam com o calor, mas nem por isso fizeram um jogo menos pegado. Chances para os dois lados e destaque para os goleiros que mantiveram o 0x0 por todo o primeiro tempo. O time e a torcida do Paulínia sabiam da importância de se vencer este jogo (o que seria a sétima vitória seguida) para antecipar a classificação para a próxima fase. Por isso, cada um tentava fazer sua parte. Nas arquibancadas, a TUP (Torcida Uniformizada do Paulínia) cantava e mandava seu recado! E coloriram o estádio em azul e amarelo… Não que os demais torcedores, os “não organizados” não estivessem presentes e engajados com o time… Era mais uma boa presença no Estádio Luis Perissinoto! Do outro lado, castigados pelo sol e com pouquíssima sombra (esse é um dos problemas dos jogos às 10h), a Torcida do Sport Club Atibaia também cantava seu amor ao time. Quando a molecada começa a se movimentar pela arquibancada é sinal de que o primeiro tempo está acabando. E não estão com pressa porque os pastéis que vendem por lá são deliciosos, estão assim porque é hora de desafiar o Dino, mascote do time do Paulínia!

Numa estratágia simples mas de eficiência incrível na formação de jovens torcedores, o time coloca as crianças presentes a bater penaltys no mascote do time.

E eram tantas crianças chutando que quando percebemos, o segundo tempo já estava rolando.

E o sol seguia sem dar descanso principalmente à torcida visitante. E o ataque local também voltou pro segundo tempo sem dar paz à zaga do Atibaia. Mas futebol é assim mesmo. Superação é tudo. Principalmente nas divisões de acesso, onde o simples esforço de se manter ativo já é motivo de orgulho. E lá estava o bandeirão do Atibaia para relembrar a todos isso! E foi assim, nessa lógica da superação que a torcida local pode enfim comemorar um gol! Após um cruzamento da direita, um cabeceio alto venceu o goleiro do Atibaia e fez a festa na arquibancada azul e amarela… E assim o placar se manteve até o final do jogo, mantendo o aproveitamento de 100% do Paulínia nessa fase da competição e garantindo sua classificação para a próxima etapa, com duas rodadas de antecedência. Mais uma vez estivemos nesse estádio, com um público muito legal! Deu para conversar um pouco com o pessoal. Abraço ao pessoal que esteve em mais este jogo! Apoie o time da sua cidade!!!]]>

Juventus 1×1 São Bernardo – Copa Paulista

Ô fim de semana frio…

Sábado a noite, após um cineminha a tarde eu e a Mari decidimos ir visitar a 18a Festa Italiana de São Caetano.

Tanta comida e música italiana nos deram a ideia de no dia seguinte ir à Moóca ver o lado italiano do futebol nessa Copa Paulista!

E lá fomos nós para o jogo das 10h da manhã, com direito a fila na bilheteria!

E acredite, a manhã de domingo em São Paulo estava quase tão fria quanto a noite na festa italiana…

O jogo traz ao Estádio Conde Crespi o time da cidade de São Bernardo do Campo, o Tigre do ABC!

E não é que não foi só a gente que saiu cedo da nossa região para ir para Javari? Lá estava o pessoal da Guerreiros!

E no seu tradicional lugar, o pessoal da Setor 2, cantando e pulando contra o frio…

Em campo, o São Bernardo mostrava porque é o líder do grupo, mostrando se bem posicionado, entretanto, o Juventus também mostrava que na Javari é um time difícil de ser batido. Mas a bola do ataque grená não acertava o gol metalúrgico.

E nas muitas investidas aéreas, ou o ataque juventino falhava, ou o bom goleiro Jefferson defendia.

E o ataque do Tigre começava a aparecer mais para o jogo.

Não que isso influenciasse o ânimo da torcida local, que mais uma vez se pendurou onde pode pelo estádio…

O jogo vinha equilibrado, quando aos 30 minutos, os visitantes fizeram 1×0, num gol contra da zaga local.

