A A.A. Ferroviária e o futebol em Pindamonhangaba

Pindamonhangaba

Feriado de 12 de outubro de 2020.

Finalmente a chance de poder registrar um dos estádios mais legais do lado leste do estado de São Paulo: o Estádio Dr. Antonio Pinheiro Junior!

Estádio Dr. Antonio Pinheiro Junior - Pindamonhangaba

Se você não ligou o nome ao local, o Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior é a casa da Associação Atlética Ferroviária de Pindamonhangaba!

AA Ferroviária de Pindamonhangaba

Antes de falarmos sobre o futebol, vale informar que a cidade de Pindamonhangaba está situada na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, às margens do Km 99 da Rodovia Presidente Dutra (passou da hora de propor um novo nome pra essa estrada hein?), há pouco mais de 140 km da capital paulista.

Pindamonhangaba

O nome da cidade vem do tupi e significa “lugar onde se fazem anzóis” e serve de casa para  aproximadamente 170 mil pessoas.

Os registros de ocupação de Pindamonhangaba datam de 1643, mas oficializou-se 10 de julho de 1705 (dia de sua emancipação) como a data oficial da fundação da cidade.

A grande revolução começou em 18 de janeiro de 1877 quando foi inaugurada a Estrada de Ferro São Paulo – Rio de Janeiro, e em julho do mesmo ano, o trecho da estrada entre São Paulo e Cachoeira passou a funcionar.

Ferrovia - Pindamonhangaba

Em 1890, com a Proclamação da República, a estrada de ferro seria encampada pelo governo federal, passando, no ano seguinte, a denominar-se Estrada de Ferro Central do Brasil e logo a cidade ganhou sua própria estação, que permanece por lá…

Estação ferroviária de Pindamonhangaba

A cidade conseguiu aproveitar o ciclo do café no Brasil, transformando a cidade em um grande centro cafeeiro. Mas… com o fim da escravidão, não houve como sustentar a produção e a cultura cafeeira de Pindamonhangaba passa a diminuir até sumir em 1920, trazendo um momento de estagnação econômica. A arquitetura da época permanece por lá…

Pindamonhangaba
Pindamonhangaba
Pindamonhangaba

E foi da ferrovia que, em 12 de abril de 1930, surgiu o único time da cidade a disputar o Campeonato Paulista de Profissionais, com a união dos funcionários das ferrovias Campos do Jordão e Central do Brasil que passaram a jogar futebol nos cantos do terreno da Vila Nair (atual sede do INSS), como uma forma de lazer. Ali seria o primeiro campo da Ferroviária.

Alguns de seus distintivos na história:

AA Ferroviária de Pindamonhangaba

O time estreiou em competições oficiais (ainda que na época não fosse considerado “profissional”) disputando o Campeonato da Divisão do Interior da FPF em 1934, e teve a Ferroviária como campeã do grupo que contava com a AA Aparecidense, o Cachoeira FC, o Commercial FC, também de Pindamonhangaba, o Cruzeiro FC e o Teciguará FC.

Com o título, a Ferroviária obteve o direito de disputar o Campeonato Estadual da FPF, que nada mais era do que um mata mata contra o campeão da FPF, que naquele ano fora o CA Fiorentino (que nada mais era do que o Juventus).

Foram dois jogos, sendo a decisão na Rua Javari:

Campeonato Estadual FPF 1934

Em 1935 foi comprado um terreno ao lado das oficinas da “Estradinha” onde foi construído o novo estádio.

Em 1942, mais uma participação no Campeonato Paulista do Interior e a Ferroviária sagra-se campeã da 9a região!

Campeonato do inteiro - 1942

No mata mata, a Ferroviária acabou desclassificada ao perder por 5×3 pro Taubaté, fora de casa.

Em 1943, não conseguiu classificar-se às eliminatórias, jogando novamente a 9a região ao lado de:

Campeonato do Interior 1943

Em 1943, houve a estreia de 2 outros times de Pindamonhangaba, o Commercial Mombaça FC e o Curupatuba FC:

Commercial de Pindamonhangaba

Em 1944, mais uma vez disputa o Campeonato do Interior, e o título do grupo dessa vez vai pro Cruzeiro:

Campeonato do Interior 1944

Mais uma vez um time de Pindamonhangaba fez sua estreia no campeonato: o São Paulo FC!

São Paulo FC de Pindamonhangaba

Aqui, o time de 1951, que usava o distintivo original, bem próximo do tricolor da capital:

São Paulo FC de Pindamonhangaba de 1951

Em 1945, foi a vez do Frigorífico de Cruzeiro ser campeão da 9a região:

Campeonato do interior 1945

Ainda em 1945, uma retificação dos trilhos da Estrada de Ferro acabou passando exatamente no campo da Ferroviária, o que parecia ser o fim do time… Tanto que em 1946 nem disputou o Campeonato, apenas em 1947, o setor 2 da zona 1:

Campeonato do interior 1947

Destaque para mais um time de Pindamonhangaba que participou dessa edição do Campeonato do Interior: a AE Industrial!

Associação Esportiva Industrial de Pindamonhangaba

O time ainda seria campeão do Campeonato do Interior em 71 e 74.

Campeonato do Interior 1971 - AE Industrial de Pindamonhangaba campeão
Campeonato do Interior 1974

Aqui, o time no amador de 1983 (já usando o novo distintivo):

Associação Esportiva Industrial de Pindamonhangaba
AE Industrial 1983

A própria Central do Brasil ajudou o time a se reerguer e a Associação Atlética Ferroviária seguiu na disputava de torneios, amistosos e campeonatos amadores da cidade em seu campo novo, o atual Estádio, construído por meio de uma campanha popular.

AA Ferroviária de Pindamonhangaba
Ferroviária de Pindamonhangaba

O Estádio Dr. Pinheiro Júnior foi inaugurado oficialmente, em 1948, e alguns anos depois, a A.A. Ferroviária decide disputar o futebol profissional, e a partir de 1953, o time passa a jogar a Série A3 do Campeonato Paulista até 1957.

Esse foi o time que jogou a A3 de 1956:

Feroviária de Pindamonhangaba
Campeonato Paulista - Série A2 - 1958

Em 1958, o time jogou a série A2, mas fez uma campanha bem irregular, terminando em último no grupo azul.

Campeonato Paulista - Série A2 -1958

Em 1959, mais uma disputa do segundo nível do futebol profissional paulista, uma campanha um pouco melhor, mas ainda sem se classificar. Pra piorar, houve uma reformulação no estadual, o que provocou o rebaixamento da Ferroviária à série A3 novamente.

