81- Camisa do Ipatinga

A 81ª camisa da coleção vem do Estado de Minas Gerais, da cidade de Ipatinga. Ipatinga é uma cidade relativamente próxima de Belo Horizonte, e é comum que Atlético Mineiro e Cruzeiro mandem seus jogos no Estádio da cidade, o Ipatingão, quarto maior estádio de Minas Gerais. Com uma cidade acostumada a vivenciar o dia a dia do futebol e com um estádio desses, era questão de tempo até um clube surgir para defender as cores da cidade. É assim que surge o Ipatinga Futebol Clube.

O projeto Ipatinga Futebol Clube nasceu pela iniciativa de Itair Machado, ex jogador do Atlético e Cruzeiro, que até então vinha atuando no Social F.C., da cidade de Coronel Fabriciano, também do Vale do Aço. A data de fundação do clube é considerada 21 de maio de 1998, quando a Federação Mineira concedeu ao Novo Cruzeiro Futebol Clube o registro de clube profissional, passando a se chamar Ipatinga Futebol Clube. O sucesso apareceu rápido. Já em 2005, conquistava o título de Campeão Mineiro, com boa parte do time emprestado do Cruzeiro. O time campeão: No ano seguinte, perdeu o título para o Cruzeiro, no mata-mata final, ficando com o vice-campeonato por diferença de um gol. Ainda em 2006, o Ipatinga participou da Copa do Brasil, sendo eliminado nas semifinais da competição, pelo Flamengo, que seria o campeão. [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=eYwbYRoo6lI&NR=1] Mas o ano ainda não se acabara e o Ipatinga ficaria em terceiro lugar no Brasileiro da Série C, subindo para a Série B. [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=acsJCbWo7B8] E parecia que o Ipatinga estava mesmo predestinado ao sucesso, otime nem esquentou na série B e já no seu primeiro ano conseguiu o acesso à Série A, com um vice-campeonato, para a festa da torcida: [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=KkJni996rnU&feature=related] Mas, a festa teve uma parada em 2008. Já no Campeonato Mineiro, a primeira má notícia. Inacreditável, mas o time que vinha como sensação dos anos anteriores acabou rebaixado. Pra piorar, em sua estréia na Série A o Ipatinga também acabou caindo para a série B, mesmo com jogadores brigadores, como Pablo Escobar. Em 2009, o clube começa a se reerguer e se sagra campeão do Módulo II do Mineiro, voltando à primeira divisão estadual, entretanto sua participação na Série B é mediana, e não consegue o acesso. Este ano, mais uma evolução. O time voltou a disputar uma final do Campeonato Mineiro, mas perdeu o título para o Atletico Mineiro. O mascote do Ipatinga, escolhido pelos próprios torcedores é o tigre. O time possui várias torcidas, das quais pode se destacar a Raça Jovem, a Independente Ipatinguense e a Orkutigre, entre outras, quefazem a festa no Ipatingão, ou onde for preciso! [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=mq09eIiwPtU&feature=related] O Ipatinga manda seus jogos no Estádio Epaminondas Mendes Brito, também chamado de Ipatingão, com capacidade para cerca de 24.500 pessoas. O site oficial do Ipatinga é o www.ipatingafc.com.br A torcida do Ipatinga faz coro no nosso lema…

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Dérbi em Limeira!

12 de junho de 2010, dia dos namorados…
Uma noite que merece um passeio especial para comemorar…
Assim, não tive dúvidas em escolher como programa romântico, uma ida até Limeira para assistir a Independente x Internacional, pela segunda divisão, no Estádio Comendador Agostinho Prada:

Chegamos um pouco atrasados, e acabamos nos assustando com a bilheteria fechada…

Tivemos que convencer o pessoal a nos vender dois ingressos, afinal, estávamos vindo de Santo André só para o dérbi…

Chegamos no estádio e o público até que nos surpreendeu, de ambos os lados:

Aliás. o estádio do Independente me surpreendeu. Além de ser maior do que eu estava esperando, ele também está muito bem estruturado.

