Bom, e se até agora a estrada tinha sido muito boa (Washington Luiz e Euclides da Cunha), foi a vez de pegarmos uma estrada um pouco pior, a Rodovia Péricles Bellini, que liga Votuporanga à nossa próxima parada: a cidade de Nhandeara!
Depois de percorrer pouco mais de 40km em pista única por essa estrada, chegamos até a Rodovia Feliciano Salles da Cunha.
Poucos minutos depois, chegamos à Nhandeara, pacata cidade onde vivem pouco mais de 10 mil pessoas. Quer saber mais, entre no site: www.nhandeara.sp.gov.br
O nome da cidade é resultado de duas palavras da língua Tupi: Yande significa nós / nosso, e Yara ou Jara significa: um ser supremo, um deus. O resultado é Yandeyara ou Nhandejara com o significado “aproximado” de “Nosso Deus”.
Nosso objetivo era conhecer e registrar o Estádio Municipal José Bernardelli.
Era aí que o Paulista Futebol Clube, time já exinto de Nhandeara, mandava seus jogos.
O time foi fundado em 1 de julho de 1962 e disputou 12 edições do Campeonato Paulista (entre a terceira e a quinta divisão), entre 1978 e 1989.
Segundo Minervino Ferreira, um dos fundadores do time em entrevista ao site da prefeitura (veja aqui o link da matéria completa), o Paulista começou jogando no campo do Nhandeara Esporte Club, até que não deixaram mais. Passaram a usar o campo da cidade de Floreal, até conseguir seu próprio campo, conquistado por meio de uma campanha para arrecadar o dinheiro necessário para comprar o terreno e construir um estádio com arquibancada e alambrado.
Quem diria que décadas depois estaríamos ali, pisando no mesmo gramado…
Vamos conhecer um pouco desta linda cancha?
A inauguração do Estádio contou com presença dos veteranos do Palmeiras. Mas ainda hoje, o “verde” está por lá, ao menos na grama e nas árvores que circundam o campo.
E por falar em verde, o gramado permanece em ótimas condições!
O Paulista F.C. sempre contou com o apoio de algumas pessoas importantes no cenário brasileiro, por exemplo José Maria Marin e Michel Temer… Ou seja… Era difícil o time seguir até os dias atuais…
Infelizmente o futebol parou depois que outros prefeitos se recusaram a ajudar o clube.
Atualmente a prefeitura usa o estádio com a escolinha de futebol.
E se o futebol profissional morreu na cidade, um último lugar a se visitar… O cemitério municipal….
Enquanto isso, seguimos vivos pelas estradas em busca do próximo estádio!
Agosto de 2015… Continuando nossa história sobre o rolê de inverno para conhecer os estádios do Noroeste paulista, realizado no início do mês, deixamos a estrada nos levar a mais um destino até então desconhecido para nós…
Seguíamos pela, agora já tradicional, Rodovia Euclides da Cunha!
E fomos parar em Fernandópolis, a “cidade progresso”, ou também “cidade das águas quentes”, onde vivem cerca de 68 mil pessoas.
O nome da cidade é uma homenagem ao interventor federal Fernando Costa, que colaborou nas uniões das vilas locais.
Um comércio muito forte atraiu muita gente para a cidade. E, onde há muita gente, também tem muitos problemas, e na cidade um dos principais é a violência, que gerou uma polêmica medida: toque de recolher para menores de idade, que ficou em vigência por alguns anos.
Entretanto, no meio de tanto corre corre ainda é possível encontrar antigas edificações.
Algumas “modernidades” também fazem parte do dia a dia do pessoal de Fernandópolis, como essa escultura do restaurante japonês, ou mesmo das batatas belgas, de tão longe:
Nossa missão na cidade era “pousar no ninho da águia”, o Estádio Municipal Cláudio Rodante, casa do Fernandópolis F.C. .
O Fernandópolis F.C., ou “Fefecê” (www.fefece.com.br) é um time bastante tradicional do interior paulista e com uma característica marcante: embora fundado em 15 de novembro de 1961, não leva o nome de “XV de …” como outros times. O brasão do time é uma águia.