Campeonato Paulista - Série A2 - 1959
Campeonato Paulista - Série A2 - 1959

Esse foi o time que jogou a A2 de 1959:

AA Ferroviária 1959

Em 1960, voltou a jogar a A3, e esse foi o time daquele ano:

AA Ferroviária - 1960

Em 1961, faz sua última participação no futebol profissional, pela série A3. Algumas das partidas:

Campeonato Paulista Série A3 - 1961
Campeonato Paulista Série A3 1961

O clube estava enfrentando grandes dificuldades financeiras para se manter, e como o futebol exigia gastos que não estavam sendo recompensados com resultados mais expressivos, a diretoria encerrou as atividades do futebol profissional em 1962. Mas o time seguiu nas disputas amadoras, como esse time de 1970:

Pindamonhangaba ainda veria o Corinthians local, fundado em 1930, sagrar-se bicampeão do Campeonato do Interior (agora já sob o nome de “Amador do Estado”) em 1981 e 1982.

Coritnhians de Pindamonhangaba

Aqui, o poster do título de 81:

Corinthians FC de Pindamonhangaba 1981

E aqui, o time de 82:

Corinthians de Pindamonhangaba 1982

Essa é a entrada do seu campo, o “Estádio do Cardosão“:

Estádio do Cardosão - Corinthinas Pindamonhangaba

Pra saber mais sobre o futebol de Pindamonhangaba, não deixe de acessar o incrível trabalho do pessoal do “PindaFuteboldoPassado“.

Entretanto o clube segue de pé, tanto com sua belíssima sede social, quanto com o Estádio Dr. Antonio Pinheiro Junior.

Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba

Ele fica localizado na rua Dra. Isaura e de Tolêdo Silva, 45.

Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba
Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba
Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba

Mais uma bilheteria para a nossa coleção!

Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba

E graças a ajuda do pessoal do clube, em especial o Anderson e o Zé Carlos, foi possível conhecer o estádio por dentro.

Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba

Agradecimentos também para o Leandro Matos (Presidente da Diretoria Executiva) e
Júlio César Piorino (Vice-Presidente da Diretoria), por permitir a visita. Então, vamos lá?

Olha que bonita essa foto aérea do Portal R3:

AA Ferroviária de Pindamonhangaba

O nome do Estádio é homenagem ao médico Dr. Pinheiro Júnior, o “Dr Tinoco”, que foi um dos entusiastas na campanha pela construção do estádio, além de atender a muitos dos trabalhadores da ferrovia.

 Ferroviária Pindamonhangaba

E nós, em pleno 2020, 90 anos depois da fundação do time… Estamos aí!

Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba

O Estádio tem capacidade para cerca de 3 mil torcedores.

Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba

O campo segue muito bem cuidado, afinal o time ainda disputa competições amadoras. O gramado está muito bom!

Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba

Os bancos de reserva levam a gente numa volta ao passado!

Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba

Possui ainda arquibancadas cobertas em toda a lateral do campo:

Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba
Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba
Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba

Pra quem está nesta arquibancada, esse é o gol do lado esquerdo:

Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba

Aqui, o meio campo:

Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba

E esse o gol do lado direito:

Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba

E o que dizer do placar que já registrou tantos gols ?

Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba

Ao fundo, a cidade de Pindamonhangaba não fica parada e começa a se verticalizar.

Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba
Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba

Até um setor para a imprensa existe ali no meio das arquibancadas!

Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba

Mais do que uma pintura qualquer na parede, a força desse distintivo faz a gente sonhar com a volta do time e da cidade às competições da Federação…

Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba

Um último olhar antes de nos despedirmos de mais um templo do futebol do interior paulista!

Estádio Dr. Antonio Pinheiro Júnior - Ferroviária de Pindamonhangaba

E lá vamos nós, de volta à estrada… Antes, vale relembrar o time tri-campeão amador!

AA Ferroviária de Pindamonhangaba

Para os dados desse post utilizei basicamente o livro “Os esquecidos – Arquivo de Futebol Paulista” e o “História da 2ª Divisão no Futebol Paulista” do Julio Bovi Diogo e Rodolfo Pedro Stella Jr.

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O futebol em Rafard

Brasão de Rafard

26 de setembro de 2020.

Hora de conversarmos sobre Rafard, a cidade fundada em 1883 pelo bigodudo Júlio Henrique Raffard, de onde surgiu o seu nome.

Júlio Henrique Raffard

Assim como vários municípios brasileiros, a história de Rafard está diretamente ligada à cana de açúcar, graças ao engenho da Usina Sociéte de Sucréries Brésillenes, uma sociedade anônima que pertencia a alguns franceses e empregava quase 1700 pessoas (dos quais cerca de 1200 eram estrangeiros).

Société BrésilienneSucrerie

O povoado passou a ser chamado de “Villa do Henrique Raffard” e logo “Villa Raffard”.

Com a vila ganhando importância, passou a ser um Distrito de Capivari e em 1964 conseguiram a emancipação, tornando-se o atual município de Rafard, onde hoje vivem quase 10 mil pessoas.

A cidade fica na região da Grande Campinas, próxima também de Piracicaba e de acesso tanto via Rodovia Castelo Branco, quanto pelo sistema Anhanguera / Bandeirantes.

Rafard ainda tem grande dependência da Usina Raifard (que agora pertence à Raízen).

Estádio Usina Rafard

Passamos por ali no mesmo dia em que visitamos Salto pra registrar o Estádio da AA Avenida.

Rafard

O açúcar fez a cidade crescer e trouxe a estrada de feroo até Rafard, com a linha que ligava Itaici a Piracicab. O transporte de passageiros acabou em 1976 e os trens de carga continuaram trafegando até meados dos anos 1980. Por volta de 1990, os trilhos, já abandonados, foram retirados pela agora FEPASA.

A estação de Villa Rafard, inaugurada em 1884 para atender à Usina Rafard, ligando também dois ramais ferroviários de usinas locais.

