O Estádio Manduzão e o futebol em Pouso Alegre

O dia a dia é corrido. Estou aprendendo a ocupar o tempo, por menor que seja com as coisa que gosto.
Como diria o Camisa de Vênus… Correndo sem parar… Correndo sem parar!
E foi nessa correria, que ultrapassamos as fronteiras SP/MG e chegamos a Pouso Alegre.

Nossa missão, era conhecer a famosa “Cachoeira 15 quedas”, na cidade vizinha Congonhal e visitar o Estádio Municipal Irmão Gino Maria Rossi, o “Manduzão“.

Ele faz parte do Complexo Esportivo Municipal.

Por sorte, fomos muito bem recebidos pelos seguranças locais que nos permitiram entrar e tirar umas fotos, lá de dentro.

Uma vez lá dentro… É hora de conhecer mais um templo do futebol brasileiro.

O Manduzão é um estádio da Prefeitura Municipal de Pouso Alegre, bastante jovem, construído em 1996. Olhando de fora, tem um visual meio… “grego”, não tem?

Que tal uma olhada por dentro?

A capacidade inicial era de 26 mil pessoas, mas hoje está reduzida para 17 mil torcedores.

O Estádio já foi usado pelos diferentes times da cidade, como o Guarani FC, time de 1971, que entrou para o futebol profissional em 2002, na segunda divisão:

O Manduzão também foi casa do EC Sul Minas, time mais jovem, fundado em 2002 e que já disputou várias edições da terceira divisão mineira.

Mas, o Manduzão ficou mesmo marcado pelos jogos do Pouso Alegre FC, que tem sido o principal representante da cidade no futebol profissional disputando inclusive o Campeonato Brasileiro.

Na época da visita, o Pouso Alegre FC estava desativado atualmente, e o busto de Alberto Cobra Filho só vinha assistindo shows da prefeitura.

O lado de fora do estádio tem um bom espaço para estacionar e aquele velho olhar sobre arquibancadas de cimento.

A entrada é bastante tradicional, por baixo das arquibancadas.

Coisas engraçadas como esse aviso é o que fazem nossa busca por estádios render boas risadas…

A distância da arquibancada e do campo é pequena, deve ser legal ver um jogo aí!

Tem até uma parte coberta com espaço para a imprensa.

Mais um estádio em que eu e a Mari tivemos a honra de conhecer e visitar.

Quer ingressos? Aí está bilheteria!

Mas… Alguns pontos ainda precisam de um trato, da Prefeitura…

Depois do estádio, ainda demos um role pela cidade para conhecer um pouco mais. Ficamos por ali 2 dias, numa pousada bem legal chamada Maracanã.

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DRAMALHÃO

E no final das contas, o Drama do Ramalhão acabou em paz.

Em uma paz triste, mas ao menos paz.

Pra quem não acompanhou os últimos capítulos (ou os últimos anos) o Santo André, outrora campeão da Copa do Brasil, Vice Campeão Paulista, entre outros, jogava sua última partida da série A2, de 2012, lutando para fugir do rebaixamento para a A3.

Pra piorar, devido ao descaso da Prefeitura e á má gestão da SAGED, o jogo foi realizado num Estádio Municipal Bruno José Daniel, com as portas fechadas aos torcedores.

Do lado de dentro, apenas atletas, juízes e la policía, que parecia não acreditar no que acontecia do lado de fora…

É que do lado de fora, as ruas não tem donos, se não nós, o povo. Ali não tem como proibir faixa, música, atitude…

E foi assim que o torcedor Ramalhino sofreu até o fim.

Ainda que ao final do primeiro tempo o Santo André tenha feito 1×0, não houve quem ficasse tranquilo…

Assistir ao jogo era difícil. Víamos algumas partes do campo, comentávamos os demais resultados, tentávamos ver o escanteio, mas… os muros impediam.

Só uns ou outros arrumaram lugares com melhor visão, mas conforto duvidoso…

Por todo o entorno do Estádio houve gente se aglomerando para acompanhar o que poderia ser a pior tragédia da história do time.

No antigo portão das cobertas, havia a turma da geral…

E até o pessoal das “cadeiras especiais”, lá no alto…

Vem o segundo tempo e o desespero segue. Os resultados das demais partiam não permitiam que o Santo André empatasse o jogo para se manter na série A2.

Ou seja, um gol do União Barbarense levaria o Ramalhão à A3.

