Como sempre, fizemos um rolê pelo centro da cidade, vivendo um pouco do que é o dia a dia de mais uma tranquila cidade do interior paulista.
Já sabíamos que estávamos pisando no sagrado solo de onde vêm os refrigerantes Poty, mas não sabíamos que Potirendaba também tem uma cervejaria que produz uma cerveja muito boa, a Trieste!
As águas dessa cidade devem mesmo ser mágicas! Potirendaba pode ser considerada a terra do basquete, afinal, foi lá que nasceu a rainha Hortência!
E o futebol local também merece destaque importante, graças ao União FC, time que representou a cidade de Potirendaba nas disputas dos campeonatos da Federação Paulista de Futebol, jogando a terceira e a quarta divisão, entre 1964 e 1968 e depois em 1986.
A terceira divisão de 1986, rendeu uma importante matéria na revista Placar:
O time do União FC manda seus jogos no Estádio Josephino de Carli.
Fica a curiosidade em relação à data na placa: 30/03/1989 refere-se à inauguração ou à alguma reforma?
O União FC foi fundado em 8 de agosto de 1939. Aqui, um amistoso onde o União venceu os amadores do São Paulo FC por 3×2 em 1946:
Aqui, um jogo onde goleou o Tanabi por 8×2, em 1947:
Mas no início, o time só disputou campeonatos amadores, até os anos 60, quando passou a disputar a 4ª divisão paulista.
Aqui, uma foto de quando o time sagrou-se campeão amador de 1963:
Essa é a bilheteria do estádio, junto do bar.
Mais uma bilheteria pra nossa conta!
E mais um estádio registrado.
O Estádio possui aquela tradicional arquibancada coberta na parte central.
Além do alambrado, existe uma pequena “cerca viva” em torno do campo.
Outra parte coberta é dedicada aos mesários e auxiliares.
Aqui, um breve vídeo mostrando um pouco do estádio:
A vista lá de baixo para a arquibancada:
E mais um pouco do campo…
Infelizmente esse é mais um estádio e time que possuem poucas informações disponíveis.
Provavelmente, devem existir fotos da época, principalmente nas mãos de quem viveu aqueles tempos. Espero que esse post incentive essas pessoas a digitalizar essas imagens e compartilhar com quem gosta do futebol, antes que essas memórias se percam em uma gaveta ou ainda acabem indo pro lixo.
A nossa parte a gente tenta fazer liberando as fotos que fazemos para uso em qualquer publicação on ou offline.
Dando sequência ao nosso rolê, depois de termos passado por Itajobi (veja aqui como foi) a parte 6 desse projeto nos levou à cidade de Urupês.
Se você gostou daquele falcão carcará que mostramos no post sobre os estádios de Novo Horizonte, vale você dar uma olhada na “turma” que nos recepcionou no caminho para Urupês. Não 1, nem 2, nem 10, mas cerca de 20 Gaviões Carcará que estavam ali… tomando um sol e buscando um rango na terra recém revolvida…
Urupês fica na parte norte do estado de São Paulo, e tem uma população de pouco mais de 14 mil pessoas. A cidade leva o nome da tradicional coletânea de contos e crônicas do escritor brasileiro Monteiro Lobato, publicada originalmente em 1918. E Urupês parece mesmo ter nascido de uma fábula brasileira, fiel aos detalhes do imaginário coletivo quando se fala em uma pequena e pacata cidade do interior…
Nossa memória nos traiu e não lembramos que o casal de amigos Guido e Maria Aparecida, torcedores do Ramalhão e figurinhas sempre presentes nos jogos do nosso time pelo interior, moram em Urupês…
A gente acabou almoçando por lá e tomando um Guaraná Poty!
Valeu até um rolê pra conhecer o cemitério!
Mas, nosso objetivo na cidade era registrar o Estádio Municipal Augusto Gonçalves, antigo Estádio São Lourenço, onde o Mundo Novo FC mandou seus jogos em 1967, em sua única participação em competições profissionais da Federação Paulista, pela quarta divisão.
O amigo Guido nos ajudou com duas fotos da entrada oficial do estádio (a gente entrou pela lateral e ia acabar perdendo esse registro!):
A placa indica que a inauguração do Estádio Augusto Gonçalves se deu em 23 de setembro de 1989.
