Estádios do Oeste Paulista: 7- Bilac

Encontramos belos cenários em meio a tantas estradas, pena que nem sempre a foto saiu boa.

E foi com a empolgação de tantas novidades, que chegamos a Bilac, cidade onde está o sétimo estádio do nosso rolê.

A cidade possui pouco mais de 6 mil habitantes. Esse é o brasão da cidade:

Foi lá que, em 01 de maio de 1953 foi fundado o Bilac Esporte Clube.

O clube mandava seus jogos no Estádio Municipal Wagih Saghabi, com capacidade para mais de 3.200 torcedores.

O Estádio fica na Rua Gabriel Monteiro, próximo da entrada da cidade.
Aí está mais uma bilheteria pra Mari…

E mais um estádio para entrar para nossa coleção. E mais uma foto que saiu ruim… É mole?

Olha que destaque bacana, que está em uma parede dentro do estádio, é uma lista dos jogadores que passaram pela escolinha do clube e foram para outros clubes.

Este foi o time que disputou os torneios amadores de 1964:

BILAC EC

Mas o time disputou também 4 edições oficiais do campeonato paulista.
Encontrei algumas fotos do passado sem identificação do ano:

BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC
BILAC EC

A felicidade de conhecer um estádio como esse, que poucas vezes recebeu a atenção da mídia, transparece até em nossas sombras. E viva Peter Pan!

E não é que conseguimos adentrar e dar uma olhada no campo, ali de pertinho?

Wagih Saghabi foi presidente do Bilac EC por muitos anos e por isso dá nome ao estádio.

Tem uma arquibancada bem feitinha, deu pra ficar imaginando como teriam sido os campeonatos da quarta divisão dos anos 60, disputados ali. Quantas pessoas teriam assistido aqueles jogos. Será que alguém teria fotografado algum daqueles jogos?

O alambrado segue por lá separando a torcida do campo…

O gramado segue bem cuidado.

Atualmente, o estádio recebe partidas e torneios de futebol amador. A entrada é bastante acanhada, mas muito legal!

Hora de voltar para estrada!

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Estádios do Oeste Paulista: 6- Araçatuba

E vamos para a próxima cidade! Depois de visitar Birigui e conhecer os estádios locais, fomos à cidade vizinha: Araçatuba e suas belas avenidas!

Fomos conhecer o Estádio Dr. Adhemar de Barros, o “Adhemarzão”!

Como a entrada principal estava fechada, fomos pelo acesso lateral.

O Adhemarzão é um estádio de grande porte. Tem capacidade para mais de 15.000 torcedores, mas é proibido bater bola no gramado…

Vamos dar uma olhada geral em mais este belo campo do oeste paulista:

  O estádio foi inaugurado em julho de 1939, e tem uma localização privilegiada.

É nele que a Associação Esportiva Araçatuba, a tradicional AEA manda seus jogos!

distintivo da AEA Araçatuba

Além de uma grande arquibancada descoberta, conta com uma parte coberta, na região central do campo.

Tivemos a sorte de poder acompanhar um pouco do treino da AEA.

Dá pra ver a cidade ao fundo, e percebe-se que Araçatuba não para de crescer, hein?

Um detalhe curioso é que ao invés de vermos os tradicionais “Quero-Queros” no campo, encontramos várias famílias de gatos descansando sob o sol…

Mais uma foto histórica, registrando um estádio maravilhoso!

O estádio é todo bem identificado, indicando inclusive a capacidade de cada arquibancada.

Olha aí o setor que homenageia o famoso Dr Farah!

E esse é o Dr. Ademar:

Mais uma bilheteria para a lista da Mari!

Olha que bacana as arquibancadas vistas do lado de fora!

Mais uma vez, ficamos contentes, estando numa cidade tão longe da nossa, mas ao mesmo tempo com tantas coisas em comum, e principalmente o respeito ao futebol…

Espero que tenha dado pra conhecer um pouco sobre o estádio!

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Estádios do Oeste Paulista: 4 e 5- Birigui

Saímos de Penápolis (veja aqui como foi) e rumamos à Birigui, uma cidade muito bacana, desenvolvida e que tem na indústria do calçado sua maior riqueza!

Demos um role pela cidade pra conhecer um pouco do lugar.
Aqui é a antiga rodoviária, atual concentração de comércios:

Outra tradição das cidades do interior são as igrejas, normalmente muito bem cuidadas:

A cidade possui uma larga história na indústria de calçados, tanto que até um museu (veja aqui) ao tema eles tem!