Festa pro pessoal do São Bernardo. Festa com hora para terminar, pois menos de 5 minutos depois, o Juventus teve um penalty a seu favor, mas…

O penalty, mesmo perdido, trouxe certo ânimo ao time, que começou a criar mais e contou com a ajuda do juiz que expulsou um atleta visitante, preocupando a torcida do Bernô

Juventus começou a ir pra cima, aproveitando-se da diferença numérica, mas nada que alterasse o placar.

Assim, o goleiro do São Bernardo garantiu que o primeiro tempo terminasse 1×0 pros visitantes.

E intervalo na Javari é sinônimo de… Canoles!!!! E hora de passearmos pelo estádio, que é uma obra de arte por si só. Mesmo com frio, mais de 600 pessoas compareceram ao jogo, o setor coberto estava cheio! Tem cobertura mais legal para um estádio de futebol? Será que esses grandes projetos para a Copa de 2014 não poderiam tentar resgatar um pouco da beleza do início do século XX?

O segundo tempo prometia ser um jogo quente, os reservas ficaram em aquecimento o tempo todo, sabendo que mais ou menos tempo, poderiam entrar! Lááááá ao fundo, o placar ainda mostrava a vitória do bravo time visitante! A setor 2 seguia alentando, mas em campo, mesmo com um a menos, o São Bernardo se segurava! E a Guerreiros também seguia apoiando, sabendo da importância do resultado! O Juventus era todo ataque, mas as finalizações continuavam sendo seu principal problema. Forza, Juve… A torcida seguia acreditando! E os torcedores juventinos já estavam indignados, quando aos 49 do segundo tempo o Juve se livrou da derrota em casa, com um gol de cabeça! Saímos contentes em acompanhar mais um emocionante jogo (o nosso primeiro na Copa Paulista 2010), em um estádio histórico.

O destaque final fica para a visão que me fez lembrar da minha infância, nos anos 80.

Bem em frente ao estádio, uma ameixeira desafia o concreto e oferece centenas de frutos.

A natureza aguentará chegar aos 49 do segundo tempo?

Apoie o time da sua cidade, seja local ou visitante!

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88- Camisa do Juventud Pergamino

A 88ª camisa da coleção foi comprada na Rua Lavalle, em Buenos Aires, numa loja que reúne várias camisas de times das divisões de acesso do futebol argentino, a preços interessantes. O dono da camisa é o Club Atlético Juventud, da cidade de Pergamino, que  fica há creca de 200km de Buenos Aires, no meio do caminho até Rosário. Conheça um pouco da cidade:   O time é um dos mais jovens do futebol argentino. Foi fundado em 13 de Julho de 1946, por um grupo de jovens que costumavam jogar num desses terrenos baldios (quem mora na Grande São Paulo já nem deve mais saber o que é isso…). Esse é seu distintivo:

Com o tempo, surgiram pessoas dispostas a ajudar a equipe, como Don Angel Roldán, um ex jogador que acabou tornando-se o primeiro presidente do clube. Logo, começaram a jogar num campo municipal abandonado e em 1958 se afiliaram à liga. Venceram a liga por várias vezes, principalmente na década de 70. Em 2004, foi campeão da Zona Centro do Torneio Argentino B, em 2004 (Clausura). O vídeo abaixo mostra algumas imagens do time: Li num site que o Juventud teve três grandes chances de conseguir o acesso. A primeira delas o acesso lhe foi negado por uma proibição da Federação. Da segunda vez, venceu seu rival Olimpo, por 7 a 0 no jogo decisivo, mas após o jogo houve um quebra pau tão grande que o Conselho Federal fez o Desportivo perder os pontos da partida. A última grande chance, foi contra o Quilmes (de Mar del Plata) que acabou sendo perdida graças a uma má arbitragem. A sede do Pergamino sempre reuniu diversos  registros históricos da cidade, entretanto, em 1995 sofreu uma terrível inundação fazendo com que vários materiais fossem perdidos. O Juventude tem vários apelidos: Celeste, Juve, Inundados, La Ribera, Juventus de Pergamino e Estrella Roja de Centenario. Manda seus jogos no “Estadio Bicentenário Carlos Grondona“, inaugurado em 2009, com capacidade para 7 mil torcedores: Aliás, seus torcedores sabem apoiar o time… A barra do Juventud é “La Banda del Puente”, famosa por suas ações extra campo. Mas suas bancadas também estão repletas dos torcedores autônomos, como se pode ver… Seu principal rival é o Douglas Haig de Pergamino. Atualmente o time disputa o Torneio Argentino B, 2010/2011, que equivale à quarta divisão nacional, após ter sido rebaixado, na temporada passada. Para quem nunca entende as divisões do futebol argentino, é assim: “Primera División“: É  disputada por 20 clubes. “Primera B Nacional“: equivale à segunda divisão. Também 20 clubes. A partir daí, cada divisão tem duas ligas geograficamente separadas, uma pro interior e uma para a  capital: “Primera B Metropolitana”: parte mais próxima da capital, da terceira divisão. É disputada por 21 clubes “Torneo Argentino A” é a outra competição da terceira divisão. Disputada por 25 clubes. A quarta divisão é formada pela “Primera C Metropolitana” (20 clubes) e pelo “Torneo Argentino B” (48 clubes). A 5a divisão é formada pela “Primera D Metropolitana” (18 clubes) e pelo “Torneo del Interior” (apenas 264 clubes). A 6a divisão é representada pelas ligas locais. O site oficial do clube parece estar fora do ar, por isso sugiro visitar esse feito por torcedores: www.juvepergamino.com.ar Ou este: www.sentimientoceleste.es.tl Falem o que for, mas o que eu mais queria do meu time é que ao final de uma conquista difícil, eles fizessem isso:

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Guaçuano x Radium – Valeu a vaga!

Última rodada da primeira fase da Segunda Divisão do Campeonato Paulista de 2010. Fomos até Mogi Guaçu para assistir o jogo que definia um dos classificados para a próxima fase, em busca do acesso para a série A3.

Logo na chegada, um bom sinal. Muitos carros do lado de fora, mostrando que a população da cidade topou apoiar o CA Guaçuano!

O jogo foi no Estádio Municipal Alexandre Augusto Camacho, que já conhecíamos de outras viagens.

Em campo, um jogo difícil.

De um lado, em 5º lugar o time da casa, o Clube Atlético Guaçuano, do outro, em 4º, com um ponto a mais, o tradicional Radium de Mococa.

Resumindo, quem ganhasse, se classificaria…

O estádio, que comporta cerca de 5 mil pessoas recebeu mais de 1.000 torcedores. Entre eles, eu e a Mari!

A torcida apoiava, mas cobrava bastante. Houve inclusive a distribuição de um panfleto nas redondezas do estádio pedindo a saída da atual diretoria.

Além da arquibancada da foto acima, existe uma nova área, construída atrás do gol de entrada:

E tem também quem prefere torcer ali pertinho, encostado no alambrado…

 Ah, e sem dúvida a parte mais divertida do estádio, é onde fica a galera do barranco, que promete um dia ter o nome de cada um de seus integrantes escrito ali no barranco também.

Tem até escada pra levar o pessoal até seus tradicionais lugares (eu só percebi depois de literalmente escalar o morro pra falar com o pessoal):

É deles a faixa que fica ali no alambrado, com a figura do “Barney”, dos Simpsons:

E todos torcendo para que ao final do jogo a bandeira da cidade e do clube refletisse a imagem da vitória…

Eu e a Mari já estávamos satisfeitos por acompanhar dois times que já conhecíamos mas que nunca tínhamos visto ao vivo!

Sobre o jogo, o Guaçuano era todo ataque e o Radium todo defesa.

O time do ataque dominava o jogo, mas não conseguia finalizar bem. As maiores chances vinham das bolas paradas.

