A 56a Camisa de Futebol vem do Perú, da cidade de Arequipa, que fica a 2.300 metros de altitude, num vale da cordilheira dos Andes.
A cidade teria sido fundada em 15 de Agosto de 1540, pelo explorador espanhol, Francisco Pizarro, no local de uma antiga cidade inca.
O time dono da camisa é o FBC Melgar Arequipa. FBC é a sigla de FootBall Club.
O FBC Melgar foi fundado em 1915, por um grupo de jovens que se reuniam no Parque Bolognesi, hoje Parque Duhamel para jogar futebol. Nasceu como “Juventud Melgar“.
Além do futebol a união destes jovens se deu em torno da música, principalmente por Mariano Melgar, cantor romântico que deu origem ao nome do time. Eram tempos de boemia juvenil, que não tem mais o mesmo valor hoje em dia, mas que ainda ressoam como ecos distantes pela cidade…
O FBC Melgar é o clube mais querido de Arequipa, por ser o único da região que se mantém na primeira divisão, desde 1971, quando conquistou a Copa Perú. Só pra ficar claro, esse é um clube “provinciano”, ou seja, não está na capital (Lima), o que faz as coisas serem muito mais difíceis.
O time é considerado a 4a força do futebol peruano, pelas boas campanhas que já realizou, e por isso, possui uma grande torcida.
Faz com o Cienciano (já mostrei a camisa dele, veja aqui!), clássico de maior rivalidade, por serem os clubes de províncias como maiores torcidas no Perú. A
liás, existe um site muito legal feito pelos torcedores: www.hinchasfbcmelgar.com .
Bom, vale lembrar alguns pontos da história do clube. Em 1919, viaja pela primera vez a Lima para participar de um torneio amistoso.
Em 1930 fez uma turnê pelo Chile, sua primeira apresentação internacional.
Em 1937, representou o futebol do sul do Perú no campeonato nacional, terminando na posição 9 da tabela.
Aliás, pelo fato do time ser da região sul, o time é chamado de “O leão do sul”:
Dando sequência na história do time, em 1962, foi Campeão da Segunda Divisão de Arequipa, e em 1964 conquistou o título da primeira divisão e o bicampeonato em 1965.
Em 66, o fato que mais marcou foi terem enfrentado o Santos de Pelé:
Nesse ano, graça ao seu prestígio na região, foi convidado pela Federação Peruana a disputar o primeiro Campeonato de Futebol descentralizado. No plantel do time que disputou esse campeonato, existiam dois brasileiros, Puglia y Oliveira, e o FBC Melgar terminou em 8o lugar.
Em 1971, conquistou a Copa Perú.
Outro título importante foi o conquistado em 1981 (única vez que um time do interior realizou o feito). No jogo final, o time rubronegro só precisava de um empate para sair campeão do Estádio Nacional de Lima, frente a 35 mil torcedores adversários, e com um 1×1, conseguiram o título e o direito de disputar a libertadores de 1982.
Na Libertadores de 1982, caiu no grupo do também peruano “Municipal” , além dos paraguaios “Olímpia” e “Sol de América”, sendo eliminado ainda na primeira fase, graças a uma fórmula que só dava sequência ao primeiro colocado do grupo. (veja mais informações sobre esta libertadores aqui: www.rsssf.com/sacups/copa82.html)
Em 1983, chegou ao vice campeonato, e mais uma vez com o acesso à Libertadores, do ano seguinte, onde caiu no grupo dos times da Venezuela, e acabou novamente se despedindo ainda na primeira fase.
O time foi Campeão da “Regional Sul” oito vezes nos anos seguintes ( 81,82,84,86,90-I, 90-II, 91-I y 91-II).
O mais legal é que sempre se montou o time com jogadores locais, da região de Arequipa, bem diferente do que se faz aqui pelo Brasil.
O primeiro estádio do FBC Melgar foi o “Campo de Santa Marta“, hoje, um presídio.
Assim como muitos clubes no mundo todo, o FCB Melgar enfrentou diversas crises econômicas correndo por vezes o risco de desaparecer.