E dá lhe bateria para fazer os corações baterem com a força necessária para se aguentar esse sentimento…

Faltando poucos minutos para o fim, do jogo e da agonia, ninguém fala nada… Silêncio quebrado pelos cantos da Fúria Andreense…

Últimos segundos de apreensão…

Pronto… Chega de temer a A3. O Santo André vence o jogo e permanece na série A2.

Para muitos, não há o que comemorar, mas tirar das costas esse peso fez bem a todos que acompanham o time.

E comemorar a permanência na A2 não significou esquecer os problemas… OS torcedores fizeram questão de mostrar sua indignação, mesmo com a vitória. Seja pela reforma do Estádio…

Seja pelos problemas administrativos apresentados pela SAGED.

Só não avisaram a polícia local, que mais uma vez fez se presente de forma truculenta, fazendo questão de apresentar suas armas aos pouco mais de 50 torcedores que foram para a saída dos vestiários.

E foram pra festejar, pra cobrar e pra mostrar a cara.

Os jogadores e administradores do time tem que saber que somos nós os donos da festa. Ou da dor…

Apoie o time da sua cidade!!!

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Em busca do Estádio Perdido: La cancha de Union Espanola

Além de assistir a partidas, eu gosto bastante de visitar os estádios e poder vivenciar experiências mais “intimistas”.

E foi o que aconteceu em Santiago quando fomos visitar o Estádio do Union Española.

Ah, vale reforçar que visitar um estádio em dia normal é sempre uma aventura. E nem sempre dá certo. Tem estádios onde preferem manter os vistantes longe. No Estádio Santa Laura (esse é o nome do campo do Union Esapañola), tivemos a sorte de contar com dois seguranças muito gente boa.

Após uma espera de quase 1 hora (o time profissional estava treinando e o técnico não permitiu nossa entrada…) finalmente conseguimos conhecer a parte interna do estádio.

Além de conhecer o Estádio, pudemos bater um papo com alguns dos jogadores sub-20 que estavam por ali. A categoria de base do time é levada a sério e o sub-18 é o atual campeão chileno.

As cores amarelo e vermelho são homenagem à Espanha, mas confesso que também me fez pensar em como seria o estádio do Red Bull…

Ah, e por falar em Espanha, algumas pessoas tem um pouco de bronca em relação ao time da Union Española porque dizem que foi fundado por admiradores do General Franco, fascista espanhol. Atualmente, parece que o time não matém nenhuma ligação com esse tipo de corrente ideológica.

A gente pode andar pelas arquibancadas tranquilamente, mas o calor era muito forte, nem deu pra exagerar, mas valeu a pena!

Ali ao fundo, pode se ver ao longe os prédios que ficam lá no centro. Pra se ter uma ideia a gente demorou mais ou menos 15 minutos num taxi.

O Estádio é muito bem cuidado. Tem uma capacidade para mais de 30 mil pessoas e foi usado na semana seguinte à nossa visita, pela La U, num jogo da Libertadores contra o Godoy Cruz.

Mais um estádio para termos em nossa memória.

Aliás, comecei a forçar a memória e tentar lembrar de algum jogo da Union Española e foi quando eu ouvi o nome do treinador, que tudo ficou claro. O treinador é um ex jogador deles que também jogou no Brasil, pelo São Paulo: Sierra!

Enquanto andávamos pelo campo e observávamos alguns detalhes os caras começaram a irrigar o campo. Confesso que achei estranho, pois num calor daqueles a grama ia ser cozida.

Para maiores informações sobre o Union Española, o site do time é www.unionespanola.cl .

Fica aí mais uma experiência no rolê boleiro que segue nos ensinando tanto…

Apoie o time da sua cidade!

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O futebol em Lima (Perú)

Nosso destino para este rolê incrível foi o Perú.

Como temos fotos pra caramba, neste post vou me limitar a falar sobre a cidade de Lima e a relação com o futebol dos “limeños”.

Lima é uma cidade grande e por isso possui um cenário cheio de contrastes sociais, culturais e até geográficos. Ficamos num bairro bastante plano e próximo do litoral, chamado “Miraflores”. Ideal pra quem gosta de caminhar.

E foi caminhando pelo bairro que percebi que tivemos a sorte de pegar justo a época em que acontecia a feira de livros de Lima, assim pude comprar várias coisas a preços promocionais!

Comprei alguns quadrinhos falando sobre a ditadura militar no Perú e os conflitos entre o Sendero Luminoso e o governo, além de algumas coisas sobre futebol (Los intimos de la victória) e uma versão das origens de Peter Pan.

