
As Mil Camisas em Guariba – SP

Aqui começa a descrição do rolê feito no feriado de 7 de setembro de 2021, que percorreu 24 cidades (veja aqui o post comentando todos os locais por onde passamos) tendo como primeira parada Guariba!

A história de Guariba está ligada a 2 fatores principais do fim do século XIX: a cultura do café e à estrada de ferro que colaboram para a expulsão definitiva dos indígenas que por venutura ainda viviam nas cercanias da então “Sesmaria da Cachoeira“. A foto abaixo (do incrível site Estações Ferroviárias) é da estação que durante décadas serviu a cidade:

Mas somente em 1918, Guariba tornou-se município (antes foi distrito de Jaboticabal). O nome da cidade vem de uma espécie de macaco (o “Bugio Alouatta Guariba”) que vivia pela região e que hoje é uma espécie em extinção… A foto abaixo é do Blog da UNICAMP:

Com a crise do café (reflexo da crise de 29 dos EUA), Guariba passou por dias difíceis e só conseguiu se recuperar com a chegada de outra monocultura: o açúcar. E foi nesse cenário do agronegócio, que em 1984, heróicos boias-frias tiveram coragem de cruzar os braços por melhores condições de emprego. Houve grande repercussão e também grande reação da polícia militar que pos fim ao movimento. Ao menos ficou como legado o chamado “Acordo de Guariba” responsável por mudanças da lei trabalhista rural. Vale assistir a uma matéria da época, resgatada pelo Museu do Trabalhador do Campo:
Em meio a toda essa agitação, o futebol profissional também se fez presente na história do município a partir dos anos 70, com o Juventus Esporte Clube (o distintivo abaixo foi disponibilizado pelo site História do Futebol.)

O Juventus Esporte Clube foi fundado em 1º de Março de 1971 em homenagem ao time homônimo da capital e disputou quatro edições da Terceira Divisão (1974, a 1976 e 1980), uma edição da Quarta Divisão (1977) e duas da Quinta Divisão (1978 e 79).

Confira abaixo a campanha do Juventus EC na Terceira Divisão de 1979 (Fonte: Arquivos Futebol Brasil):


Mais algumas imagens deste time que inaugurou o futebol profissional em Guariba:

Esse foi o time que disputou a Terceira Divisão em 1974 (Caseri, Jair, Lilito, Léo, Pagito e Fefeu. Mangueira, Paulinho, Cláudio, Wilson Carrasco e Fiapo). A foto é do amigo Manolinho, mais um apaixonado pelo futebol do Interior.

Esse foi o time que disputou a Quarta Divisão em 1977:

E olha o estádio lotado ao fundo assistindo ao grená de Guariba!

E uma faixa de campeões de 1973… De qual certame seria? Fotos da Fanpage Guariba ontem, hoje e sempre:


Embora tenha feito história na região, o Juventus disputa em 1980 o seu último campeonato profissional. Nesse mesmo ano, o time se une ao seu rival, o tradicional time do Java FC para um novo momento do futebol da cidade.


Dessa fusão nasce o Guariba Esporte Clube!

Assim, o Guariba EC assume a vaga do Juventus não só no coração da torcida local, mas também no Campeonato Paulista da Terceira Divisão, o qual disputa pela primeira vez em 1981, depois em 82, 84 e 86. Ainda em 1989, depois de 2 anos licenciado, disputou a 4a divisão.

E não foi apenas nos anos 80 que o time ficou nessa de se licenciar e voltar. Nos anos 90, o Guariba EC só disputou o campeonatos de 91 e 91 (na terceira divisão) e os de 94 e 95 (na 5a divisão). Aqui uma foto do time jogando de verde (da FanPage Guariba ontem, hoje e sempre)… Curiosa, não?

Depois, só em 2006 o time voltou a aparecer no profissional disputando o campeonato do quarto nível do futebol paulista, até 2014, quando se licenciou novamente.
Ainda nos anos 2000, mais precisamente em 2007, o clube conquistou a 2a divisão do Campeonato Paulista Sub-20.

Mais recentemente, o time preferiu adotar um novo distintivo que dá mais visibilidade ao seu mascote: “a cobra canavieira”.

O time de 2011 ainda recebeu a cobertura do pessoal do Jogos Perdidos na partida contra o Olímpia!

Aqui, o time de 2013, no jogo de estreia:

Em 2016, o time ainda deu as caras na “Taça Paulista de Futebol” organizada pela Liga de Futebol Nacional do Brasil (formada por times que estavam extintos ou licenciados e por novas equipes que ainda não tinham condições de disputar o campeonato estadual da FPF.

Desde 2019 o time tem tentado voltar ao profissional, mas a COVID 19 deve ter atrapalhado um pouco seus planos…

A boa notícia é que as camisas que estão sendo vendidas pelo Facebook do time (e pelo WhatsApp: +55 14 98232-6685) voltaram com o distintivo original:

E nossa ida até Guariba foi para registrar o Estádio Municipal Domingos Baldan, a casa tanto do Juventus EC quanto do Guariba EC em suas aventuras pelo futebol profissional!


