O Santos e a Vila Belmiro lutando juntos na Sul-Americana

13 de abril de 2022. Quarta feira sinistra.

Alguns dizem que a noite chega uma frente fria, com chuva e tudo mais… Mas, decidimos desafiar os prognósticos e acompanhar o Santos FC em sua estreia em casa pela Copa Sul-Americana!

Dia de casa cheia, pois mesmo com os resultados recentes não empolgando, o torcedor santista sabe a importância da sua presença para conquistar a primeira vitória na Copa Sul-Americana (o time da baixada perdeu a primeira rodada para o Banfield, em solo portenho).

E não é que conseguimos ótimos lugares ali nas arquibancadas térreas, literalmente ao lado dos jogadores!!

A ameaça de chuva até chegou a se tornar realidade no caminho para Santos, mas na hora da bola rolar, o clima estava muito gostoso, com aquele calor típico do fim das tardes do litoral.

A Vila Belmiro tem um aspecto único, se você nunca esteve lá, precisa guardar um dia para isso… A impressão é que tinha gente por todos os lados pra apoiar o Santos!

A missão da noite não seria fácil… O Club Deportivo Universidad Católica del Ecuador é um time da cidade de Quito, fundado em 1963 e manda seus jogos no Estádio Olímpico Atahualpa com capacidade total de 39.818 pessoas.

Por mais que aos 14 minutos, Jhojan tenha feito 1×0, o time visitante não se intimidou e aproveitando-se dos diversos erros de posicionamento e marcação empatou aos 25 minutos do primeiro tempo.

Se parte da torcida sentiu o golpe, a Torcida Jovem fez questão de não parar um minuto e manter o clima de apoio o tempo todo!

Muitas críticas aos jogadores, mas uma exceção era o goleiro João Paulo que tem um grande apoio da bancada.

É sempre uma honra estar presente em uma arquibancada com tanta história. Poucas pessoas lembram, mas a Vila Belmiro (ou o “Estádio Urbano Caldeiro“) já é um senhor de idade: 105 anos de idade (construção em outubro de 1916). Achei essa imagem na Wikipedia relativa à inauguração do sistema de iluminação, em 1931:

E aqui, o atual sistema de iluminação, bastante moderno!

O time do Equador não levou torcida à Vila, o que permitiu que a tradicional área atrás do gol ficasse toda liberada para a torcida santista.

Aliás, o estádio passou por muitas mudanças e embora tenha uma capacidade limitada a pouco mais de 16 mil pessoas, existem até camarotes especiais ali, acima de onde estávamos.

O jogo seguia mal para o Santos. A bola era facilmente perdida no ataque e a cada ataque do time equatoriano, era um sufoco lá atrás…

Pra piorar, em um contra ataque, aos 42 do primeiro tempo, o Universidad Católica marcou o segundo gol…

Mesmo quando chegava a ataque, como em uma falta no último do primeiro tempo… As chances do Santos eram facilmente desperdiçadas…

E assim, o primeiro tempo chegou ao fim…

Hora de registrar os amigos do Perú que me acompanharam nessa aventura! Dále Luis y Fiorella!

O clima pesou. Até algumas discussões mais acaloradas, reclamações para todo o lado. Mas o estádio estava vivo! Pulsante!

Quando menos percebi já era hora do jogo recomeçar…

Talvez se o futebol fosse minimamente mais lógico, o Santos teria perdido. Talvez tivesse levado o terceiro gol rapidamente no segundo tempo. Mas não tem muita lógica nesse esporte. E uma substituição em especial mexeu com o time: a saída de Ricardo Goulart para a entrada de Léo Baptistão. Tanto que o Peixe chegou a empatar aos 21 minutos com Ângulo, de cabeça, mas o juizão (que tava causando já…) invalidou o gol alegando impedimento. Porém, aos 32 minutos, Léo Baptistão é derrubado na área… E aí, meu amigo, minha amiga…

Fogo nas arquibancadas, enquanto o placar mostrava o empate em 2×2!!!

O jogo não ficou fácil, mas a atmosfera era única… 100% a favor do Peixe!

O placar indicava que quase 10 mil pessoas estiveram na vila mais famosa do mundo, e essa galera toda queria muito a vitória!

E a torcida queria que o time fosse pra cima, a todo custo.

Braços erguidos, vozes já gastas… 35 minutos e o fim do jogo se aproxima…

O Santos é só pressão. O Universidad Católica não tem o apoio nem do padre local…

São todos de pé (mesmo que no colo do pai) gritando pela vitória!

E aí cada um vai contar de um jeito… Eu já não consigo lembrar como foi, mas lembro que na hora percebi a coincidência de um equatoriano, Brayan Angulo ter feito o gol da virada…

O que mais havia pra fazer se não curtir a festa da torcida local? Fui lembrar da câmera já na hora de ir embora…

Um último resgitro em frente à Vila Belmiro e voltemos ao ABC!

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O Estádio Gil Bernardes da Silveira em Vila Velha-ES

Já contamos um pouco do nosso rolê pelo Espírito Santo em 2013, mas não tem como falar no estado capixaba, sem citar a bela cidade de Vila Velha, um município bem próximo de Vitória, e que oferece praias bem bacanas!

