2 de julho de 2022. O sabadão de sol dá sequência ao novo mês, tempo de férias e alegrias, mas…. A tensão está no ar, é dia de clássico regional no ABC: São Bernardo FC x EC Santo André.
O jogo é na casa do Tigre, o Estádio Municipal 1º de Maio.
Em campo, o Ramalhão tem 3 rodadas para conseguir a sonhada classificação… Enquanto isso, o São Bernardo FC mantém se isolado na liderança, sem ter levado um único gol no campeonato, o que fez até a Globo ir cobrir o goleiro batateiro.
A torcida ramalhina se faz presente como bom visitante que sempre o é.
A do São Bernardo FC também faz seu papel!
E se tem torcida e rivalidade… Tem confusão!
Pode parecer uma coisa pequena e idiota… Uma tarde de sol… Pouco mais de 100 pessoas… Uma cidade? O que representa nos dias atuais uma cidade?
E ali, lado a lado, a gente se esquece das coisas ruins, se abraça, canta, xinga… O futebol ainda é um jeito simples de se alcançar algum nível de felicidade.
Mas a série D não tem coração. Não há espaço para histórias bonitas. Para lições de vida… O time do Santo André é um exemplo de dedicação, de entrega e de proximidade com a torcida… Mas infelizmente nada disso foi suficiente para nós…
O resultado foi uma droga. Perdemos mesmo de 1×0. Mas os amigos ainda fazem valer a pena.
Mas tem mais. Ao fim do jogo, parte do nosso time veio até os alambrados pra pedir um último apoio… Ainda temos chances e foi incrível ver e ouvir o Éder Paulista e o David pedir pra que a torcida não desista!
No final do jogo… a polícia militar nos fez aguardar 40 minutos pra poder ir embora…
No post #1, falamos de dois estádios, o Estádio Engenho Grande onde a SER Usina São João e o União São João mandaram seus jogos, e o Estádio São Joaquim, a casa da AA Ararense. Veja aqui como foi!
No post #2, vamos falar do Estádio Joel Fachini, onde os outros 3 times da cidade (o CA Ararense, o Comercial FC e o Araras CD) mandaram seus jogos nas disputas de Campeonatos profissionais!
Comecemos com o mais antigo deles, o Comercial FC, fundado em 26 de agosto de 1929 no extinto Bar do Lima, na rua Tiradentes, por um grupo de comerciários e que somente em 24 de novembro fez sua estreia contra o Cordeiropolense empatando em 0 a 0.
Apelidado de “Leopardo da Paulista“, o Comercial disputou várias competições amadoras.
Em 1932, o filiou-se à APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos) e participa pela primeira vez do Campeonato do Interior da APEA.
O Comercial obteve grandes resultados em competições importantes como o título de Campeão Amador da Região do Interior em 1933, e do Estado em 1949, além de ser Campeão Amador do Setor em 1950, 55, 56, 57, 58, 59, 1963 e 1972 e Vice-Campeão do Interior em 1956 e 57.
Foi ainda Campeão Ararense em 1947 (derrotando a AA Ararense por 3×2 na final), 1957, 1963, 1970 e 71. A foto abaixo (do site História do Futebol) retrata o time campeão de 47:
Sua estreia no profissional foi na 2ª Divisão do Campeonato Paulista em 1950, terminando em 8º lugar no seu grupo.
Em 1951, tem sua segunda e última participação na segunda divisão do Campeonato Paulista de profissionais, ficando novamente em 8º lugar no seu grupo (o outro time da cidade, a AA Ararense terminou na última colocação).
Em 1956, o S.C.Corinthians esteve no Estádio Joel Fachini para enfrentar o Comercial FC, mas quando o placar estava 2 a 0 pros paulistanos uma chuva interrompeu a partida. Santos, São Paulo e Palmeiras também viriam visitar Araras. Para maiores informações sobre o time visite o site União Mania! E olha que beleza a matéria de 1958:
O Comercial FC passou a perder sua força e em 1984, foi aprovada a concessão do Estádio Joel Fachini para o poder Executivo. Em 1996, o ComercialFC volta ao cenário futebolístico ararense com as equipes de base e em 2001 se funde com o Atlético Ararense.
O time tem utilizado um novo distintivo:
O segundo time que mandou seus jogos no Estádio Joel Fachini foi o Araras Clube Desportivo.