O time foi fundado em 1958 e acabou sendo refundado em 1982, mas dedicando-se apenas às disputas amadoras. O nome “Mundo Novo FC” vem da antiga denominação da cidade de Urupês quando ainda era um distrito (passou a ser chamada de Urupês em 1944).
O amigo Raul Casagrande, morador de Urupês e colecionador de imagens da cidade, ainda nos enviou mais estes raros registros do time do Mundo Novo FC:
Esse é o endereço do estádio:
Aqui é a entrada lateral por onde chegamos:
A entrada lateral (por onde chegamos) tem até um espaço onde deve ter existido um banner com o nome do estádio.
Vamos entrar e conhecer um pouco do campo?
Além do gramado muito bem cuidado, o campo é inteiro cercado por um alambrado e por um banco de madeira.
No lado lateral, uma bela arquibancada onde cabem uns 800 torcedores.
O campo é todo cercado por árvores, características dos estádios do interior.
Possui sistema de iluminação que garante jogos noturnos.
O estádio fica num bairro que é praticamente o limite da cidade. As ruas laterais nem tem saída, e é uma região predominantemente residencial.
Os bancos de reserva parecem ter sido reformados, estão novinhos!
A inscrição que se seguida a risca deve diminuir bastante as chances de ataque….
Eu, todo contente de conhecer um estádio que possui tão poucas informações disponíveis, mesmo na era da Internet.
Alguns nunca entenderão a força de um estádio assim…
Uma última olhada antes de irmos embora e dar sequência à nossa viagem…
Nossa próxima parada: Potirendaba, terra mãe dos refrigerantes Poty!!
Lá, vivem cerca de 15 mil habitantes, em um lugar tão bonito e que tem tudo aquilo que a gente espera de uma cidade do interior… A começar por um belo caldo de cana!
Um rápido rolê pela parte próxima do Estádio para registrarmos algumas igrejas…
E lá fomos nós conhecer a casa da Associação Atlética Itajobi!
Falamos do Estádio Municipal Nossa Senhora Aparecida, que fica na praça que tem o mesmo nome.
O time teve poucas participações nos campeonatos da Federação Paulista (de 1978 a 1980), e após licenciar-se mudou de nome para Clube Atlético Itajobi.
O time sempre teve o apoio da prefeitura, mesmo quando ainda se chamava Itajobi FC e disputava apenas os campeonatos amadores da FPF.
Essa foto está na Fanpage “Itajobi” identificada como o time Itajobi FC:
Segundo um funcionário da prefeitura que passou por ali e nos autorizou a entrada no estádio, atualmente o campo é usado pelo time, novamente amador, mas que dificilmente perde jogando em seus domínios!
Vale lembrar que esse mesmo campo recebeu uma série de partidas importantes pela terceirona de 1978!
Hoje, o estádio sofreu algumas alterações, mas segue lá… No mesmo espaço em que no passado, as equipes do interior estiveram disputando a Terceira Divisão (que equivalia na época ao quinto nível do futebol paulista)!
Aliás, achei a classificação da primeira fase da 5a Divisão do Campeonato de 1978:
A inscrição na parede mostra a data de 1938, que refere-se ao ano em que o então prefeito, Dr. Raul Lima, foi a São Paulo, pedir ao Bispo permissão para construir um campo de futebol na área que pertencia à Igreja.
Com a permissão, o estádio foi construído e cercado com a tradicional cerca de madeira e somente em 1975, o prefeito Nevile Giova substituiu a cerca de madeira pelo alambrado, dentro do campo.
O prefeito Ademar Sambrano foi o responsável por construir as arquibancadas.
Vale a pena uma olhada no vídeo que fizemos de lá:
Com o tempo vieram outras melhorias como o bar, a cobertura e os vestiários.
Quem vê o gramado todo bonito, não imagina que na época, a população local, motivada pelo o sr. Zico Ricci, se uniu em mutirão, em um sábado, para plantarem e regarem a grama em todo o campo.
Em 1958, o estádio foi inaugurado com um jogo entre os times de Itajobi e o de Rio Claro, com vitória para o quadro local
O Estádio Nossa Senhora Aparecidajá recebeu Santos, Palmeiras, Corinthians e São Paulo em seus gramados.