Para quem quiser umas fotos mais neutras:


Aliás, vale comparar a atual fachada do estádio com a que existia antigamente (a foto abaixo é do Jogos Perdidos, da partida contra o José Bonifácio, em 2007)


E infelizmente nosso rolê começou difícil… Quem disse que dava pra entrar no Estádio? O jeito foi apelar pros buracos…

Deu até pra pegar um pouco do clima do campo, mas … Não é a mesma coisa que estar lá dentro…
Mas, dando uma ajeitada nas fotos aqui e acolá, pelo menos dá pra ver que a tradicional arquibancada do Estádio Municipal Domingos Baldan segue por ali!

Sua capacidade é de pouco mais de 5 mil torcedores.

Mais um vídeo (da fanpage do Guariba EC) que dá pra ter uma visão completa do estádio:
Aqui uma vista do outro lado (foto do Facebook do Guariba EC):

O vídeo abaixo do “União Mania (do União São João de Araras)” mostra um pouco da festa nas arquibancadas!
Além do grande lance lateral, existe arquibancadas atrás do gol dos fundos.

Na outra lateral do campo, há menos espaço pois existe um ginásio esportivo.

Porém, dá pra ver pela foto que o gol da entrada também possui um lance de arquibancadas.

Hora de ir embora…. Dar uma última olhada nas construções ali próximas do estádio…


E pegar a estrada… Nosso rumo agora é Monte Alto, a casa do Botafogo FC, Monte Alto AC, SE Montealtense e Montealtense AC!






