
“Borracho en la Tribuna, otra vez!”…
Em 2016, tivemos a oportunidade de mais uma vez visitarmos a terra de Dom Diego. E como fazia tempo desde nossa última passagem, decidimos revisitar alguns pontos mais “turísticos” que há tempos não víamos, como o bairro de La Boca.


Fomos na tradicional feirinha de San Telmo, e acabamos encontrando alguns jogadores do time do bairro, passeando por lá!

Voltamos a dar uma olhada nas lojas de esporte, no calçadão da Lavalle, e uma vez por lá, impossível não visitar nosso amigo Lito, que mantém sua loja na galeria cheia de itens dos mais diferentes times argentinos (e não só a mesmice dos times da primeira).

Além disso, como a ocasião da viagem foi muito bacana por dois motivos, primeiro porque nossos amigos da banda 88Não! estava em turnê por lá, e pudemos reunir vários amigos da cena punk/oi! antifascista que há algum tempo não víamos!



Martin, além de grande conhecedor da cena musical argentina também é torcedor fanático do River, inclusive esteve conosco quando fomos ver um River x Velez, alguns anos atrás (veja aqui como foi).

Chino e sua família! A última vez que nos vimos foi quase 10 anos atrás, quando estivemos em Rosário para a turnê do Doble Fuerza (banda punk rocker argentina).

E pra noite acabar rebuena, uma pizza na Ugi’s, a melhor pizzaria ruim do mundo!!!

Ainda pude celebrar meu aniversário com o pessoal, no Lopecito, um incrível restaurante em San Telmo.

Uma mesa bem democrática com hinchas do Argentino Jrs (o Checho, da banda Scarponi que inclusive nos acompanhou em um jogo no passado, veja aqui como foi) e do All Boys (Fernandito, da banda Tango 14).

Ainda tínhamos hinchas do Racing (Adrian) e do Atlanta (Lionel).

E como ainda não conhecíamos o Estádio do time do Lionel, dessa vez, nosso foco foi conhecer a casa do Club Atlético Atlanta, time sediado no bairro Villa Crespo.

Atualmente, o Atlanta joga a terceira divisão argentina, conhecida como “Primeira B Metropolitana”.

O Atlanta foi fundado no dia 12 de outubro de 1904, e seu nome é homenagem a um navio de guerra norte-americano que havia atracado no porto de Buenos Aires.
O time tem uma importante marca em sua história, um 9×0 sob o River Plate, em junho de 1906.

Para chegar no estádio é fácil, ele fica próximo à estação de metro Dorrego, da Linha B. Também deve dar pra ir de trem, já que o estádio está ao lado da linha.

Mas, lembre-se… não ande pelos trilhos!

Antes de tentar entrar no estádio, passei pela sede social, onde pude ver algumas camisas e trofeus.


O Atlanta possui títulos na Primera B Nacional (em 1956 e 1983) e na Primeira B Metropolitana (em 1994/1995 e 2010/2011).
Fomos tentar conhecer o estádio onde esses títulos foram conquistados, o Estádio Don León Kolbovski, numa tarde chuvosa em que eu completava 39 anos.


Os torcedores tem um espaço cultural colado ao estádio, onde acontecem uma série de atividades que reforçam a ligação do time com o bairro.


Aqui, a bilheteria:

O estádio fica numa rua bem residencial.

Pra se ter ideia do valor dos ingressos, atualmente:

O bairro possui diversos grafites relacionados ao time e à torcida.

Eu já estava desanimado, achando que não seria possível adentrar ao estádio, afinal era um tempo feio e as poucas pessoas lá presentes estavam ocupadas demais para me acompanhar.

Foi aí que percebi que havia um pedreiro entrando no espaço do estádio para executar alguma obra e consegui pegar uma carona…
O Estádio Don León Kolbowski recebeu esse nome em maio de 2000. O campo já recebeu mais de 34 mil torcedores, mas atualmente tem capacidade para apenas 14.000 hinchas.

Esqueça a chuva, esqueçam as regras… É nossa invasão a la cancha!!

Embora esteja no meio do bairro, o estádio tem uma boa área interna.

Imagina a pressão que dá pra ser feita ali!

Chega de chuva! Honrados por mais um estádio registrado, é hora de seguir!

Para maiores informações sobre o time, acesse: www.caatlanta.com.ar . Vamos em frente! Vai dar certo! E mantenha sua rebeldia, rebeldes!