Também possui uma linda área arborizada, melhor que qualquer cadeira coberta!
O estádio está bem identificado do lado de fora, com o nome do atual time.
Mais uma vez ficamos contentes em poder registrar mais um estádio pelo interior paulista. Agora, de volta a estrada, nossa próxima parada é a cidade de Urupês!
Dando sequência ao nosso rolê de “Pré Inverno”, depois de passarmos por Ibitinga, seguimos pela até então desconhecida Rodovia Dep. Leonidas Pachêco Ferreira até a parte 4 da nossa viagem: a cidade de Novo Horizonte!
Porém… Antes de chegar na cidade, fomos presenteados com a aparição de um ser incrível!
Ele não só nos acompanhou por parte da Rodovia, como pousou e nos permitiu um verdadeiro ensaio fotográfico.
Trata-se de um Gavião carcará (você o reconhece por esta parte preta na cabeça) e pela face avermelhada. Ele é um parente distante dos falcões, alimentando-se de insetos, anfíbios, roedores e presas fáceis como mamíferos recém-nascidos, embora também sejam aves necrofagas (se alimentam de carniça). Passam muito tempo no chão, mas são excelentes voadores e planadores.
Após esse feliz encontro, chegamos ao nosso objetivo: a cidade de Novo Horizonte.
Novo Horizonte acolhe uma população de cerca de 40 mil pessoas e tem uma economia mista, com destaque para as duas usinas de açúcar e álcool lá presentes (Usina São José da Estiva e Usina Santa Isabel), grandes geradoras de emprego. E começamos nosso breve passeio com uma volta pelo centro da cidade, com destaque para a Igreja Matriz.
Muitas construções do início do século passado seguem em ótimas condições, espalhadas pela cidade.
O comércio da cidade também tem grande destaque, sendo referência para consumidores da região devido sua grande diversidade.
O produto que eu acho mais legal (e fiquei triste de não ter trazido para Santo André) são as tradicionais cadeiras feitas com esses “espaguetes de plástico”… Tem um nome específico??
Falando um pouco sobre o futebol local, a cidade tem uma história bem tradicional, que nasce na década de 20 com a fundação do Clube Atlético Novo Horizonte!
O time começou no amador, mas logo chegou às disputas profissionais organizadas pela Federação Paulista.
O CA Novo Horizonte mandava seus jogos no Estádio Josué Quirino de Moraes, o Quirinão, que fica na Av Josué Quirino de Moraes.
Recentemente, o estádio passou por uma série de reformas para poder voltar a ser utilizado, e olha… o resultado das reformas ficou excelente!
Fomos dar uma olhada no interior do estádio para comprovar!
Como eu disse no vídeo, existe um lindo painel com imagens do passado (tanto de times quanto de documentos):
As arquibancadas e o gramado apresentam-se pronto para uma bela partida!
E para não perder um espaço como esse, além dos times amadores da cidade, as categorias de base do atual Novorizontino tem mandado seus jogos no Quirinão.
Até iluminação o Quirinão tem!
O estádio foi inaugurado em 28 de outubro de 1.928 com uma partida entre o CA Novo Horizonte e o CA Paulistano.
Nessa partida, ao menos os gols foram bem utilizados… Os visitantes ganharam por 10×2, com direito à presença do craque e artilheiro Arthur Friedenreich.
Grande honra em poder registrar um estádio próximo de completar seu centenário..
Destaque para os vestiários em excelentes condições.
Sem dúvidas, o Quirinão ficará eternizado em nossa memória…
Dando sequência ao nosso rolê, fomos até o segundo estádio da cidade, já tão importante quanto o Quirinão, mesmo em valor histórico, o Estádio Dr Jorge Ismael de Biasi!
Foi aí que o antigo Grêmio Esportivo Novorizontino (extinto em 1999) mandou seus jogos quando entrou pra história ao chegar na final do Campeonato Paulista de 1990 (que foi vencido pelo Bragantino).
O Grêmio Esportivo Novorizontino foi fundado em 1973, na época com o nome de Pima Futebol Clube.
