A 180a camisa do Blog é mais uma vez do interior paulista, dessa vez da cidade de Batatais!
Foi presente da amiga Giovanna Vernucio, que tem família por lá! Mais uma vez, obrigado!
Trata-se de uma camisa comemorativa do Batatais Futebol Clube!
Fundado em setembro de 1919, o Fantasma da Mogiana nasceu como dissidência do Riachuelo FC.
Manda seus jogos no estádio Dr. Oswaldo Scatena, vulgo Scatenão ou Ghost Arena.
O clube ganhou o então apelido “Fantasma da Mogiana”, devido ao temor que provocava nos adversários da região e nos demais clubes do estado que disputavam Amistosos.
E lá vamos nós para mais um estádio do interior paulista. A bola da vez é a cidade de Aparecida, na região leste do estado de São Paulo, onde vivem pouco mais de 35 mil pessoas.
Bastante conhecida pelo turismo religioso, já que a cidade cresceu em torno da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, encontrada por pescadores em 1717, no rio Paraíba do Sul.
A cidade possui duas basílicas para onde boa parte dos times e torcedores viajam pagando suas promessas de acesso, títulos e glórias. Por esses e outros grupos, o local é atualmente o maior centro de peregrinação religiosa da América Latina.
Mas, Aparecida também já contou com um time de futebol disputando as competições oficiais da Federação Paulista: o Aparecida Esporte Clube, o Furacão do Vale!
O Aparecida EC mandava seus jogos no Estádio Municipal Comendador Vicente de Paula Penido, anteriormente chamado de Estádio Municipal 17 de dezembro.
O Estádio tem capacidade para 5 mil torcedores, e já foi palco de disputas da série A2, A3 e B (na época com outras denominações), entre os anos de 1956 e 1996.
O time nasceu em 1965 (vale lembrar que antes dele existia o Esporte Clube Aparecida, original de 1955), e passou a disputar as competições profissionais a partir de 1965. Em 1967 passou a jogar a Segunda Divisão (o terceiro nível do futebol paulista daquele ano) fazendo uma boa campanha na fase inicial.
Em 1968 o time ficou de fora do profissionalismo disputando novamente o mesmo nível em 1969, terminando em 3º lugar a primeira fase.
Outra parada em 1970 e volta à disputa em 1971, com uma má campanha (5º lugar em um grupo de 7 times). De 1972 a 1979, novo intervalo e retorno à Terceira Divisão (agora sim, o terceiro nível do futebol paulista) em 1980, com uma super campanha (apenas 4 derrotas em 30 jogos) não se classificando por 2 pontos…
Em 1981, o time foi ainda mais distante, chegando às finais do grupo, nos dois turnos da primeira fase, perdendo ambas para o Cruzeiro.
Em 1982, o time passa a disputar a segunda divisão (o segundo nível do futebol), e sua campanha de estreia foi muito boa, classificando-se para a segunda fase como líder do grupo:
Na segunda fase, terminou em último do grupo.
Esse era o time em 1982:
Ficou na segunda até 1987. Em 1988, acabou rebaixado de volta para a “terceirona” e decidiu paralisar suas atividades no futebol profissional.
Em 1995, o time retornou às competições, mas sua volta se resumiu a dois anos na série B do Paulista.
Pra quem gosta de histórias de arquibancada, recomendo o texto no blog luciomdiastextos.blogspot.com.br que narra um pouco das “guerras campais” que aconteciam quando o extinto e saudoso time do “Furacão do Vale” jogava, com incríveis brigas entre a torcida local e seus rivais, entre eles o time do Cruzeiro, da cidade homônima, o Jacareí e a Esportiva de Guaratinguetá. A fanática torcida local chamava-se “Explosão do Furacão”.
Na década de 90 a Federação Paulista criou a Copa Vale, disputada pelos times do Vale do Paraíba. Em sua primeira edição, o Aparecida chegou à final contra a forte equipe do São José. Na primeira partida no Estádio Penidão, derrota por um a zero num lance onde o zagueiro tentou recuar a bola para o goleiro e ela caprichosamente parou numa poça d’água, já que choveu muito antes da partida, e o atacante fez um a zero. No jogo de volta, outra derrota e o São José foi campeão.
Aqui, algumas fotos da nossa visita:
A chegada é por uma série de ruazinhas próximas ao SAE da cidade.
O time teve um grande craque: o centroavante Márcio Heleno. Dizem que a cidade simplesmente parava em dias de jogo do Aparecida para ver os gols do atacante baixinho e gordinho, que foi trazido ao time pelo também lendário treinador Lalí.
Márcio Heleno ostenta o título de maior artilheiro do Brasil no ano de 1982, isso contando todos os campeonatos de todas as divisões do Brasil naquele ano, superando até mesmo o craque Zico, artilheiro do carioca daquele ano.
Em 23 de setembro de 2014, o artilheiro se despediu dos gramados da vida.
Algumas imagens antigas do Estádio:
Pudemos adentrar ao estádio e fazer umas imagens lá de dentro:
E navegando pela Internet encontrei essas imagens no blog aparecidaantiga11.blogspot.com.br do uniforme que o time utilizou em 1984num amistoso contra o São Paulo que terminou em 0x0.
Infelizmente, o time não parece ter planos para voltar a disputar competições oficiais…
Seguimos na estrada… Desta vez a cidade visitada foi São Manuel!
Pra quem conhece um pouco o interior de São Paulo, a cidade fica próxima a Botucatu, cerca de 270 km da capital.