As torcidas do Independente estiveram presentes com suas faixas e cantos:

Até uma faixa no estilo europeu hooligan, apareceu por lá…

E também não faltou provocação ao rival local…

A galera gritou e apoiou bastante, deixando pra lá a atual má fase que passa o time do Independente.

Lá do outro lado, a torcida da Internacional também fazia sua festa, com direito a um belo bandeirão.

E se o jogo estava quente, o mesmo não podia se dizer do tempo… Um ventinho gelado fazia a temperatura parecer ainda mais baixa do que estava…

A gente tentou fugir do frio, apelando pra pipoca, mas… Estava mais pra sorvete do que para pipoca…

Mas o pessoal da Guerreiros não desanimou nem mesmo com o frio e seguiu apoiando o jogo todo!

E em campo, o bicho pegou! Nenhum dos dois times aceitava perder o dérbi…

Todo mundo colocou a canela na dividida, mostrando que a rivalidade entre as duas equipes já contagia o gramado!

E se a rivalidade tá assim no gramado, como é que andam as arquibancadas?

Bom, mas o jogo rolou sem nenhum problema extra campo.
Quer dizer, ao menos pro torcedor da Internacional, as coisas saíram bem, já que a Inter marcou 1×0 e decretou mais uma vitória em sua brilhante campanha feita até o momento, com incrível marca de 100% de aproveitamento em 6 jogos.
Ao torcedor do Independente, valeu a presença do torcedor, e valeu também reclamar junto ao alambrado!

Ou ao menos aproximar-se do alambrado para comprar um quitute, para o capítulo “Gastronomia de Estádio”…

Pra nós, valeu mesmo é ter participado de mais um capítulo importante da história do futebol, estando presente a um estádio maravilhoso, e vivenciando um dérbi, que já tem uma rivalidade enorme!

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Rolê pelas Cidades Históricas de Minas Gerais – Parte 2

Sexta Feira, “emenda” de feriado. 6 horas da manhã, faz frio.

E lá vamos nós, num ônibus saindo de Belo Horizonte, para enfim conhecer a cidade homônima da Mari… Mariana.

Antes de chegar lá, passamos por Itabirito, cidade natal do mestre Telê Santana.

Pra nós, a cidade tem uma graça a parte, porque está repleta de lugares com o nome da Mari hehehe

E, claro, está repleta de história, igrejas, ruas de pedras e arquitetura dos séculos passados.

Aqui, o principal concorrente do Mc Donalds…

E lááááááá em cima… Mais uma igreja. Está pronto para queimar uns quilinhos e seus pecados??

Mas, até chegar lá, dá pra conhecermos uma pequena parte da história do futebol local, a começar pelo Estádio Emílio Ibrahim, do Guarani local.

O Guarany Futebol Clube foi fundado na data de 14 de julho de 1925.

Mariana, assim como as demais cidades históricas, é um local onde futebol e religião são partes complementares da mesma terra, da mesma história, ainda que a cultura religiosa fale mais alto…

O campo é pequeno, mas muito charmoso!

Na hora que visitamos, apenas um pessoal batendo bola…

Pudemos ao menos ver uma camisa do time local, muito bonita, por sinal!

O Estádio foi reinaugurado em 2008, como indica a placa:

O cenário é muito legal, com um horizonte formado por bonitas montanhas e muita natureza. 

O Guarany Futebol Clube é uma equipe com bastante tradição local, repleta de conquistas esportivas e entre seus títulos, destaca-se o campeonato local de 1944, onde enfrentou outros 5 times (Marianense, Esporte Clube, União Passagense, Olimpic e o Bandeirantes), sagrando-se  campeão de modo invicto, com uma vitória sobre o Marianense, por 4×1.

O time tem uma comunidade no orkut: www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=66067289

Mas assim como Mariana tem outras igrejas, a cidade também tem outros times.

O município de cerca de 55 mil habitantes, primeira capital de Minas Gerais, no século XVII foi uma das maiores produtoras de ouro para a coroa Portuguesa. Vale a pena passear por suas ruas e ladeiras em busca de histórias…

E caminhando pela cidade você pode se deparar com mais uma bela igreja… Aliás, conta-se que em uma das igrejas, existe um sacristão, famoso por ter sido grande goleiro do Guarany, chamado Pacheco.