É uma mistura de Rio de Janeiro e Santos… Difícil de explicar, mas muito bacana!

O sol não estava tão forte, mas o suficiente pra exigir um guarda sol…

Ah, uma coisa muito bacana é que lá em Vila Velha existe uma praia toda adaptada ao público com mobilidade especial.

Além das praias, o turismo em Vila Velha também é estimulado por características diferentes da cidade, por exemplo a fábrica da Garoto…

Essa é a ponte que interliga a cidade de Vila Velha à Vitória.

Aqui, uma parada turística, em um convento logo na entrada da cidade. Eu gosto de ver o mundo de ângulos diferentes… Por isso, subir morros e montanhas é sempre positivo!

Falando do futebol local, fomos visitar o Estádio Gil Bernardes da Silveira, conhecido como a “Toca do Índio“, a casa do E.C. Tupy, time que já teve diversos distintivos:

O Estádio não é muito diferente dos que costumamos visitar pelo interior paulista. Arquibancadas pequenas, coladas as campo, onde os torcedores locais e visitantes escrevem os capítulos da história do futebol Capixaba.

O Estádio fica no bairro de Itapoã e tem capacidade para aproximadamente 1.000 torcedores.

Vamos dar uma olhada no nosso tradicional filme:

Do lado de fora rolava uma feira!

Mais uma bilheteria a ser conhecida e registrada para nossa coleção!

O Esporte Clube Tupy foi fundado em 16 de outubro de 1938 sendo o primeiro clube de futebol de Vila Velha.
O time apresenta-se de forma bastante simpática e com um discurso bacana!

O estádio comporta ainda uma estrutura básica de administração, vestiários…

Na maior parte de sua história o clube disputou torneios amadores da cidade, tornando-se um clube profissional apenas em 1988. No ano seguinte disputou o seu primeiro campeonato: a Segunda Divisão do Campeonato Capixaba de 1989.

Pudemos entrar no gramado e registrar nossa presença neste estádio, que foi inaugurado em 1938!

Dali de dentro, deu pra registrar melhor as arquibancadas que cercam o campo.

A entrada de visitantes:

Em 2001, o EC Tupy conquistou seu primeiro título profissional, o Campeonato Capixaba da Segunda Divisão. Aqui, o time de 2000:

Deu até pra conhecer o pessoal do time, enfim, aventura completa!

Para maiores informações sobre o time, acesse: www.ectupy.com.br .

Aqui, o time de 2016:

Hora de voltar pra casa! Obrigado aos amigos que nos ajudaram em terras capixabas!

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165- Camisa da Desportiva Ferroviária – ES

E já que falamos do futebol capixaba nos últimos dois posts, sendo um deles sobre a camisa do Rio Branco, é hora de falar sobre o time grená do Espírito Santo.

Assim, a 165ª camisa de futebol do blog pertence à Associação Desportiva Ferroviária Vale do Rio Doce.

O time nasceu em Junho de 1963, pela fusão de cinco times formados por funcionários da Companhia Vale do Rio Doce: Ferroviário, Cauê, Guarany, Valério e Cruzeiro.

A primeira grande conquista do time foi a construção do Estádio Engenheiro José de Alencar Araripe, em Cariacica. Estivemos por lá em 2013, veja aqui como foi.

O mascote do time é um maquinista de trem. Como estava diretamente ligada à milionária Companhia Vale do Rio Doce, o time contou com um forte investimento e dessa forma mostrou-se pronto para desbancar o Rio Branco, time que até então era o principal campeão do estado. O primeiro título veio em 1964. Entre 1967 e 1968, a Desportiva registrou uma das maiores séries invictas da história do futebol brasileiro: 51 jogos. Em 1973, o time disputou o Campeonato Brasileiro e trouxe o inesquecível Fio Maravilha, que embora tenha colaborado para trazer bons públicos, não marcou um golzinho sequer… O time daquela época: Esse foi o time de 1976:

Não sei a data desta foto, mas olha que loco o estádio sendo construído…

O time conquistou o tricampeonato estadual em 79/80/81, com o time abaixo:

Aqui, o time no início dos anos 80:

Em 1981, a Desportiva realizou uma excursão para o continente Asiático, realizando em seu total nove partidas internacionais, com vitória em cinco destas partidas. Os países visitados foram Coreia do Sul, Indonésia e Qatar. Esse foi o time campeão de 1984: Em 1994, o Campeonato Brasileiro foi dividido nas Séries A e B, e a Desportiva disputou a B. Em 1994, a Desportiva atropelou seus adversários na série B. Na primeira fase, enfrentou Sergipe, CRB, Santa Cruz, Democrata e Americano, classificando-se como líder da chave. Na segunda fase, passou por América-RN, Moto Club-MA e novamente o Santa Cruz-PE. O Goiás foi o adversário da semifinal e foi vencido por 2×0 no primeiro jogo, em casa. No segundo jogo, vitória dos goianos pelo mesmo placar. Dizem que dias antes da partida, pessoas ligadas à mafia das loterias teriam oferecido a vaga à fina para a Desportiva, em troca de uma grana. Além disso, o segundo gol goiano nasceu de um penalty duvidoso. A partida teria sido encerrada aos 44 minutos, 1 minuto antes do tempo regulamentar. A história da Desportiva começou a mudar quando a Vale do Rio Doce foi privatizada em 1996 e tirou todo o apoio que dava ao clube e passou a cobrar pelo aluguel do estádio. Aqui, o time de 1996: Depois de muita disputa, a Vale acabou doando o Estádio Engenheiro Araripe para a Desportiva. Em 1999, o time acabou rebaixado para a série C do Brasileiro, e buscando um novo apoio, a Desportiva Ferroviária anunciou o início de sua gestão como clube-empresa, junto ao grupo Frannel. Nascia a Desportiva Capixaba S.A.

