E já que falamos do futebol capixaba nos últimos dois posts, sendo um deles sobre a camisa do Rio Branco, é hora de falar sobre o time grená do Espírito Santo.
Assim, a 165ª camisa de futebol do blog pertence à Associação Desportiva Ferroviária Vale do Rio Doce.
O time nasceu em Junho de 1963, pela fusão de cinco times formados por funcionários da Companhia Vale do Rio Doce: Ferroviário, Cauê, Guarany, Valério e Cruzeiro.
A primeira grande conquista do time foi a construção do Estádio Engenheiro José de Alencar Araripe, em Cariacica. Estivemos por lá em 2013, veja aqui como foi.
O mascote do time é um maquinista de trem.
Como estava diretamente ligada à milionária Companhia Vale do Rio Doce, o time contou com um forte investimento e dessa forma mostrou-se pronto para desbancar o Rio Branco, time que até então era o principal campeão do estado.
O primeiro título veio em 1964.
Entre 1967 e 1968, a Desportiva registrou uma das maiores séries invictas da história do futebol brasileiro: 51 jogos.
Em 1973, o time disputou o Campeonato Brasileiro e trouxe o inesquecível Fio Maravilha, que embora tenha colaborado para trazer bons públicos, não marcou um golzinho sequer…
O time daquela época:
Esse foi o time de 1976:
Não sei a data desta foto, mas olha que loco o estádio sendo construído…
O time conquistou o tricampeonato estadual em 79/80/81, com o time abaixo:
Aqui, o time no início dos anos 80:
Em 1981, a Desportiva realizou uma excursão para o continente Asiático, realizando em seu total nove partidas internacionais, com vitória em cinco destas partidas. Os países visitados foram Coreia do Sul, Indonésia e Qatar.
Esse foi o time campeão de 1984:
Em 1994, o Campeonato Brasileiro foi dividido nas Séries A e B, e a Desportiva disputou a B.
Em 1994, a Desportiva atropelou seus adversários na série B. Na primeira fase, enfrentou Sergipe, CRB, Santa Cruz, Democrata e Americano, classificando-se como líder da chave. Na segunda fase, passou por América-RN, Moto Club-MA e novamente o Santa Cruz-PE. O Goiás foi o adversário da semifinal e foi vencido por 2×0 no primeiro jogo, em casa. No segundo jogo, vitória dos goianos pelo mesmo placar. Dizem que dias antes da partida, pessoas ligadas à mafia das loterias teriam oferecido a vaga à fina para a Desportiva, em troca de uma grana. Além disso, o segundo gol goiano nasceu de um penalty duvidoso. A partida teria sido encerrada aos 44 minutos, 1 minuto antes do tempo regulamentar.
A história da Desportiva começou a mudar quando a Vale do Rio Doce foi privatizada em 1996 e tirou todo o apoio que dava ao clube e passou a cobrar pelo aluguel do estádio.
Aqui, o time de 1996:
Depois de muita disputa, a Vale acabou doando o Estádio Engenheiro Araripe para a Desportiva.
Em 1999, o time acabou rebaixado para a série C do Brasileiro, e buscando um novo apoio, a Desportiva Ferroviária anunciou o início de sua gestão como clube-empresa, junto ao grupo Frannel. Nascia a Desportiva Capixaba S.A.
Pouco tempo depois, a Frannel deixou a parceria e em seu lugar entrou o grupo Villa-Forte.
Nesse período veio um título estadual, em 2000, mas o time se viu rebaixado à segunda divisão estadual por duas vezes.
Em 2011, tudo foi desfeito. O time voltou a ser a Desportiva Ferroviária.
Em 2012, o time garantiu seu retorno à primeira divisão estadual, sagrando-se campeã da segundona capixaba.
Em 2013, mais um título do Campeonato Capixaba, com uma final eletrizante contra o Aracruz no Estádio do Bambu, terminando com a vitória grená por 2×1.
Que tal conhecer o hino do time?
Aproveitando o post anterior sobre o futebol capixaba (veja aqui como foi), a 164ª camisa de futebol do nosso blog vem, pela primeira vez, do Espírito Santo. Conseguimos a camisa na nossa viagem até Vitória, onde pudemos conhecer alguns estádios locais e as belas praias do estado capixaba.
