
A 60a camisa do blog pertence a um time que eu gosto muito, e que só conheci nos anos 90. Trata-se do Club Atletico All Boys, da Argentina.
E tenho logo duas camisas deles. Uma é essa aí em cima, que me foi dada de presente por “Mr George”, um baixista da cena punk argentina, que esteve aqui pelo Brasil tocando com o “Muerte Lenta“, nos anos 90. Foi ele quem me apresentou o time (ele era um hincha fanático). Alguns anos depois, tive a oportunidade de ir até Buenos Aires (minha primeira visita à capital) e por coincidência fiquei no bairro de Floresta. Aí… o All Boys acabou virando o time que eu mais gosto na Argentina. A outra camisa (abaixo), eu comprei nas proximidades do estádio, no dia em que eu, Mari, Gui, Jão e tia Janice fomos assistir ao jogo All Boys x Comunicaciones.

Não só não é oficial, como é apenas uma regata de 15 pesos, para se ir a La Cancha! Com o apelido do time nas costas. “Los Albos”!

Falando da história do time, o Club Atlético All Boys ou “Los Albos” foi fundado em 15 de março de 1913, e é sediado no bairro Floresta, na cidade de Buenos Aires. Suas cores são branco e preto.
Esse vídeo conta um pouco sobre a história do clube:
O nome do time foi dado devido à juventude dos fundadores, e seguiu a curiosa tradição de dar nomes em inglês para os times portenhos.
Vicente Cincotta, ex atleta de equipes como Ferrocarril Oeste, Boca Juniors e Argentino de Quilmes foi o primeiro presidente e sócio número 1 do clube.
Ainda em 1913, disputou seu primeiro torneio, na terceira divisão da “Federación Argentina de Football”, e em 1922, chegou à Primeira Divisão.
O que representa a chegada do profissionalismo ao futebol argentino é o surgimento da AFA (Asociación del Fútbol Argentino) que aconteceu em 1931, mas o All Boys seguiu no amadorismo até 1937.
O time teve seu período dourado na década de 70, quando em 1972, chegou à Primeira A, onde permaneceu até 1980. Abaixo, o time de 72:

Na temporada 1992-1993 mais um êxito, o acesso a Série B Nacional.
Na temporada 1999-2000, quase voltou a Primeira A. Desde então vinha fazendo temporadas apenas regulares caindo para a Segunda B, até que em 2007-2008 conquistou mais uma vez o acesso à Primeira B. Relembre essas conquistas:
O acesso conquistados na temporada 2007/08 é o mais recente e foi bastante comemorado, já que o clube vinha de um longo período sem conquistas.
A torcida foi a loucura e parou o bairro Floresta, onde fica o Estádio Islas Malvinas, estádio de 1963, com capacidade para 19 mil torcedores.
Abaixo, eu, a Mari, o Gui e o Jão, em frente ao estádio.

A dica é chegar mais cedo, comprar o ingresso e enquanto espera a hora do jogo, comer uma pizza ali nas redondezas do estádio. Naquele jogo, que fomos assistir, foi inaugurada uma nova seção da arquibancada. Ali, no canto inferior direito tem um pedacinho do cabelo da Mari e da minha cabeça.

Não me pergunte como, mas conseguimos perder a maior parte das fotos que fizemos daquele jogo… Foi sem dúvida uma experiência única, já que ficamos bem no meio da barra, e participamos das 2 avalanches dos gols.
O estádio estava bem cheio aquele dia. E posso dizer que lembrou muito os jogos do Santo André, de antigamente, quando levávamos 7, 8, até 10 mil pessoas em jogos da segunda divisão. Vale lembrar que o All Boys também estava na segunda divisão, nesse momento.
Pra quem nunca foi, entender, no meio da arquibancada estava a barra do time, e o mais curioso é que na lateral da arquibancada ficam as famílias, 2, 3 gerações de torcedores do time do bairro.
O site oficial do time é o www.caallboys.com.ar/ , mas está em manutenção, assim fica a dica do site feito pela torcida: www.albocapo.com.ar/
Pra quem for para Buenos Aires, eu recomendo uma passadinha pelo Barrio de Floresta e ao menos uma visita ao Estádio Islas Malvinas, onde fomos muito bem recebidos.
Para terminar, uma olhadinha na arquibancada pelos olhos do torcedor Albo:


























Desta vez, tivemos a companhia do Mathias, primo da Mari, que mora em Cosmópolis, cidade vizinha de Paulínia.
A arquibancada estava quase completa, bem mais cheia que da outra vez que estivemos no Estádio Luis Perissinoto (
A TUP além de camisetas próprias, estava com balões e cantando o tempo todo para apoiar o time, que só precisava de uma vitória simples para subir de divisão.
Cornetas e chapéus “boleiros” também marcaram presença na nublada, mas quente manhã da cidade de Paulínia.
Famílias e crianças também estão nas arquibancadas do time, bem diferente do padrão exclusivamente masculino tão comum pelos estádios hoje em dia.
O gramado em boas condições, a torcida presente, uma temperatura agradável. O palco estava marcado para a conquista do acesso.
Ah, e claro, eu e a Mari estávamos lá pra presentear essa partida histórica!
Eu, a Mari e muitas pessoas…
O melhor do Estádio Luis Perissinoto, na minha opinião é a pastelaria que funciona embaixo da arquibancada. O desafio é enfrentar as filas e o calor na hora do intervalo.

Fim de primeiro tempo. 0x0 no placar.