Manda seus jogos no Estádio Mariano Melgar, com capacidade para 20 mil torcedores, e foi um dos estádios utilizados no Campeonato Sulamericano Sub 17 de 2001. Que tal uma olhada no estádio?
Abaixo algumas fotos que encontrei pela net:
O site oficial do time é www.fbcmelgaraqp.com .
Pra quem gosta de vídeos, existem uma porção deles no youtube, segue abaixo um que mostra um pouco da torcida do time:
Boa sorte ao Melgar!
a camisa do Palestra de São Bernardo
Eu, a Mari e o Gui fomos até o Estádio do Baetão para assistir ao jogo Palestra x Desportivo Brasil, pelo Campeonato Paulista, série B.
A entrada dos jogos no Baetão é meio triste. Sem ingressos, sem ninguém… Mas vale a pena!
Que droga… Exatamente o mesmo jogo que havíamos assistido na fase anterior (veja aqui o post sobre aquele jogo), mas tudo bem.
A noite chuvosa não esfriou os ânimos dos atletas. Foi um jogo bem pegado, as duas equipes são bem montadas e tem grande chance de chegar à série A3 de 2010.
Dessa vez, como chovia demais, preferi ficar nas numeradas e assistir o jogo quase na grade que separa o campo.
Encontramos nosso amigo “Toninho” por lá. O Toninho é o dono de uma banca de discos e livros ali perto da estação de Santo André e uma das pessoas que eu mais gosto de debater futebol, rock, política e rolês de rua.
A hinchada “Loucos do Palestra” também compareceu, cantou o tempo todo (mesmo embaixo de chuva) e ainda fez a festa com fogos de artifício.
A chuva vinha e parava, atrapalhando o bom andamento do jogo, ainda mais pra duas equipesque tocam a bola como Palestra e Desportivo.
O público foi pequeno, mas o campeão do desânimo foi o gândula quase dormindo na grade…
Torcedor solitário… Jogo duro… Garoa… É assim a realidade da última divisão do Campeonato Paulista, e vale a pena, acredite!
Mesmo a pequena arquibancada coberta não estava cheia e nem muito empolgada com o jogo.
Pra dizer que não houve emoção, ainda no primeiro tempo, uma lâmpada da cabine de imprensa estourou e levantou a torcida.
Vale lembrar que o principal diferencial do Estádio do Baetão é que o gramado é sintético:
Chuva, jogo pegado… Falta pra todo lado. Num dia desses, os que usam a 10 ficam mais no chão do que em pé.
Um momento “artístico”. O lateral do Desportivo segura a bola e olha para o vazio enquanto espera o juiz autorizar o reinício da partida.
No segundo tempo as cadeiras cobertas ficaram mais cheias porque a chuva apertou, e foi dali que viram os dois gols da partida (primeiro do Desportivo e depois do Palestra).
Uma visão final do jogo…
Ah, e um detalhe legal, o pessoal do São Bernardo, outro time da cidade estava por lá para acompanhar o jogo.
Abraço ao pessoal e fica aqui a promessa de em breve irmos assistir um jogo do Tigre. Ah, e estou buscando uma camisa do São Bernardo, assim que der posto ela por aqui.
Abraços a todos!]]>
A 55ª camisa de futebol do nosso blog é de um dos times mais antigos do ABC. Foi um presente do amigo Renato Ramos, presidente da Fúria Andreense, e fã do futebol da nossa região. Detalhe para as mangas compridas que deixam a camisa com uma cara ainda mais legal! Trata-se do Palestra São Bernardo, que representa a cidade de São Bernardo do Campo. Se quiser ler mais sobre o time, vale a pena dar uma olhada no post que eu fiz sobre o jogo contra o Desportivo Brasil.
São Bernardo é o “B”, do Grande ABC, berço das montadoras, do sindicalismo, do hardcore (daqueles que não se faz mais) e da minha educação (fiz ETE e Metodista).
O Palestra Itália de São Bernardo foi fundado em 1° de setembro de 1935, por um atleta do rival Esporte Clube São Bernardo.
Filho de italianos, Alfredo Sabatini mostrou o famoso “sangue quente italiano” ao fundar o time, após não ser escalado num amistoso contra um grande clube paulistano.
