226- Camisa da Associação Olímpica de Jardinópolis (SP)

Em dezembro de 2025, pegamos a estrada até Brodowski para acompanhar a final do Amador do Estado entre o CA Bandeirante e União FC de Atibaia (veja aqui como foi a conquista do 5º título do Band).

Antes de chegar na cidade, aproveitamos para dar uma parada na cidade vizinha: Jardinópolis!

Sempre importante lembrar que antes do nome, antes mesmo da cidade e das linhas no mapa, já havia vida, cultura e história correndo por aqui.
Segundo estudos (vale ler esta sucinta matéria), a região de Jardinópolis era habitada originalmente pelos Caiapós, chamados de “Tapuias” (algo como “bárbaros”) pelos Tupis.
Os Caiapós cultivavam milho e mandioca e eram semi-nômades, caçando, pescando e coletando mel e frutas nativas.
Estes são alguns Caiapós em foto de 1876 que está no museu de antropologia da Alemanha:

A partir do século XIX, os europeus e mamelucos começam a ocupar a região e surgem as primeiras fazendas.
Uma delas ficou conhecida como “Ilha Grande“, devido a uma ilha no leito do Rio Pardo e parte dela foi doada para ser transformada em um povoado, que a partir de 1898, passou a ser chamado de Jardinópolis.
A agricultura é muito importante para a cidade, conhecida como a “capital da manga”.

As mangas jardinopolenses passaram a ser levadas para São Paulo e de lá para outros centros do Brasil, pelas estradas de ferro, já que o município era cortado pelas linhas da antiga Companhia Mogiana.

Jardinópolis foi berço do incrível Rubens Francisco Lucchetti, um verdadeiro mestre da literatura de terror brasileira, e roteirista de José Mojica Marins, em alguns dos filmes e HQ’s de Zé do Caixão. Luchetti faleceu em 2024.

Mas, o município de 45 mil habitantes possui também grande cultura futeboleira.
Uma prova disso é que Jardinópolis teve a primeira partida de Futebol Feminino ainda em 1921.

Esta partida se deu em um dos palcos mais antigos do futebol de Jardinópolis: o campo da Associação Olímpica Jardinópolis!

Li que na época, havia um time chamado São Paulo de Jardinópolis que mandava ali seus jogos, mas a Associação Olímpica também já existia, pois foi fundada em 1919.
Aqui, matéria do Correio Paulistano de 1920 citando o time:


Estivemos por lá conversando com o Agnaldo e ele nos mostrou diversas fotos históricas do time, como esta de 1951:

Neste ano, o Correio Paulistano comprova que o time disputou o Campeonato Amador do Interior, bem como o São Paulo e o Jardinópolis, todos da cidade.

Aqui, a classificação de seu grupo em 1956:

Em 1958, a possível criação de uma zona local com times da região para jogarem a 3ª divisão animou a Associação Olímpica!

Outras fotos bacanas que o Agnaldo mostrou pra gente:

Como estávamos a caminho da final do Campeonato Amador do Estado, importante lembrar que a Associação já conquistou esse título em 1985 e 1993!

Fiquei contente de ter o amigo Mário ao meu lado em mais um registro histórico de um estádio de futebol do interior paulista, o Estádio Alexandre Jorge Saquy, a casa da Associação Olímpica de Jardinópolis!

Sinta o clima do estádio durante nossa visita:

O estádio mantém sua arquibancada coberta, afinal, o sol em Jardinópolis é mesmo forte…

Vemos o distintivo do clube exposto em diversos locais.

Aqui, o gol da esquerda:

O meio campo:

E o gol da direita:

Se você tem interesse em uma camisa dessa fale com o Agnaldo pelo Instagram do clube.

E o pessoal da cidade abraça o clube, tem orgulho em vestir a camisa e fazer o dia-a-dia acontecer.
Esta branca é a camisa do centenário e é um sucesso na região!