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!
Salvar




















A camisa número 181, vem da Colômbia, e pertence ao time do Millonarios F.C. !
O time foi fundado em 1937, na época chamado de “Juventud Bogotana”.
Em 1953, montou um timaço, com Alfredo Di Stefano e Adolfo Pedernera, e esse elenco ficou conhecido como “Ballet Azul”.
Pra quem curte polêmicas, vale lembrar que nos anos 80, Hermos Tamayo presidiu o clube. Hermos ficou conhecido por ser o dono de um carregamento de duas toneladas de cocaína apreendidos em Barranquilla.
O time conquistou os títulos de 1987 e 1988 sob o comando de ‘El Mexicano’, um dos narcotraficantes mais sanguinários e poderosos da Colômbia.
Alguns quadros do fim dos anos 80:
Até o Neto passou uma temporada por lá!
O time manda seus jogos no Estádio Distrital Nemesio Camacho, também conhecido como El campin com capacidade para 48 mil pessoas.
Maiores informações do clube, acesse: www.millonarios.com.co






















































Já falamos sobre o Olaria, 












Além disso, foi o time que revelou Romário, além de ter sido o último clube de Garrincha.












































E como por um passe de mágica, ao chegarmos na casa do Jaguariúna FC, a chuva passou!
Hora de pegar os ingressos (R$ 10 e meia entrada a R$ 5).
Ingressos em mãos, vamos em frente!
O caso do Estádio Municipal Alfredo Chiavegato é uma exceção do que normalmente ocorre no futebol paulista.
É uma construção recente, com excelente estrutura, mas que serve de base para um time que infelizmente ainda não caiu nos braços da torcida da cidade.
Assim, suas arquibancadas ainda vivem tristes e solitárias e não foi diferente para esse Jaguariúna x Francana, pela série B do Paulista de 2017.
Dentro de campo, os times não se importaram com o baixo número de torcedores nem com o frio e fizeram um jogo quente!
E ficamos contentes por poder participar e registrar mais um jogo da tão apaixonante “Bezinha”, a quarta divisão do estado de São Paulo.
O time da Francana, embora bastante tradicional, não conseguia se encontrar no jogo e demorou até conseguir se impor no jogo e levar perigo ao goleiro local.
Pra aumentar suas chances, a Veterana começou a arriscar chutes de longa distância, que paravam nas mãos do goleiro do Jaguariúna.
O técnico da Francana começou incentivar as arrancadas dos seus meias e o time visitante começou a gostar do jogo.
Numa dessas descidas, a zaga do Jaguariúna acabou fazendo uma falta próxima à área.
O resultado você confere aí:
Mas o time visitante não pode comemorar por muito tempo, pois o Jaguariúna ao invés de se abalar com o gol sofrido, foi pra cima de novo e novamente se colocou a frente do placar com um golaço, um petardo de fora da área sem chances para o goleiro da Francana.
Bom pra quem estava presente e pode ver dois golaços no mesmo jogo!
O fim do primeiro tempo ainda reservou chances para as duas equipes, mas acabou assim mesmo, 2×1 para o Jaguariúna. Alguns lances e cenas da primeira etapa:
E lá vamos nós para o segundo tempo!
O time da Francana voltou melhor buscando o empate a todo custo!
E a torcida local ficou “P” da vida ao ver que o árbitro marcou um pênalti para a Francana.
Acompanhe a cobrança:

Só quem estava lá no setor coberto pode ficar numa boa…
Seguem alguns lances do segundo tempo:
É isso aí! O Campeonato Paulista Série B está apenas começando e vamos tentar chegar a alguns estádios que ainda não pudemos acompanhar! Que venham as estradas.
Estádio Caio Martins[/caption]
O estádio passou a ser chamado de Estádio Mestre Ziza, desde 2000 (algo que nunca “pegou” entre a torcida alvinegra, já que Ziza era identificado com o Flamengo).
Embora mandasse seus jogos lá desde 1981,somente em 1988 o Botafogo oficializou a aquisição da concessão de uso junto ao Governo do Estado (mesma ação que o clube faria com o Engenhão, anos depois).

Suas bancadas chegaram a ter capacidade para 15 000 pessoas e são formadas de concreto e também tubulares.
A última partida oficial neste estadio foi a derrota de 2×1 para o Corinthians, pelo brasileiro de 2004.



































