ECUS 1×1 Mauá FC – Valeu o acesso à série A4 de 2026

Time visitante pressionou no final, mas não conseguiu vencer os donos da casa, que vão à final com o Tanabi

Sábado, 16 de agosto de 2025.
A Bezinha 2025 chega aos jogos de volta da semifinal, de onde saem os times finalistas e os acessos à série A4 2026.
Para acompanhar um destes finalistas, fomos novamente até o Estadio Municipal Francisco Marques Figueira, em Suzano.

Dessa vez, o ECUS contou com boa presença de público!

Até faixas coloriram a bancada do Suzanão apoiando o time da casa!

O clima estava tão animado que preferi trocar a trilha original que estava rolando no estádio por algo que faz mais sentido pra mim…

Cada vez tem mais gente usando a camisa do time e parece que a paixão segue crescendo já que no intervalo eles venderam TODAS as camisas que levaram!!!

Havia ainda muitas crianças e mulheres com uma camisa do ECUS um pouco diferente, talvez façam parte das categorias de base do time.

Desta vez, estávamos eu, Sérgião e o Mário pra acompanhar a partida decisiva!

Sente o clima na bancada local:

Foi bacana ver o reconhecimento da população local ao trabalho do time do ECUS.

No fundo, era importante que essa relação da cidade com o time existisse desde a primeira rodada, mas… antes tarde do que mais tarde…

E olha que barato, do lado de lá, havia até uma movimentação da torcida do Mauá FC, que deu uma vibração ainda maior para o jogo!

Em campo, o jogo começou a mil por hora e o Mauá FC mostrou que não ia deixar o ECUS levar a vaga facilmente.

A equipe técnica do Mauá FC buscava formas de surpreender o ECUS, mas o time de Suzano jogava atento a cada bola.

E claro…
Jogo pegado, porrada em cada lance!

Nenhuma grande chance havia sido criada quando, aos 27 minutos, um lançamento, meio chutão mesmo, foi dado em direção ao ataque do ECUS, culminando com o gol de Molina. Acompanhe o lance no vídeo da Paulistão TV:

Festa na torcida local. Até pirotecnia teve!

Será que o acesso está garantido?
Com o 1×1 do jogo anterior, em Mauá, um novo empate dava a vaga para o ECUS.
Logo, o 1×0 dava uma boa tranquilidade ao time local.

Não a toa a torcida do ECUS se fazia ouvir!

O primeiro tempo chegou ao fim com o 1xo para o ECUS.

E será que o pessoal tá animado com a fase do time?

O jogo se reinicia e o Mauá volta melhor para o segundo tempo, dando aquele ar de preocupação na torcida local…

Aos 30 do segundo tempo, o Mauá FC teve Wanderson expulso, e pela lógica, o jogo ficaria mais fácil, correto?
Mas não foi o que aconteceu.
Em campo a expulsão injetou adrenalina nos visitantes e o Mauá veio com tudo pra cima!
A partir daí, o grande nome do jogo foi o goleiro Luan Labiuc, do ECUS.
Mas foi o goleiro do Mauá que colocou fogo no jogo aos 34 do segundo tempo, ao lançar uma bola na área e encontrar Kaynan que igualou o jogo.

A torcida do Mauá voltou a acreditar na virada!

Aí sim, o goleiro Luan fez a diferença impedindo a virada do Mauá, que daria a vaga ao time do Grande ABC.

Só o goleiro do Mauá ficou na defesa…

Nos últimos momentos, a arquibancada enlouqueceu enquanto aguardava o fim do jogo…

Mas, não teve jeito… O jogo terminou empatado em 1×1 e pela melhor campanha o ECUS levou o acesso e a vaga para a final.

Só nos resta agradecer poder participar de um momento tão legal e importante para a história do ECUS!

Aproveitei o momento de festa pra ouvir o goleiro do ECUS, o melhor em campo, sobre o acesso:

Também ouvimos o Tegi, presidente do Mauá FC:

E, o William, presidente do ECUS SAF:

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Estádios do Noroeste Paulista – Parte 16: Monte Aprazível

Brasão de Monte Aprazível
Estádio Municipal Melchíades Pereira de Mattos - Monte Aprazível

Ufa, confesso que agora que estamos devolvendo nossa viagem em forma de posts, esse rolê parece maior do que o que vivemos… Vamos aproveitar e conhecer mais uma cidade do interior paulista: Monte Aprazível!

