Rolê pelo velho continente 2014 – parte 2 (Berlin)

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Na segunda parte dedicada ao nosso role (na primeira falamos sobre alguns estádios de Barcelona, veja aqui como foi), agora foi a vez de reencontrarmos Berlin (já passamos por lá antes, veja aqui como foi).
Berlin é uma cidade que remete aos livros de história, não tem jeito.
Tanta coisa se passou com este país, que as vezes fica difícil acreditar, por isso visitar a cidade é rever tudo aquilo que aprendemos na teoria.

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O muro de Berlin, ou melhor, o que sobrou dele, ajuda a manter vivo um período em que a guerra fria chegou ao seu extremo.

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Outro lugar incrível pra se entender um pouco da história é o Museu da Alemanha Oriental, que permite aos visitantes interagir com a cultura do lado oriental do país durante a guerra fria (de lata de feijão e roupas que eram utilizadas pelas pessoas até a possibilidade de dirigir um simulador pelas ruas, naquela época).
O site deles é www.ddr-museum.de/en.

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Também não dá pra esquecer do que aconteceu na segunda guerra. Existem muitos museus e lugares como o Memorial aos judeus assassinados (dá pra ver que tava frio, né?):

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Pra quem gosta de pechinchas, a Mari descolou um “Mercado de Pulgas” (Flohmarkt) que acontece aos domingos no Mauerpark com um monte de atrações bacanas. Aproveitei pra comprar uns cds usados do Die Toten Hosen por um ótimo preço. Aqui dá pra ver um pouco mais sobre o Flohmarkt: www.mauerparkmarkt.de.

Flohmarkt

Falando em cd´s e música, Berlin tem ainda uma forte cena punk, muitos deles ainda podem ser vistos pelas ruas da cidade, ou nos shows que acontecem frequentemente.

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Mas infelizmente os Squats (prédios abandonados que são ocupados pelos punks e transformados em centros culturais e moradia) começaram a ser derrubados ou desativados pela polícia e pelo governo, esse fica no bairro Mitte e fechou no ano passado.

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Berlin conta ainda com um incrível Museu dos Ramones! O lugar é pequeno, mas é muito bacana e guarda vários ítens relacionados à banda e tem um café a preços honestos. Quer saber mais, acesse: www.ramonesmuseum.com/

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Mas para se entender um pouco da história do punk em Berlin, é necessário visitar o distrito de Kreuzberg.

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É ali que está a Core Tex, uma loja e gravadora punk que fica em um ex-squat.
Criada em 1988, a Core Tex ainda organiza uma série de shows, incluindo o festival anual “myFest”. Maiores informações, acesse: www.coretexrecords.com

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Outro lugar (quase em frente da Core Tex) é o SO36 , um lugar onde rolam os shows mais bacanas, tipo um CBGB alemão. Maiores informações em www.so36.de

E a rua Oranienstrasse (onde ficam a Core Tex e o SO36) mostra porque é mesmo parada obrigatória para quem curte cultura alternativa. Olha essa loja especializada em material do St Pauli:

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Outra coisa que nos marcou, foi que pela primeira vez, estivemos em um Campo de Concentração, e embora seja ruim a simples sensação de estar lá, valeu pela reflexão e aprendizado.

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Trata-se de Sachsenhausen, local onde funcionou o primeiro campo de concentração nazista (de 1936 até 1945) para confinar ou liquidar em massa opositores políticos, judeus, ciganos, homossexuais, Testemunhas de Jeová, e, posteriormente, milhares de prisioneiros de guerra.

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Sim, o clima é pesado. É angustiante saber que ali morreram e foram torturados milhares de pessoas de diferentes países.

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Então por que adentrar num lugar desses? Primeiro para não esquecer e consequentemente não deixar se repetir. Segundo, porque faz parte da história do mundo e não somente da Alemanha.

