168- Camisa do Meninos de São Bernardo

A 145ª camisa de futebol do blog é aqui do meu Grande ABC, mais precisamente de São Bernardo, cidade que atualmente conta com 2 clubes profissionais (o São Bernardo F.C. e o E.C. São Bernardo), e até 2011 ainda tinha o Palestra São Bernardo na ativa.

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XV de Jaú Emoção e Futebol!

21 de julho de 2013.
Última rodada da primeira fase da série B do Campeonato Paulista.
De muitos jogos decisivos, decidi acompanhar o XV de Jaú, jogando em casa contra o mítico Palmeirinha de Porto Ferreira!

E lá fui eu, pagando meu ingresso para adentrar no Zezinho Magalhães.

O jogo era um desafio teoricamente fácil para o XV. O Palmeirinha já não tinha chances de classificação e fez um campeonato bem ruim.

A torcida do XV acordou cedo e coloriu de verde e amarelo o Zezinho, buscando apoiar o time como possível. Nem bem entrei no estádio e o Palmerinha fez 1×0.

O XV iria empatar em um gol de falta, na jogada abaixo:

A torcida reagiu na hora! Festa em amarelo e verde!

Até bandeirão rolou na comemoração!

Ufa, 1×1. Começo quente do jogo.

O jogo não era dos melhores do ponto de vista técnico, mas a torcida estava na esperança do segundo gol.

Bom, para quem não conhece, esse é o Estádio Zezinho Magalhães:

O XV de Jaú contou com o apoio de suas organizadas. De um lado, a Galoucura e a Força Jovem.

Do outro lado do estádio, a Galunáticos:

E por todo o estádio, centenas de torcedores comuns, apaixonados pelo time da sua cidade!

Em campo, o XV seguiu atacando, mas…

Quem não faz, toma. O Palmerinha ignorou as estatísticas e fez 2×1.
Fez até chover…

A chuva e o segundo gol do time visitante foram um (ou dois) balde (s) de água fria na torcida do XV de Jaú.

O XV seguia levando perigo nas bolas paradas, mas o time não se encontrava e a torcida começava a temer pela eliminação precoce.

Pra piorar, a chuva aumentou, dificultando ainda mais a criação de jogadas…

Mais que isso, a chuva e o frio afastou o torcedor do campo…

As inúmeras árvores espalhadas pelo estádio serviram de abrigo…

Por alguns instantes parecia não haver ninguém no estádio. Nem no campo…

Mas, tudo nessa vida é passageiro, e tão de repente quanto chegou, a chuva foi embora, para a alegria da torcida do XV.

Aproveitei para dar um role pelo estádio e pude ver como está bonito e cuidado até nos menores detalhes.

Mas, o mais bacana foi olhar quanta gente tinha ido ao campo, na manhã de hoje!

Com o fim da chuva, aos poucos as pessoas foram voltando para a arquibancada e aumentando a pressão sob o adversário.

O primeiro tempo chegava ao fim.
Hora de conhecer um pouco da culinária do estádio!

Nota 10 para o churro do tio!

No intervalo, a ambulância do estádio teve que levar um jogador ao hospital e demorou a retornar, atrasando o reinício do jogo, dando me tempo para ler o informativo que recebi no início do jogo, mostrando as benfeitorias da atual diretoria para o estádio.

O jogo começava, mas ainda dava tempo para ouvir um pouco da torcida local.

O clima não era dos melhores. Quer dizer, o clima em si até era, o sol voltava a aparecer em meio às nuvens, mas a virada ainda parecia distante levando os torcedores ao desespero…

Mas, se até a chuva deu lugar ao sol, por que a tristeza não poderia dar lugar à felicidade?

Festa nas arquibancadas do Zezinho Magalhães… O XV empatou o jogo!

A partir daí, quem frequenta estádios sabe o que acontece.
O time pressionando, a torcida apoiando…
Tudo por um mísero gol que levaria o time à segunda fase do campeonato (em paralelo a esse jogo, o Pirassununguense vencia seu adversário por 5×0, e o empate do XV daria a vaga ao time de Pirassununga).

O estádio parecia um barril de pólvora pronto para explodir. E só tinha um jeito disso acontecer, com um gol do time local…

Explosão… Gol do XV!!!

Daí pra frente, a torcida mandou no jogo, segurando o resultado.

Até que enfim, o placar mostrou o XV na frente!

A classificação do XV estava a alguns minutos de se concretizar, um prêmio para os mais de 800 torcedores que foram ao campo para apoiar!

Mas ainda faltava o golpe final… Mais uma comemoração nas bancadas do Zezinho…

Chegamos ao placar final da partida…

Um dia cansativo, mas que valeu cada quilometro, cada clique, cada lance… Parabéns XV de Jaú e torcedores!!!

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Estádios Oeste Paulista: 13 – Regente Feijó

Seguindo na estrada, chegamos à cidade de Regente Feijó!

Nossa primeira parada foi em um restaurante em um posto de gasolina, pra almoçar!

Falando um pouco sobre a história da cidade, o surgimento de Regente Feijó teve como principal propulsor a Estrada de Ferro Sorocabana, que inaugurou sua estação em “Memória” (como o local era conhecido), em alusão ao ribeirão Memória, em 1919.

A fundação do município ocorreu em 1922, mas ainda é possível encontrar casas do começo do século passado.

Mas, o nosso objetivo era conhecer o Estádio Municipal Dr. Mário dos Reis e lá fomos nós…

Pode marcar aí, mais uma foto de bilheteria pra nossa coleção.

É ali que o Esporte Clube Regente Feijó, fundado na década de 40, mandava seus jogos.

Que tal uma olhada por dentro do estádio?

Vale citar que outros times chegaram a jogar ali, como o São Bento, formado por trabalhadores da Serraria São Bento, em sua maioria negros, numa época em que o racismo era ainda mais forte.

O Esporte Clube Regente Feijó participou duas vezes da Terceira Divisão, na década de 50, terminando em quarto e quinto lugares.

O Estádio tem capacidade para 1.500 lugares, e embora o time não dispute mais os campeonatos profissionais, o estádio está muito bem cuidado.

O gramado do campo e até o do entorno estão aparados e com ótima aparência.

Para quem apostava que estaria frio, olha só que belo dia pegamos por lá!

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Estádios do Oeste Paulista: 10, 11 e 12- Presidente Prudente

Ah, a estrada e suas surpresas… Lá estávamos nós em Presidente Prudente, conhecendo alguns pontos turísticos da cidade.

Aqui, é a Cidade da Criança, um parque bacana pra criançada e para aqueles que gostam de animais (ainda que alguns estivessem muito aprisionados).

Mas o parque também conta com uma população de animais livres, como os quatis.

Ao lado do parque existe um parque aquático bacana, mas estava fechado…

Uma bela lagoa, no meio do parque também ajuda a compor um local bem bacana!

Tem até uma turma de hipopótamos vivendo por lá (num espacinho tão pequeno…):

Aqui dá pra ter uma ideia do que é o parque!

Mas, vamos falar de futebol! A cidade já teve vários times disputando o profissional. O primeiro deles a Associação Prudentina de Esportes Atléticos, fundada em 1936.

Associação Prudentina de Esportes Atléticos - Presidente Prudente

A Prudentina é o time que mais deixou saudades no povo da cidade (foto abaixo da matéria da Globo).

Esse era o time de 1958, em matéria da Gazeta Esportiva:

Após uma subida meteórica da para a primeira divisão o time jogou a primeira divisão de 1962 a 1967.
Aqui, o time de 1964 prestes a enfrentar o Santos FC:

Prudentina 1964

O título da segundona de 61 foi muito comemorado na cidade!

Prudentina 1961
Prudentina 1961
Prudentina 1961
Prudentina 1961

O time mandava seus jogos no Estádio Félix Ribeiro Marcondes, com capacidade para 15 mil torcedores, inaugurado em 1946.

Estádio Félix Ribeiro Marcondes

Tinha uma arquitetura bem bacana, com uma arquibancada num nível acima do campo.

Estádio Felix MArcondes - Prudentina

Após seu rebaixamento, em 1967, desativou o departamento profissional e nunca mais retornou às disputas organizadas pela Federação Paulista de Futebol.
Com a desativação do profissional, o estádio foi demolido em 1970, para a expansão social da APEA.