O time da defesa se segurava como podia, valendo-se de muitas faltas e catimba para segurar o 0x0 que levaria o Radium à segunda fase.

A estratégia defensiva funcionou durante todo o primeiro tempo. O jogo virou 0x0.

Durante o intervalo, houve uma homenagem a equipe de Futebol de Campo sub-21 de Mogi Guaçu, que  conquistou a medalha de ouro nos Jogos Regionais de Americana.

O jovem time levantou o caneco com muita moral, vencendo a equipe do Aguaí por 2×1. A foto abaixo é do site www.guacuesporte.com.br :

O 2º tempo veio e o jogo ficou ainda mais truncado.

Mesmo com o time carregado de cartões amarelos, o Radium seguia heroicamente descendo a bota e tentando de tudo para esfriar o jogo.

Até os reservas pressionavam para segurar o 0x0.

A torcida apoiava, mas já começavam a criticar uma possível eliminação precoce.

Mas, quando a classificação parecia começar a ficar distante, o lateral Robson fez de penalty 1×0 para o Mandi!

Foi o suficiente para a festa na torcida e na cidade.

Mas havia tempo pra mais e o Guaçuano fez 2×0, assegurando de vez a classificação para a próxima fase.

Agora, a série B promete uma nova fase com um nível bem mais forte. O Guaçuano disputará suas fichas contra Olé Brasil, Votuporanguense e Mauaense.

Boa sorte, Mandi!

E torcedor Guaçuano, não se esqueça, mais do que nunca…

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Estádios, Ferrovias e W.O.: um passeio pelo futebol da alta Sorocabana

Um pacato e tranquilo fim de semana em julho de 2010, me deu a chance de pegar a estrada e (re)visitar o lado oeste do estado e escrever um pouco sobre o futebol em algumas cidades da região.

Rodovia Castelo Branco

Começamos pela cidade de Santa Cruz do Rio Pardo.

Assis, Santa Cruz do Rio Pardo, Ipaussu, Chavantes

A cidade conta com um time bastante tradicional, a Esportiva Santacruzense, que vem bem na série B do Campeonato Paulista.

Associação Esportiva Santacruzense

Com a ajuda do nosso GPS, chegamos rapidamente ao Estádio Leônidas Camarinha, com sua entrada estreita, tão comum nos campos do interior antigamente.

Estádio Municipal Leônidas Camarinha - Associação Esportiva Santacruzense

A capacidade do Estádio é de mais de 10.000 torcedores.

Estádio Municipal Leônidas Camarinha - Associação Esportiva Santacruzense

Até conseguimos falar com algumas pessoas ligadas ao time, na busca por uma camisa, mas voltamos de mãos vazias, ao menos pudemos adentrar ao campo…

O estádio foi inaugurado em 1950, com o nome de Estádio Municipal de Santa Cruz o Rio Pardo.

Estádio Municipal Leônidas Camarinha - Associação Esportiva Santacruzense

O jogo inaugural foi entre o Santos e a Santacruzense. O placar é daqueles manuais, bem tradicionais…

Estádio Municipal Leônidas Camarinha - Associação Esportiva Santacruzense

Após entrar no campo e pisar na grama local, era hora de seguir viagem, afinal, não tínhamos muito tempo, para tantos planos.

Estádio Municipal Leônidas Camarinha - Associação Esportiva Santacruzense

Nossa próxima parada era a cidade de Ourinhos, para a visita do CAO (Clube Atlético Ourinhense).

Clube Atlético Ourinhense

O CA Ourinhense foi fundado em 5 de junho de 1919 e disputou uma edição da série A2, em 1952 e seis da série A3, de 1961 a 1966.

Clube Atlético Ourinhense - Ourinhos

O Estádio fica dentro do próprio clube, bem próximo da Raposo Tavares e da linha do trem.

Aqui, a entrada do clube social que abriga o estádio:

Clube Atlético Ourinhense - Ourinhos

O distintivo do CAO é daqueles antigos, que trazem consigo tradição e história.

