As Mil Camisas de volta à Araçatuba!

Dando sequência ao nosso rolê que já passou por Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia, Cardoso, Votuporanga, Fernandópolis, Palmeira d’Oeste, Aparecida d’Oeste,Ilha Solteira, Pereira Barreto e Auriflama, chegamos mais uma vez à Araçatuba!

Já estivemos por lá, registrando o Estádio Municipal Adhemar de Barros em 2013. Veja aqui como foi.

O tempo passa rápido demais… Esse rolê anterior foi há quase 10 anos… Por isso, corra atrás dos seus sonhos hoje, não deixe para amanhã…

O Estádio Municipal Adhemar de Barros foi inaugurado em 1940 e finalizado em 1942.

Atualmente, o Adhemar de Barros tem capacidade para 15 mil torcedores.

E aí estamos nós, mais uma vez em frente ao Estádio Municipal Adhemar de Barros…

O futebol em Araçatuba é muito rico, tem muita história! Podemos dizer que um dos seus embriões foi o time da Associação Atlética Assistência, fundada em 8 de Outubro de 1945. O distintivo abaixo veio do incrível site Escudos Gino.

O time disputou uma série de competições amadoras, essa é uma foto do time de 54:

E esse, o de 1957:

Mas em 1964, o AA Assistência desafia o impossível e fez sua estreia no profissional com sua única participação na Quarta Divisão do futebol paulista.

E até que fez uma boa campanha, terminando empatado com o terceiro colocado (classificavam apenas duas equipes pra próxima fase) como se pode ver na classificação (todos os dados que você verá nesse post, eu peguei no incrível livro “A enciclopédia do futebol paulista“):

Porém, mesmo tendo sido fundado alguns anos depois, um outro time local fez sua estreia no profissionalismo antes mesmo da AA Assistência: o São Paulo FC!

O São Paulo de Araçatuba foi fundado em 1948, como homenagem ao homônimo da capital, que venceu um torneio realizado na cidade com o “trio de ferro” paulistano e tornou-se um dos times mais tradicionais da região, estreando na segunda divisão (a atual A2) de 1948 (que teve o XV de Piracicaba como campeão).

Esse foi o time de 1948 (da sessão “Que fim levou” do site do Terceiro Tempo de Milton Neves):

Aliás, no grande portal de Milton Neves existe uma foto bastante curiosa, que é apresentada como sendo de 1947…. Embora oficialmente o time tenha sido fundado em 1948:

O São Paulo FC de Araçatuba participou de outras 5 edições da Segunda Divisão de 1949 a 1953, sempre com campanhas medianas, com exceção de 1952, quando classificou-se para a segunda fase (jogando o segundo grupo).

Em 1949 o São Paulo FC se fundiu com o Clube Atlético Araçatuba, um forte time amador da cidade, fundado em 1943 e que havia disputado o Campeonato do Interior em 1945.

Mas apenas em janeiro de 1954 decidem dar um novo nome ao time que surgiu dessa fusão e assim, nasce o Araçatuba EC, (distintivo vindo do site Escudos Gino):

Vale reforçar que em 1962, o tricolor de Araçatuba ainda retornaria ao profissionalismo para disputar a Quarta Divisão daquele ano e a de 63, ambas sem grandes resultados.

Se você quiser uma camisa retrô do Araçatuba EC, visite o site Só Futebol e adquira a sua!

O Araçatuba EC disputou a Segunda Divisão de 1954 e 55. A melhor campanha foi no ano de estreia, em 1954, quando classificou-se para a fase final:

A cidade não podia ficar sem futebol e com o licenciamento do Araçatuba EC, em 1956 surge mais um time: o CA Flamengo. Mais uma vez o distintivo veio do site Escudos Gino:

Ah, e você também acha a camisa do CA Flamengo de Araçatuba no site Só futebol (basta clicar aqui):

O Clube Atlético Flamengo disputou a Terceira Divisão de 1957 e teve uma excelente campanha, conquistando o acesso para a Segunda Divisão de 1958, a qual disputou apenas 7 jogos antes de abandonar o campeonato sabe se lá porque…

Aqui a campanha da primeira fase de 1957, quando jogou o grupo da “série 2“:

E aqui a fase final, onde jogando o grupo 2 terminou em segundo lugar, não conquistando vaga para a final, mas subindo para a segunda divisão de 1958.

Em 1963, surge o Clube Atlético Ferroviário para dar sequência à tradição de times profissionais de Araçatuba.

O “Ferrinho“, também começou como amador, mas logo contou com o apoio da cidade e até da prefeitura para disputar o profissional, estreando em 1964 na Quarta Divisão, onde ficou até 1966, quando sagrou-se campeão!

Essa foi a campanha da primeira fase:

Na segunda fase, integrou o grupo da 6a série e classificou-se em primeiro!

Teve até celebração do “título da série“.

E se já teve festa para a conquista da série, imagina como ficou a cidade com o título paulista da 4a divisão…

O acesso seria para a Terceira Divisão, mas o CA Ferroviário acabou convidado para disputar a Segunda Divisão (na época, chamada de “Primeira“, enquanto a Primeira era a “Especial“).
O CA Ferroviário tinha seu próprio estádio mas em 1967, para disputar o segundo nível era necessário um estádio com maior capacidade e foi necessária uma reforma no estádio Municipal para receber a competição.

O time chega a se classificar para a etapa final, mas sem conseguir chegar à elite estadual. Aqui, a tabela final da primeira fase, jogando o Grupo A “Doutor José Ermírio de Moraes Filho“.

E aqui, o quadrangular final, que terminou com os 3 primeiros colocados empatados exigindo um “supercampeonato” para definição do campeão (o XV de Piracicaba):

Estivemos em Araçatuba em 2024 para acompanhar a semifinal da bezinha, e aproveitamos para tentar descobrir onde ficava o campo do CA Ferroviário, e infelizmente, só sobraram memórias e um último tijolo daqueles antigos…

O campo vai ser transformado em um terminal rodoviário…

Em 1968, o CA Ferroviário novamente disputa o segundo nível do futebol paulista, com uma campanha mediana e em 1969, abandona a disputa e é substituído pelo Araçatuba FC. Distintivo do site História do Futebol:

O Araçatuba FC fora fundado um ano antes, em 1968, e disputou a Segunda Divisão de 1969 a 71, sempre com campanhas bastante fracas, ocupando as últimas posições do seu grupo, como foi o caso de sua última participação, jogando o grupo “Arthur Friedenreich“:

Com tantas más campanhas, o Araçatuba FC acaba fechando suas portas. Mas… não a cidade não ficaria sem um time profissional: para a disputa do campeonato da segunda divisão de 1972, o Esporte Clube Tião Maia, time do frigorífico de mesmo nome, fundado em 9 de abril de 1959 decide se profissionalizar e cumprir a tarefa de dar continuidade à história da cidade!