Embora seja uma cidade litorânea, eles praticamente não tem praia, ao menos não como nós brasileiros estamos acostumados. Primeiro porque a praia fica sempre na encosta do morro por onde está a cidade, segundo porque faz pouco calor por lá e terceiro porque não tem aquela amigável faixa de areia pra abrigar os guarda sois e os “farofeiros”.

Mas se não tem praia, tem ótima comida! Lima é considerada uma capital gastronômica. São várias opções e é tranquilo para os vegetarianos, como a gente! Independente do que se coma, vale a pena experimentar a Inka Cola, como acompanhamento, refrigerante local que bate a Coca Cola nas vendas.

Uma característica loca, facilmente percebida são os veículos antigos pelas ruas.
Embora o Perú esteja em pleno desenvolvimento, passando por uma fase que iniciamos no Brasil na década passada, os carros que circulam pela capital são bem “usados”, o que me agrada bastante, afinal, pra mim, carro é pra se usar.

E não são só os carros pequenos, tem ônibus e vans que parecem saídos de um Museu.

Mas o Perú chama a atenção pelo turismo ligado à história e na própria capital, você consegue encontrar ruínas interessantes de serem visitadas, como Pachacamac.

Ah, e não tem como deixar de conhecer o centro histórico da cidade, onde se pode ver muito da arquitetura antiga, ainda preservada!

Há muita relação entre a religião e a história do país, no centro de Lima, um bom exemplo é a Basílica e Convento de São Francisco.

Além da arquitetura e da religiosidade, é possível visitar, no subsolo da igreja as catacumbas da cidade, onde ainda estão guardadas as ossadas de mais de 10 mil pessoas. Apavorante, claustrofóbico e…. Nada de fotos. Não é permitido.

Para os que gostam de cerveja, as principais marcas locais são a Cristal e a Cusquena.

Aproveitamos para conhecer rapidamente um pouco sobre a cena punk local.
Infelizmente tínhamos pouco tempo, mas deu pra pegar alguns cds.

Destaque para a banda “Leuzemia“, da década de 80 que segue até os dias de hoje como importante ícone do underground local.

Mas, na nossa opinião, o melhor jeito de conhecer uma cidade em poucos dias é caminhando por ela. E foi o que fizemos.

Andar pela cidade faz a gente conhecer as pequenas coisas e conhecer o dia a dia das pessoas, o que inclui uma pipoquinha na rua!

Pequenas coisas diferentes do nosso país sempre me chamam a atenção, como por exemplo, os hidrantes!

Mas… Esse blog é sobre futebol. E vamos falar do futebol local.

O povo latino é um povo apaixonado e os peruanos não poderiam ser diferentes. Assim, os torcedores das equipes locais são bastante fanáticos pelos seus times. Prova disso é que na noite da nossa chegada houve uma festa em comemoração aos 25 anos da Barra Brava do Alianza Lima que reuniu mais de 10 mil pessoas. Esse foi o convite:

Consegui ainda trazer um copo, comemorativo da festa.

Falando sobre o Alianza Lima, fomos até o Estádio deles, conhecer um pouco o lugar.

O Estádio chama-se “Alejandro Villanueva“, mas é também conhecido como Matute, nome do bairro onde está instalado. O bairro já foi mais perigoso, hoje é mais tranquilo.

De fora, não dá pra perceber a grandeza do projeto, aliás, o endereço é no meio do bairro, não fica isolado como alguns estádios.

Ainda que não tivesse nenhum jogo, conseguimos adentrar para conhecer a casa do Alianza!

Vem com a gente!

Mais uma vez, meu pai esteve junto, conhecendo mais um templo do futebol!

A história do Estádio começou em 1951, ano do cinquentenário do clube, com a doação do terreno, mas devido a problemas financeiros, demorou a se concretizar este sonho.

O Estádio é grande. Arquibancadas por todos os lados!

Embora fique pequena, fiz uma foto panorâmica para ter uma ideia do projeto como um todo:

Mesmo pra quem não gosta de futebol, imagino que valha a pena a visita ao estádio. É sem dúvida um ponto turístico da cidade.

Ainda que o terreno fosse doado na década de 50, somente em 1966, se iniciou a construção do campo, mas mesmo assim sofreu paralizações e só no início dos anos 70 ele foi realmente entregue, com o nome Estádio Alianza Lima.