Clube Atlético Ourinhense - Ourinhos

O campo mantém também a essência de uma época áurea que infelizmente não deve voltar.

Estádio do CA Ourinhense

Eu e a Mari fizemos questão de marcar nossa presença em mais um estádio antológico do futebol paulista.

Estádio do CA Ourinhense

Ao fundo, um primeiro prédio mostra o que pode ser o futuro da cidade: a verticalização.

Estádio do CA Ourinhense

Por ficar numa área abaixo da cidade, o Estádio ficou conhecido como “Estádio da baixada“.

Estádio do CA Ourinhense

Ourinhos já teve outros times jogando o profissional, como o EC Gazeta:

Distintivo do EC Gazeta

O Esporte Clube Gazeta foi fundado em 7 de setembro de 1948, com o fim do CA Ourinhense.
O Gazeta ficou conhecido como “O Líder das Excursões” e levou a cidade de volta ao futebol profissional ao disputar a 5a divisão de 1979 e depois a série A3 de 1980 a 82.
O time voltou a jogar o profissionalismo a partir de 2000, quando jogou a série B2 em 2000, caindo pra B3 onde jogou até 2002. Aqui, o time de 2001, foto do Site “O curioso do futebol“:

EC Gazeta de Ourinhos

Outro time que disputou o profissional foi o Esporte Clube Operário.

Esporte Clube Operário - Ourinhos

O site História do Futebol produziu os antigos distintivos do time:

Esporte Clube Operário de Ourinhos

O EC Operário foi fundado em 16 de junho de 1920 e disputou 2 edições da série A3, em 1954 e 1958. Esse foi o time de 1949:

Esporte Clube Operário - Ourinhos

O quarto clube a disputar o profissionalismo pela cidade foi o EC União Barra Funda.

EC União Barra Funda - Ourinhos

O Esporte Clube União Barra Funda foi fundado em 23 de Março de 1972 e entrou pra história ao disputar o Campeonato Paulista da Quinta Divisão de 1978, com o time abaixo:

Esporte Clube União Barra Funda - Ourinhos

Veja maiores informações sobre o futebol em Ourinhos clicando neste link.
Saindo de Ourinhos, nossa parada agora era Palmital, cidade do extinto Palmital Atlético Clube.

Palmital

O Estádio visitado foi o Manoel Leão Rego, onde o Palmital Atlético Clube mandou a maior parte de de seus jogos.

Palmital Atlético Clube

O Pamital Atlético Clube nasceu em substituição do Operário Futebol Clube:

Operário FC - Palmital

O Operário FC foi fundado em 1929 e fez história no futebol local.
Vale conferir a página sobre o time: https://www.facebook.com/palmitalac
Aqui, o time do Operário FC de 1946:

Mas o grande sonho viria a ser realizado a partir de 1964 com a disputa do Campeonato Paulista Profissional, jogando a quarta divisão (na época chamada de “Terceira Divisão), quando sagrou-se campeão de seu grupo, com o time abaixo:

Em 1966, o time foi vice campeão da quarta divisão, conquistando o acesso à divisão equivalente à atual A3 do Campeonato Paulista.
E para conquistar maior empatia com o torcedor local, decidiu-se mudar o nome do time para Palmital Futebol Clube, mantendo as cores do Operário FC.
O Palmital FC mandou seus jogos no “Estádio dos Eucaliptos“, que viria a mudar de nome para Estádio “Manoel Leão Rego”, e depois no Estádio Municipal Miguel Assad Taraia . Fomos até o Estádio “Manoel Leão Rego” registrá-lo!

Palmital Atlético Clube - Estádio Manoel Leão Rego

O Palmital FC disputaria diversas edições do Campeonato Paulista entre a terceira e quinta divisão, com destaque para a incrível conquista da série A3 de 1987.