O Araras Clube Desportivo foi fundado em 5 de maio de 1966, para tentar suprir o amor da cidade pelo futebol. O time da Usina São João abandonou o futebol profissional em 1965, assim como a AA Ararense. Além disso, o ComercialFC também desistiu de voltar ao profissionalismo. Assim, a “ACD” representou Araras na 3ª Divisão do Campeonato Paulista (quarto nível do Campeonato) em 1966.
Por pouco o time não avançou para a terceira fase…
O site União Mania apresenta a foto do time de 1966:
Em 1967, mais uma boa campanha, desta vez no 3º nível do Campeonato, então denominado 2ª Divisão Profissional, ocupando a vaga que era do time da Usina São João.
Esse foi o time daquele ano:
Em 1968, mais uma vez disputou o 3º nível do Campeonato, a 2ª Divisão Profissional.
Ainda em 1968, o Araras CD conquista seu único título: o do Torneio Início Campeonato Ararense, com o time
Por fim, falemos do Atlético Futebol Clube, time fundado em 13 de março de 1971.
O clube nasceu como uma homenagem ao Clube Atlético Mineiro. E seu primeiro campeonato profissional foi a Quinta Divisão do Campeonato Paulista em 1979, onde classificou-se em primeiro lugar na fase inicial.
A segunda fase foi mais complicada e o time acabou desclassificado.
Em 1980, disputa mais uma edição da Terceira Divisão do Paulista.
Em 1981, terminou a primeira fase em 4º lugar, com uma foto bem mal feita:
E na segunda fase, terminou em 5º.
Em 1982 o Atlético iniciou a disputa da Terceira Divisão do Campeonato, mas acabou desistindo no meio da competição, licenciando-se até 1986, quando retorna com o nome de Clube Atlético Ararense, mas foi seu único e último ano de existência.
Sua participação no Grupo Vermelho terminou na 6a colocação.
E como disse, todos estes times jogavam no Estádio Joel Fachini daí a importância de uma visita para um registro!
E finalmente encontramos suas portas abertas!
Aí estão suas bilheterias que receberam torcedores de tantos times nas disputas relatadas acima!
E vamos finalmente conhecer a parte interna do Estádio?
Essa área da cidade sempre foi ocupada por um campinho de futebol, mas na década de 30, o Comercial FC oficializou sua compra e transformou o lugar no Estádio Joel Fachini.
Olha que bacana na parte interna do estádio a descrição de alguns dos títulos do ComercialFC.
No dia da nossa visita, estava rolando uma rodada dupla do Campeonato Amador de Araras!
Foi bacana poder ver o campo ocupado.
O gramado está muito bem cuidado.
Ainda existe uma estrutura de vestiários bem bacana!
Aqui, um olhar da parte de traz do gol. Quer apostar que nos próximos anos veremos surgir vários prédios no horizonte?
Olha que linda a arquibancada do estádio ali no lado direito:
Vamos dar um rolê e conhecer mais do Estádio Joel Fachini:
E além da arquibancada, perceba o charme da mureta que a separa do campo, e logo ali, os bancos de reservas:
A arquibancada é toda pintada em alvinegro:
Aí o meio campo:
O gol do lado esquerdo:
O gol do lado direito:
E a bela arquibancada!
Lá dentro, alguns quadros enaltecem os feitos históricos do Comercial FC, como a conquista do Setor do Amador de 1949:
E essa visão da arquibancada coberta na época de ouro do time… Dá uma comparada com a atualidade:
Atrás do outro gol, ainda existe um lance de arquibancada descoberta:
Também existem algumas imagens de times históricos:
Voltando aos dias atuais, é bom ver que o futebol amador tem ocupado o estádio e feito a realidade futeboleira da cidade mais feliz!
O fim de semana começou movimentado. Por uma ocasião super especial (o casamento do irmão da Mari), não pudemos ver o Ramalhão jogando em casa. Claro que festas e reuniões familiares são bacanas, mas sofri muito em não ver o Ramalhão vencer o Oeste por 2×0.
Assim, pra não deixar meu lado futebolístico decepcionado, aproveitei que a festa era no interior para dar um pulo em Araras, no lindo Estádio Dr Hermínio Ometto, no domingo, 19 de junho de 2022.
Os ingressos para a partida custavam R$ 10 e a bilheteria até que apresentou um movimento bacana próximo do início do jogo.
A ideia era acompanhar um jogo entre duas camisas bem pesadas: União São João x Paulista de Jundiaí, válidos pelo “Paulista Sub 23 – Segunda Divisão”, que tem várias alcunhas… “Bezinha”, “Segundona”, “série B” e etc. Mas o nome oficial está ali na placa.
Logo ao entrar, me surpreendi ao ver a boa presença da torcida do Paulista de Jundiaí.
