Pepe Macia – o canhão da vila

O convidado do 3º episódio do nosso podcast superou qualquer expectativa… Batemos um papo com Pepe Macia, o segundo maior artilheiro da história do Santos (aliás, no vídeo eu falo 403… mas são 405 gols pelo alvinegro praiano). Jogou também na seleção brasileira e conquistou duas copas: a de 1958 e 1962. Mas além de tanta história como jogador, tornou-se treinador e em 1986 conquistou o primeiro título do Campeonato Paulista para um time do interior: a Inter de Limeira!

Confira aí o papo com Pepe Macia, o Canhão da Vila!

Ah, e se ainda não leu, dê um jeito de encontrar um exemplar da biografia: Pepe – o canhão da Vila.

E outra incrível recomendação é o Canal 11, o canal de Youtube do Pepe, o “maior oldtuber do Brasil”!

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O futebol em Guaiçara (SP)

O nosso rolê de 7 de setembro de 2021 terminou, narramos todos os encontros com os estádios que receberam partidas das diferentes divisões do Campeonato Paulista. Mas….
Sem querer entramos em um caminho que nos levou a um gigantesco Ficus de Benjamim e ao redor dele… existe uma cidade…
Bem vindo a Guaiçara!

Embora o nome vem da grande quantidade de Guaiçaras (uma espécie de árvore) no local, quem chamou nossa atenção foi esse “Ficus de Benjamim”.

A cidade onde vivem apenas 9.500 pessoas, e que é muito conhecida na região pela sua tradicional Festa de São joão Batista, só tornou município em 1955, quando se emancipou de Lins, depois de muita briga política.
Mas muito antes de tudo isso, já existia entre o pessoal daquela região um motivo para se orgulhar: o Paulista Futebol Clube!

Fundado em 2 de agosto de 1930, o time logo se tornou o xodó da cidade e da região, pelos bons resultados nas disputas amadoras e acabou conhecido como o “Glorioso”.

O Paulista FC nunca disputou nenhuma divisão do Campeonato Paulista, mas em compensação, se tornou um fenômeno nos campeonatos amadores.
Esse era o time de 1958:

E aqui, o seu estádio, onde mandou suas partidas…

Falamos do Estádio Municipal Virgínio Zanotto, que pode ser registrado por nós, durante essa visita aleatória!

Aqui, a bilheteria do estádio:

Mais um lindo estádio do interior paulista

Aqui, sua área lateral:

Uma vista pelo Google Maps:

Em 1947, o time disputou o Campeonato do Interior, jogando a 7ª Zona, no Setor 31, veja o grupo:

Olha o time dos anos 60:

Aqui, o time de 1978:

Esse foi o time de 1987:

Em 2025, voltamos à cidade de Guaiçara e dessa vez, conseguimos entrar dentro do Estádio e registrar um pouco do campo!

Sente um pouco do clima pacato do estádio:

Olha que linda essa arquibancada coberta!

Olha o gol do lado direito:

O meio campo ali com uma estrutura interessante de vestiários.

E essa faixa simples, mas que dá uma cara bem interessante ao campo:

Fomos embora, contentes por ter renovado o acervo de imagens deste belo estádio.

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O futebol profissional em Cafelândia!

Mais de 2 meses depois do rolê no feriado de 7 de setembro de 2021, finalmente chegamos ao nosso último destino…
Após visitar os estádios de Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia, Cardoso, Votuporanga, Fernandópolis, Palmeira d’Oeste, Aparecida d’Oeste, Ilha Solteira, Pereira Barreto, Auriflama, Araçatuba, Guararapes, Buritama, Promissão, Getulina, Lins e Pirajuí, é hora de falar sobre o futebol e os estádios de Cafelândia!!!

Como o nome indica, a cidade tem sua história ligada ao cultivo do café. Lembra que no post anterior (sobre Pirajuí) citamos que aquela cidade fora uma das maiores produtoras mundiais?
Pois bem, Cafelândia era uma vila de Pirajuí e se desenvolveu graças ao viciante pó preto. Somente em 1926 foi criado o município de Cafelândia, desmembrado-se de Pirajuí.

Porém, a crise do café obrigou a procura por outras culturas (como a cana de açúcar) e pela pecuária como atividade econômica.
Atualmente, Cafelândia conta ainda com um distrito industrial com empresas de pequeno e médio porte. Mas mantém sua cara de cidade tranquila…

A cidade também possui uma importante Feira de Artesanato, a Cafeartes, que antes da pandemia, acontecia no feriado de 7 de setembro (ou seja, se estivesse tudo ok, nós teríamos conhecido o evento…)…
Só nos restou conhecer a igreja local.

Mas o ponto chave dessa visita à Cafelândia era registrar o Estádio Santa Izabel, uma das casas do futebol na cidade!

Eu digo uma das casas, porque este foi um dos campos utilizados pelo Glória FC, mas ele não é o único estádio da cidade, e nem o Glória foi o único time de Cafelândia.

Aliás, o Estádio Santa Izabel foi o terceiro campo do Glória. Vamos dar uma olhada lá dentro!

O Estádio Santa Izabel possui uma arquibancada coberta maravilhosa, com uma capacidade para quase mil torcedores!
Na arquibancada, mesmo um pouco apagado ainda há também o nome do Glória FC, que ocupou o estádio por um bom tempo e que parece aos poucos voltar à ativa.

Aqui o gol do lado esquerdo:

Ao lado do gol ficam os vestiários do estádio.

O gol do lado direito:

E aqui no meio campo a visão de sua magnífica arquibancada coberta!

Uma placa indica que o estádio foi reconstruído em 1994:

Mas mesmo reformado, não perdeu seu ar de interior, cheio de frondosas árvores espalhadas pelo seu entorno.

E também manteve seu ar bucólico… Já que fica numa área pouco habitada da cidade, com muita natureza ao seu redor…

O gramado segue sendo bem cuidado.

É ou não é um verdadeiro monumento ao futebol?

Esse post teve grande corporação do pessoal de Cafelândia, em especial Wanderley Colmati e Paulo Odenio Pacheco (autor do livro Cafelândia − Histórias e Estórias).

Como ele mesmo me disse, para falar da história do futebol em Cafelândia, precisamos contar sobre os 3 times que disputaram o futebol profissional, começando pelo mais antigo, fundado ainda na época da “vila”: o Cafelândia FC!