Monte Aprazível

Seus quase 22 mil habitantes desfrutam de uma cidade ainda tranquila que possui uma boa área verde 🙂

Estádio Municipal Melchíades Pereira de Mattos - Monte Aprazível

Nossa missão em Monte Aprazível era conhecer e registrar o Estádio Municipal Melchíades Pereira de Mattos!

Estádio Municipal Melchíades Pereira de Mattos - Monte Aprazível

Nele, o Grêmio Esportivo Monte Aprazível (G.E.M.A.) mandou seus jogos nas competições profissionais da Federação Paulista.

Distintivo do Grêmio Esportivo Monte Aprazível

O Grêmio Esportivo Monte Aprazível foi fundado em 26 de abril de 1946 e após sagrar-se campeão citadino, passou a disputar o Campeonato amador do interior e depois ainda teve 9 participações no Campeonato Paulista.
Esse é o time de 1948:

Sem dúvidas, o time devia fazer a festa da bilheteria local!

Estádio Municipal Melchíades Pereira de Mattos - Monte Aprazível

O time foi a única equipe da cidade a se profissionalizar, em 1955, e chegou a disputar a Segunda Divisão (atual A2), e permaneceu entres idas e vindas no futebol profissional, até 1991.

Jogadores de 1957:

Esse é o time de 1988:

GEMA 1988

E olha a festa que a torcida fazia no estádio!

Aqui, a conquista do acesso:

Aqui, um pouco da história da cidade naquela época:

O Estádio Municipal Melchíades Pereira de Mattos segue com suas belas arquibancadas de cimento, recebendo um e outro torcedor que curte acompanhar as categorias de base do futebol da cidade.

Estádio Municipal Melchíades Pereira de Mattos - Monte Aprazível

Vamos conhecer um pouco mais deste templo do futebol?

O gramado segue em boas condições, como a molecada que jogava mostrou:

Estádio Municipal Melchíades Pereira de Mattos - Monte Aprazível
Estádio Municipal Melchíades Pereira de Mattos - Monte Aprazível

O estádio possui ainda alguns departamentos onde possivelmente ficavam os vestiários.

Estádio Municipal Melchíades Pereira de Mattos - Monte Aprazível
Estádio Municipal Melchíades Pereira de Mattos - Monte Aprazível

Suas arquibancadas chegaram a ter capacidade para 3.500 torcedores!

Estádio Municipal Melchíades Pereira de Mattos - Monte Aprazível

E tem até uma seção de cobertas!

Estádio Municipal Melchíades Pereira de Mattos - Monte Aprazível

Tem um lance de arquibancada ali, beeeem escondidinho, atrás do gol!

Estádio Municipal Melchíades Pereira de Mattos - Monte Aprazível

E lá estão as árvores ao redor do campo…

Estádio Municipal Melchíades Pereira de Mattos - Monte Aprazível

Agradecemos mais uma oportunidade de registrar esse campo e torcemos para que siga sendo um lugar para se reunir em prol da saúde e da diversão, como já foi no passado!

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O futebol em Iracemápolis

6 de outubro de 2012.

O futebol já ajudou milhares de cidades a escrever seu nome na história do esporte nacional.

Entretanto, existem algumas que acabaram esquecidas pelo grande público, mesmo tendo seus momentos heróicos.

E foi em busca dessas histórias já desgastadas pelo tempo que fomos até Iracemápolis

O futebol de Iracemápolis teve como principal representante o Clube Atlético União Iracemapolense, o CAUI, fundado em 1 de maio de 1946. Escudo vindo do incrível site Escudos Gino!

O time representava a cidade e tinha o apoio da Usina Iracema, atualmente pertencente ao grupo São Martinho.

O CAUI participou de nove edições do Campeonato Paulista de Futebol Profissional, entre a terceira e a sexta divisão, de 1986 a 1992, quando se desligou da Federação Paulista de Futebol.