Vamos dar um rolê pelo estádio e sentir o clima do jogo.
O jogo colocou a frente duas realidades distintas: o Paulista chegou em Araras disposto a seguir vivo na luta pela classificação à fase seguinte da série B.
Pra quem ama o futebol fica o orgulho em participar de um evento como esse.
Já o União São João só busca terminar esse ano de retorno ao profissionalismo, já que os resultados em campo tem sido bem abaixo do esperado. A Consequência direta é o baixo número de torcedores que ainda seguem apoiando o time nessa reta final.
Nessas horas fica ainda mais claro o valor das torcidas organizadas. Um momento difícil, e importante, afinal, mesmo sendo uma má campanha, ainda trata-se do ano do retorno de um time tão importante como o União, e que precisa ser celebrado.
Mas vale reforçar que ainda existem aquelas pessoas que ainda amam o time e comparecem pra dar seu apoio e também se divertir! Infelizmente a partida de hoje não traria muita diversão para o torcedor de Araras…
Aos 34 minutos do primeiro tempo, o garoto Natan abriu a partida para a festa dos visitantes!
E mesmo depois do gol, o Paulista seguiu forte e teve grande chance de ampliar o placar em um penalty perdido.
A torcida do Paulista tem passado por um momento complicado. A ideia de se manter mais um ano na série B atormenta cada um daqueles que apoiam o galo!
Aí o pessoal da Raça Tricolor que segue protestando com a faixa virada.
Para acalmar um pouco os ânimos, aos 46 do primeiro tempo, o mesmo Natan aumentou o placar para 2×0.
Natan aos 12 e Caíque aos 43 fechariam o placar: 4×0 para a equipe visitante.
Provavelmente essa foi a última vez que fomos ao Estádio Hermínio Ometto, este ano, então um último olhar no campo.
E mais um registro em frente à entrada do Estádio que outrora tinha ninguém menos que Roberto Carlos como lateral esquerdo do time local.
É importante repetir a mesma história de sempre: por séculos e séculos, a região de Boituva foi terra indígena. O próprio nome é de origem guarani: Mboituva, que significa “muitas cobras”. Até por este detalhe, o local não era tão habitado pelos indígenas, mesmo sendo uma paisagem incrível. Mas ali por perto, dois povos seguiam com sua existência secular: Guaianases e Carijós até que a chegada dos portugueses mudou tudo isso…
Com o passar do tempo, a região acabou ficando entre duas ocupações: Sorocaba e Porto Feliz, ambas muito importantes durante as expedições em busca de ouro e de indígenas que seriam escravizados. Boituva acabou se tornando uma parada para viajantes, tropeiros e mascates. Atualmente existe um Museu dos Tropeiros na cidade.
Logo, a cidade passou a desenvolver a agricultura e pecuária, mas o escoamento da produção para os grandes centros de consumo só foi acontecer com a chegada da Ferrovia, a Sorocabana e a instalação da estação Boituva, em 16 de Julho de 1882. Foto do incrível site Estações Ferroviárias.
Com os trens, a cidade se movimentou, surgem hotéis, restaurantes, pensões e outros comércios, o que ajudou a aumentar o número de moradores, principalmente com a chegada de imigrantes que vieram para o cultivo do café e depois passaram a se dedicar ao algodão, a alfafa, o café, a cana, o abacaxi e mais atualmente, cogumelos e hortaliças.
Falando sobre o futebol local, Boituva tem dois times para se orgulhar, e o mais antigo deles é a Associação Atlética Boituvense.
A AA Boituvense foi fundada em 13 de Março de 1948, numa época em que a cidade possuía menos de 5 mil habitantes. Seu campo, o Estádio Luiz Grando, fica na Rua Moacir Ferreira, nº 81, na Vila Ferriello.
Aqui, uma imagem da AA Boituvense de 1956:
Estivemos por lá em 2024 para finalmente fazer umas fotos do estádio, se liga:
Vamos dar uma olhada na parte interna:
Esse é o banco de reservas:
A arquibancada fica apenas de um lado do campo, do lado da avenida:
Aqui, o gol da direita:
Aqui, o gol do lado esquerdo, onde existem as entradas do campo:
E aqui o meio campo, com a arquibancada:
Ah, tem também um pequeno lance de arquibancada atrás do gol da esquerda:
Mas logo, o amor da cidade passou a se dividir… Com o crescimento da Indústria Votorantim, em 1º de maio de 1959, por meio dos operários da industria nasceu o Esporte Clube Votoran.