Porém, o “T. Maia”, como era conhecido, disputou apenas o Campeonato da Segunda Divisão em 1972 e logo na sequência foi extinto.

O criador do time foi Sebastião Ferreira Maia, conhecido como Tião Maia, gaúcho de Passos, um empresário, proprietário rural e pecuarista que veio a falecer aos 89 anos.

E ainda em 1972, no dia 15 de dezembro, surge o time que teria a maior participação nos campeonatos da Federação Paulista: a Associação Esportiva Araçatuba!

A “AEA” estreou na segunda divisão de 1973, com uma campanha indiscutível: sagrou-se campeã em seu primeiro ano de existência!

Mas… Nem sempre tudo são flores… De 1972 até 1975, os clubes da Primeira Divisão deram uma forçada na barra e conseguiram que a Federação suspendesse a “Lei do Acesso“, ou seja… mesmo com a linda campanha abaixo, o time manteve-se na Segunda Divisão até 1991…

A segunda fase:

E a fase final:

Outras formações do AEA:

Depois de vários anos de disputa, finalmente veio o acesso com o Bicampeonato da Segunda Divisão de 1991. Olha aí a campanha:

A segunda fase:

E o quadrangular final:

Quando a AE Araçatuba parecia que ia engrenar na primeira divisão, veio a reorganização no futebol paulista, levando nada menos que 14 times da primeira divisão para a então criada “Série A2 de 1994“, selando assim seu rebaixamento, mesmo terminando a A1 de 1993 em 8º lugar de seu grupo.

Mas o AEA mostraria sua força com a conquista do Tricampeonato da A2, retornando à série A1 já para o campeonato de 1995. Veja como foi sua campanha em 1994:

A A.E. Araçatuba permaneceu na série A1 de 1995 até o ano 2000, quando foi rebaixado para a A2. Naquele ano, o time acabou prejudicado por perder 20 pontos no STJD devido à utilização de atletas irregulares, mas a crise começava a se agravar, leia aqui uma matéria da Folha de SP falando sobre esse tema.

Jogou a A2 de 2001 e em 2002, quando caiu para a A3, em último lugar.

Jogou a A3 de 2003 e retornou à A2, ficando ali até 06, quando retornou para a A3. Mas a partir daí tudo estava muito difícil… A AEA disputou a A3 de 2007 e acabou se licenciando.

Em 2012, o time volta na Quarta Divisão, disputando a competição também em 2013, 16 (com o time abaixo) e 2020.

E se você acha que o futebol de Araçatuba termina por aí, espera que falta o último capítulo, com o Atlético Esportivo Araçatuba (“Outro AEA“?? – você pode perguntar)

O clube nasceu em 5 de outubro de 2002, com a mesma cara do tradicional AEA e com o apelido de Tigrão no lugar do canário. E o que se comenta é que o time teria nascido para substituir o AEA original naquela tradicional manobra de “mudar o nome para esquecer as dívidas (que na época já ultrapassavam os R$ 4 milhões)” e que em 2005 o Atlético disputasse a A2 no lugar do AEA, mas, a Federação Paulista de Futebol não aceitou a troca e assim, o Atlético Esportivo Araçatuba decidiu disputar a Quarta Divisão. O Atlético disputa a Quarta Divisão até 2009, quando o “Tigrão da Noroeste” consegue o acesso para a Série A3 de 2010 com o vice campeonato. E por uma grande coincidência, nós estávamos lá no jogo do acesso! Confira aqui como foi e veja abaixo o gol do Atlético!

Esse foi o time de 2009, campe˜ão:

Após sua estreia na A3, o Atlético Araçatuba se licenciou em 2011 e só voltou em 2016, mais uma vez na Segunda Divisão e pode pela primeira vez fazer o Dérby de Araçatuba, contra a AEA.

Mas a cidade parecia pequena demais para os dois AEA‘s e em 2018, o Atlético mudou sua sede para Andradina e se inscreveu na Segunda Divisão com o nome de Andradina Esporte Clube, terminando assim sua ligação com a cidade.

Ufa…. Depois de tantos times, em 2021, não houve representantes da cidade nas competições oficiais da Federação, por isso…

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O futebol profissional em Auriflama!

Quem diria que um dia eu poderia conhecer a casa de um time que sempre me chamou a atenção pelo seu nome (ou pela sigla), o SOREA! E eis que após registar o estádio de Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia, Cardoso, Votuporanga, Fernandópolis, Palmeira d’Oeste, Aparecida d’Oeste, Ilha Solteira e Pereira Barreto, enfim chegamos à cidade de Auriflama!

Faltou a tradicional foto da entrada da cidade, mas não é problema, taí uma feita por outro pessoal (fonte: site Mapio):

Auriflama é mais um caso de cidade que se formou recentemente. Ainda nos anos 30, não passava de um aglomerado de casas no entorno de onde vivia João Pacheco de Lima, dando origem à Vila Pacheco. Aos poucos surge um novo vilarejo, denominado Vila Áurea (em homenagem à filha do Pacheco) e em 1944, a Vila se transformou na “chama de ouro”, ou simplesmente Auriflama, que seria emancipada em 1953.

E logo o futebol faria parte da vida social e esportiva da cidade. Segundo o amigo Ademir José Torchetti, o primeiro espaço importante do futebol em Auriflama foi o antigo “Campo Municipal“, que chegou a ter uma cerca de tábuas em torno dele (uma tradição antiga nos estádios brasileiros), mas que não tinha arquibancadas. Seu vestiário era de madeira e o chuveiro daqueles canos de agua fria.

Foi nesse campo que o futebol profissional teria chegado à cidade, com o SOREA, a Sociedade Recreativa Auriflama.