Mas tem essa rubro negra que também é muito bonita!

E este outro modelo branco:

O clube tem registrado e guardado muito de sua história via as fotos que resgataram em 2019, ano de seu centenário…

E também tem guardado outros souvenirs como as medalhas que o time sub14 ganhou recentemente.

O Agnaldo nos contou um pouco sobre os projetos da Associação com as categorias de base e é muito legal ver o orgulho que ele tem ao nos falar disso!

Mais do que um passado, o campo da Associação Olímpica carrega o futuro do futebol em Jardinópolis!

A Associação Olímpica é mais que centenária e é motivo de orgulho para a cidade.

Por isso, é muito emocionante ver a bandeira do time seguir tremulando mesmo após tanto tempo.

Espero poder voltar um dia para acompanhar uma partida oficial!

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O futebol no Pari (São Paulo – SP)

Em mais um rolê pela capital, aproveitei a oportunidade pra conhecer e registrar dois campos históricos, localizados muito próximos, ali no Pari.

O Pari pode não ser tão famoso quanto outros bairros de São Paulo, mas carrega uma história fascinante.
As vezes a gente não se toca que a história da ocupação dos lugares em que vivemos não começou há 10, nem 100, tampouco há 500 anos… região deve ter sido ocupada por muitos povos, por estar entre os rios Tietê e Tamanduateí sendo assim abundante em água e alimento.
No momento da chegada dos europeus, provavelmente era ocupado pelo povo tupiniquins. Pedi pro Chatgpt uma imagem do que seria isso e ele criou a seguinte imagem:

Assim, seguindo o que aconteceu no passado, europeus e mamelucos passaram a ocupar a região dedicando-se à pesca como atividade vital para sua subsistência.
A foto abaixo é de 1930 (do blog Histórias do Pari), mas pode se perceber que era uma outra realidade…

Aliás é da pesca que vem o seu nome: “pary” é o nome em tupi de um tipo de armadilha usada pelos povos indígenas para pescar.
Acredito que seja similar a este abaixo (você sabe dizer se é um outro específico):

Em 1765, o bairro contava com apenas 14 casas e 72 habitantes.
Mais de 100 anos depois, em 1891, chega a ferrovia, com um pátio com linhas para todos os lados, transformando o Pari em um polo operário. A foto abaixo é dos anos 50 e vem do inacreditável site “Estações Ferroviárias“:

No século XX, o Pari passou a ser conhecido como o “bairro doce” por concentrar inúmeras fábricas de biscoitos e guloseimas de empresas como Tostines, Confiança, Bandeirantes, Canola Neuza e Bela Vista, entre outras.

O bairro passou por mais mudanças até chegar a seu cenário atual, com muitas confecções, além de lojas de utilidades geral e restaurantes.
Mais recentemente, muitos imigrantes bolivianos adotaram o bairro, tendo até uma feira típica de produtos da Bolívia todos os domingos. (foi lá que comprei as camisas 2 e 3 que postamos aqui no site).

Assim, chegamos a 2025, para visitar o bairro e registrar dois campos, começando pela casa da Associação Atlética Serra Morena:

Assim como mostra o muro da entrada, a equipe foi fundada em 10 de abril de 1929.

Uma grande discussão envolve o seu distintivo, que parece muito com o do São Paulo FC. Alguns defendem que pela anterioridade de fundação, a AA Serra Morena seria a dona do original.

O time viveu sempre nas disputas amadoras, mas sempre se fez muito presente no futebol da capital, como aqui em 1958:

Pronto pra adentrar ao “CDC AA Serra Morena“? Mas não use a bike aqui dentro…

Vem com a gente!

A sede do time, ali no Pari, é muito bonita e bem cuidada, e tem seu campo bastante utilizada.

Nosso tradicional registro do meio campo:

Gol da esquerda:

E o gol da direita, com um pedacinho do Canindé lá no lado esquerdo!