Esse é o time do ano de fundação, 1959:
O time de 1960:
Mas o grande momento do time chegou em 1983, quando o EC Votoran se sagrou Campeão amador do Estado, batendo na final o Brodowski FC (após vencer em Boituva por 1×0 e conquistar um empate em 2×2 em Brodowski).
Em 1989, veio o bicampeonato do EC Votoran vencendo na final o São João FC de Capela do Alto (final: Esporte Clube Votoran 1 x 0 São João de Capela).
Foi por essas duas conquistas históricas que decidimos parar na cidade para almoçar, no retorno para Santo André.
E já que estávamos ali, decidimos conhecer e registrar o Estádio Comendador Olímpio Andrade, a atual casa do EC Votoran!
Sei que essa entrada parece meio caída, mas é que ela é a mais histórica, com o nome do estádio e tudo, mas tem uma outra entrada pela parte de baixo que está bem ajeitadinha!
Vamos dar uma olhada no estádio!
O Estádio foi inaugurado em 1989, para receber as partidas do Amador do Estado.
Olha que bacana esse vídeo de alguém que registrou o dia da inauguração do Estádio:
Com tantas dificuldades, é de se surpreender que o EC Votoran siga resistindo e ainda tenha como casa um estádio tão bonito! Essa é a outra entrada:
Olha que linda a arquibancada em verde e vermelho na lateral do campo!
Atualmente o Estádio também é conhecido como Arena Saint Roch, graças a uma parceria com a agência esportiva Saint Roch Sports.
O clube possui uma sede social no próprio estádio.
Aqui o registro tradicional do meio campo:
Do gol do lado esquerdo:
E do lado direito:
Aqui, a vista lá do morro onde fica a entrada antiga, registrada no começo do post.
Porém, como o estádio foi construído em 1989, você deveria se perguntar onde foi disputado o campeonato do 1º título, em 1983. E o Estádio do Gamitão é a resposta!
Essa é a entrada do estádio do Gamitão.
O Estádio recebeu melhorias recentemente e está todo pintado de azul e branco.
O gramado também está bem cuidado.
As arquibancadas ainda são usadas pelos torcedores do futebol amador local.
Notícias recentes dizem que o estádio receberá uma parte coberta.
4 de junho de 2022. Sábado. Uma semana depois da partida em Curitiba, é hora do EC Santo André reencontrar o Paraná Clube pela 1ª rodada do returno da Série D do Campeonato Brasileiro de 2022.
Os times em campo vivem situações diferentes. O Paraná Clube surfa uma boa onda, levando 8 mil pessoas ao seu estádio e lidera a nossa chave. Já o Ramalhão até melhorou sua performance em campo, mas ainda não tem pontuação suficiente para fazer parte do grupo dos classificados.
Hora de se esquecer dos problemas por 90 minutos e rever os amigos de bancada!
E lá está a Esquadrão Andreense a animar a partida e apoiar o time!
É mais uma partida com um público baixo. Somando nossas organizadas ao povão e aos rivais não chegamos a mil torcedores acompanhando uma partida que prometia grandes emoções.
O time do EC Santo André comprou a briga pela recuperação no campeonato e mesmo com a derrota no jogo passado, vieram a campo com grande motivação.
E do nosso lado, nós suplicamos… Que venha a vitória, hoje…
O Paraná Clube também entrou em campo concentrado… E olha lá no fundo a torcida Paranista que compareceu ao ABC.
Hora da bola rolar!
E se a bola rola em campo, a Fúria põe a bancada pra agitar!
E lá estava a TUDA também!
Ali no canto está o pessoal da Máfia Azul!
Ali ao lado da faixa da Esquadrão, um resgate histórico mais que importante: a faixa da Ramalhão Chopp!
O jogo começou muito bem. Era lá e cá.
A torcida do Paraná também se fez presente:
Aliás, o goleiro do Paraná Clube é o Felipe e não é que ele acabou aceitando um gol de letra do Eder Paulista? E teve que ficar até o fim do jogo ouvindo o novo hit “Acorda Felipe, que hoje é campeonato…” kkkk ele levou na brincadeira e até acenou pra galera!
A tarde estava esquisita… Frio na sombra e calor no sol…
Fim do primeiro tempo. Hora da interação na parte alta do nosso estádio!
O segundo tempo começa e que tal dar um rolê pelo Estádio e sentir a vibração da nossa torcida?
