Exatamente 8 anos depois de encantar o país ao conquistar a Copa do Brasil, contra o Flamengo, calando o Maracanã e os mais de 70 mil presentes, o EC Santo André faz sua estreia na série C – 2012.
Mesmo com o mando de jogo, as obras no Estádio Municipal Bruno José Daniel obrigou o Santo André a buscar uma nova casa, que acabou sendo a cidade de Araras e o Estádio Doutor Hermínio Ometto.
Uma tarde triste para os times e seus torcedores. É incrível como ao invés de gerar esperança, a série C começou mostrando que realmente o futebol brasileiro parece próximo de uma nova fase, onde só poucos super times vão sobreviver. O adversário? A Chapecoense!
O jogo foi aquele tradicional 0x0 de estreia. Sem grandes emoções, com muita marcação no meio campo.
Os dois lances de maior emoção foram uma bicicleta do ataque Ramalhino que por pouco não entrou e o penalty para a Chapecoense, que o goleiro Bonan defendeu aos 45 do segundo tempo.
De positivo, fica a presença da torcida visitante, formada por catarinenses que vivem pelo interior paulista e também por alguns que se aventuraram na longa viagem até Araras para acompanhar a Chapecoense.
Fica também a nossa presença em mais um jogo nessa fase nebulosa do time que tanto gostamos… Cada vez mais distante da ideia que acreditamos para o futebol… Cada vez mais próximo apenas de um jogo qualquer.
Fica ao menos mais uma vez a amizade presente. Os amigos que tem sofrido junto vendo mais uma tradição se perder, torcendo para uma recuperação.
Os próximos dois jogos em casa serão disputados em Araras, só então existe uma possibilidade de voltarmos para Santo André. Enquanto isso, o jeito é viajar e aguentar a dor!
A 135ª camisa de futebol do nosso site vem do Rio de Janeiro, de um bairro da zona norte, com mais de 50 mil moradores chamado Madureira.
Além de ser berço das escolas de samba Portela e Império Serrano, o bairro também conta com seu time de futebol, dono da camisa de hoje, o Madureira Esporte Clube.
A história do time tem muito a ver com a vocação comercial deste simpático bairro suburbano.
O nascimento do time se deu graças a um grupo de comerciantes locais, entre eles Manuel Augusto Maia, Elísio Alves Ferreira e Joaquim Braia, que se reuniram para em 1933 fundar o Madureira Atlético Clube, aproveitando a estrutura de dois clubes locais, o Fidalgo e o Magno.
Encontrei poucos registros do início do clube, sabe-se que em 1936, foi vice-campeão estadual, disputando a final numa melhor de 3 contra o Vasco vencendo a primeira por 1×0 e perdendo as seguintes por 2×1.
Em 1939, o time despontou como principal adversário dos grandes, ao vencer o Torneio Início. Contava com craques como Lelé, Isaias e Jair da Rosa Pinto, mas acabou fazendo uma campanha pífia.
Veja que bela imagem do time, na década de 40:
Aqui, uma foto do time de 1953, que não passou da primeira fase do campeonato:
Em 1961, tornou-se o time brasileiro que mais tempo permaneceu em excursão no exterior. Fez 36 jogos em 144 dias viajando pela Europa, Ásia e Estados Unidos, conquistando 23 vitórias, 3 empates e 10 derrotas. Em compensação, terminou o campeonato carioca em último lugar.
Em 1963, foi a vez de visitar a Colômbia, Costa Rica, El Salvador, México e Cuba. Até Che Guevara compareceu para assistir às partidas. Mais uma vez terminou o estadual em último…
O forte laço do bairro com os movimentos de esquerda acabaram gerando outros frutos no time, em 1964, em plena ditadura militar o time fazia uma viagem à China Comunista. Terminou o estadual em… Penúltimo!!!
A partir de 1971, o time passou a se chamar Madureira Esporte Clube, e ganha o apelido de “Tricolor Suburbano“.
Em 1975 e 1978 o time voltou a vencer o torneio início, mas passou adécadade em baixa, chegando a não disputar a primeira divisão em alguns anos.
Nessas idas e vindas, o clube acaba sagrando-se campeão Carioca da Segunda Divisão em 1993, de maneira invicta, garantindo a volta à primeira divisão, no ano seguinte.
Em 1996, a Federação Carioca realizou a Taça Cidade Maravilhosa e o Madureira ficou com o vice campeonato. Veja aqui mais dados sobre essa competição .
Em 1999 fez um bom campeonato estadual, terminando o segundo turno em terceiro lugar.
Em 2006 foi vice campeão Carioca, após conquistar o segundo turno, a chamada Taça Rio.
Perdeu a final para o Botafogo.
Em 2007, conquistou mais um vice-campeonato, desta vez do primeiro turno, a Taça Guanabara, contra o Flamengo. Veja o time daquele ano em uma foto feita pelo pessoal do Jogos Perdidos.
Porém, o grande momento do Madureira ainda estava pra chegar.
Em 2010 o time conseguiu o acesso para a série C do Brasileiro, graças ao América-AM, que eliminou o Madureira nas semifinais, ter sido penalizado pela CBF. Com isso, o Madureira acabou como vice campeão.
Aqui a foto do time que conquistou o acesso!
O Madureira manda seus jogos no Estádio Aniceto Moscoso (nome dado ao proprietário que cedeu o terreno para o clube), fica localizado na Rua Conselheiro Galvão, 130, tem capacidade para 10 mil torcedores. Foi inaugurado no dia 15 de junho de 1941, com uma vitória triunfal do Madureira sobre o Fluminense pelo placar de 4 x 2.
O time possui uma torcida apaixonada, que foi matéria de uma entrevista bem bacana:
Mais uma vez cruzando fronteiras. O fim de semana é curto, com sol e frio.
Mas lá vamos nós para conferir um amistoso único.
Charlotte Eagles (USA) x JAC ( Jacutinga)!
O jogo foi realizado no Estádio Municipal Luiz de Morais Cardoso, na tradicional cidade de Jacutinga, em Minas Gerais.
A cidade ,bastante conhecida por ser um polo da moda, principalmente das malhas, está crescendo a cada ano.
E não apenas economicamente, a cultura, lazer, educação e esportes são apresentados como novos caminhos para a população.
O cuidado estético com os detalhes, levaram para as calçadas o bonito brasão do município.
Mas ainda se pode encontrar aquelas tradicionais construções que relembram um pouco da história da cidade. E eu acho isso muito importante!
E lá fomos nós para conhecer o Estádio Municipal…
Como sempre, uma primeira olhada nas bilheterias do Estádio, que será utilizado pelo JAC na disputa da segunda divisão do Campeonato Mineiro.
O ingresso para o jogo era um produto de higiene a ser doado ao Lar Américo Prado, instituição da cidade que cuida de 162 crianças diariamente.
A preliminar foi feita entre duas equipes locais: “Alto da Santa Cruz x Sapucaí”:
Logo de cara, tivemos a oportunidade de poder conversar com o presidente e treinador do time local, José Claudio Soléo.
Num rápido papo, ele nos contou um pouco sobre as expectativas do time para 2012 e para o amistoso:
O amistoso teve um caráter um pouco diferente. Mais do que apenas o futebol, ele envolveu um intercâmbio cultural e religioso.
Em Jacutinga, quem colaborou com a execução do jogo foi o pessoal da Igreja Presbiteriana local, e além da partida aconteceram palestras, oficinas de futebol e outros eventos para a comunidade local.
Do lado do Charlotte Eagles, o brasileiro Marcelo Cruz é quem cuidou da correria e da estrutura para que os americanos pudessem realizar todas as atividades.
O Marcelo nos apresentou os atletas e permitiu que batessemos um papo com alguns deles. Resumindo um pouco do que ele diz, o time que veio ao Brasil é da categoria de base do Charlotte Eagles e já estiveram em Limeira, Rio de Janeiro e agora Jacutinga.
Perguntei também sobre como era jogar aqui, contra times de brasileiros e ele mostrou que o Brasil ainda tem muito respeito no exterior, quando o assunto é futebol.
Após muito papo, era hora de futebol e o pessoal local deixou tudo com uma cara muito séria. Pudemos acompanhar tudo, desde a saída dos times do vestiário…
E por ser um amistoso internacional, teve até direito a hino nacional, com as equipes postadas em campo.
E a torcida do JAC quase conseguia ouvir o Galvão Bueno gritar “Boa tarde amigos, hoje, o JAC é Brasil!”.
Pena que para os atletas, a visão era essa… Poucas pessoas nas arquibancadas do estádio…
Esse é mais um exemplo de como o Brasil ainda está longe de ser o país do futebol… Um amistoso como esse, trazendo para a cidade um time dos Estados Unidos merecia ter casa cheia.
Hino cantado, vamos ao momento que registra para a história os dois times que participaram do amistoso.
Bola rolando e a diferença técnica entre os dois times logo ficou clara. O JAC, ainda que em momento de preparação, apresentava toque de bola e uma organização em campo muito consistente, dominando a posse de bola.
O domínio acabou gerando uma confiança muito cedo no time local e os americanos do Charlotte Eagles até que levaram perigo em dois contra ataques.
Mas acabaram sendo chances isoladas e mesmo no escanteio, o time americano não levou grande perigo ao JAC.
Embora programado para as 15h45, o jogo só foi começar uma hora depois, esse foi o único deslize da organização. Acabamos tendo de voltar antes do jogo terminar.
Por sorte, pudemos conhecer novos amigos durante a partida e uma ligação hoje (segunda feira) pela manhã me confirmou o placar final: JAC 8×0 Charlotte Eagles. Para a alegria da galera!
Agora, o JAC volta suas atenções para a preparação para a disputa da segunda divisão Mineira.
Boa sorte aos dirigentes, atletas e torcedores!!
Ah, e um obrigado especial para o grande Tio Lúcio, que nos acompanhou nessa viagem!
Fica registrado mais um estádio, mais uma aventura nesse maravilhoso mundo do futebol…
Tivemos a oportunidade de conhecer o Estádio num dia de muito agito! Era a final do segundo turno do campeonato carioca e embora o jogo fosse no Estádio do Engenhão, havia bastante gente em São Januário pra comprar ingresso.
Antes da construção de São Januário, o Club de Regatas Vasco da Gama mandava seus jogos no campo do Andaraí, que depois se tornaria o campo do América e infelizmente se transformaria no Shopping Iguatemi. O Estádio de São Januário foi inaugurado em abril de 1927 e por décadas, ostentou o título de maior estádio particular da América do Sul.
O estádio tem alguns detalhes muito bonitos e diferentes da maioria dos estádios de futebol.
Sua fachada, em estilo neocolonial, é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
O Estádio de São Januário, também chamado de “Colina histórica” não é apenas um palco de futebol: é um monumento vivo da história brasileira, da luta por igualdade e da paixão de uma torcida que nunca abandona seu time Mas seu verdadeiro tamanho está nas histórias que carrega.
Foi nele que o clube desafiou a elite do futebol carioca, na década de 1920, ao incluir jogadores negros, pobres e operários em seu elenco, enfrentando o preconceito escancarado de uma época em que a cor da pele ou a origem social eram barreiras. A resposta do Vasco à exclusão imposta pelas ligas da época — a famosa “Resposta Histórica” — tornou-se símbolo de resistência e orgulho. Desde então, São Januário se consolidou como um espaço onde a justiça social e o esporte caminham juntos. E além de tudo, é lindo!
Visitar São Januário é uma experiência que vai além da paixão clubística. É conhecer um espaço sagrado do futebol brasileiro, onde cada canto, cada mural, cada degrau carrega a força de uma história que inspira. É estar diante de um símbolo de coragem, inclusão e tradição. É entender por que o Vasco da Gama e seu estádio são referências não apenas no esporte, mas na construção de um Brasil mais justo e apaixonado por sua identidade. São Januário não é só do Vasco. É de todos que acreditam que o futebol pode transformar o mundo.
O jogo de inauguração aconteceu em 1927, contra o Santos que acabou vencendo por 5 a 3.
Em 1928, foram inaugurados os refletores e a arquibancada atrás dos gols, num jogo contra o Wanderers, do Uruguai. O Vasco venceu por 1 a 0.
O Estádio São Januário foi palco de diversas finais, do brasileiro (contra o São Caetano, quando houve a queda de parte da arquibancada), da Libertadores de 1998, da Copa do Brasil de 2005 e de 2011.
O estádio que já teve capacidade para mais de 40 mil pessoas, hoje tem um limite para pouco mais de 24 mil torcedores. Uma pena…
A 134ª camisa do blog vem de Santa Catarina e foi presente do Oscar Vinicius, um amigo de infância, que estudou comigo na década de 80 e que só há poucos anos voltei a ter contato graças à Internet. Olha ele ali, assistindo a um jogo do time dono da camisa!
Atualmente ele mora na bela cidade de Brusque e se tudo der certo vai ser nosso guia num futuro jogo do time local ou ao menos na visita ao Estádio da cidade.
Aliás, o time dono da camisa e que defende as cores da cidade homônima é o Brusque Futebol Clube.
O Brusque F.C. é um time bastante jovem, tendo sido fundado em 1987. Porém, o clube nasceu da fusão de dois times bem tradicionais: o Clube Esportivo Payssandu, de 1918, dono do distintivo abaixo e de quem herdou a vaga na primeira divisão Catarinense:
E o Clube Atlético Carlos Renaux, de 1913, dono do distintivo abaixo e de quem herdou o mando de campo, no Estádio Augusto Bauer:
O mascote do time é o marreco. Um super marreco:
A primeira partida do time foi uma vitória de 3 x 1 sobre o Hercílio Luz, em 1988, quando terminou na 5ª colocação do estadual. Abaixo uma foto de um lance do jogo daquele ano contra o Joinvile. Veja mais fotos e informações desta partida em: http://nasceucampeao.com.br/?p=7294
Mesmo sendo um time jovem, já tem uma animada torcida!!
Tanto em 88, como em 89, o time participou da Série C, sendo eliminado na segunda fase, em ambas.
Em 1990, foi vice campeão da Copa Santa Catarina, perdendo a final para o Figueirense.
O auge do time foi em 1992, quando conquistou seu primeiro título, o de campeão da Copa Santa Catarina. E se isso já fosse motivo para encher de orgulho os torcedores, o time ainda sagrou-se Campeão Catarinense, no mesmo ano.
A final foi disputada no Estádio Augusto Bauer lotado e foi vencida na prorrogação pelo time abaixo:
Aqui, um lance de jogo daquele campeonato:
Em 1993, fez sua estreia na Copa do Brasil, mas acabou eliminado pelo União Bandeirante, ainda na primeira fase.
Pra piorar, o time acabou fazendo péssima campanha e foi rebaixado junto do Avaí para a segunda divisão. O time ficou no sobe e cai por vários anos.
Em 2000, um rebaixamento diferente: a Rede Brasil Sul comprou os direitos do campeonato e exigiu que apenas oito times o disputassem, eliminando o Brusque da disputa.
Em 2003, tanto Carlos Renaux quanto o Clube Esportivo Paysandu, recuperaram a posse dos Estádios Augusto Bauer e Cônsul Carlos Renaux, deixando o Brusque fora do campeonato daquele ano.
A volta ao futebol veio em 2004, no equivalente à terceira divisão estadual e em 2005, conseguiu o acesso para a segunda (vencendo o próprio Carlos Renaux durante a campanha).
Em 2008 e 2010 viriam novos títulos da Copa Santa Catarina, dando novamente o acesso à Copa do Brasil. O povo da cidade se acostumou com as conquistas!
Em 2012, uma contratação polêmica!
O Brusque se segurou na primeira divisão até 2012, quando caiu mais uma vez à segunda divisão. Além disso, embora pudesse disputar a série D do Brasileiro por ter sido vice campeão da Copa Santa Catarina, do ano anterior, o time abriu mão da vaga e cedeu sua vaga ao Marcílio Dias.
Uma pena para sua aguerrida torcida…
Aliás, a Torcida Força Independente tem feito um trabalho muito legal apoiando o time!
Mas… Pra finalizar, o que todo mundo viu e lembra… A famosa briga do Montebelo…
Tarde de sol por todo o estado. Nós voltamos do interior e a bandeira na Dutra indica que chegamos à Guarulhos. Estamos aqui para assistir a um jogo da segunda divisão do Campeonato Paulista, entre AD Guarulhos e o Nacional.
E não estamos só! Olha aí o “Torrone”, nosso amigo hamster!
O mando de jogo é do AD Guarulhos e por isso, vamos ao Estádio Municipal Antônio Soares de Oliveira.
Já estivemos aqui, cobrindo um jogo do Flamengo de Guarulhos (veja aqui como foi), mas hoje acompanharemos um jogo da AD Guarulhos, contra o simpático Nacional, da capital.
A série B do Paulista é um campeonato difícil de ser acompanhado. Embora conte com vários clubes e tenha uma duração até que grande, a primeira fase elimina boa parte dos participantes. Sendo assim, após 6 rodadas de maus resultados, a torcida do AD Guarulhos já não compareceu em peso, como poderia ocorrer.
Mas, foi uma oportunidade incrível de enfim assistir a um jogo da Associação Desportiva Guarulhos, em casa.
Outra coisa muito legal de se acompanhar a série B é conhecer pessoas incríveis, como o Francisco, que é um grande incentivador do time e da torcida da AD Guarulhos.
Outro que estava por ali, mas não deu pra tirar uma foto mais perto, era o Fernando, do Jogos Perdidos, um site que é uma verdadeira referência para quem curte o futebol das divisões de acesso. Olha ele ali, de vermelho, no lado esquerdo, completando seu jogo de número 2.000 , ou se você preferir, 180 mil minutos de futebol nos estádios, mundo afora. Parabéns Fernando!!!
Uma olhada pelo estádio, no vídeo abaixo:
O primeiro tempo virou 1×0 para o time visitante e a galera da torcida local pegou no pé do time!
Assim como Santo André, onde eu vivo, Guarulhos é uma cidade próxima à capital e embora isso traga uma série de investimentos pela presença de grandes empresas, o que acontece é um grave processo de perda de identidade local. Para os habitantes de Guarulhos é mais fácil torcer para os times da capital do que para os times da cidade.
Assim, o trabalho da Força Jovem, torcida organizada da AD Guarulhos é mais do que incentivar o time. É de tentar resgatar o sentimento de orgulho e amor à cidade. Infelizmente havíamos pego alguns depoimentos em vídeo do pessoal, mas tivemos problemas com os arquivos, de qualquer forma fica um abraço ao Raphael “Cabelo” e a toda rapaziada!
Mas… não é fácil competir com a grande, com o glamour das grandes conquistas e principalmente com o poder econômico e político dos chamados “grandes times”.
Pra dificultar ainda mais, a Associação Desportiva Guarulhos em campo não anda numa fase muito inspirada.
O goleiro do time acabou sendo um dos melhores em campo, defendendo um penalty e impedindo o Nacional de fazer um placar ainda maior.
A boa notícia é que ainda tem novos torcedores brotando pelas arquibancadas de Guarulhos…
E pelo que eu ouvi, apesar da má fase do time, a base do elenco é formada por jogadores da região, que pelo menos tem maior identificação com a cidade.
Quem sabe a longo prazo os resultados em campo e nas arquibancadas não apresente melhora? Estamos torcendo pra isso!
Uma última olhada no Estádio…
O ítem “Culinária de estádio” esteve desfalcado no jogo, pois a pastelaria que funciona na feira em frente ao estádio já estava fechada… Assim, na volta pra casa, uma passada na casa das coxinhas, ali na Vila Alpina!!!
Ainda na sequência do feriado de Corpus Christi, em junho de 2012, esticamos nossa viagem que já tinha chegado até Jaú (veja aqui como foi a visita ao campo do XV) para a bela cidade de Bauru, terra do Noroeste, e do Bauru Atlético Clube, clube onde Pelé iniciou sua carreira.
Antes que você pense que fomos fotografar o Estádio Lusitana, onde o BAC mandava seus jogos, saiba que trata-se de um “estádio extinto”. Isso mesmo, em 2006, o Estádio foi demolido e deu lugar a um supermercado (de uma rede da cidade vizinha pra piorar… ).
Só restaram estes belos murais relembrando o BAC, time que foi fundado em 1º de maio de 1919, ainda sob o nome de Lusitana Futebol Clube (somente em 1946, mudou seu nome para Bauru Atlético Clube). Brasão do sempre necessário site Escudos Gino:
Aqui, uma imagem do time de 1975, para os mais saudosos, com o Pelé defendendo o time em um jogo festivo. O BAC teve 13 participações no Campeonato Paulista de Futebol:
E aqui, uma imagem antiga do estádio. Eu sei que se analisada friamente, a realidade atual não permite, ou não justifica, ou não banca dois times em uma cidade, com dois estádios e tal.
Mas… Que dá muita dó ver um estádio dar lugar a um mercado, isso dá…
Bom, mas se o BAC deu muito orgulho no passado, o E.C. Noroeste é quem defende as cores da cidade, atualmente, e lá fomos nós conhecer o fantástico Estádio Alfredo de Castilho.
Como sempre, antes de entrar, uma volta pra ver as bilheterias! Quanto mais roots mais legal!
Ainda do lado de fora, um fantástico recado aos jogadores e motoboys entregadores de pizza:
Nosso guia foi o assessor de imprensa, Thiago, e ao centro o amigo que trabalha na portaria do estádio e que se mostrou grande conhecedor das histórias do clube.
O local, mais do que um estádio, abriga um complexo esportivo com campos de treinamentos, piscinas e até um ginásio.
O Estádio Alfredo de Castilho foi inaugurado em agosto de 1935, seu nome é homenagem a Alfredo de Castilho, diretor da E.F. Noroeste do Brasil.
Além de tudo, existe a loja do clube anexada ao estádio:
O Estádio tem atualmente, capacidade para mais de 16 mil torcedores.
A tribuna de honra, próxima do banco, afinal, presidente pode cornetar hehehe…
O Estádio carrega uma história triste. Em 1958, em uma partida contra o São Paulo, um incêndio consumiu as arquibancadas populares e gerou pânico nos presentes. Cinco pessoas ficaram feridas.
Acidentes a parte, lá estamos nós em mais um histórico estádio do interior de São Paulo.
O time só voltou a mandar seus jogos em sua casa novamente, em 1960, e em um estádio de novo nome: Ubaldo de Medeiros.
O novo estádio só voltaria a se chamar Alfredo de Castilho em 1964, e assim segue até hoje.
Saímos do Estádio e aproveitamos para dar um pulo na sede da Torcida Sangue Rubro, onde fomos muito bem recebidos pelo José Roberto Pavanello (e pelo pai dele, que estava almoçando).
E aí, mais uma vez eu posso dizer que quem faz os clubes são as pessoas, os torcedores, não os jogadores. Jogadores vem e vão, mas torcedores estão sempre ali.
Na pouco mais de meia hora que ficamos por ali, pudemos contar e ouvir histórias incríveis de gente que ama e entende a importância do futebol para a sociedade como um todo.
Poucas vezes eu ouvi de um dirigente de Organizada um discurso tão legal como o que ouvi do pessoal da Sangue Rubro.
Amizade, dedicação e respeito, mesmo aos mais tradicionais rivais, além da atenção e cuidado com o time e a torcida. Parabéns ao pessoal da Sangue! Aliás, o site deles: http://www.sanguerubro.com.br
E lá vamos nós para a estrada… Em busca de mais estádios, torcedores, times, futebol…