Só décadas depois tornaria-se o “Estádio Alejandro Villanueva“. A partida inaugural ocorreu em 1974, entre Alianza e Nacional (Uruguai), um empate de 2×2. Atualmente recebe partidas nacionais e internacionais.

Mais um estádio visitado, é hora de correr para o próximo, desta vez,  o Estádio Nacional.

Adesivos do time enfeitavam boa parte dos carros das redondezas…

Uma última olhada e hora de dar tchau à casa do Alianza…

Em menos de 10 minutos estávamos em frente ao Estádio Nacional José Diaz.

Esse foi o taxista que nos levou. O cara foi muito gente fina e a viagem saiu bem barata (mais ou menos uns R$ 20, sendo que rodamos por mais de uma hora pela cidade).

Confesso que esse tipo de estádio todo imponente não me agrada mais. É lá onde a seleção peruana manda a maior parte dos seus jogos. Para piorar, no dia ia rolar um evento religioso e não pudemos entrar em campo.

O estádio passou por uma reforma recentemente e desde então ganhou esse ar de moderninho…

Os poucos dias passaram rápido e logo me vi do aeroporto novamente…
Hora de irmos para Cuzco.

E olha a surpresa boleira aí! Em pleno aeroporto cruzamos com o time do Universitário que estava a caminho de Cuzco para jogar o clássico com o Cienciano!

Os caras não estavam pra muito papo, devido aos problemas financeiros pelos quais o clube está passando. Resumindo a história, não recebiam há meses e ameaçaram até fazer greve pelo campeonato nacional.

De qualquer forma, é legal estar próximo assim de um grande time, principalmente porque não houve tempo para conhecermos o estádio deles.

Ah, já ia me esquecendo. Comprei umas piratinhas pelo centro (R$ 15 cada hehehe, vale ou não a pena?).
Em breve escrevo sobre as camisas do León de Huánuco e do Sporting Cristal.

Aproveitei bastante a cidade.
Recomendo Lima pra quem gosta de um turismo mais urbano, boleiro e cultural.
Pra quem curte mais natureza e história, Cuzco, nosso destino seguinte é a pedida ideal…
Se liga nas cordilheiras:

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O marcante acesso do Guaçuano (Campeonato Paulista Série B – 2011)

Céu azul lindo. Uma estrada que faz relembrar os tempos antigos do interior de São Paulo. São cenários, personagens e coisas que parecem não existir. Esta é a estrada vicinal Arthur Nogueira – Mogi Mirim.

Para quem não sabe, é também o endereço do Estádio La Bombonera, do São Marcos F.C.!

E após meia hora de estrada, chegamos enfim à cidade de Mogi Guaçu, local da partida entre Guaçuano e Votuporanguense.

Aliás, é dia de casa cheia, em Mogi Guaçu!

O jogo reflete o sofrimento do grupo 7, onde a última rodada levou todos os times com a mesma pontuação. A outra partida do grupo, coloca a frente o Independente de Limeira e o Primeira Camisa, de São José dos Campos. Ou seja, quem ganhar, leva o acesso. É dia do Guaçuano fazer a lição de casa!

Mas, a partida é dura, contra um adversário indigesto… o CA Votuporanguense.

Ingresso em mãos, e vamos lá!

O jogo (e o clima) é quente. Vestindo a camisa do Guaçuano, a torcida local faz a diferença e o Guaçuano sai na frente, ainda no primeiro tempo, com gol do Thiaguinho.

Festa nas arquibancadas e no barranco!

O ano de 2011 ficará marcado como um dos anos de melhor média de público no Estádio Alexandre Augusto Camacho, e o jogo decisivo não podia ser diferente!

Nem no barranco cabia mais ninguém!

Em campo, o segundo tempo começou a todo vapor. E um jogo pegado e aguerrido, afinal, valia vaga na série A3 de 2012.

A série B do Campeonato Paulista é a quarta e última divisão profissional da Federação Paulista.
É praticamente a única chance de várias cidades do interior terem um time em campo e poderem se reunir nas arquibancadas

Infelizmente a média dessa divisão é bastante pequena. Vale a pena dar uma navegada pelo blog e relembrar algumas de nossas visitas a jogos na “segundona”.
Entretanto, a torcida de ambos os lados esteve presente em ótimo número, nesse domingo

E o Estádio Alexandre Augusto Camacho é daqueles campos onde a proximidade com os jogadores dá uma leitura diferente ao jogo.