O 2º tempo traz um fato triste logo no começo… Gol de empate do Paraná. Confira os dois gols e os melhores momentos da partida:
O técnico Renato Peixe até fez alterações e colocou o time no ataque, aliás… Matheus dá uma olhada aí e veja quem foi que entrou…
O jogo virou uma loucura… Era lá e cá… O Santo André apertou em um ataque, conquistou um escanteio e levou um contra ataque quase fatal!
As chances até eram criadas, mas… Não se converteram no esperado segundo gol…
Em meio a tristeza do resultado, uma alegria, e se você pudesse voltar no tempo e chegar até 1972 no momento dessa foto? Impossível né?
Mas se você não pode voltar, pelo menos pode ter a alegria de curtir a companhia do nosso goleiro da época. Tá aí o Carlão!
O fim do jogo somou o frio do entardecer com a dor do empate, e nossa torcida não teve outra opção a n˜ão ser lamentar o mal resultado ainda que o time tenha se portado bem em campo.
O técnico Renato Peixe mandou a campo: Gabriel Cabral; Eliandro, Raphael Carvalho, João Paulo (Udson) e Ruan; Natham, Gharib (Henrique) e Alex Nagib (Dioran); Will (Bruninho), David Ribeiro (Kayan) e Eder Paulista.
Fica o nosso olhar e nossa esperança para que conquistemos os resultados necessários para a classificação para a próxima fase e … o acesso!!!
A volta do rolê que fizemos até o Paraná no ano passado, nos permitiu visitar algumas cidades paulistas bem distantes, como já mostramos no post sobre o futebol de Itararé e agora Itapeva.
Itapeva é a evolução da Vila de Faxina, criada pelos invasores europeus em 1769 como um ponto para ocupar a terra e combater os indígenas que ali viviam e que insistiam em não serem expulsos nem mortos.
O futebol local tem muita história, e embora o primeiro time da cidade tenha sido o Faxinense Foot-Ball Club, fundado em 1914, Itapeva ficou conhecida por outros 2 times que disputaram o futebol profissional. Nossa ideia era registrar um pouco da história deles, começando pelo Esporte Clube Santana (veja os distintivos que o clube já usou).
O EC Santana teve seu “embrião” nascido em 1929, aqui, uma foto de 1931 (ainda sobe a denominação “Sport Clube Sant’Anna“):
Em 1938, a cidade até então chamada “Faxina“, muda de nome para Itapeva e no ano seguinte, começou a construir o Estádio Itapevense, em um terreno às margens do atual Córrego do Aranha.
Nesta foto, pode-se ver 3 atletas de 1938: Elias Lages Magalhães, Epaminondas Tecchio (Nondas) e Eleutério Belézia.
Já em julho de 1940, o campo passou a receber partidas, mesmo não acabado.
Time de 1947:
A década de 50 ficou marcada pela sequência invicta de 18 jogos de dezembro de 1954 a junho de 1955. A quebra da série ocorreu contra o C. A. Butantã (este em uma série de incríveis 43 jogos de invencibilidade).
Destaques do time de 1955, em pé: Hugo Mendes, agachado do lado direito: João Batista Alves de Oliveira (Batista) e do lado esquerdo: De Burro.
E aqui, o time de 1956:
Mas o grande momento chegou em 1962, quando pela primeira vez, Itapeva teve seu nome no futebol profissional, logo de cara com dois times na 3ª divisão (que equivalia ao quarto nível do futebol paulista): o EC Santana e o São Mateus Futebol Clube.
Enquanto o time do São Mateus FC não passou da penúltima colocação na primeira fase, o Esporte Clube Santana foi bem e classificou-se para o octogonal final, onde terminou na última posição
Aqui, uma foto histórica do São Mateus FC:
Já em 1963, o E.C. Santana foi “aceito” na segunda divisão (o terceiro nível do futebol paulista) e para se tornar uma potência na cidade, acabou se unindo ao time do São Mateus F.C. . Mais uma vez o time classificou-se para a segunda fase.
Disputou a segunda fase no grupo “Deputado João Mendonça Falcão”, mas terminou em terceiro lugar, e não se classificou para a fase final.
Esse foi o time que disputou o campeonato de 63 (Nilzo, José Henrique Mendes, Barbosa, Antônio Benedito de Barros (PI), Neco, Ítalo Pignagrandi, Waldecir Alves Janeiro, Juvenil. Agachados: João Batista Moreira Costa (Zando), Jabá, Jacó, Carlos Pinn, Moura, Quirino e Félix dos Santos
Em 1964, o time foi muito mal e só não terminou rebaixado porque se recuperou nas últimas partidas.
