Estádios do Noroeste Paulista – Parte 5: Mirassol

Brasão de Mirassol
Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

Chegamos à quinta parte da nossa tour de inverno pelos estádios do Noroeste Paulista e agora é a vez de conhecer a cidade de Mirassol, que está às margens da Rodovia Washington Luiz, após São José do Rio Preto.
Mas… Antes de chegar à cidade, fui desafiado por um vendedor de caldo de cana a tomar quantos copos eu quisesse por R$ 4. Resultado: cheguei à Mirassol com 1,5 Litros da mais pura glicose no corpo.

Caldo de cana na Washington Luiz

A cidade possui cerca de 57 mil habitantes e o nome “Mirassol” tem duas possíveis origens: uma por conta dos girassóis existentes na região e outra, porque a cidade está no ponto mais alto da região, ou seja, de onde se pode “mirar el sol” compreendeste hermano?

Olha aí a Igreja matriz da cidade:

Mirassol também é “dividida” pela linha do trem (em alguns momentos, bem no meio da cidade).

Linha de trem - Mirassol

A Mari perdeu a mania de fotografar cemitérios, mas para resgatar um pouco dessa tradição, aí está o cemitério local:

Cemitério - Mirassol

Destaque para algumas construções antigas ainda presentes na cidade:

Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

Nossa visita à cidade era para conhecer e registrar o Estádio onde o Mirassol manda seus jogos.

Distintivo do Mirassol

O Mirassol FC é um time bastante tradicional, foi fundado no dia 9 de novembro de 1925 e desde 1951 disputa competições profissionais da Federação Paulista.

Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

O Estádio José Maria de Campos Maia fica na Avenida Lauro Luchesi e suas bancadas têm capacidade para 19.000 torcedores.

Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

Vale lembrar que ele nasceu para substituir o Estádio Giocondo Zancaner, usado até então. Embora esquecido por muitos, suas arquibancadas ainda existem…

Pra mim, o estádio lembra muito as canchas de alguns times argentinos.

Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

Em frente o estádio está o tradicionalíssimo “bar do Almeida”, onde o pessoal costuma fazer o “esquenta” para os jogos.

Bar do Almeida - Mirassol
Bar do Almeida - Mirassol

O Mirassol teve o cuidado de manter na parte de baixo do estádio uma loja com os produtos do time, mas infelizmente em nossa visita, estava fechada.

Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

Mais uma bilheteria ( e essa, das mais elegantes, hein?)

Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

Vamos lá!

Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol
Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

A inauguração do campo aconteceu em 03 de Março de 1983 e o jogo de estreia foi contra a Jalense. Naquele dia, o torcedor do Mirassol viu uma vitória da sua equipe por 2×1.

Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

O estádio possui uma excelente estrutura e está em perfeito estado!

Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

O gramado também está em ótimas condições.

Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

Aqui dá pra ter uma ideia mais completa de como é o estádio:

Daria pra fazer muitas e muitas fotos, já que o estádio possui arquibancadas em todos os lados!

Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

Aqui, uma vista em 3 partes do gramado:

Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

Como eu sempre digo, é uma honra poder estar ali e oficializar mais um estádio tão importante para o futebol paulista!

Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

A campanha da série A2 de 2015 foi muito boa, o time acabou na quinta colocação e só perdeu o acesso à primeira divisão pelo saldo de gols.

Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

Até pela boa campanha, a média do público neste ano foi de cerca de 2 mil pessoas, com destaque para o jogo contra a Ferroviária, onde mais de 5 mil pessoas estiveram presentes.

Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

Ficamos contentes por ver que ainda existe vida e esperança, já que dos 5 primeiros estádios visitados (além de Mirassol, passamos por Ibaté, Taquaritinga, Pindorama e Uchoa) este é o primeiro que ainda mantém seu time em disputas oficiais.

Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

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Estádio Municipal José Maria de Campos Maia - Mirassol

Estádios do Noroeste Paulista – Parte 4: Uchoa

E lá vamos nós para a 4a parte do nosso rolê, dessa vez na cidade de Uchoa, que fica também às margens da rodovia Washington Luiz, entre as cidades de Catanduva e Cedral, já na região de São José do Rio Preto.
O nome é uma homenagem ao engenheiro Ignácio Uchoa, da extinta Estrada de Ferro São Paulo – Norte.

A cidade possui cerca de 9.500 habitantes e seu nome é de origem basca e significa “lobo”.
Faltou fazer a foto da igreja, como fizemos nas demais cidades, então encontramos essa abaixo, no blog “Doramundo“:

Também encontramos neste site: www.estacoesferroviarias.com.br uma foto da estação de trem local:

E mais uma vez pudemos conhecer novas pessoas, criar novas amizades e, principalmente, ouvir boas histórias sobre um lugar onde o tempo parece ter parado…

Amigos em Uchoa

Quem é nascido na cidade de Uchoa é o “Tupãzinho”, jogador que fez história no Corinthians ao marcar o gol do título do primeiro Campeonato Brasileiro, conquistado em 1990. Estivemos com ele num jogo do Tupã, em São Bernardo:

Tupazinho

O principal contraste para nós que somos do ABC é o trânsito. As ruas praticamente desertas, sem aquela tradicional loucura tão comum (infelizmente) no nosso dia a dia.