A linda foto acima é do show no coletivo “
Assim, nem bem descemos do avião e começamos a pensar em como escapar e dar um rolê pela cidade, pra não termos que ficar “encarcerados” naquela sala, onde logo, já não havia mais nenhum passageiro além de nós.
Não foi preciso muito esforço. Enquanto eu acabava de fazer um xixi, um senhor me abordou e perguntou se a gente não gostaria de conhecer a cidade. Logo, estávamos do lado de fora do aeroporto!
O desafio agora era enfiar 6 punx futeboleiros (eu, Mari, Jão, Núbia, Gui e Edú!!!) dentro de um carro em que coubéssemos todos para rodar pelas ruas de Assunção!
Eu ainda preciso voltar pra Assunção porque confesso que não deu pra entender a cidade… Talvez influenciado pelas demais capitais latinas, minha expectativa era diferente.
Olha que legal esse grafite:
E umas pixações interessantes também…
Passamos pela Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Assunção, ela fica em frente a Plaza Independência, bem no centro da cidade.
E olha os ônibus locais, que diferentes…
A cidade ainda é pouco verticalizada, talvez seja isso que tenha causado certa estranheza e outra coisa que eu percebi e que li sobre a cidade, é que boa parte da cidade foi demolida e reconstruída para ter uma planta urbana quadriculada.
As ruas lembram muito as cidades do interior de São Paulo, olha até a cadeira pra sentar na calçada, tem!
Além disso, era um domingo e não sei se isso influenciou nas ruas estarem mais vazias que de comum, ou se sempre é assim…
Só pra encerrar esse papo sobre a cidade e o país em si, vale ressaltar o momento pesado da história paraguaia que foi a Guerra da Tríplice Aliança, quando Assunção foi destruída, mais de 70% da população foi morta e depois ocupada por tropas brasileiras e aliadas e que daria uma looooonga conversa.
A reconstrução da cidade contou com a chegada de muitos imigrantes que ajudaram a tornar a cidade novamente próspera, como antes da guerra. Mas ainda há construções que mantiveram a arquitetura mais antiga, dando um charme bem bacana.
“Asunción” é a capital e maior cidade do Paraguai, e fica à margem esquerda do rio Paraguai, como vimos lá de cima.
E claro que fomos até o porto do Rio Paraguai, mas ainda não entendi se o local que a gente foi é o “porto oficial” mesmo, já que não lembro de ter visto a Avenida Costanera.
Olha o Jão e a Núbia aí!
Confesso que minha referência de porto é o de Santos, então acabei achando um pouco menor do que eu tinha em mente.
E seja lá o que a Mari estava comendo ali na beira do rio…
E aí, a turma toda!
Pra quem torce pro Santo André, esse ponto não pegou bem na cidade…
Sentimos falta de um mercado de rua bacana, só encontramos algumas indígenas vendendo artesanatos nas calçadas.
E sim, tem um comércio bacana também. Perceba que ali no lado direito tem um daqueles quadros de palhaço que tem toda uma história de terror … kkkk
Falando um pouco do futebol local, o nosso rolê começou passando pela sede da Conmebol, a Confederação Sul-Americana de Futebol.
Mas o primeiro lugar que eu tinha em mente era conhecer o Defensores del Chaco, o estádio onde o Santo André enfrentou o Cerro Portenho pela Copa Libertadores de 2005.
Algumas imagens para relembrar aquele jogo em que a equipe local venceu o Ramalhão por 1×0.
O Estádio começou a ser construído em 1917, e a ideia é que chamasse Estádio de La Liga.
Mais uma bilheteria (no caso, uma boleteria!) para a nossa coleção!
Aliás, vale lembrar que ele não pertence ao Cerro Porteno, mas à Associação Paraguaia de Futebol.
Em 1956, foi rebatizado para Estadio de Puerto Sajonia (já que fica lozalizado no bairro Sajonia).
Em 1974, mais uma mudança de nome, dessa vez para o atual “Estádio Defensores del Chaco” como uma forma de não esquecer os que lutaram na Guerra do Chaco (entre o Paraguai e Bolívia).
Esse é o Jão!
Não conseguimos entrar no Estádio, mas deu pra registrar o lado externo das arquibancadas.
Mas no jornal
O principal patocinador do estádio é a Tigo, que estampa sua marca em diversos locais.
Sua atual capacidade é de 50 mil torcedores e segue abrigando os jogos da Seleção Paraguaia de Futebol e também os jogos internacionais das equipes locais na Copa Libertadores da América e Copa Sul-Americana.
Hora de seguir o rolê por Assunção…
A bola da vez agora é o Estádio Manuel Ferreira.
O Estádio é a casa do
Única equipe paraguaia campeã do mundo!
O estádio foi inaugurado em maio de 1964, em um amistoso contra o Santos (com Pelé no time) e que terminou empatado em 2 a 2. E aqui estamos nós, em mais um solo sagrado para o futebol.
Vamos dar uma olhada geral com o vídeo incrível kkk
A estrutura lembra um pouco a do Inamar, em Diadema, quem já esteve lá, pode confirmar…
Tem capacidade para 20.000 torcedores e é usado pelo Club Olímpia nos jogos do Campeonato Paraguaio e alguns pela Taça Libertadores da América.
Aí o amigo Edu Parlamento!
A arquibancada atrás do gol é linda, pode ser ler “El Decano”, em relação ao expressivo número de títulos que conquistou!
Seria lindo acompanhar um jogo dessas arquibncadas!
Assim, mais um estádio registrado em Assunção!
Pra terminar, apenas gostaria de citar que a cidade de Assunção ainda possui um outro estádio importante, o Estádio General Pablo Rojas, que é onde o Cerro Porteno manda seus jogos.
O Estádio General Pablo Rojas também é conhecido como La Olla e tem capacidade para 45 mil torcedores, tendo sido inaugurado em 1970, e passado por reformas nos 51 anos de vida.
Hora de voltar ao aeroporto e aos céus da América Latina…
Franco da Rocha também está na situada “Região Metropolitana de São Paulo” que tem sido nosso foco nesses tempos de Corona… Aliás, espero visitar as cidades vizinhas, nos próximos meses.
A história da região começa em 1627, com a doação das terras conhecidas como “Campos do Juquey” pelo rei de Portugal a Amador Bueno da Ribeira para a produção agrícola, tornando-a nos séculos seguintes uma parada para os bandeirantes a caminho de Minas Gerais, como ilustra a pintura de Benedito Calixto abaixo:
O final do século XIX trouxe ao lugarejo a Estrada de Ferro São Paulo Railway, em fevereiro de 1888, nascia a
Porém, ainda no século XIX um fato mudaria a história da região para sempre: a instalação do polêmico Hospital Psiquiátrico do Juquery (nome da região até então).
O século XX viu a ocupação crescer em torno desses primeiros elementos. Foram construídas a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, bem como escolas e outras melhorias na urbanização que ajudaram a vila a ser elevada a distrito de Mairiporã, em 1934, adotando como nome Franco da Rocha, homenageando o Doutor recém falecido.
Em 1944, Franco da Rocha tornou-se uma cidade autônoma, separando-se da então “Juquery” (que viria a se tornar Mairiporã), com seus desafios, como a constante luta contra as inundações…
E as belezas do
E assim chegamos à cidade aos dias de hoje!