A camisa pertence ao Rio Branco Atlético Clube, o “Capa-Preta” do Espírito Santo.
O time foi fundado em junho de 1913, como “Juventude e Vigor”, e no ano seguinte mudou seu nome em homenagem ao Barão de Rio Branco. Seu mascote é uma homenagem a um excêntrico torcedor que ia aos jogos com uma capa preta:
É o maior detentor de títulos capixabas: são 36 campeonatos. E é também um time bastante democrático, tendo disputado as séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro.
Mandava seus jogos no “Estádio de Zinco“, mas a partir de 1936 passou a mandar seus jogos no Estádio Governador Bley, na época, o terceiro maior do Brasil, ficando atrás apenas do São Januário, do Estádio das Laranjeiras.
O Rio Branco conquistou seu primeiro título em dose dupla: um bi-campeonato em 1918/1919, e esse era o time:
Em 1929/1930, novo bicampeonato! E se o começo foi marcante, a sequência do Rio Branco foi ainda melhor, com a conquista do hexacampeonato entre 1934 e 1939. Nessa época, o capa-preta ficou em terceiro lugar na Copa dos Campeões Estaduais de 1937, a primeira competição nacional, do Brasil. Mais um bicampeonato em 1941/1942, aqui, o time de 1942:
E não parou por aí. Vieram um tricampeonato entre 1945 e 1947, e mais dois campeonatos em 1949 e 1951. Em 1957, outro título!
A década de 60 trouxe outros 5 títulos, assim como nos anos 70. Em 1982, nova conquista estadual com o elenco:
Em 1983, um novo motivo de orgulho para o time: a construção do mais moderno estádio do estado, o Estádio Kleber Andrade, que nunca teve suas obras finalizadas, mas foi inaugurado em um amistoso contra o Guarapari. No mesmo ano, sairia mais um título, com o time abaixo:
Ainda nesse ano, outro detalhe importante, o técnico Luxemburgo, começava sua carreira no time do Rio Branco!
Chegamos a 1985, e mais uma conquista, dessa vez, frente a mais de 25 mil torcedores!
A conquista do estadual levou o Rio Branco a disputa da série A do Brasileiro de 1986, veja um resumo de como foi esse ano tão especial, para a torcida do Rio Branco!
Os times visitantes sentiam a a pressão da torcida, só pra se ter uma ideia, no jogo contra o Vasco, mais de 50 mil torcedores estiveram presentes.
O time conseguiu uma boa campanha e manteve-se na série A, em 1987. Porém, os anos 90 trouxeram o fim dos sonhos (isso aconteceu com muitos times). Vieram as dívidas e os títulos secaram. O time chegou a cair para a segunda divisão estadual. A retomada veio em 2003, quando torcedores do time começaram um movimento pela recuperação do Rio Branco, até que em 2008, o clube saldou suas dívidas, com a venda do seu estádio para o governo. Finalmente, em 2010, o time voltou levantar o caneco de campeão, 24 anos depois do último título.
Quando as coisas pareciam se acertar, em 2013, ano do centenário do clube, o Rio Branco acabou rebaixado no Capixaba. Não é fácil a vida do torcedor… Para maiores informações sobre o time, visite o www.capapreta.com, feito pela própria torcida do Rio Branco.
Muita gente, inclusive boa parte dos próprios capixabas, simplesmente ignora o futebol do Espírito Santo.
Nós tivemos a oportunidade de conhecer um pouco de Vitória e Barra Velha, no carnaval de 2013 e ficamos animados com um possível fortalecimento da “cena boleira” do estado.
Ficamos na capital Vitória, mas pudemos conhecer também Vila Velha, Serra, Cariacica e Domingos Martins.
Pra quem não conhece Vitória, dá uma olhada no mapa da cidade!
Como deu pra ver no mapa a cidade na verdade é uma ilha! E dá lhe belas paisagens com água!