Pouco tempo depois, a Frannel deixou a parceria e em seu lugar entrou o grupo Villa-Forte. Nesse período veio um título estadual, em 2000, mas o time se viu rebaixado à segunda divisão estadual por duas vezes. Em 2011, tudo foi desfeito. O time voltou a ser a Desportiva Ferroviária. Em 2012, o time garantiu seu retorno à primeira divisão estadual, sagrando-se campeã da segundona capixaba. Em 2013, mais um título do Campeonato Capixaba, com uma final eletrizante contra o Aracruz no Estádio do Bambu, terminando com a vitória grená por 2×1. Que tal conhecer o hino do time?

E pra acabar, que tal torcer ao lado da Grenamor!

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O Estádio Venâncio da Costa (Vitória-ES)

Muita gente, inclusive boa parte dos próprios capixabas, simplesmente ignora o futebol do Espírito Santo.

Nós tivemos a oportunidade de conhecer um pouco de Vitória e Barra Velha, no carnaval de 2013 e ficamos animados com um possível fortalecimento da “cena boleira” do estado.

Ficamos na capital Vitória, mas pudemos conhecer também Vila Velha, Serra, Cariacica e Domingos Martins.

Pra quem não conhece Vitória, dá uma olhada no mapa da cidade!

Como deu pra ver no mapa a cidade na verdade é uma ilha! E dá lhe belas paisagens com água!

Falando um pouco do futebol local, taí o que eu consegui nessa viagem (aos chatos de plantão, são duas cópias baratas, bem baratas):

A orla das praias lembra até o Rio de Janeiro, e pra quem prefere um pouco de sossego à agitação da capital carioca, Vitória é uma excelente opção.

Aliás, se você está pensando em viajar para lá, mas fica se perguntando: O que fazer em Vitória-ES, vale a pena dar uma olhada nas fotos e locais abaixo!

Aqui é o pier de Iemanjá, na praia Camburi.

Aí, a Iemanjá!

Como Vitória é uma ilha, toda hora você se vê em cenários assim, com água entre a cidade e onde você está. É bem bacana!

E pra quem gosta de nadar… Homem ao maaar!!!

Falando um pouco da cultura local, nós fomos na caminhada (mais de 2 horas andando) até o coletivo de Artesãs, do bairro de goiabeiras.

Lá estão as famosas paneleiras que produzem as panelas de barro, tão conhecidas Brasil afora.

Aí está a Mari e duas delas. O pessoal é bem simpático e gente fina!

E o trabalho é feito ali mesmo, na frente dos clientes.

E já que falamos em panelas, não podíamos deixar de falar nas tradicionais moquecas capixabas. Aqui, em uma incrível versão vegetariana: moqueca de banana!!!

Mas vamos ao foco deste blog: o futebol! Nossa parada é o Estádio Venâncio da Costa, onde o Vitória F.C. manda seus jogos.

Começou a ser construído em 1962 e só foi inaugurado em abril de 1967, na partida Vitória 0 x 1 Botafogo-RJ.

Que tal uma olhada nele?

O Estádio é chamado de “Ninho da Águia” e tem capacidade para quase 7 mil pessoas.

Em 2006, recebeu mais de 7 mil torcedores no jogo Vitória 3 x 1 Estrela.

O Vitória Futebol Clube é o dono do estádio, e o nome é uma homenagem ao presidente do clube, responsável pela construção do estádio.

Até o início dos anos 60, o time não tinha nem estádio nem sede, e mandava seus jogos no estádio Governador Bley, em Jucutuquara.
As obras de construção do estádio do Vitória começaram em 1962.

Esse é o Flávio, que nos deu uma força para conhecer a cidade e os estádios locais!

Mais uma bilheteria para a nossa conta!

O clube usou carnês, rifas e tudo que era possível para conseguir arrecadar dinheiro para concluir o estádio.

E o resultado ta aí…

O estádio está muito bem cuidado.

Arquibancadas cobertas…

E ainda tem lugar pro estádio crescer…

Ao fundo pode se ver um pouco da cidade de Vitória.

Aqui, dá pra ver que o alambrado é bem pertinho do campo.

Existe um projeto atual para a construção de um shopping no complexo e deixar o estádio com capacidade para 10.000 torcedores.

Aqui, o placar de la cancha capixaba!

E aí vamos nós… Até breve, Vitória!

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