Para aqueles que gostam de esportes, a cidade de Birigui estava participando do “Dia do Desafio”, contra a cidade de Pococi, de Costa Rica, e venceu a disputa com ampla vantagem.

Falando de futebol, nosso destino era conhecer a casa do Bandeirante (já escrevemos sobre o time, clique aqui e veja o post), o Estádio Municipal Pedro Marin Berbel, o “Pedrão”.

O estádio fica numa região um pouco distante do centro, mas de fácil acesso.

Eu gosto de ver os distintivos dos donos do Estádio (ou mandantes) espalhados pelos portões e muros.

O Estádio Municipal Pedro Marin Berbel é bastante imponente e mais uma grata surpresa. Tudo muito bem cuidado e muito bonito. Taí a Mari na bilheteria!

Vamos dar uma olhada lá dentro!

O “Pedrão” tem capacidade para mais de 10 mil pessoas.

O Estádio tem uma vasta arquibancada.

O campo foi inaugurado em 3 de junho de 1983, em uma partida entre o Bandeirante e o Botafogo de Ribeirão Preto. O time visitante venceu por 2 a 1.

O terreno foi doado pela prefeitura e originalmente, se chamaria “Estádio Municipal de Birigui”, porém, em 1981 o prefeito Pedro Marin Berbel, que estava no poder na épóca da sua construção, ganhou sua homenagem.

Sem dúvida, ficamos com muita vontade de voltar para assistir um jogo no “Pedrão”!

Outra grata surpresa foi ter encontrado nada menos do que o próprio presidente do clube, Celso Luiz Aguiar, que estava por ali, andando pelas arquibancadas, fazendo planos e sonhando com o melhor futuro do time.

Ali acima, as cabines para as equipes de jornalismo.

Olha o banco de reservas ali!

Outra coisa que tem ganho importância e tem sido cada vez mais respeitado nos estádios: a área para cadeirantes. Bacana a iniciativa!

Olha que legal essa vista que mostra o arco das arquibancadas. Dá pra ver como é grande o estádio!

Fiz uma foto panorâmica também, olha só:

O que deu tristeza foi ter que ir embora sabendo que no dia seguinte, teríamos um jogão entre o BEC e o Tanabi, ali no Pedrão…

Hora de ir embora. Mas antes de deixar a cidade, temos mais uma missão. Como dissemos, o “Pedrão” foi construído na década de 80, então, onde o Bandeirante mandava seus jogos antes?

No Estádio Roberto Clark! E aí está ele!

A boa notícia é que o campo continua lá…

A má é que o clube não tem verba para conseguir fazer a manutenção adequada.

Olha a bilheteria aí:

Vamos tentar entrar e dar uma olhada? Hmmm… Problemas, o portão está trancado com cadeado…

Mari, mas e aquele buraco na grade? Vamos tentar?

Ok… Imagens tristes para quem ama o futebol e sua história. Tem uma cerca “fechando” o acesso à arquibancada.

O gramado até está bem cuidado.

Mas a arquibancada, que já recebeu tantos torcedores…

Fizemos um vídeo lá dentro, mas acabou não dando certo, então fizemos um novo, numa versão “em movimento”, olha aí:

Não vamos ser levianos de criticar a gestão do clube pelo atual estado do Estádio Roberto Clark, sabemos que não é fácil, nem barato cuidar de um campo, mas que seria legal alguma acão, de repente até com o envolvimento da torcida, nem que seja pra dar uma capinada no mato…

Fomos embora, admirando o bonito horizonte da cidade (a foto abaixo mostra o horizonte de Araçatuba), felizes por conhecermos mais dois estádios, tão importantes para a história do futebol no Brasil.

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Não faça como o Ricardo, lá de Birigui, fez com seu amor…

Estádios do Oeste Paulista: 3- Penápolis

A próxima parada estava perto de Lins! Andamos poucos minutos e logo conhecemos a bonita cidade de Penápolis.

Ainda é possível encontrar muitas obras de arquitetura que lembram o passado da cidade.

Nosso destino era o Estádio Municipal Tenente Carriço onde o C.A. Penapolense manda seus jogos.