Falando um pouco do futebol local, taí o que eu consegui nessa viagem (aos chatos de plantão, são duas cópias baratas, bem baratas):
A orla das praias lembra até o Rio de Janeiro, e pra quem prefere um pouco de sossego à agitação da capital carioca, Vitória é uma excelente opção.
Aliás, se você está pensando em viajar para lá, mas fica se perguntando: O que fazer em Vitória-ES, vale a pena dar uma olhada nas fotos e locais abaixo!
Aqui é o pier de Iemanjá, na praia Camburi.
Aí, a Iemanjá!
Como Vitória é uma ilha, toda hora você se vê em cenários assim, com água entre a cidade e onde você está. É bem bacana!
E pra quem gosta de nadar… Homem ao maaar!!!
Falando um pouco da cultura local, nós fomos na caminhada (mais de 2 horas andando) até o coletivo de Artesãs, do bairro de goiabeiras.
Lá estão as famosas paneleiras que produzem as panelas de barro, tão conhecidas Brasil afora.
Aí está a Mari e duas delas. O pessoal é bem simpático e gente fina!
E o trabalho é feito ali mesmo, na frente dos clientes.
E já que falamos em panelas, não podíamos deixar de falar nas tradicionais moquecas capixabas. Aqui, em uma incrível versão vegetariana: moqueca de banana!!!
Mas vamos ao foco deste blog: o futebol! Nossa parada é o Estádio Venâncio da Costa, onde o Vitória F.C. manda seus jogos.
Começou a ser construído em 1962 e só foi inaugurado em abril de 1967, na partida Vitória 0 x 1 Botafogo-RJ.
Que tal uma olhada nele?
O Estádio é chamado de “Ninho da Águia” e tem capacidade para quase 7 mil pessoas.
Em 2006, recebeu mais de 7 mil torcedores no jogo Vitória 3 x 1 Estrela.
O Vitória Futebol Clube é o dono do estádio, e o nome é uma homenagem ao presidente do clube, responsável pela construção do estádio.
Até o início dos anos 60, o time não tinha nem estádio nem sede, e mandava seus jogos no estádio Governador Bley, em Jucutuquara. As obras de construção do estádio do Vitória começaram em 1962.
Esse é o Flávio, que nos deu uma força para conhecer a cidade e os estádios locais!
Mais uma bilheteria para a nossa conta!
O clube usou carnês, rifas e tudo que era possível para conseguir arrecadar dinheiro para concluir o estádio.
E o resultado ta aí…
O estádio está muito bem cuidado.
Arquibancadas cobertas…
E ainda tem lugar pro estádio crescer…
Ao fundo pode se ver um pouco da cidade de Vitória.
Aqui, dá pra ver que o alambrado é bem pertinho do campo.
Existe um projeto atual para a construção de um shopping no complexo e deixar o estádio com capacidade para 10.000 torcedores.
É hora de acompanhar o Ramalhão em sua saga. Mais do que lutar pelo acesso, o time tenta recuperar seu prestígio com a torcida e em paralelo ainda tem o Estádio Bruno José Daniel, finalmente, em reformas.
Como dá pra perceber, para aqueles que conhecem o estádio, está tudo bem diferente e menor.
O público só tem acesso às laterais das arquibancadas e embaixo delas, apenas metade do espaço normalmente utilizado está disponível.
Na parte destinada às cadeiras cobertas, também temos uma “movimentação” acontecendo.
A torcida Fúria Andreense fez, recentemente, uma entrevista com o atual secretário de obras da cidade, falando sobre as obras no Estádio. A entrevista faz parte da TV Fúria, uma iniciativa bacana da torcida. Esse programa tem 3 blocos, esse é o segundo deles em que se trata especificamente das obras:
Mas para aqueles apaixonados pelo time, todos os atuais desafios enfrentados pelo time e pela própria torcida são encarados como mais uma página da história do amor pelo time!
Ah, o que você vê na mão dos torcedores, na foto acima é a nossa nova empreitada, o Fanzine “Santo André – Série D 2013”, que temos distribuído gratuitamente nas partidas em casa! Esse foi a edição do jogo contra o Juventude:
Assim, o que tem sido visto nos jogos do Santo André é uma presença apenas razoável em quantidade de público, mas com uma alta participação e dedicação. A torcida tem feito a diferença, nos jogos da Série D. Prova disso é que o time tem 100% de aproveitamento na competição, nos jogos em casa.