O Cafelândia FC, também chamado de “alviverde” foi fundado em 26 de abril de 1923, representando a parte baixa da cidade (a cidade tem mesmo uma parte mais alta e uma baixa, e… um time para cada!).
Seu estádio fica na Av. Duque de Caxias, 552 e por isso é conhecido como o “Estádio Duque de Caxias“.
Esse Estádio também seria utilizado pela Associação Cafelandense de Esportes.

E aqui algumas fotos que fizemos em 2025 no Estádio Duque de Caxias:

O Estádio segue desafiando os tempos modernos e mantém suas arquibancadas e o campo, hoje dedicado ao futebol amador.

Algumas partes do gramado com aquelas pragas tão tradicionais nos campos…

Esse é o gol da direita:

O meio campo com sua linda arquibancada coberta:

E o gol da esquerda, onde a sigla do time aparece no morro.

Sua cobertura tem uma construção diferente e dá um visual bem legal!

Logo o Cafelândia FC filiou-se à Federação Paulista de Futebol e passou a disputar os campeonatos amadores até 1954, quando decidiu ingressar no profissionalismo disputando a Terceira Divisão do Campeonato Paulista de 1955, com uma fraca campanha, terminando seu grupo na última colocação com apenas um empate.

O Cafelândia FC jogou ainda a Terceira Divisão de 1956 e 57, fazendo novamente campanhas fracas, levando-o a se licenciar do profissionalismo e voltar aos campeonatos amadores.

Em 1964, o time disputou o amador (foto da fanpage “Eu amo Cafelândia”) e foi campeão de seu setor:

Em 65, o bicampeonato do setor!

E levou o tricampeonato do setor em 1966:

Nesse mesmo ano, em 1966, o time retornou ao profissional, desta vez jogando a Quarta Divisão, mas só permaneceu na disputa por dois anos, licenciando-se novamente ao final de 1967, mesmo tendo feito nesse seu último ano de história a sua melhor campanha.

Aqui, uma outra linda imagem do time:

Porém, nem só de café se faz o futebol da cidade.
Em 26 de setembro de 1926, quando a vila tornou-se cidade, surgiu o Glória FC, para a glória da parte alta da cidade.

Como a parte baixa da cidade já possuía seu time de futebol (o (Cafelândia FC), e existia grande rivalidade entre as duas partes da cidade, a parte alta não podia ficar atrás no futebol e assim surgia o alvipreto de Cafelândia, o Glória FC!.

O primeiro campo do Glória F.C. ficava na área onde está a Escola Kennedy e a Praça S.C.J.

Dali, o campo do Glória foi transferido para a Vila Operária, onde hoje está a Escola Presidente Afonso Pena e próximo ao atual Estádio Municipal. Nesse campo, o Glória ), onde disputou vários amistoso com times da região como o Clube Atlético Linense.

O Glória FC foi o primeiro time do interior paulista a jogar no Estádio do Pacaembu, em 1941, contra um combinado formado pelo Corinthians e o então Palestra Itália. E com tamanha força, viu sua torcida aumentar a cada dia, mas em 1945, novamente teve que mudar de campo, indo para um terreno desmembrado da Fazenda ”Santa Isabel” (daí o nome do atual campo que mostramos lá no começo!).

A inauguração do Estádio Santa Izabel coincidiu com a disputa do Campeonato Amador do Interior e a partir de 1946. Esse é o time de 1946:

Esse é o Glória FC de 1947, campeão da 30a região do amador do estado:

Esse foi o grupo:

O time passou uma grande série de jogos sem perder para o rival local (Cafelândia F. C.), de 1945 até 1957, quando no seu próprio campo, perdeu essa invencibilidade por 3 a 2.

No amador, o Glória FC sagrou-se campeão do seu setor muitas outras vezes!

Olha aqui, o campeão do setor de 1963:

A partir de 1955, o Glória FC decidiu participar do Campeonato Paulista da Terceira Divisão, entretanto em seu primeiro ano, o time desistiu da competição e só participou em 1956, com campanha mediana, assim como 1957, porém em 1958 classificou-se para a fase final do campeonato.

Na segunda fase, o time acabou perdendo a classificação para o triangular final para o time do Nevense!

Em 1966, o time voltou para uma última participação no profissionalismo, novamente na Terceira Divisão, mas acabou se despedindo do profissionalismo com uma campanha fraca, o que não apaga sua força como equipe demonstrada até ali!

Recentemente, o patrimônio do Glória FC chegou a ficar abandonado até que um empresário assumiu a presidência na tentativa de reativar o clube.

Mas toda essa rivalidade na cidade acabou quando Cafelândia F.C. e o Glória FC perceberam que talvez poderiam se unir e criar uma nova potência para o futebol: assim, em 17 de março de 1968 surgia a Associação Cafelandense de Esportes que disputou 17 edições do Campeonato Paulista entre a 3a e a 4a divisão, até se licenciar da Federação Paulista em 1984.

Com apoio do então prefeito municipal, Jayme de Lima (ex-jogador do Glória FC), o ACE estreou no profissionalismo, em 1968, na Quarta Divisão fazendo uma campanha sem grandes resultados.

Disputou ainda a Quarta Divisão em 1977, fazendo uma boa campanha, e em 78 e 79, com campanhas ruins. Essa foi a primeira fase:

E essa a segunda fase, de onde o Cafelandense não conseguiu passar:

Mas o ACE também jogou a Terceira Divisão de 1970 a 76 e de 1980 a 84, quando abandonou o futebol profissional. O time de 1972 fez uma grande campanha se classificando para a segunda fase:

Na segunda fase acabou em 6o lugar, 3 pontos atrás do segundo colocado, o Rio Claro:

Em 1973, uma campanha linda! Na primeira fase classificou-se em segundo lugar, atrás da Penapolense:

Na segunda fase liderou o grupo desclassificando o poderoso Mogi Mirim!

E ainda saiu invicto da final, com dois empates e uma dolorosa derrota nos penaltys para o Independente de Limeira… Aliás, naquele ano não houve acesso e ambos os times permaneceram na Terceira Divisão.

Esse foi o time do vice campeonato de 1973:

Aqui, o time de 1975:

Aqui, o amigo Benê de Marília, no time da Cafelandense!

Com o fim do profissionalismo, em 84, logo se desfez a antiga fusão entre Glória FC e Cafelândia FC (em 88), mas mantendo a Associação Cafelandense de Esportes. Em 1990 foi realizada uma reunião com a finalidade de ressuscitar o Glória FC.