Em 19965, o time chegou a ameaçar abandonar o Campeonato da Segunda Divisão (o terceiro nível do futebol paulista), por dificuldades econômicas, mas um último esforço conseguiu fazer o EC Santana zerar suas dívidas e mais uma vez disputar o profissional, mas em campo, o time foi muito mal, terminando na última colocação.
Em 1966, não haviam grandes expectativas e o time seguiu com uma campanha apenas intermediaria, o que levou a diretoria a dispensar todo seu plantel e também a solicitar junto à F.P.F. o licenciamento das competições oficiais.
Era o fim da era do futebol profissional em Itapeva. Durante todo esse tempo, o EC Santana se orgulhou de mandar seus jogos no Estádio dos Eucaliptos.
Com o fim do EC Santana, o Estádio passou ao Itapeva Clube., fundado em 1976.
E fomos lá pra registrar como estão as atuais instalações.
Por pouco não chegamos tarde demais. O atual zelador disse que a parte do campo foi vendida e que já não tinha autorização para liberar nossa entrada, mas sugeriu que eu desse a volta pelo outro lado de onde ainda podia se ver o campo. Só não contava que ao invés de um cão de guarda, eles tivessem um cavalo de guarda…
Ainda não sei se ele queria um pouco de atenção ou se realmente ficou incomodado com a invasão… Mas espero que ele entenda que era preciso…
Só daquele lugar podia ter a triste visão das arquibancadas derrubadas…
Embora o campo ainda esteja lá, a estrutura ao fundo deixa claro que vem aí um novo projeto imobiliário.
Aqui, dá pra ter ideia do campo:
Eu deveria ser maduro e entender que a nova empreitada vai gerar uma porção de (sub) empregos e desenvolvimento para a cidade…
Mas… eu só consigo ver a história sendo apagada…
De tanto olhar, encontrei um pedacinho da arquibancada ainda de pé…
Um último olhar para o campo que ainda está por ali…
Hora de se despedir do amigo…
Antes de ir embora ainda demos uma passada no Estádio Municipal Ali Mohamad Ali Weizani, dedicado ao futebol amador.
Infelizmente estava fechado…
Navegando pela Internet encontrei essa foto que permite a visualização do campo:
E olha que linda arquibancada! Uma pena que o futebol profissional não tem uma previsão de retorno tão cedo…
Sábado, 28 de maio de 2022. Animados pela mudança de treinador e pela vitória na rodada anterior, o Ramalhão chegou à Vila Capanema na esperança de um bom resultado!
Infelizmente a torcida ainda não se envolveu de corpo e alma, e a movimentação para Curitiba foi pequena. Mas, pelo menos, mantivemos a escrita do Ramalhão nunca jogar sozinho.
Eu mesmo, me incluo naqueles que não foram até a capital paranaense (pelo menos o motivo foi nobre: a volta aos ensaios da nossa banda Visitantes!) e por isso, pedi aos amigos Marques e Ovídio (esses não perdem nem um…) pra realizarem o registro dessa partida, e aí temos o primeiro olhar e expectativa do Marques:
A torcida do Paraná (em especial, a Fúria Independente Tricolor) fez muito mais do que o esperado e levou mais de 6 mil pessoas ao Estádio Durival Britto, público absurdo para uma série D!
O dia ajudou também, afinal, após tanto frio nesse finzinho de outono, o fim de semana estava quente e ensolarado.
O jogo começou quente, com boas chances para ambos os lados, aqui um cruzamento que assustou a torcida local.
O Santo André mostrou mais presença no ataque do que nas partidas do começo do campeonato, mostrando que a chegada do novo treinador Renato Peixe deu mesmo resultado.
E na nossa bancada, sempre importante registrar a presença do pessoal da Fúria Andreense e da Esquadrão Andreense!
Assim como a presença dos torcedores “comuns” (sempre acho engraçado essa terminologia, mas é assim que se popularizou o termo, embora eu prefira “autonomos”)…
O primeiro tempo virou em 0x0. Embora o Paraná tenha sido mais dono do jogo do que o Ramalhão, não conseguiu converter em gol seu domínio. Já nas bancadas, a torcida deu mesmo um show…
Até bandeirão rolou!
Antes da partida havia a expectativa de chegar a 10 mil torcedores no estádio. Mesmo não tendo chegado nesse número, a bancada local estava muito bonita!
E a verdade é que a torcida local merecia mesmo mais do que um empate… E mesmo machucando os corações ramalhinos, o Santo André levou o 1×0…
Tristeza para o pessoal de Santo André… Festa para os paranistas….