Esse foi o primeiro time:
PIMA era o nome de uma fábrica de calçados, e mesmo com todas as dificuldades possíveis, o time foi bicampeão de 1974 e 1975. Com isso, se inscreveram na 3ª divisão do Campeonato Paulista, e foi aí que surgiu o “Grêmio Esportivo Novorizontino” (como homenagem ao Grêmio Porto Alegrense). E cá estamos nós, no estádio que hoje serve de casa para o atual Grêmio Novorizontino!
Pudemos dar uma volta na parte interna do estádio!
Dá uma olhada no vídeo que fizemos lá!
As cores amarelo e preto são originárias da fábrica de sapatos e daí, veio o Tigre como mascote.
O nome do estádio é homenagem ao empresário Dr. Jorge Ismael de Biasi, que assumiu a presidência do time em 1977, conquistando títulos e revelando jogadores como Paulo Sérgio, Márcio Santos (ambos da Seleção tetracampeã), Maurício (goleiro do Corinthians), Helder, Alessandro Cambalhota (ambos do Santos), Luís Carlos Goiano (do Grêmio de Porto Alegre), e muitos outros.
Sob sua gestão, o time foi vice campeão da série A3, em 1981
Ele também estava no comando em 1990, e esse era o time:
É muito legal poder conhecer, mesmo sem acompanhar uma partida oficial!
O estádio tem capacidade para 16.000 pessoas.
Em 1994, a família Chedid assumiu o Novorizontino e a partir daí, o clube enfrentou uma série de quedas até 1999, quando enfim… acabou afastado do futebol profissional, para a tristeza da cidade.
Quase 11 anos depois… Em março de 2010, nasce o Grêmio Novorizontino.
Assim, a partir de 2012, o Estádio Jorge Ismael de Biasi começa a receber competições oficiais do Novorizontino começando pela infernal Série B do Campeonato Paulista de Futebol (a 4ª divisão ), graças a uma parceria com o Paulínia, que não pôde disputá-la.
Momento caras e poses:
Aos poucos, o Novorizontino foi vencendo os degraus…. Em 2014, foi campeão da A3:
Até voltar à primeira divisão do Paulista. Achei legal as cadeiras cativas com o nome das pessoas:
Essa é a entrada de visitantes:
Aqui dá pra ter ideia de como era a região na época inicial do estádio!
Antes de terminar… Em 2023 voltamos ao Estádio e fizemos algumas novas fotos e vídeos:
A nós, fica o agradecimento ao pessoal que estava no Estádio e nos permitiu entrar e fotografar. E seguimos viagem, sentido Itajobi!
Depois de passar por Bariri, a terceira parte do nosso rolê nos levou até Ibitinga, cidade onde vivem cerca de 50 mil habitantes, e que é bastante conhecida como a capital nacional dos bordados, tanto que em julho de 2017 acontecerá a 44a edição da feira do setor!
A cidade ainda está cercada de natureza e acabamos ficando numa pousada no meio de toda essa vida!
Acordamos com o cantar do galo, e curtimos a neblina da manhã!
Chegamos na cidade bem no dia da festa da igreja local, em comemoração ao Corpus Christie.
Aí não teve outro jeito, se não… curtir a festa.
Com destaque para as deliciosas goiabas vendidas na rua, no meio de uma feira que oferecia de tudo!
Sempre achei que já tinha ouvido falar de Ibitinga, e não achava que era por causa dos bordados. Só quando voltamos para Santo André é que lembrei da polêmica fonte restaurada! Por sorte, tinha tirado uma foto dela!
Essa é a foto que compara como é e como ela era.
Um outro registro importante que fizemos foi de algumas construções que mantém a arquitetura do início do século passado.
Essa era a antiga estação de trem da cidade:
A noite fomos jantar na “La Bella Pizzaria”.
Mas, nosso objetivo na cidade era conhecer a casa dos times locais, o Estádio Manoel Martins, onde o Americano e o Rio Branco mandaram seus jogos nas disputas oficiais da Federação Paulista de Futebol.
O Americano Esporte Clube participou de apenas um campeonato profissional estadual, a quarta divisão, em 1977, o ano de sua fundação.
Já o EC Rio Branco teve uma história mais completa, tendo iniciado no amadorismo e depois chegando a disputar as divisões de acesso até suspender as atividades por problemas financeiros.