A Cafelandense permaneceu voltou a disputar uma competição amadora em 1990, participando do Campeonato Amador da Região de Bauru – Setor 68, tendo conquistado o título da região em 1992, 94 e 96. Esse foi o time de 1990:

Em 2016 retornou às suas atividades participando da 1ª Taça Paulista, Grupo Especial, Sub-18, organizada pela Liga de Futebol Paulista.

Que cidade, que história… Espero que em breve possamos ouvir falar novamente no futebol de Cafelândia!

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O futebol profissional em Pirajuí!

Bem vindo e bem vinda à nossa penúltima parada!!! Depois de visitar os estádios de Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia, Cardoso, Votuporanga, Fernandópolis, Palmeira d’Oeste, Aparecida d’Oeste, Ilha Solteira, Pereira Barreto, Auriflama e Araçatuba, Guararapes, Buritama, Promissão, Getulina e Lins é hora de conhecer o futebol de Pirajuí! (Não confunda com Pirajú!!!)

Como muitas das cidades que visitamos nesse rolê, o território de Pirajuí também era ocupado por indígenas Kaingangs até o final do século XIX. Também citam a presença de grupos Terenas, que vieram do Mato Grosso em busca de melhores terras, caça e pesca. Tudo seguia em paz até a chegada das expedições militares que tinham como ideia povoar aquelas terras, usando como base o binômio: agricultura + ferrovia.

Assim, foi uma questão de tempo até que os indígenas fossem varridos da região pelo “progresso”. Os poucos sobreviventes foram agrupados em reservas. E a partir de 1888, surgem os primeiros vestígios do que se tornaria o município de Pirajuí em 1915

Como sempre…. Tem uma igreja na história para agregar mais e mais pessoas em torno do povoado…

Mas a cidade prosperou mesmo graças ao cultivo do café. Em meados do século XX, foi considerada o maior município cafeeiro de todo o planeta.

Atualmente, a agricultura ainda é a base da economia da cidade, mas muitos dos jovens já se planejam para estudar e trabalhar em regiões metropolitana. E aí está sua rodoviária por onde parte das pessoas deixam a bela Pirajuí para ir atrás de seus sonhos.

Por falar em sonho, o nosso era o de conhecer e registrar o Estádio Municipal Francisco Nazareth Rocha, o “Rochão“!

Estádios do interior costumam aproveitar seus longos muros para ganhar uma graninha a mais com publicidade!

E aqui estamos nós, na casa do futebol profissional em Pirajuí!

Na mesma bilheteria que já registrou a chegada de tantos e tantas torcedoras!

Este é o outro lado do estádio, por onde “escorre” sua arquibancada.

Aliás, há uma placa na parte interna do estádio que data de 1962 a inauguração da arquibancada do Estádio Municipal.

Aliás…. vamos conhecer um pouco da parte de dentro do Estádio Municipal Francisco Nazareth Rocha

Sua arquibancada ainda está muito bem preservada! A capacidade oficial é de 2.700 torcedores.

Existe uma pequena cobertura capaz de proteger do sol ou da chuva pelo menos uns 4 lances da arquibancada.

E elas ficam lá no alto, como um verdadeiro “trono”, fazendo os torcedores serem os verdadeiros reis deste jogo!

O campo também. Nosso tradicional registro mostrando o meio campo:

O gol da esquerda:

Ao fundo, a torre da igreja…

E o gol da direita:

Ali ao fundo, pode se ver a torre de iluminação.

Mais uma missão cumprida, afinal, esta é a casa de dois times que disputaram aí os campeonatos profissionais da Federação Paulista e que fizeram também um importante papel no futebol amador.

O primeiro deles é o Pirajuí Atlético Clube.

O time foi fundado em 27 de dezembro de 1927, ainda como Pirajuhy Atlético Clube ou seja… Está há pouco mais de 5 anos de seu centenário! Aqui uma foto do time dos anos 30:

Essa é a sede social deles. Peguei a foto lá no Google Maps, porque não deu tempo de visitar o local 🙁 .

O time começou disputando os campeonatos amadores, como o Campeonato do Interior (em 1942, 44, 45, 47). Aqui, o time de 1949, campeão do Regional (e que seria bicampeão em 1950):

Mas, em 1954, o Pirajuí Atlético Clube daria seu salto mais importante rumo ao profissionalismo, disputando a Terceira Divisão, como faria depois em 1955 e 1980. Na campanha de 1955, classificou-se para a segunda fase, liderando seu grupo!

Infelizmente na segunda fase, terminou na lanterna do triangular atrás da Santacruzense e do Duartina. O Pirajuí AC disputou também a edição da quarta divisão (a atual B) em 1965, ficando em 4º lugar na 5ª série.

Por fim, foram mais duas edições da quinta divisão (atualmente extinta), em 1978 e 79. Em 1979, o time ainda se classificou para a segunda fase, liderando o seu grupo, mas terminando a fase final em último lugar:

Esse era o time do Pirajuí AC nos anos 70:

Nessa época, quem visitou a cidade para um amistoso foi o craque Garrincha!

Atualmente o departamento de futebol do clube se dedica apenas a competições amadoras. Aqui, o time dos anos 90:

O outro time da cidade, é mais novo, fundado em 24 de abril de 1972. Trata-se do Flamengo Futebol Clube de Pirajuí! Distintivo do site Escudos Gino:

O Flamengo Futebol Clube também se originou nas disputas amadoras, aqui o time de 1984 (enviada pelo ex jogador Luiz Carlos Lopes Scafina):

Mas em 1986, o Flamengo seguiu os caminhos do Pirajuí AC e debutou na Terceira Divisão, terminando a poucos pontos da classificação para a segunda fase.

Depois, participou da Quarta Divisão em 1988, 89 e sua última participação no torneio seletivo para a Segunda Divisão de 1991, terminando nas últimas colocações em todos os campeonatos. No ano seguinte, pediu licença junto a Federação Paulista de Futebol.

O time pirajuense voltou à atividade amadoras em 2011 para a disputa do Campeonato Paulista de Futebol – Segunda Divisão Sub-20 e depois para participar da São Paulo Cup 2019, competição organizada pela Global Scouting Football. O Flamengo jogou com o time abaixo:

É isso aí! Frequente o estádio da sua cidade!

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As Mil Camisas de volta a Lins!