Aqui, o primeiro time, em 1961:
O time foi fundado com o nome de Associação Bancária de Esportes (A.B.E).
A foto abaixo é de 1964 quando o time jogou o quarto nível do futebol paulista de 1963 e 1964:
Nessa época, o escudo do time já tinha a Águia, mas ao invés das letras “FFC”, levavam um A na asa direita, B no peito e E na esquerda.
Falando um pouco do time, a Associação Bancária estreou no Campeonato Paulista em 1963, na Quarta Divisão, sendo vice campeã em 1963.
Em 1965, conquistou acesso a Terceira Divisão, onde permaneceu até 1968.
Nesse meio tempo, em 1966, mudou seu nome para Fernandópolis Futebol Clube para poder estar mais conectado à cidade e porque os bancários já não contribuíam mais para o clube.
Aqui, a torcida que, em 1967 foi até Araraquara para acompanhar partida decisiva com o Oeste:
O Fernandópolis manda seus jogos no Estádio Municipal Cláudio Rodante, mais conhecido por Ninho da Águia, inaugurado em 25 de maio de 1953, em um amistoso entre uma seleç˜ão da cidade, o “Fernandópolis EC” contra o Uchoa FC:
Vamos conhecer o interior do estádio?
Sua capacidade atual é de quase 8 mil torcedores!
Pouco mais de uma década depois, em 1979, o Fernandópolis erguia seu primeiro troféu: campeão da 2a Divisão (que equivalia ao terceiro nível do futebol paulista).
Aqui está a campanha do time:
O estádio nasceu como “Amaral Furlan“, nome de um senador da época. Esse nome permaneceu até 1963, quando o nome foi trocado para “John Fitzgerald Kennedy” homenageando-se assim o presidente dos Estados Unidos assassinado naquele ano.
Na época, olha quantos patrocinadores apoiavam o time…
Em 1993, a Federação Paulista de Futebol remodelou seus campeonatos, e clube foi rebaixado para a série B1-A, por não possuir um estádio com capacidade para 15 mil pessoas.
Como resposta, no ano seguinte, conquistou o título de 94.
Com o título, veio a ampliação do estádio Cláudio Rodante para 15 mil lugares.
Atualmente a capacidade está menor porque a arquibancada atrás do gol está fechada.
E é daquelas arquibancadas maravilhosas de madeira….
Provavelmente essa parte nunca mais receberá público. E é uma pena.
Em 1997, o time foi rebaixado, dessa vez dentro de campo. E desde então, vem jogando no “Ninho da águia” para voltar às divisões mais importantes.
Assim, é um orgulho estar presente nessas bancadas. Só é uma pena que o jogo que estávamos pensando em assistir seria no dia seguinte a nossa passagem pelo estádio.
Diz a lenda que antigamente, algumas pessoas paravam seus caminhões, colocavam cadeiras em cima das carrocerias e assistiam os jogos assim, sem pagar. Hoje, o que se vê é um estádio muito preparado para qualquer divisão do futebol paulista.
O sistema de iluminação foi inaugurado em 1981.
Somente em 1987, acontece a mudança para o atual nome “Estádio Municipal Cláudio Rodante”, homenageando o esportista fernandopolense, falecido naquele ano.
A torcida deixou seu recado para os jogadores…
Outros recados estranhos encontrados pelo campo…
E imagens diferentes também, como essa torneira pra galera resfriar a cabeça:
Olha o banco de reservas aí!
De todos os estádios visitados nessa tour, acho que o do Fefece foi o que mais impressionou, lembrando que o time está lutando para conquistar uma vaga na próxima fase da série B do Paulista 2015.
Até uma campanha de incentivo para a torcida existe…
Felizes por termos conhecido mais um templo, mas tristes por não poder assistir um jogo nessas bancadas…
Nem um lanchinho pudemos provar…
Esse é, sem dúvida, um time que pode servir de exemplo para as demais cidades do interior, que muitas vezes preferem abrir mão de um time ou um estádio em prol de um pseudo desenvolvimento imobiliário, que não leva a lugar algum.
Viajar é preciso, navegar é preciso, e quem não tem barco, viaja como dá, rasgando as estradas em busca de novas aventuras, experiências e estádios.