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Sachsenhausen fica na cidade de Oranienburg, em Brandemburgo. O lugar fica a poucos quilometros de Berlin, dá pra ir de trem. É uma visita que eu recomendo para quem for para Berlin.

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Tem cara de cenário de filme de terror, não tem?

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Hora de ir embora…

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Mas, no caminho de volta conversando com um morador local, descobrimos que a cidade sedia um time que eu não conhecia, o Oranienburguer FC.

distintivo do Oranienburger FC

O time manda seus jogos ali pertinho no Estádio que tem um nome bastante propício para o local: Arena da tolerância.

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Oranienburger FC 1

O time surgiu em 1901 como Oranienburger Football Club Orange e passou por diversas mudanças de nome e de administração. A principal delas, em 2003, fez surgir o Oranienburger FC Eintracht 1901 que é o atual nome do time que conquistou na temporada 2012/13 o acesso para a liga Brandenburgo.

Oranienburger FC

Dê uma olhada em algumas fotos do site oficial (www.oranienburger-fc.de).

Antes que você se pergunte “Conseguiu alguma nova camisa pra coleção?” tenho que ressaltar que as camisas de times de futebol são muito caras, e por isso comprei apenas alguns cachecóis de recordação, como esse do BFC Dynamo (Berlin Clube de Futebol Dynamo), time fundado em 1966 e que conquistou dez títulos nacionais consecutivos entre 1979 e 1988 na Alemanha Oriental.

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Outro time local é o Hertha Berlin, que possui várias lojas espalhadas pela cidade.

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Enfim… esse foi um pouco do nosso role misturando cultura, punk e futebol por Berlin…

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De Berlin fomos para Varsóvia, e aí já é tempo de uma nova história…

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O dia em que o Easton Cowboys conheceu o Ramalhão

Em 2009, o Santo André disputou a série A do Campeonato Brasileiro.
Por coincidência, a equipe Easton Cowboys and Cowgirls esteve em turnê pelo Brasil para disputar uma série de amistosos.
E assim, conseguimos levar os ingleses ao Estádio Bruno José Daniel para acompanhar Santo André x Flamengo.

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O Easton é uma equipe de futebol (entre outros esportes) criada em 1992, em Bristol, Londres.
O site deles é http://eastoncowboys.org.uk .

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Em busca do Estádio Perdido em Pederneiras

Pra quem gosta de estádios escondidos, taí um que a gente achou e que pouca gente conhece ou já ouviu falar.
Fica na bonita e simpática cidade de Pederneiras, ali numa saída da estrada que liga Bauru a Jaú.

Trata-se do Estádio Antonio Ruiz Romero, projetado por Wilson Ruiz Fernandes e pelos engenheiros João Silveira Filho e Celso Antonio Rugai, inaugurado em 24 de abril de 1955.

A cidade nunca teve um time nas disputas profissionais, e o estádio servia aos campeonatos amadores para times como a Associação Atlética Pederneiras:

Aqui, o time de 1946:

Veja a matéria da Gazeta Esportiva, sobre o bom momento no Campeonato do Interior de 1955, um ano mágico que já tinha visto a inauguração do estádio:

Mas a AA Pederneiras havia nascido muito antes, em 25 de dezembro de 1933 e disputou por muitos anos o Campeonato Amador do Estado, sagrando-se campeão do seu setor em 1956.

O Estádio Antonio Ruiz Romero foi construído para substituir o antigo estádio da cidade.
O antigo estádio da rua 15 de Novembro era chamado de Dr. Joaquim Cortegoso, desde 1941 e acabou incorporado a uma importante indústria cerâmica, que em troca doou recursos para a construção de um novo estádio, o Estádio Antonio Ruiz Romero.

Na inauguração do Estádio aconteceu a partida entre a seleção dos Veteranos Paulistas, da Federação Paulista de Futebol e a equipe da Associação Atlética Pederneiras.

Outros times da cidade que também utilizara o estádio: Corinthians Pederneiras Futebol Clube, Ford Futebol Clube, Esporte Clube Comercial e Paulista Futebol Clube.