Hora de um respiro entre tantas cidades que estamos passando pela primeira vez. Depois de termos passado por Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia, Cardoso, Votuporanga, Fernandópolis, Palmeira d’Oeste, Aparecida d’Oeste, Ilha Solteira, Pereira Barreto, Auriflama, Araçatuba, Guararapes, Buritama, Promissão e Getulina, é hora de revermos a cidade de Lins!

Como dito acima, já estivemos em Lins para registrar o Estádio Municipal Gilberto Siqueira Lopes, tradicional Gilbertão! Clique aqui e veja como foi!

Vale lembrar que já escrevemos um post sobre o CA Linense e sua camisa (clique aqui e veja o que escrevemos!):

De lá pra cá, muita coisa mudou, mas o Gilbertão segue por lá!

Fizemos questão de dar um pulinho pra registrar a casa do CA Linense!

A bilheteria segue esperando a volta dos torcedores!

Outra coisa que, infelizmente não mudou, nem nunca mais mudará é o Estádio dos Eucaliptos, a primeira casa do CA Linense e que atualmente é um supermercado. Conseguimos bater um papo com um dos antigos frequentadores, que chegou a trabalhar como vendedor dentro do campo.

E olha que foto linda daquela época!

Mas…. Não falamos nem no post da nossa primeira visita e nem no post sobre a nossa camisa sobre uma outra coisa importante relacionada ao futebol de Lins: o time do Clube Atlético Comercial!

Embora não seja tão tradicional quanto o CA Linense (que é de 1927) o CA Comercial também não deixa de ser histórico, já que foi fundado em 1938, na época sob o nome de Comercial Futebol Clube.
Esse é o time de 1941, que disputou diversas competições amadores (direto do site História do futebol:

Mas o CA Comercial foi além e em 1949 se aventurou no profissionalismo e disputou seu único Campeonato Paulista, o da Segunda Divisão (vale citar como curiosidade que este foi a 3ª edição organizada pela Federação Paulista de Futebol). A campanha foi bem fraca:

Após sua aventura no profissionalismo, o time voltou ao amadorismo. E nós… Fomos saborear uma pizza!

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O futebol profissional em Getulina!

E lá vamos nós a essa cidade de nome intrigante!
Será a terra de Getúlio Vargas em pleno estado de São Paulo, dito “constitucionalista”, e que por isso declarou guerra em 1932, ao político gaúcho? Vamos descobrir isso e um pouco de sua história no futebol profissional na cidade de Getulina, após passarmos por Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia, Cardoso, Votuporanga, Fernandópolis, Palmeira d’Oeste, Aparecida d’Oeste, Ilha Solteira, Pereira Barreto, Auriflama, Araçatuba, Guararapes, Buritama e Promissão.

A cidade nasceu de um pequeno território formado entre o Rio Feio e o Ribeirão Tibiriçá, em 1917 para abrigar equipes de trabalho responsáveis por construir a estrada para o Município de Garça.
E logo…. surge uma capela, que se tornaria o “imã” para novos moradores.

Mas o seu nome não é uma homenagem a Getúlio…
Trata-se de uma homenagem à Getulina, uma das desbravadoras (ou destruidoras?) das matas da região do Noroeste do Brasil.
Em 1935, Getulina foi eleveada a município.
A cidade ainda preserva na arquitetura vários casarões do passado.

E também mantém aquele ar tranquilo das cadeiras na varanda de casa…

E não só o nome da cidade não é uma homenagem a Getúlio Vargas, como a cidade faz questão de exibir seu apoio à revolução constitucionalista de 1932.

Além disso, no ano seguinte ao início dessa verdadeira guerra civil brasileira, em 19 de novembro de 1933, surgia o Clube Atlético 9 de Julho!

O CA 9 de Julho como a maioria dos times passou uma boa fase disputando as competições amadoras da região, mas em 1951 estreou no profissionalismo, num ano em que o futebol paulista se dividia em apenas 2 divisões, ou seja… Getulina se viu em meio à 2ª divisão do Campeonato Paulista.
A campanha foi…. bem ruim…

Em 1952, novamente na segunda divisão, o CA 9 de Julho também não atingiu bons resultados.

Os maus resultados fizeram o CA 9 de Julho se licenciar e só voltar ao futebol profissional na Terceira Divisão em 1957, onde ficou até 1959, destaque para a campanha de 1957, quando se classificou para a segunda fase:

Mas na segunda fase, terminou na penúltima colocação.

Aqui, a campanha de 1958:

E por fim, sua última participação no futebol profissional, em 1959, fechando em último lugar e desanimando o pessoal para seguir no profissional.

O Clube Atlético 9 de Julho mandou os seus jogos no Estádio Municipal, que no passado se chamou Estádio Pedro de Toledo, e atualmente se chama Estádio Pedro Benedito Nascimento.

O Estádio tem o apelido de Pixoxó.
Até onde eu pesquisei, Pixoxó é o nome de um pássaro e também foi um político dos anos 50, mas não sei qual a razão para o apelido do estádio ser esse, você sabe?

Aparentemente, a última gestão da prefeitura municipal fez algumas melhorias no estádio.

Bacana o grafite do cara tocando a mão com a Mari!

“Respeite a arte. Respeite o esporte”.

Destaque para a linda arquibancada coberta, com uma pequena cabine para transmissão.

Perceba como o gol fica há poucos metros a frente das casas:

Além de ver a igreja ao fundo, perceba as torres de iluminação.

E olha que linda essa imagem do estádio na época em que ainda se chamava Estádio Pedro de Toledo, com uma arquibancada lotada e com o distintivo do CA 9 de Julho lá estampado na parte central:

Aqui, um olhar do campo todo.

Essas fotos foram feitas do morro ao lado do Estádio!

E esse espaço? Seria para a arbitragem?

Aqui, a vista do gol que fica pertinho das casas, feita do lado da arquibancada, ou seja, o gol do lado esquerdo:

E aqui o gol da direita, e lá no fundo o morro de onde fiz as outras fotos!

O meio campo, com um gramado bem cuidado, também com os seus postes de iluminação ali… literalmente bem “postados”!

E aqui, a arquibancada coberta começa a se revelar…

São apenas 8 lances de arquibancada, uma capacidade bastante reduzida, mas que garante a proteção das intempéries do clima.

Se aquelas fotos do fundo foram feitas de cima do morro, essas da arquibancada foram feitas de cima do muro:

Olha aí a entrada do estádio (que estava fechada, diga se de passagem!).