E assim, chegamos em mais uma cidade incrível que sempre povoou minha mente, só de eu ouvir falar dela: Jales! Nunca entendi porquê, mas Jales sempre esteve na minha mente como um lugar a ser visitado.
Na cidade, vivem hoje cerca de 49 mil pessoas, mas mesmo assim, ainda consegue manter uma cara de cidade do interior, porém em franco crescimento.
O nome da cidade é uma homenagem a Euphly Jalles, vereador de Fernandópolis, da qual Jales se emancipou.
Porém, antes de seguir em busca do estádio local, era hora de visitar um outro ponto local de grande importância: o restaurante Dom Lugui!
Horas e horas de estrada exigem um belo prato! Aliás, R$ 12 e você come o que quiser… E é uma comida caseira muito gostosa.
Muitas opções para quem é vegetariano como a gente!
De barriga cheia, seguimos até o nosso objetivo: o Estádio Municipal Roberto Valle Rollemberg!
O estádio foi a casa do Clube Atlético Jalesense, que disputou competições da Federação Paulista até os anos 90, tendo estreado na Quarta Divisão, em 1963.
E também da A.E. Jalesense, time fundado na década de 50, que por algumas vezes disputou o campeonato por lá também.
Vamos conhecer o estádio?
Os dois times da cidade tiveram suas idas e vindas até o fim dos anos 70, porém, em 1979, o Clube Atlético Jalesense retorna à ativa para disputar mais 22 vezes a competição, com destaque para a campanha de 1990 que levou o time à série A2:
Time de 1989:
O mascote dos dois times era o mesmo: um dragão.
Infelizmente, atualmente o futebol em Jales encontra-se sem nenhum time no futebol profissional, porém a liga amadora é bastante atuante.
O estádio possui uma estrutura linda! Contando todas as arquibancadas, a capacidade chega a 7 mil torcedores!
Achei triste algumas matérias da imprensa local que considera o campo um “entrave” para uma região de grande desenvolvimento urbano e valorização. Ainda critica o custo de manutenção que ele exige. Enfim… Os caras querem mesmo que o estádio seja vendido e demolido… Triste não?
Na contramão desse desejo, a Prefeitura Municipal de Jales começou a reformar o estádio, utilizando recursos de convênio firmado pela prefeitura com o Governo Federal, por meio do Ministério do Esporte, no valor de R$ 184. 884.
E lá estão as árvores ao redor do campo, que tanto vimos nos campos visitados nesta tour.
Uma coisa que eu curto muito nos estádios antigos é que eles utilizavam madeira nas arquibancadas, e isso quase não se vê mais hoje em dia.
Mesmo no campo do Jalesense, a arquibancada de madeira, agora está interditada.
Lembro de ter ouvido, no fim de 2013, boatos sobre a volta do C.A. Jalesense ao profissionalismo, mas, até hoje, ficou no plano. Espero podermos voltar a este estádio para ver um jogo no futuro!
Ah, a rodovia Euclides da Cunha e as surpresas que podem estar guardadas para você. Uma pena que não tivemos a chance de ver nenhum dos possíveis “pedestres” que atravessam a pista com certa frequência…
Já estávamos no caminho de volta, mas ainda havia tempo para muitas aventuras. Dessa vez, a estrada nos levou a uma cidade de nome, no mínimo curioso… Urânia!
Não encontrei a informação oficial, mas, ao menos na Mitologia, Urânia era uma das nove Musas, filhas de Zeus e Mnemósine, e era responsável pela Astronomia. E se o nome já é uma curiosidade, a história da fundação da cidade não fica muito atrás. Nos anos 40, havia um cidadão de Catanduva, chamado Benedito Pinto Ferreira Braga, que tinha como sonho fundar uma cidade… E assim, em 5 de junho de 1943 ele comprou a terra que em 1959 seria elevada à condição de município, que segue por lá, com suas ruas tranquilas, como se o tempo tivesse parado nos anos 70…
Ali pertinho do estádio ainda há ruas de terra, colaborando pra essa percepção de cidade pacata. Algumas pessoas talvez vejam isso como um ponto negativo, mas pra mim é sempre bacana ver um lugar que ainda está tão próximo do jeito natural das coisas…
O pessoal ainda mantém o hábito de sentar-se em frente de casa, trocar uma ideia, ler um jornal… É triste ver que nos grandes centros abandonamos essas ideias quase que por completo.