Óbvio que com este nome o clube representou a grande colônia italiana da cidade,e assim como ocorreu com Cruzeiro, Coritiba e Palmeiras, na época da Segunda Guerra Mundial, foi obrigado a mudar sua denominação, retirando o “Itália” do nome, tornando-se o Palestra de São Bernardo.
Seu maior rival é o Esporte Clube São Bernardo, considerado o time dos afortunados, enquanto o Palestra seria o clube de massa, cuja torcida era formada em sua maioria por funcionários das fábricas moveleiras, que formariam a famosa “rua dos móveis” (Rua Jurubatuba).
Seu antigo Estádio era na Rua Marechal Deodoro, onde hoje localiza-se a Praça Lauro Gomes.
Assim, o clube encontrou sua nova casa no bairro Ferrazópolis, onde nasceu o Instituto Palestra de Educação e Cultura (IPEC), o primeiro clube-escola do Brasil.
Aqui, a cara da sede, no passado:
Em 1985, o historiador Ademir Médice (gente boa pra caramba, esse cara!), que escreve para o Diário do Grande ABC, publicou o livro Palestra de São Bernardo – Meio Século, como presente pelo seu Jubileu de Ouro. Entre 1950 e 1951, o Palestra disputou a Segunda Divisão do Paulista. Em janeiro de 1974, o time enfrentou o Santos de Pelé, perdendo por 4×0. E em 1975, foi a vez do Corinthians, de Rivelino aportar no ABC para enfrentar o Palestra. Iria demorar alguns anos até que em 1990, o Palmeiras viesse fazer o duelo dos “Palestra Itália”. O clube ficou bom tempo em recesso e só voltou a jogar profissionalmente em 1986, na Terceira Divisão. Depois, em 1992 voltou a fechar suas portas, só voltando a disputar o profissionalismo em 1997, quando foi vice-campeão da Série B1-b, a então 5a divisão do paulista. Em 2005, a diretoria do Palestra endoidou e tentou “remodelar” o clube, mudando suas cores, escudo, mascote e hino. O time passaria a se chamar PSB (sigla para Palestra São Bernardo), e o verde seria substituído pelo vermelho. Felizmente, em 2006 o time voltou a se chamar Palestra e em 2008 voltou às cores de origem, além de ter novamente seu escudo inicial.
Da época “maluca”, fica o belo hino:
Um dos orgulhos dos torcedores é que o meia-lateral Zé Roberto (Seleção brasileira, futebol alemão, Portuguesa, Santos, entre outros) atuou nas categorias de base do time.
Olha ele aí no time de 92:
O time é também chamado de Alviverde batateiro.
Seu mascote já foi um Periquito e agora, um cão São Bernardo.
Atualmente, manda seus jogos no Estádio Baetão, com gramado sintético, e capacidade de 8.000 pessoas.
Eu e a Mari jáfomos em vários jogos do time, nesta fase recente:
Mas até pouco tempo, mandou seus jogos no Estádio Primeiro de Maio:
O palco das greves e das mobilizações do ABc, nos anos 80…
Esse é o time em 2009:
Atualmente disputa a fase final Segunda Divisão do Campeonato Paulista, com boas chances de chegar à série A3. Mais informações, existe um blog feito por torcedores: http://semprepalestrasb.blogspot.com/ e um site (não sei se oficial): www.palestrasb.webs.com/ , ambos valem a pena! E por fim, algumas imagensbancadas do Baetão:
A 54a camisa de futebol do blog é novamente de uma seleção, a Seleção Israelense de Futebol, que representa Israel nas competições de futebol da FIFA.
A relação de Israel com o futebol mostra a força desse esporte. O Estado de Israel foi criado por um decreto da ONU em 1948, mas a Associação de Futebol Israelense funciona desde 1928.
Um dos primeiros duelos entre brasileiros e israelenses se deu numa excursão do Cruzeiro a Israel, em 1953, onde foi feita a foto abaixo:
Apesar de não ser um país europeu, atualmente, compete nas competições europeias.
A seleção israelense chegou a sagrar-se campeã continental asiática, em 1964. Encontrei um blog que oferece uma bela descrição da partida final, no Estádio Ramat-Gam lotado (35 mil israelenses estavam lá). Para ler, clique aqui (o post está logo após o texto sobre a excursão do Santos de Pelé por lá).
Seguindo a história, após disputar as eliminatórias com seleções da Ásia e da Oceania, classificou-se pela primeira vez para uma Copa do Mundo, a do México, em 70.
Essa geração era encabeçada por Mordechai Spiegler, autor do único gol de Israel em Copas, contra a Suécia e que conseguiu jogar no Paris Saint Germain e depois no New York Cosmos, ao lado de Pelé.
Quando sua permanência nas disputas asiáticas tornou-se insustentável, Israel virou nômade.
Assim, no início dos anos 80, disputou as eliminatórias européias, assim como fizera para as Copas de 54, 62 e 66. Terminou a competição na lanterna de seu grupo.
Para as Copas de 86 e 90, tentou a sorte na confederação da Oceania, e chegou a disputar o play-off contra o representante da América do Sul, a Colômbia de Valderrama, Higuita e cia, e após empatar por 0x0, no estádio Ramat Gan, perdeu de 1 a 0 em Bogotá.
E já que falamos de novo no estádio Ramat Gan, que tal uma olhada nele?
O Estádio fica no Distrito de Tel Aviv na cidade de Ramat Gan, e foi construído em 1951. É o maior estádio do país com capacidade de 41.583 lugares;
Voltando à seleção, em 92, Israel filiou-se à Uefa. o que colaborou com uma notável melhoria do nível da seleção, prova disso é que mesmo não tendo se classificado à Copa seguinte (94), eliminou a França da disputa com uma vitória em pleno Parc des Princes, por 3 a 2.
Mesmo não tendo se classificado para a Copa nas três últimas eliminatórias seguintes (1998, 2002 e 2006), Israel não perdeu nenhuma partida em casa.
É, já há alguns anos, a vaga para a Copa tem se aproximado, e dessa vez a chance era ainda maior, já que caiu em um grupo da eliminatória mais fraco (diferente dos anos anteriores).
Entretanto, faltando duas partidas para o fim das eliminatórias, Israel ocupa o 4o lugar do grupo. Veja informações atualizadas aqui.
De toda forma, o vídeo abaixo reforça as esperanças da torcida israelita na disputa da Copa de 2010:
Vale lembrar que o futebol não tem cor, partido nem religião. E por isso horas tem colaborado, e horas até atrapalhado na difícil relação política/religiosa que envolve Israel e os países árabes, em especial a Palestina.
Pra se ter uma idéia, foi desenvolvida uma campanha da Cellcom, tentando passar uma mensagem de quepessoas de qualquer religião, raça ou gênero podem se comunicar em qualquer situação, estimulando uma possível coexistência pacífica, veja:
Entretanto, manifestantes palestinos consideraram o vídeo um erro, por tentar esconder o que de fato eles vivem por lá, e então jogaram narede um vídeo resposta:
Como disse, é uma situação difícil, e o futebol está dos dois lados do muro que hoje separa o território israelense dos demais territórios árabes. É uma longa, sangrenta e triste história, que o mundo faz de conta nem existir.
Maiores informações no site: http://eng.football.org.il ou se você quiser treinar seu hebraico: http://football.org.il .
Pra finalizar, vamos às arquibancadas israelitas:
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Pessoal, esse é o www.mockups.zip.net , blog que apresenta mockups de camisas de futebol feitos pelo Raphel de Simoni.
São camisas próprias que ele criou para cada time tentando diferenciá-las das usadas normalmente nos jogos.
O cara criou provisóriamente uma marca fictícia chamada “Dribble” que tem até logo.
Tem também uma seção chamada “Patrocínios dos Sonhos” que mostra como determinados patrocinadores se encaixam muito bem em determinadas camisas, deixando-as bem legais.
O blog é atualizado diariamente com um mockup, e se alguém quiser algum em especial é só deixar o pedido lá mesmo no www.mockups.zip.net.
Destaque para o modelo que ele criou pro meu Santo André:
Parabéns pelo blog!!]]>
“Salir Pitando” é um deles.
No Brasil, saiu com o nome “Apito final”, e conta a história de um árbitro que volta a apitar após ter passado vários meses em depressão.
E sua volta é logo no jogo onde se vai decidir o campeão da Liga.
Segundo o cara que descreve os filmes da sessão da tarde, na Globo, vai dar “muita confusão” ao soar o apito inicial.
Dê uma olhada no trailler:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=zFi24R9ShDY]
Abraços]]>
A 53ª camisa de futebol do nosso blog vem de longe. Trazida do Mato Grosso pelo amigo, punk, anarquista, antropólogo, editor do http://punkcanibal.zip.net e perna de pau “Guilhermão” (na foto abaixo, o da direita).
O time dono da camisa defende as cores de Primavera do Leste, no estado de Mato Grosso, cidade fundada por Bandeirantes, que procuravam riquezas minerais.
O time é a Sociedade Esportiva e Recreativa Juventude, retratada abaixo por seu brasão, criado por Eloi Bauer Melo.
O time do Juventude foi fundado em 23 de maio de 1982, por meio de 15 pessoas que se reuniram no hotel e churrascaria “Trevão”, em Primavera do Leste, e nasceu oficialmente para participar do campeonato amador de Poxoréo, cidade próxima de Primavera do Leste.
Até então, só disputava jogos e torneios em fazendas cruzando as redondezas do jeito que dava, muitas vezes em cima de caminhões. Pelo fato de Primavera do Leste ter sido elevada à município apenas em 1986, e pela população reduzida, os 11 jogadores do Juventude foram por muito tempo constituídos de índios da aldeia xavante.
Aliás, já escrevi sobre o livro que conta um pouco sobre a ligação dos Xavantes com o futebol, leia aqui. E quem acha que o time nunca ganhou nada, saiba que em 1990, o time conquistou o Campeonato Estadual da 2a divisão, que permitiu que o Juventude disputasse a partir do ano seguinte a primeira divisão. Em 1992 a equipe estreiou na Copa do Brasil, sendo eliminada pelo Criciúma, após perder de 3 X 1 no Heriberto Hülse e por 0 X 5, no Asa Delta.
Em 2000, o clube conseguiu levantar a taça da 1a divisão do Campeonato Mato-Grossense. Se não bastasse o feito, no ano seguinte (2001) o Juventude sagrou-se bicampeão estadual. Pra complementar o ótimo ano, o time ainda fez uma participação heróica na Copa do Brasil. Começou passando pelo Malutron (que possuía uma forte equipe na época), com uma vitória em casa, no Asas Delta, por 4×0 e uma derrota em Curitiba por 1×0.
Depois chegou a vez do Fluminense, e para a surpresa de todos, venceu em casa por 4×1 (dessa vez, jogando no José Fragelli). Infelizmente, no jogo de volta, em pleno Maracanã, o Juventude perdeu por 3×0, sendo desclassificado. Em 2002, o Juventude manteve a base da equipe bicampeã, com destaque para os ídolos da torcida, o zagueiro Baggio, o meia Washington, além do meia-atacante Fernando Vila Nova e do artilheiro Moreno. Novamente participou da Copa do Brasil, e apesar de vencer o Atlético Mineiro, no Mato Grosso por 2×1, foi eliminado da competição por levar 2 X 0 em Belo Horizonte. Em 2003, o técnico era Eder Taques, e o time base: Ronaldo; Odair, Charles, Rocha e Renatinho; Marcelo Francis (Jonas), Chulapa, Elias e Abílio; Jair e Rinaldo. Em 2005, o Juventude chegou a anunciar seu licenciamento, mas acabou voltando atrás. Mas infelizmente em 2008 o time se licenciou e deu espaço a um novo time na cidade, chamado “Primavera”. O Estádio do Juventude é o Asa Delta, o “Cerradão”, com capacidade para 5 mil pessoas. O Juventude não tem site. Maiores informações podem ser obtidas… Hmmm, acho que não tem como obter maiores informações. O site da Federação Matogrossensse de Futebol é: www.fmfmt.com.br É o time mais misterioso que já apareceu aqui pelo blog, se você tiver alguma informação e puder me enviar, eu complemento o post. Abraços!
Sabadão de sol pelo ABC. Decidimos dar um pulo na Moóca!
O jogo é Juventus x Portuguesa Santista, pela Copa Paulista 2009, e aparentemente, o estádio Conde Rodolfo Crespi recebe um público interessante para uma tarde ensolarada de sábado.
E não é que o pessoal da Briosa subiu a serra e veio até a Javari tentar empurrar a Portuguesa Santista? Até porque, com uma vitória a Lusinha passava para a próxima fase da competição.
Na Javari é assim, a Setor 2 comanda a festa. A primeira barra a surgir nos estádios brasileiros, canta o tempo todo, num tom muito diferente do que os estádios brasileiros estão acostumados. E não faltam tirantes, bandeiras e … até uma sombrinha grená… Destaque e abraços aos amigos Piva, Toro, Trafani e companhia!
É interessante ver que começa a surgir um movimento entre torcedores das equipes fora do “grande eixo” para se integrarem, independente das rivalidades. E assim, misturamos andreenses, lusitanos e juventinos numa mesma bancada.
Sobre o estádio, fiquei triste ao ver que o Pão de Açúcar, substituiu aquele antigo placar manual por um “moderno” placar eletrônico (que nem sempre consegue ser lido).
Tirando o novo placar, tudo na Javari ainda tem uma cara oldschool, meio alternativa. Das cabines especiais, ao teto de madeira, passando até pelo banco de reservas, tudo tem seu ar nostálgico…
O grande nome do jogo pra mim foi o bandeira, que além de encarar de frente os jogadores, ainda encarou (de costas) a pequena, mas reclamona torcida da briosa. Em determinado momento, pareceu me que o bandeira chegou a virar pra torcida e disparar algumas injúrias contra o povo que ali alentava.
Não há nada como assistir ao jogo de pé, apoiado na grade , respirando na nuca do goleiro (e gritando ooooooooo filho da p*** a cada tiro de meta).
O jogo seguiu tranquilo. Fim do primeiro e… um início de confusão. Dedo em riste, aglomeração e gritaria. Briga de torcida? Protestos? Desencontros?
Não, não, são apenas os tradicionalíssimos canoles de creme e chocolate vendidos durante os intervalos, higienicamente enrolados em guardanapos (dos duros). Acredite, são irresistíveis.
Mais importante que uma foto em frente ao jogo é eternizar-se em frente à barraquinha dos canoles.
E óbvio, mais importante do que foto, é comer um. Ou dois. Ou três. A R$2 cada, você deixa todo o dinheiro que levar. Saboreados ao som de música italiana, que animou todo o intervalo do jogo.
Segundo tempo começa, de longe a setor 2 parece ainda mais guerrilheira, acreditando no Juventus, acima de qualquer coisa.
O 0x0 persiste, os quase 500 torcedores se frustram pelo provável empate, mas não deixam de curtir a festa, a vida social e a energia que existe no último Estádio Mágico da cidade de SãoPaulo.
Escanteio pro Juventus, mas… Não é tarde de gol. Confiante na vitória grená, apostei com o Élcio, um canole no Juventus.
E como temos adotado a mania de eternizar nossas passagens pelos estádios por meio de fotos, segue uma sequência da gente, a começar pelo Gui, do www.explusosdecampo.blogspot.com , em seu momento ACAB:
Já a Mari e eu, preferimos um visual mais convencional, ali, ao lado da grade…
Com esse cabelo, desisti de fazer pose de mal… Agora saio sorrindo e com cara de besta. A mesma cara que fiz ao pagar o canole pro Élcio, já que o Juventus ficou no 0x0, classificando-se para a próxima fase da Copa Paulista 2009.
Por fim, um retrato do que a Moóca tem enfrentado como maior adversário, a verticalização do bairro. Verticalização traduzida em prédios e mais prédios que trazem um novo tipo de morador, muito menos identificado com as origens romanticamente obreiras do lugar.
Sou torcedor do Santo André, todos sabem, mas sigo torcendo para que o Juventus mantenha viva a chama do amor ao bairro, da cultura local, da diversão humilde, mas real. Que a rua Javari continue reunindo diferentes vozes, cores e valores em torno do pequeno campo do time grená. Apoie o time de sua área!