Olha a cancha de bocha:

Enfim, mais um passeio que você deveria fazer em um fim de semana pela cidade de São Paulo hein…
E se você fizer, faça como nós e emende esse rolê em outro: o campo do Estrela do Pari FC!

O Estrela do Pari FC foi fundado em 1º de janeiro de 1919, inicialmente com o nome União Tiradentes FC, que acabou sendo mudado para o nome atual ainda no primeiro ano por já existir um time com aquele nome.

Já no ano seguinte constava das páginas esportivas dos jornais, como nessa matéria do jornal “O combate!”.

Em 1921, conquista a Taça Yolanda!

É um time que fez história no amador, e que em 1929 disputou o a divisão Municipal do Campeonato organizado pela APEA:

Também disputou o campeonato de 1930.

Chegou no terceiro jogo de acesso à segunda divisão da APEA, mas após eliminar o Parque da Mooca e o Republicano Paulista, acabou eliminado pelo Franco Brasileiro.

A última edição do Campeonato Municipal da APEA acabou valendo por 2 hehehe, porque demorou pra se iniciar e ao invés de ser em 1931 foi em 1931 e 32.
E o Estrela termina empatado em 1º mas perde a partida desempate…

Encontrei uma foto do time de 1954, posado, na Gazeta Esportiva:

Aqui matéria da Gazeta Esportiva de 1955 sobre um derby contra o Luzitano FC:

E também na Gazeta, a imagem do time principal de 1955:

Nas décadas seguintes o futebol perdeu um pouco do espaço para a bocha e as atividades sociais, em especial o carnaval, mas o clube manteve-se ativo e ainda hoje possui um time amador.
Voltando ao seu belo campo, venha conosco conhecê-lo:

Aqui, uma imagem da parte central:

O gol da direita:

E o lado esquerdo do estádio alvi-verde:

Além das bebias e comidinhas, a lanchonete guarda uma série de relíquias e trofeus:

Termino o post com uma imagem de uma das conquistas mais recentes do time: a Copa do Brás 2021!

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O Palestra EC e o Rio Preto EC (São José do Rio Preto)

Em 2010, estivemos em São José do Rio Preto e além de registrar o Estádio do América, aproveitamos para conhecer o tradicionalíssimo estádio do Palestra Esporte Clube, time que marcou o início da história do futebol de São José do Rio Preto.

Aqui tem uma imagem aérea do próprio clube:

Estádio do Palestra EC - São José Rio Preto

Não consegui entrar para fotografar a parte interna do campo, mas ao menos deixei registrada nossa passagem por esse marco histórico.

O Palestra foi fundado em 15 de março de 1931 com o nome de Palestra Itália Futebol Clube, às margens do rio Preto. Seu nome foi alterado para Palestra Esporte Clube em 1939, devido à 2ª Guerra Mundial.
Atualmente o clube vive uma dramática crise, correndo o risco de ter que vender partes de sua sede para sanar a economia.

O terceiro e não menos importante Estádio é o Anísio Haddad, o popular Rio Pretão, onde o Rio Preto manda seus jogos.

E lá estávamos nós em mais uma cancha…

O Estádio também é bem grande. Tem capacidade para quase 19 mil torcedores e foi inaugurado em 1968.

Seu nome é uma homenagem ao ex presidente do clube, Anísio Haddad.

E dessa vez, marquei presença com a minha camisa pirata do Boca.

O Estádio é todo verde, merecia uma nova mão de tinta, que deixaria o estádio ainda mais mágico.

Vi essa placa e fiquei me perguntando se a sede era ali no mesmo lugar, ou se simplesmente levaram a placa para lá.

Assim, ficamos contentes em visitar uma cidade tão importante para o futebol e economia nacional.