Palmital AC
Palmital AC - Campeonato Paulista A3 - 1987

E pensar que esse campo viu toda essa história acontecer!

Palmital Atlético Clube - Estádio Manoel Leão Rego

Imagino as arquibancadas lotadas a empurrar o time!

Atualmente, o  Estádio “Manoel Leão Rego” tem atendido ao futebol amador local.

Palmital Atlético Clube - Estádio Manoel Leão Rego

Vamos dar uma olhada:

Ao fundo, pode se ver que a cidade está cada vez mais perto.

Palmital Atlético Clube - Estádio Manoel Leão Rego

As arquibancadas já tem o telhado deteriorado… Para mim, estes estádios deveriam ser tombados como patrimônio histórico da cidade…

Palmital Atlético Clube - Estádio Manoel Leão Rego

Em 1991 o Palmital AC voltou a disputar a série A3, jogando até 93.
Depois, em 97, jogou a quinta divisão do Campeonato Paulista (chamada na época de série B1-B), fazendo uma campanha bastante irregular e marcando, ao menos temporariamente o fim do futebol profissional do Palmital FC, e seu o belo estádio só é usado nas partidas amadoras.
Bom, mas já era hora de ir embora… A estrada chama por nós!

Palmital Atlético Clube - Estádio Manoel Leão Rego

Deixamos a cidade e rumamos à Assis, nossa base nessa viagem, já que minha família por parte de pai mora lá.
A cidade acabara de fazer aniversário e haviam várias festas em comemoração, por isso o palco ali atrás.

Assis

Aliás, nosso guia na cidade foi meu tio Zé, o “Alemão” que não apenas torce como já jogou por quase todos os times da cidade. Abaixo meu pai, o tio Zé, eu e a Mari.

Assis

supermercado Amigão possui uma série de fotos históricas nos caixas, e dentre delas, uma da Ferroviária, com o Alemão (o 4º agachado da esquerda para direita):

AA Ferroviária de Assis

Assis ainda mantém várias casas feitas em madeira, o que dá um ar muito diferente à cidade, principalmente para quem está acostumado a realidade cinza das grandes cidades (a maioria dessas casas foi construída em sistema de cooperação pelos funcionários da Estrada de Ferro Sorocabana).

Casas de madeira - Estrada de Ferro Sorocabana - Assis

Mas, falando de futebol, nosso primeira estádio na cidade foi o Estádio Dr. Adhemar de Barros, onde a Vermelhinha da Rua Brasil (apelido da Ferroviária) mandava seus jogos.

Estádio Dr. Adhemar de Barros - AA Ferroviária - Assis

A arquibancada vermelha sobrevive, como as histórias do time que ali jogou e que até hoje são contadas pela região. Muitas dessas histórias meu pai conta até hoje na época em que ele e meu avô (funcionário da Ferrovia) acompanhavam a vermelhinha!

Estádio Dr. Adhemar de Barros - AA Ferroviária - Assis

Mais uma vez, eu e a Mari registramos nossa passagem por um estádio clássico!

Estádio Dr. Adhemar de Barros - AA Ferroviária - Assis

E uma foto com meu pai, que também jogou e torceu bastante pelos times de Assis. Ele e meu avô eram presença fiel no estádio, para ver a Ferroviária.

Estádio Dr. Adhemar de Barros - AA Ferroviária - Assis

Sem dúvida um belo estádio…

Estádio Dr. Adhemar de Barros - AA Ferroviária - Assis

As arquibancadas começam a sofrer com a ação do tempo, assim como a iluminação do campo que foi levada embora.

Estádio Dr. Adhemar de Barros - AA Ferroviária - Assis

Ainda assim, os detalhes do estádio e das bancadas são únicos!

Por coincidência, ao irmos embora, encontrei o atual gestor do time do VOCEM (na verdade, uma academia que disputa campeonatos infantis). Olha que linda camisa…

VOCEM

Ele não conseguiu me arruma nenhuma, mas felizmente o craque Bolão (outro que jogou em diversos times da região) conseguiu uma para mim:

Bolão - VOCEM

Ainda conseguimos bater umas fotos do time sub-15 do VOCEM disputando a final do municipal.