Ah, e não podíamos deixar de registrar a igreja da praça central, comum em quase todas as cidades que visitamos nesse rolê pelo Noroeste paulista!
Por fim… Chegamos ao nosso objetivo, o Estádio Municipal Hermínio Martini!
Caso você esteja se perguntando, “Mas, pô pessoal, onde fica exatamente esse templo do futebol?”, eu fiz uma foto da placa com o nome da Avenida onde ele está localizado: Av Presidente Kennedy.
Quem mandava seus jogos lá era a Associação Atlética Uraniense, time fundado em 1962 conhecido como a “Veterana da Araraquarense”. Aliás, em homenagem ao bicampeonato da Copa do Mundo conquistada pelo Brasil naquele mesmo ano, seu distintivo é bastante similar ao da CBF.
A Uraniense entrou para história ao disputar o Campeonato Paulista da segunda divisão de 1966. Desde então, a bilheteria segue por lá…
Que tal uma voltinha pra conhecer o campo?
Ainda existe uma arquibancada coberta, bem charmosa.
E também as descobertas ao redor do campo.
A capacidade total é estimada em 3 mil torcedores.
Um estádio simples, mas com uma energia muito bacana!
Tem até flores por lá…
O gramado tá muito bem cuidado!
Assim como alguns estádios do interior, as árvores ao redor do campo dão um aspecto ainda mais legal ao estádio!
O campo está cercado por alambrado, muito bem arrumadinho!
E olhando do outro lado, a arquibancada coberta se mostra ainda mais bonita!
Mais um templo do futebol visitado e registrado, e vamos para mais uma aventura!
Grande momento de 2015, para o nosso blog! Rompemos mais uma fronteira e pudemos, pela primeira vez, fotografar um estádio no Mato Grosso do Sul, mais precisamente em Aparecida do Taboado.
A rodovia Euclides da Cunha nos levou de São José do Rio Preto até esse lugar mágico!
É impressionante a quantidade de água que está ali, passando bem debaixo da gente… Em um momento em que tanto se fala em falta de água, aqui em São Paulo…
Vale dizer que é, no mínimo, curioso andar numa ponte tão extensa, que em alguns momentos dá a impressão de nunca terminar hehehe. Ela é a maior ponte fluvial brasileira, e foi inaugurada em 29 de maio de 1998.
Vale lembrar que a ponte tem dupla função, é uma rodo-ferroviária.
Enquanto pelas quatro faixas rodoviárias na parte superior passam os carros, ônibus e os caminhões que escoam boa parte da produção do centro-oeste, na parte de baixo essa mesma produção se utiliza dos trilhos do trem. Essa foto abaixo não é minha, é do site www.janeladohorizonte.com.br.
Logo após o fim dessa ponte está a entrada da cidade.
Em verdade, conhecemos bem pouco da cidade, provavelmente a avenida mais movimentada e os arredores do estádio, e por ali, a cidade nos pareceu bem movimentada.
Só fui descobrir lá que a cidade é conhecida como “A terra dos 60 dias apaixonado”, por causa de uma música chamada “60 dias apaixonado”, de Constantino Mendes e Darci Rossi, e que foi gravada por Chitãozinho e Xororó.
Também foi chamada de “Princesinha de Mato Grosso do Sul” e ganhou fama por conta de sua “Festa do Peão de Boiadeiro”, que ocorre desde 1969, e que ocorre num lugar parecido com um estádio de futebol (e fica exatamente ao lado do campo).
Mesmo sabendo da tradição da festa e de quanto ela significa culturalmente para a população local, não podemos deixar de nos posicionar em relação aos rodeios (infelizmente parte principal das festas de peão):
Deixando de rodeios, vamos ao que nos levou até Aparecida do Taboado: o Estádio Municipal Pereira de Queiroz, mais conhecido como Pereirão.
Acima do portão de entrada, a escultura nos revela a inauguração do campo em 25 de maio de 1980.