Quando estivemos em Rio Preto em 2022, também demos uma renovada nas fotos do Estádio Anísio Haddad:

Estádio Anísio Haddad
Estádio Anísio Haddad
Estádio Anísio Haddad
Estádio Anísio Haddad
Estádio Anísio Haddad
Estádio Anísio Haddad
Estádio Anísio Haddad
Estadio Rio Preto
Estádio Anísio Haddad

E ainda aproveitamos para rever alguns amigos do ABC que agora são cidadãos riopretenses, caso do Ronaldo Pobreza (vocal da banda mais foda do Brasil de skate punk, o Grinders):

grinders

E do amigo Orides, que segue gerindo a tradicional Taberna Canova lá na cidade:

soa jose do rio preto - taberna canova

Fica aí um início de dia inspirador pra quem sabe convencê-lo a conhecer São José do Rio Preto:

São José do Rio Preto

Ou você prefere uma chuva concentrada?

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O União dos Operários Futebol Clube

Com tantos roles pelo interior, as vezes sinto que registro pouco o futebol da capital, que, sem dúvida, tem uma história única no futebol brasileiro.
Assim, aproveitei um deslocamento pela cidade para registrar o Estádio e um pouco da centenária história do União dos Operários FC.

O União dos Operários FC foi inaugurado em 1º de maio de 1917, uma data cheia de significados para a cidade de São Paulo.
Pra entender o “caldo cultural” da sua fundação, precisamos voltar ao fim do século XIX, quando São Paulo passa a se industrializar e a receber milhares de operários vindos especialmente da Itália, Espanha e Portugal.
A foto abaixo registra a hospedaria dos imigrantes da época e onde funciona atualmente o Museu da Imigração / Memorial do Imigrante:

Muitos deles trouxeram consigo uma formação anarquista, com influência de pensadores como Bakunin, Kropotkin e Malatesta, que defendiam conceitos como a autogestão dos trabalhadores, ação direta (greves, boicotes, ocupações) como forma legítima de luta e a solidariedade de classe, sem depender de partidos políticos ou do Estado.

Tradicionalmente, no feriado de 1º de maio, sindicatos e associações operárias organizavam atos e comícios em São Paulo para reivindicar melhores condições de trabalho. Com a Primeira Guerra, houve um o aumento do custo de vida e do número de pessoas passando fome pelas periferias da capital, fazendo com que a manifestação de 1º de maio de 1917 não fosse apenas uma comemoração, mas um verdadeiro ato político, organizado em boa parte pelos sindicatos libertários e pelos grupos autônomos de trabalhadores. Foto do site do PCB:

Como sempre, o Estado reagiu e a forte repressão policial assassinou o operário Antonio Martinez.
Com isso, as reivindicações se transformaram em uma greve geral autogerida, levando mais de 50 mil pessoas às ruas da cidade.
Comitês de bairro, cozinhas coletivas e decisões tomadas em assembleias abertas tornaram-se parte do cotidiano da cidade.

Embora a greve tenha sido duramente reprimida, ela deixou marcas profundas, consolidando o 1º de maio como dia de luta, reforçando a presença do anarquismo no imaginário político brasileiro mostrando que era possível organizar trabalhadores sem partidos ou líderes hierárquicos.
Com a chegada do governo de Getúlio Vargas, e uma série de ações populistas, como a legislação sindical corporativa, o anarquismo perdeu espaço institucional.
Mas, o próprio União dos Operários fica como legado até os dias atuais.

A sede do clube e seu estádio ficam localizados no Belenzinho, próximo da Ponte de Vila Maria e nasceu idealizado por operários da região.

Com tanta história, dá até emoção de pisar em um campo que há mais de 100 anos está dedicado não só ao futebol como ao futebol operariado, oferecendo abertura aos trabalhadores que muitas vezes não tem essa oportunidade.