Atualmente só o EC Rio Branco segue existindo, no futebol amador e ainda usando o Estádio Manoel Martins.
O time entrou pra história ao se tornar campeão paulista da terceira divisão, em 1970. Na disputa, o time só perdeu uma partida (para o Nevense). Na final venceu o Sertãozinho por 2 a 0. Este foi o time campeão:
Mas, a história do time é antiga. Foi fundado em 1926 como Rio Branco Futebol Clube, recebendo a atual denominação em 1946. É bacana ver o time ainda vivo, nos dias atuais. E claro, fica o sonho de ver o time de volta no profissionalismo…
Outro time da cidade fez história nesse estádio, foi o América EC.
O time disputou o Campeonato Amador do Estado. Aqui, foto do time de 1948, lá do site do Bandeira Paulista, administrado pelo amigo Luis Marcos:
O América Esporte Clube conquistou o título do Campeonato de Futebol Amador do Interior, em 1950.
Mas o distintivo na parede do estádio pertence ao alvinegro Rio Branco.
O Rio Branco disputou 18 Campeonatos Paulista de Futebol, marca de respeito, que permanecerá imbatível por muito tempo na história de Ibitinga.
O estádio segue lá…. Com suas bancadas esperando a volta da torcida…
Fizemos um vídeo na parte interna do estádio, pra se ter uma melhor ideia de como ele é, dá uma olhada:
Com o título de 1970, o Rio Branco disputou a divisão de acesso para a elite do futebol paulista (equivalente a A-2 atual), mas no ano seguinte, afastou-se dos gramados.
Pausa para o momento “natureza” no estádio, com o pouso dos pássaros no alambrado.
Em 1976, o Rio Branco retornou aos gramados profissionais, na Terceira Divisão, e disputou mais 12 temporadas nos campeonatos da Federação Paulista de Futebol, quando finalmente licenciou-se até os dias atuais.
Restam a memória e as lembranças. E um estádio que já teve dias de glória, com a torcida fazendo parte integrante do dia a dia e da cultura da cidade.
Agora, o time sobrevive no amador, mas acredite, as dificuldades são maiores do que se pode pensar.
Em 2014, o vestiário do time foi incendiado, queimando boa parte de sua memória, incluindo troféus do passado…
Aparentemente, tudo já foi reformado e as coisas parecem seguir dentro do possível…
Fica nossa esperança de que o time continue a existir, enfrentando todas as dificuldades que surgirem.
Antes de seguir nossa viagem, também tivemos tempo para dar uma parada no Estádio Municipal de Ibitinga e registrar algumas imagens.
Não encontrei registro de partidas oficiais disputadas neste estádio, apenas amadoras. Mas fica um vídeo pra conhecermos também este estádio.
Dando sequência ao nosso rolê de “Pré inverno”, saímos de Barra Bonita (veja aqui como foi) e chegamos em Bariri, cidade logo após Jaú (já estivemos lá outra vez, por isso não a incluímos em nosso roteiro, mas veja aqui como foi acompanhar uma partida do XV e aqui como foi uma visita ao Estádio Zezinho Magalhães).
Atualmente cerca de 40 mil pessoas vivem em Bariri. A principal fonte de renda do município são as suas indústrias e a agricultura, com foco na cana-de-açúcar.
Almoçamos por lá, no restaurante “Sucata”.
Demos um rápido rolê pelo centro, pra pelo menos curtir um pouco da arquitetura ainda preservada em diversas casas e comércios.
É muito legal ver que as coisas podem continuar a existir mantendo uma série de construções lindas de quase cem anos de história!
Como não podia deixar de faltar… A igreja e a praça matriz!
Falando um pouco sobre o futebol na cidade, vale ressaltar que já existiram vários times defendendo a cidade, do Sport Clube Resegue, time da tradicional família Resegue:
Depois tivemos o EC Municipal:
O EC Bariri, que usava o próprio brasão da cidade como distintivo:
E, por fim, o polêmico CAL Bariri, que foi o time do Clube Atlético Lençoense que migrou para a cidade e passou a mandar ali os seus jogos.
Já vimos um jogo contra o CAL Bariri, em 2009, lá em Paulínia, contra o time local. Clique aqui e lembre como foi .