Mesmo antes de ganhar sua autonomia como município, a cidade viu no futebol, um exemplo do amor a Franco da Rocha, e assim começaram a surgir os times na cidade.
O primeiro deles, quando a região ainda tinha uma ligação muito forte com o nome “Juquery”, surgiu a Associação Atlética Juquery (distintivo toscamente fotografado do incrível livro “Os esquecidos”).
O time foi o primeiro da cidade a disputar o Campeonato Amador do Interior em 1943, na 26a região, que teve o
Em 1944, novamente na 26a região, que teve o São Caetano EC como campeão do grupo:
No campeonato de 1945,aparece um novo time representando a cidade no Campeonato Amador: a AA Franco da Rocha.
Poucos anos antes, em 24 de julho de 1942, nascia outro time na cidade: o Clube Atlético Expedicionários.
E em 1946 foi sua vez de estreiar no Campeonato Amador do Interior, ocupando o lugar deixado pela Associação Atlética Juqueri, dessa vez jogando na 3a zona da 4a região, que teve o São João FC (Jundiaí) como campeão.
Em 1947, apenas o CA Expedicionários representou a cidade no Campeonato Amador, no Setor 6 da Zona 2.
Em 1948, surge outro time a representar a cidade: o Esporte Clube Flamengo, carinhosamente chamado de Flamenguinho, que nasceu de um pessoal que costumava se juntar pra jogar futebol sob o nome de Vilas Unidas, que unia moradores da Vila Ramos e do bairro Pouso Alegre.
Um dos diretores, o Sr. Gino Morelato conseguiu a área para um novo campo em regime de comodato, junto ao Hospital Juquery. Os próprios pacientes do hospital ajudaram a limpar a área que ficaria conhecido como “Peladão”.
É nesse momento que o “Vilas Unidas” se divide em dois grupos. O pessoal da Vila Ramos, liderado pelo Sr.Gino Morelato, em
O outro grupo, liderado pelo Sr. Antonio Faria, decidiu fundar um clube no outro bairro e assim, em 3 de janeiro de 1953, surgiu o Esporte Club Corinthians de Pouso Alegre.
Os três times começaram disputando partidas amistosas, mas logo passaram a representar a cidade no Campeonato Amador do Interior. É muito difícil conseguir todas as edições dessa competição, mas encontrei duas edições interessantes, a de 1956:
E a de 1958:
O pessoal do Jogos Perdidos chegou a acompanhar uma partida amistosa entre o Flamenguinho e o CA Expedicionários,
Em 1960 foi campeão do setor 13 do Campeonato Amador do Estado (foto da
Embora tenha demorado um pouco mais pra passar a jogar as competições oficiais, o EC Flamengo foi o que chegou mais longe, mas teve que lutar não só contra os adversários em campo como também com as chuvas, já que seu campo fica às margens do rio Juqueri:
Com tamanha valentia, não é a toa que seu mascote é o Popeye!
Em 1959, o EC Flamengo sagrou-se campeão municipal invicto:
Aqui, o goleiro do EC Flamengo em pleno campo!
Mais algumas formações do time nos anos 50 e 60:
E estas imagens de lances do jogo, simplesmente maravilhosas…
A cerca de madeira separa a torcida do campo:
E até a imprensa já tinha sua área, que aparentemente é no mesmo lugar do bar atual.
O time chegou a fazer um amistoso com o Jabaquara, de Santos vecendo por 2×0, como mostra o
Aliás, ainda em 1966, o Flamenguinho participou do Campeonato Paulista da Terceira Divisão (o quarto nível do futebol paulista daquele ano) graças ao apoio do presidente Nilson Morelato, que chegou a bancar do próprio bolso a profissionalização do time.
Olha o que teve de time nessa edição:
O time jogou também a Terceira Divisão de 67 e depois dessa disputa abandonou o futebol profissional.
Em 1971, o Flamenguinho ainda montou um time feminino sendo pioneiro na região.
Depois, passou longos anos paralisado reformando a área do campo, aterrando-a alguns metros para evitar que futuras enchentes acabassem com o patrimônio do clube.
E assim, lá fomos nós conhecer o seu Estádio, a “Praça de Esportes Gino Morelato“.
Olha que entrada mais charmosa!
Logo na entrada a sede da secretaria do time. Eles até tem uma outra sede social, mas que está alugada no momento.
O gramado está em ótimas condições e é só olhar a foto pra entender o motivo… Muita dedicação das pessoas envolvidas no clube atualmente.
Vamos dar uma olhada na parte interna do estádio e admirar um pouco mais a casa do EC Flamengo de Franco da Rocha!
O bar segue funcionando até pra gerar algum suporte financeiro pro time (Se vc mora em Franco da Rocha, vale a pena prestigiar!).
O distintivo do Flamenguinho está lá, estampado as paredes da estrutura do clube.
Ao lado dessa estrutura, fica o rio Juqueri.
Voltando nossas atenções ao campo, esse é o gol do lado esquerdo:
Aqui, o meio campo:
E aqui, o gol do lado direito:
E olha que lindo os bancos de reservas e a área para o mesário:
E se o que vale é gol… Taí o gol, de pertinho!
Deixa até eu me eternizar aqui na frente de um gol que já foi defendido (e atacado) no Campeonato Paulista da Terceira Divisão!
O “momento ecologia” fica por conta do Quero Quero deitado em pleno campo.
Hora de ir embora do Estádio, conhecido como “Praça de Esportes Gino Morelato“, onde tanta coisa aconteceu, e literalmente tanta água já passou…
Vale reforçar que o time segue na ativa, aqui uma das formações atuais do time:
E caso alguém queira uma réplica da camisa, o site
Assim, agradecemos aos que acompanham o blog, principalmente aos poucos que devem ter conseguido ler até o fim, já que o post ficou bem longo… Mas era necessário jogar um mínimo de luz na história de uma cidade que tem muito amor ao futebol!
Em 2019, mandou o clássico contra o São Caetano pela Copa Paulista em Suzano, no Estádio Municipal Francisco Marques Figueira, popularmente conhecido por Suzanão e aproveitei o rolê pra registrar mais uma vez o estádio!
Mais uma vez, porque já estivemos lá, há alguns anos
Suzano fica na Região Metropolitana de São Paulo, no “Alto Tietê”:
Sua história começou quando o padre jesuíta Francisco Baruel, no século XVII chegou à região para apaziguar as guerras entre os índios Pés Largos e os Guaianases (representados na gravura abaixo), por meio da catequização (!).
Logo se formou um povoado: Nossa Senhora da Piedade de Taiaçupeba.
Séculos depois chega a Estrada de Ferro e a estação local originalmente chamada de Guaió ajudou a aumentar o fluxo de pessoas pela região. (foto do
Na sequência do século XX, chegam à cidade os primeiros imigrantes japoneses e depois italianos. Com seu crescimento, em 8 de dezembro de 1948, Suzano atingiu a condição de município, emancipando-se de Mogi das Cruzes.
O futebol sempre foi importante na cidade, prova disso são os times que disputaram os campeonatos profissionais da Federação Paulista.
Começamos falando do Suzano FC, fundado em 1 de outubro de 1933.
O Suzano FC jogava nas terras de Carlos Rodrigues de Faria, Armênio Simões e Manoel Moreira de Azevedo, hoje a praça dos Expedicionários.
O time passou boa parte da vida nas disputas amadoras e rivalizando com times da região como o União Mogi e o Vila Santista, de Mogi das Cruzes, o Corinthians e o Poaense (o distintivo abaixo), de Poá, entre outros.
