
Há jogos que valem três pontos.
Há jogos que valem uma classificação.
E há jogos que carregam algo maior: o orgulho de uma cidade, a história de um clube e o sonho de pessoas que dedicam parte da vida a defender um escudo.

Foi pra acompanhar uma partida dessas que nos dirigimos até o Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite!


Na tarde deste sábado, em Guaratinguetá, o Manthiqueira entrou em campo carregando essa responsabilidade.
Bem vindo ao Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite!


Infelizmente, os anos seguidos na bezinha e as campanhas sem grandes chances de acesso acabaram afastando o torcedor de Guaratinguetá do Estádio, então mesmo sendo um jogo decisivo, o Manthiqueira jogou para poucos torcedores…

Mas não jogou sozinho!
Ainda existem aqueles que insistem em apoiar o time da sua cidade…
E é por eles que a gente mantém viva a ideia de registrar os jogos, as torcidas e a realidade dos times do interior paulista.



E além do apoio daqueles que estavam na bancada, o AD Manthiqueira conta com a presença do seu idealizador e atual treinador: Dado Oliveira!

Pra quem quer saber um pouco mais da história do Dado e do próprio time, vale assistir a entrevista que fizemos com ele em 2025:
Voltando ao jogo, também foi bacana rever o Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite (estivemos lá em 2019, veja aqui como foi!).


É sempre um grande prazer poder estar em um Estádio com tantas histórias no passado e com tanto potencial ainda para o futuro.


O belo placar manual ainda segue firme e forte!

E a partida começa!
E quem veio ao Ninho da Garça como visitante foi o Grêmio Mauaense, time que também construiu sua trajetória com luta, comunidade e paixão.

E o time visitante veio sem demonstrar grandes receios de estar longe de sua cidade sede, Mauá.
A verdade é que os dois clubes representam o que há de mais bonito no futebol paulista: equipes que sobrevivem graças ao trabalho de muita gente que acredita que o futebol ainda pertence aos bairros, às famílias e às cidades que os abraçam.

Mais um ataque do Grêmio Mauaense…
O jogo estava bastante pegado, como normalmente vemos nas partidas da Bezinha, e os treinadores aproveitaram a parada pra hidratação pra tentar melhorar as equipes na sequência do primeiro tempo.


E olha quem veio nos dar um alô: a bola do jogo acabou ali do nosso lado…

Sente um pouco do cima do estádio:
Já aos 40 minutos, empurrado por sua gente e guiado pelo trabalho do técnico Dado de Oliveira, amigo das causas que fazem o futebol ser mais humano do que negócio, o Manthiqueira encontrou forças para abrir o placar!


O segundo gol saiu aos 44 minutos do primeiro tempo, para a alegria da sua torcida!


O intervalo de jogo chegou e nos permitiu curtir um pouco mais do Estádio e seus detalhes em dias de jogo, como a lanchonete e seus picolés e pasteis.

Tá com sede?

Uma outra imagem simples ali na arquibancada parecia resumir o futebol do interior: nada é construído sozinho. Assim como as formigas, os times avançam pelo trabalho coletivo de jogadores, comissão técnica, torcedores e pessoas que acreditam diariamente nessa camisa.

O segundo tempo começou com o sol ameaçando ir embora…

Aproveitei pra assistir o jogo da arquibancada descoberta.
Mas, se o calor parecia ir embora, o Mauaense voltou bastante acordado para o segundo tempo e passou a dominar as ações.
De tanto insistir, chegou ao gol com seu zagueiro, que se lançou ao ataque.

O jogo foi chegando ao fim e o Grêmio Mauaense fez de tudo para chegar ao empate.
Mas o jogo chegou mesmo ao fim: 2×1 para os mandantes e Dado Oliveira mais uma vez faz história com seu time inspirado na lendária seleção holandesa de 1974…

O pior ainda viria para os visitantes… O União Mogi fez 2×1 no Itaquaquecetuba e eliminou o time de Mauá, para a tristeza dos visitantes…

Já o Manthiqueira conseguiu escrever mais um capítulo de sua história, classificando-se para as oitavas de final, onde enfrentará o líder geral do campeonato: o temido José Bonifácio!

No fim, mais do que uma vaga nas oitavas de final, o que estava em jogo era a continuidade de uma história construída por muitas mãos, muitos sonhos e uma comunidade inteira que se reconhece naquela camisa. Parabéns, Dado Oliveira e Manthiqueira!














