Ruas ainda pacatas, características de cidades do interior, por onde circulam os quase 50 mil habitantes. Estão aí, a tradicional igreja e o coreto da praça!
Nossa missão era de conhecer e registrar o Estádio “Dr. Adhemar Pereira de Barros”, onde a Associação Atlética Sãomanoelense mandava seus jogos.
A Associação Athletica Sãomanoelense foi fundada em 21 de junho de 1919. No site O Debate regional encontrei a imagem abaixo, do início dos anos 20, numa época em que nem arquibancadas ainda existiam por lá.
Em 1921, recebeu o time do EC Sorocabano não só para um jogo, mas para uma vivência na cidade:
Em 1922, houve um amistoso com o Santos:
Já em 1923, passou a disputar o Campeonato do Interior!
E também encontrei essa matéria do jornal “A Cigarra” de 1924 sobre um amistoso com o SC Corinthians.
Disputou novamente o Campeonato do Interior em 1942, com o EC Bandeirante, também de São Manuel.
Em 43 e 44 mais uma vez a região teve a Ferroviária de Botucatu como campeã.
Em 45, o campeão do setor foi a Botucatuense e em 47, o Noroeste. O time dessa época (foto do site Tempodebola)
Aqui, notícias sobre o Campeonato de 1948:
Em 1957 rolou até um amistoso com o Palmeiras:
Seus anos de glórias foram a década de 60. Logo em 1961, um amistoso contra o São Paulo.
Depois, a AA Sãomanoelense foi campeã, em 1968, da quarta divisão.
Dá pra ver as suas tradicionais cores (vermelho e preto) na foto abaixo, do time dos anos 80 (também do site Tempo de Bola):
Aqui, o time de 1990:
Mas, o tempo do futebol profissional se foi e o Estádio “Dr. Adhemar Pereira de Barros acabou ficando para o futebol amador, mas ainda muito bem conservado.
O Estádio recebeu 12 participações no Campeonato Paulista de Futebol.
Infelizmente o clube não resistiu às mudanças do futebol e principalmente aos altos custos e acabou licenciando-se da Federação Paulista, deixando ainda mais órfã a região (que já possuiu clubes em Botucatu, Lençóis Paulista, Avaré, entre outras cidades).
A atual capacidade do estádio não passa de 2.000 torcedores, e mesmo sabendo que para disputar o profissional, seriam necessárias obras de expansão, esse tema vive sendo discutido entre os boleiros da cidade.
Falando em boleiros da cidade, taí uma parte deles que ainda frequentam o estádio (que tem um bar anexado, onde rola a tradicional sinuca).
Um último olhar sob a arquitetura antiga da cidade, e como o sol se vai… Nós também vamos…
Falar que é contra o futebol moderno, todo mundo fala, quero ver agora apoiar essa baita causa!!
Abro as portas do blog para dar voz à Rafaela Escalante, presidente do Plácido de Castro e também a mais jovem presidente de um Clube no Brasil:
Os incentivos aos esportes é muito raro no nosso Estado, precisamos de alguma alternativa para arrecadar fundos para o clube.
Gastamos em média 120.000,00 por Campeonato. Ou seja esse valor é para o ano todo, pois participamos do campeonato que dura em média 3 ou 4 meses.
Somos um clube pequeno, lançado a elite do profissional em 2008, mais já fomos campeões em 2013. Temos um historia bacana que não podemos deixar morrer!
Ajude-nos a fortalecer nosso Clube querido!
Vejam minha primeira matéria no GE http://globoesporte.globo.com/ac/futebol/times/placido-de-castro/noticia…
Para participar da campanha, acesse: http://www.kickante.com.br/campanhas/adquirir-recursos-para-o-placido-de-castrofc-0
8 de maio de 2016. O domingo fecha um fim de semana de acessos!
Um dia após acompanharmos o Santo André voltar à série A1 do Paulista, em Barretos, fomos até Sertãozinho assistir a equipe local chegar a final da A3 e consequentemente conquistar o acesso à série A2 e a festa não podia ser melhor!
O Sertãozinho manda seus jogos no Estádio Municipal Frederico Dalmaso, o “Fredericão”.
E o campo estava cheio, e todo mundo muito animado, acreditando na classificação!
A torcida lotou todo e qualquer espaço do estádio destinado ao público local!
Vem comigo dar uma volta e sentir o clima do jogo!
Tudo isso, para sua segurança!
Pudemos conhecer pessoalmente o amigo Renan! E é pra isso que o futebol serve: fortalecer as amizades!
Pra quem não sabe, o estádio tem ainda uma pequena área coberta, junto das cabines de imprensa. Tudo muito bacana!
Mas a festa estava mesmo no meio da torcida. Uma pena que a Federação não permita que as organizadas entrem com suas faixas e camisas, mas mesmo assim, o pessoal de Sertãozinho pintou de grená e branco a cancha local, com direito a tirantes e tudo!
Dá uma olhada no que tinha de gente! E esse pessoal ajudou o time a segurar um 0x0, meio morno, mas que garantiu a vaga do time local na A2 de 2017!
Outro destaque pro rolê fica para o encontro, ali nas bancadas mesmo com o amigo Nequinha, lateral direito pé quente, que acabou conquistando mais um título, desta vez da A3! Valeu, amigo!
E já que o time saiu campeão, não pode faltar a foto dos vencedores!
Pra quem andava nos cobrando mais um role pelo interior, fica esse registro! Abraços aos amigos!