Assistir atrás do gol dá a ideia de como sofre um goleiro numa partida decisiva…

No segundo tempo, o gol de Thiago Chulapa, logo no início trasfomou o estádio em festa alvi verde. Guaçuano 2×0 CAV.

Quer dizer… Festa em quase todo o estádio, porque ali no lado esquerdo das arquibancadas, não tinha ninguém feliz. Era a brava torcida do Votuporanguense que viajou até Mogi Guaçu para apoiar o time e que infelizmente via as chances do acesso cairem por chão…

Aliás, parabéns a esse pessoal que enfrentou a estrada e compareceu! Foram bem recebidos e contaram com a escolta da guarda municipal.

Ambos os times se doavam totalmente, deixando o jogo até um pouco violento em alguns momentos.

Nas arquibancadas, gente de todos os lados da cidade se reunia para assistir ao time local!

Pra quem não conhece, o pessoal do barranco é uma galera que não precisa nem de arquibancada para se divertir!

Eles fizeram do “barranco” ao lado das arquibancadas o seu lugar. Aliás, hoje esse é um dos lugares mais animados, do campo!

Mas em todo o estádio podia se ver pessoas de diferentes gerações se encontrando, se reunindo e mostrando que futebol é mesmo uma forma de interação cultural!

Além da arquibancada usual, a diretoria do Guaçuano providenciou uma arquibancada tubular que fica atrás do gol e que também estava cheia!

O tempo ia passando e a torcida se aproximando dos portões, já esperando o apito final para poder comemorar o acesso em campo com o time!

O Guaçuano teve um penalty a seu favor. Bola na cal e … gol! Mas… o juizão mandou voltar e aí o goleirão defendeu, olha o gol que não valeu:

Mas nos minutos finais, o bicho pegou e atletas e comissão técnica de ambos os times saíram no braço.
Faz parte. Não é bonito, mas faz parte e a confusão logo se controlou por si só.

O problema é que alguns dos jogadores do Votuporanguense foram expulsos e tiveram que passar bem próximo da torcida do Mandi, resultado… A confusão prosseguiu…

Mas a polícia interveio rapidamente e acabou com a brincadeira.

A bateria pedia o fim do jogo. Era hora de comemorar! Chega de jogo!

Até o papai noel do Guaçuano queria entrar no campo pra celebrar o momento único!

Chega de enrolação… Ao campo!!!

Momento emocionante. Todos juntos, agradecendo o resultado conseguido em campo!

E a gente mais uma vez presente… É muita emoção, muito orgulho. Obrigado!

Um acesso é sempre algo a ser comemorado. Sem dúvidas estávamos em mais um momento histórico do futebol!

Aproveitamos para escutar dos torcedores locais um pouco sobre o sentimento de fazer parte deste acesso:

Deu até pra ouvir um pouco dos próprios jogadores, sem dúvida, leões em campo!

Conversamos também com a comissão técnica do Votuporanguense e deixo aqui o parabéns pela bela campanha. Uma pena a vaga ter escapado na última hora…

Hora de ir embora. Contente em ter compartilhado um dia inesquecível, marcante para a população de Mogi Guaçu.

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Choque entre a modernidade e a tradição!

Pô, somente hoje publico a história do nosso rolê boleiro de sábado e a culpa dessa demora é do Felipe (acima, com sua barba ruiva e blusa vermelha), que passou uns dias aqui com a gente e acabou tomando todo o nosso tempo hehehe.

Como o Felipe é do interior do Paraná (Londrina), fiz questão de levá-lo pro interior e conhecer pessoalmente a tradição do XV de Piracicaba!

O jogo era contra o AUDAX, a nova denominação do PAEC (Pão de Açúcar Esporte Clube), time da capital que vem com uma nova proposta para o futebol profissional.

E fomos em uma verdadeira caravana pro Estádio Barão de Serra Negra. Eu, a Mari, o Felipe, além do Gui e da Jéssica. No estádio ainda pudemos encontrar alguns amigos locais, como o Rui!

Em terras piracicabanas, encontramos o Guilherme local (na foto abaixo, de agasalho branco) e ainda tivemos a honra de conhecer o Rui Kleiner (na foto acima, de branco). Ambos muito gente fina e apaixonados pelo XV.

É dessa forma que a gente procura fazer nossa revolução pessoal e social.
Fazendo novos amigos e dividindo experiências.
Seguimos na nossa campanha “Apoie o time da sua cidade” e o Rui disse pra gente o que é torcer pro time da sua cidade…

Embora uma chuva chata caísse durante todo o tempo, mais de 1.000 torcedores compareceram ao jogo, apoiando o time do XV.

Claro que pra se proteger da chuva, teve quem preferisse a cobertura da marquise, mas teve quem levou chuva o tempo todo sem parar de cantar.

Curioso que encontramos vários “trapos” (bandeiras, faixas, etc) em homenagem ao time espalhados pelo estádio. Alguns, levados pelas organizadas, como se é mais comum…

Mas haviam outros, aparentemente dos torcedores locais também ali, registrando o amor do piracicabano pelo futebol local.

Aliás, se em grande parte dos times do interior, a paixão é alimentada quase que exclusivamente pelas organizadas, em Piracicaba pode se ver um grande número de torcedores comuns, o que é ótimo também! O amor pode ser organizado ou não.

Tem gente boa desenhando as faixas, olha a qualidade dos desenhos…

Tem até faixa pro pessoal do Orkut do XV!

Em campo, o primeiro tempo mostrava XV 0x1 Audax, o futebol moderno saia na frente…

Pra quem não conhece a história do XV, vale lembrar que já falamos sobre a história do time aqui no blog (clique no link para ver).

O segundo tempo veio e o empate do XV de Piracicaba, pra alegria da torcida local!

A gente também ficou contente, afinal, mesmo com respeito ao Audax, o XV representa a “velha escola”.

A Mari agora consegue fazer fotos panorâmicas!!!

E lá estamos nós… Apenas garotos e garotas da bairro, curtindo sua vida numa cidade parceira, ao lado de amigos que fizemos nesse rolê boleiro! As vezes a revolução parece tão simples…

E enquanto fazíamos mais uma foto e conversávamos com os amigos, o Audax fez o segundo gol…

Mas… Se não tivemos festa em campo o mesmo não podemos diz das arquibancadas! Até o pankeka, amigo dorolê, estava por lá, trabalhando em uma rádio local!

Hora de ir embora!
Ainda passaríamos em Cosmópolis para apresentar ao Felipe o Estádio da Usina, onde a Funilense mandou seus jogos na terceira divisão de 1978…

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Em busca do estádio perdido em Registro

Pô, estamos há algum tempo sem postar, a vida anda corrida. E quando sobrou algum tempo, como nesse feriado, aproveitamos pra pegar a estrada e fomos até Floripa rever meu irmão.

No caminho, aproveitamos para dar uma passada no Estádio Municipal de Registro, para apresentar aos leitores mais um estádio que atualmente está fora das disputas profissionais.

O time que mandava seus jogos aí era o Comercial de Registro, que infelizmente está licenciado das disputas profissionais promovidas pela Federação Paulista.

O time foi fundado em março de 1978 e substituiu o Registro Atlético Clube.

O Comercial de Registro disputou a A2 em 1965, 1994, 1998 e 1999, a A3 em 1966, 1991, 1992 e 1993, a Quarta divisão em 1989, 1990, 2005 e 2008 e a Quinta divisão em 1995, 1996 e 2000.

Quantos gols aqui…

Assim, atualmente o estádio recebe apenas partidas amadoras de campeonatos municipais e jogos das equipes de base do Comercial.

Ali ao lado esquerdo, havia um outro lance de arquibancadas, que acabaram demolidas, diminuindo a capacidade do estádio que chegou a 5 mil lugares.

O gramado segue bem cuidado e o estádio conta com um sistema de iluminação.

Uma pena que o campo não receba mais partidas oficiais.

Apoie o time da sua cidade!

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Em busca do Estádio Perdido em Curitiba

Eco Estádio Janguito Malucelli, localizado na bela cidade de Curitiba.

Logo de cara, fomos recepcionados por um integrante da comissão técnica (que por coincidência já havia trabalhado no Santo André).

Ele nos explicou que o Corinthians Paranaense (pois é, existe mesmo um Corinthians no Paraná, mesmo a contragosto da própria torcida local) estava treinando e que por isso deveríamos esperar um pouco.

“Um pouco” esperado e pudemos andar pelo estádio e fotografar a vontade.

Vale explicar que este time era o tradicional Malutrom, que depois chamou-se J. Malucelli e desde 2009 Corinthians Paranaense.

Mas, o objetivo deste post é falar deste estádio, tão diferente dos demais, então vamos lá.