Ainda existe uma lembrança da Estação Sorocabana com um trem da época gloriosa…

Estação Sorocabana Rafard

O futebol local movimentava a cidade e a região com vários times, entre eles, o Elite FC, fundado em 1928:

Elite FC - Rafard

Não encontrei muitas informações sobre o time, apenas algumas fotos, como essa de 1928, do ano de fundação do time:

Elite FC 1928

Aqui, o time de 1937:

Elite FC de Rafard - 1937

Aqui, o de 1942, que disputou a 15ª Região (a Piracicabana) do Campeonato Paulista do interior daquele ano, ao lado de outros 39 times:

Elite FC 1942

Outro time que disputou o Campeonato do Interior de 1942 foi o União Agrícola F.C. (Saltinho) formado nas fazendas do Engenho.

União Agrícola FC (Rafard)

Existia ainda o União Rafardense Futebol Clube.

União Rafardense Futebol Clube

Da união do Elite FC com o União Rafardense FC, em 8 de dezembro de 1943, para o desgosto dos mais radicais, que curtiam a rivalidade do derbi, surgia o Rafard Clube Atlético, o RCA!

Rafard Clube Atlético

O time deu sequência à tradição da cidade e disputou o Campeonato Paulista do Interior, em 1946.

Além do campeonato do interior, o “RCA“, o time teve a ajuda da Usina e se profissionalizou-se em 1954, disputando a Série A3 do Campeonato Paulista em 1954 e 1959.

O Rafard CA  mandava seus jogos no Estádio Usina, que ficava praticamente dentro da Usina Rafard e era inteiro murado, possuia alambrados entre a torcida e o campo, e a partir de 1956, passou a ser iluminado:

Iluminado o Estádio Usina Rafard

Encontrei algumas matérias falando sobre amistosos, como o de Maio de 1956, contra os cariocas do Olaria AC:

Rafard 0x9 Olaria

Outro carioca que “aterrissou” na estaçao ferrroviária da Vila Rafard foi o São Cristóvão:

Rafard x São Cristóvão

Em 1956, mais uma vez participou do Campeonato Amador do Interior, pelo Setor 36:

Campeonato Paulista do Interior 1956

Em 1957, novamente disputou o Campeonato Amador do Interior, e encontramos um resultado na Gazeta Esportiva:

Campeonato amador do Interior 1957

O RCA participou ainda de muitos campeonatos municipais (quando ainda pertencia a Capivari), como lembra essa partida de 7 de setembro de 1958, contra o AA Cillo:

Rafard Clube Atlético x AA CIllo

E esse flyer (cujo original pertence ao amigo André Stucchi), convidando a galera pro jogo?

Rafard x São Bernardo

Em 1958, mais uma edição do Campeonato Paulista do Interior, veja alguns dos jogos que consegui encontrar, pela primeira fase:

Campeonato Paulista do interior 1958

Aqui, um jogo contra o Santa Cruz, em 19 de setembro de 1958, pelo amador do estado:

Rafard x Santa Cruz

Aqui, o penúltimo jogo contra o SE Floresta (time da Fazenda Forte):

Rafard x Floresta

O time acabou sagrando-se campeão da Série Carlos Rolim, graças à vitória contra o Santa Alice, em 27 de outubro, de 1958.

Rafard CA campeão

Aqui, ainda em 1958, uma reportagem em homenagem aos 15 anos do Rafard Clube Atlético:

Rafard CA - 15 anos
Rafard CA - 15 anos

E esse é o time de 1959:

Rafard 1959

O Raffard Clube Atlético jogaria ainda a Quarta Divisão (a atual “Série B“) do Paulista em 1960, 1961 e 1963. Aqui a campanha de 1960:

Campeonato Paulista - 5a divisão - 1960
Campeonato Paulista - 5a divisão - 1960

O Rafard Clube Atlético jogava de com uma camisa com listras verticais paralelas nas cores do clube, como pode se ver nessa foto celebrando a conquista de mais uma taça!

Rafard celebrando

Por conta da emancipação, o seu maior rival era o Capivariano F.C da cidade de Capivari.

Capivariano FC

Aqui, outra imagem do time, no Estádio da Usina:

Rafard Clube Atlético
Rafard AC

Aqui, o time do Rafard em 1962, foto da Gazeta Esportiva, enviada pelo amigo André Stucchi:

Rafard Clube Atlético

E uma rara imagem do estádio inundado pela enchente em 1970.

Estádio Usina Rafard

Após a nossa visita, o amigo Túlio, do “O Semanário“, enviou algumas fotos bacanas também, olha só, essa do Estádio:

Estádio Usina Rafard - Rafard CA

E uma formação do time:

Rafard Clube Atlético - Rafard
Rafard Clube Atlético - Rafard

Aqui, o time juvenil:

Rafard Clube Atlético - Rafard

E até uma do time de futebol de salão.

Rafard Clube Atlético - Rafard

Atualmente, a área que recebia o estádio e suas proximidades seguem sob o controle da Usina.

Estádio Usina Rafard

Pra chegar até a área específica do Estádio, basta seguir o muro da Usina.

Estádio Usina Rafard

E se a sua imaginação foi boa, faça com que ela retire dali todo esse restolho de cana, e imagine que bem ali está o mítico estádio da Usina…

Estádio Usina Rafard

Era ali que o Rafard CA fazia a alegria de toda uma cidade…

Estádio Usina Rafard

E não, vc sequer pode chegar perto…

Estádio Usina Rafard

A Usina segue a todo vapor…

Estádio Usina Rafard
Estádio Usina Rafard

Fiz um pequeno vídeo dela, com a ajuda do amigo Lúcio!

Já há algum tempo ela foi adquirida pela Raízen.

Estádio Usina Rafard

Mas mantém algumas coisas de antigamente como essa pequena capela…

Estádio Usina Rafard

A cidade chegou a construir um novo estádio, municipal que tem sido utilizado pelo time vizinho do Capivariano.

Estádio Municipal Rafard

Fica aí o nosso registro do que um dia foi o Estádio da Usina, do poderoso Rafard Clube Atlético!

Estádio Usina Rafard

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O futebol profissional em Salto – Parte 2

ESSE POST SE COMPLETA COM O POST 1 SOBRE SALTO, CONFIRA AQUI!

26 de setembro de 2020.

Quase 6 anos depois de termos visitado Salto pela primeira vez, quando conhecemos a cidade e registramos o Estádios da Associação Saltense, além do que restou do clube social do Guarani Saltense, do Estádio Municipal Amadeu Mosca e do campo do XV de Novembro, voltamos à cidade para completar nossa missão.

Salto

A cidade foi fundada por Antônio Vieira Tavares, sobrinho do bandeirante caçador de índios Antônio Raposo Tavares. Em 1698, ele ergueu uma capela em louvor a Nossa Senhora do Monte Serrat, dando origem ao que viria se tornar a cidade de Salto.Em 1936, a capela foi reformada dando origem à Igreja Matriz.

Salto

Atualmente existe um Monumento à Nossa Senhora do Monte Serrat, que permite uma linda vista da cidade.

Salto

Acreditando na promessa de despoluição do rio Tietê, a cidade tem investido no turismo ecológico, com parques e até mesmo uma linda ponte pênsil.

Ponte Pensil - Salto

Essa construção histórica não só foi preservada como atualmente é ocupado pelo Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (CEUNSP).

Salto

Nosso objetivo estava próximo, seguindo um pouco a frente contornando a igreja, chegamos num declive: a rua 24 de outubro, que vai até o rio Tietê!

Salto - Rio Tiete

Pra entender o lugar que fomos conhecer, vale olhar essa imagem do Google Maps e ver que se trata realmente de uma ilha em meio ao rio Tietê.

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

O rio ainda não está limpo, mas já é bem diferente do que os paulistanos estão acostumados.

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Do outro lado (de onde ele vem), pode se ver ao fundo o prédio histórico que comentamos do CEUNSP.

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

E ao passar a ponte, chegamos à Ilha Grande, para enfim conhecer o Estádio Luiz Milanez.

O portão de entrada dá acesso ao estádio já na ilha.

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Aqui, a visão logo após o portão:

Ali, os pássaros já começam a habitar o leito do rio, talvez também acreditando em sua futura despoluição.

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

O Estádio Luiz Milanez é a casa da Associação Atlética Avenida.

A A.A. Avenida foi fundada em 1º de janeiro de 1945, com o nome em homenagem a uma antiga avenida que cruzava toda a cidade, e segundo a placa no campo, esta é a data considerada como a fundação do próprio Estádio Luiz Milanez.

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Olha que bacana o jogo de botão que um fã montou pra AA Avenida:

AA Avenida - futebol de botão

Antes do campo, você encontrará a sede social do Avenida.

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida
Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida
Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Mas, vamos enfim conhecer o campo e suas arquibancadas.

O Estádio já teve arquibancadas de alvenaria, mas segundo o pessoal do Avenida, elas foram levadas em uma inundação causada pela cheia do Tietê, em 1983. Aliás, olhando o rio tranquilo como ele estava hoje (em época de extrema seca), é difícil acreditar no potencial destrutivo que ele possui, mas … vale ver as imagens abaixo…

Rio Tiete - Salto

Essa é de 1983, e existem muitas outras no blog: Históra Salto.

Rio Tietê - Salto - enchente 1983

E esse ano, já teve uma inundação que virou notícia:

Mas vamos deixar todo esse aguaçeiro pra lá e dar uma olhada no campo:

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Aqui, o gol da esquerda, visto da arquibancada:

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Aqui, o gol da direita:

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Aqui, a arquibancada em madeira, como tanto se via pelo interior de São Paulo:

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida
Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida
Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Aqui, olhando do fundo para a entreada do estádio e da sede social:

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

E aqui, a vista pelo outro lado:

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Ao fundo do gol da esquerda, mais um pequeno lance de arquibancada, cuidada com todo esmero por aqueles que ainda amam o futebol local e a AA Avenida!

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Em 15 de maio de 1955, o time fez história ao se tornar o primeiro da cidade a disputar uma partida no Pacaembu contra o time de Cosmópolis (aliás, que time será esse? A Funilense??), e a equipe abaixo meteu logo uma goleada por 7×2:

AA Avenida no Pacaembú

Um registro histórico de um estádio que foi a casa da AA Avenida no Campeonato Paulista da série A3 em 1956, e a Série A2 de 1957 a 59.

Achei até o registro da Gazeta Esportiva de um amistoso contra o Corinthians de Santo André, disputado em 29 de abril de 1956:

AA Avenisa 5x1 Corinthians Santo André

Em 1956,jogou com a Portofelicense, o Guarani Saltense e a Ferroviária de Itú, ganhando 2 jogos, perdendo outros 2 e empatando 2, classificando para a fase seguinte, onde enfrentou a AA Saltense, o Elvira (Jacareí), o Aparecida, a Portofelicense e o Palmeiras de São João da Boa Vista, onde ganhou 3, empatou 6 e perdeu uma partida.

Em 1957, essa foi a tabela e a classificação da série A2:

Série A2 - 1957
Série A2 - 1957

Em 1957, ainda participou do Torneio Santos Dummont que tinha divulgação dos jogos na poderosa Gazeta Esportiva:

Torneio Santos Dummont

Aqui, a campanha da série A2, de 1958:

Série A2 de 1958
Série A2 de 1958

Esse é o time de 1958 (aliás, obrigado ao Valdir Líbero, por me passar essa e outras fotos, que ele pegou do livro História do Esporte Saltense, de autoria do jornalista Valter Lenzi:

AA Avenida - 1958

E em 1959 houve uma melhoria nos resultados, com destaque para duas goleadas seguidas contra a Mogiana (7×3!!!) e contra o Bandeirantes (5×1).

Série A2 - 1959
Série A2 - 1959

O time que fez essa campanha de 1959 é esse:

AA Avenida

Aqui, outra foto histórica do time também do final dos anos 50:

AA Avenida
AA Avenida

Voltando ao presente, as arquibancadas atuais não são as originais, porque segundo o pessoal que estava por lá, a enchente de 1983 levou as arquibancadas de alvenaria.

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

E fica aqui, meu agradecimento mais uma vez ao Lúcio que foi o companheiro de viagem 🙂

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

Um último olhar para o campo, sonhando com um improvável, mas nunca impossível retorno do futebol profissional à Ilha Grande…

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida
Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

As notícias recentes pelo menos mostram que existe uma esperança do retorno do futebol profissional a Salto (veja aqui, a notícia completa).

Salto volta ao futebol profissional

Ficamos por aqui. Até o próximo rolê!

Estádio Luiz Milanez - Ilha Grande - Associação Atlética Avenida

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Estádio do Náutico de Campinas, no Jardim Leonor

Recentemente escrevemos sobre o Estádio Cerecamp, a casa do EC Mogiana e, nos anos 80 do Gazeta e ao pesquisar, encontrei um vídeo incrível sobre essa história e por volta do minuto 3 do vídeo fiquei sabendo que o Gazeta de Campinas chegou a mandar seus jogos em outros dois estádios da cidade: o Campo do Náutico, no Jardim Leonor e o Campo do Souzas.

E, aproveitando a passagem pela cidade, decidi registrar um dos estádios citados, o Campo do Náutico, localizado até que próximo à Rodovia Anhanguera (pra quem quiser passar e dar uma rápida olhada).

Parque Esportivo Sarkis Salamane - Campo do Náutico -Rua Otoniel Mota, 728 – Jd Leonor - Campinas

O nome oficial do campo é Praça de Esportes Sarkis Salamene, e fica no Jardim Leonor.

Parque Esportivo Sarkis Salamane - Campo do Náutico -Rua Otoniel Mota, 728 – Jd Leonor - Campinas

Como o vídeo que me deu a referência era sobre o EC Mogiana, acabei me confundindo na hora de fazer o vídeo e dizendo que eles haviam jogado ali, mas na verdade, quem mandou algumas partidas nesse campo, foi o EC Gazeta de Campinas.

Escudo do EC Gazeta de Campinas

O lugar é muito bonito, parece um refúgio da natureza, tanto que fomos pegos de surpresa com a presença de micos nas árvores ao redor do campo:

Parque Esportivo Sarkis Salamane - Campo do Náutico -Rua Otoniel Mota, 728 – Jd Leonor - Campinas

Olhando do lado da arquibancada, esta é a visão do gol da direita:

Parque Esportivo Sarkis Salamane - Campo do Náutico -Rua Otoniel Mota, 728 – Jd Leonor - Campinas

O meio campo:

Parque Esportivo Sarkis Salamane - Campo do Náutico -Rua Otoniel Mota, 728 – Jd Leonor - Campinas

E o gol da esquerda:

Parque Esportivo Sarkis Salamane - Campo do Náutico -Rua Otoniel Mota, 728 – Jd Leonor - Campinas

Uma olhada lá do lado de baixo, vendo o gol e a arquibancada.

Parque Esportivo Sarkis Salamane - Campo do Náutico -Rua Otoniel Mota, 728 – Jd Leonor - Campinas

É muito loco imaginar que, em se comprovando a tese de que o Gazeta mandou alguns jogos aí, essa arquibancada recebeu a fanática torcida do Gazeta em jogos oficiais da Federação Paulista.

Parque Esportivo Sarkis Salamane - Campo do Náutico -Rua Otoniel Mota, 728 – Jd Leonor - Campinas

Sendo assim, mais um estádio histórico, dessa vez em Campinas!

Parque Esportivo Sarkis Salamane - Campo do Náutico -Rua Otoniel Mota, 728 – Jd Leonor - Campinas

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O adeus a um gigante do futebol…

A notícia é triste e somente o portal futebolinterior.com.br conseguiu chegar perto do tom necessário: futebol interior O futebol é um esporte bem diferente dos demais… Nem melhor nem pior. Mas diferente. E boa parte dessa diferença é devido a toda cultura que se cria ao seu redor. E Luís Carlos Ferreira, o “Ferreirão” foi um dos personagens que ajudaram não só a manter acessa essa chama da cultura futebolística como incendiá-la um pouco mais. Muito mais do que colecionar acessos (que provavelmente será o fato mais considerado pela imprensa esportiva), Ferreira criou um verdadeiro universo paralelo dentro do futebol profissional. Não faltam causos, histórias e lendas em torno do seu nome. Decisões e atitudes que jamais seriam aceitas ou pensadas no futebol profissional de hoje em dia. Junto dos bons resultados e dos acessos, essas atitudes “fora da caixa” fez com que ele se tornasse um nome tão forte e conhecido no mercado, ao mesmo tempo em que jamais tenha conseguido chegar ao primeiro nível dos treinadores brasileiros. Não vou ficar citando aquilo que você vai ler em qualquer site por aí… Vou apenas fazer minha homenagem baseada em 4 fatos / lembranças curiosas e importantes: 1) Em 1997, ele dirigia o time da Matonense (contando com o apoio da Predilecta e consequentemente da TV Bandeirantes e de Luciano do Vale) e ao final de um polêmico jogo contra o Santo André, cheio de expulsões onde eles ganharam por 4×2 (lembre aqui como foi) Ferreira mandou um recado para a torcida Ramalhina (já que dependeríamos diretamente do resultado de Matonense x Ituano), algo como “Eu queria dizer pro pessoal do Santo André que vão ao jogo de domingo e que o time faça sua parte, porque nós vamos jogar pra ganhar do Ituano, em Itú”. Eles empatariam em 1×1, mas o Santo André não conseguiu fazer sua parte, empatou também e acabamos fora da A1 98… Quadrangular final A2 1997 2) Em 2001, conquistamos o acesso da série A2 para a A1 sob o comando do bruxo Ferreira, com classificação vinda nos penaltys aos 48 do segundo tempo (num jogo contra o Ituano). Essa, na minha opinião foi a melhor passagem de Ferreira pelo time. A foto abaixo é de um momento após a carreata de comemoração pela cidade: Ferreira 2001 3) Em 2003, o Santo André chegou à última rodada da série C do Brasileiro precisando vencer a Campinense em Campina Grande para conquistar o acesso à série B, e mesmo antes do jogo começar, Ferreira armou um “quiprocó” com o jogador “Zinho” (que era seu amigo próximo), para desestabilizar o principal jogador adversário (o que aparentemente deu certo). O Santo André voltou da Paraíba com a histórica vaga para a série B. 4) Em 2008, o Santo André estava de volta à A2 e nosso jogo de estreia foi em Catanduva. Meu carro estava bem na frente do estádio e no fim do jogo a torcida local disse a nós e à polícia que não nos deixariam sair hehehehe. A solução da polícia foi incrível: “Coloque o seu carro dentro do estádio (na arquibancada mesmo) enquanto a torcida local vai embora”. Assim o fiz e para minha surpresa as últimas pessoas a irem embora do estádio era um grupo de senhores, entre eles… Ferreira! Ele foi solidário e ficou batendo um papo por uns 15 minutos enquanto aguardávamos. Ferreira - 2008 Enfim, Ferreira fez parte da minha vida como torcedor nos últimos 25 anos… Foi um ícone para o futebol do interior e muito especial para o Santo André (ele mesmo disse isso por várias vezes). Mais especial ainda para alguns que viam sempre a “eterna” possililidade do seu retorno iminente, fosse para salver o time, fosse para alcançar um acesso. Chegou-se ao fato de existirem “santinhos da sorte” do Ferreira para se guardar na carteira em jogos decisivos. Nesse domingo, 13 de setembro de 2020, Luíz Carlos Ferreira faleceu, e com ele o futebol perdeu um pouco da magia e do inesperado e talvez seja um caminho mesmo sem volta, que ponha no lugar estatísticas, mega patrcoinadores, arenas pomposas e um distanciamento cada vez maior entre torcida e jogadores / treinadores. Para os poucos que ainda acreditam no resgate de um futebol (e por que não de um mundo) melhor e menos idiota, seguiremos com a lembrança nos nossos corações e mentes desse que foi um grande treinador. Até um próximo encontro, Ferreira! Sentiremos sua falta! …  ]]>

193- Camisa da Associação Atlética Avareense

Pessoal, a 193ª camisa de futebol da nossa coleção vem do interior de São Paulo e pertence à Associação Athlética Avareense. Associação Atlética Avareense Como o próprio distintivo demonstra, a AA Avareense acaba de completar seu centenário (fundação em 5 de junho de 1920) em meio à pandemia do Coronavirus. Centenário da AA Avareense A camisa foi um presente da própria diretoria de futebol, quando estivemos em Avaré visitando o Estádio da Avareense. Veja aqui como foi essa visita!

O time nasceu da fusão do Avaré Atlético Clube e do Atlético Clube Avareense e passou a ser figura importante no futebol amador da região. Aqui, o time dos anos 40, que foram bem animados pro time: AA Avareense 1940 Em 1942, jogou a 5a região ao lado do Cerqueira César FC, Piramboia FC (Anhembi), AA Sãomanuelense e o EC Bandeirantes de São Manuel, além da AA Botucatuense, do Bandeirante FC (Botucatu) e da Ferroviária de Botucatu que se classificou para a sequência do Campeonato. Em 1943, jogou a 5a região ao lado do Cerqueira César FC, CA Lençoense, AA Sãomanuelense e o EC Bandeirantes de São Manuel, AE Laranjalense, além da AA Botucatuense e da Ferroviária de Botucatu que se classificou para a sequência do Campeonato. Em 1944, jogou a 5a região ao lado do Cerqueira César FC, CA Lençoense, AA Sãomanuelense e o EC Bandeirantes de São Manuel, além da Ferroviária de Botucatu, que se classificaria para a sequência do Campeonato. Em 1945, disputou a 5a região, ao lado do CA Lençoense, AA Sãomanuelense e o EC Bandeirantes de São Manuel, além da Ferroviária de Botucatu e a AA Botucatuense, que se classificaria para a sequência do Campeonato. Em 1946, disputou a 4a zona ao lado dos times de Botucatu: Bandeirantes, Ferroviária e a AA Botucatuense, que se classificaria para a sequência do Campeonato. E se os anos 40 foram animados, os anos 50 viram a AA Avareense passar a disputar o futebol profissional pela primeira vez em 1954, quando jogou a série A3. Os anos 60 ainda viriam outras cinco edições do Campeonato Paulista da Série A3 (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965). Atualmente, o departamento de futebol do clube se dedica apenas a competições amadoras. Estádio da Associação Atlética Avareense - Avaré Aqui, um vídeo com algumas entrevistas com figuras históricas do time:

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O livro do CA Linense!

Em meio a essa quarentena, como não podemos viajar e registrar estádios, temos dedicado nosso tempo a ler e pesquisar mais sobre o futebol. Temos feito uma série de posts sobre os estádios do ABC, e sempre que possível intercalando com livros que ajudam a conhecer a história dos times.

Livro Clube Atlético Linense - O elefante da Noroeste

O post de hoje é pra falar do livro “Clube Atlético Linense – O Elefante da Noroeste”, uma obra de Wanderley Frare Junior, que ficou 4 anos pesquisando, escrevendo, colhendo fotos, entrevistas e curiosidades sobre o time de Lins, cidade no interior de São Paulo que é apaixonada pelo clube.

Clube Atlético Linense - O elefante da Noroeste

Nós já falamos bem superficialmente sobre a história do time (veja aqui) e também chegamos a ver algumas partidas (veja aqui o jogo entre PAEC x Linense e aqui sobre um Santo André x Linense com portões fechados). Também já desafiamos a estrada e fomos até Lins para conhecer pessoalmente o Estádio do Linense – clique e veja, mas o trabalho do Wanderley vai muito além…

Livro Clube Atlético Linense - O elefante da Noroeste

O autor também é apaixonado pelo clube, tanto que já foi ver jogos em muitas cidades na grande São Paulo, interior do estado e até a capitais distantes. Tudo pelo clube.

Livro Clube Atlético Linense - O elefante da Noroeste

O livro foi lançado em 2015, durante o Campeonato Paulista daquele ano e tem 572 páginas coloridas, em papel de ótima qualidade, capa dura e sobrecapa.

Clube Atlético Linense - O Elefante da Noroeste
Clube Atlético Linense - O Elefante da Noroeste
Clube Atlético Linense - O Elefante da Noroeste

O livro custa normalmente R$ 150,00, mas agora em JUNHO, mês de aniversário do Linense (completa 83 anos no próximo dia 12), o livro está numa promoção incrível, saindo pelo valor de R$ 100,00, incluindo as despesas de envio para qualquer lugar do Brasil.

Livro Clube Atlético Linense - O elefante da Noroeste

O contato com o autor pode ser feito pelo whatsapp no número (11) 99905-3784. Aproveite, pois essa oferta é válida apenas até o dia 30 de junho de 2020.

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Novo livro importante!!!

Júlio Bovi Diogo e o Rodolfo Pedro Stella Jr gostam de desafiar a lógica de mercado, os conselhos dos amigos, a recomendação dos mais centrados e seguem apostando suas forças, grana e energia na publicação de livros… Mas, cá entre nós… Que baita livro! História da 2a divisão no Futebol Paulista Trata-se da “História da 2a divisão no Futebol Paulista”, o segundo volume desta publicação que levanta dados essenciais para jornalistas, pesquisadores e torcedores mais fanáticos sobre a atual Série A2, nesse caso, de 1978 a 1990. História da 2a divisão no Futebol Paulista São fichas técnicas completas, equipes participantes, classificações, foto do time campeão em 320 páginas, no formato A4 (21cm x 29,7 com). São poucos exemplares, por isso, os interessados entrar em contato com Júlio Diogo pelo email – juliodiogo@litoral.com.br.

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O futebol em Bragança Paulista

Diz uma lenda irlandesa que o arco íris é um sinal mágico que indica um lugar onde os duendes guardam seus potes de ouro…
Assim, nem questionamos quando fomos guiados por este, direto até Bragança Paulista…

Bragança Paulista

E o nosso pote de ouro não foi o carnaval local, que sofreu com as chuvas na noite dos desfiles…

Carnaval - Bragança Paulista

O nosso tesouro foi finalmente conhecer o Estádio Professor Dedé Muniz, conhecido como o “Verde Gigante”.

Legionários EC - Estádio Professor Dede Muniz - Verde gigante - Bragança Paulista

A entrada mostra que o dono do estádio é o Legionário Esporte Clube.

Legionários EC - Estádio Professor Dede Muniz - Verde gigante - Bragança Paulista
Distintivo do Legionário EC

O Legionário Esporte Clube foi fundado em dezembro de 1948 e possui muita história no futebol amador e também no profissional, como pode se ver nas paredes do escritório, lá no estádio mesmo.

Legionários EC - Estádio Professor Dede Muniz - Verde gigante - Bragança Paulista

O Estádio Dedé Muniz fica na região central da cidade, na Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, 174, vamos dar uma olhada na parte interna:

Ainda mantém sua bela arquibancada coberta:

Legionários EC - Estádio Professor Dede Muniz - Verde gigante - Bragança Paulista
Legionários EC - Estádio Professor Dede Muniz - Verde gigante - Bragança Paulista
Legionários EC - Estádio Professor Dede Muniz - Verde gigante - Bragança Paulista
Legionários EC - Estádio Professor Dede Muniz - Verde gigante - Bragança Paulista

O treinamento do dia era pra equipe júnior, por isso as traves principais estavam dando uma relaxada.

Legionários EC - Estádio Professor Dede Muniz - Verde gigante - Bragança Paulista

Olhando da arquibancada coberta, esse é o lado esquerdo do campo:

Legionários EC - Estádio Professor Dede Muniz - Verde gigante - Bragança Paulista

Aqui, o meio campo, com a igreja ao fundo:

Legionários EC - Estádio Professor Dede Muniz - Verde gigante - Bragança Paulista

E o gol direito:

Legionários EC - Estádio Professor Dede Muniz - Verde gigante - Bragança Paulista

O Legionário E.C. também fez história ao disputar as competições profissionais da Federação Paulista, jogando a Terceira Divisão em 1957, chegando a se classificar para a segunda fase.

Mas na segunda fase…

Em 1958, novamente classifica-se apenas para a segunda fase da Terceira Divisão, licenciando-se do profissionalismo.

Em 1976, fez sua última campanha no profissional e decidiu licenciar-se e ficar apenas nas competições amadoras.

Esse registro ia terminar sem fotos do Legionário, mas… Foi aí que apareceu o Joel, um historiador do futebol de Bragança e o maior colecionador de fotos e posteres que eu já conheci….

Ele me mandou algumas imagens do time e do estádio, na sua configuração original, vamos lá, começando pela antiga entrada do Estádio:

Legionário Esporte Clube 1957

O time e a torcida, em 1957, assim como as demais, são fotos raríssimas de uma época que haviam poucos registros:

Legionário 1957

Mais uma vista da torcida, em 1957:

Legionário EC 1957

O time de 1957, que disputou a terceira divisão do Paulista:

Legionário EC - 1957

Aqui, o time em uma partida que foi disputada no Parque Antártica:

Legionário EC - 1957

Outra foto, do time ainda na terceira divisão de 1957:

Legionário 1957

E aqui, o time em sua segunda disputa da terceira divisão, em 1958. Só me resta agradecer muito ao amigo Joel por ceder essas imagens que registram para a eternidade o Legionário EC:

Legionário EC 1958

Mas o “Gigante verde” segue de pé!

Legionários EC - Estádio Professor Dede Muniz - Verde gigante - Bragança Paulista

Tendo a cidade de Bragança ao seu redor. Vendo o tempo passar, como o campo também o fez…

Legionários EC - Estádio Professor Dede Muniz - Verde gigante - Bragança Paulista

Tem até patrocinador no banco de reservas!

Legionários EC - Estádio Professor Dede Muniz - Verde gigante - Bragança Paulista

Olha aí a camisa do pessoal da escolinha:

Legionários EC - Estádio Professor Dede Muniz - Verde gigante - Bragança Paulista

Um último olhar, antes de nos dirigirmos ao outro estádio da cidade.

Legionários EC - Estádio Professor Dede Muniz - Verde gigante - Bragança Paulista

Falamos do estádio que abriga a equipe do Clube Atlético Bragantino.

O Bragantino vive dias de imensa discussão, pelo anúncio recente de sua fusão com o Red Bull para, inicialmente disputarem juntos a série B do Brasileiro de 2019, e quem sabe manter essa parceria para o futuro. Será que o leão morederá ou será mordido? Guardo para um segundo momento uma análise sobre este movimento.

Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani

Neste momento, vamos nos ater a dividir o nosso registro do Estádio do Bragantino, cujo nome também gera uma série de discussões…

Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani

O estádio foi reformado em 1949.

Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani

O estádio ocupa todo um quarteirão e mesmo com várias reformas, ainda mantém muito do original, de mais de 50 anos atrás…

Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani

O Bragantino foi fundado em janeiro de 1928, e desde sempre mandou seus jogos no mesmo lugar, que originalmente era conhecido como Campo das Pedras.

Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani
Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani

Na década de 30 passou a ser chamado de Marcelo Stéfani e atualmente, leva o nome emhomenagem a Nabi Abi Chedid, pai do presidente do clube, Marquinho Chedid. Aparentemente ele não é unanimidade…

Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani

Eu sempre me refiro ao estádio pelo seu nome original: Marcelo Stéfani, uma homenagem ao ex jogador e ex presidente do clube, mas… quem sou eu pra criticar uma ação de um time que sequer é o que eu torço…

Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani

Vamos dar uma olhada na parte de dentro do estádio:

Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani

A capacidade atual do estádio é de pouco mais de 17 mil torcedores.

Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani

Pode parecer pouco, mas para uma cidade de pouco mais de 150 mil pessoas isso representa mais de 10% da população.

Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani

Sem contar que na final do Paulista de 1990, contra o Novorizontino, mais de 26 mil torcedores estiveram no estádio.

Olhando das arquibancadas cobertas, este é o gol do lado esquerdo do campo:

Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani
Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani

Uma visão do meio campo:

Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani

E aqui, o gol da direita:

Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani
Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani

E aqui, um pouco da vista da arquibancada central coberta:

Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani
Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani

Como percebe-se, uma das características marcantes do estádio que além de palco da final do paulistão de 1990, foi também a casa da final do brasileirão de 1991 (entre Bragantino e São Paulo) são as arquibancadas nos quatro lados do campo.

Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani

Um destaque atual do estádio é que ele possui um restaurante aberto para o público em geral. Assim, a cidade que já é conhecida pela “linguiça” ganha mais um aparato ligado à gastronomia:

Restaurante Bragantino

Ali ao fundo pode se ver a imagem do técnico Marcelo Veiga, que mesmo tendo quebrado todos os números e dirigido o Bragantino por mais de 500 jogos, foi demitido após a fusão com o RedBull.

Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani
Bragança Paulista - Clube Atlético Bragantino - Estádio Nabi Abi Chedid - Estádio Marcelo Stéfani

Não sabemos o que será o futuro do Bragantino pós RedBull….
Fica nosso respeito ao time, à torcida e ao estádio.
E aproveitamos para fazer uma menção honrosa ao Bragança Football Club, fundado em 1916 e que chegou a disputar algumas edições do Campeonato do Interior (em 1919 foi apenas um jogo, onde levou 7×0 do Atlético Santista e em 1921, 2 partidas, derrotas para o São João de Jundiaí por 2×0 e 7×0 para o Paulista também de Jundiaí. Distintivo do site História Futebol:

Também guardamos para uma outra viagem (veja aqui como foi) a visita ao Estádio Olympio Rodrigues, a casa do Ferroviários Atlético Clube, verdadeira potencia do futebol amador de Bragança!

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O futebol em Piquete

A cidade de Piquete tem sua história ligada ao exército desde cedo. O próprio nome da cidade vem porque as pessoas chamavam de “piquete” um destacamento militar que ficava na região para cobrança do fisco de quem passava por ali vindo das minas de Itajubá. Piquete - SP Ao fundo, a serra que separa SP de MG e que dá ao horizonte uma beleza sem igual. Piquete - SP Piquete - SP Em 1902,  o exército volta a ser protagonista na história de Piquete, ao definir que ali seria instalada uma fábrica de pólvora sem fumaça. Piquete - SP Logo, chegaria o ramal férreo e com ele, as melhorias que fez da cidade o que ela é hoje. Piquete - SP Piquete - SP Atualmente, a tranquilidade da cidade parece até uma brincadeira pra quem está acostumado com a loucura das grandes metrópoles. Piquete - SP Os casarões do passado ainda podem ser vistos pela cidade. Piquete - SP Piquete - SP A nossa visita à Piquete, tinha como objetivo visitar e registrar o Estádio da Fábrica de Pólvoras e Explosivos Presidente Vargas. Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela O Estádio da Fábrica de Pólvoras e Explosivos Presidente Vargas foi a casa do time que durante décadas representou Piquete no futebol profissional, o Esporte Clube Estrela. Distintivo do Esporte CLube Estrela O Esporte Clube Estrela foi fundado em dezembro de 1914, como Sport Club Strella. Aqui, um raro registro da época da fundação: Esporte Clube Estrela de Piquete O nome do time vem da “Vila Militar da Estrela”, onde fica a sede do clube. Piquete - SP Assim como muitas equipes, o Estrela começou jogando as competições amadoras, mesma situação dos dias atuais. Aqui, uma foto do time de 1948: Estrela O Estádio foi inaugurado em 1 de maio de 1937 com o nome de Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete. A fábrica, inaugurada em 1909, produzia pólvora sem fumaça. O próprio diretor da fábrica, o coronel Achilles Veloso Pederneiras, foi o doador da área para o estádio, que ainda hoje mantém o distintivo do Estrela em suas paredes. Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela Em 1957, o Estrela disputou pela primeira vez o Campeonato Paulista de Futebol, jogando a série A3, conseguindo o acesso já no ano seguinte, quando fez a final da A3 contra o Nevense. Assim, em 1959, disputou uma das mais sensacionais edições da Série A2 (clique aqui e veja como foi), mas acabou rebaixado para a série A3. Neste ano, venceram, por 3×2, uma partida amistosa contra a seleção do Exército, que tinha Pelé entre seus titulares. Estrela x Seleção do Exército - 1959 De 1960 até 1971 jogou a terceira divisão, quando novamente conseguiu uma vaga para a disputa da Segunda Divisão. Este era o time 61: Estrela de Piquete 1961 Esse é o time de 1962: Estrela de Piquete de 1962 Aqui, o de 1965: Estrela de Piquete de 1965 O Estrela jogou ainda a “A2”  de 1972, 1973 e 1975. Por fim, deu adeus ao profissionalismo jogando a quarta divisão de 1977 e se licenciando da Federação Paulista. De lá para cá, o estádio segue de pé, sendo a casa do futebol amador da cidade. Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete Presidente Vargas

Conversamos com algumas pessoas de Piquete, entre eles o atual dono do bar e zelador do estádio, e o que todos confirmaram é que nos tempos de glória do Estrela, a cidade toda abraçava o time. Muitas pessoas vieram para a cidade pela oportunidade de jogar futebol, mesmo tendo que trabalhar na fábrica. Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela Vamos dar uma olhada na parte interna do estádio.

A grande rivalidade era contra o Hepacaré, de Lorena que lotava as arquibancadas do Estádio Fábrica de Explosivos. Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela Pra se ter ideia geral do estádio, aqui a vista do meio campo: Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela Aqui o gol direito: Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela E aqui, o esquerdo: Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela O Estádio possui três lances de arquibancadas cobertas: Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela Do outro lado um lance de arquibancadas acompanha a lateral do campo no meio campo: Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela O gramado segue bem cuidado. Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela Ao fundo, a natureza mostra sua força e beleza: Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela Algumas placas registram os fatos históricos do Estádio, como sua inauguração: Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela E suas duas principais ampliações em 1959 e 1974: Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela Na hora de ir embora, pudemos fazer uma foto lá do alto (a cidade fica no meio das montanhas): Estádio Fábrica de Pólvora e Explosivos Piquete - Esporte CLube Estrela Vale o registro da camisa comemorativa ao centenário, lançada em 2014: Camisa do Esporte Clube Estreka E na hora de irmos, que tal curtir a serra da Mantiqueira, a caminho de Minas Gerais? Piquete - SP Piquete

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