Hora de ir embora, mas não sem antes registrar um grafite em frente ao estádio em homenagem aos Trapalhões.

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O futebol profissional em Promissão!

Já na parte final desse rolê de setembro de 2021, depois de passar por Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia, Cardoso, Votuporanga, Fernandópolis, Palmeira d’Oeste, Aparecida d’Oeste, Ilha Solteira, Pereira Barreto, Auriflama, Araçatuba, Guararapes e Buritama, chegou a vez de conhecer o Estádio de Promissão, a 18ª cidade!

A origem da cidade está ligada ao confronto entre os indígenas locais e os posseiros, que invadiam as terras da região. Nesta época, os indígenas eram vistos como um grande empecilho do desenvolvimento do estado…
Vale ler o livro “Índios no Estado de São Paulo: resistência e transfiguração” sobre o tema:

O progresso não podia esperar, fosse pelas plantações de café que tomavam cada vez mais conta do interior, ou o desenvolvimento da Estrada de Ferro.
No caso de Promissão, a Estação Ferroviária “Hector Legru” que seria inaugurada em fevereiro de 1908 veio dar apoio aos que passavam a ocupar essa terra. Foto do Blog do Giesbrecht:

A partir daí, o caminho estava aberto para novos habitantes, e seria inclusive a primeira cidade do Brasil a receber imigrantes japoneses. Em 1923, adquire autonomia municipal.

Nossa missão em Promissão era de registrar o Estádio Municipal Verano Piromalli.

A inauguração do estádio foi em 13 de julho de 1930. Aqui uma bela matéria sobre o evento (Fonte: História do Futebol).

E lá vamos nós para conhecer mais um estádio do interior de São Paulo, na pacata cidade de Promissão, o Estádio Municipal Verano Piromalli!

Aí está a bela fachada:

Mas, infelizmente o Estádio Municipal Verano Piromalli estava fechado 🙁
O jeito foi fazer um vídeo por cima do muro pra você conhecer um pouco do campo e da parte interna:

Uma visão do Google:

Aqui, o gol do lado esquerdo da arquibancada:

Aqui o gol do lado direito, com uma palmeira muito bonita ali atrás!

O Estádio Municipal Verano Piromalli possui uma bela arquibancada coberta, que cobre quase toda a lateral!

No site História do Futebol existe uma linda foto de um postal do estádio, provavelmente nos anos 50 ou 60. Aparentemente, existia um lance central pequeno de arquibancada coberta e dois lances descobertos, que no futuro acabou se tornando a arquibancada acima.

Em 2021, o Estádio Municipal Verano Piromalli passou por uma reforma, com troca do gramado, com aumento das marcações para o padrão FIFA, telas de proteção, caixa d´água para irrigação, reforma dos vestiários, entre outros detalhes.

O Estádio foi a casa dos dois times que representaram a cidade no futebol profissional!

O mais antigo deles é o Promissão Esporte Clube (o distintivo vem do site Futebol Nacional), fundado em 26 de fevereiro de 1957:

Tá a fim de uma camisa retrô do Promissão Esporte Clube? O site Só Futebol Brasil oferece dois modelos (branca e preta):

O Promissão Esporte Clube estreou no profissionalismo em 1964, na 4a Divisão (chamada naquele ano de “Terceira Divisão”, uma vez que o primeiro nível era chamado de “Divisão especial”) e, para surpresa geral, outro time de Promissão disputou esse mesmo campeoanto: o Clube Atlético Internacional, fundado oficialmente em 1958. O distintivo veio do site Arquivos Futebol Brasil:

Tá a fim de uma camisa retrô do CA Internacional de Promissão? O site Só Futebol Brasil oferece dois modelos (branca e vermelha):

Veja a participação do Clube Atlético Internacional naquela 3ª divisão de 1964, que, como eu já disse, equivalia ao quarto nível do Campeonato Paulista:

E assim terminou aquele campeonato, com o time do Promissão EC em 3º lugar, a um ponto da classificação e o CA Internacional em último lugar…

Em 1965, apenas o Promissão EC seguiu na disputa, mas sua má campanha (veja tabela abaixo) acabou fazendo com que o time desistisse do profissional e seguisse no amador até os dias de hoje.

Vale ressaltar que nos anos 80, a cidade teve um time feminino que também jogou no Estádio:

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O acesso do União Suzano Atlético Clube (série B do Campeonato Paulista de 2021)

Tarde de sábado, 23 de outubro de 2021.
Para a cidade de Suzano, a data tem que ficar marcada: dia histórico para o futebol local.
É hora de decidir quem sai da série B e vai pra A3 de 2022.
E a cidade entrou no clima!

O Estádio Municipal Francisco Marques Figueira, o tradicional Suzanão viveu o dia que sempre sonhou… Bexigas coloridas, batucada em frente à entrada e até um pessoal vendendo bandeiras e máscaras do USAC

Até fila pro pessoal entrar, teve!

Normalmente faço questão de comprar meu ingresso, mas ao chegar fui informado que não haveria venda no dia, já que todos já haviam sido distribuídos durante a semana.

Fiquei chateado em perder a viagem, mesmo vendo surgirem ingressos a todo instante… Falei com a pessoa que disseram ser a responsável e ela disse que não tinha o que fazer…

Quando já estava quase desistindo vi uma família com alguns ingressos na mão e perguntei se tinha algum sobrando e…
Obrigado a vocês que me arrumaram o ingresso!

Agora a fila já não parecia tão divertida…
O jogo começara e pelo barulho que eu ouvi enquanto apresentava a carteirinha de vacinação comprovando minhas duas doses, o time local havia inaugurado o placar.
Só deu tempo de ver o fim da comemoração da torcida local!
Depois pude ver o golaço do volante Tenner, aos dois minutos.
Como já haviam vencido o primeiro jogo, fora de casa, por 3×2, o gol tão cedo tirou a graça do jogo…

Há cerca de 2 anos estivemos no Estádio Municipal Francisco Marques Figueira, para acompanhar o clássico entre Santo André e São Caetano (o Brunão estava em reformas). Aproveitamos para contar um pouco da história do futebol profissional em Suzano. Veja aqui como foi!

Mas hoje, seria diferente.
A cidade estava muito perto de ver o acesso do União Suzano Atlético Clube para a série A3 de 2022, para a tristeza do desafiante Grêmio Prudente!