O mascote do time era um Pé de Cana.

Procurando informações no Google, descobrimos o Estádio Municipal Alpino Pedro Carneiro, onde o time teria mandado seus jogos nos campeonatos profissionais, assim, fomos até a Rua Duque de Caxias para conhecer esse histórico campo!

Se o Estádio não tem uma boa fachada identificando seu nome, ao menos encontramos algumas placas comemorativas bem bacanas.

Embora a placa acima mostre a data de 1988, essa outra placa mostra que a conclusão do Estádio acontecera antes, em 1978:

O Estádio tem capacidade para 3.200 torcedores e está em boas condições, embora só receba partidas do futebol amador.

A arquibancada é de cimento, com pouco mais de 10 degraus e uma distância segura do campo, para a tristeza dos torcedores mais exaltados…

Aproveitei a presença do pessoal que jogava um baralho ali pra ouvir um pouco sobre o futebol local.

Iracemápolis

O que eu descobri é que a verdadeira “casa” do CAUI não era este estádio, mas sim um segundo estádio, localizado próximo da Usina Iracema, assim, nos despedimos desse belo templo do futebol e fomos em busca desse segundo campo.

E não é que encontramos mais um belo Estádio, o Dr. Dimas Cêra Ometto!!

Estádio Dr. Dimas Cêra Ometto
Estádio Dr. Dimas Cêra Ometto

Infelizmente ele também está dedicado apenas ao futebol amador, atualmente.

Estádio Dr. Dimas Cêra Ometto

Mas já recebeu jogos históricos. Fuçando no site “Jogos Perdidos“,  encontrei uma súmula de um jogo contra a A.A. Chavantense, de 1988.

E 1988 foi um ano especial para o CAUI, pois foi quando conseguiram o acesso para a série A3. Olha que belo quadro encontrei no bar do estádio!

Aliás, o bar do Estádio tem outra fonte de histórias incríveis, trata-se de Toninho e Neuza, que cuidam de lá e sabem bastante da história do futebol local.

Mostraram essa outra foto do time, já nos seus anos finais:

Segundo eles, esse é o time amador que mais joga (e bebe) atualmente no estádio:

Vale a pena um olhar ainda mais romântico para as arquibancadas, de madeira, do Estádio…

Os bancos de reserva também preservam em sua própria madeira a memória de décadas de futebol amador e profissional…

Outro ítem bacana do estádio são os vestiários:

O campo está em bom estado, como pode se ver:

Mais uma placa histórica:

Assim, marcamos presença em mais um santuário histórico do futebol! Antes que você pergunte, foi aqui em Iracemápolis que o Elano (atualmente no Grêmio, mas ex atleta do Santos e da seleção brasileira) começou sua carreira, mas pra mim, essa é uma história de menor valor local.

Ah, mas antes de irmos embora o nosso guia, o “Tio Lúcio” experimentou um pouco da culinária do estádio local (e aprovou!).

O Estádio fica perto da Usina Iracema, que ainda funciona a todo vapor, mas que já não apoia o futebol como outrora!

Missão cumprida, é hora de pegar a estrada de volta com direito a uma parada em um ponto especial, em Limeira, a “Casa de suco Pessatte”, onde por R$ 3 se bebe quanto suco natural de laranja quiser… Mais informações: http://www.pessatte.com.br/

Graças ao Lúcio, nosso guia, decidimos passar por alguns lugares tão próximos quanto pouco divulgados, a começar pelo Rio Piracicaba, ainda na cidade de Americana:

A barreira da represa de Salto Grande forma uma bela cena, há menos de 100km da capital…

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antes que ele vira apenas história…

102- Camisa do Olímpia

A 102ª camisa da coleção vem do interior de São Paulo, grande celeiro de times e histórias ligadas ao futebol. É com orgulho que escrevo sobre a história do Olímpia Futebol Clube.

Recentemente entrevistaríamos o presidente do Olímpia, mas na hora H ele acabou não conseguindo participar ao vivo e nos mandou um vídeo, vale a pena assistir:

Comprei essa camisa no próprio Estádio Maria Tereza Breda, em outubro de 2010. Ao passar por lá, o time sub-20 ainda estava pelos vestiários.
Eles haviam acabado de perder para o sub-20 do Santos num polêmico 2×1.
Veja aqui como foi esse rolê!