Vamos conhecê-lo?
Suas arquibancadas são modestas, têm capacidade para pouco mais de 2.000 torcedores.
Quem mandou seus jogos aí foi o Taboado Esporte Clube, time fundado em 9 de março de 1992 e que disputou o Campeonato Sul-Mato-Grossense, nesse mesmo ano e que atualmente encontra-se afastado das competições de futebol profissional, disputando apenas competições amadoras e categorias de base.
Não encontramos torcedores do time local, mas quem sabe um bom mascote…
Mais um gol Brasil a fora, mais um time, uma cidade…
Assim como outros estádios visitados, esse também tem seu campo rodeado de árvores.
Assim, fizemos nosso registro do primeiro estádio sul-matogrossense visitado pelo As mil camisas!
Longe de casa, era hora de começar a voltar, as antes uma olhadas nos incríveis souvenirs que vendem em uma loja de artesanato na beira da estrada:
Mato Grosso do Sul, prazer em conhecê-lo, e até breve!
Sim, a estrada é longa, mas não tão deserta… Depois de tantas horas dirigindo, chegamos a uma das últimas cidades do estado de São Paulo na direção Noroeste, sentido Mato Grosso do Sul: falamos de Santa Fé do Sul, uma estância turística que é tão bacana e surpreendente quanto longe, estávamos a mais de 650 km de casa!
A cidade possui uma população de pouco mais de 30 mil habitantes, que vivem bem por suas ruas largas, várias praças temáticas e monumentos que contam sua história e cultura em plena rua.
Pelo que pudemos ler, trata-se de uma cidade de clima quente, com sol na maior parte do ano, aumentando ainda mais a ideia de qualidade de vida e sossego do interior.
Você pode passear pelo parque das Águas Claras, Mata dos Macacos, museu a céu aberto ou se divertir entre um barzinho e outro.
Ah, e claro, tem a igreja da cidade!
Nosso objetivo era conhecer o estádio onde o time local mandava seus jogos: o Santa Fé F.C.:
O Santa Fé Futebol Clube atualmente está licenciado do futebol profissional, mas desde sua fundação, em 8 de março de 1966, até sua última participação (na 4a divisão de 1994) foram 15 participações no Campeonato Paulista de Futebol. A partir de 1969, o time passou a disputar o futebol profissional disputando a série A3, com o time abaixo:
Ainda disputaria a A3 em 1970, 80, 81 e de 1988 a 1991. E no meio dessa aventura, ainda conseguiu disputar a série A2 de 1982 a 87. Em 1982 fez uma campanha histórica, chegando muito perto do acesso! Em um campeonato com uma fórmula bem maluca, jogou o primeiro turno em duas fases, onde o Santa Fé FC não se classificou para a decisão do turno:
O campeão do primeiro turno foi o AE Araçatuba. E o segundo turno também foi em duas fases:
A boa campanha fez com que o Santa Fé FC disputasse a decisão do turno com o Dracena.
Passando pelo Dracena o Santa Fé FC conquistou o direito de disputar a decisão do grupo com o vencedor do primeiro turno (o Araçatuba). O vencedor iria para um quadrangular final de onde sairia o acesso à primeira divisão, mas infelizmente não deu pro time do Santa Fé…
Por fim, nos anos 90, o time aventurou-se com um novo distintivo e ainda jogou uma edição da 4a divisão paulista, em 94:
Em 2021, surge um novo Santa Fé FC na cidade e desde então passa a disputar as competições da categoria de base da Federação Paulista e até mesmo a receber a Copinha.
Recentemente, entrevistamos a atual gestão do time:
Esse é o time sub20 de 2025:
Nesse tempo todo, mandou seus jogos no Estádio Municipal Evandro de Paula, que infelizmente não tem mais uma identificação visual que o caracterize…
Mas, o estádio segue vivo, firme e forte, vamos conhecê-lo melhor?
Suas arquibancadas têm capacidade para cerca de 3.500 torcedores.
O gramado está muito bem cuidado, para a alegria dos times amadores que utilizam o campo.
A arquibancada é sempre uma imagem mágica… E merece estar aberta e, preferencialmente, cheia!