O “Tenentão” fica localizado num endereço fácil de lembrar:

Não tinha ninguém ali na frente pra tirar uma foto de nós dois, então… fizemos duas fotos, afinal, uma lembrança em frente o Tenentão é algo que ninguém quer perder!

A cidade de Penápolis e em especial o entorno do estádio é bastante tranquilo, ainda mais num feriado…

Reparou na placa em frente o Estádio? Ela eterniza a entrada do estádio em 1956, e o time vencedor do Campeonato Paulista da 2a divisão em 1974.

Mas, deixemos de enrolação e entremos em mais um templo do futebol!

Já do lado de dentro é possível ver o sonho que se tornou realidade e com certeza superou a expectativa de muita gente. O C.A. Penapolense fez bonito na série A1-2013!

E vamos pro gol!

Se o time surpreendeu pelos resultados, o Estádio Tenente Carriço também surpreende pela organização e cuidados.

As arquibancadas e o gramado muito bem cuidados mostra que a cidade levou a sério a ida para a primeira divisão.

O Estádio Municipal Tenente Carriço tem capacidade para 15.000 pessoas.

Olha que coisa simples de se fazer, mas que ajuda a dar uma cara bacana pro campo!

O orgulho do time está pintado em todos os lugares possíveis!

O estádio foi inaugurado em 1928, em um jogo entre o time da casa e o Palmeiras.

Olha a parte destinada à torcida visitante:

Esperamos que a torcida mantenha seu apoio nas próximas competições, lembrando que ainda este ano, o time disputa a série D do Brasileiro (aliás, está no mesmo grupo do meu Santo André).

Ali ao fundo, um prédio quebra a beleza do horizonte e lembra que o crescimento da cidade é inevitável.

Para o amigo Anderson, de Curitiba, que curte ônibus dos times, eu consegui uma foto da Van do time, serve?

Parabéns pelo belo estádio!

Pra nós, era hora de pegar a saída e dar sequência à viagem, com próxima parada em Birigui!

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Estádios do Oeste Paulista: 1- Marília

Nossa primeira parada foi a cidade de Marília, onde passamos a noite após várias horas de viagem.
A dica de um lugar legal pra comer é a pizzaria Buga, onde jantamos um belo rodízio de pizza e massa. O endereço é Rua Bandeirantes, 284 e o telefone é (14) 3413-7333…

Aproveitamos a visita para reencontrar uma família muito especial, amigos há mais de 15 anos.

Abraços à Fernanda, Benê e Nilda, e parabéns por terem guardado tantas recordações da história do Marília Atlético Clube, e menção especial ao Benê que defendeu as cores do MAC no fim dos anos 70.

Olha só um dos materiais históricos que o Benê guarda do MAC:

Outro detalhe bacana da cidade é a vocação para indústria alimentícia.
Além da conhecida Marilan, os tradicionais salgadinhos Dori tem sua fábrica na cidade.

Eu não sabia, mas Marília é um foco de estudos de Paleontologia.
Tem até um museu na cidade dedicado aos dinossauros.

Assim como boa parte das cidades da região, Marília é cortada pela ferrovia, mas infelizmente o transporte sobre trilhos não tem sido utilizado mais…

Após passear um pouco pela cidade, fomos finalmente conhecer o Estádio Municipal Bento de Abreu Sampaio Vidal, o “Abreuzão”.

O estádio fica bem no centro da cidade, na Avenida Vicente Ferreira.

O nome do estádio é uma homenagem a um dos fundadores da cidade.

O Abreuzão foi inaugurado em 1967 e foi palco de grandes momentos da história do futebol local. Vamos conhecer a casa do MAC:

Como dá pra ver, o estádio tem uma diferença muito bacana, ele possui não apenas um, mas dois setores cobertos, além de outros dois lances de arquibancadas descobertas, que circulam o campo todo.

Aqui dá pra ver os dois lados cobertos e a Mari ali no meio hehehehe!

Sua capacidade máxima é de 19.800 pessoas.

A inauguração do estádio foi em 1967, e já no ano seguinte, ganhou seu sistema de iluminação.
O engraçado é que ninguém sabe dizer qual foi a primeira partida disputada no estádio…
Alguém arrisca um palpite?

Pra fechar o passeio com chave de ouro, uma rápida passagem na loja oficial do time!

A entrada da loja está repleta de fotos de times históricos!

Aliás, por que ninguém mais faz fotos de times assim, em ângulos diferentes e bacanas?