A torcida do Juventude também compareceu e foi bem recebida, sem passar por nenhum problema.
A tarde quente ajudou a animar ainda mais o torcedor ramalhino.
Em campo, um primeiro tempo difícil e truncado, que acabou virando 0x0, embora o Santo André tivera chances de abrir o marcador.
No segundo tempo, a torcida jogou junto, acompanhando o mais perto possível!
Vale registrar que além das organizadas, o time tem conseguido manter torcedores “autonomos” que vêem no Ramalhão o seu time do coração e mais uma manifestação cultural da cidade!
Mas a festa foi para todos os torcedores, organizados ou não, quando Chico fez Santo André 1×0!
O meia Élvis que acabara de entrar (está se recuperando de uma operação recente) comandou a festa entre jogadores e torcedores. Aliás, isso é uma coisa que sempre pedimos, que os jogadores dividissem essa alegria dos bons momentos conosco!
E para terminar a rodada definitivamente como líder, o Santo André ainda marcou o segundo gol, de penalty. Ramalhão 2×0 Juventude.
Ótima estreia do treinador Paulo Roberto!
A torcida pode voltar para casa feliz, mesmo sabendo que na próxima rodada é o Santo André quem folga, ou seja, não joga.
A 163a camisa vem em dose dupla. A primeira eu comprei para dar pra algum amigo, que eu não sei nem quem é mais hehehe e acabou ficando em casa. A segunda foi presente do Gabriel Uchida (www.fototorcida.com).
Ambas são do Club Atlético Chacarita Juniors!
Até hoje eu não consegui ter 100% de certeza, mas na minha cabeça, antes da Internet facilitar o conhecimento sobre o futebol argentino, eu tinha uma história que o Chacarita era um time formado por anarquistas.
Depois, já com a Internet, fiquei sabendo que foi fundado no dia 1o de Maio (dia do trabalho) de 1906, em uma livraria anarquista, em Villa Crespo, Buenos Aires, Argentina.
Outros dizem que o time foi formado por comunistas, daí o vermelho do escudo. O preto seria uma associação ao Cemitério do bairro. Aliás, o cemitério deu ainda o apelido da torcida do Chacarita: os funebreros.
O time mandava seus jogos no Estádio Villa Crespo até 1940, quando seu rival, o Club Atlético Atlanta, que mandava ali também os seus jogos, ficou com o campo, e obrigou o Chacarita a buscar um novo campo. Assim nascia uma grande rivalidade…
Esse era o estádio, nos anos 30:
O Chaca foi então mandar seus jogos na Villa Maipú em um estádio que foi recentemente reformado, e reaberto em 2011: o Estádio Chacarita Jrs.
Aqui, uma imagem do início do time.
Este é o time de 1924:
O time de 1945:
Em 1969, o clube conquistou o seu título mais importante, o Torneio Metropolitano do Campeonato Argentino, a primeira divisão da época, vencendo o River Plate por 4×1 na final.
Esse é o time de 1974:
Esse o time de 2000:
Mais recentemente, na temporada 2008/2009, conquistou o acesso a Elite do futebol, mas acabou voltando à Primera B Nacional, em 2010.
Além do Atlanta, outros times com forte rivalidade são o Platense, Tigre e Nueva Chicago.
A torcida do Chacarita Jrs é tida como uma das mais violentas e fanáticas do país, sua barra brava é conhecida como “La Famosa Banda de San Martin”.
A paixão pelo time é tão grande que existe até um curta metragem feito sobre o time e essa relação entre o hincha e seu clube.
21 de julho de 2013. Última rodada da primeira fase da série B do Campeonato Paulista. De muitos jogos decisivos, decidi acompanhar o XV de Jaú, jogando em casa contra o mítico Palmeirinha de Porto Ferreira!
E lá fui eu, pagando meu ingresso para adentrar no Zezinho Magalhães.