O SOREA foi fundado em 12 de outubro de 1955 e estreou na 4a divisão em 1962 e fez uma campanha bastante irregular, classificando-se para a próxima fase, mas abandonando a competição…

O SOREA voltou a disputar a 4a divis˜ão em 1965, na 3a série, numa campanha melhor, mas ainda na parte de baixo da tabela, com apenas uma vitória e dois empates.

Com as duas más campanhas, o time acabou se licenciando e só voltou a disputar o Campeonato Paulista na 3a divisão, em 1981, já no Estádio Municipal “Geraldo Secco”.

O SOREA permaneceu na terceira divisão até 1986, quando novamente se licenciou para retornar apenas em 1991 na disputa do seletivo para o Campeonato Paulista da Quarta Divisão. Depois dessa disputa, o SOREA encerrou sua participação no profissionalismo, limitando-se à competições amadoras.

Com o fim do time surgiu o Guarani que disputou apenas as competições amadoras da região.

Entretanto, em 2016 surge um novo SOREA para disputa da 1ª Taça Paulista, organizada pela Liga de Futebol Paulista.

Em nossa visita à cidade não pudemos registrar o antigo estádio que já não existe mais, mas tivemos a oportunidade de fazer umas fotos do Estádio Municipal “Geraldo Secco”.

O site da prefeitura apresenta uma linda foto aérea do estádio:

No começo, parecia que não seria possível adentrar ao Estádio Municipal “Geraldo Secco”…

Mas, com certo esforço a gente sempre dá um jeito de estar próximo do campo para conhecer seu detalhes. Aqui, uma foto feita da arquibancada atrás do gol:

Essa é a arquibancada atrás do gol.

Ao lado do campo, ainda temos uma arquibancada menor, coberta e muito charmosa!

Na outra lateral, ainda temos espaço para um eventual crescimento, quem sabe com mais uma arquibancada, quando o SOREA chegar à série A1. E o impossível não existe no futebol, antes que você pense qualquer coisa…

Aqui um vídeo feito já do lado de dentro do campo:

Auriflama também estava super seca no dia da nossa visita, mas o campo está sendo bem cuidado.

E olha que lindas as árvores ali ao fundo, dando um cuidado com o aspecto de sustentabilidade, que muitas vezes é completamente esquecido pelos times. Dá até a impressão de que seja feio ter árvores dentro de um estádio…

Até palmeiras embelezam o Estádio Municipal “Geraldo Secco”:

Esse marco dentro do campo mostra que o estádio foi construído em 1980, e foi daí que eu percebi que para a disputa dos campeonatos dos anos 60 o SOREA usou outro estádio, o tal antigo Campo Municipal.

Com nossa missão cumprida, dá tempo de um último olhar no campo e me voltar à estrada.

A caminho de Araçatuba, cruzamos com um rio Tietê lindo, limpo e inspirador…

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O futebol profissional em Pereira Barreto!

Já no caminho de volta para o ABC, depois de registrar um pouco da história e do futebol de Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia, Cardoso, Votuporanga, Fernandópolis, Palmeira d’Oeste, Aparecida d’Oeste e Ilha Solteira, fomos conhecer a cidade que é considerada a “Meca” dos pescadores paulistas: Pereira Barreto, que fica pouco antes do rio Tietê encontrar o rio Paraná!

Porém, pouco antes de adentrar a cidade, uma imagem chama a atenção: o canal artificial “Deoclécio Bispo dos Santos“construído na década de 80 e que interliga os reservatórios de Três Irmãos e de Ilha Solteira permitindo a navegação e a geração de energia integrada dos dois rios.
É o segundo maior canal artificial de água doce do mundo (só perde pro canal de Suez, no Egito), com 9.600 m de comprimento e 50 m de largura.

Pereira Barreto é um nome tradicional para quem mora no ABC: é a principal avenida que liga São Bernardo e Santo André. Já a cidade, foi fundada oficialmente, em 11 de agosto de 1928, com o nome de Novo Oriente, já que era parte dos planos da Sociedade Colonizadora do Brasil Ltda (BRATAC) para receber imigrantes japoneses para a lavoura. Em 1938, o então distrito de Novo Oriente foi elevado à categoria de município, e recebeu o nome de Pereira Barreto. Aqui, o monumento “Obelisco”, que fica próximo ao trevo da entrada da cidade, desenvolvido pelo artista Sarro, integrando as figuras de um pescador, um turista e um trabalhador.

Existe ainda um Monumento Alusivo ao Esporte, localizado na rotatória que liga as avenidas Jonas Alves de Mello e Humberto Liedtke:

Pereira Barreto ainda guarda fortes traços de seus fundadores, os imigrantes japoneses:

Até time de beisebol já existiu (e ainda existe) na cidade!

Destaque para o calor que estava fazendo aquele dia e para este singelo cupinzeiro (ou formigueiro…) que estava no nosso caminho…

Nosso objetivo em Pereira Barreto era registrar o Estádio Municipal “Joaquim Francisco Dias ‘Sabiá’ ”.

Sua bilheteria, um pouco mal cuidada, mas ainda de pé!

Uma pena não existir nenhum tipo de identificação com o nome do estádio…

O Estádio Municipal “Joaquim Francisco Dias” possui uma arquitetura bem única, como se pode ver:

Essa foi a casa dos 2 times da cidade nas aventuras de Pereira Barreto pelo futebol profissional. O mais antigo deles é o Esporte Clube XI de Agosto.

O Esporte Clube XI de Agosto foi fundado em 11 de agosto de 1963 e após amistosos e competições amadoras, estreou no profissionalismo em 1965 na 4a divisão, no grupo “3a série”, ao lado do Andradina FC, do CA Jalesense, do Mouran de Andradina, do SOREA (Auriflama) e da AE Aparecida, terminando em 4º lugar.

Jogou ainda mais uma edição da 4a divisão em 1966, no 7º grupo, terminando em último lugar o que levou o time a se licenciar por alguns anos.

O time só retornaria em 1973, na 3a divisão, jogando o grupo da Série C e amargando a última colocação.