Ficamos orgulhosos em poder vivenciar alguns minutos nesse local que já gerou tanta energia e alegria para a população local.
Que as portas sigam abertas para os times, as torcidas….
E que as estradas também estejam prontas pra nós e sempre nos tragam novas amizades, experiências e permita dividir a felicidade que encontramos com aqueles que conhecemos!
Depois de tanto chão rodado, nas etapas anteriores, dormimos em Votuporanga, para conhecer um pouco mais dessa cidade tão legal!
Antes, um belo café da manhã no nosso hotel! Infelizmente, não conseguimos encontrar nosso amigo Emerson, do Votonews, que conhecemos lá na final da A3 (veja aqui como foi aquela aventura!).
Nossa meta para esse segundo dia na cidade era conhecer o futuro do futebol local, o novo estádio (ainda em construção) do Votuporanguense. E lá fomos nós!
A expectativa da cidade é alta, segundo o prefeito Junior Marão, o novo estádio será similar às arenas de Palmeiras e Corinthians. E vamos ver as obras!
O local das obras fica numa área do outro lado da estrada Euclides da Cunha, num lugar que está recebendo inclusive obras para facilitar o acesso ao futuro estádio.
Pra chegar no local onde está sendo construído o estádio, tivemos que parar bem antes, no último lugar onde um carro consegue chegar antes de ser bloqueado pelas máquinas.
Ainda é difícil enxergar o clima de futebol, em meio a tanta movimentação.
Mas, chegando mais perto, podemos encontrar a nova casa do Votuporanguense sendo levantada! E é uma grande emoção para a apaixonada torcida local.
Pra não dizer que não ajudei, ta aí um pouco do meu esforço pra colocar de pé a nova casa do Votuporanguense!
Já existe um lance quase completo que ficará atrás do gol. E imaginando que essa estrutura poderá estar ao redor de todo o campo, a impressão é que estamos falando de uma capacidade para quase 20 mil pessoas!
Aqui dá pra ver mais de perto esse lance que já está de pé:
O Estádio deverá ser chamado de Arena Plínio Marin, mantendo a homenagem a quem doou os terrenos do antigo estádio. Você já consegue imaginar o campo verdinho ali no meio?
Em uma das laterais já estão erguidas as estruturas da futura bancada.
Lá embaixo, o campo ainda aguarda os tapetes de grama.
Assim, cumprimos nosso ciclo em Votuporanga, mostrando o estádio usado até 2015 e o futuro campo da Votuporanguense!
A estrada segue… Agora, chegamos à Votuporanga, cidade muito bacana e bem estruturada. Lá vivem cerca de 90 mil pessoas.
Vale citar que antes de entrar na cidade demos uma parada em uma lanchonete na beira da estrada Euclides da Cunha, de propriedade do simpático casal Elivelton e Danúbia!
Já na cidade, demos a sorte de ser uma quinta feira, quando ocorre uma tradicional feira na praça São Bento, até altas horas da noite…
E lá vamos nós experimentar novas delícias!
A fonte estava desligada pela manhã, mas quando voltamos à noite, estava funcionando!
Nossa missão era conhecer o Estádio Municipal Plínio Marin, onde o Votuporanguense mandou seus jogos até este ano,
O Clube Atlético Votuporanguense, também conhecido como CAV é um time recente, fundado em 11 de dezembro de 2009.
O mascote do CAV é uma pantera negra!
O time nasceu para substituir a Associação Atlética Votuporanguense, fundada em 23 de dezembro de 1956 e que teve 36 participações no Campeonato Paulista de Futebol, sendo considerada a agremiação mais tradicional de sua região.
Bom, após relembrar um pouco da história, vamos enfim conhecer o Estádio Municipal Plínio Marin, palco histórico do futebol da cidade.
O Estádio fica na região central da cidade, na Rua das Américas, em um bairro bastante residencial.
A parte externa do estádio ainda carrega a identificação do time. E digo ainda, porque o estádio está com seus dias contados…
A empresa Morini Incorporadora, Comércio e Construções Ltda foi a única participante na licitação para a venda do terreno em que está localizado o Estádio Municipal Plínio Marin.