Uchoa

Nossa meta na cidade era conhecer o Estádio Municipal Leonildo João Birolli, a casa do time local, o Uchoa FC, fundado em 3 de janeiro de 1940.
Suas cores, seu escudo e o modelo do uniforme principal são uma homenagem ao São Paulo, da capital:

O clube teve seis participações das divisões menores do Campeonato Paulista de Futebol, mas nunca esteve na primeira divisão.
Aqui, uma imagem rara, do time de 1947:

Em 1948, disputou a série branca da segunda divisão – a série A2 daquela época- e terminou em último lugar…

Séire Branca do Campeoanto Paulista da segunda divisão 1948

O incrível Blog História do futebol nos traz uma foto de 1948:

Uchoa FC 1948

 Aqui, um outro momento do time, com o estádio ao fundo:

Encontramos na Internet uma foto de meados das décadas de 40/50, de uma faixa, exposta em São José do rio Preto convidando para um jogo contra o América:

Em 1949, o time fez história ao vencer a série ouro da segunda divisão – a série A2 da época. Mas na fase final pegou só pedreira… Guarani, Linense e Batatais, e acabou fora da primeira divisão de 1950.

Uchoa

Em 1950, conseguiu uma quinta colocação…

série a2 - 1950

Em 1951, o fim de um ciclo, com a sexta colocação na zona central:

Uchoa - série A2 -1951

Depois disso, o time ainda disputaria competições profissionais em 1980 (na terceira divisão) e em 1991 quando disputou um torneio qualificatório com AA Itararé, AA Ituveravense, Ranchariense, Beira-Rio de Presidente Epitácio, Embu-Guaçu, Operário de Tambaú, Flamengode Pirajuí, GE Atibaiense, GE Monte Aprazível, Guarani Saltense, Itaquaquecetuba, José Bonifácio e Auriflama.

Para aqueles que um dia pensam em ir ao estádio, ele fica no cruzamento da rua Ernesto Lainetti e da Av Eduardo Hidalgo:

Rua do Estádio Municipal em Uchoa

E, novamente encontramos com facilidade o nosso destino: o Estádio Municipal Leonildo João Birolli!

Estádio Municipal Leonildo João Birolli - Uchoa

Vamos conhecê-lo?

Olhando um pouco de dentro do estádio, podemos encontrar as arquibancadas que tem capacidade para cerca de 3 mil pessoas.

Estádio Municipal Leonildo João Birolli - Uchoa

O gramado em ótimas condições, e árvores frondosas dispostas ao fundo do gol:

Estádio Municipal Leonildo João Birolli - Uchoa

É sem dúvida um estádio que poderia estar recebendo jogos nos dias atuais…

Estádio Municipal Leonildo João Birolli - Uchoa
Estádio Municipal Leonildo João Birolli - Uchoa

Os bancos de reserva num visual old school, trazendo de volta na nossa memória uma época em que o futebol tinha uma outra atmosfera…
Imagina como foi celebrar a conquista de 1949

Estádio Municipal Leonildo João Birolli - Uchoa

Mais uma vez, fica o sentimento de orgulho em poder registrar um estádio que já foi utilizado por várias vezes em disputas oficiais da Federação Paulista.

Estádio Municipal Leonildo João Birolli - Uchoa

As arquibancadas de cimento estão ali… Prontas para receber a torcida novamente!

Estádio Municipal Leonildo João Birolli - Uchoa

Tantos times que passaram por aí… Linense, Rio Preto, Noroeste, Bauru, Internacional de Limeira, Prudentina, Ferroviária de Botucatu, São Paulo de Araçatuba, América de S. José do Rio Preto, Corinthians de Pres. Prudente, Bandeirante de Birigui, XV de Jaú, São Manuelense…

Estádio Municipal Leonildo João Birolli - Uchoa

Além de toda a história, é uma vista linda…

Estádio Municipal Leonildo João Birolli - Uchoa
Estádio Municipal Leonildo João Birolli - Uchoa

Uma curiosidade bem diferente é que enquanto eu estava lé no alto da arquibancada fotografando, ouvi uns barulhos estranhos, parecia que tinha alguém morando nas cabines de imprensa e ….

Urubua no Estádio Municipal Leonildo João Birolli - Uchoa

Assim, chegamos ao fim de mais uma aventura futeboleira, que nos levou a esse lindo estádio!

Estádio Municipal Leonildo João Birolli - Uchoa

Fica nossa torcida para que espaços como esse sejam cada dia mais valorizados pelas pessoas e quem sabe eternizados como lembrança de um tempo que não deve voltar mais…

Estádio Municipal Leonildo João Birolli - Uchoa

Demos a volta no quarteirão do estádio e voltamos para a estrada, rumo a Mirassol.