Com o tempo, o Suzano FC conseguiu um terreno, onde atualmente está o atual Ginásio Municipal de Esportes Paulo Portela, e lá construiu sua sede, tornando -se referência na cidade e na região fazendo Suzano ficar conhecida por conta do futebol.
Logo, o time passou a disputar o Campeonato de Futebol Amador do Estado, e mais uma vez fez historia ao ser por 3 vezes campeão da segunda fase, onde jogava com os times de outras regiões.
Em 1981, o Suzano FC tornou-se o primeiro de Suxzano a disputar uma competição profissional da Federação Paulista: a Terceira Divisão (equivalente à série A3) de 1981.
Logo em seu primeiro ano, conquistou o direito de disputar a série A2 de 1982, jogando o Grupo Preto.
Em 1983, mais uma vez disputou a segunda divisão (a série A2 da época) no Grupo Preto.
Aqui uma imagem do jogador Elias Dourado, no time, em 1983:
O Suzano FC voltou à série A3 de 1984 e 85.
Esse foi o time de 1984:
Outro time que faz história em Suzano foi o Clube Atlético Paulista, fundado no bairro das Palmeiras, em 25 de janeiro de 1969 por trabalhadores rurais.
Um empresário que tinha uma fábrica de nome “Paulista” decidiu dar um apoio, e ainda resolveuo nome do time, que passou a disputar a Liga Municipal de Futebol de Suzano, levando seu primeiro título em 1974.
O alvi verde de Suzano ainda ganharia respeito jogando contra grandes times do futebol amador dos anos 70 e 80, entre eles, ganhando o tradicional “Desafio ao Galo”.
Com tamanho sucesso, a diretoria decidiu profissionalizar o CA Paulista em 1982, e pra isso construiu seu próprio estádio em uma área cedida pela prefeitura.
Ali, enfrentou times importantes do futebol paulista, chegando a fase final da Terceira de 82, em sua primeira participação, onde ficou até 1987.
Aqui, seus resultados na primeira fase da Terceira Divisão de 1985:
A segunda fase, embora apresentasse os melhores colocados da primeira fase, tirou o CA PAulista da sequência do campeonato.
Em 1988, o Suzano FC disputou a, então chamada Terceira Divisão (que na verdade equivalia ao quarto nível do futebol paulista).
No ano seguinte, a prefeitura decidiu oficializar o apoio ao time e em 1989, o time se funde ao Suzano FC e muda de nome para União Suzano Atlético Clube, já disputando com esse nome a terceira divisão daquele ano.
O União Suzano Atlético Clube se transforma num verdadeiro centro de esportes municipal atuando no vôlei e no basquete, além do futebol.
O time adotou como mascote o
Em 1992 conquistou a taça dos invictos pela terceira divisão (a Série A3 da época). Olha, que linda essa camisa que está na Fanpage do time:
O namoro com a prefeitura durou apenas até meados dos anos 90, e a separação levou o time, em 1996 para a sexta divisão de profissionais (a série B2).
No ano 2000, o mundo não acabou, mas foi quase, uma péssima campanha levou o USAC para a série B3, sendo rebaixado no grupo B do Campeonato Paulista de Futebol de 2000 – Série B2.
O USAC joga a série B3 de 2001, mas se licencia da Federação Paulista no ano seguinte ficando de fora das competições até 2006, quando regressa à Segunda Divisão (a série B do Campeonato Paulista, que equivale ao quarto nível estadual), até uma nova parada em 2016, quando licenciado da Federação Paulista, participou da 1ª Taça Paulista, organizada pela Liga de Futebol Paulista.
Em 2019, a equipe retornou à Segunda Divisão (Série B do Campeonato Paulista), onde se encontra até hoje (2021), sendo que em 2020, obteve a maior goleada da sua história (9×0 contra o Atlético Mogi).
Em paralelo à parte dessa história, precisamos falar do
O time foi fundado em 25 de outubro de 1993, na época em que as relações da prefeitura não iam bem com o USAC (curioso que os fundadores dos dois times foram os mesmos).
Logo o ECUS estava disputando competições de futebol e também vôlei, basquete, atletismo entre outros, adotando o leão como mascote, e como são do
Após 5 anos nas disputas amadoras, em 1998 o time profissionbaliza-se e disputa o Campeonato Paulista da Série B1B (quinto nível do futebol paulista daquele ano), fazendo um bom campeonato no seu primeiro ano, como mostram os números do
O ECUS terminaria em sétimo lugar do grupo B:
Com dois clubes da cidade no mesmo grupo, surge pela primeira vez o derbi, denominado de clássico dos gêmeos”.
Em 1999, melhora sua colocação, terminando em sexto, mas não se classificando para as etapas finais.
A partir do ano 2000 a divisão passa a se chamar “Série B2”, mas o ECUS não conseguiu melhorar seus resultados, terminando em décimo-primeiro lugar.
Em 2001, mesma colocação:
Finalmente, em 2002, uma campanha digna de respeito: o título de campeão da Série B2, com a campanha abaixo (
No mata mata, o time foi guerreiro e soube ultrapassar todos os adversários para sagrar-se campeão!
Assim, o ECUS passa a disputar a Série B1 do Campeonato Paulista, em 2003, onde logo em seu primeiro ano, quase conquista seu segundo acesso consecutivo!
Na segunda fase, o Grêmio Mauaense sobressaiu, mas o ECUS não fez feio, terminando na 4a colocação. Infelizmente, somente os dois primeiros subiram para a A3.
Em 2004, finalmente chega o acesso à série A3 (o terceiro nível do Campeonato Paulista), com uma bela campanha!
Na fase final, a campanha não levou o título, mas pelo menos garantiu o acesso à série A3 de 2005 junto do Monte Azul (que foi o campeão, a Frroviária e o Grêmio Barueri).
Infelizmente, fez péssima campanha na Série A3, sendo rebaixado de volta ao quarto (e agora último) nível do Campeonato Paulista: a Série B, onde permaneceu com campanhas medianas e fracas até 2015, quando se licenciou do profissionalismo e ficou até os dias atuais (2021) fora do profissionalismo.
Em 2017, com os dois times licenciados, um
Como disse, estáamos ali para ver um jogo do EC Santo André e por isso, tive por companhia, meus amigos de sempre de arquibancada!
Popularmente conhecido como Suzanão,o estádio pertence à prefeitura e tem capacidade para quase 5 mil torcedores, com arquibancadas nas duas laterais do campo.
Aqui, uma olhada no gol da direita:
Aqui, o gol da esquerda:
O estádio foi inaugurado em 2 de abril de 1982, numa partida entre o Suzano FC e a Portuguesa de Desportos, e os visitantes ganharam por 5×1, e agora, lá estávamos nós, quase 40 anos depois pra curtir o estádio local!
Nesse dia, rolou um minuto de silêncio em homenagem ao atleta Agenor, que havia falecido naquela semana.
Aqui um vídeo que mostra mais do estádio:
As arquibancadas estavam bem vazias porque era um jogo no meio da tarde em plena quarta feira…
Ali ao fundo, o tradicional placar manual!
E é assim, entre amigos, e em meio a Copa Paulista, que vivenciamos um pouco desse lugar histórico para o futebol. Na esperança de que logo suas arquibancadas estejam cheias para a festa do povo de Suzano!










































