O jogo era um desafio teoricamente fácil para o XV. O Palmeirinha já não tinha chances de classificação e fez um campeonato bem ruim.
A torcida do XV acordou cedo e coloriu de verde e amarelo o Zezinho, buscando apoiar o time como possível. Nem bem entrei no estádio e o Palmerinha fez 1×0.
O XV iria empatar em um gol de falta, na jogada abaixo:
A torcida reagiu na hora! Festa em amarelo e verde!
Até bandeirão rolou na comemoração!
Ufa, 1×1. Começo quente do jogo.
O jogo não era dos melhores do ponto de vista técnico, mas a torcida estava na esperança do segundo gol.
Bom, para quem não conhece, esse é o Estádio Zezinho Magalhães:
O XV de Jaú contou com o apoio de suas organizadas. De um lado, a Galoucura e a Força Jovem.
Do outro lado do estádio, a Galunáticos:
E por todo o estádio, centenas de torcedores comuns, apaixonados pelo time da sua cidade!
Em campo, o XV seguiu atacando, mas…
Quem não faz, toma. O Palmerinha ignorou as estatísticas e fez 2×1. Fez até chover…
A chuva e o segundo gol do time visitante foram um (ou dois) balde (s) de água fria na torcida do XV de Jaú.
O XV seguia levando perigo nas bolas paradas, mas o time não se encontrava e a torcida começava a temer pela eliminação precoce.
Pra piorar, a chuva aumentou, dificultando ainda mais a criação de jogadas…
Mais que isso, a chuva e o frio afastou o torcedor do campo…
As inúmeras árvores espalhadas pelo estádio serviram de abrigo…
Por alguns instantes parecia não haver ninguém no estádio. Nem no campo…
Mas, tudo nessa vida é passageiro, e tão de repente quanto chegou, a chuva foi embora, para a alegria da torcida do XV.
Aproveitei para dar um role pelo estádio e pude ver como está bonito e cuidado até nos menores detalhes.
Mas, o mais bacana foi olhar quanta gente tinha ido ao campo, na manhã de hoje!
Com o fim da chuva, aos poucos as pessoas foram voltando para a arquibancada e aumentando a pressão sob o adversário.
O primeiro tempo chegava ao fim. Hora de conhecer um pouco da culinária do estádio!
Nota 10 para o churro do tio!
No intervalo, a ambulância do estádio teve que levar um jogador ao hospital e demorou a retornar, atrasando o reinício do jogo, dando me tempo para ler o informativo que recebi no início do jogo, mostrando as benfeitorias da atual diretoria para o estádio.
O jogo começava, mas ainda dava tempo para ouvir um pouco da torcida local.
O clima não era dos melhores. Quer dizer, o clima em si até era, o sol voltava a aparecer em meio às nuvens, mas a virada ainda parecia distante levando os torcedores ao desespero…
Mas, se até a chuva deu lugar ao sol, por que a tristeza não poderia dar lugar à felicidade?
Festa nas arquibancadas do Zezinho Magalhães… O XV empatou o jogo!
A partir daí, quem frequenta estádios sabe o que acontece. O time pressionando, a torcida apoiando… Tudo por um mísero gol que levaria o time à segunda fase do campeonato (em paralelo a esse jogo, o Pirassununguense vencia seu adversário por 5×0, e o empate do XV daria a vaga ao time de Pirassununga).
O estádio parecia um barril de pólvora pronto para explodir. E só tinha um jeito disso acontecer, com um gol do time local…
Explosão… Gol do XV!!!
Daí pra frente, a torcida mandou no jogo, segurando o resultado.
Até que enfim, o placar mostrou o XV na frente!
A classificação do XV estava a alguns minutos de se concretizar, um prêmio para os mais de 800 torcedores que foram ao campo para apoiar!
Mas ainda faltava o golpe final… Mais uma comemoração nas bancadas do Zezinho…
Chegamos ao placar final da partida…
Um dia cansativo, mas que valeu cada quilometro, cada clique, cada lance… Parabéns XV de Jaú e torcedores!!!