Além do campo, existe uma estrutura dedicada a outros esportes e ao social no clube, como se pode ver ali atrás do gol da direita:

Sua arquibancada de madeira é simples, mas muito charmosa. Me pergunto se algo dessa estrutura ainda é original…

Ao fundo do gol da esquerda, um estacionamento, item importante nos dias de hoje:

E aqui, o meio campo, com algumas belas árvores ao fundo.

Minha dúvida, ao ver o mapa de 1958, é que aparentemente não havia campo ali, mas haviam outros campos ali pra baixo:

Veja o mapa atual e perceba ue apenas o campo da Camisa 12 segue ali abaixo do Estádio do União dos Operários FC.

Um pouco do que rolou na mídia relacionado ao time, começando lá em fevereiro de 1921 quando o time se limitava aos amistosos e à várzea (detalhe importante é que o adversário AA Estrela de Ouro já disputava os campeonatos da FPD daquele ano):

Agora pra falar de sequência do time, vou usar como base as informações do livro “Esquecidos”, o velho testamento do futebol paulista.

No livro, entendi que após a fase de amistosos e disputas não oficiais, em 1927, o União dos Operários Futebol Clube passou a disputar a Série Principal da Segunda Divisão da LAF, vencendo 2 jogos (2×1 frente o CA Brasil, 2×1 no Húngaro Paulistano) e empatando em 2×2 frente o CA Tiradentes, antes de abandonar o campeonato se transferir para a APEA.

Assim, no ano seguinte, em 1928, passou a disputar a Divisão Municipal da APEA (acima dela estava a Divisão Especial, a 1ª e a 2ª divisão).

Em 1929, passa a disputar a Segunda Divisão da APEA:

Em 1930, teve uma boa participação na segunda divisão da APEA, terminando na 5ª colocação:

Em 1931, o União dos Operários foi vice campeão da segunda divisão da APEA!

Com a boa colocação, no ano seguinte em 1932, o União foi disputar a primeira divisão da APEA, que equivalia ao segundo nível do futebol paulista, não se confunda…
Ainda existia a Divisão Especial, onde o Palestra Itália sagrava-se campeão.

Campeonato de 1933:

O Campeonato de 1934 marca a despedida do União dos Operários dos campeonatos organizados pelas diferentes Federações.

Mas, fuçando um pouco pelos jornais, encontrei alguns registros de aventuras do time como aqui, em 1955, fazendo o jogo de abertura de um Portuguesa x Palmeiras:

Em 1957, o Palmeiras participou da celebração do aniversário do time:

Enfim… O mundo mudou, o time mudou, mas seu distintivo segue vivo no campo em que estivemos, que talvez nem seja o mesmo do seu início…
Mas a história dos operários segue viva no esporte!

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104 – Camisa do Mixto

A 104ª camisa sai do eixo “SP-Buenos Aires” e vai para Cuiabá, capital do Mato Grosso! Foi presente do amigo e jornalista Rodrigo Ratier, em mais uma de suas “aventuras educacionais”:

Ela pertence ao Mixto Esporte Clube, tradicional time alvinegro, maior vencedor do Campeonato Mato-Grossense (24 títulos, até 2010).

Com tantos títulos, o Mixto acabou se tornando um dos mais conhecidos clubes do Mato Grosso e consequentemente tendo uma das maiores torcidas do estado.

Falando das torcidas, o time conta com várias organizadas, entre elas a Torcida Boca Suja (que possui o blog www.torcidabocasuja.blogspot.com/) , a Torcida Desorganizada Comando Zero e a Torcida Razão Alvinegra.

Destaque também para a torcedora símbolo Nhá Barbina :

O mascote do time é o Tigre!

Seu fundação se deu em 1934, no centro de Cuiabá, na antiga Livraria Pepe, um casarão em estilo colonial, recentemente tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

O time foi uma materialização da cultura regional, assim como as tradicionais marchas carnavalescas e festas populares, com o diferencial de reunir homens e mulheres, algo incomum para a época. Daí a origem do nome Mixto, que mostrava uma mistura entre homens e mulheres, cultura e esporte, sem preconceitos, representadas pelo branco e preto, cores antagônicas. Em pouco tempo, o Mixto se tornou alegria e orgulho dos cuiabanos, sendo responsável por levar o nome da cidade Brasil a fora. Seu maior rival é o Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense, juntos fazem o Clássico dos Milhões.