Estádio Municipal Leonildo João Birolli - Uchoa
Estádio Municipal Leonildo João Birolli - Uchoa

Em companhia do Guaraná Jaboti, incrível sabor! (sei que parece, mas não, não é um merchandising, a menos que alguém do Jaboti queira nos patrocinar)

Guaraná Jaboti

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Estádios do Noroeste Paulista – Parte 3: Pindorama

Brasão da cidade de Pindorama
Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama

Dando sequência à nossa viagem pelos estádios da região noroeste de São Paulo, agora é hora de dividir com você um pouco da nossa experiência na cidade de Pindorama, mais um belo lugar do interior, onde o tempo ainda anda um pouco mais devagar…

Pindorama

Pindorama é uma palavra Tupi, que significa “terras das palmeiras”, e era também o nome dado ao Brasil pelos índios tupis.

A cidade possui cerca de 15 mil habitantes e ainda tem ruas com poucos carros, muitas árvores e residências com cadeiras nas ruas…

Pindorama

Em Pindorama, a arquitetura do início do século passado ainda está de pé, misturando-se ao dia a dia da cidade e das pessoas, juntando passado e futuro nas mesmas ruas…

Pindorama

Sem dúvida a padaria ficou muito mais charmosa do que as que vemos nos grandes centros urbanos…

Pindorama

E, claro, a igreja matriz e a praça no centro da cidade!

Pindorama

Mas, nosso objetivo era conhecer o Estádio onde o time local, o Pindorama E.C. mandava seus jogos.

O time foi fundado em 2 de março de 1939 e nos anos 40 participou do Campeonato do Interior.

Disputou ainda duas edições do campeonato paulista da segunda divisão (em 1958 e 1959).

E o campo em que o Pindorama E.C. mandava seus jogos é o Estádio Municipal Rufino Rodrigues e após poucos minutos de procura, lá estávamos nós, pra conferir como ficou a reforma feita em 2011!

Estádio Municipal Rufino Rodrigues

A frente do estádio sofreu muitas modificações desde sua inauguração, mas segue muito bacana e imponente.

Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama
Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama

O estádio fica na região central da cidade, especificamente na rua…

Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama

É mais uma importante marca para o nosso blog. Um estádio histórico, que ja chegou a abrigar uma final da terceira divisão (em 1958, Expresso São Carlos e Monte Aprazível disputaram a final e após uma vitória de cada time nos dois primeiros jogos, o time de São Carlos sagrou-se campeão ao derrotar por 3 a 2 o time de Monte Aprazível, no Estádio Rufino Rodrigues, campo neutro para os dois times).

Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama

Mas o estádio estava fechado e para conseguir entrar, tivemos que dar uma pequena volta, passando pela “cancha de bocha” (esporte predileto do amigo Betão, de Mauá).

Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama

E lá vamos nós a mais um estádio perdido do interior paulista!

O gramado segue muito bem cuidado, para as equipes amadoras que seguem jogando no estádio.

Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama

A cidade ao fundo ainda é 100% horizontal. Nenhum prédio ao fundo, imagine isso daqui alguns anos ou décadas…

Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama

E o estádio possui iluminação, mas pelo que ouvimos dos cidadãos, poucos jogos foram disputados a noite.

Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama

Aliás, ouvir as histórias dos moradores mais antigos sobre o futebol nos anos 30, 40, 50 e 60 é um presente único… Por exemplo, soubemos que embora o time tenha se aventurado no profissionalismo somente no fim dos anos 50, os times da década de 40 eram considerados imbatíveis na região, onde rivalizavam com times das cidades vizinhas como Catinguá,  Catanduva, Ariranha e Santa Adélia.

Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama

E as torcidas vizinhas compareciam e lotavam as arquibancadas do estádio, em um misto de rivalidade e amizade.

Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama

Um detalhe curioso, e provavelmente único do estádio é essa “arquibancada especial” ao fundo do gol.

Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama

Vale ressaltar, que em 2011, a então prefeita de Pindorama,  Maria Inês Bertino Miyada, assinou convênio de R$ 180 mil com a Secretaria Estadual de Economia e Planejamento (SEPLAN), para reforma do Estádio Municipal “Rufino Rodrigues” e segundo o pessoal que conversou com a gente, as obras se concentraram nas arquibancadas e na entrada do estádio.

Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama
Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama

O goleiro pode contar com a sombra das árvores pra dar uma refrescada caso o jogo fique muito quente.

Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama

O banco de reservas também…

Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama

Tantas ofertas de descanso e tranquilidade trazem ao estádio mais do que times e torcedores…

Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama

Eu, saudosista desde que me conheço, fiquei pensando nos times que passaram por ali em 1958: Barretos, Francana, Rio Preto, Taquaritinga, Catanduva EC, Batatais, Jaboticabal, Fortaleza (Barretos), Tanabi e GE Monte Aprazível.

Muitos desses times também não existem mais, outros mudaram de nome e outros seguem nessa luta cultural até os dias de hoje. Mas pensar que há quase 60 anos, eles já disputavam partidas nesse campo, é demais!! O único problema pro Pindorama é que o time terminou em penúltimo lugar nessa chave.

Em 1959, foi a vez de enfrentar o Batatais, Catanduva EC , Barretos, Francana, Internacional de Bebedouro, Taquaritinga, Fortaleza (Barretos), Jaboticabal, e o Nevense. Dessa vez, o Pindorama ficou em último…

Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama

Mas, como eu sempre digo, mais do que resultados, o que importa é história.

Claro que é sempre melhor uma história vitoriosa, mas imagine quantos escanteios já devem ter sido batidos nesse canto?

Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama

Desejamos com toda a nossa força que os portões do estádio estejam sempre abertos e quem sabe para um dia voltar a uma competição profissional?

Estádio Municipal Rufino Rodrigues - Pindorama

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Estádios da Noroeste Paulista – Parte 1: Ibaté

Brasão de Ibaté

Ibaté

Nossa primeira parada nesse rolê de inverno, foi a cidade de Ibaté, que fica às margens da Washington Luiz, logo após São Carlos.

O nome significa “no cume” em Tupi e remete ao fato da cidade estar no alto de uma colina.

Com pouco mais de 33 mil habitantes, a cidade é  bastante arborizada e ainda mantém o aspecto interiorano de tranquilidade, com ruas largas e ainda pouco movimentadas. Para maiores informações, clique aqui e acesse o site da Prefeitura.

Ibaté

Não podíamos deixar de fotografar a praça central da cidade, onde encontra-se a igreja local e um pessoal que colocava o papo em dia embaixo das frondosas árvores.

Ibaté

A cidade possui vários monumentos, esse é uma obra de Adélio Sarro.

Monumento Ibaté - Adélio Sarro

O futebol ainda tem importância no dia a dia da cidade. Para se ter noção, entre os dias 11 e 18 de julho,teremos a Copa Pan-Americana de Futebol 2015, com delegações de 5 países: Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.

Nossa missão em Ibaté era chegar até a antiga Usina da Serra e logo encontramos algumas placas indicando o caminho.

Usina da Serra

A Usina manteve um time que em 1986 chegou a disputar a terceira divisão. Falamos do G.R.E. Usina Açucareira Serra, ou simplesmente “Grêmio da Serra”, do distintivo abaixo:

O Grêmio mandava seus jogos no estádio da própria usina, ou seja, para chegar até lá, tínhamos que chegar até a sede, e assim fizemos, porém, agora a Usina pertence à Raizen e eles não permitem fotografar a sede, então, segue essa foto da estrada onde pode se ver um pouco da usina…

Usina Raizen

Ao chegar lá, fomos informados que, para nossa sorte, poderíamos fotografar o estádio porque ele se localiza no lado externo da Usina, e para chegar lá, basta pegar aquela estradinha de terra ali. Detalhe, havia chovido bastante nos dias anteriores…

Usina Açucareira da Serra - Raizen

Chegando no posto de gasolina, vire à esquerda e pronto…

Usina Açucareira da Serra - Raizen

Lá vamos nós para o primeiro estádio desse rolê!

O Estádio atualmente serve aos funcionários da Usina, e embora mantenha a arquibancada ao fundo, o gramado já não é mais o mesmo de outrora.

Estádio da Usina Açucareira da Serra - Grêmio da Serra

O grande momento do estádio foi em 1986, quando o Grêmio disputou a terceira divisão do Campeonato Paulista, ao lado de equipes como Palmeiras (Santa Cruz das Palmeiras), Vargeana (Vargem Grande do Sul), Sanjoanense (São João da Boa Vista), União (Tambaú), Santa-Ritense (Santa Rita do Passa Quatro), Descalvadense (Descalvado), Estrela da Bela Vista (São Carlos), Botafogo (Barra Bonita) e Pirassununguense.

Estádio da Usina Açucareira da Serra - Grêmio da Serra

Ao lado do campo é possível ver um pedaço da mata que outrora deve ter sido maior e que atualmente ocupa uma área pequena, dando espaço cada vez maior à cana.

Estádio da Usina Açucareira da Serra - Grêmio da Serra

Os vestiários e demais espaços também seguem muito bem cuidados.

Estádio da Usina Açucareira da Serra - Grêmio da Serra

Estádio da Usina Açucareira da Serra - Grêmio da Serra

Sem dúvida, ficamos muito contentes em poder registrar imagens de um estádio que está na história do futebol paulista e que provavelmente jamais verá uma disputa profissional novamente.

Estádio da Usina Açucareira da Serra - Grêmio da Serra

No caminho para o estádio, paramos em um posto para perguntar o caminho da usina e ouvimos uma história muito doida de um senhor que trabalhou lá.

Ele disse que várias vezes, quando passou a noite ali por perto, ouviu ruídos como se alguém estivesse assistindo o jogo e  gritando com os jogadores. Segundo ele conta, seriam gritos de um ex treinador que trabalhava na usina e morreu em um acidente. Confesso que de noite deve dar muito medo estar por ali…

Estádio da Usina Açucareira da Serra - Grêmio da Serra

Com a missão concluída, e com sucesso, fizemos uma foto  que mostra uma visão mais completa do Estádio, a arquibancada, que fica à esquerda da imagem abaixo, comporta cerca de 2 mil pessoas:

Estádio da Usina Açucareira da Serra - Grêmio da Serra

Um gol em dose dupla! Um campo que nunca estivemos antes e além disso, de um time que surgiu e desapareceu como mágica…

Estádio da Usina Açucareira da Serra - Grêmio da Serra

Ao mesmo tempo em que ficamos contentes e orgulhosos por mais esse registro histórico, fica certa tristeza ao imaginar que estádios como esse e times como esse dificilmente voltarão a enfrentar clubes por uma competição oficial, enchendo de orgulho sua cidade e população, ou no caso, os trabalhadores da Usina.

Estádio da Usina Açucareira da Serra - Grêmio da Serra

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Em busca do Estádio perdido em Brusque (SC)

Florianópolis

Mais um post para ajudar a romper fronteiras e fortalecer amizades e bons sentimentos!

Em meio a semanas e mais semanas de trabalho que já estavam me deixando louco, decidimos ir até Florianópolis rever meu irmão e curtir um pouco da natureza do sul da ilha.

Florianópolis

Já estávamos no outono e não tinha sol, mas mesmo assim, deu pra vermos algumas praias e principalmente andar e ouvir algumas histórias sobre uma Florianópolis que a cada dia mais vai desaparecendo…

Florianópolis

Florianópolis

Ah, se você pensa em ir de São Paulo até Florianópolis, de carro, vale lembrar que a viagem é longa e infelizmente, a estrada está sempre repleta de acidentes, então, jamais inclua álcool na brincadeira e vá sempre bem atento pra você curtir a vida como ela merece.

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Uma vez na ilha, sugerimos o lado menos badalado, o sul, onde você vai encontrar praias mais tranquilas e um pessoal mais ” reservado” e alguns locais mais bucólicos, ideal pra relaxar e repensar a vida, ainda mais com a proteção de Iemanjá.

Florianópolis

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Jogos envolvendo arremessos de objetos para possíveis rebatidas são bem vindos…

Florianópolis

Um role pelo bairro Ribeirão do sul pra apreciar as construções antigas… 

Florianópolis

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Florianópolis

E enfim, aproveitar a calma e a serenidade que só a natureza tem para oferecer nesses dias de tanta correria…

Florianópolis

Florianópolis

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Da série “dicas gastronômicas”, fica a pizzaria do Cica, tradicionalíssima na ilha e misturando a culinária integral as pizzas (conheça mais aqui: www.pizzariadocica.com.br).

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Mas… Antes de chegarmos à Floripa, decidimos dar uma paradinha em outra cidade, para registrar mais um “Estádio perdido”, dessa vez, na cidade de Brusque.

Brusque

Logo na entrada da cidade, uma cena única… O Chaves diria que é um estacionamento da bruxa do 71….

Brusque

E se bruxas não fossem suficientes, que tal uma mistura de gorila gigante, ao Hulk, tudo para promover o vinho local?

Brusque

hulk

A cidade de Brusque é sede de várias empresas e profissionais da área têxtil. Mas, o dia era de conhecer o O Estádio Augusto Bauer e lá fomos nós!

Estádio Augusto Bauer - Brusque-SC

O estádio pertence ao Clube Atlético Carlos Renaux.

Mas atualmente quem manda seus jogos lá é o Brusque F.C. (já escrevemos sobre a camisa do Brusque, leia aqui o post).

Brusque Futebol Clube

O estádio fica próximo do centro da cidade.

Ponte em Brusque

Foi inaugurado em 7 de junho de 1931 e depois de algumas reformas, chegou a atual capacidade que é de 5.000 pessoas.

Estádio Augusto Bauer - Brusque-SC

Vamos conhecer um pouco desta cancha?

O estádio está muito bem preservado e é muito aconchegante!

Estádio Augusto Bauer - Brusque-SC

A arquibancada leva o nome do time dono do campo (CA Carlos Renaux).

Estádio Augusto Bauer - Brusque-SC

Estádio Augusto Bauer - Brusque-SC

Mais um gol pra fazer parte da nossa história e que, esperamos, siga fazendo história…

Um fato inusitado foi que na hora de irmos embora, encontramos com 3 torcedores do Blumenau EC, que foram ao estádio pra acompanhar o sub 18, que pelo visto fora mudado pra outro campo, sem informar. Já agendamos com eles, que na nossa próxima visita à Santa Catarina, passaremos por Blumenau,

Estádio Augusto Bauer - Brusque-SC

Hora de ir embora. Tempo de fazer umas últimas fotos…

Estádio Augusto Bauer - Brusque-SC

Estádio Augusto Bauer - Brusque-SC

E pegar a ponte, digo, a estrada!

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Ficam mais uma vez os agradecimentos para a nossa família em SC, a começar pelo gato:

Gato

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178- Camisa do Lanús

A 178ª camisa do blog vem da nossa amada Buenos Aires, e é uma camisa que comprei em frente o estádio para nos ajudar a escapar de possíveis problemas, no dia em que fomos assistir Lanús x Olmedo do Equador, pela pré-libertadores de 2008. Assim, apresento-lhe o Club Atlético Lanús:

O time foi fundado em 1915, seu nome provem de “Anacarsis Lanús“, um rico comerciante do século XIX, que deu nome ao bairro de origem do time, que é relativamente próximo à Avellaneda, mas não se sentia atendido culturalmente por um time de futebol. Lanús O Lanús manda seus jogos no Estádio Ciudad de Lanús, conhecido como La Fortaleza, que tem capacidade para 47.027 torcedores. Lanus Como disse anteriormente, estivemos no Estádio em 2008, para assistir a uma disputa de pré-libertadores entre o time local e o Olmedo do Equador.

Distintivo do Deportivo Olmedo - Equador

O bairro estava tomado. Todas as lojas, as ruas e até os cachorros estavam uniformizados!

Lanus

Estávamos tranquilos até avistar um grupo de brasileiros, torcedores do Grêmio que agiam com uma dose de “autoconfiança exagerada”. Fardados dos pés à cabeça, andavam em meio aos torcedores locais sem sequer olhar para as pessoas, o que começou a despertar alguns comentários de desagrado entre os argentinos.

Nossa experiência em canchas deixava claro que aquilo não iria acabar bem e para nos precaver… Nos transformamos em torcedores locais:

lanus Devidamente “uniformizados”, adentramos ao estádio para ver o show da torcida local.

Lanus

Os gremistas ficaram bem no meio da barra local e, vale lembrar, o futebol não é um meio violento, porém, tem que saber chegar e saber se portar…

Lanus Uma pena que mesmo sendo um jogo de grande importância, o estádio não recebeu um público capaz de lotar as arquibancadas. Lanus E aqui uma imagem histórica, do Gui (do www.expulsosdecampo.blogspot.com) na fase “cheia”.

Lanus

Na primeira partida, com o apoio de sua torcida, o Olmedo vencera o Lanús, em Riobamba, por 1 a 0, ou seja, era necessário uma virada para classificar o time argentino para a fase de grupos da Libertadores.

Lanus O jogo em Lanús começou truncado, e virou 0x0. No segundo tempo,a torcida começava a ficar enraivecida, xingando o juiz (brasileiro pra piorar hehehe) quando veio o primeiro gol. Junto com o gol, revimos os gremistas, dessa vez, saindo do estádio de maneira estranha (pareciam fugir…) e foram falar com dois policiais que estavam por ali também… Lanus A história acabou sem fotos hehehe. O Lanús fez 3×0 e quando íamos embora escutamos algumas pessoas comentando sobre “pegar los brasileros” e como achamos que seria difícil explicar que nós éramos outro grupo de brasileiros… Fomos apressados até a estação. Dessa forma, o Lanús chegou à sua primeira Libertadores de América. Vale citar que o time conquistou a Copa Conmebol de 1996, com o time abaixo:

Lanús

Também venceu o Torneo Apertura de 2007:

E faturou ainda a Copa Sul-Americana de 2013 : Lanus - Campeão da Copa Sulamericana 2013 O time venceu ainda a segunda divisão em 1919, 1950, 1964, 1971, 1976 e 1991/92. Assim, ficamos orgulhosos em participar de um pedacinho da história do clube, nesse acesso à Libertadores!

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O Estádio do CA Mogiana (Campinas)

CERECAMP - Estádio Campinas

Seguimos no resgate da memória do futebol brasileiro, revisitando estádios que outrora foram palcos de importantes duelos e hoje em dia estão escondidos dos holofotes midiáticos.

Hoje, falaremos do Estádio Doutor Horácio Antônio da Costa, que também foi chamado de Centro Recreativo e Esportivo de Campinas (“Estádio Cerecamp”), ou Estádio da Mogiana, mas, nada de comprar ingressos para adentrarmos!

CERECAMP - Estádio Campinas

Que tal uma olhada sobre o atual estado do Estádio?

Vale lembrar que esse estádio fica na Rua Engenheiro Cândido Gomide, Nº, 196, no centro de Campinas, no bairro Guanabara, e é um equipamento do Governo do Estado.

estádio Doutor Horácio Antônio da Costa

Sua capacidade atual é de 4.033 pessoas, segundo a placa indicativa.

CERECAMP - Estádio Campinas

Chegou a ser um dos principais campos do interior, no século passado. A obra foi entregue em 17 de junho de 1940, época em que poucos estádios possuíam estruturas bem desenvolvidas.

CERECAMP - Estádio Campinas

O apelido de “Estádio da Mogiana” deve-se à antiga estação de trens Guanabara da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, que ficava ao lado do campo o que o levou a se tornar e sede do time de futebol da associação esportiva dos ferroviários daquela empresa, o Esporte Clube Mogiana (ECM) de Campinas.

Distintivo do EC Mogiana de Campinas

O EC Mogiana foi fundado em 7 de junho de 1933, por funcionários da contadoria da antiga Companhia Mogiana de Estradas de Ferro e por isso suas cores seguiam as da ferrovia: azul, vermelho, amarelo e branco.

O time disputou a série A2 por 6 vezes: em 1947, 1948 (jogando a série preta), 1949 (terminando a série vermelha em 3l lugar, atrás dos outros 2 times de Campinas: Ponte Preta e Guarani), 1950 (jogando a 4a série), 1958 (no grupo branco) e 1959 (Série Vicente Feola).

Aqui, partida contra o rival Rigesa, de Valinhos:

O site História do futebol apresentou algumas fotos do estádio em dia de jogo:

Estádio Cerecamp - Campinas
Estádio Cerecamp - Campinas

Trouxe ainda uma linda foto de uma camisa do EC Mogiana:

Camisa do EC Mogiana

O primeiro jogo do Estádio foi entre Esporte Clube Mogiana e Uberaba Sport Club.

CERECAMP - Estádio Campinas

Esse era o time do EC Mogiana de 1958:

ECMogiana 1958

Infelizmente, a crise que acabou fazendo a ferrovia ser adquirida pela FEPASA, também fez o Mogiana dar adeus ao futebol profissional. O time sobreviveu mais alguns anos no amadorismo, mas finalmente… teve o seu fim.

Depois, o Estádio foi a casa do Esporte Clube Gazeta de Campinas.

Distintivo do EC Gazeta

Aqui, o Esporte Clube Gazeta de Campinas que disputou a 3a divisão de 1986:

EC Gazeta de Campinas 1986
EC Gazeta de Campinas 1986
EC Gazeta de Campinas 1986

Com o fim do clube, o Estádio da Mogiana acabou abandonado.

CERECAMP - Estádio Campinas

Quando tudo parecia perdido, em 1998 o Campinas Futebol Clube voltou a utilizar o estádio e para isso desenvolveu uma série de reformas.

distintivo do campinas


O Campinas FC mandou seus jogos no estádio até o ano de 2009, porém em 2010, problemas financeiros levaram o time para Barueri, e ele acabaria encorporado pelo Barueri SC.

CERECAMP - Estádio Campinas

É… O tempo passa mesmo. E o que é de interesse num momento, no outro, não é mais. O CERECAMP atualmente serve a comunidade local de Campinas, talvez não volte a ter um time profissional jogando em suas dependências…

CERECAMP - Estádio Campinas

Pra deixar a memória do Dr. Horácio Antonio da Costa ainda mais triste, não é só o futebol que mudou e deixou pra traz suas memórias. Os trens também já não fazem parte da realidade do interior paulista como fizeram outrora.

cerecamp

Talvez seja uma fase de transição. Talvez venha coisa melhor pela frente.
A única certeza é de que nunca mais seremos os mesmos.

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Em busca do estádio perdido em Lisboa – Estádio do Restelo

Pessoal, tenho que fazer um “mea culpa” sobre o blog… Confesso que tenho vivido muito mais experiências com o futebol do que as que tenho postado… Espero que entendam e sigam acompanhando o blog apesar disso. E com o passar do tempo, eu vou dividindo essa experiências com vocês, ainda que com certo atraso, como é o caso da postagem de hoje, de uma história que vivemos no início de 2013, em terras portuguesas.

Já falamos de um jogo do Atlético Portugal contra o Tondela que acompanhamos nessa mesma viagem, lembra? Clique aqui e relembre a história. . Bom, mas agora vamos falar de um role que fizemos ali próximo da Torre de Belém, um tradicional ponto turístico de Lisboa.

torre de belém

O local é mundialmente conhecido por ser de onde surgiram os deliciosos “pastéis de Belém”, aquele doce português que você já deve ter provado.

Ah, mas tem também a “Torre de Belém“, que tal dar uma olhada:

A torre fica às margens do rio Tejo e começou a ser construída em 1514…

De lá de cima se tem uma linda vista da cidade, em especial da “freguesia” de Belém.

E logo em frente à torre vc já encontra um monte de feirinhas e vendedores.

Mas, caso você não se comporte bem, a Torre tem também outras funções…

O rio Tejo é de onde saiam as embarcações portuguesas rumo às índias e às novas terras. Por isso, ali, próximo à torre está o monumento aos descobrimentos:

Infelizmente, pelo que ouvimos das pessoas que ali trabalham vendendo, principalmente peças de tecido  como véu, existe um grupo de “patrões” que mandam em todas as mulheres que passam o dia oferecendo os produtos aos turistas. Não sei o quão justa é a relação, mas elas não parecem muito felizes…

Mas, vamos ao foco da nossa visita: o lugar onde o time do bairro manda seus jogos, o “Estádio do Restelo“. Perceba que não é qualquer um que entra…

É aí nesse campo que o Clube de Futebol Os Belenenses, time fundado em 1919, manda seus jogos.

O Estádio foi construído onde antes era uma pedreira, numa encosta de onde se pode ver o rio Tejo.

Aí temos mais uma tradicional foto da Mari em uma bilheteria!

Aqui, alguns adesivos da torcida local, que chama o time de “Azulão“.

O Estádio do Restelo foi inaugurado em 23 de Setembro de 1956. Antes dele, os azuis já haviam ocupado o “Campo do Pau de Fio“, o “Estádio do Lumiar” e o Estádio das Salésias, também chamado de Estádio José Manuel Soares, de 1928.

Enfim, que tal um rolê pela casa do time azul?

No final da década de 30, o Estádio José Manuel Soares era a casa da Seleção de Portugal. Tudo parecia bom, até o governo local avisar o clube que em 6 anos eles deveriam deixar aquela área, uma vez que aquela região interessava para novos empreendimentos. Em troca, o clube receberia uma área no mínimo difícil de ser trabalhada: uma pedreira!

E a pedreira foi o berço para o estádio que além de vários jogos recebeu também muitos shows, como o de comemoração dos trinta anos da banda Xutos & Pontapés, pra quem quer conhecer algo do rock português:

No jogo de inauguração, o Belenenses venceu o Sporting por 2 a 1.

As arquibancadas são muito bem cuidadas e coloridas, sempre em azul!

Uma pena não termos experimentado um jogo com a torcida ao vivo…

Embora grandioso, a capacidade total não é tão grande, o estádio comporta 20 mil torcedores, confortavelmente, mas antes das obras de modernizações que também passaram pelos estádios portugueses, teve jogo com mais de 60 mil pessoas presentes.

As arquibancadas contam com cadeiras em quase todo o estádio.

Só em alguns espaços existe um tipo de “geral”, no cimentão mesmo.

O Belenenses já venceu 3 Campeonatos de Portugal e 3 Taças de Portugal, e durante décadas fez parte do quarteto dos “Grandes”, juntamente com o Porto, Benfica e o Sporting.

A torcida local também é Fúria!

Enfim, mais uma obra de arte do futebol, visitada por nós!

Mais um gol que pudemos conhecer!

E fica aí mais um time contando com seu bairro e vice e versa, para juntos escreverem um pouco sobre a cultura das pessoas que vivem ali.

Até mais, pássaros…

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Vamos Yupanqui!!!

distintivo yupanqui

Confesso que eu só fui conhecer o time com a propaganda da Coca-Cola, mas desde então sempre fiquei com eles na cabeça.

Por isso, fiquei empolgado quando o amigo portenho Checho apontou pro lado e disse “Mauri, ahi estan los de Yupanqui”.
Óbvio que pedi pra ele dar uma paradinha e desci com o outro amigo (esse brazuca mesmo) Edu Parlamento para eternizar nossa presença junto ao time!

yupanqui2

O “Club Social y Deportivo Yupanqui” é um time que foi fundado em 12 de outubro de 1935, por um grupo de jovens da “Villa Lugano”, e nasceu focado no basquete.
Em 1976, se afiliou à AFA (Asociación del Fútbol Argentino) e passou a disputar a quarta divisão (a “Primera D”, que a partir de 1987 passou a ser a quinta divisão).

O time tem forte ligação com o bairro, que fica na periferia de Buenos Aires.

yupanqui

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O futebol profissional em Nova Odessa

Bem vindos a Nova Odessa!

Este é mais um rolê pelas estradas do interior de São Paulo…

Desta vez nosso objetivo é a cidade de Nova Odessa e o Estádio Municipal Natal Gazzetta.

O Estádio fica na rua…

Olhando de fora, apenas mais terreno qualquer, sem grandes identificações…

O Estádio fica numa região bastante movimentada da cidade. Dê uma olhada no entorno:

Mas, por traz dos portões existe mais um estádio histórico do interior paulista.

Uma pena não ter uma fachada para ilustrar o campo…

Mas a bilheteria segue por ali! Vamos conhecer um pouco do Estádio Municipal Natal Gazzetta, também conhecido como “Campo do Progresso“.

O apelido é uma referência ao Esporte Clube Progresso, time fundado em 1922, que depois de anos disputando as competições amadoras, decidiu se profissionalizar e disputar a Quarta Divisão do Campeonato Paulista de 1966. Infelizmente o EC Progresso retrocedeu (belo trocadilho, não?) e sequer terminou o campeonato, abandonando-o antes do seu final.

Esse era seu distintivo. Dá pra ver que os fundadores eram fãs do Palmeiras.

Distintivo do EC Progresso Nova Odessa.jpg

Nunca mais o Progresso voltou ao profissionalismo para a tristeza das arquibancadas que até hoje estão por ali…

A sua capacidade é de mil e quinhentas pessoas.

Mais recentemente, o Nova Odessa Atlético Clube Ltda passou a mandar seus jogos no Estádio Municipal. O time disputa atualmente apenas competições com as categorias de base e nasceu de um projeto da Prefeitura de 2005, chamado “Futebol para Todos”.

Nova Odessa é uma cidade próxima de Campinas, tradicional centro de futebol, quem sabe não ganhe um time disputando a série B do Paulista, em breve e assim ocupe o campo e as bancadas do estádio novamente…

A galera da “A hora do esporte” vai curtir, né?

Em 2021, voltamos ao Estádio e pudemos dar um rolê por dentro, confira:

O campo está muito bonito! Gramado aparado e tudo pronto para receber uma partida a qualquer hora! Estádio Municipal Natal Gazzetta - Campo do Progresso - Nova Odessa Olha como está linda sua arquibancada! A cidade aos poucos vai crescendo, será que lembram desse belo estádio que está ali, pronto para reunir todo mundo, independente de classe social em suas bancadas? O tradicional olhar para o meio campo: O meio campo olhando da arquibancada: Gol da esquerda: Gol da direita: Olha como a torcida fica perto da lateral! A área do banco de reserva: Um último olhar nos gols… E vamos de volta à estrada…

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