Pra chegar lá, é necessário atravessar a Serra da Mantiqueira, um lugar mágico e cheio de energia!
A cidade fica há pouco mais de 3 horas daqui de Santo André e lá, vivem cerca de 17 mil pessoas.
Antes da chegada dos europeus, o teritório era disputado por vários povos indígenas, entre eles caingangues, tupiniquins, tupinambás e os puris. Mas, a partir do século XVII, as bandeiras passaram a dizimar as populaçõs de nativos.
O nome da cidade vem de um afluente do Rio Verde, chamado Passaquatro, que viria a se tornar o nome do município quando se emancipou. Esse é o atual prédio da Prefeitura:
A cidade possui várias lojinhas de artesanato, bebidas, doces…
Lá no centro da cidade está a Igreja de Santa Rita de Cássia:
Ao seu lado uma praça bonita e bastante arborizada.
O grande charme da cidade é o passeio de Maria Fumaça, ali pela Mantiqueira até o túnel que faz divisa entre São Paulo e Minas Gerais.
No caminho, várias cenas repletas de natureza…
Ela faz duas paradas que permitem fotos incríveis.
A Mari pareceu voltar no tempo… Quando a ferrovia era um importante sistema de transporte.
E assim a Maria Fumaça segue seu caminho…
Essa é a segunda parada, na divisa:
Do outro lado do tunel já é SP!
A cidade também possui várias cachoeiras há poucos quilometros do centro da cidade.
Qualquer dúvida, sempre tem alguém ali pra responder pra você…
Outro lugar muito legal é o angazeiro gigante, que alguns dizem ser centenário, enquanto outros dizem que possuiria até mais tempo de vida…
Nem todo mundo sabe, mas além do futebol e da história, as árvores são outra grande paixão desse blog!
Um lugar de enorme energia!
Ficamos numa pousada bem bacana (
Pro jantar, a sugestão é a
Diferente das nossas tradicionais viagens, não fomos pra Passa Quatro por causa do futebol, até porque a cidade nunca teve uma equipe disputando o Campeonato Mineiro de Futebol, mas… Já que estávamos ali, que tal uma passada no Estádio Municipal?
Como o portão está aberto, vamos lá dar uma conferida!



















