Bom, voltando a lembrar algumas das aventuras do final de ano, quando juntamos tudo o que tínhamos para ir para a Espanha e Portugal, vamos dividir um pouco da experiência boleira que tivemos visitando a cidade de Zaragoza.
Como a cidade está no meio do caminho entre Barcelona e Madrid, fomos para Zaragoza de trem, e passamos por várias paisagens bacanas. Destaque para os diversos pontos de geração de energia eólica, coisa bastante comum em terras europeias.
Mais de 674 mil pessoas vivem em Zaragoza, e seu nome é uma homenagem a César Augusto, porém em árabe: Šarakusta.
Embora estivéssemos num período de férias (era 1o de janeiro) deu pra perceber o quanto a cidade é desenvolvida. Eles tem um “trem urbano” que corta a cidade toda.
Um dos destaques culturais e arquitetônicos de Zaragoza é a Basílica de Nossa Senhora do Pilar, um dos doze tesouros da Espanha.
Durante nossa estadia, estava rolando uma festa em frente à Basílica, como se fosse uma grande quermesse brasileira. A Mari pirou nos queijos!
Mas a cidade está cheia de construções históricas. Parece um museu a céu aberto.
Outro ponto interessante é que a cidade está às margens do rio Ebro.
Ali ao fundo, é a Basílica, que falei antes. Além do frio típico da época, dá pra ver pelos cabelos da Mari que estava ventando bastante…
Ali perto, a gente achou um dos brinquedos mais engraçados que já vi. É um escorregador, onde as crianças entravam pela boca de um boneco gigante e saiam pelo… pelo lado de traz.
Eu não sou muito religioso e tenho grandes críticas à Igreja Católica, mas até que achei bacana esse santo boleiro hehehe:
Não dá pra contar a história da cidade assim em um post de um blog de futebol, mas só pra se ter uma ideia, Zaragoza tem mais de dois mil anos de história.
Passou por várias invasões de povos estrangeiros (Suevos, Visigodos, Bascos, Mouros, entre outros), misturando períodos e culturas de muçulmanos, judeus e cristãos. Ainda no século XI, viu ser construído o Palácio Aljafería (palácio da Alegria).
No século XII, tornou-se a capital do reino de Aragão, obrigando a população muçulmana a se mudar para o lado de fora das muralhas da cidade. O mais loco é que a muralha ainda está (em partes) por lá:
As ruínas romanas também estão pela cidade:
Em 1492, os judeus foram expulsos da cidade e em 1609, os mouros.
Durante a Guerra da Independência, o povo de Zaragoza lutou contra Napoleão, sendo um símbolo de resistência.
Em 1900 a cidade já tinha cerca de 100.000 habitantes que trabalhavam na agricultura (plantando beterraba) e na indústria açucareira, além de comerciantes, pescadores e artesãos.
Esse é o mercado municipal:
E aqui, um pub localizado próximo ao centro.
Para quem gosta de tradição, olha uma loja que funciona desde 1911:
Vale dizer que quando chegamos a cidade estava deserta, pois era a hora da “siesta”, e só encontramos um restaurante de um loco italiano para almoçar.
Mais tarde, por volta da 19horas já estava tudo aberto e deu até pra comer um tradicional churro com chocolate quente!
Viajar é isso, conhecer novos lugares, novas culturas, novas pessoas…
A CNT (um sindicato de formação anarquista) segue dando as caras pela Espanha.
Finalmente, falando do futebol local, a cidade é sede do Real Zaragoza, time fundado em 1932 e que disputa a Primeira Divisão Espanhola.
Seu estádio se chama La Romareda e fica próximo do centro, bastou pegar um ônibus e lá estávamos nós!
O Estádio La Romareda tem capacidade para mais de 34 mil torcedores.
Chegar foi fácil, mas depois de dar uma volta completa no estádio e ver que estava tudo fechado, fiquei desanimado…
Ao menos mais uma bilheteria registrada para a Mari!
O estádio de La Romareda foi construído em 1957, entretanto, em 1903, já existia o “Zaragoza Football Club“, que anos mais tarde se fundiria com o Iberia S.C. para a formação do atual time.