A licitação foi regida pela modalidade Concorrência, do tipo maior oferta, e, segundo a imprensa local, a proposta apresentada pela empresa foi de R$ 3.403.000.
Pra piorar, devido à venda, o estádio está fechado, ou seja… Nada de fotos lá dentro….
Porém… Além de servir de sede para o time, o estádio é também a casa de um senhor, que muito gentilmente, nos permitiu conhecer a sua casa e … um pouco do que foi por tantos anos a casa do Votuporanguense.
Somente em 2023, fui descobrir graças a um comentário do amigo FERNANDO ANTONIO DE MIRANDA, que esse senhor era nada mais nada menos que “Fifi”, ex-atacante do Votuporanguense, e que viria a falecer em 2021, aos 83 anos. Francisco Santana, o Fifi, foi revelado pelo Guarani mas jogou também no Atlético-MG, XV de Piracicaba, Fluminense, entre outros. Fica aqui nossa homenagem ao craque! Foto do site Futebol Interior:
Advertimos que as cenas a seguir são muito fortes para os apaixonados pelo futebol do interior…
Logo na entrada, já pode se ver os antigos alojamentos a esquerda, sem telhado…
Ao adentrar um pouco mais, encontramos as arquibancadas, já sem refletores e sem vida…
Algumas partes já pré destruídas, com os tijolos a mostra, como vísceras de um gigante ser vivo, que até o mês passado ainda pulsava em vida…
Plínio Marin foi um dos primeiros moradores de Votuporanga.
Foi ele quem comprou e doou a área para construção do Estádio Plínio Marin, que seria inaugurado em 22 de julho de 1975 (curiosamente, hoje, dia em que escrevo esse post seria aniversário de 40 anos do estádio, e é aniversário de 65 anos do meu pai).
O estádio possuía uma capacidade de 7.464 torcedores.
Quando estivemos em Taubaté, assistindo a final da série A3 entre o time local e o Votuporanguense, decidi que era uma questão de honra visitar o estádio antes de sua demolição final… E aí esta a foto!
Mais que isso, ainda pude presenciar os momentos finais, me despedindo, mesmo sem jamais ter visitado antes esse templo sagrado do futebol!
O gramado já começa a ir embora também…
Mesmo entendendo todas as razões que justificam a venda do estádio, é impossível não sentir certa dor no coração ao ver imagens como essas…
Dá pra imaginar quantos gols e quantas alegrias foram vivenciadas entre essas traves…
Fica aqui o nosso adeus a mais um campo que marcou a história do futebol paulista por tantas décadas e vai-se embora para dar lugar a mais um empreendimento imobiliário.
A sequência da nossa viagem nos levou à incrível cidade de Tanabi, município com quase 25 mil habitantes e um grande orgulho: o Tanabi Esporte Clube.
Para quem gosta de futebol alternativo, o Tanabi é uma dádiva! Nos últimos anos, tem investido em agressivas ações de marketing, tentando resgatar sua torcida e conquistar maior notoriedade. Essas ações incluíram as contratações de atletas experientes como Viola, Cabañas, Túlio Maravilha Marco Antonio Boiadeiro e até irmãos de atletas consagrados (como Paulo Henrique Ganso e Anderson Silva).
O time foi fundado em 18 de dezembro de 1942 e ainda que nunca tenha alcançado a elite, já disputou várias edições do Campeonato Paulista, desde 1956, quando se profissionalizou.
Achei algumas notas da Gazeta Esportiva sobre o time deste ano durante a disputa da 3ª divisão:
O Tanabi manda seus jogos no Estádio Municipal Alberto Victolo.
O Estádio, também conhecido por Albertão, pertence à prefeitura municipal e tem capacidade para 11.617 torcedores.
O nome é uma homenagem ao ex-prefeito de Tanabi, Alberto Victolo que foi prefeito por três vezes e veio a falecer em março de 2015.
E aí está o campo do TanabiEC, o Estádio Alberto Victolo!!
O estádio fica na Rua Júlio Soares Bonfim bem próximo da entrada da cidade pela Rodovia Euclides da Cunha.
Mais um estádio, mais uma bilheteria visitada!