Sede Social da Associação Prudentina de Esportes Atléticos

Mas Presidente Prudente é conhecida por possuir um outro estádio diferenciado: o Estádio Paulo Constantino, outrora chamado de Estádio Eduardo José Farah, o “Prudentão”.

Uma olhada no entorno:

O nome original do estádio é “Estádio Paulo Constantino“, popularmente conhecido como “Prudentão“.

O Estádio foi inaugurado em 12 de outubro de 1982, com a partida entre Santos e o Corinthians de Presidente Prudente, com vitória do time santista por 1×0, frente a 20.240 torcedores.

O Esporte Clube Corinthians de Presidente Prudente foi fundado em 8 de fevereiro de 1945 e era carinhosamente chamado de Cortinthinhas.

EC Corinthians de Presidente Prudente

O mais legal da história do Corinthians é que os fundadores criaram o time com a exigência de que eles jogassem, sendo que um deles (o senhor Gushiken) era cego do olho esquerdo.

A partir de 48 o Corinthians de Presidente Prudente passou a disputar o Campeonato Profissional. No site ICFUT encontrei uma foto do time:

Cortinhians Presidente Prudente 1948

Mas, antes de jogar do Prudentão, o Corinthians mandou seus jogos no Estádio Parque São Jorge, na rua Siqueira Campos.
Se o nome do time era uma homenagem ao time da capital, o do campo não poderia ser diferente…
Mais uma foto do site ICFUT (vale lembrar que em 1956, mutirão da torcida construiu uma nova arquibancada aumentando para 10 mil lugares a capacidade do estádio):

Estádio Parque São Jorge - Coritnhiamns Presidnete Prudente

Em 1959, o Corinthinhas conquistaria a única vaga disponível para o acesso ao Campeonato Paulista de 1960, do qual foi rebaixado já no primeiro ano de disputa.
A partir daí, as atenções do futebol de Presidente Prudente voltaram-se à Prudentina.

A má fase do time, e a tentativa de conquistar a simpatia dos torcedores de Palmeiras, São Paulo e Santos em Presidente Prudente fez com que o Corinthians mudasse de nome em 1973.
Surgia o Presidente Prudente Esporte Clube, mas não conseguiu o apoio dos torcedores locais e retomaram o Esporte Clube Corinthians de Presidente Prudente, em 1975.

 Corinthians Presidente Prudente

Em 79 veio o melhor time já montado pelo Corinthians, mas infelizmente, nada de acesso.
O Parque São Jorge estava novamente lotado, mas em 1983, o terreno do Parque São Jorge foi vendido para a construção de um shopping center, o atual Prudente Parque Shopping e o time passou a jogar no Prudentão.

O Prudentão é o 9o maior estádio do Brasil, com capacidade para mais de 45 mil torcedores e por isso mesmo, já jogaram por lá Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Fluminense, Flamengo entre outros.

Nos anos 1990, o time fez apenas campanhas medianas na Série A-2 do Paulista, e acabou rebaixado para a Série A-3, sem recursos e jogadores sem pagamentos.

Mesmo assim, o time subiu em 1996 de volta para a A-2.

O time voltou à série A3 em 1999, e sequer pode disputar a B-1 de 2001, pelas dívidas com a FPF.
Era o fim do Corinthians de Presidente Prudente.

Em 2016, surge um time que homenageia o Corinthians utilizando seu nome na disputa da Taça Paulista de Futebol, competição organizada pela Liga de Futebol Paulista.

Infelizmente não conseguimos entrar no estádio, e só pudemos fotografar o lado de fora…

O estádio possui uma estrutura diferenciada até mesmo em comparação aos da capital, com estacionamento, vestiários, iluminação moderna, camarotes vip, entre outros. Mas claro que não poderia faltar a foto da bilheteria!

Na época da nossa visita, o Grêmio Esportivo Prudente mandava seus jogos neste estádio.

O Grêmio Prudente veio do Oeste Paulista, outro time da cidade, fundado em 2005.

Distintivo do Oeste Paulista Esporte Clube

O pessoal do Última Divisão conseguiu acompanhar o jogo do acesso para a série A3, em 2007! (Veja aqui como foi):

Torcida do Oeste Paulista EC

Jogando todo de laranja, logo o Oeste passou a ser chamado de a “Laranja Mecânica”.

Oeste Paulista EC campeão da série B

Ah, o estádio fica na Av. Pres. Juscelino Kubitschek.

Vale lembrar que a partir de 2012, o Oeste Paulista passou a se chamar de Grêmio Prudente e herdou do Grêmio Barueri, o acesso à primeira divisão paulista, chegando inclusive à semifinal de 2010, sendo batido pelo time do EC Santo André.

Grêmio Prudente 2010

Mas outros times também mandaram seus jogos por ali: o Prudentino FC, que teve vida curta (só disputou a série B de 2001).

Prudentino FC

Outro que usou o Prudentão como casa foi o Presidente Prudente F.C. .

Fundado em 1989, o Presidente Prudente F.C. também tem seu estádio, o Estádio da Vila Industrial, o “Palco das Estrelas” e fomos até lá conhecê-lo!

O estádio é o centro de treinamento do time e embora ainda não tenha arquibancadas, tem um ótimo espaço, para quem sabe no futuro, poder receber os jogos do time!

O legal é que por ser a casa do Presidente Prudente F.C. deu pra conhecer um pouco do dia a dia do time!

Até um pessoal do time estava por ali.

E o estádio fica numa região mais próxima do centro da cidade.

Neste belo gramado, em 2006, o clube estreou na Segunda Divisão, tendo se licenciado por algumas vezes até que em 2013 fez seu último ano (até então) do profissionalismo.

Já dá pra imaginar como seria ver um jogo ali, bem mais perto do campo!

Além de um campo principal, eles tem mais dois campos menores para os treinamentos.

Eu imagino que deva ser difícil para um time como o Presidente Prudente F.C. mandar seus jogos num estádio tão grande quanto o Prudentão, por ser muito grande e até “impessoal”,  por isso, quem sabe o estádio não vira uma realidade logo?

Hora de deixar a Vila Industrial e conhecer o último estádio da cidade! Última foto, com o sentimento de ter mais uma vez conhecido um estádio que merece estar na história!

A próxima parada é o Estádio Caetano Peretti!

O Estádio, fundado em 27 de outubro de 1968, foi o primeiro campo prudentino municipalizado. Dá uma olhada no entorno do campo:

Ali chegaram a ser disputadas partidas de diversos times da cidade, amadores e profissionais.
Em 1992, o estádio foi a casa do Corinthinhas durante toda a série A3

Em 2017, recebeu a final do Sub 20 da 2a divisão, onde o Oeste Paulista EC pegou a Itapirense. A foto abaixo é do site do Globo Esporte que faz uma bela retrospectiva do estádio (veja aqui como foi):

Estádio Caetano Peretti

também tem a foto da inauguração após as reformas de 1980:

Estádio Caetano PEretti - Presidente Prudente

Recentemente, o estádio passou por uma série de melhorias, como por exemplo, um novo gramado e sistemas de irrigação.

A casa do atleta, que é um espaço de alojamento também recebeu melhorias.

Atualmente, o Estádio tem capacidade para 3.000 torcedores.

Aí eu e a Mari, em um estádio desse interior de São Paulo…

Incrível a qualidade dos gramados do interior!

A arquibancada também está muito bonita!

O Estádio guarda ainda uma cara de “clube”.

Tem até um documentário sobre o Estádio:

Pra terminar, se liga o que era um derbi prudentino entre a Prudentina e o Corinthians, em 1957:

Ufa!
3 estádios em Presidente Prudente. Hora de pegarmos a estrada!
Vamos contentes em ver que Presidente Prudente ainda mantém suas origens e seu amor ao futebol.

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Estádios do Oeste Paulista: 9- Osvaldo Cruz FC

A estrada parece não ter fim e sempre reserva coisas inusitadas.
O bar acima a gente achou no meio do caminho e me lembrou o “Empório de Secos e Molhados do Peruca”, o armazém do meu avô.
Até o senhor que atendia lá lembrava ele.
A estrada nos levou até a cidade de Osvaldo Cruz.

O nosso foco era o Estádio Municipal Breno Ribeiro do Val.

É lá que o Osvaldo Cruz Futebol Clube manda seus jogos.

Infelizmente, chegamos lá já no início da noite, o que prejudicou nossas fotos…

Pra nós, esse estádio é muito especial, pois foi onde nosso grande amigo Mário Jara encerrou sua carreira como jogador de futebol.

O Estádio Municipal Breno Ribeiro do Val é popularmente conhecido como “Brenão”, e tem capacidade para mais de 11 mil torcedores.

O estádio começou a ser construído em 1954, e naquela época, o servia aos times locais: “Bandeirantes Futebol Clube” e o “Califórnia Futebol Clube”, que iriam se fundir para a criação da “Associação Atlética Osvaldo Cruz”. Olha um pouco da parte interna do estádio:

Aliás, uma rápida olhada pra conhecer o campo!

Quem inaugurou o campo, contra a Associação Atlética Osvaldo Cruz foi o Palmeiras, que saiu vencedor por 8×1. O estádio passou a década de 80 praticamente abandonado, até 2004, quando foi fundado o Osvaldo Cruz Futebol Clube.

O estádio tem capacidade de 15.000 torcedores.

Ali, além do cartaz indicando o banheiro tem uma arquibancada, no escurinho do cinema…

Ao menos deu pra ver a bilheteria!

Com a noite dominando, decidimos parar um pouco e confesso que íamos embora um pouco desanimado, afinal, visitar o estádio a noite não é assim tão divertido…

Mesmo sentindo a mesma emoção que tivemos nos demais estádios, confesso que não estava satisfeito, já que não deu nem pra ver direito as arquibancadas…

E eis que o “algo mais” aparece. Quase indo embora, tivemos a oportunidade de conhecer alguns dos atletas do time deste ano! Tem até um mexicano no elenco!

Pô, agora sim, podemos ir pra casa, ou melhor pro hotel, lá em Presidente Prudente…

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Estádios do Oeste Paulista: 7- Bilac

Encontramos belos cenários em meio a tantas estradas, pena que nem sempre a foto saiu boa.

E foi com a empolgação de tantas novidades, que chegamos a Bilac, cidade onde está o sétimo estádio do nosso rolê.

A cidade possui pouco mais de 6 mil habitantes. Esse é o brasão da cidade:

Foi lá que, em 01 de maio de 1953 foi fundado o Bilac Esporte Clube.

O clube mandava seus jogos no Estádio Municipal Wagih Saghabi, com capacidade para mais de 3.200 torcedores.

O Estádio fica na Rua Gabriel Monteiro, próximo da entrada da cidade.
Aí está mais uma bilheteria pra Mari…

E mais um estádio para entrar para nossa coleção. E mais uma foto que saiu ruim… É mole?

Olha que destaque bacana, que está em uma parede dentro do estádio, é uma lista dos jogadores que passaram pela escolinha do clube e foram para outros clubes.

Este foi o time que disputou os torneios amadores de 1964:

BILAC EC

Mas o time disputou também 4 edições oficiais do campeonato paulista.
Encontrei algumas fotos do passado sem identificação do ano:

BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC

A felicidade de conhecer um estádio como esse, que poucas vezes recebeu a atenção da mídia, transparece até em nossas sombras. E viva Peter Pan!

E não é que conseguimos adentrar e dar uma olhada no campo, ali de pertinho?

Wagih Saghabi foi presidente do Bilac EC por muitos anos e por isso dá nome ao estádio.

Tem uma arquibancada bem feitinha, deu pra ficar imaginando como teriam sido os campeonatos da quarta divisão dos anos 60, disputados ali. Quantas pessoas teriam assistido aqueles jogos. Será que alguém teria fotografado algum daqueles jogos?

O alambrado segue por lá separando a torcida do campo…

O gramado segue bem cuidado.

Atualmente, o estádio recebe partidas e torneios de futebol amador. A entrada é bastante acanhada, mas muito legal!

Hora de voltar para estrada!

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Estádios do Oeste Paulista: 6- Araçatuba

E vamos para a próxima cidade! Depois de visitar Birigui e conhecer os estádios locais, fomos à cidade vizinha: Araçatuba e suas belas avenidas!

Fomos conhecer o Estádio Dr. Adhemar de Barros, o “Adhemarzão”!

Como a entrada principal estava fechada, fomos pelo acesso lateral.

O Adhemarzão é um estádio de grande porte. Tem capacidade para mais de 15.000 torcedores, mas é proibido bater bola no gramado…

Vamos dar uma olhada geral em mais este belo campo do oeste paulista:

  O estádio foi inaugurado em julho de 1939, e tem uma localização privilegiada.

É nele que a Associação Esportiva Araçatuba, a tradicional AEA manda seus jogos!

distintivo da AEA Araçatuba

Além de uma grande arquibancada descoberta, conta com uma parte coberta, na região central do campo.

Tivemos a sorte de poder acompanhar um pouco do treino da AEA.

Dá pra ver a cidade ao fundo, e percebe-se que Araçatuba não para de crescer, hein?

Um detalhe curioso é que ao invés de vermos os tradicionais “Quero-Queros” no campo, encontramos várias famílias de gatos descansando sob o sol…

Mais uma foto histórica, registrando um estádio maravilhoso!

O estádio é todo bem identificado, indicando inclusive a capacidade de cada arquibancada.

Olha aí o setor que homenageia o famoso Dr Farah!

E esse é o Dr. Ademar:

Mais uma bilheteria para a lista da Mari!

Olha que bacana as arquibancadas vistas do lado de fora!

Mais uma vez, ficamos contentes, estando numa cidade tão longe da nossa, mas ao mesmo tempo com tantas coisas em comum, e principalmente o respeito ao futebol…

Espero que tenha dado pra conhecer um pouco sobre o estádio!

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Estádios do Oeste Paulista: 4 e 5- Birigui

Saímos de Penápolis (veja aqui como foi) e rumamos à Birigui, uma cidade muito bacana, desenvolvida e que tem na indústria do calçado sua maior riqueza!

Demos um role pela cidade pra conhecer um pouco do lugar.
Aqui é a antiga rodoviária, atual concentração de comércios:

Outra tradição das cidades do interior são as igrejas, normalmente muito bem cuidadas:

A cidade possui uma larga história na indústria de calçados, tanto que até um museu (veja aqui) ao tema eles tem!

Para aqueles que gostam de esportes, a cidade de Birigui estava participando do “Dia do Desafio”, contra a cidade de Pococi, de Costa Rica, e venceu a disputa com ampla vantagem.

Falando de futebol, nosso destino era conhecer a casa do Bandeirante (já escrevemos sobre o time, clique aqui e veja o post), o Estádio Municipal Pedro Marin Berbel, o “Pedrão”.

O estádio fica numa região um pouco distante do centro, mas de fácil acesso.

Eu gosto de ver os distintivos dos donos do Estádio (ou mandantes) espalhados pelos portões e muros.

O Estádio Municipal Pedro Marin Berbel é bastante imponente e mais uma grata surpresa. Tudo muito bem cuidado e muito bonito. Taí a Mari na bilheteria!

Vamos dar uma olhada lá dentro!

O “Pedrão” tem capacidade para mais de 10 mil pessoas.

O Estádio tem uma vasta arquibancada.

O campo foi inaugurado em 3 de junho de 1983, em uma partida entre o Bandeirante e o Botafogo de Ribeirão Preto. O time visitante venceu por 2 a 1.

O terreno foi doado pela prefeitura e originalmente, se chamaria “Estádio Municipal de Birigui”, porém, em 1981 o prefeito Pedro Marin Berbel, que estava no poder na épóca da sua construção, ganhou sua homenagem.

Sem dúvida, ficamos com muita vontade de voltar para assistir um jogo no “Pedrão”!

Outra grata surpresa foi ter encontrado nada menos do que o próprio presidente do clube, Celso Luiz Aguiar, que estava por ali, andando pelas arquibancadas, fazendo planos e sonhando com o melhor futuro do time.

Ali acima, as cabines para as equipes de jornalismo.

Olha o banco de reservas ali!

Outra coisa que tem ganho importância e tem sido cada vez mais respeitado nos estádios: a área para cadeirantes. Bacana a iniciativa!

Olha que legal essa vista que mostra o arco das arquibancadas. Dá pra ver como é grande o estádio!

Fiz uma foto panorâmica também, olha só:

O que deu tristeza foi ter que ir embora sabendo que no dia seguinte, teríamos um jogão entre o BEC e o Tanabi, ali no Pedrão…

Hora de ir embora. Mas antes de deixar a cidade, temos mais uma missão. Como dissemos, o “Pedrão” foi construído na década de 80, então, onde o Bandeirante mandava seus jogos antes?

No Estádio Roberto Clark! E aí está ele!

A boa notícia é que o campo continua lá…

A má é que o clube não tem verba para conseguir fazer a manutenção adequada.

Olha a bilheteria aí:

Vamos tentar entrar e dar uma olhada? Hmmm… Problemas, o portão está trancado com cadeado…

Mari, mas e aquele buraco na grade? Vamos tentar?

Ok… Imagens tristes para quem ama o futebol e sua história. Tem uma cerca “fechando” o acesso à arquibancada.

O gramado até está bem cuidado.

Mas a arquibancada, que já recebeu tantos torcedores…

Fizemos um vídeo lá dentro, mas acabou não dando certo, então fizemos um novo, numa versão “em movimento”, olha aí:

Não vamos ser levianos de criticar a gestão do clube pelo atual estado do Estádio Roberto Clark, sabemos que não é fácil, nem barato cuidar de um campo, mas que seria legal alguma acão, de repente até com o envolvimento da torcida, nem que seja pra dar uma capinada no mato…

Fomos embora, admirando o bonito horizonte da cidade (a foto abaixo mostra o horizonte de Araçatuba), felizes por conhecermos mais dois estádios, tão importantes para a história do futebol no Brasil.

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Não faça como o Ricardo, lá de Birigui, fez com seu amor…

Estádios do Oeste Paulista: 3- Penápolis

A próxima parada estava perto de Lins! Andamos poucos minutos e logo conhecemos a bonita cidade de Penápolis.

Ainda é possível encontrar muitas obras de arquitetura que lembram o passado da cidade.

Nosso destino era o Estádio Municipal Tenente Carriço onde o C.A. Penapolense manda seus jogos.

O “Tenentão” fica localizado num endereço fácil de lembrar:

Não tinha ninguém ali na frente pra tirar uma foto de nós dois, então… fizemos duas fotos, afinal, uma lembrança em frente o Tenentão é algo que ninguém quer perder!

A cidade de Penápolis e em especial o entorno do estádio é bastante tranquilo, ainda mais num feriado…

Reparou na placa em frente o Estádio? Ela eterniza a entrada do estádio em 1956, e o time vencedor do Campeonato Paulista da 2a divisão em 1974.

Mas, deixemos de enrolação e entremos em mais um templo do futebol!

Já do lado de dentro é possível ver o sonho que se tornou realidade e com certeza superou a expectativa de muita gente. O C.A. Penapolense fez bonito na série A1-2013!

E vamos pro gol!

Se o time surpreendeu pelos resultados, o Estádio Tenente Carriço também surpreende pela organização e cuidados.

As arquibancadas e o gramado muito bem cuidados mostra que a cidade levou a sério a ida para a primeira divisão.

O Estádio Municipal Tenente Carriço tem capacidade para 15.000 pessoas.

Olha que coisa simples de se fazer, mas que ajuda a dar uma cara bacana pro campo!

O orgulho do time está pintado em todos os lugares possíveis!

O estádio foi inaugurado em 1928, em um jogo entre o time da casa e o Palmeiras.

Olha a parte destinada à torcida visitante:

Esperamos que a torcida mantenha seu apoio nas próximas competições, lembrando que ainda este ano, o time disputa a série D do Brasileiro (aliás, está no mesmo grupo do meu Santo André).

Ali ao fundo, um prédio quebra a beleza do horizonte e lembra que o crescimento da cidade é inevitável.

Para o amigo Anderson, de Curitiba, que curte ônibus dos times, eu consegui uma foto da Van do time, serve?

Parabéns pelo belo estádio!

Pra nós, era hora de pegar a saída e dar sequência à viagem, com próxima parada em Birigui!

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