Hora de registrar a presença em mais um momento marcante do futebol paulista. Perceba que este é o mesmo boné de nossa última visita hehehe…

O ingresso ganho era para a arquibancada descoberta, que tinha um público interessante, ainda que limitado pela pandemia.
Só o sol forte das 15hs, mesmo com um céu encoberto de nuvens, é que incomodava um pouco.

Sol forte comemorado pelos vendedores de água que puderam acabar com o estoque (e nem tava tão cara, R$ 2).

Mas depois de tanto tempo sem assistir a um jogo no estádio, nem sol nem chuva chegam a atrapalhar

Do outro lado, nas cadeiras cobertas, vários convidados viam a mesma partida que a gente, mas na sombra.

Aos 27 minutos, o USAC ampliou, novamente com Tenner: 2×0. Era o fim de qualquer medo. O USAC estava muito perto da A3!

Seria uma questão de tempo até a torcida de Suzano cair na festa! O USAC enfim deixaria a Bezinha pra trás!

Além do elenco, o principal responsável por tal feito é esse cara de calça jeans aí abaixo.

Trata-se de Ricardo Costa, que aos 40 anos estava prestes a conquistar seu quinto acesso (os 5 por clubes diferentes: Portuguesa Santista em 2016, EC São Bernardo em 2017, Marília em 2019 e São José em 2020) na tão temida “Bezinha”, o quarto nível do futebol paulista.

O que será que o destino reserva para Ricardo Costa em 2022? Mais um acesso na Bezinha? Ou finalmente terá uma chance nas divisões superiores? Vamos agurdar!

Com o acesso praticamente garantido, é hora de dar uma olhada no estádio e na torcida, que compareceu na medida do possível.

Tinha muita gente que é ligada ao futebol amador (campo e salão) da cidade.

Muitos apaixonados pelo futebol e que entenderam a importância desse acesso na vida do futebol em Suzano

Quem não podia faltar era o pessoal apaixonado, da “Torcida Javali“:

Pra piorar a situação dos visitantes, o Grêmio Prudente teve um jogador expulso após o segundo amarelo, aos 35 minutos ainda no primeiro tempo: Wallace voltou mais cedo pro vestiário.

O estádio também estava cheio dos “apaixonados” pela Bezinha: Mário Gonçalves (que acaba de lançar um livro sobre o SC Atibaia), o juventino Pucci, o “histórico” Milton e o Roberto, com sua camisa da Lusa:

E abraço pro amigo Genílton Lucas que também estava na torcida pelo USAC!

O pessoal do Jogos Perdidos também estava por lá, olha aí o Fernando fazendo suas incríveis fotos! Já já deve sair a matéria sobre o jogo!

Mesmo jogando com um a menos e perdendo por 2×0, o Grêmio Prudente terminou o primeiro tempo pressionando, mas nada que diminuísse a festa na torcida local!

Aliás, fica aí um salve especial ao pessoal da Torcida Javali, que fez a festa ficar mais animada!

Começa o segundo tempo e a torcida realmente não tem tempo de parar de comemorar…. aos 9 minutos USAC 3×0!!!!

O Estádio Municipal Francisco Marques Figueira tem capacidade para cerca de 4 mil torcedores, e tomara que na série A3, já totalmente livres da pandemia, possamos ver suas arquibancadas cheias!!
O público anunciado foi de 717 pessoas.

E pra fechar com chave de ouro, já ouvindo alguns gritos de “olé”, aos 38 minutos veio o quarto gol, do atacante com nome de craque: Romário deu números finais à partida: USAC 4×0 Grêmio Prudente.
Aí foi só fazer a bola rolar até o apito final.

O apito final foi comemorado como um gol!

E a festa mudou de lugar… Saiu das arquibancadas e foi para dentro do campo!

Agradeço aos deuses do futebol por poder participar como espectador. Hora de voltar para casa, com a cabeça cheia de memórias e imagens desse acesso!

O time ainda sagrou-se campeão!

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As Mil Camisas de volta à Araçatuba!

Dando sequência ao nosso rolê que já passou por Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia, Cardoso, Votuporanga, Fernandópolis, Palmeira d’Oeste, Aparecida d’Oeste,Ilha Solteira, Pereira Barreto e Auriflama, chegamos mais uma vez à Araçatuba!

Já estivemos por lá, registrando o Estádio Municipal Adhemar de Barros em 2013. Veja aqui como foi.

O tempo passa rápido demais… Esse rolê anterior foi há quase 10 anos… Por isso, corra atrás dos seus sonhos hoje, não deixe para amanhã…

O Estádio Municipal Adhemar de Barros foi inaugurado em 1940 e finalizado em 1942.

Atualmente, o Adhemar de Barros tem capacidade para 15 mil torcedores.

E aí estamos nós, mais uma vez em frente ao Estádio Municipal Adhemar de Barros…

O futebol em Araçatuba é muito rico, tem muita história! Podemos dizer que um dos seus embriões foi o time da Associação Atlética Assistência, fundada em 8 de Outubro de 1945. O distintivo abaixo veio do incrível site Escudos Gino.

O time disputou uma série de competições amadoras, essa é uma foto do time de 54:

E esse, o de 1957:

Mas em 1964, o AA Assistência desafia o impossível e fez sua estreia no profissional com sua única participação na Quarta Divisão do futebol paulista.

E até que fez uma boa campanha, terminando empatado com o terceiro colocado (classificavam apenas duas equipes pra próxima fase) como se pode ver na classificação (todos os dados que você verá nesse post, eu peguei no incrível livro “A enciclopédia do futebol paulista“):

Porém, mesmo tendo sido fundado alguns anos depois, um outro time local fez sua estreia no profissionalismo antes mesmo da AA Assistência: o São Paulo FC!

O São Paulo de Araçatuba foi fundado em 1948, como homenagem ao homônimo da capital, que venceu um torneio realizado na cidade com o “trio de ferro” paulistano e tornou-se um dos times mais tradicionais da região, estreando na segunda divisão (a atual A2) de 1948 (que teve o XV de Piracicaba como campeão).

Esse foi o time de 1948 (da sessão “Que fim levou” do site do Terceiro Tempo de Milton Neves):

Aliás, no grande portal de Milton Neves existe uma foto bastante curiosa, que é apresentada como sendo de 1947…. Embora oficialmente o time tenha sido fundado em 1948:

O São Paulo FC de Araçatuba participou de outras 5 edições da Segunda Divisão de 1949 a 1953, sempre com campanhas medianas, com exceção de 1952, quando classificou-se para a segunda fase (jogando o segundo grupo).