Independente de qualquer rivalidade, seria injusto não parabenizar a torcida local pela festa apresentada. E até sábado quando os dois times se reencontram, dessa vez no Bruno José Daniel!
Domingo 22 de maio de 2022. O futebol amador da cidade está em festa. Enquanto aguardamos a final do Campeonato Municipal (confira aqui, como foram as semifinais!), que ocorre no próximo domingo 29/5, tivemos a oportunidade de acompanhar a final da 7ª Copa Cidade dos Meninos, entre o EC Mutirão e a AA São Paulo, o “SãoPaulinho de Santo André”.
Aí o time do EC Mutirão frente à sua barulhenta torcida!
Mas o jogo era na casa da AA São Paulo. E sua torcida também se fez presente!
Em campo, um jogo bastante aguerrido, difícil apostar em quem seria o campeão.
Mas, ainda no primeiro tempo essa resposta ficou fácil, com o gol muito comemorado pela torcida visitante!
Estamos em um lugar histórico e muito importante para o futebol de Santo André. O local possuía 3 campos: este (da AA São Paulo), do Nacional (que fica ali em cima da arquibancada) e do Barcelona (que acabou desativado). E uma das edições da Copa São Paulo de Futebol Junior teve partidas acontecendo aí!
Quem vê o atual terrão, tão tradicional na várzea, não imagina que no passado o campo foi gramado e por isso, bastante utilizado.
Vamos acompanhar um pouco do jogo:
Quem nos acompanha em mais um rolê pelo futebol amador é o Gó
Olha aí o EC Mutirão chegando em mais um ataque!
E a pressão dá resultado! O EC Mutirão chega ao segundo gol!
A torcida local dá uma desanimada, mesmo estando em casa…
Olha a bandeira da AA São Paulo em meio à arquibancada!
Olha a visão pra quem está do outro lado (era ali nesse lado que ficava o campo do Barcelona):
A várzea em Santo André segue viva e presente na vida de muitas pessoas!
Aliás, a festa não para na torcida do Mutirão!!
Vale reforçar a proximidade entre as torcidas do Mutirão e da Fúria Andreense!
E a festa do título veio com direito à tirantes e tudo!
Num sabadão em que o sol ajudou a espantar o frio, o EC Santo André se reencontrou com sua torcida para tentar se recuperar na série D do Campeonato Brasileiro.
Já na arquibancada, foi a vez do Matheus conhecer o Estádio Bruno José Daniel. Que você possa viver tantas aventuras e momentos agradáveis como vivemos nós que já estamos nessa bancada há algum tempo…
O Matheus é filho do amigo Nelsão, companheiro de arquibancada e de tantas outras aventuras nessa vida.
Do outro lado da bancada, 3 torcedores da Portuguesa carioca acompanharam o seu time e por isso merecem o respeito!
Vale lembrar que a Associação Atlética Portuguesa, também conhecida como a “Portuguesa carioca” foi fundada em 17 de dezembro de 1924 (há 2 anos do seu centenário) no bairro da Portuguesa, na Ilha do Governador, e tem entre suas conquistas 3 Campeonato Carioca da Segunda Divisão (1996, 2000 e 2003), 2 Copas Rio (2000 e 2016) além de um digníssimo terceiro lugar no Campeonato Carioca de 2021, e de uma vitória histórica sobre o Real Madrid por 2 a 1 em pleno Estádio Santiago Bernabéu, em 1969.
Em campo, fiquei pensando nos planos que os 22 jogadores perfilados devem ter. Com certeza, ninguém está satisfeito em jogar uma série D, mas a concretização desses sonhos passa por um mesmo ponto: ganhar a partida de hoje.
O time do Santo André já demonstrou o quanto amam a camisa e a torcida, mas sabem que se não obtiverem resultados em campo, esse amor não sustentará e por isso se unem ainda mais…
Diretamente ligada aos maus resultados, a presença do público tem diminuído a cada jogo, embora se faça presente não só por meio das organizadas como também do torcedor comum.
Gente que tem suas preocupações cotidianas e que mesmo em uma tarde fria decidiu acompanhar o time que leva o nome da sua cidade.
Tudo pronto? Vamos dar aquela olhada geral para o campo segundos antes do árbitro iniciar a partida!
E o jogo começou com um Santo André mais ousado, conquistando logo de cara um escanteio, que foi mal aproveitado.
O clima do nosso estádio sempre está animado graças à presenças das torcidas organizadas, e mais uma vez lá estava a Esquadrão Andreense!
A Fúria Andreense também se fez presente!