Aqui, um detalhe que eu acho muito bacana dos estádios do interior, a bilheteria com as grades formando o brasão do time!

Não foi fácil fotografar o estádio, uma vez que o mesmo estava fechado…

Mas, no fim das contas, terminamos mais uma visita… em paz!

Uma olhadinha final nas arquibancadas que foram a casa de tantos torcedores locais…

Detalhe do muro de tijolinhos, muito bem cuidado.

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Sobre o futebol em Barcelona

Para quebrar um pouco a regra, que normalmente guia nossos passos, de apenas visitar estádios de times que a mídia acaba deixando de lado, segue um breve relato do que foi nosso rolê pelo Camp Nou, onde nada menos que o F.C. Barcelona, manda seus jogos.

Continuar lendo Sobre o futebol em Barcelona

168- Camisa do Meninos de São Bernardo

A 145ª camisa de futebol do blog é aqui do meu Grande ABC, mais precisamente de São Bernardo, cidade que atualmente conta com 2 clubes profissionais (o São Bernardo F.C. e o E.C. São Bernardo), e até 2011 ainda tinha o Palestra São Bernardo na ativa.

Continuar lendo 168- Camisa do Meninos de São Bernardo

XV de Jaú Emoção e Futebol!

21 de julho de 2013.
Última rodada da primeira fase da série B do Campeonato Paulista.
De muitos jogos decisivos, decidi acompanhar o XV de Jaú, jogando em casa contra o mítico Palmeirinha de Porto Ferreira!

E lá fui eu, pagando meu ingresso para adentrar no Zezinho Magalhães.

O jogo era um desafio teoricamente fácil para o XV. O Palmeirinha já não tinha chances de classificação e fez um campeonato bem ruim.

A torcida do XV acordou cedo e coloriu de verde e amarelo o Zezinho, buscando apoiar o time como possível. Nem bem entrei no estádio e o Palmerinha fez 1×0.

O XV iria empatar em um gol de falta, na jogada abaixo:

A torcida reagiu na hora! Festa em amarelo e verde!

Até bandeirão rolou na comemoração!

Ufa, 1×1. Começo quente do jogo.

O jogo não era dos melhores do ponto de vista técnico, mas a torcida estava na esperança do segundo gol.

Bom, para quem não conhece, esse é o Estádio Zezinho Magalhães:

O XV de Jaú contou com o apoio de suas organizadas. De um lado, a Galoucura e a Força Jovem.

Do outro lado do estádio, a Galunáticos:

E por todo o estádio, centenas de torcedores comuns, apaixonados pelo time da sua cidade!

Em campo, o XV seguiu atacando, mas…

Quem não faz, toma. O Palmerinha ignorou as estatísticas e fez 2×1.
Fez até chover…

A chuva e o segundo gol do time visitante foram um (ou dois) balde (s) de água fria na torcida do XV de Jaú.

O XV seguia levando perigo nas bolas paradas, mas o time não se encontrava e a torcida começava a temer pela eliminação precoce.

Pra piorar, a chuva aumentou, dificultando ainda mais a criação de jogadas…

Mais que isso, a chuva e o frio afastou o torcedor do campo…

As inúmeras árvores espalhadas pelo estádio serviram de abrigo…

Por alguns instantes parecia não haver ninguém no estádio. Nem no campo…

Mas, tudo nessa vida é passageiro, e tão de repente quanto chegou, a chuva foi embora, para a alegria da torcida do XV.

Aproveitei para dar um role pelo estádio e pude ver como está bonito e cuidado até nos menores detalhes.

Mas, o mais bacana foi olhar quanta gente tinha ido ao campo, na manhã de hoje!

Com o fim da chuva, aos poucos as pessoas foram voltando para a arquibancada e aumentando a pressão sob o adversário.

O primeiro tempo chegava ao fim.
Hora de conhecer um pouco da culinária do estádio!