Um dia, em mais uma de suas brilhantes exibições, contra o Marianense, Paxeco acabara de defender um pênalti, já com o tempo regulamentar esgotado, o que garantia o título ao Guarany.

O que ninguém esperava é que o goleirão fosse ao fundo do gol pegar a sua boina, que havia tirado para pegar a penalidade. Festa na torcida marianense, e raiva na torcida do Guarany, que com o 1×0, perdia o título.

E o Marianense Futebol Clube foi o outro time que pudemos conhecer um pouco na viagem. O site História do Futebol fala do time e foi lá que encontrei eu distintivo:

Sua sede fica bem próxima da praça Minas Gerais, onde encontram-se duas das igrejas mais visitadas da cidade.

O Marianense foi fundado em 1910 e possui raras camisas a venda pela internet, essa é de 1961:

Essa é mais recente:

Infelizmente o Supermercado Farid comprou o estádio, destruiu tudo o que ali existia e agora o povo de Mariana pode fazer suas compras em mais um excelente ponto!

É isso, aí!

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Tênis para ver a Copa

Pessoal, não sei se todo mundo conhece a marca Kildare. Eu confesso que não conhecia, até que na semana passada ganhei um dos tênis da linha Flags by Kildare. Essa linha foi desenvolvida pensando na Copa do Mundo, e traz modelos que remetem às bandeiras dos oito países considerados “cabeças de chaves”: África do Sul, Alemanha, Argentina, Brasil, Espanha, Inglaterra, Itália e Holanda. Infelizmente não ganhei o da Argentina (da foto acima), ganhei o do Brasil, mas como a maior parte das pessoas sabem, não sou fã do atual selecionado brasileiro. Mesmo assim, confesso que gostei, e o meu “Kildare Flag Brasil” virou o meu tênis de ir assistir futebol. Para quem quiser ganhar um, a Kildare está fazendo uma promoção no seu site (www.kildare.com.br) e concorre a vários prêmios, entre eles alguns pares da linha Kildare. Para participar você precisa fazer um rápido cadastro e a partir daí deve arriscar uma série de palpites sobre as partidas. De placares a números de cartões, entre outros. Acertando, você vai acumulando pontos. Pra quem gosta de arriscar palpites, a promoção é uma boa idéia!]]>

Camisa 80- XV de Caraguatatuba

A 80ª Camisa da coleção vem da praia. E de uma praia paulista, Caraguatatuba, destino comum a quem mora no interior ou mesmo na capital do estado.

O time dono da camisa é o Esporte Clube XV de Novembro de Caraguatatuba, que infelizmente está licenciado do Campeonato Paulista (ao menos quando escrevo este post, em 2010).

O detalhe é o número da camisa… “16”, relembrando o meu irmão Murilo, que jogava com esse número.

Consegui a camisa no próprio Estádio e parecia ser uma das últimas!

O XV de Caraguatatuba foi fundado em 18 de fevereiro de 1934, pelo espanhol Prudêncio Baeta, para disputar jogos do futebol amador, na cidade.

De 1940 a 1947 as atividades do XV ficam suspensas devido à II Guerra Mundial.

Em 1947,  começa a segunda fase do XV.

O clube é reformado, ganha uma nova sede social, no local onde atualmente está a Galeria Santa Cruz.

O uniforme passa a ter as cores verde e branco, em homenagem ao Palmeiras.

Em 1953, o E.C. XV de Novembro passa a funcionar no bairro do Tatu, onde está até hoje.

O primeiro campo do time localizava-se onde é hoje o Banco do Brasil, no centro, em seguida mudaram para o local onde fica o Polo Cultural Adaly Coelho Passos, na Praça Cândido Motta.

Em 1967 ocorre a “catástrofe” em Caraguatatuba.

A cidade foi destruída por uma forte chuva que causou avalanche de pedras, árvores e lama dos morros Cruzeiro. Jaraguá, Jaraguazinho, próximos a cidade, sepultando vários habitantes.

O belo cenário da região se transformou em um grande cemitério. Falou-se em 500 mortos, oficialmente, mas as pessoas dizem que foram muitos mais…

Muitos corpos jamais foram encontrados, principalmente aqueles  que foram arratados para o mar e impelidos pelas ondas para pontos bem distantes.

O Rio Santo Antônio, que corta a cidade alargou-se de 40 para 200 metros.

O campo do XV foi totalmente destruído…

Somente vinte anos depois, em 1987, o então presidente do clube, Irineu Mendes de Souza, reestruturou e profissionalizou o XV, levando o a disputar a quarta divisão do Paulista.

Aqui, o time de 1991, com o goleiro Negaça:

XV de Caraguatatuba 1991

A partir daí, começou a disputar as divisões de acesso até que em 1993, devido a uma crise financeira, o clube deixou de disputar o Estadual.

Em 1994, o clube voltou a disputar o Campeonato Paulista da Série B-2 (na época a sexta divisão) e conquistou o acesso para a série B-1B.

No ano seguinte, mais um acesso, desta vez à série B1-A, vencendo o Palmeiras, de São João da Boa Vista, por 1 a 0.

Em 1996, o time surpreendeu ao perder a vaga para a Série A-3 nos minutos finais do jogo contra o Garça.

No ano seguinte, o XV de Caraguatatuba realizou uma grande campanha e chegou ao quadrangular final. Conquistou o vice-campeonato, subindo assim para a série A3 (terceira divisão).

Porém, o clube não conseguiu ampliar a capacidade de seu estádio para 10 mil lugares (como exige a Federação Paulista) e teve que voltar a disputar a Série B1-A.

Em 2005, o time ainda estava na sérieB1-A, e disputava os jogos com o elenco abaixo (retirado de um post do pessoal dos Jogos Perdidos):

Em 2006, a diretoria do XV mais uma vez licenciou o clube devido às dificuldades financeiras, fato que infelizmente persiste até os dias atuais.

Entretanto, a diretoria vem trabalhando em prol do clube, a começar pelas categorias menores, conforme conversamos na nossa visita ao Estádio, também conhecido como “Toca do Leão“.

Mesmo com tantas conquistas vimos poucos troféus, a explicação é que a sede do clube foi furtada 4 vezes, perdendo se troféus e arquivos .

Infelizmente, o time, assim como muitos outros times do interior paulista passa por uma situação bastante difícil e só conseguirá reabrir as portas para o profissionalismo com alguma parceria.

A população também promete se unir em prol do time, ao menos é o que comentam na comunidade do clube: www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1241460

Uma pena, que o estádio dificilmente será usado profissionalmente outra vez…

A esperança pode estar também nas categorias menores… Quem sabe um desses garotos não pode ser um futuro craque.?

A parte interna do campo apresenta um bom gramado, e uma arquibancada um pouco esquecida…

Mas sem dúvida, num visual único, incrustado no morro.

E se tem estádio perdido, registremos nossa presença!

E a presença da molecada que prometeu defender a camisa do XV!

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Sem você, não há cultura local…

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Rolê (não muito) boleiro pelas Cidades Históricas de Minas Gerais – Parte 1

E lá fomos nós para mais um rolê pelo Brasil adentro… Feriado de 3 de junho e fomos visitar o chamado “Circuito Histórico”, de Minas Gerais. Subimos no ônibus, aqui em Santo André na quarta a noite e descemos em Belo Horizonte, na quinta de manhã.   

Já na própria quinta feira, fomos conhecer a cidade de Congonhas do Campo, conhecida por ter várias obras do artista Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Na foto abaixo, estamos em frente ao Santuário Bom Senhor de Matosinhos.

As esculturas em frente a Igreja são os “12 profetas”.

Ao fundo pode se ver um campo de futebol, pode se ver um campo de futebol, provavelmente o Estádio Pedro Arges, do Esportivo, time amador da cidade.

Descobrimos que existe a “Seleção de Congonhas” que costuma dispoutar amistosos com equipes amadoras e até profissionais.

Ah, e demos a sorte de encontrar e conhecer o Frederico, editor do www.camisariafutebolclube.blogspot.com , um excelente blog sobre camisas de futebol. Mundo pequeno para quem coleciona camisas, né??

Como estávamos fazendo o passeio de ônibus, acabamos voltando pra BH, sem passar pelo Estádio, ou mesmo conhecer melhor o Esportivo ou a Seleção local.

Em BH, fizemos uma rápida tour pelo centor da cidade, conhecendo um pouco da história e arquitetura da capítal mineira.

Ah, claro, e da gastronomia local também…

Antes de seguir viagem, uma parada para conferir o belo horizonte de Belo Horizonte… Piadinha manjada né??

Enquanto nossa excursão seguiu para a Igreja da Pampulha, demos uma corrida e fomos bater umas fotos do Mineirão, que dias depois seria fechado para o início das reformas para a Copa do Mundo.

E se tem estádio, a gente tem que marcar presença!

O turismo futebolístico ainda é pouco explorado no Brasil, e BH se inclui nesse aspecto, mesmo contando com um belo Museu no Mineirão, ainda são poucos os turistas que se interessam em conhecê-lo.

O Museu tem uns páinéis bem legais, do Estádio!

Parece mesmo que a gente tá lá dentro, né?

E são fotos, troféus, objetos… O Futebol merece esse carinho e essa história!

Eu sou vidrado nessas bolas antigas…

Indo até as arquibancadas, pudemos conferir um rachão bem a vontade… 

Confesso que nunca assisti um jogo no Mineirão. Só de estar nas suas arquibancadas, com meu blusão do San Lorenzo já fiquei emocionado…

Pra quem nunca foi a BH, o Mineirão deve ser incluído como parada!

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As Mil Camisas em Minas Gerais

Amparo 1×2 Primavera (Mais segundona 2010!!!)

Fim de semana corrido!

No sábado fomos a Sumaré, ver Sumaré x Elosport, e no domingo, a convite de um torcedor local, fui a Amparo, assistir Athlético Amparo x Primavera, de Indaiatuba.

Esse é o melhor jeito de registrar um estádio! com uma partida rolando!

Mais uma vez tentando colaborar com o futebol das divisões de acesso. Participando como torcedor que paga ingresso e vai pra arquibancada ver e se maravilhar.

Nas arquibancadas, uma surpresa.

Como eu disse no vídeo acima, dos jogos da série B que eu acompanhei este ano, este foi o que teve  mais forte presença da torcida local.

Presença que coloca ainda mais vida no belo e tradicionalíssimo Estádio José Araújo Cintra.

Para você entender como ele é disposto, existe uma arquibancada descoberta (a esquerda de quem adentra ao campo) e uma coberta (do lado direito).

O campo é cercado de um alambrado baixo e mantém aquela boa e velha proximidade com os jogadores que eu tanto valorizo para um estádio.

A rádio local disponibiliza duas caixinhas de som, que permitem à galera das cadeiras cobertas acompanharem o jogo ouvindo a narração (muito boa, aliás, queria descobrir o nome do amigo narrador).

E dali, das numeradas senhores, senhoras filhos e filhas acompanham o orgulho da cidade, em campo, o Athlético Amparo.

Vou guardar a história do time para quando eu conseguir a camisa, mas olhando para as arquibancadas povoadas, mesmo na segunda divisão, dá pra ver que a cidade entende a importância histórica do time.

O que não significa que eles não peguem no pé dos jogadores, a cada lance perdido…

Aliás, quantos lances perdidos pelo time local… Alguns torcedores foram a loucura!

Mas o que era reclamação num primeiro momento, vira apoio, logo em seguida…

E já que mostrei o lado direito, vejamos o outro lado do campo…

E um pouco do lado de dentro, junto dos reservas e do próprio bandeira…

Ou prefere ficarmos ali dando uma mão pro 4o árbitro? Dá pra ver que o desfibrilador, obrigatório em partidas oficiais, estava ali!

Dando um rolê pelo estádio, vi a grande lanchonete (desta vez não comi nada, então não posso falar sobre a gastronomia futebolística de Amparo…).

Aqui dá pra se ter uma ideia de como é o lado coberto da cancha!

Ah, olhando pro jogo um pouco, o time do Amparo é valente, mas levou azar nas finalizações. Já o Primavera (que também pretendo ver jogar em casa, em Indaiatuba) com uma forte marcação, ficou no contra ataque, levando perigo constante ao gol local.

E se vida de goleiro já é difícil, goleiro na série B do Paulista tem que fazer mais do que milagre…

Aproveitei o início do segundo tempo ainda morno, pra dar uma olhada no lado descoberto do estádio, que também recebeu bom público.

Ali, encontrei algumas faixas, bandeiras e o pessoal da Torcida “Leões da Montanha“.

Do lado descoberto pode se ver como é bonito o Estádio!

E a coincidência veio ao tirar a foto da camisa de um dos torcedores e descobrir que se tratava do João Vitor, amigo que me convidou para conhecer o Athlético Amparo.

Amizades feitas, amizades renovadas, é hora de marcar nossa presença no estádio, em mais uma aventura boleira!

O jogo terminou 2×1 para o Primavera, de Indaiatuba, resultado que decepcionou a torcida local…

Nem por isso, a honra e a força da bandeira do time foram manchadas. Para quem é apaixonado por um time, as dores da derrotas transformam-se em estatísticas em pouco tempo.

Desta aventura, ficou o orgulho de ver um time apoiado pela população local, e a alegria de poder conhecer mais um estádio!

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Sumaré 2×3 Elosport (Série B do Paulistão)

Sumaré - SP

O ano é 2010 (marque aí nos comentários que ano você está lendo esse post), e nós estamos rodando pelo estado de São Paulo em busca de estádio e times que façam parte da história do futebol.

Sumaré x Elosport

Estávamos em Cosmópolis (onde vive a família da Mari) e aproveitamos o sábado de sol, para dar um pulinho em Sumaré, cidade quase vizinha, para acompanhar uma tarde de Campeonato Paulista Série B.

Sumaré

Pegamos a Anhanguera e rapidinho estávamos chegando em Sumaré, no Estádio Municipal Vicente José Pereira!

Estádio Municipal Vicente José Pereira

A história de Sumaré no futebol profissional teve início em 1977, com o Esporte Clube Sumaré que representou a cidade nos campeonatos organizados pela Federação Paulista de Futebol até 1982.

Esporte Clube Sumaré
EC Sumaré

Houve um segundo momento de futebol profissional na cidade, em 2001, com uma parceria com a Ponte Preta dando origem ao time da Ponte Preta/Sumaré, sendo vice-campeão da Série B3 em 2002, conquistando o acesso à Série B2 do ano seguinte, quando terminou a parceria.

Ponte Preta Sumaré

Em 2004, foi a vez do Guarani Sumareense, time que fez história no futebol amador da cidade, profissionalizar-se e disputar a Série B2 de 2004 e a série B de 2005.

CA Guarani Sumareense

As campanhas nos dois anos não foram boas, ficando em 7o lugar do seu grupo em 2004:

Guarani Sumareense - 2004

Em 2005, o futebol paulista se reorganizou e levou o Guarani à Série B (equivalente à quarta divisão).
O time não decolou, e foi daí que surgiu a ideia de fundar uma nova equipe. Nascia o Sumaré Atlético Clube para seguindo na defesa das cores e da tradição da cidade na série B do Campeonato Paulista!

Sumaré AC

Recentemente renovaram seu distintivo:

Sumaré AC

O Sumaré AC foi fundado em 9 de dezembro de 2005 e desde 2006 passou a disputar a série B do Campeonato Paulista já tendo uma certa rivalidade com os times da região, como o Paulínia Futebol Clube e o SEV Hortolândia.
O adversário é uma equipe que vem escrevendo sua história no profissionalismo, dando sequência ao futebol de Capão Bonito, trata-se do Elosport Capão Bonito!

Elosport Capão Bonito

Assim, o Estádio Municipal Vereador José Pereira nos brindava com uma excelente partida pela 5a rodada, do grupo 4.

Estádio Municipal Vicente José Pereira - 2010- Sumaré x Elosport

O Estádio tem acesso dos dois lados do campo, é um daqueles modelos antigos, bem abertos.
Dá pra se acompanhar o jogo de onde quiser. Sua capacidade é de 5 mil torcedores.

Estádio Municipal Vicente José Pereira - 2010- Sumaré x Elosport

O público compareceu em pequeno número, uma triste característica da segunda divisão paulista (essa divisão pode ser chamada de série B ou segunda divisão).

Estádio Municipal Vicente José Pereira - 2010- Sumaré x Elosport

O sol dificultava o trabalho do treinador do Elosport, que gritava o tempo todo com seus atletas, na beira do campo, estilo Muricy Ramalho.

Estádio Municipal Vicente José Pereira - 2010- Sumaré x Elosport

Pra quem acha que é moleza escrever o blog, até o ingresso a gente paga!

Estádio Municipal Vicente José Pereira - 2010- Sumaré x Elosport

Que tal sentir o clima do estádio?

Acolhida na arquibancada, a pequena mas marrenta torcida do Sumaré gritava com seus jogadores e pegava no pé do juiz!

Estádio Municipal Vicente José Pereira - 2010- Sumaré x Elosport

Uma pena que a população de Sumaré ainda não acordou pra incentivar o time com a força que ele merece, independente dos resultados…

Estádio Municipal Vicente José Pereira - 2010- Sumaré x Elosport

O pessoal do Elosport trouxe até narrador ao campo!

Estádio Municipal Vicente José Pereira - 2010- Sumaré x Elosport

Pequeno, mas bem cuidado, o Estádio Vereador José Pereira tem o seu charme!

Estádio Municipal Vicente José Pereira - 2010- Sumaré x Elosport

O jogo foi apenas regular, com muitos passes errados. As melhores chances sairam de bolas paradas.

Estádio Municipal Vicente José Pereira - 2010- Sumaré x Elosport

Mas, para os apaixonados pelo time, jogando bem ou jogando mal, o importante é estar presente nas sagradas arquibancadas do time da sua cidade…

Estádio Municipal Vicente José Pereira - 2010- Sumaré x Elosport

O mesmo vale para mim.
É sempre um orgulho e muita emoção poder participar da história destes clubes, mesmo que seja como um torcedor a mais numa partida.

Estádio Municipal Vicente José Pereira - 2010- Sumaré x Elosport

O uniforme do Sumaré AC é de uma cor bastante diferente, um amarelo, quase dourado, dizem que em homenagem à seleção colombiana!

Estádio Municipal Vicente José Pereira - 2010- Sumaré x Elosport

Ah, chamou minha atenção a presença de torcedores da chamada “melhor idade”. Fico me perguntando se essa nova geração vai deixar morrer o amor pelo futebol…

Estádio Municipal Vicente José Pereira - 2010- Sumaré x Elosport

O primeiro tempo virou empatado em 1×1. No intervalo pude batrer um papo com a atual diretoria do Elosport, que segue lutando contra todos os obstáculos para manter o time.
Disseram que a média de público em Capão Bonito chega a quase 1.000 pessoas por jogo. Fica aqui o compromisso de ir até lá assistir um jogo ou pelo menos conhecer o estádio!

Estádio Municipal Vicente José Pereira - 2010- Sumaré x Elosport

Nem bem começou o 2o tempo e o Sumaré AC abriu vantagem num penalty:

Entretanto, para a tristeza dos torcerdores locais, o Elosport teve forças para virar o jogo em 3×2, e sair de Sumaré com mais 3 pontos.

Estádio Municipal Vicente José Pereira - 2010- Sumaré x Elosport

De qualquer forma, fica mais uma partida da Segunda Divisão, registrada aqui no blog As mil Camisas!

Estádio Municipal Vicente José Pereira - 2010- Sumaré x Elosport

E fica registrado mais um estádio, mesmo que não se possa bater bola, caminhar ou correr no gramado, ou mesmo andar de bike na pista, quanto mais passear com seu totó, por ali…

Estádio Municipal Vicente José Pereira - 2010- Sumaré x Elosport

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