Infelizmente mais uma vez a Polícia Militar não permitiu a entrada de nenhum tipo de identificação da torcida, fossem camisas ou faixas…
Mesmo despida de sua identidade visual, a Fúria Andreense fez o que pode para apoiar o time!
Nunca vamos nos esquecer de registrar também a TUDA, a mais antiga torcida organizada do Santo André!
Em campo, o time parecia diferente, aliás… jogava mesmo como um time, apresentando triangulações e trocas de passe que até então não eram vistas.
Além disso, o time forçava a marcação na saída de bola da Portuguesa carioca, e foi de uma dessas roubadas que saiu o nosso gol, dos pés de David Ribeiro, um jogador que tem muito carinho da torcida e que sabe o quão importante esse campeonato é para a sequência da sua carreira! Confira o gol:
E com tantas emoções presas no coração, a comemoração teve que ser ali com a torcida!
No segundo tempo o Ramalhão apresentou um certo cansaço, talvez pela marcação intensa realizada até então, e de certo modo até levou certa pressão, mas conseguiu garantir a vitória nas estreias de Renato Peixe e do Matheus!
Assim, o jogo foi chegando ao fim tendo como pano de fundo um belo entardecer de outono e a Esquadrão de trilha sonora.
Nada como uma vitória em casa para renovar os ânimos e principalmente dar confiança nessa nova fase do time com o treinador Renato Peixe.
E um abraço pro amigo André que está sempre presente!!
Dia de voltarmos à Arena Barueri, onde tantas vezes nos fizemos presentes em tempos de alta rivalidade com o Grêmio Barueri (muitos nem lembram, mas fizemos a semifinal do Campeonato Paulista da série A1 de 20100.
O que também se esquece é o nome do Estádio, “Arena Municipal Orlando Batista Noveli“, que ficou popular como Arena Barueri.
Segundo a publicidade local, um dos melhores estádios do Brasil é a casa do Oeste Barueri, time que deu sequência aos trabalhos anteriores sempre com forte apoio da Prefeitura.
Na minha singela opinião, o estádio é esquisito… Sem alma, sem identificação com a cidade, enfim… Um elefante branco utilizado por um time que tem media de público de 400 torcedores e que ainda sobrevive com parcas partidas dos times da capital disputadas aí.
E esse é o nosso canto: a bilheteria dos visitantes!
Afinal… é dia de jogo fora!
Ingressos a preços acessíveis! (R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia entrada).
A parte arquitetônica do estádio é muito bem pensada e realizada, isso não se pode negar!
Em campo, os times se perfilam para o hino nacional.
O Oeste é aquele mesmo time que nasceu em Itápolis e deixou órfã toda uma cidade (veja aqui como foi) ao trocar o interior pela Grande São Paulo em busca de uma vida melhor… Só mudou e sobrenome, agora é o Oeste Barueri.
Barueri acabou não abraçando a nova iniciativa e o resultado são bancadas bem construídas, mas quase sempre vazias.
Ao menos um pequeno grupo formado por integrantes da torcida organizada local compareceu.
A tarde estava bonita, num espetáculo de nuvens, sol e céu azul
Nossa torcida, como sempre, presente. Ahora y siempre!
Abraço ao Leandrinho, o rei da sinuca, que agora vive em Carapicuiba!
O jogo começa, e embora o Santo André até tenha conseguido segurar a bola no ataque e criado algumas oportunidades, o placar está com cara de 0x0 mesmo.
Teria sido um resultado ideal. A torcida local que não compareceu, não teria direito de reclamar…
E pra nós seria mais um ponto conquistado fora de casa. Um presente para a torcida que se deslocou até Barueri num domingo a tarde…
Mas o que esses andreenses apaixonados não podiam imaginar é que o jogo de então seria catastrófico…
De traz do gol, quase não foi possível enxergar a saída do goleiro Fabrício, num lançamento longo, que alcançou o jogador do Oeste e que abriu o placar para o time da casa.
Estamos acostumados ao mundo do futebol e não é um gol que iria nos desanimar.
Mas a verdade é que a sequência da partida foi ainda pior… Levamos um segundo gol numa falha da defesa, também em um chutão do time local.
Não que a torcida tenha deixado de apoiar. Mas já foi possível escutar gritos e reclamações, principalmente com o então treinador Palhavan.
A derrota por 2×0 custou o cargo do treinador, substituído por Renato Peixe, ex atleta do Ramalhão e que vinha dirigindo o EC São Bernardo. E que a lua ajude a curar nosso coração machucado após uma derrota mais…