Atualmente, é aí que o time disputa a Série B (Quarta Divisão do Campeonato Paulista).
Que tal conhecer o campo?
O site do time é www.tanabiec.com.br e o face: www.facebook.com/tanabiec . Logo em seu primeiro ano de profissional, tornou-se campeão da Terceira Divisão (atual A3). E era assim que os batedores de escanteio olhavam a área, já naquela época.
O título foi só o começo, entre 1973 e 1998, teve 24 participações seguidas e nos anos 80, se aproximou várias vezes do acesso à elite do futebol paulista.
Esse foi o time vice campeão da terceirona de 1980:
Dando sequência ao rolê para visitar estádios do Noroeste paulista, saímos de Mirassol e finalmente conhecemos a SP-320, a Rodovia Euclides da Cunha, considerada a melhor do país. Mas, nem bem andamos por ela e já entramos na primeira cidade da estrada: Bálsamo.
Bálsamo é uma cidade muito bonita e também bem tranquila. Lá, vivem cerca de 8 mil pessoas.
A praça da cidade, bem cuidada, cheia de árvores, sem dúvida um ambiente mais saudável do que vivemos nas grandes cidades.
A cidade está diretamente ligada ao agronegócio e consequentemente ao comércio e serviço.
E ali está a igreja, característica do interior paulista.
Nossa meta era conhecer o estádio municipal, onde o Bálsamo F.C. mandou seus jogos na terceira divisão de 1986.
O Bálsamo F.C. foi registrado na Federação como Grêmio Recreativo e Esportivo Balsamense (GREB), já que para se inscrever no campeonato, era necessário estar ligado a algum clube já existente, assim, o Bálsamo F.C. mantido pela prefeitura da cidade, utilizava o GRE Balsamense, clube social, para regularizar sua inscrição. Mas o futebol fez história na cidade desde sempre. Aqui, o time da cidade na década de 40:
Aqui, o time infantil da cidade, de 1965, que manteve-se invicto por mais de 2 anos:
E que tal esse amistoso ?
E o lugar que alimenta o futebol local é o Estádio Municipal Manuel Francisco Ferreira:
A construção do estádio foi finalizada em 1968, na época com capacidade para pouco mais de mil torcedores.
Com sua arquibancada de concreto armado e cobertura de alumínio, o estádio foi, na época, considerado um dos melhores da região.
O Estádio foi a casa do Bálsamo F.C. no campeonato de 1986, que viu o time local terminar a competição em 9º lugar do grupo marrom, em que também estavam as equipes do Olímpia, Guairense, SOREA Auriflama, União Potirendaba, Paulista Nhanbera, Riolândia, CA Nevense, Buritama e Monte Aprazível.
O GRE Descalvadense sagraria-se campeão da Terceira Divisão daquele ano.
O estádio passou por recentes reformas e agora possui uma capacidade para até 8 mil torcedores, entretanto, seguindo às tendências dos grandes estádios, transformou-se em um centro de exposições, reunindo eventos e shows no mesmo espaço destinado ao futebol.
Em nossa primeira visita, não conseguimos adentrar ao campo:
Em tempos de diversão fácil e garantida, de celulares a preços módicos com internet e facebook disponíveis 24 horas por dia sei que dificilmente o futebol voltará a ter a força que teve outrora. Principalmente quando falamos de times de cidades distantes dos grandes centros urbanos.
É uma luta contra o gigante, mas eu acredito!
Nota de atualização 1 (2020): olha só que grata surpresa… Em 2020, o futebol começou mais colorido para a cidade de Bálsamo. Após um esforço incrível da prefeitura, o Estádio Municipal Manuel Francisco Ferreira foi reformado e… tornou-se sede do grupo 10, com Mirassol, Joinville, Nova Iguaçu e Linhares.
Veja um pouco das melhorias:
O estádio ganhou nova pintura, seis torres de iluminação, assentos na arquibancada, além de reforma de sanitários e vestiários, instalação de bancos de reservas e construção de novos vestiários.
Nota de atualização 2 (2023): em mais uma aventura pelo interior paulista, finalmente conseguimos entrar e registrar por nós mesmos as condições internas do estádio: