Pessoal, tenho que fazer um “mea culpa” sobre o blog… Confesso que tenho vivido muito mais experiências com o futebol do que as que tenho postado… Espero que entendam e sigam acompanhando o blog apesar disso. E com o passar do tempo, eu vou dividindo essa experiências com vocês, ainda que com certo atraso, como é o caso da postagem de hoje, de uma história que vivemos no início de 2013, em terras portuguesas.
Já falamos de um jogo do Atlético Portugal contra o Tondela que acompanhamos nessa mesma viagem, lembra? Clique aqui e relembre a história. .
Bom, mas agora vamos falar de um role que fizemos ali próximo da Torre de Belém, um tradicional ponto turístico de Lisboa.
O local é mundialmente conhecido por ser de onde surgiram os deliciosos “pastéis de Belém”, aquele doce português que você já deve ter provado.
Ah, mas tem também a “Torre de Belém“, que tal dar uma olhada:
A torre fica às margens do rio Tejo e começou a ser construída em 1514…
De lá de cima se tem uma linda vista da cidade, em especial da “freguesia” de Belém.
E logo em frente à torre vc já encontra um monte de feirinhas e vendedores.
Mas, caso você não se comporte bem, a Torre tem também outras funções…
O rio Tejo é de onde saiam as embarcações portuguesas rumo às índias e às novas terras.
Por isso, ali, próximo à torre está o monumento aos descobrimentos:
Infelizmente, pelo que ouvimos das pessoas que ali trabalham vendendo, principalmente peças de tecido como véu, existe um grupo de “patrões” que mandam em todas as mulheres que passam o dia oferecendo os produtos aos turistas. Não sei o quão justa é a relação, mas elas não parecem muito felizes…
Mas, vamos ao foco da nossa visita: o lugar onde o time do bairro manda seus jogos, o “Estádio do Restelo“. Perceba que não é qualquer um que entra…
É aí nesse campo que o Clube de Futebol Os Belenenses, time fundado em 1919, manda seus jogos.
O Estádio foi construído onde antes era uma pedreira, numa encosta de onde se pode ver o rio Tejo.
Aí temos mais uma tradicional foto da Mari em uma bilheteria!
Aqui, alguns adesivos da torcida local, que chama o time de “Azulão“.
O Estádio do Restelo foi inaugurado em 23 de Setembro de 1956. Antes dele, os azuis já haviam ocupado o “Campo do Pau de Fio“, o “Estádio do Lumiar” e o Estádio das Salésias, também chamado de Estádio José Manuel Soares, de 1928.
Enfim, que tal um rolê pela casa do time azul?
No final da década de 30, o Estádio José Manuel Soares era a casa da Seleção de Portugal.
Tudo parecia bom, até o governo local avisar o clube que em 6 anos eles deveriam deixar aquela área, uma vez que aquela região interessava para novos empreendimentos. Em troca, o clube receberia uma área no mínimo difícil de ser trabalhada: uma pedreira!
E a pedreira foi o berço para o estádio que além de vários jogos recebeu também muitos shows, como o de comemoração dos trinta anos da banda Xutos & Pontapés, pra quem quer conhecer algo do rock português:
No jogo de inauguração, o Belenenses venceu o Sporting por 2 a 1.
As arquibancadas são muito bem cuidadas e coloridas, sempre em azul!
Uma pena não termos experimentado um jogo com a torcida ao vivo…
Embora grandioso, a capacidade total não é tão grande, o estádio comporta 20 mil torcedores, confortavelmente, mas antes das obras de modernizações que também passaram pelos estádios portugueses, teve jogo com mais de 60 mil pessoas presentes.
As arquibancadas contam com cadeiras em quase todo o estádio.
Só em alguns espaços existe um tipo de “geral”, no cimentão mesmo.
O Belenenses já venceu 3 Campeonatos de Portugal e 3 Taças de Portugal, e durante décadas fez parte do quarteto dos “Grandes”, juntamente com o Porto, Benfica e o Sporting.
A torcida local também é Fúria!
Enfim, mais uma obra de arte do futebol, visitada por nós!
Mais um gol que pudemos conhecer!
E fica aí mais um time contando com seu bairro e vice e versa, para juntos escreverem um pouco sobre a cultura das pessoas que vivem ali.
Mais um final de semana de aventuras no mundo do futebol. Dessa vez, pegamos a Ayrton Senna / Dutra e fomos até Taubaté.
Nossa missão: acompanhar a final da série A3, entre o time local e o Votuporanguense, no tradicionalíssimo Estádio Joaquim de Morais Filho, o “Joaquinzão”.
Mesmo tendo perdido o primeiro jogo, em Votuporanga por 3×0, alguns amigos da torcida local disseram que a cidade estava confiante na reversão desse placar. Eu e a Mari acreditamos e pra poder aproveitar o rolê, fomos um dia antes pra Taubaté, pra sentir o clima da final.
Ainda no sábado, demos um pulo no Joaquinzão para comprar nossos ingressos!
O time tinha acabado de treinar e deu pra bater um papo com alguns jogadores. Encontramos também diversos torcedores do Taubaté que foram até lá pra apoiar o time, ou mesmo pra pegar autógrafos do time que poderia entrar pra história!
Vale lembrar alguns dados do Estádio Joaquinzão: atualmente sua capacidade é de 9.600 torcedores, diferente dos mais de 20 mil lugares disponibilizados desde sua fundação, em 1967.
Antes dele, o Taubaté mandava seus jogos no Estádio Praça Monsenhor Silva Barros, “O Campo do Bosque”. E para a construção do novo campo, em 1958 houve uma grande campanha de arrecadação de tijolos. A partida de estreia foi contra o São Paulo que venceu o time local por 2 a 1.
Atualmente,o time do Taubaté vem superando as dificuldades e se posicionando cada vez mais como o time da cidade, lutando contra a massificação dos jovens que cada dia mais se deixam levar pela mídia e notoriedade dos times da capital.
O recorde de público do estádio aconteceu no jogo contra o Corinthians, em 11 de junho de 1980: 21.272 torcedores, e embora a realidade atual seja diferente, o público esperado para o jogo é um dos maiores dos últimos anos.
Mas… Antes do jogo, fizemos o tradicional rolê pela cidade, conhecendo um pouco dos lugares tradicionais da cidade, de restaurante até a antiga estação de trem, sem deixar de conhecer a Feira da barganha, em frente o Mercado Municipal, nos domingos pela manhã (deu pra ir antes do jogo)…
A boa surpresa foi que ficamos no mesmo hotel que o time do Votuporanguense, o que nos permitiu vivenciar um pouco da sensação de disputar uma final, quase como parte do grupo.
Além disso, tivemos a sorte de conhecer o Émerson, que coordena o VotuNews, portal muito bacana que leva à Internet as informações sobre a cidade de Votuporanga, em especial o esporte.
O time do Votuporanguense chegou confiante graças ao placar elástico no jogo de ida, mas em momento algum, percebemos qualquer sentimento de “já ganhou”. Ao contrário, sabiam da dificuldade que seria enfrentar o Taubaté no Joaquinzão.
Eu e a Mari demos uma volta pela região e após muitas atividades, o sábado foi chegando ao fim. Chegamos ao hotel, prontos pra descansar pro dia seguinte. Por volta das 23hs quando começamos a pegar no sono… Uma surpresinha… Um barulho ensurdecedor praticamente na nossa janela do hotel…
Na mesma hora, percebemos como seria aquela noite. E assim foi até as 6 horas da manhã. De hora em hora os rojões despertavam aqueles que tentavam dormir e têm o sono mais leve. No dia seguinte, levantamos cedo, pra aproveitar o momento do café da manhã com os atletas do Votuporanguense e não se ouvia outra coisa entre eles, e também entre os demais hóspedes do hotel: a noite do sábado fora um “mini Iraque”. Aparentemente os jogadores levaram numa boa, mas alguns hóspedes estavam mesmo bravos com todo o barulho gerado pela torcida do Taubaté.
Confesso que achei engraçada aquela situação, afinal, em tempos de “futebol moderno” onde qualquer coisa é considerada radicalismo, o pessoal de Taubaté soube aproveitar uma oportunidade, sem ofender ou agredir ninguém. Saímos cedo pra conhecer a feira da barganha e quando voltamos estranhamos a presença do ônibus dos jogadores ainda no hotel. Ficamos sabendo que além dos rojões, a torcida local furou (ou murchou) alguns pneus do ônibus, atrasando a saída do time e obrigando o Votuporanguense a utilizar o ônibus dos torcedores para levar os atletas ao estádio.
É mole??? Pra quem acha que as boas histórias do futebol morreram, aí está mais uma que pode acompanhar os torcedores por alguns anos. Bom, mas vamos ao jogo, que é pra isso que estivemos em Taubaté!
A torcida local pareceu ignorar a forte garoa que molhou a cidade desde a noite do sábado e colocou quase 6 mil torcedores no Joaquinzão.
Público formado por torcedores organizados, mas também muitas famílias e torcedores comuns.
Deu orgulho de poder fazer parte dessa história, mesmo não sendo torcedor de nenhum dos dois times.
Aliás, olhando lá para o outro lado, dava pra ver que a torcida visitante também compareceu em um bom número, principalmente se considerarmos a distância entre as duas cidades.
Outro ponto que vale a pena citar é que não vimos nenhum tipo de incidente entre torcedores e olha que demos umas duas voltas em torno do estádio pra sentir o clima do jogo. Sem dúvida, a chuva reduziu em boa parte o número de torcedores presentes, com certeza em um dia sem tanta água caindo, teríamos quase 10 mil pessoas no campo.
Que fique registrado: choveu durante os 90 minutos. E isso prejudicou o público, mas também a qualidade do gramado e consequentemente o nível do jogo. Só que o time do Taubaté decidiu passar por cima de tudo isso. Das poças, do frio, do jogo truncado… E foi pra cima do Votuporanguense. Resultado? Escanteio batido e Lelo marca. Taubaté 1×0, em menos de 10 minutos.
E pra quem achava que era só um “aperto inicial” o Burrão seguiu no pique e logo aos 15 minutos, marcou o segundo gol.
Os rojões teriam conseguido efeito? O forte time do Votuporanguense sucumbiria ainda no primeiro tempo, por uma noite mal dormida? O torcedor local tinha certeza disso, mas… O primeiro tempo acabou em 2×0, mesmo, sob aplausos da torcida local.
O intervalo foi ótimo para nos permitir conhecer pessoalmente o pessoal da Comando 1914, com quem já trocávamos mensagens na Internet.
Fica aqui um grande abraço ao Ronaldo e todo mundo que fez uma linda festa na arquibancada, não somente na final, mas em cada jogo do Taubaté.
O 2º tempo começou, a chuva não deu trégua, e o time visitante apertou a marcação, mostrando que não entregaria um terceiro gol facilmente.
A torcida local seguia em seu transe quase hipnótico de apoio ao time, torcendo como se estivessem em campo, jogando junto.
Que fique claro, o Taubaté não é uma exceção entre os times do interior paulista. Acometido por dificuldades financeiras (não é fácil manter um time pagando em dia, na série A3) a diretoria conseguiu reunir a Prefeitura, as empresas locais e só assim o envolvimento entre cidade e futebol voltou a se acender.
Por volta dos 25 minutos, decidi dar uma volta pelo estádio e foi incrível perceber que não havia um único torcedor do Taubaté que parecia ter desistido do título.
Dava pra ver nos olhares, nos abraços, nos gritos e na própria postura de cada torcedor o sentimento de dedicação e amor ao time da cidade. O estádio estava feliz, pela conquista do acesso, mas queria mais. Entre tosses e espirros, os ensopados, pré-gripados torcedores queriam o título.
O grito de campeão estava preso e sufocado, por anos de convivência com os demais cidadãos que abriram mão do time da cidade para torcer pelos times da capital. Eram 6 mil pessoas que queriam gritar aos sãopaulinos, corinthianos, palmerenses e santistas nascidos na cidade um “ACORDEM, SOMOS CAMPEÕES, O TIME DA NOSSA CIDADE!!!”
Sem desmerecer, ao mesmo tempo, o excelente time e torcida da Votuporanguense. Pra nós, que assistíamos a essa verdadeira ópera como meros espectadores (Se é que era mesmo possível) doía ver o esforço de um time jovem e tão correto caindo em solo molhado.
Mas ainda não havia nada perdido, para nenhum dos times. Afinal, os 2×0 dava o título ao time visitante. Passava dos 30 minutos, mais água ainda e o placar igual. Senhores, senhoras e crianças sofriam nas arquibancadas tanto ou mais do que os atletas em campo. Havia um sentimento de estafa emocional, lágrimas sendo preparadas para o choro, de tristeza ou felicidade.
O gramado chorava da sua maneira. As chuteiras não perdoaram, arranharam, machucaram, fizeram o sangrar terra viva, mas esse foi o sacrifício feito pelo Joaquinzão para fazer parte dessa história. Times, torcidas, jornalistas, o campo, uniformes, as traves, a bola, cada pedaço de pano molhado amarrado na arquibancada. Todos sofriam por igual. Sério, parecia que em algum momento algo iria explodir e não eram os rojões da noite anterior. Foi aí que algo aconteceu. Em meio a tudo isso, um apito longo feito por um maquinista avisava… Se o trem não para, por que o Burrão iria??
Não sei se foi combinado ou não, mas o estádio começou a gritar o tradicional “EU ACREDITO”, e antes que alguém desmaiasse de tensão ou dor… Veio o fato que todos (os torcedores locais) aguardavam. Gol. Do Taubaté. E a explosão veio. De felicidade, de raiva, de amor, de orgulho…
O time da cidade estava presente de corpo e alma. Abraçad@s, vizinh@s, amig@s, namorad@s, pais e filhos, av@s…. Há tempos não víamos lágrimas tão reais e intensas em torno de uma partida. 46 do segundo tempo. Outro gol. Já não há o anormal. A certeza do título já é uma realidade. A felicidade em cada gota de chuva já pode ser ouvida dentro e for a do estádio.
Mais fogos de artifício. Esses vêm de longe. Houve quem preferisse acompanhar o jogo pela TV ou pela rádio e agora amaldiçoava o fato de perder essa festa queimando o céu. Eu a Mari saímos quietinhos. Contentes por poder vivenciar tudo isso tão de perto. Por ver os amigos do Taubaté levantarem a taça e mais uma vez colocar o nome do time na história.
Ao mesmo tempo, um pouco tristes por saber que o pessoal que havia tomado café da manhã conosco, há poucas horas, voltaria pra casa sem o troféu. Nos tranquilizamos pensando que o acesso seria um presente grande o suficiente para acalmar a cidade. Rapidamente estávamos no hotel, tomamos um banho quente pra tentar fugir da gripe e em pouco menos de uma hora estávamos deixando a cidade.
Confesso que eu só fui conhecer o time com a propaganda da Coca-Cola, mas desde então sempre fiquei com eles na cabeça.
Por isso, fiquei empolgado quando o amigo portenho Checho apontou pro lado e disse “Mauri, ahi estan los de Yupanqui”. Óbvio que pedi pra ele dar uma paradinha e desci com o outro amigo (esse brazuca mesmo) Edu Parlamento para eternizar nossa presença junto ao time!
O “Club Social y Deportivo Yupanqui” é um time que foi fundado em 12 de outubro de 1935, por um grupo de jovens da “Villa Lugano”, e nasceu focado no basquete. Em 1976, se afiliou à AFA (Asociación del Fútbol Argentino) e passou a disputar a quarta divisão (a “Primera D”, que a partir de 1987 passou a ser a quinta divisão).
O time tem forte ligação com o bairro, que fica na periferia de Buenos Aires.
24 de maio de 2015, é dia do nosso primeiro jogo do ano, da segunda divisão do Campeonato Paulista, a querida “Bezinha”.
Decidimos rumar para São Carlos, pois até então nunca havíamos assistido um jogo no Estádio Municipal Professor Luis Augusto de Oliveira.
No caminho, que tal admirar um pouco uma réplica do DeLorean, do De Volta Pro Futuro?
Essa belezinha está exposta no Graal próximo de São Carlos. Vale a pena a visita!
Até o painel é idêntico!
Hora de decidir… São Paulo ou São Carlos?
Uma vez na cidade, é hora de achar o Estádio!
A cidade de São Carlos é mais uma dessas jóias escondidas pelo interior paulista. Uma arquitetura ainda bastante preservada, em meio ao visível desenvolvimento urbano, econômico e sócio cultural pelo qual as pessoas vem passando.
Esperamos que o povo de São Carlos saiba equilibrar o crescimento à preservação da história da cidade, para que as futuras gerações possam admirar toda a beleza das casas e prédios antigos, e principalmente da estação de trem.
Foi bacana ver que parte da cultura segue valorizada… Na mesma esquina do Estádio, encontramos vários violeiros preparando-se para mais um encontro.
E na frente do estádio… O delicioso “Churros do Chaves”…
Mas enfim, chegamos ao “Luisão”, estádio onde o São Carlos manda seus jogos.
Mais uma bilheteria para nossa coleção!
E mais um ingresso, afinal, não basta fotografar, tem que apoiar nem que seja simbolicamente por meio da compra do ingresso.
Então, lá vamos nós à casa do São Carlos!
Ao adentrar no estádio, logo de cara uma surpresa positivo, uma bela cantina com várias opções de guloseimas. Nota alta no quesito “Culinária de Estádio”.
Outro ponto positivo é a conservação do patrimônio.
O Estádio está muito bem cuidado e mantém um espírito saudosista, ao equilibrar uma linda área coberta junto de um anel de arquibancadas que envolve o campo.
O gramado também está muito bonito, colaborando pra um futebol de alta qualidade.
Enfim, vamos às apresentações desta partida:
O time do São Carlos está focado em voltar para a série A3, e ao redor do estádio é possível encontrar algumas manifestações da torcida sobre isso.
E por favor, torcedor… Nada de objetos no campo!
Falando em torcida, segundo alguns torcedores locais, o público do jogo ficou abaixo do esperado, principalmente se levar em conta que o time atravessa um bom momento e jogaria contra um rival da região, o Inter de Bebedouro.
Aliás, os visitantes, o pessoal do “Lobo” fez bonito e compareceu ao jogo trazendo várias faixas, colaborando para o clima do jogo.
Bem ao lado deles estava a galera local da Sancaloucos, já tradicional torcida do interior paulista, sempre presente nos jogos do time de São Carlos.
Como eles são bastante amigos do pessoal da Fúria aqui de Santo André, nos sentimos praticamente em casa. Aliás, parabéns à torcida, que não parou de cantar um minuto sequer.
Quer ouvir um pouco? Ouve aí:
Pra quem gosta de futebol e sabe das dificuldades pra se torcer para um time que disputa a 4a divisão do futebol paulista, é louvável a dedicação do pessoal da Sancaloucos.
Não é a toa que eles tem conseguido cada vez mais respeito entre as demais organizadas do interior.
Mas vale destacar também a presença do “torcedor comum”, que acompanha e apoia o time da sua cidade. Foi possível ver famílias, amigos, casais e até quem estivesse sozinho acompanhando o São Carlos.
Mas, falando um pouco do jogo, embora o sol estivesse dando o ar da graça, o jogo teve um primeiro tempo morno.
O time local chegou a fazer um gol, que foi anulado, mas também chegou a sofrer pressão em alguns contra ataques da equipe de Bebedouro, para desespero do treinador…
Durante o intervalo, destaque para as camisas oficiais do time, sendo vendidas pelo Marketing do São Carlos, ao preço de R$ 60 (quem se interessar, favor contatar o clube pelo telefone ou até pelo site: www.saocarlosfc.com.br).
Assim, o segundo tempo começou com a torcida apoiando, mas ao mesmo tempo exigindo que o time local tomasse as rédeas da partida.
E deu resultado. Em um escanteio cobrado bem na nossa frente, o São Carlos abriu o placar com uma cabeçada de Gregorie.
Festa na torcida de São Carlos! E festa em campo!
Com o gol, o jogo ficou mais corrido e mais aberto, e mesmo não tendo realizado uma de suas melhores partidas, o time do São Carlos ainda conseguiu ampliar e definir o placar em 2×0.
Méritos para um time que, pelo menos aparentemente, tem feito a lição de casa: divulgado seus jogos, incentivado o torcedor a acompanhar o time no estádio e oferecido uma estrutura no mínimo bacana para quem tem comparecido.
O jogo foi chegando ao fim e era hora da torcida local comemorar, enquanto nós pegávamos a estrada mais uma vez com a sensação de missão cumprida!
Pra terminar bem o fim de semana… Só com uma jaca, né Mari? Não faz sentido, mas sempre quis terminar um post com uma jaca.
Este é mais um rolê pelas estradas do interior de São Paulo…
Desta vez nosso objetivo é a cidade de Nova Odessa e o Estádio Municipal Natal Gazzetta.
O Estádio fica na rua…
Olhando de fora, apenas mais terreno qualquer, sem grandes identificações…
O Estádio fica numa região bastante movimentada da cidade. Dê uma olhada no entorno:
Mas, por traz dos portões existe mais um estádio histórico do interior paulista.
Uma pena não ter uma fachada para ilustrar o campo…
Mas a bilheteria segue por ali!
Vamos conhecer um pouco do Estádio Municipal Natal Gazzetta, também conhecido como “Campo do Progresso“.
O apelido é uma referência ao Esporte Clube Progresso, time fundado em 1922, que depois de anos disputando as competições amadoras, decidiu se profissionalizar e disputar a Quarta Divisão do Campeonato Paulista de 1966. Infelizmente o ECProgresso retrocedeu (belo trocadilho, não?) e sequer terminou o campeonato, abandonando-o antes do seu final.
Esse era seu distintivo. Dá pra ver que os fundadores eram fãs do Palmeiras.
Nunca mais o Progresso voltou ao profissionalismo para a tristeza das arquibancadas que até hoje estão por ali…
A sua capacidade é de mil e quinhentas pessoas.
Mais recentemente, o Nova Odessa Atlético Clube Ltda passou a mandar seus jogos no Estádio Municipal. O time disputa atualmente apenas competições com as categorias de base e nasceu de um projeto da Prefeitura de 2005, chamado “Futebol para Todos”.
Nova Odessa é uma cidade próxima de Campinas, tradicional centro de futebol, quem sabe não ganhe um time disputando a série B do Paulista, em breve e assim ocupe o campo e as bancadas do estádio novamente…
A galera da “A hora do esporte” vai curtir, né?
Em 2021, voltamos ao Estádio e pudemos dar um rolê por dentro, confira:
O campo está muito bonito! Gramado aparado e tudo pronto para receber uma partida a qualquer hora!
Olha como está linda sua arquibancada!
A cidade aos poucos vai crescendo, será que lembram desse belo estádio que está ali, pronto para reunir todo mundo, independente de classe social em suas bancadas?
O tradicional olhar para o meio campo:
O meio campo olhando da arquibancada:
Gol da esquerda:
Gol da direita:
Olha como a torcida fica perto da lateral!
A área do banco de reserva:
Um último olhar nos gols…
E vamos de volta à estrada…
A 177ª camisa veio direto da Turquia, nas malas da vó da Mari (dona Maria Amélia) e pertence ao Galatasaray Spor Kulübü, ainda que ela não tenha um distintivo hehehehe.
O Galatasaray é um time de Istambul, fundado em 1905, por um grupo de estudantes. O time vem da expressão “Galata Sarayı efendileri” (em Português: Senhores do Palácio de Galata).
Possui 17 títulos do Campeonato Turco e uma Taça da UEFA (conquistada em 2000).
O primeiro título nacional veio na temporada 1961-62, aliás, vale lembrar que o campeonato turco é bastante jovem, tendo sido iniciado na temporada 1959/60.
Nos anos 70, marcou época conquistando o tri entre 1971 e 1973.
Depois dessa marca, só em 1987 veio um novo título.
Nos anos 90, um tetracampeonato entre 1996 e 2000 fez a alegria da fanática torcida do Galatasaray.
Em 2002 e 2006 novos títulos nacionais, mas o que marcou a década de 2000 foi a conquista da Taça UEFA, passando por equipes tradicionais como Bologna FC, Borussia Dortmund, RCD Mallorca e Leeds United AFC até bater o Arsenal na final.
Esse time contava no gol com o eterno camisa 1 brasileiro, Taffarel.
Assim, o Galatasaray se tornou o primeiro clube turco a vencer uma competição europeia.
O time ainda venceria o Real Madrid por 2×0, conquistando também a Supercopa europeia (entre o vencedor da Champions e da UEFA).
Nesse time, destaque para Jardel, que havia se transferido do Porto e fez os dois gols contra os espanhois.
Entre os vários ídolos que passaram pelo time, destaco o romeno Gheorghe Hagi, que encantou o mundo não só pelo time como pela sua seleção.
O Galatasaray manda seus jogos no Estádio Ali Sami Yen, que é transformado num caldeirão pelos seus torcedores.
É ou não é um inferno?
Nos despedimos com mais algumas incríveis imagens da torcida:
Quinta feira, 30 de abril de 2015. Mais um dia se vai pra outro feriado nascer!!!
É primeiro de Maio, dia do trabalhador e decidimos mais uma vez pegar a estrada, nosso destino? Serra Negra!
A cidade faz parte do “Circuito das Águas” do interior de São Paulo e cheia de opções para se divertir nesses feriados curtos ou mesmo num fim de semana. Pra quem gosta de alturas, que tal uma volta no Teleférico?
Olha a vista…
Ou, para os mais gulosos, que tal se afundar no chocolate na Casa dos Ursos?
A cidade possui belas paisagens e uma arquitetura histórica bem preservada.
O boteco campeão é o…
Mas se você estiver em Serra Negra, não pode deixar de visitar a Disneylândia dos robôs.
Outra perdição local são os doces e queijos… Tem lojas espalhadas por todo o centro da cidade…
Ah, e tem as fontes, com águas “super poderosas”!
Ou pra relaxar, você pode dar um tempo ali em frente a fonte…
Mas, falando um pouco sobre o futebol local, o primeiro time profissional da cidade foi o Serra Negra Esporte Clube, fundado em 17 de novembro de 1950.
O time disputou doze edições do campeonato paulista, pela terceira, quarta e quinta divisões. Porém, em 1992, com dificuldades para dar sequência na gestão do futebol, o time acabou fechando as portas. Ali do estádio mesmo dá pra ver a sede deles:
Em seu lugar, ganharia força o Serra Negra Futebol Clube, fundado em 10 de setembro de 1989 por um grupo de empresários locais.
Porém, o time não encontrou apoio na cidade, chegando a mandar seus jogos em Águas de Lindóia. Disputou os campeonatos de 1993 e 1994 e então encerrou suas atividades. Porém, outro time defendeu as cores da cidade no futebol profissional, trata-se da Portuguesa Serrana Atlético Clube, fundada em 4 de abril de 1925
Em 1963, a Portuguesa recebeu a SE Palmeiras no Estádio Barbosinha para um amistoso vencido por 3×0 pelo time da capital, veja as escalações (fonte: Verdazzo):
A Portuguesa Serrana disputou duas edições da Terceira Divisão: de 1967 e de 1976, aqui a campanha de 67:
Desde então, o Estádio Municipal Antonio Barbosa Pinto da Fonseca, vulgo “Barbosinha” aguarda um time profissional… Mas, vamos dar uma volta e conhecer mais esse estádio!
O “Barbosinha” ganha pontos por ter o que, na minha opinião, todo estádio deveria ter: seu nome em uma fachada para registros fotográficos, mas não é só isso, ele ainda preserva sua bilheteria!
E pelo visto, de um jeito ou de outro o pessoal punk da cidade frequenta o campo…
Aqui dá pra ver que o Estádio fica num ponto alto da cidade, mas ainda assim, encrustado em meio as montanhas. Bonita cena, não?
A arquibancada coberta dá um charme extra ao estádio que teve suas obras iniciadas em 1958, mas só foi ser inaugurado em 1962.
Do outro lado, fica a arquibancada “italiana”, pintada nas cores do país europeu.
Logo na entrada do estádio, encontra-se uma estátua, inaugurada em 1966 que homenageia a antiga CBD (Confederação Brasileira de Desportos, hoje CBF), por meio da representação de um atleta com a camisa da seleção.
Aqui, dá pra se ter uma ideia do que é a entrada do estádio, ali está a bilheteria, a estátua e essa bela árvore. O campo está às minhas costas.
A ligação com a seleção brasileira veio das concentrações realizadas ali, às vésperas das Copas Mundiais de 1962 e 1966. O Estádio voltaria a ser manchete em 2002, como sede da Copinha.
Antes de chegar ao campo, ainda existe mais uma obra de arte dedicada ao futebol:
E enfim… chegamos a arquibancada… Segundo o zelador, a capacidade total do estádio é de 3.500 torcedores.
O Estádio sediou jogos locais e nacionais, e amistosos preparatórios da Seleção.
Em 10 de de setembro de 1968, o Estádio Municipal passou a se chamar “Antônio Barbosa Pinto da Fonseca“, em homenagem a este personagem da cidade, do qual não consegui descobrir muita coisa…
O primeiro jogo foi um treino entre a Seleção Brasileira e a Ferroviária de Araraquara (a canarinho venceu por 2×0).
Não podia deixar de registrar os bancos de reserva!
Entre idas e vindas para Cosmópolis, eis que me peguei tendo que matar o tempo em Americana, enquanto a Mari ocupava-se em mais um de seus trabalhos ligados ao mundo da moda.
Oras, que excelente oportunidade de enfim conhecer o Estádio Victório Scuro, campo do Vasquinho (adversário tão tradicional do Santo André FC dos anos 60 e 70).
O time foi fundado em 24 de abril de 1950 como Esporte Clube Vasco da Gama, em homenagem ao Clube de Regatas Vasco da Gama do Rio de Janeiro e já em 1966 passou a disputar o futebol profissional.
O Vasquinnho conquistou, o título da terceira divisão estadual de 1968. E esse era o time (fotos do pesquisador Gabriel Pitor):
Jogou a final contra o Municipal de Paraguaçú Paulista (o embrião do Paraguaçuense), vencendo por 2×0.
Aqui, o momento do gol de penalty:
O Vasquinho mandava seus jogos no Estádio Municipal Victório Scuro, que fica entre os bairros da Conserva e Vila Rasmussen.
Infelizmente o Estádio não é muito sinalizado do lado de fora… A única “fachada” que eu encontrei pra fotografar foi essa, indicando que o estádio é hoje o Centro de Treinamento do E.C. Colorado.
O time passou a se chamar Americana Esporte Clube, em 1976.
Mas seguiu utilizando o Victório Scuro como casa.
A partir de 1979, foi incorporado pelo Rio Branco Futebol Clube, tornando-se o atual Rio Branco Esporte Clube .
Enquanto isso, vamos dando uma olhada no Victório Scuro, eterno “Campo do Vasquinho“.
Aqui, a entrada dos visitantes.
Ainda estão lá as mesmas arquibancadas onde décadas atrás a torcida da cidade estava em massa!
Ao fundo, a cidade que cresce sem parar, e infelizmente esquece dos antigos sonhos locais…
Acorde Mari, é cedo e frio nas ruas de Rotterdam, na Holanda, mas… É hora de conhecer mais um estádio de futebol, a casa do Sparta Rotterdam.
Hoje, vamos contar um pouco sobre nosso role até o “Sparta Stadion Het Kasteel” a casa do Sparta Rotterdam.
Pra chegar lá é muito fácil. Basta tomar o TRAM 21 e descer no ponto final. É exatamente em frente o Estádio, e mesmo sendo semana de natal… A loja do estádio estava aberta!
Mas, antes de dar uma olhada na loja, vamos dar uma volta e ver o estádio.
O Sparta é o time mais antigo da Holanda em atividade, foi fundado em 1888. É o rival do Feyenoord, com quem faz o dérbi de Rotterdam.
É engraçado como alguns times/estádios geram uma identificação imediata… Esse foi o caso com o Estádio do Sparta Rotterdam.
Mas, a chuva, o horário e a época do ano não ajudaram… O estádio estava fechado 🙁 . Uma pena.
Bom, deu pra fazer algumas fotos do lado de fora mesmo.
Dói o coração quando a gente gosta de um estádio, viaja alguns milhares de quilômetros e tem que ver ele desse ângulo…
Bom, sem estádio, vamos conhecer a loja do time! E pelos deuses do futebol… Quanta coisa legal!
Junto a tantos souvenirs, lembranças e uniformes, bastante memória do Sparta pendurada pelas paredes…
E quanta coisa tem na loja dos caras… Da camisa oficial…
Mas mais do que os produtos, me encantam as pessoas. E foi na loja do Sparta que conheci dois senhores: o “Art” e seu amigo, que não recordo o nome. Eles ficaram contentes em saber que antes de conhecer o estádio do Feyenoord eu preferi conhecer a casa e a história do Sparta.
Ficamos um bom tempo vendo fotos antigas e trocando histórias sobre nossos times. Experiência única.
Mas mais do que histórias, acabamos ganhando um presentão deles… Fomos enfim conhecer o lado de dentro do estádio!!!
É de ficar em choque!
Em suas arquibancadas, o Estádio Het Kasteel comporta quase 15 mil pessoas.
Mari disse que o dia estava “um pouco” frio.
A história do Sparta já teve dias de glória, sendo considerado uma das potências da Holanda até os anos 60. Porém, desde 66 segue um jejum de títulos, disputando atualmente a segunda divisão nacional neste belo estádio.
Boa parte das arquibancadas é coberta.
Enfim… Mais um sonho realizado por este andreense que se encanta pelo futebol mundo a fora…
A 176ª camisa pertence à Associação Desportiva Perilima, time de Campina Grande, na Paraíba, fundado em 8 de Setembro de 1992.
A história da Perilima é uma das que mostram que mesmo em dias atuais, o futebol ainda pode ter seus momentos de magia… Caso você queira conhecer melhor o time, acesse sua fanpage oficial: www.facebook.com/PerilimaOficial
O time nasceu quase que como uma forma de lazer para os funcionários de uma fábrica de sordas (um tipo de bolacha de trigo e rapadura).
Sua participação no futebol profissional, só aconteceria em 1998, ainda com o elenco formado pelos funcionários da empresa.
O grande destaque desse elenco era o sr. Pedro Ribeiro Lima, literalmente o “dono da bola”, já que foi o fundador do time, o proprietário da fábrica e também técnico e atacante da equipe. Aliás, olha o nome dele e entenda de onde surgiu o nome do time.
Detalhe, quando disputou seu primeiro campeonato, em 98, seu Pedro estava no auge dos seus 56 anos! Na época, a mídia deu até algum espaço para o time:
Em sua estreia na Segunda Divisão paraibana, o time começou mal, somando um único ponto na primeira fase, o que fez com que pensassem que seria só uma aventura no profissionalismo, com dias contados.
Porém… No segundo turno, veio a primeira vitória da história do time, sobre o Serrano de Serra Redonda, e graças a uma campanha incrível, o time foi até o quadrangular final, de onde saiu como vice campeão, e com o acesso à Primeira Divisão estadual.
A estréia na Primeira Divisão foi um susto: derrota por 5×0, para o Nacional de Patos, fora de casa. No fim do ano a triste volta para a segunda divisão.
Em 2001, com o nome de Esporte Clube Perilima, mais um vice-campeonato da Segunda Divisão e de novo de volta a elite de 2002.
Esse era o time de 2007:
Dá gosto ver que ainda tem gente que ama o futebol. Na foto abaixo, o trio Flávio Gaúcho – 46 anos, Pedro Ribeiro – 66 anos e Zé Cláudio – 47 anos somam simplesmente 159 anos de amor ao futebol!
A equipe vem acumulando acessos e rebaixamentos, enfrentando principalmente diversos problemas financeiros.
Em um desses momentos, a comunidade Futebol Alternativo, na época ainda no orkut, arrecadou dinheiro para ajudar a equipe a se reerguer.
A camisa apresentada acima também foi uma iniciativa peculiar (vinda de um tradicional torcedor do Auto Esporte, Laércio Ismar) para apoiar o time (veja maiores detalhes em www.ajudeaperilima.blogspot.com.br).