Um sentimento bastante nostálgico ao ver as arquibancadas repletas de torcedores do VOCEM!

Nossa próxima visita foi no campo do DERAC de Assis, o Estádio Aristeu Rocha de Carvalho.

Estádio Aristeu Rocha de Carvalho - DERAC - Assis

O DERAC teve um grandes times e marcou época no futebol amador da cidade! A foto abaixo também está no Supermercado Amigão.

DERAC de Assis

O campo segue em boas condições de uso, e o distintivo materializado é de fazer inveja a vários grandes times…

O Estádio do DERAC chama-se Aristeu de Carvalho, e fica próximo da fábrica da Malta, cervejaria que por anos patrocinou o Assisense.

O dia estava bonito e decidimos ir para Cândido Mota, cidade vizinha, conhecer e fotografar o Estádio Municipal Benedito Pires.

Era aí que o CAC (Clube Atlético Candidomotense) mandava seus jogos..

Tudo isso com o tio Zé contando histórias sobre o futebol da região nos anos 60, 70 e 80.

Mais um estádio que sofre com a “modernização” do futebol, que a cada dia mata mais os pequenos clubes do interior.
Olha como era um jogo no campo em 1987:

Só pra lembrar, o CAC foi fundado em 10 de Junho de 1957, sendo o primeiro time da cidade a disputar uma competição oficial da Federação Paulista, em 1963. Depois dessa, o time ainda disputou mais 11 campeonatos.

Outro time da cidade que disputou o profissional foi a União Atlética Ferroviaria Candidomotense fundada em 15 de novembro de 1949 por operários da Estrada de Ferro Sorocabana. O distintivo do time é bem curioso (e por isso o time era chamado de canarinho), encontrei esse no site História do Futebol:

Time de 1961:

Aqui, o time de 1962:

Mas também existe esse outro distintivo:

Por dois anos -1964 e 1965- o CAC e a Ferroviária se enfrentaram até as duas equipes desistirem do profissionalismo.

Em 1980, o CAC ainda viria disputar a Terceira Divisão, subindo para a segunda divisão até 1988, quando retorna à Terceira Divisão e em 1989, desativa seu departamento profissional.

Ou seja, falamos de um estádio com muita história.

Estádio Municipal Benedito Pires - Clube Atlético Candidomotense -Cândido Mota

Quer dar uma olhada no estádio? Veja:

E eu e a Mari oficializamos a presença em mais um campo!

Estádio Municipal Benedito Pires - Clube Atlético Candidomotense -Cândido Mota

O que é mais legal nos campos do interior é a quantidade de árvores em volta. Mais parecem parques!

Voltamos para Assis e já era tarde. Após comer na 10ª Festa do Milho, fomos dormir.
No dia seguinte, logo de manhã fomos à Paraguaçu Paulista, reencontrar o tradicionalíssimo Estádio Municipal Carlos Affini, campo do Paraguaçuense. (Disntintivos do site Escudos Gino)

Aqui, para quem como nós é torcedor do Santo André é um lugar pra se guardar na memória, graças aos confrontos emocionantes entre Paraguaçuense e o Ramalhão.

O Paraguaçuense subiu de divisões rapidamente, mesmo tendo, segundo os torcedores, a administração da Federação da época (Farah) como adversário maior.

A Federação tentou proibir o acesso à série A2 devido às arquibanadas não comportarem 15 mil lugares, como manda a regra. O resultado? Uma campanha entre torcedores da cidade e da região construiu o que foi preciso num tempo recorde!

A cidade na época não tinha sequer 40 mil habitantes e um estádio onde cabiam 15 mil pessoas!

Quer conhecer mais? Veja nosso tradicional vídeo!

E que fique eternizado nosso respeito a história de um time que fez tremer grandes potências do interior!

Torço para que um dia esse estádio volte a receber clássicos contra as equipes da região!

Uma última olhada do lado oposto, enquanto nos preparamos para ire embora para a última parte de nosso rolê boleiro…

Saímos de Paraguaçú Paulista e voltamos à Assis a tempo de assistir o jogo entre o Assisense e Ilha Solteira, no Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão.

Já escrevi sobre a camisa do Assisense, mas esta é a primeira partida do time, que vejo pessoalmente e por isso nem me importei com o preço do ingresso.

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

O Estádio fica perto do parque Buracão (nome dado devido à erosão típica do local, que gerou um buraco que engoliu de casas à arvores antes de ser transformado em parque), e pode se dizer que o Estádio também é um buracão, já que você entra pela parte alta e o campo fica lá embaixo.

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Tudo estava perfeito! Dois times que nunca vi jogar, um estádio incrível…

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Mas aí, veio a notícia que abalaria os 10 torcedores presentes…

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Nem toda beleza e grandiosidade do Estádio foram suficientes para convencer o time adversário a sair de Ilha Solteira e vir pra Assis…

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Estávamos presenciando um W.O….

Demorei pra acreditar, mas… Infelizmente meu passeio durou pouco mais de meia hora, tempo suficiente pra se dar o jogo como encerrado…

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Desci até o campo para tirar umas fotos de ângulos diferentes…

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Se não teria jogo, ao menos fotografar os jogadores do Assisense em campo…

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Os próprios atletas ficaram surpresos (embora esse fosse o segundo W.O. seguido do time do Ilha Solteira).

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Aproveitei que estava lá embaixo e fotografei um dos jogadores de perto pra mostrar a nova camisa, num tom azul mais claro.

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Também aproveitei e tirei uma foto com um dos diretores do time, o Vilela:

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Uma última olhada no estádio, antes de irmos embora. Acabei não ficando tão triste em perder o jogo, já que pelo menos pude visitar vários estádios e cidades.

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Ufa… Sei que o post foi longo, mas achei melhor publicar tudo de uma vez, do que ficar dividindo em várias partes, que parecem nunca ter fim.
O que ficou para nós após tantos estádios, é o mesmo que temos repetido no blog e nas ruas…

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Desportivo Brasil x Elosport – série B / 2010

Era mais um sabadão a tarde, dia ensolarado e agradável.
Pudemos encontrar nosso amigo Gabriel Uchida que também é cidadão de Cosmópolis.
Nada melhor do que comemorar indo a uma partida do Desportivo Brasil, que manda seus jogos ali pertinho, emJaguariúna.

O jogo foi contra o Elosport, forte equipe de Capão Bonito (ainda devemos uma visita a um jogo deles como mandante).

Mais uma vez o estádio estava às moscas. É uma pena um estádio tão bonito não receber público algum…

Como já mostramos anteriormente, o Estádio Municipal Alfredo Chiavegato tem uma excelente estrutura, que acaba subutilizada com públicos tão tímidos…

O jogo em si foi a cara da segundona. Muito pegado, e muita bola alçada na área.

Achou a bola ali?

E fotografando e registrando, ali estavam Mari e Uchida…

E não é que apareceu um pessoal do Elosport ali nas bancadas?

E dá lhe bola na área…

O placar foi apertado, mas mais uma vitória para o Desportivo Brasil que ocupa a vice liderança do grupo, atrás apenas do Paulínia!

Bom, o importante era registrar nossa presença em mais uma partida!

Abraços ao amigo, o zagueiro Robenval, que foi quem nos convenceu a dar um pulo no jogo!

Descobri que é muito difícil fazer fotos de zagueiro em lance de bola… Então fica aí essas outras!

Ah, depois do jogo, demos uma passada na pista de bicicross da cidade:

E pra finalizar o rolê… Açaí em Arthur Nogueira, com o pessoal de Cosmópolis ! 

Um jogo mais! Um estádio mais, mas a mesma ideia…

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