Nossa missão era conhecer e registrar o Estádio Municipal Farid Jorge Resegue, palco de todos esses times locais.
O Estádio fica em um quarteirão que tem em um de suas esquinas o cruzamento da São João com a General Osório, numa rua bem pacata.
Para tirar umas fotos de dentro, encontramos um “novo portão” de acesso.
E grata surpresa! Um estádio que parece ter parado no tempo, do ponto de vista do charme e da arquitetura típica do início do século XX!
A pergunta que fica é: quantas histórias, partidas e aventuras não devem ter acontecidas nesse campo? Da nossa parte segue o orgulho em registrar mais um templo do futebol, que torcemos volte a ser utilizado nas disputas oficiais da Federação Paulista!
Por hora, os muros estão passando por uma reforma, e aparentemente também alguns detalhes da parte interna. Mas olha que interessante o entorno do campo feito em paralelepípedos!
Que a energia siga viva!
Vamos dar um giro via vídeo?
Gosto muito quando os estádios conseguem manter as árvores ao seu redor, deixando uma cara mais “ecológica”.
Olha aí o banco de reservas.
Interessante como os gramados seguem bem cuidados. Parece que o futebol amador vem fazendo bom uso do estádio.
Em 2009, o Lençoense trouxe o futebol profissional de volta ao estádio, desde que o Sport Club Resegue disputou as divisões inferiores, na década de 1960.
Suas arquibancadas tem capacidade para cerca de 3 mil torcedores, mas segue esvaziada depois que o CAL Bariri se licenciou da Federação.
Mesmo sabendo das dificuldades para se manter um time de futebol, seguimos na torcida para que a cidade de Bariri consiga o mais cedo possível um time para chamar de seu e voltar a ocupar o Estádio Farid Jorge Resegue!
E de Bariri, seguimos caminho para Ibitinga!
17 de junho de 2017. Mais uma oportunidade incrível de registrar não apenas dois times tradicionalíssimos do interior paulista, mas também um estádio que até então não conhecíamos.
Falamos da cidade de José Bonifácio, que fez parte do nosso “Rolê de Pré Inverno“, realizado no último feriado de Corpus Christie, onde passamos por outras 10 cidades, que em breve serão apresentadas aqui no blog!
Como o jogo seria apenas no sábado a tarde, e chegamos na sexta feira a noite, pudemos conhecer um pouco sobre a cidade, onde vivem cerca de 36 mil pessoas. A começar pela praça da igreja (com direito a coreto também!) e pelo comércio local!
A gente almoçou no La Bodeguita, um restaurante bem legal tocado pelos próprios donos!
E jantamos no Ateliê da Pizza, num incrível rodízio de Pizzas, regado à Refrigerante Poty (de Potirendaba, outra cidade visitada nessa tour!).
De tarde ainda enchemos a cara em frente ao estádio, tomando suco de laranja e água de coco!
Mas… era o momento certo para conhecer a cultura futebolística de José Bonifácio! E lá fomos nós! Essa é a casa do José Bonifácio EC, que enfrentaria nada mais nada menos que o líder da competição, o VOCEM, de Assis!
O Estádio também é conhecido como “Pereirão” e a pressão da torcida local tem ajudado o time na luta para garantir uma das quatro vagas para a segunda fase!
O estádio não é tão antigo, segundo a placa lá instalada, ele foi fundado em 1979.
E como a ideia é sempre apoiar, fizemos questão de comprar nossos ingressos!
Assim, enfim entramos em mais um templo do futebol, até então desconhecido por nós!
E logo na entrada, uma surpresa: um lindo painel reunindo fotos antigas do time e do futebol na cidade!
Uma iniciativa que poderia se repetir em todos os campos profissionais!
A presença da torcida local foi boa, e deve melhorar caso o time consiga se classificar para a próxima fase.
A campanha até então levara o José Bonifácio EC ao 3º lugar do Grupo.
Vamos conhecer um pouco do estádio via alguns vídeos feito por nós?
Taí o goleirão local, Jean Carlos que teve a missão de segurar o ataque do melhor time da competição até então!
O jogo começou truncado, como a maioria das partidas da tradicional “Bezinha“, a quarta divisão paulista!
A equipe local fazia seu máximo para tentar derrubar o líder e o VOCEM respondia nos contra ataques.
Destaque para a torcida Serpente do Vale, que apoiava o time o tempo todo!
Com direito a faixa, batuque e bandeirão, o pessoal da Serpente transformou o Pereirão num caldeirão!
Vamos ouvir o pessoal da torcida cantar:
O estádio conta com 3 arquibancadas, duas nas laterais e uma atrás do gol, onde fica o pessoal da Serpente. A lateral com a arquibancada coberta estava bem cheia!
As arquibancadas no interior tem sempre uma pegada diferente do que se costuma ver nos grandes jogos.
Com direito ao pessoal da rádio praticamente no meio da torcida e o pipoqueiro lá embaixo fazendo a festa do pessoal!
Em campo, o jogo seguia equilibrado, com ambas as equipes parando as iniciativas do adversário com faltas, muitas delas que levavam perigo ao gol.
Foi numa dessas faltas, que o zagueiro Alan, do VOCEM acabou expulso, para a alegria da torcida local, afinal, com um a mais, parecia que enfim cairia a invencibilidade do goleiro do VOCEM (que não levou nenhum gol desde sua estreia há 7 jogos).
Mas, o primeiro tempo terminou com muito corre corre e com o zero a zero no placar…
No intervalo, deu pra trocar uma ideia com o pessoal da torcida local pra saber um pouco mais sobre eles:
A volta pro segundo tempo prometia um jogo ainda mais eletrizante.
E deu pra ver que o goleiro Neto do VOCEM realmente não está invicto a toa. Fez uma partida super tranquila, sem margem pra erros.
A torcida seguia fazendo seu papel e apoiando.
E também aproveitou da proximidade com o gramado pra botar uma pressão no goleiro visitante!
E olha quem apareceu pra tentar segurar o ímpeto da torcida local, do alto dos seus 1,50 metros… “Ditinho”, o preparador de goleiros do VOCEM, que já é uma figurinha carimbada desta série B.
Ditinho simplesmente assistiu o jogo no meio da torcida visitante, que soube levar na amizade e o tratou com muito respeito, mesmo sendo um adversário. Exemplo pra outras torcidas!
O jogo foi se encaminhando para o final e mesmo pressionando, aproveitando-se do jogador a mais, mas… o zero a zero já se mostrava como placar definitivo para a tristeza da torcida local, que mesmo sabendo da importância do empate contra o líder, ouvia pelo rádio que a combinação de resultados tirava o time do José Bonifácio do G4.
Vale a pena valorizar mais um jogo sem levar gols do goleiro do VOCEM.
Também um destaque para a equipe técnica local que soube dominar o jogo, ainda que não tenha sido convertido em vitória.
Ao fim do apito, o placar apresentava…
Mas pra nós que estivemos vindo de tão longe pra conhecer o estádio e a torcida, foi muito emocionante. Um grande abraço para o amigo Gabriel, que foi um pouco do nosso “embaixador” local.
E da nossa parte, fica o orgulho de ter participado e vivenciado mais uma experiência mágica!
Espero que possamos voltar à cidade para novos encontros… Por hora, obrigado a todos que fizeram da nossa viagem, um momento tão marcante..
Quem cruza o estado pela Anhanguera muitas vezes não sabe o número de estádios que esta estrada interliga. Um deles, fica na cidade de Porto Ferreira, cidade cerca de 230 km distante da capital e onde vivem pouco mais de 60 mil pessoas. A cidade é conhecida por seu comércio, mas também tem força na indústria e no agronegócio. É cortada por vários rios, entre eles o Mogi Guaçu.
Mas…. Estivemos ali para conhecer o Estádio Municipal da Vila Famosa, o campo onde a Sociedade Esportiva Palmeirinha manda seus jogos.
O time foi fundado em 3 de abril de 1955, mas somente se profissionalizou em 1967, disputando a Quarta Divisão (atual Série B) do Campeonato Paulista. O time fez história nas divisões de acesso principalmente nos anos 80!
Mas manteve-se nas disputas oficiais até 2016. Aqui, o time de 2010:
A parte externa do Estádio é bastante imponente!
Vitória! Vamos poder registrar o estádio por dentro, mas… Antes deveremos passar pelo túnel do terror heehehehe:
O estádio tem capacidade atual para 5.558 pessoas, sendo que uma das arquibancadas está interditada.
O time do Palmerinha não disputou a Bezinha neste ano de 2017, mas mantém ativas as categorias de base.
Uma pena, pois o estádio está muito bem conservado!
Um grande momento desse estádio ocorreu na inauguração dos refletores, em 1992 com um amistoso contra o Corinthians, em que o Palmeirinha venceu por 1 a 0, gol de Júnior aos 37′ do primeiro tempo.
A placa indicativa parece estranha…
Que as bancadas não permaneçam vazias em disputas profissionais por muito tempo.
Mais uma história do ano passado (2016), quando fomos até Assis ver o VOCEM jogar.
No caminho de volta pra Santo André, viemos pela Raposo Tavares e pudemos registrar mais um estádio, dessa vez, em Piraju.
Como sempre gostamos de fazer, antes de apresentar o estádio, um rápido olhar sobre a cidade, considerada estância turística, graças ao seu potencial natural, em especial ao Rio Paranapanema e à represa.
Vivem cerca de 30 mil pessoas na cidade.
Olha aí o cemitério Municipal…
Deixando a morbidez de lado, vamos ao tema da nossa visita, o Estádio Municipal Gilberto Moraes Lopes, casa do time do Piraju FC.
O Piraju Futebol Clube foi fundado em junho de 1957 (ou seja, completaria 60 anos esse mês, se ainda estivesse em atividades).
Aqui, o time de 1958:
Em 1962, o time fez história ao vencer o São Paulo por 2×1, em uma partida amistosa.
Dizem que mais de 6 mil pessoas teriam comparecido a este embate no Estádio Municipal.
O time participou 13 vezes da terceira divisão do Campeonato Paulista de Futebol, entre 1962 e 1968, depois em 1980, 1981, 1982, 1984, 1986 e 1987.
Aqui, o time de 1981:
Aqui, em 1982:
E por fim, o time faria em 1991 na quarta divisão sua última participação até o momento em campeonatos oficiais.
Essa foto é do time em 1990, e ficou na história por contar com Alexandre Escobar Ferreira, goleiro que iria para o São Paulo (seria o substituto de Zetti) e que infelizmente viria a falecer no início de sua carreira.
O Estádio Municipal Gilberto Moraes Lopes tem capacidade para mil espectadores.
Vamos dar uma olhada?
O estádio fica em um quarteirão bem tranquilo da cidade.
E é um daqueles campos em que a natureza ainda está bem integrada com as arquibancadas…
No site do pessoal do Jogos Perdidos existe um posto específico sobre o estádio, clique aqui para acessá-lo e ver outras informações e imagens como essa, da arquibancada interna (que acabei não fotografando…):
A 182a camisa do blog é de uma tradicional equipe polonesa, o Legia Varsóvia (Legia Warzsawa).
A história do time é no mínimo curiosa, já que foi fundado em março de 1916, em Volhynia (cidade da Ucrânia), por uma legião do exército polonês, durante operações militares na Primeira Guerra Mundial. Este é um raro registro do time naquele ano, quando ainda eram chamados de Drużyna Legjonowa:
Após a guerra, o time voltou a se organizar, a partir de 1920. Em 1923, após uma fusão com outro clube local, o Korona, o time adotou o nome que usa até hoje. Esse é o time de 1926:
Em 1927, disputou sua primeira partida pela primeira divisão nacional polonesa.
Em 1955, veio o primeiro título, pela Copa e em 56, o título do campeonato nacional.
Durante muitos anos, o clube foi propriedade do exército nacional, mas acabou comprado por empresários do setor da comunicação.
Aqui, o time de 1989:
Algumas fotos dos times que já vestiram a camisa alvi/rubro/verde, a começar pelo time de 91:
O de 1993:
Hoje, o Legia é um dos principais times da Polônia, tendo 11 títulos da Ekstraklasa Champions, 18 troféus da Copa da Polônia e quatro SuperCup da Polônia.
Manda seus jogos no Estádio do Exército Polonês. Estivemos por lá em 2015, embora não tenha sido possível filmar lá dentro, seguem algumas imagens de frente do estádio.