Nota 10 para o churro do tio!

No intervalo, a ambulância do estádio teve que levar um jogador ao hospital e demorou a retornar, atrasando o reinício do jogo, dando me tempo para ler o informativo que recebi no início do jogo, mostrando as benfeitorias da atual diretoria para o estádio.

O jogo começava, mas ainda dava tempo para ouvir um pouco da torcida local.

O clima não era dos melhores. Quer dizer, o clima em si até era, o sol voltava a aparecer em meio às nuvens, mas a virada ainda parecia distante levando os torcedores ao desespero…

Mas, se até a chuva deu lugar ao sol, por que a tristeza não poderia dar lugar à felicidade?

Festa nas arquibancadas do Zezinho Magalhães… O XV empatou o jogo!

A partir daí, quem frequenta estádios sabe o que acontece.
O time pressionando, a torcida apoiando…
Tudo por um mísero gol que levaria o time à segunda fase do campeonato (em paralelo a esse jogo, o Pirassununguense vencia seu adversário por 5×0, e o empate do XV daria a vaga ao time de Pirassununga).

O estádio parecia um barril de pólvora pronto para explodir. E só tinha um jeito disso acontecer, com um gol do time local…

Explosão… Gol do XV!!!

Daí pra frente, a torcida mandou no jogo, segurando o resultado.

Até que enfim, o placar mostrou o XV na frente!

A classificação do XV estava a alguns minutos de se concretizar, um prêmio para os mais de 800 torcedores que foram ao campo para apoiar!

Mas ainda faltava o golpe final… Mais uma comemoração nas bancadas do Zezinho…

Chegamos ao placar final da partida…

Um dia cansativo, mas que valeu cada quilometro, cada clique, cada lance… Parabéns XV de Jaú e torcedores!!!

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Estádios Oeste Paulista: 13 – Regente Feijó

Seguindo na estrada, chegamos à cidade de Regente Feijó!

Nossa primeira parada foi em um restaurante em um posto de gasolina, pra almoçar!

Falando um pouco sobre a história da cidade, o surgimento de Regente Feijó teve como principal propulsor a Estrada de Ferro Sorocabana, que inaugurou sua estação em “Memória” (como o local era conhecido), em alusão ao ribeirão Memória, em 1919.

A fundação do município ocorreu em 1922, mas ainda é possível encontrar casas do começo do século passado.

Mas, o nosso objetivo era conhecer o Estádio Municipal Dr. Mário dos Reis e lá fomos nós…

Pode marcar aí, mais uma foto de bilheteria pra nossa coleção.

É ali que o Esporte Clube Regente Feijó, fundado na década de 40, mandava seus jogos.

Que tal uma olhada por dentro do estádio?

Vale citar que outros times chegaram a jogar ali, como o São Bento, formado por trabalhadores da Serraria São Bento, em sua maioria negros, numa época em que o racismo era ainda mais forte.

O Esporte Clube Regente Feijó participou duas vezes da Terceira Divisão, na década de 50, terminando em quarto e quinto lugares.

O Estádio tem capacidade para 1.500 lugares, e embora o time não dispute mais os campeonatos profissionais, o estádio está muito bem cuidado.

O gramado do campo e até o do entorno estão aparados e com ótima aparência.

Para quem apostava que estaria frio, olha só que belo dia pegamos por lá!

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Estádios do Oeste Paulista: 10, 11 e 12- Presidente Prudente

Ah, a estrada e suas surpresas… Lá estávamos nós em Presidente Prudente, conhecendo alguns pontos turísticos da cidade.

Aqui, é a Cidade da Criança, um parque bacana pra criançada e para aqueles que gostam de animais (ainda que alguns estivessem muito aprisionados).

Mas o parque também conta com uma população de animais livres, como os quatis.

Ao lado do parque existe um parque aquático bacana, mas estava fechado…

Uma bela lagoa, no meio do parque também ajuda a compor um local bem bacana!