O primeiro título veio em 1943, mas ainda na década de 40, o time faria história com a conquista do tricampeonato emtre 1947 e 1949, com o time:

Abaixo, uma foto do esquadrão que defendeu o clube no final da década de 60:

Da série “fatos inusitados” consta o amistoso de 1973, contra a Seleção da Bolívia (um empate em 2 a 2), no Estádio Presidente Dutra, em Cuiabá. Em 1976 disputou o brasileirão com o time:

O time de 1980, bicampeão estadual, nas páginas da Placar:

Aqui, o time de 1989:

Outra bela foto da década de 80:

O time de 1996:

Os anos 2000 trouxeram indecisões à diretoria do clube, que decidiu não participar do estadual. Após retornar, o time teve uma fase ruim, como em 2005, quando conseguiu ser eliminado por meio de um sorteio. A boa fase retornaria em 2008, com o título de Campeão Mato-grossense, com um time formado principalmente por pratas da casa:

Veja como foi a festa da torcida:

Em 2009, disputou a série C, mas foi rebaixado para a quarta divisão. E em 2010, a expectativa era grande, mas o time acabou não conquistando o Estadual nem o sonhado retorno à série C, mesmo com um elenco com estrelas como Adriano Gabiru, Perdigão e Luizinho Neto. O time manda seus jogos no Estádio Presidente Dutra (é triste dar o nome de um militar para um estádio de um time tão democrático).

Para maiores informações sobre o time, acesse: www.mixtoec.com.br , o site oficial do time.
Para quem prefere a voz das arquibancadas, acesse o blog: www.mixtonet.blogspot.com Pra terminar, um pouco da festa vista de dentro da torcida:

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Futebol é parte da sua cultura!

4- Camisa da Tuna Luso

A 4ª camisa do blog veio com o grande amigo “Guilhermão”, que foi até o Pará, visitar a terra natal de sua companheira e encontrou a camisa por lá!
Aliás, ele também me conseguiu a camisa do SER Juventude de Primavera do Leste-MS. Valeu, Gui!

O time dono da bela camisa é o Tuna Luso, considerado a terceira força do futebol paraense.

Já é um clube centenário, fundado em 1903, por caxeiros portugueses, com objetivo de divulgar e eternizar a cultura portuguesa, principalmente a música, já que Tuna era o nome que os agrupamentos estudantis recebiam, e estavam sempre ligados a produção artística, principalmente a música e poesia.

O uniforme tem como característica marcante do uniforme a faixa que divide a camisa na diagonal (como a do Vasco, da Ponte, entre outros), e o uniforme for o branco, a faixa é verde, e vice-e-versa.

Campeões da série B do brasileirão em 1985, numa inesquecível festa para sua torcida!

Em 1992, novo título, desta vez da série C.

O Tuna Luso já levantou 10 vezes a taça estadual, mas segue sem ser campeã Paraense, desde 1988, sendo que em 2007, chegou ao vice campeonato.

Seu estádio é o Francisco Vasques, conhecido como “Souza”, com capacidade para 5.000 cruz-maltinos (como são chamados seus torcedores).

Sua torcida exerce um apoio forte não só no campo, mas também fora dele, prova disso são os sites http://atat-pa.blogspot.com/ e http://www.tunaluso.net/ ambos desenvolvidos por torcedores para divulgar o clube, além do site oficial: www.tunalusobrasileira.com.br/

Seu mascote é a águia, e uma de suas representações que vi, foi feita pelo grande ilustrador Juarez Corrêa, responsável por vários mascotes do Brasil.

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