Pena que a gente não tenha visitado nenhum dos parques estaduais…. Eu gostaria muito de voltar para conhecer o Parque Estadual Nascentes do Paranapanema, se você não o conhece,
Mas, demos um rolê pela cidade em si, que é bastante receptiva.
Pra quem gosta de história, a região possui registros de ocupação humana que datam de cerca de 10 mil anos atrás, além de uma grande quantidade de sítios arqueológicos associados à Tradição Tupiguarani, de cerca de 2000 anos atrás.
De acordo com as pesquisas, o vale do Rio Paranapanema seria um dos principais eixos de expansão dos Tupis e Guaranis em direção ao sul.
Além disso outras etnias, como os Kaingang (Guaianazes) passaram a ocupar a região a partir do século XVI até o século XIX, com a chegada de outra perigosa epidemia: a do colonizador português, junto das bandeiras que descobriram ouro na região de Apiaí. O
Aí… já imaginou né? A febre do ouro levou muitas pessoas (ainda que bem menos se comparado às expedições a Goiás ou Minas Gerais) à região, fundando a “Freguesia Velha“, em 1746 às margens do rio Pananapanema.
Além disso, o local era caminho entre o sul e a vila de Sorocaba (onde se criavam as mulas que acompanhavam os exploradores), dando origem a cidades como Itapetininga.
Mas, com o tempo, a Freguesia Velha (que muitos queriam chamar de Nossa Senhora da Conceição do Paranapanema pela capela erguida em seu nome) viu acabar o ouro do aluvião, encerrando o “ciclo do ouro” nessa região.
A consequência é que os moradores que ficaram (cerca de 5 mil pessoa) decidiram transferir o povoado para outra região (a “nova” freguesia), rebatizada com o nome da fazenda que lá existia: Capão Bonito do Paranapanema, tendo como data oficial de fundação o dia 24 de janeiro de 1843 (curiosamente no mesmo dia em que escrevo esse post). Seria ainda elevada à condição de vila em 2 de março de 1857, e atualizando o seu nome para o atual em 27 de dezembro de 1921.
Se você pensa em conhecer a cidade e a região, recomendamos o Hotal Baguassu, onde ficamos hospedados, praticamente sozinhos.
Com exceção do bichano que vez ou outra dava as caras:
E até uma bela piscina pra dar um relax!
A cidade tem uma estrutura bem bacana, e ótimas opções pra comer, destaque para a Pizzaria Vitória.
Só não podemos garantir a companhia da lua cheia, como a que esteve na cidade conosco…
Mas nossa presença na cidade se deu por outro motivo.
É que em 6 de maio de 1944 era fundado o Ipiranga Atlético Clube, mais um time de futebol a surgir na cidade e disputar os campeonatos amadores da região.
Como dá pra imaginar vendo o distintivo, o time homenageava o tricolor paulista, mas tinha uniformes diferentes, como se pode ver na foto abaixo, do time de 1949.
Aqui, mais algumas fotos sem datação comprovada, mas possivelmente do fim dos anos 40 ou início dos 50, pela similariedade do uniforme.
Nos anos 50 o time chegou a usar um uniforme com listras horizontais:
E um outro modelo também muito bacana:
Até chegar no uniforme similar ao tricolor da capital.
Esse modelos perdurou até os anos 60:
E foi justamente nos anos 60, mais precisamente em 1962, que o time fez história ao disputar a 3ª divisão do Campeonato Paulista (que devido as denominações das competições, equivalia ao 4o nível do campeonato) frente a tradicionais times do interior paulista.
Esse é um campeonato do qual encontra-se muito pouca informação gerando algumas confusões. Por exemplo, existe uma matéria sobre ex atletas do Ipiranga AC onde eles lembram que o jogo decisivo desse ano foi contra a equipe do Fronteira de Itararé, mas … segundo a maioria das fontes, o Fronteira só jogaria a 3a divisão anos depois…
Após esta aventura no profissional, o time voltou ao amador e fechou as portas em 1965.
Pra não deixarem o futebol em baixa, os esportistas locais se organizaram e em seu lugar, foi fundado o Esporte Clube Capão Bonito, em junho de 1966 e que herdaria as cores e até o estádio do Ipiranga AC.
O tricolor capãobonitense era chamado de “Esporte“, esse é o time de 1969, quando sagram-se campeões do Campeonato Amador regional, promovido pela Federação Paulista tendo o jogo do título no campo do
O time está na memória da população local até atualmente, mas não chegou a disputar nenhuma competição profissional da Federação Paulista.
Ambas as equipes mandavam seus jogos no Estádio da Rua Bernardino de Campos, que acabou também sendo chamado de “Estádio do Ipiranga” e depois como “Estádio do Capão Bonito“, ou “Estádio do Esporte“.
E sua fachada imponente segue lá!
Como suas caracerísticas arquitetônicas são bastante icônicas, eu recomendo que vc olhe novamente as fotos dos dois times acima, e perceba que muitas delas mostram a fachada, mas do lado de dentro.
O estádio ocupa uma importante área na região central, tendo sua entrada, na Rua Bernardino do Campos e sua lateral “murada” na Rua Altino Arantes.
Até deu pra fazer mais algumas fotos ali, mas ainda não nos permitia a entrada…
Pelo menos dava pra ver que o gramado estava bem conservado, ainda que sem suas demarcações em cal.
Uma rápida olhada no mapa do local, ofereceu mais uma opção…
Essa entrada lateral era numa rua sem saída que terminava quase dentro do estádio, mas que também possuia um muro e um portão, ambos fechados.
Alguns vizinhos ao me ver observando o portão fechado disseram que quando querem jogar bola é por ali que entram.
Mensagem captada, amigos vizinhos! Lá vamos nós pra dentro do Estádio!
Aí sim, deu pra registrar como gostamos de fazer: as três fotos do campo… Seu gol da esquerda:
O meio campo:
E o gol da direita:
Além de um registro frente ao campo e com um espaço minimamente coberto que serve de recordação para a linda arquibancada coberta, toda de madeira que foi destruída em um incêndio, décadas atrás.
Pelo que eu entendi a arquibancada era exatamente acima desse espaço.
Depois de tantas voltas, era hora de seguir com o rolê pela cidade, pois ainda existia um verdadeiro templo do futebol a ser visitado, o Estádio Municipal Doutor José Sidney da Cunha, que ficava não muito longe dali (até porque a cidade não é muito grande) e que serve de casa para um verdadeiro patrimônio da atual Série B do Campeonato Paulista (o equivalente ao quarto nível do futebol): o EloSport Capão Bonito!
Talvez muitos nem reconheçam o distintivo acima, porque ele é relativamente novo, o tradicional usado sempre foi esse abaixo, que já trazia a “corrente”, simbolizando a união que o time tem como principal filosofia:
O time nasceu em 10 de maio de 1993, finalmente abandonando o tricolor que marcara por tantas décadas o futebol da cidade, adotando o azul e verde como cores oficiais.
Seu apelido, e consequentemente mascote é o “Galo do Sul“.
No início de sua trajetória, o time se limitou às competições amadoras, sendo campeão da Liga de Tatuí e da Liga de Sorocaba, mas em 1997, era hora de levar novamente o nome da cidade ao futebol profissional e o Elosport foi disputar a Série B1B (equivalente na época à 5a divisão do futebol paulista).
O Elosport jogou a B1B até 2001, quando o futebol paulista passou por mudanças que acabaram a levar o time para a Série B3 (equivalente à Sexta Divisão), quando conquistou o acesso para jogar a Série B2 em 2002, terminando em 8o lugar:
Aqui as demais equipes que completaram aquele campeonato e suas respectivas colocações:
No ano seguinte, o time acabou rebaixado e licenciando-se do Campeonato Paulista, retornando apenas em 2007, já dentro de uma nova formulação do Campeonato, na Série B, equivalente à quarta divisão.
Infelizmente, sua história nessa divisão não teve grandes destaques. Desde 2012, curiosamente o time sempre fica a um passo da conquista da classificação para as próximas fases na maioria das edições. Veja como foi o grupo de 2012:
2013:
2014:
2015:
2016:
2017:
2018:
E desde 2019, tem ficado em último:
2020:
Como destaque, vale lembrar que o Elosport sagrou-se campeão do Sub-20 da 2ª Divisão em 2009.
Em 2010, a gente acompanhou um jogo deles (
O Estádio Municipal Doutor José Sidney da Cunha é administrado pelo Elosport, num sistema de comodato, por isso existe toda uma sinalização com o nome do time, como se fosse um estádio particular.
O time se define nas paredes do estádio, como o “Orgulho de Capão Bonito”.
Diz a lenda que um torcedor mirim mandou um desenho para o Jornal O Expresso chamando o time de “O Galo do Sul”. Aí teria surgido o mascote do time que também se faz presente no estádio.
Olha aí os bancos de reserva:
Nossa visita foi feita naquele típico dia de verão com calor e uma possível chuva se formando acima de nós…
Olha, eu confesso que só fiquei triste por não ter visto (ainda) um jogo do Elosport aí no estádio… Mas fica o orgulho de pelo menos ter conhecido de perto um campo que tantas vezes foi utilizado no futebol profissional.
Vamos dar uma olhada por dentro:
O meio campo:
E o gol da esquerda:
Vale mais uma olhada, né?
Não acredita? Olha aí:
Além da estrutura pro torcedor, o estádio possui uma boa área para a imprensa:
É arquibancada pra tudo que é lado…
E assim, dentro do campo, pisando na mesma grama que tantos atletas da série B pisaram esses últimos anos, encerramos nosso registro…
Aliás, encerramos também os rolês de 2020, que venha um 2021 com vacina para todos!
Feliz ano novo, irmãos e irmãs!
A cidade é considerada a capital da uva!
A origem da cidade vem das povoções que foram se estabalecendo pelos que iam de Sorocaba ao Sul do País, formando o antigo bairro da Fazenda Velha, na época parte de Itapetininga.
Logo, alguém decidiu construir uma capela, sob a proteção São Miguel Arcanjo, que viria a dar nome à cidade.
A cidade se desenvolveu graças ao cultivo e beneficiamento do algodão, que gerou muitas riquezas até que a segunda guerra mundial fez com que as exportações apresentassem grandes quedas.
O que fez São Miguel Arcanjo ser reconhecida e prosperar novamente foi sua produção de uvas, introduzidas na cidade por Massuto Fujiwara.
São Miguel Arcanjo foi elevado à categoria de município em 1889, desmembrando-se de Itapetininga e depois à cidade em 1908.
A cidade é sede do Parque Estadual Carlos Botelho.
Sua população é de cerca de 35 mil pessoas.
No momento desse rolê a viagem já tava rodando os 1.000 km…. É mole?
Mas além de uvas, parques e belezas naturais, a cidade tem seu nome eternizado na história do futebol paulista, porque em 1947 foi fundado o time do Esporte Clube São Miguel.
Duro foi achar o distintivo deles… Quem salvou foi o
Após passar uma fase disputando as competições amadoras da região, o EC São Miguel disputou a 4a divisão do futebol paulista por 3 anos seguidos, de 1962 a 64.
O Blog “
Aqui, não dá pra entender direito o contexto… Mas pode se ver três pessoas vestindo a camisa com a tradicional estrela do time!
Esse era o time juvenil de 1962:
E esse, o que teria jogado o profissional!
E lá fomos nós conhecer o Estádio Municipal Nestor Fogaça, a casa do EC São Miguel durante as competições!
Uma fachada bastante imponente, não?
Dá uma olhada:
Esse é o gol do lado direito pra quem está olhando do outro lado da arquibancada:
Aqui o gol esquerdo:
E aqui o meio campo:
Olhando o meio campo estando na arquibancada:
Um estádio histórico que viu 3 edições da 4a divisão!!
Aqui a lateral do campo:
O grande centro das atenções: o gol!