Tem até uma turma de hipopótamos vivendo por lá (num espacinho tão pequeno…):

Aqui dá pra ter uma ideia do que é o parque!

Mas, vamos falar de futebol! A cidade já teve vários times disputando o profissional. O primeiro deles a Associação Prudentina de Esportes Atléticos, fundada em 1936.

Associação Prudentina de Esportes Atléticos - Presidente Prudente

A Prudentina é o time que mais deixou saudades no povo da cidade (foto abaixo da matéria da Globo).

Esse era o time de 1958, em matéria da Gazeta Esportiva:

Após uma subida meteórica da 3ª para a primeira divisão o time jogou a primeira divisão de 1962 a 1967.
Aqui, o time de 1964 prestes a enfrentar o Santos FC:

Prudentina 1964

O título da segundona de 61 foi muito comemorado na cidade!

Prudentina 1961
Prudentina 1961
Prudentina 1961
Prudentina 1961

O time mandava seus jogos no Estádio Félix Ribeiro Marcondes, com capacidade para 15 mil torcedores, inaugurado em 1946.

Estádio Félix Ribeiro Marcondes

Tinha uma arquitetura bem bacana, com uma arquibancada num nível acima do campo.

Estádio Felix MArcondes - Prudentina

Após seu rebaixamento, em 1967, desativou o departamento profissional e nunca mais retornou às disputas organizadas pela Federação Paulista de Futebol.
Com a desativação do profissional, o estádio foi demolido em 1970, para a expansão social da APEA.

Sede Social da Associação Prudentina de Esportes Atléticos

Mas Presidente Prudente é conhecida por possuir um outro estádio diferenciado: o Estádio Paulo Constantino, outrora chamado de Estádio Eduardo José Farah, o “Prudentão”.

Uma olhada no entorno:

O nome original do estádio é “Estádio Paulo Constantino“, popularmente conhecido como “Prudentão“.

O Estádio foi inaugurado em 12 de outubro de 1982, com a partida entre Santos e o Corinthians de Presidente Prudente, com vitória do time santista por 1×0, frente a 20.240 torcedores.

O Esporte Clube Corinthians de Presidente Prudente foi fundado em 8 de fevereiro de 1945 e era carinhosamente chamado de Cortinthinhas.

EC Corinthians de Presidente Prudente

O mais legal da história do Corinthians é que os fundadores criaram o time com a exigência de que eles jogassem, sendo que um deles (o senhor Gushiken) era cego do olho esquerdo.

A partir de 48 o Corinthians de Presidente Prudente passou a disputar o Campeonato Profissional. No site ICFUT encontrei uma foto do time:

Cortinhians Presidente Prudente 1948

Mas, antes de jogar do Prudentão, o Corinthians mandou seus jogos no Estádio Parque São Jorge, na rua Siqueira Campos.
Se o nome do time era uma homenagem ao time da capital, o do campo não poderia ser diferente…
Mais uma foto do site ICFUT (vale lembrar que em 1956, mutirão da torcida construiu uma nova arquibancada aumentando para 10 mil lugares a capacidade do estádio):

Estádio Parque São Jorge - Coritnhiamns Presidnete Prudente

Em 1959, o Corinthinhas conquistaria a única vaga disponível para o acesso ao Campeonato Paulista de 1960, do qual foi rebaixado já no primeiro ano de disputa.
A partir daí, as atenções do futebol de Presidente Prudente voltaram-se à Prudentina.

A má fase do time, e a tentativa de conquistar a simpatia dos torcedores de Palmeiras, São Paulo e Santos em Presidente Prudente fez com que o Corinthians mudasse de nome em 1973.
Surgia o Presidente Prudente Esporte Clube, mas não conseguiu o apoio dos torcedores locais e retomaram o Esporte Clube Corinthians de Presidente Prudente, em 1975.

