Colecionismo: prática que as pessoas têm de guardar, organizar, selecionar, trocar e expor diversos itens por categoria, em função de seus interesses pessoais. É mania, coisa de doido, nem sempre faz sentido pra quem não é adepto, mas… para quem gosta… É difícil se desligar.
E foi para alimentar os fãs de camisas de futebol que rolou neste sábado, 5 de outubro, no restaurante Free Port (Rua Dr. Zuquim, 130 – Santana) mais uma edição do “Encontro de Colecionadores de Camisa”, capaz de unir rivais em prol de um mesmo ideal.
Após o encontro, aproveitamos para dar um pulo na Javari, onde o Cotia está mandando seus jogos nessa reta final do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.
O jogo envolve dois times que lutam entre si pela vaga na série A3 2014: o próprio Cotia F.C. e o C.A. Assissense.
A torcida do Cotia esteve presente na Javari, apoiando o time!
O pessoal da “Ultras Cotia” esteve ocupando as bancadas do estádio grená.
E ainda contaram com o apoio do pessoal da Super Raça, do CA Taboão da Serra, também presente.
Também apareceu um pessoal pra apoiar o Assissense:
E lá estávamos nós, oficializando e eternizando mais um jogo entre dois times que a grande mídia luta para manter no anonimato…
O Cotia mandava na partida, porém o Assisense perdeu várias chances de matar o jogo nos contra ataques.
Ainda que fiquem em cidades distantes, os dois times vivem problemas semelhantes: falta de apoio total da população local, que ainda prefere apoiar os grandes clubes da capital, ao invés de adotar o time da própria cidade.
Perto dessa luta pela própria sobrevivência e pela disseminação do amor ao verdadeiro futebol, o desafio em campo, enfrentado pelos atletas fica até pequeno. Mas, o jogo merecia resultado melhor que o 0x0…
O placar acabou sendo ruim para ambos os times, uma vez que o líder Água Santa (de Diadema) surpreendeu a todos e perdeu em casa para o Inter de Bebedouro, por 3×2, embolando a disputa pelas 2vagas, deixando a situação mais difícil para o Assissense…
1) Água Santa – 7 pontos
2) Cotia – 6 pontos
3) Inter de Bebedouro – 4 pontos
4) Assissense – 4 pontos
É pra esquentar a cabeça do treinador…
A 167ª camisa do nosso blog vem da região Norte do país, da capital amazonense: Manaus!
A camisa foi presente do meu padrinho e amigo (e também grande fã de futebol) Sérginho!
E o presente foi completo! Além da bela camisa, também ganhei o shorts do time amazonense.
O time dono da camisa é o São Raimundo Esporte Clube.
Falando um pouco da história do time, o São Raimundo foi fundado em novembro de 1918, como consequência do desenvolvimento da cidade graças à cultura da Borracha. O nome é uma homenagem ao bairro, próximo do Centro Antigo de Manaus.
Em 1955, o São Raimundo chegou na Primeira Divisão da antiga Federação Estadual Amazonense, a FADA.
Desde essa época, o time é chamado de “Tufão”. Daí a origem de seu mascote, o “Taz”, envolto em seu tufão:
O São Raimundo conquistou o Campeonato Amazonense de 1961, o time da época:
Outro título viria 5 anos depois, em 1966 já disputando a competição organizada pela recém criada FAF (Federação Amazonense de Futebol).
Após o titulo estadual de 1966, o clube passou por diversas crises econômicas.
Esse é o quadro de 1971:
Os anos 80 quase obrigaram o clube a vender seu estádio e fechar as portas, mas o clube se segurou, para a alegria de sua torcida.
A recuperação iniciou-se em 1996, gerando a conquista do tricampeonato amazonense em 1997/98/99, esse é o time de 1998:
Esse, o time de 1999:
Além disso, veio o reconhecimento nacional para o clube, disputando a Copa dos campeões em 2001,
O maior e mais ferrenho rival do São Raimundo é o Sul América do bairro vizinho da Glória.
Depois do seu período de crescimento, o São Raimundo começou a fazer rivalidades com Nacional, Rio Negro e Fast Clube.
Esse é o time campeão de 2004:
A partir do ano 200, o São Raimundo disputou a série B do brasileiro, e se manteve lá até 2006, quando foi rebaixado para a Série C.
Nesse ano, o time sagrou-se campeão estadual mais uma vez, com a equipe abaixo:
A partir de 2008, o clube já não disputou o campeonato nacional por não conseguir índice de qualificação.
O time é dono do Estádio Ismael Benigno, conhecido como o Estádio da Colina, com capacidade para 11.000 pessoas. No jogo de estreia da iluminação, no ano de 2000, o São Raimundo venceu por 5×0 a Seleção do Suriname. O Estádio foi demolido para ser erguida uma arena FIFA em seu lugar… Será que foi um bom negócio?
E aqui, um pouco do maior patrimônio do time: sua torcida que luta dia após dia para incentivar o público local a apoiar o São Raimundo, ao invés de adotar um clube carioca ou paulista para se torcer…
Mais informações, acesse: http://www.saoraimundofutebol.blogspot.com.br/
A 166ª camisa de futebol do nosso blog vem do Rio Grande do Sul, da cidade de Caxias do Sul.
O time dono da camisa é a Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul.
A história do clube começa em abril de 1935, quando os rivais Rio Branco e Rui Barbosa decidem se fundir para nascer o Grêmio Esportivo Flamengo.
Esse foi um dos primeiros elencos:
Já em 1947, foi campeão do Campeonato Citadino em cima do Juventude, seu maior rival até hoje em dia.
No ano de 1951, foi inaugurada a Baixada Rubra, estádio onde o time mandaria seus jogos. Foi ali, que em 1972, ocorreu a primeira transmissão ao vivo pela televisão de uma partida de futebol.
Aqui, o time que conquistou a vaga na primeira divisão estadual, em 1960:
Em 1971, um fato inusitado, o até então Flamengo decide se unir ao rival Juventude. Houve quem deixasse de torcer pro time. Nascia a Associação Caxias de Futebol, que teria vida curta.
Em 1975, finalmente o time passaria a se chamar Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul. Esse é o time e 1976:
No ano seguinte, foi finalizado o agora, Estádio Centenário também conhecido como Estádio Francisco Stédile.
Em 2011, estivemos por lá!
No fim dos anos 70, um zagueiro xerifão passou por lá…. Seu nome: Luiz Felipe Scolari…
Em 1978, o Caxias teve seu melhor campeonato nacional, terminando em 10º lugar, quase chegando às quartas de finais.
Em 1989, participou da segunda divisão, chegando às semifinais, sendo eliminado pelo Americano.
Em 1990, o Caxias conquistou o Vice-Campeonato Gaúcho, conquistando vaga para a Copa do Brasil, de 1991.
Um fato curioso, é que em 1998, o Caxias fez um amistoso contra a Seleção da Jamaica, uma das seleções classificadas para a Copa do Mundo da França. O resultado do jogo foi 1 a 0 para o Caxias.
Em 2000, veio a maior conquista de sua história: o título do campeonato gaúcho.
Em 2005, o clube foi rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro.
Em 2012, conquistou o primeiro turno do campeonato gaúcho, levando-o a final do Gauchão, da qual saiu mais uma vez, vice-campeão. Mas a torcida fez a sua parte!
E já que falamos do futebol capixaba nos últimos dois posts, sendo um deles sobre a camisa do Rio Branco, é hora de falar sobre o time grená do Espírito Santo.
Assim, a 165ª camisa de futebol do blog pertence à Associação Desportiva Ferroviária Vale do Rio Doce.
O time nasceu em Junho de 1963, pela fusão de cinco times formados por funcionários da Companhia Vale do Rio Doce: Ferroviário, Cauê, Guarany, Valério e Cruzeiro.
A primeira grande conquista do time foi a construção do Estádio Engenheiro José de Alencar Araripe, em Cariacica. Estivemos por lá em 2013, veja aqui como foi.
O mascote do time é um maquinista de trem.
Como estava diretamente ligada à milionária Companhia Vale do Rio Doce, o time contou com um forte investimento e dessa forma mostrou-se pronto para desbancar o Rio Branco, time que até então era o principal campeão do estado.
O primeiro título veio em 1964.
Entre 1967 e 1968, a Desportiva registrou uma das maiores séries invictas da história do futebol brasileiro: 51 jogos.
Em 1973, o time disputou o Campeonato Brasileiro e trouxe o inesquecível Fio Maravilha, que embora tenha colaborado para trazer bons públicos, não marcou um golzinho sequer…
O time daquela época:
Esse foi o time de 1976:
Não sei a data desta foto, mas olha que loco o estádio sendo construído…
O time conquistou o tricampeonato estadual em 79/80/81, com o time abaixo:
Aqui, o time no início dos anos 80:
Em 1981, a Desportiva realizou uma excursão para o continente Asiático, realizando em seu total nove partidas internacionais, com vitória em cinco destas partidas. Os países visitados foram Coreia do Sul, Indonésia e Qatar.
Esse foi o time campeão de 1984:
Em 1994, o Campeonato Brasileiro foi dividido nas Séries A e B, e a Desportiva disputou a B.
Em 1994, a Desportiva atropelou seus adversários na série B. Na primeira fase, enfrentou Sergipe, CRB, Santa Cruz, Democrata e Americano, classificando-se como líder da chave. Na segunda fase, passou por América-RN, Moto Club-MA e novamente o Santa Cruz-PE. O Goiás foi o adversário da semifinal e foi vencido por 2×0 no primeiro jogo, em casa. No segundo jogo, vitória dos goianos pelo mesmo placar. Dizem que dias antes da partida, pessoas ligadas à mafia das loterias teriam oferecido a vaga à fina para a Desportiva, em troca de uma grana. Além disso, o segundo gol goiano nasceu de um penalty duvidoso. A partida teria sido encerrada aos 44 minutos, 1 minuto antes do tempo regulamentar.
A história da Desportiva começou a mudar quando a Vale do Rio Doce foi privatizada em 1996 e tirou todo o apoio que dava ao clube e passou a cobrar pelo aluguel do estádio.
Aqui, o time de 1996:
Depois de muita disputa, a Vale acabou doando o Estádio Engenheiro Araripe para a Desportiva.
Em 1999, o time acabou rebaixado para a série C do Brasileiro, e buscando um novo apoio, a Desportiva Ferroviária anunciou o início de sua gestão como clube-empresa, junto ao grupo Frannel. Nascia a Desportiva Capixaba S.A.
Pouco tempo depois, a Frannel deixou a parceria e em seu lugar entrou o grupo Villa-Forte.
Nesse período veio um título estadual, em 2000, mas o time se viu rebaixado à segunda divisão estadual por duas vezes.
Em 2011, tudo foi desfeito. O time voltou a ser a Desportiva Ferroviária.
Em 2012, o time garantiu seu retorno à primeira divisão estadual, sagrando-se campeã da segundona capixaba.
Em 2013, mais um título do Campeonato Capixaba, com uma final eletrizante contra o Aracruz no Estádio do Bambu, terminando com a vitória grená por 2×1.
Que tal conhecer o hino do time?
Aproveitando o post anterior sobre o futebol capixaba (veja aqui como foi), a 164ª camisa de futebol do nosso blog vem, pela primeira vez, do Espírito Santo. Conseguimos a camisa na nossa viagem até Vitória, onde pudemos conhecer alguns estádios locais e as belas praias do estado capixaba.
A camisa pertence ao Rio Branco Atlético Clube, o “Capa-Preta” do Espírito Santo.
O time foi fundado em junho de 1913, como “Juventude e Vigor”, e no ano seguinte mudou seu nome em homenagem ao Barão de Rio Branco. Seu mascote é uma homenagem a um excêntrico torcedor que ia aos jogos com uma capa preta:
É o maior detentor de títulos capixabas: são 36 campeonatos. E é também um time bastante democrático, tendo disputado as séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro.
Mandava seus jogos no “Estádio de Zinco“, mas a partir de 1936 passou a mandar seus jogos no Estádio Governador Bley, na época, o terceiro maior do Brasil, ficando atrás apenas do São Januário, do Estádio das Laranjeiras.
O Rio Branco conquistou seu primeiro título em dose dupla: um bi-campeonato em 1918/1919, e esse era o time:
Em 1929/1930, novo bicampeonato! E se o começo foi marcante, a sequência do Rio Branco foi ainda melhor, com a conquista do hexacampeonato entre 1934 e 1939. Nessa época, o capa-preta ficou em terceiro lugar na Copa dos Campeões Estaduais de 1937, a primeira competição nacional, do Brasil. Mais um bicampeonato em 1941/1942, aqui, o time de 1942:
E não parou por aí. Vieram um tricampeonato entre 1945 e 1947, e mais dois campeonatos em 1949 e 1951. Em 1957, outro título!
A década de 60 trouxe outros 5 títulos, assim como nos anos 70. Em 1982, nova conquista estadual com o elenco:
Em 1983, um novo motivo de orgulho para o time: a construção do mais moderno estádio do estado, o Estádio Kleber Andrade, que nunca teve suas obras finalizadas, mas foi inaugurado em um amistoso contra o Guarapari. No mesmo ano, sairia mais um título, com o time abaixo:
Ainda nesse ano, outro detalhe importante, o técnico Luxemburgo, começava sua carreira no time do Rio Branco!
Chegamos a 1985, e mais uma conquista, dessa vez, frente a mais de 25 mil torcedores!
A conquista do estadual levou o Rio Branco a disputa da série A do Brasileiro de 1986, veja um resumo de como foi esse ano tão especial, para a torcida do Rio Branco!
Os times visitantes sentiam a a pressão da torcida, só pra se ter uma ideia, no jogo contra o Vasco, mais de 50 mil torcedores estiveram presentes.
O time conseguiu uma boa campanha e manteve-se na série A, em 1987. Porém, os anos 90 trouxeram o fim dos sonhos (isso aconteceu com muitos times). Vieram as dívidas e os títulos secaram. O time chegou a cair para a segunda divisão estadual. A retomada veio em 2003, quando torcedores do time começaram um movimento pela recuperação do Rio Branco, até que em 2008, o clube saldou suas dívidas, com a venda do seu estádio para o governo. Finalmente, em 2010, o time voltou levantar o caneco de campeão, 24 anos depois do último título.
Quando as coisas pareciam se acertar, em 2013, ano do centenário do clube, o Rio Branco acabou rebaixado no Capixaba. Não é fácil a vida do torcedor… Para maiores informações sobre o time, visite o www.capapreta.com, feito pela própria torcida do Rio Branco.
A 163a camisa vem em dose dupla. A primeira eu comprei para dar pra algum amigo, que eu não sei nem quem é mais hehehe e acabou ficando em casa. A segunda foi presente do Gabriel Uchida (www.fototorcida.com).
Ambas são do Club Atlético Chacarita Juniors!
Até hoje eu não consegui ter 100% de certeza, mas na minha cabeça, antes da Internet facilitar o conhecimento sobre o futebol argentino, eu tinha uma história que o Chacarita era um time formado por anarquistas.
Depois, já com a Internet, fiquei sabendo que foi fundado no dia 1o de Maio (dia do trabalho) de 1906, em uma livraria anarquista, em Villa Crespo, Buenos Aires, Argentina.
Outros dizem que o time foi formado por comunistas, daí o vermelho do escudo. O preto seria uma associação ao Cemitério do bairro. Aliás, o cemitério deu ainda o apelido da torcida do Chacarita: os funebreros.
O time mandava seus jogos no Estádio Villa Crespo até 1940, quando seu rival, o Club Atlético Atlanta, que mandava ali também os seus jogos, ficou com o campo, e obrigou o Chacarita a buscar um novo campo. Assim nascia uma grande rivalidade…
Esse era o estádio, nos anos 30:
O Chaca foi então mandar seus jogos na Villa Maipú em um estádio que foi recentemente reformado, e reaberto em 2011: o Estádio Chacarita Jrs.
Aqui, uma imagem do início do time.
Este é o time de 1924:
O time de 1945:
Em 1969, o clube conquistou o seu título mais importante, o Torneio Metropolitano do Campeonato Argentino, a primeira divisão da época, vencendo o River Plate por 4×1 na final.
Esse é o time de 1974:
Esse o time de 2000:
Mais recentemente, na temporada 2008/2009, conquistou o acesso a Elite do futebol, mas acabou voltando à Primera B Nacional, em 2010.
Além do Atlanta, outros times com forte rivalidade são o Platense, Tigre e Nueva Chicago.
A torcida do Chacarita Jrs é tida como uma das mais violentas e fanáticas do país, sua barra brava é conhecida como “La Famosa Banda de San Martin”.
A paixão pelo time é tão grande que existe até um curta metragem feito sobre o time e essa relação entre o hincha e seu clube.
Mantendo o blog em terras cariocas, a 162 a camisa de futebol adentra ao subúrbio do Rio de Janeiro para apresentar o time do bairro homônimo, o Olaria Atlético Clube!
A história do bairro começa em 1820, com a construção de inúmeros fornos para a confecção de tijolos, já que naquela época, o Morro do Alemão tinha muito barro. Daí vem o nome do barro, inicialmente conhecido como “a Região das Olarias”.
Graças a estas indústrias, em 1882, implantou-se a linha ferroviária, para colaborar com o escoamento da produção e consequentemente maior crescimento do bairro.
Alguns anos depois, em 1915, surgiria o Olaria Football Club, que na época chegou a se chamar “Japonês Football Club”.
O time era a forma de lazer de muitos do bairro, fosse para jogar ou para torcer e tamanho envolvimento justificou, em 1947, a construção do Estádio Mourão Vieira Filho, mais conhecido como Rua Bariri, que é o seu endereço.
Mas não é só o estádio que marca a arquitetura do local, existe também os tradicionais “prédinhos do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários)”, conjunto residencial que foi construído em várias cidades, na época em que Getúlio Vargas era presidente. O empreendimento trouxe ainda mais estrutura ao bairro.
Falando do time, em 1931, o Olaria conquistou o acesso à primeira divisão com o título da segundona carioca, com o time abaixo:
Em 1933, o salto foi ainda maior: o Olaria foi Vice Campeão carioca.
Este é o time de 1936:
Aqui, o time nos anos 50:
Aqui, o time dos anos 60:
Nos anos 70, quando chegou a disputar o Campeonato Brasileiro.
Em 1981, o time alcançou sua maior conquista: o Campeonato Brasileiro da Série C, até então conhecido como Taça de Bronze.
Dois fatos curiosos sobre o time é que ele foi onde o Romário iniciou sua carreira e onde o Garrincha terminou a sua.
Em 2005, o time foi rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Carioca.
Em 2006, chegou a conquistar vaga na primeira divisão de 2007 num torneio seletivo, mas a justiça esportiva cancelou esse torneio, e o time permaneceu na segundona carioca.
Só em 2009, o Olaria conquista a vaga na primeira divisão com o vice campeonato da segunda divisão (o América sagrou-se vencedor).
Em 2011, chegou nas semifinais do campeonato, conquistando a Taça Woshington Rodrigues.
Porém, em 2013, novo rebaixamento no Carioca…
O hino do Olaria também foi composto por Lamartine Babo: Olaria, teu esforço, tua glória. Estão crescendo dia a dia, Olaria. Tua pujança tua vida envaidece sua torcida, Olaria. Tua camisa azul e branca tem um “quê” de simpatia realizando sonhos mil. Tu serás um pioneiro do esporte no Brasil. Clube da faixa azul-celeste, Tu vieste à Zona Norte Clube da faixa azul-celeste, És do esporte… pelo esporte.
Na última viagem que fizemos ao Rio, tínhamos como meta conhecer tanto o Estádio e fizemos um post só sobre ele (veja aqui como foi):
A torcida do Olaria mantém firme o amor do bairro pelo time, pintando de azul e branco o Estádio da Rua Bariri!
A 161a camisa de futebol do blog, volta ao estado do Rio de Janeiro, para conhecer o São Gonçalo Esporte Clube um time bastante recente, fundado em 2010, com sede na cidade de São Gonçalo.
A camisa foi presente do amigo Anderson Motta, lá da cidade de São Gonçalo, que possui mais de 1 milhão de habitantes, sendo a segunda mais populosa do estado.
Esse é o brasão da cidade:
A estreia do time no futebol profissional se deu dois anos após sua fundação, disputando a Série C do Campeonato Carioca de 2012, ao lado de outro time da mesma cidade, o São Gonçalo F.C. . Em seu primeiro campeonato, terminou na sexta colocação.
O time trouxe nomes de peso para o seu primeiro campeonato, como o goleiro Sílvio Luiz (que jogou anos pelo São Caetano), o volante Roberto Brum e o atacante Marco Brito (que jogou pelo Vasco e Fluminense).
Olha o Sílvio Luiz aí no elenco:
O São Gonçalo E.C. manda seus jogos no Estádio Clube Esportivo Mauá, e a torcida tem comparecido em bom número.
E os jogadores tem retribuído o apoio com boas campanhas e bastante dedicação!
Esse ano, 2013, o time lidera o seu grupo, vencendo seus três primeiros jogos.
Se o punk foi minha escola de vida durante os anos 90 e 2000, confesso que nesta década, o futebol tem me proporcionado experiências únicas e inesquecíveis.
A 160a camisa de futebol da coleção é testemunho de uma dessas histórias, que aconteceu lá em Barcelona.
Nosso rolê começou no metrô, na estação Poble Sec, próxima do nosso hotel.
Depois de algumas baldeações chegamos à estação Sant Andreu, que atende ao distrito de San Andrés de Palomar, conhecer o time local.
É claro que para nós, que moramos em Santo André e torcemos para o time da nossa cidade, foi uma experiência muito rica, conhecer o “Unio Esportiv
Sant Andreu“, coirmão do Santo André!
Sant Andreu é um bairro de Barcelona e embora conviva com o time mais famoso do mundo na atualidade, tem um carinho especial pelo time da área, o União Esportiva Sant Andreu.
O “X”no distintivo remete ao santo que deu origem ao nome do bairro e do time.
Por isso, os distintivos do Ramalhão e do UE Sant Andreu tem uma certa similariedade…
Para contar a história do time com maior embasamento, fomos até o Estádio Narcis Sala, onde o Sant Andreu manda seus jogos.
Mais uma bilheteria pra Mari conhecer!
Já do lado de fora vimos alguns adesivos da torcida local, os “Desperdicis”.
O primeiro momento foi de desilusão… As portas estavam fechadas…
Ainda bem que insistimos e demos a volta até o outro lado do estádio, onde funciona o escritório do time. Lá, finalmente havia uma porta aberta, para enfim podermos conhecer o Estádio do Sant Andreu.
Pudemos conhecer as dependências da diretoria e do bar que fica dentro do estádio e reúne flâmulas, fotos e outras lembranças do time.
Vamos dar uma olhada no estádio!
Para a nossa surpresa, o time profissional estava treinando, assim, se não pudemos assistir a um jogo, ao menos deu pra conhecer alguns jogadores!
Levei meu blusão do Santo André para apresentar ao pessoal espanhol o “time-irmão” brasileiro.
Aproveitamos para registrar nossa presença em mais um estádio histórico.
Aliás, o Estádio Narcís Sala foi recentemente reformado e sua atual capacidade é de quase 7 mil torcedores.
O estádio foi inaugurado em 1970 e o jogo inaugural não podia ser outro: derbi contra o Barcelona, vencido pelo Barça por 1×0.
A capacidade do Estádio é de 15 mil torcedores.
O time é patrocinado pela cerveja Estrella Damm.
O estádio serve de exemplo para qualquer time de bairro, do mundo inteiro.
Arquibancadas cobertas e descobertas. Todas coloridas, bem pintadas e bem cuidadas.
Uma pequena, mas muito bem cuidada tribuna para imprensa e convidados.
E lá estávamos nós em mais um estádio!
E não é que tinha até alguns torcedores acompanhando o treino?
Ao fundo pode se ver os prédios do bairro. Até lembra um pouco a Javari, né?
A grande diferença entre o Santo André espanhol e o brasileiro são as cores. Lá, em Barcelona, o azul e branco dão lugar ao vermelho e amarelo.
Falando um pouco sobre a história do time, por se tratar de uma equipe que nasceu em meio a história do próprio bairro, não se tem um documento que oficialize o início do time, mas adotou-se o ano de 1909, como data de fundação. Tanto que em 2009 foi comemorado o centenário do Sant Andreu.
O time nasceu dos operários do bairro, que possuíam vários times, entre eles o Zetae, o FC Escocês, o Andreuenc, o L’Avenç del Sport e o CF Andreuenc entre outros.
O nome Sant Andreu só viria a ser utilizado a partir de 1925, com a união entre o Andreuenc e o l’Avenç del Sport, daí o nome “União Esportiva” Sant Andreu, valorizando em seu brasão e uniforme, as cores da Catalunha.
A primeira partida sob o nome de Sant Andreu foi uma derrota para o Badalona por 3×1.
O time acabaria rebaixado da Categoria B para a segunda divisão.
Aqui, o time da temporada 1927/1928:
Aqui, o time que disputou os campeonatos da década de 30:
Nessa época, um fato curioso, devido à guerra civil espanhola, o bairro e o time retiraram a “santidade” de seu nome, passando a se chamar Harmonia de Palomar e l’Avenç del Sport respectivamente.
A década de 40 viu bons times do Sant Andreu, como o de 43/44:
Aqui, o time 50/51:
Em 1963,o time disputava a terceira divisão espanhola com esse esquadrão:
De 1980 até 1990, o time manteve-se na terceira divisão. Em 1990, sagrou-se campeão e conquistou o acesso para a Segunda B.
Na temporada 2006/2007, o time caiu novamente para a terceira divisão.
Na temporada 2008/2009, o time voltou à segunda B, onde permanece até atualmente. Bom, de volta ao estádio, é tempo de dar uma última olhada, antes de ir embora.
Para maiores informações, acesso o site do time: http://uesantandreu.cat
Ah, o bairro nos fez sentirmo-nos em casa…
Não é todo dia que você entra numa livraria e encontra preciosidades como essa:
A 159a camisa de futebol do nosso blog vem mais uma vez da Argentina.
Comprei a camisa em nossa última viagem, quando fomos conhecer o Estádio do Ferro Carril, durante o show da banda espanhola SKA-P (veja aqui como foi essa aventura). A loja em que a comprei tem muitas opções de times das divisões de acesso e fica na rua Lavalle 978, para quem vai a Buenos Aires e gosta de futebol é uma ótima dica!
O time dono da camisa vem da grande Buenos Aires, mas de uma região afastada do centro chamada Lomas de Zamora, próxima do Aeroporto de Ezeiza.
Foi lá, que em 1917 nasceu o Club Atlético Los Andes.
O time surgiu em torno das estradas de ferro em um campo próximo da estação de Lomas de Zamora.
O nome veio em homenagem a um feito realizado por dois aeronautas argentinos que um ano antes cruzaram pela primeira vez a Cordilheira dos Andes, indo de Santiago do Chile até Uspallata, em Mendoza.
O Los Andes surgiu para rivalizar com o outro time local, o Lomas Athletic Club.
Muitos dos primeiros dirigentes eram também atletas.
A primeira camisa do time era azul celeste como a do Racing Club, de Avellaneda, com um faixa branca horizontal. As listras vermelhas e brancas só chegariam em 1922 e com elas o apelido de “o time das mil listras”.
A primeira partida se realizou contra o time da Adelante Yrigoyen, terminando 3×0 para o Los Andes.
Em 1922, o Los Andes se associou à Federação Argentina e logo em seu primeiro ano conquistou o acesso à divisão intermediária com uma vitória sob o Club A. Moreno, de Puente Alsina.
Esse é o time de 1938:
Como o time não tinha verba para construir um, alugaram um próximo do campo do Banfield, fazendo assim, surgir uma rivalidade entre as duas equipes.
Aqui, uma foto já colorida, de 1957:
Em 1960, o time conquistou o acesso à primeira divisão argentina, com o time abaixo:
Aqui, foto do lance de jogo durante o campeonato do acesso.
O time cairia para a segunda no ano seguinte, mas em 1967, Los Andes subiu novamente à primeira divisão.
Aqui, o time de 1986:
Esse é o time de 1994, que conquistou o acesso à Primeira B:
Esse é o time de 2002:
Aqui, o time de 2006:
Esse, o time de 2010:
O atual time, de 2013:
Esse é o simpático Estádio Eduardo Gallardon:
Uma imagem de cima, para se ter ideia do tamanho do campo!
Que tal torcer um pouco ao lado da torcida “multiraista”??
A torcida parece não se importar com a divisão em que o time está e sempre presente, faz se diferencial nos jogos! Mais imagens, veja o site: : www.lomaslocura.com.ar/
O time tem um livro lançado, escrito por Hugo E. Bento:
Mais informações no site oficial do clube.