Como já deve ter dado para perceber, a principal diferença do estádio é sua preocupação ambiental, tema ainda tido como “bobagem” pela maioria das pessoas, mas levado a sério pelo pessoal que estava tão acostumado com a cidade crescendo a cada dia.

Alguns detalhes que valem ser explicitados.

A escadaria das arquibancadas, por exemplo, é toda de madeira de reflorestamento.

E as cadeiras estão dispostas em meio ao gramado, e não ao tradicional cimentão.

Além de ecologicamente correto (e provavelmente mais barato) o estádio ficou com um visual muito bacana! Enquanto o time rala em campo, mesmo que num treinamento, dava até pra gente se distrair e analisar a flora local…

O estádio ainda tem uma capacidade limitada, e em jogos contra os grandes de Curitiba recebeu pouco mais de 2 mil pessoas, entretanto, em tempos de mega investimentos pensados pelo governo para a Copa do Mundo, esta ideia ecológica poderia estar mais presente.

Apoie o time da sua cidade!

Antes que o time de outra cidade venha e renomeie seu time!

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Um estádio ao chão…

Sempre ouvi dizer que tudo na vida passa, tudo muda.

O antigo vem ao chão e dá caminho ao novo.

Esse é o processo e eu sei que já devia ter me acostumado, mas não é a verdade.

Ainda me desespero e me assusto com a velocidade da mudança e principalmente com o esquecimento do passado.

A demolição da marquise do Estádio Municipal Bruno José Daniel não é mais ou menos importante no processo de distanciamento e até mesmo “desligamento” entre a população de Santo André e o time que leva o nome da cidade.

Só é emblemática, marcante pela proporção, ao menos por mim, nunca antes vista.

Nunca havia visto tantos metros quadrados de recordações, lembranças e sentimentos, dispostos, jogados mesmo, assim a minha frente.

Cimento, ferro, aço, tudo retorcido, distorcido, destruído…

Como que “vomitado” por uma população que já não se identifica com o time.

Deixando pra traz uma história tão linda, mas que já não faz o menor sentido para uma geração traduzida pelo consumo do novo, do bom, do melhor que o dinheiro possa comprar.

Em pleno desmanche, não houve manifestações contrárias, nem a favor.

Tudo ocorreu e ainda ocorre ali e agora.

Não houve quem fosse chorar a perda do companheiro Bruno.

Pra mim, a marquise do estádio teve três fases marcantes para minha vida. A primeira, por ter representado o início do meu amor ao Ramalhão, no meio da década de 80, ao lado do meu pai e meus irmãos. Nessa fase, as “numeradas” foram o local da continuidade do processo de educação e formação que meus pais iniciaram em casa.

Confesso que, depois dessa fase, na adolescência, migrei para a arquibancada, onde estava a TUDA e seus bandeirões. Na minha cabeça, assistir o jogo nas numeradas era coisa de elite que não queria pular e gritar e aquele pedaço de concreto suspenso ficou como a marca da burguesia andreense para mim.

Nenhum daqueles senhores bem vestidos estavam ali para ver o trator destruir o teto que os abrigou por tantos jogos.

Enfim, veio a segunda fase das numeradas na minha vida, mais uma vez graças à minha família.

Meu avô, por coincidência também chamado Bruno, já com certa idade, voltou a se interessar pelo futebol e passou a nos acompanhar nos jogos, então, para um melhor conforto, passei a frequentar as numeradas todo jogo que o vô ia.

Vô Bruno se foi um pouco antes da marquise, em julho do ano passado (2010), sem se despedir do nosso estádio.

A despedida sempre tem cara de frio.

Essa tarde em que visitei o Estádio, ainda agonizante, a temperatura parecia abaixo dos 10 graus.

Incrível como não consegui reconhecer os espaços onde eu era tão acostumado a estar, meses antes…

Algumas cenas eram inimagináveis. Esse olhar, das torres de luz, por cima do concreto e das cadeiras, por exemplo…

Se ao menos tivesse a certeza de que uma nova e melhor era está a caminho, minha dor seria menor, mas não paro de pensar que dificilmente teremos cadeiras cobertas novamente.

Torcedor andreense, demais torcedores também apaixonados pelos times de suas cidades, não caiam na tentação do glamour das grandes equipes, mantenham-se firmes às suas escolhas ao seu amor…

Aqui, Guillerme despede-se em cima do concreto…

Olho para traz antes de ir embora, não sei se voltarei a ver essa parte da minha vida disposta assim ao chão…

Peguei algumas pedras para montar kits de despedida. Assim que estiverem prontos, eu posto aqui.