 Corinthians Presidente Prudente

Em 79 veio o melhor time já montado pelo Corinthians, mas infelizmente, nada de acesso.
O Parque São Jorge estava novamente lotado, mas em 1983, o terreno do Parque São Jorge foi vendido para a construção de um shopping center, o atual Prudente Parque Shopping e o time passou a jogar no Prudentão.

O Prudentão é o 9o maior estádio do Brasil, com capacidade para mais de 45 mil torcedores e por isso mesmo, já jogaram por lá Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Fluminense, Flamengo entre outros.

Nos anos 1990, o time fez apenas campanhas medianas na Série A-2 do Paulista, e acabou rebaixado para a Série A-3, sem recursos e jogadores sem pagamentos.

Mesmo assim, o time subiu em 1996 de volta para a A-2.

O time voltou à série A3 em 1999, e sequer pode disputar a B-1 de 2001, pelas dívidas com a FPF.
Era o fim do Corinthians de Presidente Prudente.

Em 2016, surge um time que homenageia o Corinthians utilizando seu nome na disputa da Taça Paulista de Futebol, competição organizada pela Liga de Futebol Paulista.

Infelizmente não conseguimos entrar no estádio, e só pudemos fotografar o lado de fora…

O estádio possui uma estrutura diferenciada até mesmo em comparação aos da capital, com estacionamento, vestiários, iluminação moderna, camarotes vip, entre outros. Mas claro que não poderia faltar a foto da bilheteria!

Na época da nossa visita, o Grêmio Esportivo Prudente mandava seus jogos neste estádio.

O Grêmio Prudente veio do Oeste Paulista, outro time da cidade, fundado em 2005.

Distintivo do Oeste Paulista Esporte Clube

O pessoal do Última Divisão conseguiu acompanhar o jogo do acesso para a série A3, em 2007! (Veja aqui como foi):

Torcida do Oeste Paulista EC

Jogando todo de laranja, logo o Oeste passou a ser chamado de a “Laranja Mecânica”.

Oeste Paulista EC campeão da série B

Ah, o estádio fica na Av. Pres. Juscelino Kubitschek.

Vale lembrar que a partir de 2012, o Oeste Paulista passou a se chamar de Grêmio Prudente e herdou do Grêmio Barueri, o acesso à primeira divisão paulista, chegando inclusive à semifinal de 2010, sendo batido pelo time do EC Santo André.

Grêmio Prudente 2010

Mas outros times também mandaram seus jogos por ali: o Prudentino FC, que teve vida curta (só disputou a série B de 2001).

Prudentino FC

Outro que usou o Prudentão como casa foi o Presidente Prudente F.C. .

Fundado em 1989, o Presidente Prudente F.C. também tem seu estádio, o Estádio da Vila Industrial, o “Palco das Estrelas” e fomos até lá conhecê-lo!

O estádio é o centro de treinamento do time e embora ainda não tenha arquibancadas, tem um ótimo espaço, para quem sabe no futuro, poder receber os jogos do time!

O legal é que por ser a casa do Presidente Prudente F.C. deu pra conhecer um pouco do dia a dia do time!

Até um pessoal do time estava por ali.

E o estádio fica numa região mais próxima do centro da cidade.

Neste belo gramado, em 2006, o clube estreou na Segunda Divisão, tendo se licenciado por algumas vezes até que em 2013 fez seu último ano (até então) do profissionalismo.

Já dá pra imaginar como seria ver um jogo ali, bem mais perto do campo!

Além de um campo principal, eles tem mais dois campos menores para os treinamentos.

Eu imagino que deva ser difícil para um time como o Presidente Prudente F.C. mandar seus jogos num estádio tão grande quanto o Prudentão, por ser muito grande e até “impessoal”,  por isso, quem sabe o estádio não vira uma realidade logo?

Hora de deixar a Vila Industrial e conhecer o último estádio da cidade! Última foto, com o sentimento de ter mais uma vez conhecido um estádio que merece estar na história!

A próxima parada é o Estádio Caetano Peretti!

O Estádio, fundado em 27 de outubro de 1968, foi o primeiro campo prudentino municipalizado. Dá uma olhada no entorno do campo:

Ali chegaram a ser disputadas partidas de diversos times da cidade, amadores e profissionais.
Em 1992, o estádio foi a casa do Corinthinhas durante toda a série A3

Em 2017, recebeu a final do Sub 20 da 2a divisão, onde o Oeste Paulista EC pegou a Itapirense. A foto abaixo é do site do Globo Esporte que faz uma bela retrospectiva do estádio (veja aqui como foi):

Estádio Caetano Peretti

Lá também tem a foto da inauguração após as reformas de 1980:

Estádio Caetano PEretti - Presidente Prudente

Recentemente, o estádio passou por uma série de melhorias, como por exemplo, um novo gramado e sistemas de irrigação.

A casa do atleta, que é um espaço de alojamento também recebeu melhorias.

Atualmente, o Estádio tem capacidade para 3.000 torcedores.

Aí eu e a Mari, em um estádio desse interior de São Paulo…

Incrível a qualidade dos gramados do interior!

A arquibancada também está muito bonita!

O Estádio guarda ainda uma cara de “clube”.

Tem até um documentário sobre o Estádio:

Pra terminar, se liga o que era um derbi prudentino entre a Prudentina e o Corinthians, em 1957:

Ufa!
3 estádios em Presidente Prudente. Hora de pegarmos a estrada!
Vamos contentes em ver que Presidente Prudente ainda mantém suas origens e seu amor ao futebol.

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Estádios do Oeste Paulista: 9- Osvaldo Cruz FC

A estrada parece não ter fim e sempre reserva coisas inusitadas.
O bar acima a gente achou no meio do caminho e me lembrou o “Empório de Secos e Molhados do Peruca”, o armazém do meu avô.
Até o senhor que atendia lá lembrava ele.
A estrada nos levou até a cidade de Osvaldo Cruz.

O nosso foco era o Estádio Municipal Breno Ribeiro do Val.

É lá que o Osvaldo Cruz Futebol Clube manda seus jogos.

Infelizmente, chegamos lá já no início da noite, o que prejudicou nossas fotos…

Pra nós, esse estádio é muito especial, pois foi onde nosso grande amigo Mário Jara encerrou sua carreira como jogador de futebol.

O Estádio Municipal Breno Ribeiro do Val é popularmente conhecido como “Brenão”, e tem capacidade para mais de 11 mil torcedores.

O estádio começou a ser construído em 1954, e naquela época, o servia aos times locais: “Bandeirantes Futebol Clube” e o “Califórnia Futebol Clube”, que iriam se fundir para a criação da “Associação Atlética Osvaldo Cruz”. Olha um pouco da parte interna do estádio:

Aliás, uma rápida olhada pra conhecer o campo!

Quem inaugurou o campo, contra a Associação Atlética Osvaldo Cruz foi o Palmeiras, que saiu vencedor por 8×1. O estádio passou a década de 80 praticamente abandonado, até 2004, quando foi fundado o Osvaldo Cruz Futebol Clube.

O estádio tem capacidade de 15.000 torcedores.

Ali, além do cartaz indicando o banheiro tem uma arquibancada, no escurinho do cinema…

Ao menos deu pra ver a bilheteria!

Com a noite dominando, decidimos parar um pouco e confesso que íamos embora um pouco desanimado, afinal, visitar o estádio a noite não é assim tão divertido…

Mesmo sentindo a mesma emoção que tivemos nos demais estádios, confesso que não estava satisfeito, já que não deu nem pra ver direito as arquibancadas…

E eis que o “algo mais” aparece. Quase indo embora, tivemos a oportunidade de conhecer alguns dos atletas do time deste ano! Tem até um mexicano no elenco!

Pô, agora sim, podemos ir pra casa, ou melhor pro hotel, lá em Presidente Prudente…

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