Em 1949 o São Paulo FC se fundiu com o Clube Atlético Araçatuba, um forte time amador da cidade, fundado em 1943 e que havia disputado o Campeonato do Interior em 1945.

Mas apenas em janeiro de 1954 decidem dar um novo nome ao time que surgiu dessa fusão e assim, nasce o Araçatuba EC, (distintivo vindo do site Escudos Gino):

Vale reforçar que em 1962, o tricolor de Araçatuba ainda retornaria ao profissionalismo para disputar a Quarta Divisão daquele ano e a de 63, ambas sem grandes resultados.

Se você quiser uma camisa retrô do Araçatuba EC, visite o site Só Futebol e adquira a sua!

O Araçatuba EC disputou a Segunda Divisão de 1954 e 55. A melhor campanha foi no ano de estreia, em 1954, quando classificou-se para a fase final:

A cidade não podia ficar sem futebol e com o licenciamento do Araçatuba EC, em 1956 surge mais um time: o CA Flamengo. Mais uma vez o distintivo veio do site Escudos Gino:

Ah, e você também acha a camisa do CA Flamengo de Araçatuba no site Só futebol (basta clicar aqui):

O Clube Atlético Flamengo disputou a Terceira Divisão de 1957 e teve uma excelente campanha, conquistando o acesso para a Segunda Divisão de 1958, a qual disputou apenas 7 jogos antes de abandonar o campeonato sabe se lá porque…

Aqui a campanha da primeira fase de 1957, quando jogou o grupo da “série 2“:

E aqui a fase final, onde jogando o grupo 2 terminou em segundo lugar, não conquistando vaga para a final, mas subindo para a segunda divisão de 1958.

Em 1963, surge o Clube Atlético Ferroviário para dar sequência à tradição de times profissionais de Araçatuba.

O “Ferrinho“, também começou como amador, mas logo contou com o apoio da cidade e até da prefeitura para disputar o profissional, estreando em 1964 na Quarta Divisão, onde ficou até 1966, quando sagrou-se campeão!

Essa foi a campanha da primeira fase:

Na segunda fase, integrou o grupo da 6a série e classificou-se em primeiro!

Teve até celebração do “título da série“.

E se já teve festa para a conquista da série, imagina como ficou a cidade com o título paulista da 4a divisão

O acesso seria para a Terceira Divisão, mas o CA Ferroviário acabou convidado para disputar a Segunda Divisão (na época, chamada de “Primeira“, enquanto a Primeira era a “Especial“).
O CA Ferroviário tinha seu próprio estádio mas em 1967, para disputar o segundo nível era necessário um estádio com maior capacidade e foi necessária uma reforma no estádio Municipal para receber a competição.

O time chega a se classificar para a etapa final, mas sem conseguir chegar à elite estadual. Aqui, a tabela final da primeira fase, jogando o Grupo A “Doutor José Ermírio de Moraes Filho“.

E aqui, o quadrangular final, que terminou com os 3 primeiros colocados empatados exigindo um “supercampeonato” para definição do campeão (o XV de Piracicaba):

Estivemos em Araçatuba em 2024 para acompanhar a semifinal da bezinha, e aproveitamos para tentar descobrir onde ficava o campo do CA Ferroviário, e infelizmente, só sobraram memórias e um último tijolo daqueles antigos…

O campo vai ser transformado em um terminal rodoviário…

Em 1968, o CA Ferroviário novamente disputa o segundo nível do futebol paulista, com uma campanha mediana e em 1969, abandona a disputa e é substituído pelo Araçatuba FC. Distintivo do site História do Futebol:

O Araçatuba FC fora fundado um ano antes, em 1968, e disputou a Segunda Divisão de 1969 a 71, sempre com campanhas bastante fracas, ocupando as últimas posições do seu grupo, como foi o caso de sua última participação, jogando o grupo “Arthur Friedenreich“:

Com tantas más campanhas, o Araçatuba FC acaba fechando suas portas. Mas… não a cidade não ficaria sem um time profissional: para a disputa do campeonato da segunda divisão de 1972, o Esporte Clube Tião Maia, time do frigorífico de mesmo nome, fundado em 9 de abril de 1959 decide se profissionalizar e cumprir a tarefa de dar continuidade à história da cidade!

Porém, o “T. Maia”, como era conhecido, disputou apenas o Campeonato da Segunda Divisão em 1972 e logo na sequência foi extinto.

O criador do time foi Sebastião Ferreira Maia, conhecido como Tião Maia, gaúcho de Passos, um empresário, proprietário rural e pecuarista que veio a falecer aos 89 anos.

E ainda em 1972, no dia 15 de dezembro, surge o time que teria a maior participação nos campeonatos da Federação Paulista: a Associação Esportiva Araçatuba!

A “AEA” estreou na segunda divisão de 1973, com uma campanha indiscutível: sagrou-se campeã em seu primeiro ano de existência!

Mas… Nem sempre tudo são flores… De 1972 até 1975, os clubes da Primeira Divisão deram uma forçada na barra e conseguiram que a Federação suspendesse a “Lei do Acesso“, ou seja… mesmo com a linda campanha abaixo, o time manteve-se na Segunda Divisão até 1991…

A segunda fase:

E a fase final:

Outras formações do AEA:

Depois de vários anos de disputa, finalmente veio o acesso com o Bicampeonato da Segunda Divisão de 1991. Olha aí a campanha:

A segunda fase:

E o quadrangular final:

Quando a AE Araçatuba parecia que ia engrenar na primeira divisão, veio a reorganização no futebol paulista, levando nada menos que 14 times da primeira divisão para a então criada “Série A2 de 1994“, selando assim seu rebaixamento, mesmo terminando a A1 de 1993 em 8º lugar de seu grupo.

Mas o AEA mostraria sua força com a conquista do Tricampeonato da A2, retornando à série A1 já para o campeonato de 1995. Veja como foi sua campanha em 1994:

A A.E. Araçatuba permaneceu na série A1 de 1995 até o ano 2000, quando foi rebaixado para a A2. Naquele ano, o time acabou prejudicado por perder 20 pontos no STJD devido à utilização de atletas irregulares, mas a crise começava a se agravar, leia aqui uma matéria da Folha de SP falando sobre esse tema.

Jogou a A2 de 2001 e em 2002, quando caiu para a A3, em último lugar.

Jogou a A3 de 2003 e retornou à A2, ficando ali até 06, quando retornou para a A3. Mas a partir daí tudo estava muito difícil… A AEA disputou a A3 de 2007 e acabou se licenciando.

Em 2012, o time volta na Quarta Divisão, disputando a competição também em 2013, 16 (com o time abaixo) e 2020.

E se você acha que o futebol de Araçatuba termina por aí, espera que falta o último capítulo, com o Atlético Esportivo Araçatuba (“Outro AEA“?? – você pode perguntar)

O clube nasceu em 5 de outubro de 2002, com a mesma cara do tradicional AEA e com o apelido de Tigrão no lugar do canário. E o que se comenta é que o time teria nascido para substituir o AEA original naquela tradicional manobra de “mudar o nome para esquecer as dívidas (que na época já ultrapassavam os R$ 4 milhões)” e que em 2005 o Atlético disputasse a A2 no lugar do AEA, mas, a Federação Paulista de Futebol não aceitou a troca e assim, o Atlético Esportivo Araçatuba decidiu disputar a Quarta Divisão. O Atlético disputa a Quarta Divisão até 2009, quando o “Tigrão da Noroeste” consegue o acesso para a Série A3 de 2010 com o vice campeonato. E por uma grande coincidência, nós estávamos lá no jogo do acesso! Confira aqui como foi e veja abaixo o gol do Atlético!

Esse foi o time de 2009, campe˜ão:

Após sua estreia na A3, o Atlético Araçatuba se licenciou em 2011 e só voltou em 2016, mais uma vez na Segunda Divisão e pode pela primeira vez fazer o Dérby de Araçatuba, contra a AEA.

Mas a cidade parecia pequena demais para os dois AEA‘s e em 2018, o Atlético mudou sua sede para Andradina e se inscreveu na Segunda Divisão com o nome de Andradina Esporte Clube, terminando assim sua ligação com a cidade.

Ufa…. Depois de tantos times, em 2021, não houve representantes da cidade nas competições oficiais da Federação, por isso…

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O futebol profissional em Auriflama!

Quem diria que um dia eu poderia conhecer a casa de um time que sempre me chamou a atenção pelo seu nome (ou pela sigla), o SOREA! E eis que após registar o estádio de Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia, Cardoso, Votuporanga, Fernandópolis, Palmeira d’Oeste, Aparecida d’Oeste, Ilha Solteira e Pereira Barreto, enfim chegamos à cidade de Auriflama!

Faltou a tradicional foto da entrada da cidade, mas não é problema, taí uma feita por outro pessoal (fonte: site Mapio):

Auriflama é mais um caso de cidade que se formou recentemente. Ainda nos anos 30, não passava de um aglomerado de casas no entorno de onde vivia João Pacheco de Lima, dando origem à Vila Pacheco. Aos poucos surge um novo vilarejo, denominado Vila Áurea (em homenagem à filha do Pacheco) e em 1944, a Vila se transformou na “chama de ouro”, ou simplesmente Auriflama, que seria emancipada em 1953.

E logo o futebol faria parte da vida social e esportiva da cidade. Segundo o amigo Ademir José Torchetti, o primeiro espaço importante do futebol em Auriflama foi o antigo “Campo Municipal“, que chegou a ter uma cerca de tábuas em torno dele (uma tradição antiga nos estádios brasileiros), mas que não tinha arquibancadas. Seu vestiário era de madeira e o chuveiro daqueles canos de agua fria.

Foi nesse campo que o futebol profissional teria chegado à cidade, com o SOREA, a Sociedade Recreativa Auriflama.

O SOREA foi fundado em 12 de outubro de 1955 e estreou na 4a divisão em 1962 e fez uma campanha bastante irregular, classificando-se para a próxima fase, mas abandonando a competição…

O SOREA voltou a disputar a 4a divis˜ão em 1965, na 3a série, numa campanha melhor, mas ainda na parte de baixo da tabela, com apenas uma vitória e dois empates.

Com as duas más campanhas, o time acabou se licenciando e só voltou a disputar o Campeonato Paulista na 3a divisão, em 1981, já no Estádio Municipal “Geraldo Secco”.

O SOREA permaneceu na terceira divisão até 1986, quando novamente se licenciou para retornar apenas em 1991 na disputa do seletivo para o Campeonato Paulista da Quarta Divisão. Depois dessa disputa, o SOREA encerrou sua participação no profissionalismo, limitando-se à competições amadoras.

Com o fim do time surgiu o Guarani que disputou apenas as competições amadoras da região.

Entretanto, em 2016 surge um novo SOREA para disputa da 1ª Taça Paulista, organizada pela Liga de Futebol Paulista.

Em nossa visita à cidade não pudemos registrar o antigo estádio que já não existe mais, mas tivemos a oportunidade de fazer umas fotos do Estádio Municipal “Geraldo Secco”.

O site da prefeitura apresenta uma linda foto aérea do estádio:

No começo, parecia que não seria possível adentrar ao Estádio Municipal “Geraldo Secco”

Mas, com certo esforço a gente sempre dá um jeito de estar próximo do campo para conhecer seu detalhes. Aqui, uma foto feita da arquibancada atrás do gol:

Essa é a arquibancada atrás do gol.

Ao lado do campo, ainda temos uma arquibancada menor, coberta e muito charmosa!

Na outra lateral, ainda temos espaço para um eventual crescimento, quem sabe com mais uma arquibancada, quando o SOREA chegar à série A1. E o impossível não existe no futebol, antes que você pense qualquer coisa…

Aqui um vídeo feito já do lado de dentro do campo:

Auriflama também estava super seca no dia da nossa visita, mas o campo está sendo bem cuidado.

E olha que lindas as árvores ali ao fundo, dando um cuidado com o aspecto de sustentabilidade, que muitas vezes é completamente esquecido pelos times. Dá até a impressão de que seja feio ter árvores dentro de um estádio…

Até palmeiras embelezam o Estádio Municipal “Geraldo Secco”:

Esse marco dentro do campo mostra que o estádio foi construído em 1980, e foi daí que eu percebi que para a disputa dos campeonatos dos anos 60 o SOREA usou outro estádio, o tal antigo Campo Municipal.

Com nossa missão cumprida, dá tempo de um último olhar no campo e me voltar à estrada.

A caminho de Araçatuba, cruzamos com um rio Tietê lindo, limpo e inspirador…

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