Como achamos que não ia dar pra entrar no estádio, demos um pulo na loja do time, que fica na frente do campo.
Lá, pudemos olhar o museu do time e várias histórias e fotos.
E quando já íamos embora, falamos para a mulher que atende na loja que éramos da América do Sul e que estávamos ali pra conhecer o campo e tal. Daí…
A partida inaugural do estádio foi Real Zaragoza 4 x 3 Osasuna. Não se iluda com o sol que brilhava. Estava mais ou menos uns 10 graus de temperatura.
As arquibancadas que só conhecia pela tv, ao vivo são muito mais legais. Diferente dos grandes estádios europeus, o campo do Real Zaragoza tem uma alma muito forte!
Uma foto para registrar o momento histórico…
Para quem quer conhecer todos os lados do estádio:
Hora de seguir a aventura…
Nota triste: o Real Zaragoza acabou o campeonato espanhol em último e foi rebaixado à segunda divisão…
Mantendo o blog em terras cariocas, a 162 a camisa de futebol adentra ao subúrbio do Rio de Janeiro para apresentar o time do bairro homônimo, o Olaria Atlético Clube!
A história do bairro começa em 1820, com a construção de inúmeros fornos para a confecção de tijolos, já que naquela época, o Morro do Alemão tinha muito barro. Daí vem o nome do barro, inicialmente conhecido como “a Região das Olarias”.
Graças a estas indústrias, em 1882, implantou-se a linha ferroviária, para colaborar com o escoamento da produção e consequentemente maior crescimento do bairro.
Alguns anos depois, em 1915, surgiria o Olaria Football Club, que na época chegou a se chamar “Japonês Football Club”.
O time era a forma de lazer de muitos do bairro, fosse para jogar ou para torcer e tamanho envolvimento justificou, em 1947, a construção do Estádio Mourão Vieira Filho, mais conhecido como Rua Bariri, que é o seu endereço.
Mas não é só o estádio que marca a arquitetura do local, existe também os tradicionais “prédinhos do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários)”, conjunto residencial que foi construído em várias cidades, na época em que Getúlio Vargas era presidente. O empreendimento trouxe ainda mais estrutura ao bairro.
Falando do time, em 1931, o Olaria conquistou o acesso à primeira divisão com o título da segundona carioca, com o time abaixo:
Em 1933, o salto foi ainda maior: o Olaria foi Vice Campeão carioca.
Este é o time de 1936:
Aqui, o time nos anos 50:
Aqui, o time dos anos 60:
Nos anos 70, quando chegou a disputar o Campeonato Brasileiro.
Em 1981, o time alcançou sua maior conquista: o Campeonato Brasileiro da Série C, até então conhecido como Taça de Bronze.
Dois fatos curiosos sobre o time é que ele foi onde o Romário iniciou sua carreira e onde o Garrincha terminou a sua.
Em 2005, o time foi rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Carioca.
Em 2006, chegou a conquistar vaga na primeira divisão de 2007 num torneio seletivo, mas a justiça esportiva cancelou esse torneio, e o time permaneceu na segundona carioca.
Só em 2009, o Olaria conquista a vaga na primeira divisão com o vice campeonato da segunda divisão (o América sagrou-se vencedor).
Em 2011, chegou nas semifinais do campeonato, conquistando a Taça Woshington Rodrigues.
Porém, em 2013, novo rebaixamento no Carioca…
O hino do Olaria também foi composto por Lamartine Babo: Olaria, teu esforço, tua glória. Estão crescendo dia a dia, Olaria. Tua pujança tua vida envaidece sua torcida, Olaria. Tua camisa azul e branca tem um “quê” de simpatia realizando sonhos mil. Tu serás um pioneiro do esporte no Brasil. Clube da faixa azul-celeste, Tu vieste à Zona Norte Clube da faixa azul-celeste, És do esporte… pelo esporte.
Na última viagem que fizemos ao Rio, tínhamos como meta conhecer tanto o Estádio e fizemos um post só sobre ele (veja aqui como foi):
A torcida do Olaria mantém firme o amor do bairro pelo time, pintando de azul e branco o Estádio da Rua Bariri!