Em 1974, o time estava inscrito, mas acabou desistindo de participar da 3a divisão e do futebol profissional até os dias de hoje. Ainda assim, o GRE Pereira Barreto siga existindo como clube, com sede social e até um campo de futebol próprio:

O outro time da cidade é o Grêmio Recreativo Esportivo Pereira Barreto, fundado em 25 de fevereiro de 1974. O distintivo abaixo veio do site “Escudos do mundo“:

O GRE Pereira Barreto surgiu para preencher o vazio deixado pelo EC XI de Agosto e estreou no Campeonato Paulista da 3a divisão em 1975, seguindo a sina do XI de Agosto e terminando em último lugar de um Campeonato que teve tantos problemas de regularização que a FPF declarou que não houve campeão naquele ano.

Em 1976, mais uma tentativa e… novo fracasso. Novamente termina em último lugar, fazendo com que mais uma vez o futebol profissional fosse abandonado pela cidade, o que dura até hoje.

Tristeza para a cidade, para a torcida e principalmente para o Estádio Municipal “Joaquim Francisco Dias ‘Sabiá’ ”, que nunca mais teve o sabor das disputas profissionais…

Para quem não teve a oportunidade de conhecer o estádio, aí está a foto do meio campo:

Aqui, o gol da esquerda (de quem olha do lado oposto ao da arquibancada):

E do gol do lado direito:

Um vídeo para uma visão mais ampla do estádio e do campo, principalmente. Pena que o vento atrapalhou tanto o áudio…:

O tempo seco e a falta de pintura, deram às fotos uma aspecto um tanto quanto desértico…

Ao fundo do gol, as casas da cidade. Percebe que não existe nenhum prédio nessa direção.

Mesmo seco, o gramado está bem cortado, mostrando que tem acontecido manutencão.

O que separa o campo da torcida é um alambrado simples, estilo Rua Javari.

Assim nos despedimos desse espaço tão importante!

Apenas o urubu dos estádio permanece no tórrido ambiente do Estádio Municipal e vamos para a estrada…

Uma paradinha pra olhar o rio…

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O futebol profissional em Ilha Solteira

Depois de tanta estrada, finalmente chegamos na mais distante cidade deste rolê: Ilha Solteira!!

Segundo o Waze, daqui até Santo André, seriam 694 km… Bastava fazer o retorno ali a frente, já na cidade de Selvíria, no Mato Grosso do Sul.

Olha a placa aí da divisa já voltando no sentido de SP, enquanto isso, ali no canto direito superior, o gavião vai fazer um rolê pelo Mato Grosso do Sul…

Agora, basta cruzar o lindo rio Paraná e começar a voltar…

Mas antes, vamos dar um pulinho em Ilha Solteira, depois de termos passado por Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia, Cardoso, Votuporanga, Fernandópolis, Palmeira d’Oeste e Aparecida d’Oeste !

O nome da cidade vem de uma ilhota que fica ali solitária, em meio ao Rio Paraná. Essa que está no lado superior direito da foto.

Talvez fique mais fácil vê-la nessa foto do site “Visite Ilha Solteira” que incentiva o turismo para lá (aliás, se quiser saber mais, basta clicar aqui e acessar o site):

A cidade, que outrora pertenceu à Pereira Barreto, acabou ganhando importância com a construção da Usina Hidrelétrica (até seu brasão homenageia a “produção de energia elétrica”), iniciado em 1968 e que logo fez com que mais de 50 mil pessoas morassem ali. Após a construção, a cidade viu a população diminuir para 20.568 habitantes.

O visual da cidade é incrível, principalmente por conta do rio Paraná. Para quem não conhece, vale a pena a visita!

Ali of fundo a ilha que dá nome à cidade!

A cidade ainda trabalha pouco o seu potencial turístico, o local ainda é mais conhecido pelo pessoal que curte a pesca.


E não… Não invente de fazer graça, o risco está ali…

Mas a área urbana da cidade também é muito bem desenvolvida, com um comércio forte, ruas amplas e muita opção para quem mora ou visita a cidade. A gente almoçou por lá e foi bem legal!

Mas nosso grande objetivo era o de registrar uma cancha que sempre sonhei em conhecer: o Estádio Municipal Frei Arnaldo Castilho!!!

Uma entrada apenas “singela”, mas muito especial pra quem gosta de futebol.

A tradicional bilheteria!

E o brasão da cidade e …. não sei o que é esse da esquerda, você sabe? O amigo André deu o palpite dele: “pelo D. E. e bolas de diferentes esportes deduzo que seja (ou tenha sido) do Departamento de Esportes do município”. Ele ainda disse que o nome do estádio homenageia o padre que esteve na cidade de 1969 a 1976. Morreu em um acidente automobilístico no trevo de Nhandeara, indo de Ilha Solteira a Votuporanga, aos 48 anos. Foi o primeiro padre em Ilha Solteira (fundada poucos meses antes, em 15/10/1968) e sua morte prematura foi muito marcante na história do município.

O que importa é a gente registrar mais esse templo do futebol e, dentro dos nossos limites, relembrar principalmente para a população de Ilha Solteira a importância e o valor do Estádio Municipal Frei Arnaldo Castilho!

E essa importância é devida principalmente a dois times que desafiaram as dificuldades e as distâncias para trazer o futebol profissional para a cidade de Ilha Solteira. O primeiro é a Sociedade Esportiva Ilha Solteira, cujo distintivo veio lá do Escudos do Mundo Inteiro:

A Sociedade Esportiva Ilha Solteira foi fundada em 15 de setembro de 1970, e fez sua estreia no futebol profissional na Terceira Divisão de 1976 (na época chamada de Segunda Divisão, já que o primeiro nível era chamado de “Especial”), com esse time:

E olha que bela campanha fez em sua estreia. No primeiro turno ficou um ponto atrás do líder, o Dracena FC (que se classificou para a fase final):

Aliás, a classificação abaixo foi mais uma vez obtida no novo livro da Federação Paulista de Futebol, chamado “125 anos de história” (a venda pelo pessoal da Livraria Pontes):

E se você achou que o primeiro turno foi “sorte de principiante”, olha que linda campanha a SE Ilha Solteira fez no segundo turno.

Foram 6 vitórias e apenas 4 derrotas, uma pena que o time da A Cafelandense de Esportes estava inspirado…

A SE Ilha Solteira, também chamada de “SEIS” disputou o profissional até 1982, jogando em 1977 e 78 a “Segunda Divisão“, que equivalia ao quarto nível do estado, devido ao novo modelo de divisão adotado pela FPF: Especial (equivalia à 1ª), Intermediária (2ª), “Primeira” (3ª) e “Segunda” (4ª). Aqui a classificação de 1977, jogando a Série Manoel Nunes e terminando em 4º lugar no grupo.

Esse foi o time de 1977:

Em 1978, mais uma incrível campanha, terminando como vice campeão paulista da Segunda Divisão (o quarto nível), que foi se encerrar apenas em 1979. Essa foi a primeira fase, que terminou com a SE Ilha Solteira líder:

Os times classificados foram para o chamado “Grupo dos vencedores” e disputaram mais uma fase, onde a SE Ilha Solteira terminou em 3o lugar, mas garantindo sua classificação para o fase final de grupos:

Na fase final de grupos, jogando no Grupo I, a SE Ilha Solteira liderou e classificou-se para a final do campeonato, contra o líder do Grupo II, o EC Lemense!

As partidas finais foram dramáticas… Mas infelizmente, a SE Ilha Solteira perdeu o último e decisivo jogo para o EC Lemense!.

Embora o acesso oficial tenha sido conquistado pelo EC Lemense, a partir de 1979, a SE Ilha Solteira, volta a disputar o terceiro nível do futebol paulista, onde fica até 1982, quando se licencia para nunca mais voltar… Aqui o time de 1981:

Essa foi a campanha do último campeonato da SEIS:

Mas, assim como a noite nunca é eterna, a ausência do futebol profissional na cidade também viu raiar uma nova esperança nos anos 90, com o surgimento de um novo time: a Associação Esportiva Ilha Solteira

A Associação Esportiva Ilha Solteira foi fundada em 1 de dezembro de 1993 para dar sequência ao legado do futebol profissional na cidade.

Não só temos a camisa do time, como já escrevemos sobre ela e sobre o time (veja aqui!).

O amigo Vinícius Medeiros, que acompanha o blog ainda mandou essas fotos da camisa que usou nos jogos escolares e que por acaso eram do time:

Além disso, a AE Ilha Solteira já nos fez perder uma viagem de mais de 500 km para ver um jogo e … o time não comparecer… Veja aqui como foi! Na foto abaixo, o time do Assisense à esquerda e à esquerda:

O time estreiou na 3ª divisão de 1994 (o quinto nível do futebol paulista daquele ano). Jogou ainda em 1995, 97, 99 e 2.000, e jogou a Segunda Divisão (a tradicional “bezinha”) de 2006 a 2010 e em 2013.

Esse é o time de 2008:

E esse o de 2013:

Bom, mas voltando ao palco onde esses dois times jogaram, vamos dar uma olhada na parte interna do estádio, começando pelo meio campo, com a arquibancada ao fundo.

Os bancos de reserva também estão ali!

Do mesmo ponto de vista, aqui está o gol da esquerda, que também possui uma bela arquibancada com vários degraus.

E aqui o gol da direita.

Somando todas as arquibancadas, a capacidade do Estádio Municipal Frei Arnaldo é de 5.540 torcedores.

O estádio fica um pouco afastado do centro da cidade, então dá pra ver que as arquibancadas convivem com as árvores ao seu redor:

Depois dessa visita, perdoamos o WO de 10 anos atrás…

A cidade já está há tempo demais sem ter um time disputando o profissional, vamos ver se a nossa visita dá sorte e em 2022 voltamos a ver o AEIS na Bezinha, para a alegria do gol!

E para a nossa alegria também!!

E vamos embora, felizes da vida, com mais essa aventura pra nossa carreira!

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O futebol profissional em Aparecida d'Oeste

Não perca o rumo… Estamos ao norte e a oeste do estado, ou seja… Noroeste paulista, há mais de 650 km do nosso ABC querido…Já passamos por Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia, Cardoso, Votuporanga, Fernandópolis e Palmeira d’Oeste e agora é a vez de registrarmos o futebol em Aparecida d’Oeste!

A cidade também é bastante jovem, tendo sido criada em 1964, a partir de um “desmembramento” de território, já que fazia parte de Pereira Barreto.

Outra característica comum às cidades do interior é o fato delas normalmente crescerem ao redor de algum símbolo ou local sagrado. No caso de Aparecida d’Oeste, o povoado surgiu ao redor de uma pequena capela de pau-a-pique e desenvolveu-se graças à atividade agrícola. Atualmente pouco mais de 4 mil pessoas vivem por lá.

Nosso objetivo em Aparecida d’Oeste é registrar mais um estádio que teve a oportunidade de ser sede de uma competição oficial da Federação Paulista, o Estádio Municipal Leopoldo Alberto de Oliveira Gonçalves, também conhecido carinhosamente como “Biribão“.

E não foi difícil chegar lá! Logo na primeira avenida que entramos, lá estava ele, o “Biribão“!

O Estádio Municipal Leopoldo Alberto de Oliveira Gonçalves foi a casa da Associação Esportiva Aparecida, que é um time super misterioso, (o logo abaixo é o tradicionalmente conhecido por meio dos Almanaques do Futebol Paulista, e disponibilizado no site Futebol Nacional):

Mas mesmo para chegar ao distintivo existe uma grande dor de cabeça… Recentemente o site Só Futebol Brasil apresentou uma camisa retrô para a venda com uma outra opção:

Olha a camisa, que bacana (se quiser comprá-la, clique aqui):

Se o distintivo é difícil, encontrar uma foto do time é missão impossível… Mas conseguimos algumas informações, graças ao incrível livro recém lançado pela Federação Paulista de Futebol, o “125 anos de história – A enciclopédia do futebol paulista” (veja foto abaixo). Ah, e se quiser comprar, clique aqui e adquira na Loja da Onze, ou clique aqui e pegue com o pessoal da Livraria Pontes. Ainda vou fazer um post mais bacana apresentando o livro.

Nesta enciclopédia, consta a única disputa no futebol profissional, na Terceira Divisão do Campeonato Paulista (o quarto nível daquele ano) em 1965.
E o livro disponibiliza a tabela final do grupo em que a AE Aparecida jogou (a 3ª série) e o resultado das duas partidas contra o campeão daquele ano: 27/6/1965 Andradina FC 3×1 AE Aparecida e 15/8/1965 AE Aparecida 1×3Andradina FC

De lá pra cá, são incríveis 56 anos de distância… A cidade (e o mundo) mudou… Alguns diriam pra melhor, outros para pior… Mas, ainda temos um estádio e sua rua lateral ainda de terra para lembrar desse passado.

Eu sempre considero que a visão do campo é algo poderoso que coloca todas as cidades em pé de igualdade. Claro, há campos melhores e piores, há estádios com mais e com menos estrutura, mas quando imaginamos que estamos olhando para um campo de futebol que vivenciou uma disputa profissional… Tudo é possível!

Fizemos o nosso tradicional vídeo andando pelo estádio pra ajudar a dividir um pouco a sensação de estar no Estádio Biribão, em Aparecida d’Oeste.

Como sempre fazemos, segue o registro do campo dividido em três partes, começando pelo meio campo, onde se pode notar o sistema de iluminação, aparentemente ainda ativo:

Estamos fazendo as fotos da arquibancada coberta, que fica no meio campo, e essa é a imagem do gol do lado esquerdo. Percebam que há uma estrutura de arquibancada também ali atrás!

E aqui o lado direito, onde um muro delimita o fim do estádio.

Fui até o outro lado pra mostrar um pouco do gol e do muro.

Aqui dá pra se ver um pouco da arquibancada coberta de onde estamos fazendo as fotos.

Aqui, é uma visão dessa arquibancada, feita lá do outro lado. O estádio está bem redondinho, muito bem cuidado. Como eu sempre me pergunto, será que um dia alguém terá o interesse de aproveitar toda essa estrutura e de repente colocar a cidade para disputar pelo menos as categorias de base da Federação Paulista?

Eu fico muito feliz de estar presente em mais esse templo do futebol do interior paulista.

Um último olhar no campo e em sua estrutura antes de pegarmos a estrada…

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O futebol profissional em Palmeira d'Oeste

Ah… Emoção!!! Emoção!!!
A partir desse ponto da viagem, passamos a rumar por uma sequência de estradas e cidades nunca antes visitadas para realizar mais uma missão de registrar estádios do futebol paulista.
Assim, damos sequência ao rolê que já passou por Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia, Cardoso, Votuporanga e Fernandópolis e chegamos a Palmeira d’Oeste!

Confesso que é uma cidade que eu sequer já tinha ouvido falar, e que por isso causou ainda mais curiosidade em ser visitada!

Segundo o site da prefeitura, a cidade surgiu de uma família de grande tradição na produção agrícola que adquiriu terras junto à Fazenda Palmeira (daí o seu nome) e levou para lá algumas famílias que tinham interesse em participar do plantio de café na região até então semi-deserta.
E assim, em dezembro de 1944 comemoraram a fundação do Patrimônio de Palmeira d’Oeste. Em 1958, veio a ser reconhecida como Município.

A cidade teve sucesso nas atividades agrícolas, sendo considerada o maior produtor de banana do estado, e com boas produções de café, arroz, milho, amendoim e algodão. Por conta disso, em 1969 havia mais de 25 mil pessoas morando lá. Mas, pra quem acha que é fácil viver do campo… As adversidades e falta de incentivo fez com que Palmeira d’Oeste vivesse um forte o êxodo rural e atualmente sua população não chega a 10 mil pessoas, que ainda vivem graças à agricultura.

A pujança dos anos 60, somada ao processo de regionalização dos campeonatos profissionais promovidos pela Federação Paulista de Futebol permitiu que a cidade acompanhasse de perto a Terceira Divisão de 1966 (o quarto nível do futebol daquele ano), com o time da Associação Esportiva Palmeiras representando a cidade! (fonte do distintivo: World Vector Logo):

A Associação Esportiva Palmeiras foi fundada em 20 de fevereiro de 1961 e passou 5 anos disputando partidas amistosas e campeonatos amadores, sempre tendo como sua casa o Estádio Municipal Domingos de Marques, eleito pelo júri do As Mil Camisas como o que tem a pior placa de identificação do estado…

Domingos de Marques foi um vereador da cidade nos anos 70, período em que muitas discussões políticas estavam ocorrendo na cidade.

Mesmo de perto é difícil conseguir ler o nome do Estádio…

Mas por via das dúvidas, ta aí uma placa informativa referente à reforma e ampliação, onde até o apelido “Minguitão” está registrado:

Vamos dar uma olhada em mais um templo do futebol:

Olhando da arquibancada coberta, esse é o gol do lado esquerdo:

O meio campo:

E aqui, o gol da direita:

E o Estádio Domingos de Marques tem um valor histórico importante porque o Campeonato Paulitsa da Terceria Divisão de 1966 tem uma característica muito especial: sendo o quarto e último nível do futebol profissional daquele ano, a Federação buscava ampliar sua força pelo estado e impulsionou vários times a particpar dessa verdadeira aventura pelo interior paulista. Sendo assim, naquele ano, nada menos que 78 times disputaram o que foi um dos maiores torneios profissionais realizados no Brasil de todos os tempos.

O time campeão da Terceira Divisão de 1966 foi o CA Ferroviário. (foto do site Futebol Interior)

Graças ao Ruben Fontes neto do 1912 futebol conseguimos a classificação da AE Palmeiras na primeira fase, disputada aqui no Minguitão, naquele polêmico campeonato de 1966.

Por hora só nos resta observar os refrescantes degraus da arquibancada coberta…

E sonhar com o que pode ser o futuro do futebol em Palmeira d’Oeste. Será que deste campo surgirá um novo craque? Será que um time fará história na cidade e na região?

Não há certeza sobre nada. Principalmente em tempos que vemos o futebol perder cada vez mais interesse entre as criancás, e mesmo entre os adultos. É um duro golpe para o esporte acostumado a uma série de regalias e que nunca aproveitou de sua força pra apoiar outras modalidades…

Lá do outro lado , os vestiários mantém a inscrição com o nome do Estádio.

Hora de dar um último olhar ao campo e pensar na estrada e em nossa próxima parada!

Antes de ir embora…. um registro da natureza nos fazendo sorrir com seus ipês amarelos!

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As Mil Camisas de volta a Fernandópolis!

O interior de São Paulo é mesmo gigante…
Não é a toa que o futebol tem tanta história nas diferentes cidades.
Por hora, nesse rolê, passamos por Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia, Cardoso e Votuporanga e agora vamos ver como foi nosso reencontro com a cidade de Fernandópolis (sim, já estivemos por aí visitando o Estádio Municipal Cláudio Rodante, veja aqui como foi).

Estávamos animados porque pelo horário que passamos pela cidade (pouco mais de 10hs), achávamos que estaria acontecendo o jogo do Fernandópolis FC pela série B, a segunda divisão do Campeonato Paulista.

Assim, chegamos animados ao Ninho da Águia, que agora tem patrocínio e é chamado de Arena Flash!

Mesmo sem torcida, estar em um estádio em dia de jogo é muito mais animado!

Aliás, agora já é oficial, a partir de 8 de outubro, as bilheterias voltam a funcionar nos estádios! Mantenham as máscaras e a distância segura para podermos ter o futebol de volta sem maiores problemas…

O “Fefecê” vive uma má fase no Campeonato Paulista, mas a águia segue pintada em suas paredes como mostra a Mari!

Infelizmente ao chegar lá, descobrimos que a partida seria apenas as 15 horas…. Mas tudo bem, ao menos adentramos em mais um monumento do futebol interior!

Incrível como o estádio segue limpo e bem pintado…
Um azul forte, parecido com o que encontramos em nossa última visita.

Além de vários grafites bacanas que dão uma cara bem própria pro estádio!

Bacana ver também que o material da torcida já estava ali colocado para a hora do jogo!

As arquibancadas Do Estádio Cláudio Rodante comportam 7.500 torcedores

De grande mudança desde a nossa última visita foi a retirada das arquibancadas de traz do outro gol, que dava ao estádio uma cara de Bombonera… Era lindo! Veja como era:

E como ficou:

Lembro que naquela visita algumas pessoas já alertavam sob a necessidade de demolição por se tratar de arquibancadas daquele modelo antigo, de madeira… Faz parte dos desafios de gestão de um clube…

Além das arquibancadas laterais ainda tem uma bela área atrás do gol da entrada (que também já estava com várias faixas da torcida local).

Eis que no meio da nossa visita, uma nuvem cinza, lembrando a poluição do ABC aparece no horizonte…

Fomos embora encucados com a possibilidade de alguma tragédia ambiental, já que o clima estava deveras seco…

Na estrada a impressão que dava é de que estávamos ao lado de uma locomotiva…

Até que chegamos ao ponto do incêndio, uma empresa de materiais reciclados… Espero que ninguém tenha se machucado…

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As Mil Camisas de volta a Votuporanga!

Como diria Wander Wildner “Caminando por la vida, voy” e depois de passar por Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia e Cardoso, agora é a hora de voltar a Votuporanga!

Já estivemos por lá com uma missão bem triste, registrar os últimos momentos do então Estádio Municipal Plínio Marins (veja aqui como foi) e também ver como estava a construção da nova casa do Votuporanguense, a Arena Plínio Marins (veja aqui como foi).

Dessa vez, as placas nos direcionaram à cidade para rever um pouco dessa grande cidade do interior e também para ver como ficou a obra da Arena Plínio Marins.

Assim, lá fomos nós… Dessa vez foi mais fácil chegar até lá. Na nossa outra visita, até as ruas estavam sendo construídas para chegar até esse belo e novo estádio.

E aqui estamos, registrando nossa presença em mais um templo do futebol!

Pudemos dar uma volta ao redor do estádio e ver uma área diferente da arena.

Destaque para a linda imagem do mascote do CA Votuporanguense, a “pantera negra”

O distintivo gigante ali na parede também é bem bacana!

É impressionante ver a obra finalizada… Quando estivemos aqui em 2015, lembro que parecia difícil imaginá-la pronta!

A arena fica numa área meio “externa” da cidade, do outro lado da rodovia, então ela tem um jeitão meio “isolado”. Por um lado é legal, mas ao mesmo tempo eu acho tão bacana os estádios que ficam bem no meio da cidade…

Dessa vez, tivemos a chance de conhecer a part interna da Arena, e vimos que o gramado estava sendo “finalizado” já que em poucos dias começaria a ser disputada a Copa Paulista (escrevo esse post no dia 22/9/21 e o CAV teve duas vitórias por 3×0).

Ficou bem estilosa a arquibancada coberta.

A arena possui arquibancadas também atrás do gol de entrada.

Tanto atrás do outro gol, quanto do lado oposto das cobertas ainda não existem arquibancadas mas possui espaço para um eventual crescimento.

O calor é muito grande na região, imagino como deve ser assitir um jogo naqueles horários matutinos do futebol paulista… 45 do segundo tempo com o sol do meio dia hehehehe.

Agora, nossa próxima visita tem que ser para acompanhar uma partida!!!

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O futebol profissional em Cardoso-SP

A estrada nos leva adiante pela noroeste paulista e depois de passar por Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia e Riolândia é a hora de conhecer e registrar o Estádio e a cidade de Cardoso!

Cardoso é uma cidade jovem, surgiu, ainda como vila em 20 de janeiro de 1937, por um grupo de pessoas que percebeu o valor de uma região tão bem servida de fontes naturais. Em 1948, se emancipa, tornando-se um município que tem no comércio, na agricultura e no lazer e turismo pluvial suas principais atividades econômicas.

Claro que deu tempo de passar em frente a tradicional Igreja Matriz e fazer uma foto!

Estávamos curiosos para ver um pouco das águas que cercam a cidade, já que são vários rios (braços do rio Grande que divide SP de MG) e até uma represa. A foto panorâmica do site da própria Prefeitura mostra o verdadeiro oasis em meio às águas:

Mas… Infelizmente a seca chegou por aqui também…


O rio que serve de grande atrativo para a cidade está bem baixo… Situação que é comum no inverno seco, mas que atinge níveis alarmantes!

No caminho para Cardoso, vindo de Riolândia, já dava pra ver que o nível da água estava baixo…

Uma pena, porque a flora e fauna local são riquíssimas, em poucos minutos de observação já vimos um pica pau do campo em uma árvore:

Mas tudo depende da água em seu fluxo normal… Então acho que essas imagens podem ajudar a nos lembrar do verdadeiro motivo para ser rápido no banho e evitar todo e quaquer desperdício…

Já essa outra imagem, um tanto aleatória mostra uma provável queima de estoque do vendedor local de camas…

Mas, nem (apenas) para as águas nem para as camas viemos a Cardoso. Aqui estamos para conhecer mais sobre o mítico Estádio Municipal José Romualdo Rosa, o tradicional “Estádio do CAFUC“.

CAFUC é o nome carinhoso dado pelos torcedores locais ao Cardoso Futebol Clube, que atualmente ocupa o coração da população local.

E dizemos “atualmente” porque décadas atrás o dono do amor e orgulho citadino no futebol era o Grêmio Recreativo Esportivo Cardoso, o “GREC”.

O GREC foi fundado em 1960 e foi o responsável por levar a cidade a se aventurar no futebol profissional na Quarta Divisão de 1961.

Essa é uma das raras imagens do time dessa época.

O site Arquivos de Futebol do Brasil trouxe alguns resultados do time, que aparecem como cancelados… Será que o GREC não teria terminado seu primeiro e único campeonato?

Vamos dar uma olhada no Estádio Municipal José Romualdo Rosa e em seu belo gramado!

Sua sempre charmosa arquibancada coberta, deixa a lateral do campo ainda mais imponente!

Na outra lateral, futuras árvores!

O banco de reservas simples, mas bem cuidado.

Uma visão do campo como um todo.

Um pequeno lance de arquibancadas próximas ao banco de reservas complementam a capacidade deste singelo estádio.

Aqui ou se acerta o gol ou a caixa d’ água…

O outro gol, bastante frondoso cheio de árvores…

E nas paredes do vestiário, o símbolo do CAFUC… Infelizmente os tempos de glória do GREC parecem ter terminado mesmo…

Um último olhar para estádio lindo, desejando lhe um futuro de glórias…

E mais uma vez a imagem da seca para ver se a gente se conscientiza no uso racional da água…

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(e consuma água consciente!!!)

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O futebol profissional em Riolandia

Mais uma cidade a ser visitada, mais um estádio a ser registrado! Depois de passar por Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista e Severínia, é hora de conhecer Riolândia!

Antes de chegar lá, tivemos a oportunidade de ver a Usina de Marimbondo, construída entre 1971 e 77, sendo a segunda maior potência das usinas de FURNAS, mas que nesse momento, por conta da falta de chuvas está com apenas 6% de sua capacidade… Temos que usar água com consciência…

A entrada da cidade tem uma paisagem linda, mas também está sofrendo com a seca…

E lá vamos nós!

Antes da chegada dos europeus e dos primeiros “brasileiros”, a região era ocupada pelos índios Kayapós, que viviam da natureza (caça, pesca, mel, frutas…) até que um belo dia aparece por ali o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, chamado pelos índios de “Anhanguera” ou diabo velho. E lá se foi a vida que existia ali… Atualmente os Kayapós ainda resistem em aldeias espalhadas pelo norte e nordeste do Brasil.

Acompanhando os bandeirantes estavam padres que criaram uma missão catequista e logo, os índios foram dominados pela nova e invasiva cultura permitindo a vinda de diversas famílias para as terras do Turvo, constituindo um povoado junto ao córrego do Veadinho. Somente em 1935 foi criado o Distrito de Paz, com o nome de Veadinho. Em 1953, passou à denominação de Riolândia.

Com o crescimento da ciade, naturalmente o futebol aparece como manifestação esportiva e cultural, e o templo dedicado a esse esporte é o Estádio Municipal Luiz Ferreira da Silva.

E o Estádio Municipal Luiz Ferreira da Silva foi palco do futebol profissional graças ao Riolândia Atlético Clube, o RAC! O distintivo veio do site Escudos Gino:

O Riolândia Atlético Clube foi fundado em 5 de maio de 1962 e após duas décadas disputando campeonatos amadores estreiou no profissionalismo em 1986 na Terceira Divisão. Veja como foi a campanha daquele ano com os dados de pesquisa do Francisco TN, amigo torcedor do AD Guarulhos.

A campanha de 86 não foi tão boa e o time acabou se licenciando do profissionalismo em 87, voltando à quarta divisão de 1988, com uma campanha que o credenciou a voltar à terceira divisão em 1989.

O time chegou até a fase semifinal, mas perdeu a vaga na final para o CAU Iracemapolense, que por sua vez foi batido para o campeão: a AA Central Brasileira, de Cotia.

De 1989 a 92, o Riolândia AC permaneceu na terceira divisão do Campeonato Paulista, encerrando sua história no futebol profissional em 1993. Aqui, algumas fotos sem identificação do ano, retiradas daFanpage oficial do time):

E vamos conhecer o Estádio Municipal Luiz Ferreira da Silva, onde toda essa história foi escrita!

O Estádio segue muito bem cuidado, mesmo com tamanha seca. O futebol amador ainda movimenta o Estádio Municipal e precisa dele sempre em ótimo estado.

Ainda existe ali uma mini estrutura de vestiários, que comporta tranquilamente as partidas.

A antiga arquibancada coberta segue firme e forte, tendo ao seu lado um grande anel de arquibancada descoberta, o que permite a presença de quase 4 mil torcedores.

Um olhar em 3 fases, começando pelo meio campo:

O gol da esquerda:

O gol da direita:

Ah, e tem arquibancada também atrás do gol da direita!

Aí o pessoal que nos recepcionou e permitiu qu eesse registro fosse feito, quem sabe o futuro do futebol em Riolândia esteja aí?

Como sempre fazemos questão de dizer, é uma grande honra e motivo de orgulho pessoal poder pisar em um campo que teve tanta história (e quem sabe, tanto futuro) para o futebol…

Quantas boas histórias, quantas vitórias nos acréscimos, quantos sonhos e quantas emoções já não foram compartilhadas nesse pequeno espaço de concreto que costumamos chamar de arquibancada…

E o que dizer do campo em si… Quantos gritos de gol, quantas lindas jogadas… Que o povo de Riolândia não desista do futebol jamais!!!

Antes de ir embora, uma água de côco na barraca em frente à Igreja pois o calor é grande!

Um último olhar para a cidade, ants de voltarmos para a estrada…

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