Aproveitei pra ir até o outro lado do campo e tirar uma foto da bela arquibancada repleta de torcedores do Paulínia!
Uma não, duas fotos!
Começa o 2o tempo, e lá vamos nós pros nossos lugares esperar 45 minutos para saber quem disputará a A3 de 2010.
O Paulínia sabe que precisa vencer e manda o time pro ataque!
O time perdeu umas 3 chances claras de gol. O goleiro do Atlético Araçatuba pegou muito!
Mas, o futebol é assim. Quando o Paulínia parecia dominar o jogo, o time sofreu um contra ataque mortífero que só foi parado com um penalty. Veja a cobrança:
Com 1×0 no placar, a ordem do time do Araçatuba era segurar o jogo. Nem a família de Quero-quero que estava por ali incomodava o lateral do time do Atlético.
E com a obrigação de marcar 2 gols para se classificar, o Paulínia fez o que a maioria dos times brasileiros fazem. Faltas, escanteios, saídas de bola… Tudo era transformado em chutões na área, na esperança de uma cabeçada.
E dá lhe escanteios…
Mas não teve jeito para os donos da casa. O Atlético Araçatuba foi quem festejou no final.
O torcedor do Paulínia teve que assistir a festa do time adversário, que embora não tenha criado muitas situações de gol, soube se portar corretamente, esperando o momento certo do contra ataque.
Os jogadores do Paulínia saíram bem chateados.
Mas triste mesmo estavam os torcedores do Paulínia, que pareciam não acreditar no que havia acontecido. Espero que isso não manche a bonita história de amor que começa a surgir entre o time e a população da cidade.

Teve até oração após o apito final. (esse blog não recomenda nenhuma religião. Seja você mesmo e não atrapalhe a vida de ninguém que você já está sendo uma ótima pessoa).
Ao Paulínia, seus dirigentes e torcedores, fica também o nosso parabéns. Temos acompanhado há algum tempo o trabalho diferenciado que vem sendo feito com o time, e sabemos o quanto é duro chegar até a última fase dessa competição e perder o acesso nos últimos 10 minutos.
É assim que nascem os times valentes e brigadores. Temos certeza queo Paulínia virá ainda mais forte em 2010, como já fizeram as equipes que “bateram na trave” em outras edições da série B (o próprio Red Bull que só subiu esse ano).
A série B do Campeonato Paulista é um dos campeonatos mais difíceis e charmosos do país. Parabéns aos mais de 40 times que a disputaram em 2009!




























De tão atrasados que estávamos, o cara quase não deixou a gente entrar, mesmo tendo pago R$ 5 cada ingresso.
Logo de cara, vi a garotada do Projeto Tigrinho, que tem comparecido em bom número nos jogos do São Bernardo.
Na minha opinião, a salvação dos times do ABC está no incentivo a esses meninos e meninas que hoje são ainda crianças, e que não tem necessariamente um time definido, dando espaço para essa paixão pelo time da cidade.
Ao entrar no Baetão, confesso que nos surpreendemos com o público presente. Tinha bastante gente tanto na arquibancada, quanto na numerada.
Mesmo sendo um jogo mata-mata pela sequência da Copa, o ingresso custava R$5, e a gente sabe que hoje em dia não tá fácil…
Como eu disse, muitas crianças estavam nas bancadas acompanhando o disputado jogo do São Bernardo contra o forte Votoraty.
Aliás, não é que o pessoal Grená, pegou a estrada e veio lá de Votorantim até o ABC para acompanhar o time da cidade?
Jovens, tiozões… os caras compareceram e foram muito bem recebidos pela torcida local, diga se de passagem.
Como eu já disse em outro post, o Baetão pode ter seus defeitos, mas ainda é um daqueles estádios que vc assiste o jogo bem perto do campo.
Do outro lado, a galera da Guerreiros e da Chopp, faziam a festa!
O pessoal da Berno Choop também tava lá com suas faixas, cervejas e cantos…
E claro, 0 pessoal da Guerreiros!:
Sem esquecer os torcedores autonomos, que também compareceram!
O placar final foi magro, mas suficiente para colocar o Tigrão em vantagem, dependendo de um empate lá em Votorantim para passar de fase.
Depois do jogo ainda fomos pra um som punk, do 88não, Menstruação Anárquica, DZK e Cólera, lá em São Caetano, onde trombamos vários amigos do rolê e das pistas.
E como dito, estou atrás da minha camisa do São Bernardo para publicar a história do time aqui.
Parabéns pela vitória e pela festa!
Leia outros textos em www.asmilcamisas.com
Abraços
MAU! e MARI!]]>





















Isso porque hoje em dia, existem várias fatores que desanimam uma coleção.
Da ausência de times (Corinthians, Atlético/PR, Santos e Botafogo não constam no álbum do Brasileirão 2009) à mudança voraz dos jogadores (que fazem seu álbum terminar quase que totalmente desatualizado), passando pela ausência de figurinhas dos técnicos (que também não param nos times onde começam o campeonato) e estádios (essas substituídas por imagens já no próprio álbum).
Os primeiros “pacotinhos”, abertos pela Mari ainda no carro, acordaram minha memória…
É fantástico!!! Principalmente para alguém como eu, que torce para um time como o Santo André, que não teve o costume de frequentar os álguns de figurinhas do últimos anos.
Quando você menos espera, já tem um álbum, um bolão de repetidas e começa a perguntar para os amigos (que já não ligam o hábito de comprar figurinhas a uma pessoa de 31 anos) se eles querem trocar.
O álbum da Panini, de 2009, traz as figurinhas da série A e da série B (essas em número menor e apresentando 2 atletas por cromo):