Esse é o time de 1984:

Hora de um último olhar ao estádio e seguir caminho.

Última foto, em frente à bilheteria…

E vamos para Lins, enquanto tentamos entender a arquitetura das arquibancadas do MAC!

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Em busca do Estádio Perdido em Joinville

E numa dessas idas e vindas até Florianópolis, para visitar meu irmão, a gente passou pela bonita Joinville para conhecer o estádio do Joinville Esporte Clube (clique aqui para conhecer a história do time) e, claro, conhecer a cidade!

Como já deu pra perceber pelas fotos acima, Joinville possui forte influência da cultura alemã.

E, assim como os alemães, o povo de Joinville também ama futebol. E lá fomos nós para o estádio, mas… Antes de adentrarmos o campo, demos uma passada na “Toca do Coelho”.

A Toca do Coelho é a loja oficial do Joinville, onde estão expostos vários produtos a venda , e também algumas raridades, funcionando quase como um museu do time.

Muitas fotos históricas decoram a loja, vale a pena prestar atenção.

A fachada da loja não podia ser outra… um gol!

Mas, deixemos a loja do Joinville pra lá e vamos adentrar à Arena Joinville!

A Arena Joinville é uma arena multiuso e é atualmente o maior estádio de futebol de Santa Catarina. O Estádio está localizado no bairro Bucarein, com um design inspirado em arenas européias, como a Amsterdam Arena.

O estádio foi inaugurado em 2004, na partida entre Joinville e Seleção Masters, com a capacidade para cerca de 15 mil torcedores.

Em 2007, a capacidade foi ampliada para 23 mil pessoas.

Mas a Mari teve até que sentar ao saber que o Estádio ainda vai receber nova ampliação, até poder receber 30 mil torcedores, contando ainda com lojas, praça de alimentação, estacionamento e demais setores característicos de uma arena.

Nesses quase 10 anos de história, o público recorde do estádio foi de 20.000 pessoas, em 2011, na partida Joinville 4 x 0 CRB. Até achei que no jogo contra o Santos, pela Copa do Brasil 2013.

Tem uma boa parte do estádio coberta!

Pudemos adentrar no campo e sentir um pouco do clima do Estádio. Aliás, não havia viva alma no campo.

Olhar as arquibancadas de dentro do campo é sempre uma sensação única!

Fora que ser fotografado dentro do campo acaba mexendo com meus sonhos e a imagem de disputar uma partida oficial, em um estádio lindo como esse.

Mas nem só de amor vive a relação entre time e torcida. Naquele ano, o Joinville estava numa fase ruim, principalmente no estadual, por isso, a série C era obrigação… Vale lembrar que atualmente o time disputa a série A do Brasileirão.

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Conhecendo o Atlético Mogi na série B do Paulista!

Sábado, 18 de maio de 2013.

A estrada aí acima é a Índio Tibiriça, responsável por ligar o ABC até a região leste do estado, passando por Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra. Nosso destino: Mogi das Cruzes, onde vamos conhecer o Clube Atlético Mogi, time que nunca vimos ao vivo.

O jogo que fomos acompanhar é mais um embate válido pela série B do Campeonato Paulista, o quarto nível do futebol estadual (abaixo das séries A1, A2 e A3).

O Clube Atlético Mogi enfrentou o Jacareí Atlético Clube, time que representa a cidade de Jacareí, fundado em 1980, também conhecido como Jacaré ou Tricolor do Vale, ou simplesmente “JAC”.

O jogo foi realizado no Estádio Municipal Francisco Ribeiro Nogueira, o “Nogueirão”, onde normalmente ocorrem as competições oficiais da Federação Paulista de Futebol, além das partidas decisivas da Liga Municipal de Futebol.

O campo do Atlético Mogi fica na Vila Industrial, em um bairro bem tranquilo.

Pra quem quer chegar ao estádio, taí uma informação que eu sempre acho difícil: o endereço do campo. Anote aí e confira na placa: Rua Professora Ana Maria Bernardes, s/nº – Vila Industrial – Mogi das Cruzes. O telefone do estádio é 4791-0360.

E lá vamos nós a mais uma bilheteria!

Os ingressos estão seguindo a “Tabela da Federação”: R$ 10, a inteira e R$ 5 a meia.

Como sempre, fizemos questão de pagar nossos ingressos!

O estádio do Atlético é bastante recente, inaugurado na década de 90 e tem capacidade para cerca de 10 mil pessoas.

É dia de ver a bandeira da cidade e do clube hasteadas!

O time, fundado em 2004, com o nome de Mogi das Cruzes Futebol Ltda., não pôde disputar o campeonato naquele ano, porque a Federação Paulista de Futebol não permitia que clubes da mesma cidade entrassem em competições profissionais, e Mogi das Cruzes já contava com o União Mogi.
Em 2009, o time mudou seu nome para Clube Atlético Mogi das Cruzes.

Como o União era vermelho, o Atlético adotou o azul em seu uniforme, como podemos ver na camisa do Cordeiro, uma das pessoas que conversamos por lá:

Além de conhecer um novo time, pisávamos pela primeira vez no Estádio “Nogueirão”.

O Estádio possui um setor coberto central, onde a maior parte dos torcedores estavam, já que fazia uma tarde fria.

Ao fundo, pode se ver as montanhas, lembrando que em Mogi das Cruzes estão a Serra do Mar e a Serra do Itapety.

Na entrada, atrás do gol, outro lance de arquibancadas descobertas.

Em campo, duas equipes que colocavam a dedicação e raça na ponta da chuteira, como a maior parte dos times que disputam a segundona paulista.

Nas arquibancadas, um público apenas razoável. Mas, até que animado!

No capítulo “Guloseimas de estádio”, destaque para a barraquinha de pastel que atende o público dos jogos.

Em campo os times começaram quente e logo aos 5 minutos os visitantes fizeram 1×0.

Ducha fria nos ânimos do público local…

Mas antes da metade do primeiro tempo, o time local empatou em 1×1, para a festa da galera!

A torcida, embora pequena, ajudava a esquentar ainda mais o jogo.

Teve até cantoria!

Apoiado pelos torcedores, o time da casa apertou no final do primeiro tempo, tentando ir pro vestiário com o placar favorável. O treinador do Jacareí gritou e gesticulou bastante, pra ajudar o time a segurar o empate.

E conseguiu. Fim do primeiro tempo!

Tempo de registrar e oficializar nossa presença em mais um templo do futebol.

Olha os reservas saindo por ali…

É sempre muito gratificante poder conhecer de perto um estádio, principalmente em dias de jogos. Sabemos como é difícil manter um time disputando as competições oficias da Federação.

O segundo tempo chegou com más notícias para o time local, o Jacareí fez seu segundo gol.

E na base do tudo ou nada, o Atlético Mogi levaria ainda o terceiro e derradeiro gol, que fecharia o placar em 3×1 para os vistantes.

Mas, o placar era o menos importante numa tarde em que mais uma vez registrávamos um clube para a história.

É triste ver a maior parte das arquibancadas ainda vazias, sabendo que Mogi das Cruzes é uma cidade tão populosa, mas ainda vai chegar o dia em que as pessoas vão valorizar o time da cidade, independente de resultados ou divisões.

Já era hora de ir embora, por isso uma última olhada no estádio…

Para casa, agora, Mau…

Depois do jogo ainda deu pra dar um role pela cidade!

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156- Camisa do ABC de Natal

A 156ª camisa de futebol vem em dose dupla!

Duas camisas de um time que defende as cores de uma cidade linda: Natal!

Para quem nunca visitou a cidade e a região, eu recomendo…
Lá está o maior cajueiro do mundo!

E não deixe de fazer um rolê de buggy, para conhecer as dunas e locais incríveis.
Levei até minha camisa do Votoraty pra passear…

Ambas camisas foram presentes.
Uma de um leitor que reconheceu a gente lá na praia e outra do José, um colecionador de camisas que é garçon lá na Pizzaria Cipó Brasil, se liga no lugar:

Como já deu pra perceber, falamos do time da torcida alvinegra da cidade: o ABC Futebol Clube.

As quatro estrelas no canto superior representam os campeonatos conquistados no ano de 1954 e a estrela maior no canto inferior direito simboliza o campeonato no ano do sesquicentenário da Independência do Brasil. A estrela dourada sobre o escudo simboliza o título brasileiro da Série C conquistado em 2010.

O ABC Futebol Clube foi fundado em 1915, no bairro da Ribeira, lá em Natal. Esse foi o seu primeiro uniforme:

O nome do time me agrada muito, não só por ser o mesmo da região em que vivo, mas principalmente por ser uma homenagem ao pacto de amizade fraternal, assinado por Argentina, Brasil e Chile. O time é chamado também de “O Mais Querido”, alguns atribuem o apelido pelo fato do time ser o time com o maior número e conquistas estaduais.

Embora apenas em 1927, o clube tenha sido reconhecido oficialmente, já em 1915, o ABC goleou por 4×1 aquele que seria seu maior rival, o América, num campo improvisado.

Durante a década de 30, o time faria história ao conquistar o decacampeonato estadual, entre 1932 e 1941. Esse é o time de 1941:

Dá pra imaginar? 10 vezes campeão seguido!

Mas o ABC entrou de vez para a história nacional do futebol  em 1959 ao disputar a primeira versão do Campeonato Brasileiro: a Taça Brasil.

O time ainda disputaria outras seis edições da competição até 1968.

A década de 70 começou com um tetracampeonato, conquistado de 1970 a 1973.

Este é o time de 1973:

Porém, em 1972, o ABC foi punido pela então CBD (Confederação Brasileira de Desportos) com dois anos de suspensão por inscrição irregular de dois jogadores. Como o time não poderia atuar, decidiu partir em excursão ao exterior, atuando contra clubes e seleções. Foram 24 jogos, com 7 vitórias, 12 empates e 5 derrotas.

Os anos 80 trouxeram novos títulos ao ABC, como os estaduais de 1983 e 1984. Aqui, parte do elenco do time do início dos anos 80:

E aqui, o time de 1983:

Os anos 90, trouxeram mais conquistas, em 1990, 93, 94, 95, 97, 98, e 99. Esse é o time de 1990:

Os anos 2000 também não foram diferentes, estaduais em 2000, 2005, 2007 e 2008. Aqui, o time do ano 2000:

Esse, o time de 2005:



O time ainda levaria o bicampeonato 2007 / 08 com o time abaixo:

A “década de 10” (estranho falar assim né?) já trouxe os títulos de 2010 e 2011.
Aqui o título de 2011:

Um dos principais aliados do time é sua torcida!

E se tem uma forte torcida, precisamos de um estádio importante e o “Maria Lamas Farache”, ou simplesmente o “Frasqueirão“, inaugurado em 2006, representa tudo isso. A casa de uma torcida apaixonada.

Estivemos por lá em 2010! (veja aqui como foi) e deu pra conhecer bem o Frasqueirão!

O Frasqueirão presenciou o acesso do clube à série B do Campeonato Brasileiro, com o time abaixo:

Se eu fosse torcedor do ABC, só ia ficar nesse lugar, no estádio:

O mascote do time é um elefante!

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Dor, alegria, lágrimas e catarse com o Santo André na Copa do Brasil 2013

1o de maio de 2013.
Dia do trabalhador, feriado para protestar e repensar a relação do homem com seu trabalho, com seus patrões.
E por quê não fazer isso no estádio?
Curtindo um mata mata de Copa do Brasil?

Olha aí a nossa torcida, em sua casa…

O “Esquerdinha” foi caracterizado como operário metalúrgico, e levou sua bicicleta toda estilizada para relembrar aqueles que tratavam o 1o de maio simplesmente como dia de festas.

A comunicação do time com sua torcida ainda é pequena, mas mais do que as faixas, a população da cidade se mobilizou e mais uma vez surpreendeu, indo em bom número ao Bruno José Daniel.

O jogo era bom, segunda fase da Copa do Brasil.
Pegue sua bandeira, sua camisa e vamos lá, torcedor Ramalhino!

Até fila pra entrar teve….

Já dentro do estádio, o público se mostrava confiante no time, mesmo sabendo dos limites do time atual.
Pra quem nunca foi a um jogo do Santo André, a experiência é cada vez mais “bairrista”, mais próxima e intimista. Todo mundo se conhece e, felizmente, se respeita.

Essa intimidade está até mesmo presente na relação com o time, que tem literalmente chegado cada vez mais perto da torcida.

Se fosse pra natureza escolher um dos times, o céu escolheu o seu. Esse era o céu daquela tarde:

O Ramalhão posou pra foto com cara séria. O time sabe dos seus limites, mas tem colocado a raça como sua maior arma. É tudo o que a gente pedia…

O reflexo nas arquibancadas está sendo percebido. Aqui, a rapaziada da Esquadrão Andreense cantando e apoiando!

Momento pra gente nunca esquecer. Os dois times perfilados, o Goiás é o primeiro time da série A a pisar no Brunão, este ano.

Aqui, o pessoal da Fúria Andreense, reunido e pronto pra gritar pelo Ramalhão.

Mas o estádio estava tomado por torcedores comuns, autônomos, livres para torcer do seu jeito, pelo time da sua cidade.

Em campo, o Santo André começou com tudo, indo pra cima e fazendo valer seu mando.

Mesmo jogando bem, confesso que o gol me surpreendeu… Abrir o placar deu um suspiro de esperança que há tempos não sentia.

O gol trouxe ainda mais alegria e ânimo à torcida!

E o Ramalhão seguiu no ataque! Parecia que novamente havíamos encontrado nosso rumo!

Porém, uma falta na entrada da área, tirou a alegria dos rostos ramalhinos… Walter (ele mesmo, o gordo…) empatou o jogo em 1×1.

A pancada doeu. Mas, mantivemos a fé…

O intervalo mostrou mais uma vez a presença do movimento contra o futebol moderno.

Ah, e esse jogo contou com a ilustre presença do amigo Edú, que ainda não conhecia o nosso estádio.

O segundo tempo veio ainda com a esperança e a alegria dominando a torcida.

Olhando de cima, o estádio mostrava-se ainda mais bonito, como há tempos eu não via…

Diferentes pessoas, diversas torcidas, mais uma vez o futebol como agente social de integração e união.

Durante o intervalo, a Fúria Andreense organizou um mosaico bacana com as cores do Ramalhão.

Mas nem todo o esforço do torcedor e do time foi capaz de segurar o resultado.
O Goiás virou o jogo. 2×1.

E depois, o golpe fatal. Santo André 1×3 Goiás.
Esse resultado eliminava o jogo de volta, em Goiânia. Mas quando tudo parecia perdido, o Ramalhão mostrou-se forte novamente e marcou o gol que forçou o jogo de volta. Lágrimas e comemoração de uma derrota, coisa que poucas vezes eu vi…

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O adeus a Albertinho

final-de-semana-071 Olha, não deixe para amanhã o que pode fazer hoje. Há pouco mais de 3 anos, em uma das minhas visitas à Paranapiacaba entrei em uma lanchonete para comprar um tic-tac pra Mari e reparei que as paredes do lugar estavam cheias de imagens do time do Santo André FC. Para minha surpresa, o dono da lanchonete era o “Albertinho“, jogador revelado no futebol amador de Santo André, com passagem pelo histórico time do Serrano, de Paranapiacaba e que acabaria jogando também pela Portuguesa. O site www.ramalhonautas.com.br traz a informação de que ele foi um dos primeiros jogadores do Santo André, estando presente no primeiro treino da equipe, em 14/01/1968. Participou do primeiro amistoso não oficial do Santo André (Santo André 3X1 Saad, 13/03/1968), da primeira partida oficial (Santo André 2X1 Santos, 08/04/1968), do primeiro amistoso internacional (Santo André 1×0 Seleção do Congo, 01/05/1968) e da partida inaugural do Estádio Bruno José Daniel (Santo André 0X4 Palmeiras, 14/12/1969), entre outras. De coração humilde e muito gente boa, Albertinho nunca se cansou de me contar histórias e aguentar a minha curiosidade de torcedor nas várias vezes que voltei à Vila de Paranapiacaba e à sua lanchonete. Sempre que eu saia de lá, me lembro de comentar: “Uma hora preciso voltar com mais calma e fazer uma entrevista legal com ele”. Neste feriado de primeiro de Maio, de 2013, voltei à Vila, ao campo do Clube Serrano e consequentemente à lanchonete, mas desta vez, fui recebido por dona Cida, a esposa de Albertinho, ou “Betinho”, como ela o trata. Betinho já não está entre nós… Passou dessa pra melhor. Joga no time dos sonhos, com tantos outros craques. Foi-se sem grandes homenagens, sem barulho, em dezembro de 2012. Deixa família e muitos amigos. Deixa ainda uma legião de fãs e admiradores de sua história, que sequer tiveram a chance de conhecê-lo… Vai em paz, Alberto e obrigado por tudo o que você fez pelo futebol e em especial pelo Santo André… Você fez parte de uma geração de lendas do futebol, cujos nomes, o tempo jamais apagará da história.

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