 Abraços…

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!

Capivariano ensinando a torcer!

11 de junho de 2011. Sabadão a tarde.
Gosto desse horário para ver futebol!
Assim, aproveitamos o dia de sol pelo interior e fomos até Capivari para acompanhar o time local jogando contra o Sport Club Atibaia.

De Cosmópolis até lá, levamos pouco mais de uma hora.

Já havíamos coberto outros jogos do Capivariano, assim como outros jogos do Atibaia, inclusive já conhecemos o Estádio do Atibaia, mas era nossa primeira vez no Estádio Carlos Colnaghido, onde o Capivariano manda seus jogos.

Capivariano FC está em ótima fase, liderando seu grupo, e isso ajudou a trazer um público bastante acima da média da série B do Paulista.

O Estádio do Capivariano é bastante novo, tendo sido inaugurado em 1992, fica num vale que dá um visual bem legal ao campo.

A capacidade é de 5 mil pessoas, mas tem toda a possibilidade de ser ampliado. Essa parte coberta é onde se concentra a torcida local.

Primeira vez nesse estádio. Merece registro!

Pra Mari e para mim! Lembrando que foi de Capivari que saíram Zetti e Amaral (foi no cemitério local que ele trabalhou como coveiro).

A torcida local apoiou o time desde o princípio.
E logo cedo teve a resposta em campo. O time abriu 2×0 ainda no primeiro tempo.

Uma coisa que nos chamou a atenção foi o grande número de crianças no estádio, muito maior do que o normal.

Fomos tentar descobrir porque tantas crianças e acabamos conhecendo a secretária de educação da cidade que nos apresentou um programa implementado em Capivari que une educação e esporte.
Veja o ótimo exemplo para outros clubes:

E o retorno do projeto é imediato.
Neste jogo haviam 5 ônibus lotados de crianças que animaram as arquibancadas do estádio.

Claro, mas nem só de crianças se faz a arquibancada.
Enquanto conversávamos com o pessoal local, o Atibaia marcou e diminuiu para 2×1.

Em campo, um jogo ótimo de se ver. Os dois times jogando pra frente e aproveitando os erros do adversário para criar excelentes oportunidades de gol.

Aliás, eram tantos gols que pela primeira vez eu senti falta de um placar eletrônico que me ajudasse a acompanhar o jogo. Mal dava pra gente conversar com alguém que…. Outro gol!

Aliás, aproveitamos para rever os amigos da rádio Cacique e ainda pudemos conhecer o pessoal da rádio Alternativa que esteve transmitindo o jogo por lá.

Para.
Outro gol.
Quanto está? 4×1? 5×2?
Juro que já não sabia hehehe

Vamos fazer uma foto de outro lado da torcida e… O Chaves diria “Outro gatoooo!”

A bandeira da cidade e do clube nunca flamulou tão contente.

A torcida “Leões da raia” compareceu e apoiou!

Aproveitamos para ouvir de um torcedor local a importância do apoio ao time de sua cidade, veja o que ele nos disse:

O clima anda tão bom que tinha até batuque animando a torcida local!

Aliás, a torcida do Atibaia não apareceu, já que o carro do pessoal da Guerreiros quebrou em Monte Mor, impossibilitando sua chegada ao estádio.

No quesito “culinária de estádio”, o Estádio Carlos Colnaghi oferece deliciosos pasteis, além de salgadinhos industrializados e salgados feitos na hora.

Antes que alguém pergunte, tantos gols e você não registrou nenhum? Taí um gol de penalty do Capivariano.

Muitos gols, torcida apoiando a equipe da cidade, famílias e amigos no estádio.
Dia perfeito para a cidade de Capivari! Parabéns!

O time do Capivariano mostra que está disposto a subir à série A3.
Acredite ou não, o jogo acabou 6×4 para o Capivariano.

Vamos tentar voltar à Capivari para acompanhar um jogo nas fases decisivas e ver se o desejo do acesso se cumprirá.

Por hora é isso.
Nos despedimos satisfeitos e felizes para comemorarmos o dia dos namorados!

Até uma nova visita, torcedor!

Antes de pegarmos a estrada, um breve rolê pela cidade, para conhecer um pouco mais.

E na estrada, um lindo por do sol de presente…

Você faz parte do lugar onde mora!
APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!