Estive na cidade para conhecer as famosas Termas dos Laranjais, um parque aquático incrível que fica em Olímpia!

Mas falando sobre o time do Olímpia, sua fundação se deu em 1919. Como toda equipe do interior, em seu início o time do Olímpia limitava-se a representar a cidade em torneios regionais. De 1936 a 1946, o time mudou provisoriamente seu nome para Associação Atlética Olímpia.

Em 1950, veio o profissionalismo e a disputa dos campeonatos organizados pela Federação Paulista de Futebol.

Em 1953, passou a valer uma lei que obrigava as cidades sedes dos times da segunda divisão a terem pelo menos 50 mil habitantes, assim, o time passou a disputar torneios amadores e a terceira divisão.

Em 1957, sagrou-se campeão do “Setor 33” (a Federação dividia o campeonato em regiões). No jogo que definia o acesso, perdeu para o Fernandópolis por 2×1.

1959 trouxe um grande número de torcedores para o Estádio Tereza Breda, o time jogava bem e acabou campeão da “Série Brigadeiro Faria Lima” e novamente disputando a vaga para a segundona, desta vez contra a Votuporanguense.

Em 1961, o Olímpia foi campeão da “Série Cafeeira”, na final contra a já tradicional rival Votuporanguense. A foto do time campeão:

Outros títulos viriam em 1973 e 1975, sendo bicampeão da “Série C”, dando condições ao clube de disputar sua promoção para a “Divisão Especial”, mas o sonho foi interrompido pelo Santo André.

1978 é o ano mais triste de sua história, pois o Olímpia se exclui da Federação, pondo um fim momentâneo aos sonhos dos torcedores locais. Após muito sofrimento, o time conseguiu voltar.

Em 1985, ressurge o Olímpia F.C. . Em 1988 disputou a “Divisão Intermediária”.

Em 1990, a diretoria chegou a tentar licenciar o time, mas por brincadeira do destino o elenco montado para aquele ano traria a maior glória da história do time, o título da Segunda Divisão e o consequente acesso à Primeira Divisão, onde permaneceu por três anos.
O time de 1990:

O de 1991:

Fuçando na minha coleção de canhotos de ingresso, pude achar um do jogo que o time fez em Santo André, contra o meu Ramalhão, num domingo, 1 de setembro:

Achei também um de 1995:

Guardei até a escalação dos times:

No ano seguinte passou por dificuldades e depois de péssima campanha foi rebaixado para a Série A-3.

Em 2000, sagra-se campeão do Paulista da Série A3 e disputa ainda a Copa João Havelange chegando até a Semi-Final.

Em 2001, disputa a série A2 e por um ponto não consegue o acesso à série A1. Jogou com o time:

Em 2006, depois de sete anos consecutivos na série A2, o Olímpia foi rebaixado para a Série A-3, sagrando-se campeão, no ano seguinte, num campeonato que contou com times como Ferroviária e XV de Piracicaba. 2007 também ficará marcado na memória de todos os olimpienses.
Mais uma vez, após quase não disputar o campeonato e quase encerrar as atividades, o Olímpia Futebol Clube conquista a Série A-3, lutando com adversários como Ferroviária e XV de Piracicaba.

Infelizmente, a partir de 2008, o time entrou em queda livre, voltando para a série A3 até cair, em 2010 para a série B do Paulista, o campeonato mais dificil do mundo. O time manda seus jogos no Estádio Maria Tereza Breda:

Seu mascote é o Galo Azul:

Como curiosidade, vale citar que o poderoso Paulistano chegou a disputar uma partida contra o Olímpia e aproveitou para emprestar nada mais nada menos que Friendereich para um amistoso contra o Jaboticabal.

Quem também visitou a cidade para jogar um amistoso  foi a equipe do Penarol, em 1928. Mas uma das cenas mais curiosas do time é essa…

A torcida Mancha Azul é quem comanda a festa nas arquibancadas:

O site “extra oficial” do time é: www.olimpiafutebolclube.com

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