Essa música foi uma mistura de protesto e de reflexão na época em que o então prefeito Aidan derrubou a arquibancada coberta do Estádio Bruno José Daniel.
Essa música foi uma mistura de protesto e de reflexão na época em que o então prefeito Aidan derrubou a arquibancada coberta do Estádio Bruno José Daniel.
Ufa… Depois de tantos posts sobre estádios e viagens, enfim um que dá sequência ao looooongo caminho rumo às mil camisas.
A 179ª camisa vem da Bahia, e é da Sociedade Desportiva Juazeirense!

O time foi fundado em 12 de dezembro de 2006 pelo, então deputado, Roberto Carlos, que perdeu a eleição para presidente do outro time da cidade, o Juazeiro Social Clube, seu maior rival desde então.

Dois anos após sua fundação, a Juazeirense estreiou no Campeonato Baiano da Segunda Divisão.
O acesso à primeira divisão veio em 2011, com o time abaixo:
Em 2013, o time disputou a série D do Brasileiro:
23 de agosto de 2015, um domingo ensolarado.
Um ótimo dia para se ir a Santos curtir uma praia, tomar uma água de coco e …. finalmente conhecer o Estádio Espanha, onde o Jabaquara FC manda seus jogos pela série B do campeonato Paulista!!!
E dessa vez fomos “de turma” com os amigos Matheus Motta e Rafael Furlan!
O time fundador da Federação Paulista comemorou no ano passado seu centenário, sem perder as esperanças de voltar aos tempos de glória.


O Estádio Espanha, em Caneleira é a atual casa do “Jabuca”, mas o time já mandou seus jogos no bairro homônimo, depois no Macuco (daí o apelido Leão do Macuco) e até no Estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista.
Até 1953, o Jabuca ainda disputava a primeira divisão. Nessa época teve um camisa 7, que vive até hoje do futebol… José Maria Marins.

Conhecemos um pouco do lugar até chegar no estádio, como a Paróquia São João Batista.
Pudemos admirar algumas interferências artísticas bem diferentes, como esse dinossauro / camelo psicodélico.
E também o tradicional Ferro Velho Jabuca!
Enfim, chegamos ao estádio Espanha!
Um pouco a frente do estádio, localizamos esse marco de homenagem ao clube, na praça Júlio Dantas.
O estádio está localizado na avenida Francisco Ferreira Canto, 351 na Caneleira e destaque para os leões que ornamentam seus muros!
Enfim, vamos conhecer mais esse templo sagrado do futebol! O Estádio Espanha tem lotação máxima de 8.031 pessoas. O campo leva o nome oficial de Estádio Espanha (como homenagem pelo passado do clube), mas é também chamado de Caneleira, como o nome atual do bairro. O Espanha foi inaugurado em 7 de setembro de 1971, e anos depois, em 1985 passou por uma reforma.
O jogo do dia marcava nossa primeira visita ao Espanha!
O Estádio tem as cores da bandeira espanhola (amarelo e vermelho) em todas suas arquibancadas.
E também nas camisas e bandeiras dos torcedores!
O gramado não está em seus melhores dias, mas não deve ser fácil cuidar dele com maresia, mudança de clima, e etc…
Fomos super bem recebidos pelos torcedores locais e aproveitamos para registrar algumas pessoas que seguem orgulhosas com o time do seu bairro! Pra quem acha que futebol é coisa só de homem…
E que tal ouvir um pouco da opinião dos torcedores locais sobre esse amor com o Jabuca?
E não dá pra falar em amor ao time sem mencionar as torcidas organizadas. Pelo lado do Jabaquara, lá estava a Fúria Rubro Amarela:E a galera cantou o jogo todo, apoiando o Jabuca, que insistia em não sair do 0x0…
Aliás, fica nosso abraço ao pessoal local, que nos recebeu muito bem!
E do lado visitante, a Super Raça também compareceu.
O jogo contou até com a presença de um ilustre mascote hehehe…E por mais que os times tentassem, o placar final da partida acabou sendo um 0x0 mesmo…

Da nossa parte ficou a alegria de finalmente conhecer o Espanha!
E de ter conhecido a torcida local! O vendedor de amendoim pelo menos fez uma graninha….Hora de ir embora, pegar uma prainha e subir a serra!
O Furlan ainda mandou ver num espetinho!
Enquanto isso, no riozinho defronte o estádio, a Garça passou 90 minutos esperando seu almoço, que até o fim do jogo não tinha chegado…Lá do alto do morro pudemos dar uma última olhada no estádio…
No segundo dia do mês de agosto de 2015, fomos até a rua Javari para mais uma edição do clássico paulistano Juvenal!
Pra quem não sabe, o Juventus caiu no gosto popular e desde o ano passado, assistir a um jogo no Estádio Conde Rodolfo Crespi tornou-se um programa disputado e as bancadas grenás estão sempre cheias!
Mesmo sem marcar, tive a honra de trombar dois amigos, um deles, o Laércio, torcedor do Auto Esporte, veio lá da Paraíba para um passeio em terras (e estádios) paulistas!
Outro, é o Sérgio, grande figura da cena punk/hc lá do Guarujá, e que atualmente está morando em São Paulo. Grande prazer em revê-lo!
Por fim, e não menos importante, nosso amigo que esteve por tanto tempo morando em terras portenhas e agora de volta à sua Mooca querida, Traffani acompanhado na foto pelo Gui, que foi conosco ao jogo!
Do lado feminino, a Mari praticamente organizou uma seção só de pessoas chamadas Mariana…
Vamos sentir um pouco o clima do estádio:
O primeiro clássico Juvenal aconteceu em 27/9/1936 e acabou com vitória grená por 3×1. Quase 80 anos depois, os times voltaram a se enfrentar na primeira fase da Copa Paulista, onde os jogos ainda não tem muita emoção… E diga-se a verdade, o Juventus entrou em campo ainda “sonolento”…
Do lado de fora do campo, as arquibancadas, essas sim estavam mais que acordadas e acesas!
Até os reservas pareciam estar mais atentos do que os titulares.
Pra quem não tem ido à Javari ultimamente, as imagens parecem ser de décadas atrás, quando o futebol do time mooquense atraia multidões de fãs do bairro.
Do outro lado, estavam os ferroviários de azul: a torcida do Nacional! Aliás, vale lembrar que ambos os times são sócios-fundadores da Federação Paulista de Futebol.
A setor 2 puxa a festa de um lado do estádio, a Torcida Jovem, do outro. No meio dessa cantoria toda, o time grená tentava encurralar seu adversário, mas, sem sucesso.
Para desespero da torcida local, o Nacional fez 1×0.
A Mooca está mudando. Verticalizando cada dia mais.
O público do estádio começa a mudar também. É curioso, mas não me sinto a vontade para descrever, caso algum juventino queira se colocar, faça o nos comentários ou no nosso grupo do Facebook.
Mas, por mais que tudo venha mudando, confesso que ainda me sinto bem vendo pequenos sinais do futebol de outrora, sonhar com a nostalgia de outrora ainda nos é permitido…
E parabéns à torcida nacionalista que creditou no time e compareceu ao jogo e no final, saiu comemorando a boa vitória de 1×0.
Bom dia, amigos!
Agora que acabamos de postar nossas aventuras pelos estádios do Noroeste paulista, vamos publicar os relatos sobre alguns jogos que fomos recentemente, sempre com o objetivo de registrar seus estádios, os times, as torcidas e o jogo em si, guardando para futuras gerações a história do futebol paulista das divisões de acesso.
O jogo de hoje aconteceu no dia primeiro de agosto de 2015, no Estádio Antonio Soares de Oliveira, o “Ninho do Corvo”, em Guarulhos.
O espetáculo teve como palco uma bela e ensolarada manhã de domingo. E mesmo não sendo ao lado do ABC, fizemos questão de ir até Guarulhos para rever os amigos hardcoreanos que curtem o time local!
Vamos dar uma olhada no clima do jogo?
O campo estava bem ruim, com várias “intervenções” feitas com areia para tentar corrigir os problemas…
Compare com uma foto que fizemos em 2010:

O AD Guarulhos ainda tinha chances de classificação, mas poucos torcedores acompanharam a partida.
O jogo começou amarrado, como a maioria dos jogos da série B. O primeiro tempo virou 0x0.
Mas, o EC São Bernardo abriu o marcador no início do segundo tempo.
O Estádio Antonio Soares de Oliveira já esteve muito bem cuidado anos atrás, mas atualmente ele não está lá muito bem…
Os visitantes, vindos do nosso querido ABC fizeram 2×0, para a desolação da torcida local.
Mesmo sem chances de seguir no campeonato, os torcedores da AD Guarulhos ainda tiveram disposição para apoiar o time e bater um papo com a gente!
O papo foi animador, tanto que a AD Guarulhos fez seu gol!
Festa na bancada Guarulhense!
Seria o início da reação incrível que levaria o time de Guarulhos para uma revolução na tabela chegando à série A3?
Não. AD Guarulhos 1×3 EC São Bernardo.
O time da AD Guarulhos literalmente ligou o f***-se e foi pra cima. Falta perigosa, na entrada da área…
E nada. No contra-ataque, AD Guarulhos 1×4 EC São Bernardo.
Fim de jogo.
Bom momento para reparar no céu azul e nas pipas que faziam uma competição a parte ali em cima da gente.
Ou, se você preferir… Hora ideal para um papo com a arbitragem… Né não, Raphael, vulgo “cabelo”.
Foto dos 8 bravos torcedores!
E… pós jogo, é hora de um desafio… Torcida presente x reservas do Guarulhos.
Raphael foi pro gol, mas quem disse que teve jogo? É que o time de Guarulhos não tinha reservas…
Dessa forma, a torcida ganhou por W.O. e sagrou-se campeã do desafio “torcida x time reserva”.
Aqui, foto do forte time formado por torcedores:

Hora de ir embora. Não sem antes parar em um brechó de Guarulhos, para ver umas camisas de futebol usadas.
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Bigodes de queijo a parte…
A nossa viagem chegou ao fim. Ainda pela Rodovia Washington Luiz, decidimos visitar nosso último estádio em Araraquara.

A ideia não era visitar o estádio da Ferroviária, mas sim, um estádio realmente perdido, escondido em meio à plantação de cana, também dentro de uma usina, assim como foi o primeiro da nossa viagem (em Ibaté, cidade vizinha, veja aqui como foi).


Falamos do Estádio Comendador Freitas, que também já foi chamado de Estádio Garibaldi Pereira, localizado na Usina Tamoio, mais uma usina do grupo Raizen.
Tamoio era um distrito de São Carlos e só posteriormente passou para Araraquara.
O estádio pertencia ao extinto Tamoyo Futebol Clube, mas outros times mandaram seus jogos lá, como o Ibaté Futebol Clube e a Usina Tamoio FC (antes AA Tamoio).


Mas, infelizmente não pudemos entrar para registrar o estádio 🙁

Estamos em negociação com a diretoria e a assessoria de imprensa da Usina para conseguir uma autorização, mas…
Para você que nos acompanhou nos 19 estádios anteriores, conseguimos algumas imagens do campo e também da igreja, que ficam na parte interna.
Descobrimos ainda, que o vereador Donizete Simioni e o historiador Rogério Belmiro Tampellini estão na luta para que o Estádio Comendador Freitas, a Igreja e as edificações nos arredores sejam tombados como patrimônio histórico e cultural.
E olha que lindo o estádio:

Nessa imagem mais antiga, fica ainda mais charmoso:

Ainda encontramos algumas fotos do lado interno, procurando pela Internet, de coisas mais recentes:

A essas verdadeiras obras de arte do passado:

Suas arquibancadas tem capacidade para 2 mil torcedores e já foram usadas tanto para torcedores de futebol como pela população em geral em festas e comemorações cívicas.

O Estádio foi construído em 1929 e inaugurado em janeiro de 1932. Passou por uma reforma em 1986 e foi fechado em 1994. Aqui, o time da Usina Tamoyo em 1956:

Aqui, outro lindo achado histórico:

Aqui, o time de 1965:

O time posando em frente ao estádio, nos anos 70:

Aqui, o time de 1979:

E olha o estádio ao fundo, que lindo!

Ouvimos ainda sobre um possível jogo em que o Santos de Pelé enfrentou a Ferroviária, nesse estádio, em 26 de abril de 1970, num domingo pela manhã, em comemoração ao primeiro aniversário da Administração da Refinadora Paulista S.A., reunindo centenas de torcedores. A AFE teria vencido o jogo por 1×0. Pra terminar, mais algumas fotos recentes divulgadas pelo site da Câmara de Araraquara:






E assim, termina nosso rolê pelos Estádios do Noroeste Paulista. Com uma paradinha pra almoçar em São Carlos, antes de enfim voltar para Santo André. Foram apenas 3 dias de viagem, mas que duraram uma eternidade em nossos corações e mentes. E todas essa memórias estão registrada e divididas com vocês nesses últimos 20 posts. Obrigado por estar conosco em todos eles!
Antes que ele seja comprado, usado, escondido e trancafiado!


A parte boa foram as barracas na estrada oferecendo mil e uma experiências gastronômicas!
Pra quem gosta de pimentas e temperos, tem de todas as cores!
Enfim, depois de percorrer belas paisagens chegamos à Itápolis!Atualmente, a cidade abriga cerca de 43 mil habitantes e possui uma boa estrutura.
Nosso objetivo na cidade era registrar o Estádio Municipal dos Amaros, e lá estávamos nós!O estádio deveria ser a casa do time da cidade, o Oeste.

Digo deveria, porque atualmente o estádio está interditado pela Federação, que exigiu algumas obras. Enquanto isso, acreditem ou não, o time vem mandando seus jogos em Osasco, quase 400 km distante… Lembrando que os jogos da série B são de 3a e 6a, principalmente, imagine o esforço necessário para um morador da cidade acompanhar o time.
O Oeste foi fundado em 25 de janeiro de 1921, mas antes dele, a cidade contou com outros times como o EC Itapolitano, o Guarani, o Garibaldino e o 7 de Setembro. Achei essa foto na Internet, com uma visão aérea do campo.
Vamos lá?
Falando um pouco do estádio, ele foi inaugurado em 20 de outubro de 1928.
A estrutura é ótima, com arquibancadas cobertas e descobertas. No total, o estádio oferece lugar para 14074 torcedores!
Em 1989, uma Lei Municipal alterou o nome original (Estádio dos Amaros) para Estádio Ideonor Picardi Semeghini ou Picardão. Isso durou até 2010, quando a prefeitura resolveu resgatar a nomenclatura original.
Esse belo estádio viu o Oeste disputar o Campeonato Paulista de 1954 e outro em 1965.
Depois, de 1969 a 1992 teve sua maior seqüência de participações, conquistando o vice-campeonato da Terceira Divisão de 1988 e o título de campeão paulista da Segunda Divisão de 1992.
O auge do Oeste veio a partir do título da série B1B de 97, da série B1A de 1998, do vice-campeonato da A3 de 1999, além dos campeonatos da Série A3 de 2002 e da A2 de 2003.
Eu pirei nas arquibancadas de madeira…
Outro detalhe bem legal que lembra o futebol argentino são as telas de proteção atrás dos gols:
Pra quem quiser saber mais, o site o time é www.oestefc.com.br.
Ah, e não se esqueça, se sair no intervalo…
Pode chutar que no gol é nóis!
Confesso que tenho muito carinho pelo time do Oeste e foi muito bacana poder conhecer seu estádio. Quem sabe vamos até Osasco tentar assistir um jogo pela série B, ainda esse ano?
Fica aqui nossa homenagem à cidade e à torcida do Oeste. Desejamos que a ideia de jogar em Osasco termine ainda esse ano e o time volte pra Itápolis.
E que o Oeste possa ter uma campanha digna nessa série B 2015.



Chega a doer no coração ver que nosso rolê está chegando ao fim… Tantas paisagens inesquecíveis…

Além disso, são várias lembranças que vão durar muito tempo, da chegada da noite em São José do Rio Preto, onde dormimos na segunda noite do nosso rolê…
Ao reencontro com o amigo Orides Júnior, que estudou comigo na ETE, em 1994, e agora é o responsável pela Taberna Casanova, em São José do Rio Preto.
E o que dizer de tantos cafés da manhã tomados fora de casa…
Mas, vamos seguindo…
A cidade visitada dessa vez é Catanduva, fundada em 14 de abril de 1918.
A cidade é maior do que a maioria das que nós visitamos nesse rolê, sua população é de quase 120 mil pessoas.
Sua economia é bem diversificada, baseada no comércio, serviços, indústrias e agricultura. E foi por ali que encontramos a deliciosa Tubaína “Jaboti” (da cidade próxima, de Jaboticabal).
Nossa missão era de revisitar o Estádio Municipal Silvio Salles, onde estivemos no passado para assistir um Catanduvense x Santo André.

É aí que o Grêmio Catanduvense manda seus jogos!
E foi aí que os demais times da cidade também mandaram seus jogos!

Infelizmente não há um destaque de comunicação mostrando o nome em frente ao Estádio, mas aí está a entrada!

E vamos entrar pra conhecer um pouco mais do campo?
O Estádio Municipal Silvio Salles, chamado de “Caldeirão da bruxa” tem capacidade em suas bancadas para mais de 16 mil torcedores!

Tudo muito bem cuidado, até o banco de reservas!
O Caldeirão foi construído em 1988 após o Grêmio, antigo GEC (Grêmio Esportivo Catanduvense), garantir o acesso para a 1ª divisão do futebol paulista daquele ano em cima do Rio Preto.
O Estádio já foi revitalizado algumas vezes, redenominando o estádio como Arena Esportiva Moacir Bernardes Brida!
O estádio nasceu para substituir o antigo Silvio Salles, da rua Amazonas, onde hoje está localizado o shopping da cidade. 🙁
Aqui, uma foto do antigo estádio:

Em 88, o time fez história chegando à primeira divisão, foi por isso que se construiu o novo estádio, dando o espaço do antigo para a construção de um… Shopping 🙁

A partida inaugural foi um empate de 1×1 entre o Grêmio Catanduvense e o Santos.
Em 1989, o estádio recebeu o maior público de sua história, no jogo em que o Palmeiras venceu por 2 a 0, com 25 mil pagantes.
Lá em cima, fica a entrada do estádio. Quando fomos como visitantes, tivemos que entrar por ali e atravessar toda a torcida local.
Caso alguém queira visitá-lo um dia, o Estádio fica na Rua Antonio G. Oliveira.
Lembro de ter visto uma notícia estranha, algum tempo atrás, sobre um caminhão que caiu dentro do estádio, e não é que achei uma foto sobre o ocorrido?

E não foi só o caminhão que caiu…
O Grêmio Catanduvense caiu esse ano para a série A3 de 2016 …
Os vestiários seguirão ali, recebendo os atletas, mesmo que um pouco mais distantes da principal divisão…
Fica na mente dos torcedores e também nos painéis espalhados pelo estádio a memória de dias melhores…

Seguimos a estrada, saímos de Monte Aprazível e dirigimos por um lugar mágico, de tão bonito, rumo a Neves Paulista!
A história da cidade começou por volta de 1900 e recebeu este nome em homenagem a Joaquim da Costa Penha, mais conhecido como Capitão Neves, um dos primeiros moradores do povoado.
A pequena cidade recebeu muitos imigrantes espanhóis e italianos que foram pra lá trabalhar na lavoura de café, com o sonho de conseguir no Brasil o que lhes era negado na Europa, o direito de viverem dignamente.
Chega a ser triste ver como é mais bonito, mais saudável e muito mais prazeroso manter a natureza viva na cidade. Ok, eu sei que o crescimento das cidades é algo inevitável, mas não é possível que não se possa ter um meio termo…
Nem bem cruzamos a cidade e já encontramos uma placa indicando nossa missão: o Estádio Municipal Inácio Vasques!

É nesse estádio que o Clube Atlético Nevense, time fundado em 30 de novembro de 1957, mandava seus jogos.

O C.A. Nevense não foi o primeiro time profissional da cidade, antes dele, houve o São Paulo Futebol Clube, no início dos anos 50.

O CA Nevense foi fundado em 1957, e logo em seu primeiro ano de disputa, 1958, foi campeão da Série A3, numa incrível final contra o Estrela de Piquete!
Já em 1959, disputou pela primeira e única vez uma edição da série A2 (que teria o Corinthians de Presidente Prudente como campeão).
O Nevense disputou a Série Geraldo Starling Soares acabando na penúltima colocação deste grupo (fonte: História da 2a divisão do Futebol Paulista – Julio Bovi Diogo e Rodolfo Pedro Stella Jr).

O time base do Nevense: Paulo, Mascarado e Verdamin, Perigo, Lega e Manfrin; Daniel, Chiquinho, Edson, Titio e Hercílio. Outros atletas: Dema, Romildo, Joel, Gim, Brandão. Essas foram as partidas:

Assim, de volta à série A3, o time disputou essa divisão de 1960 a 1966, depois de 1969 a 1976 e de 1980 a 1987 e a 4a divisão (atual “B”) de 1977 a 79 e de 1988 a 1990.
Olha o time de 1972:

Em 82, o time ainda sagrou-se campeão sub-20 da A3, com o time abaixo:

E esse, o time de 1983 (foto do Jornal A Tribuna, gentilmente envida pelo amigo Rodrigo):

Aqui, o time sub 20, vice campeão de 1985:

O mais bacana é que a cidade nunca chegou a ter 10 mil habitantes (atualmente são cerca de 9.300) e mesmo assim manteve-se por mais de 30 anos em competições da Federação fosse na série A2, A3 ou na B.
É por essas e outras que o Estádio local é tão importante!
E indiretamente, o estádio tem a ver com o fim do futebol profissional na cidade, já que o Nevense se licenciou após sofrer uma punição pela FPF, devido a falta de segurança no estádio.

Sua última participação no paulista ocorreu em 1990, mas sofreu uma punição pela FPF, pela falta de segurança no estádio e assim abandonou o futebol profissional, para nunca mais voltar…

Vamos conhecer o estádio? Mais abaixo teremos vídeos da parte interna do estádio, feitos em nossa segunda visita à cidade!
Suas arquibancadas tem capacidade 3 mil torcedores!
O gol parece estar quase que encostado no fim do estádio, engraçado né?
O gramado está bem cuidado e beeem verdinho!
O campo possui iluminação e é cercado por um alambrado, como o da Rua Javari! Quem sabe o time não volte a defender a glória de sua cidade em competições oficiais no futuro?
Registro pós visita: em 2016, o Lobo da Araraquarense foi reativado, e se filiou à Liga de Futebol Paulista para a disputa da 1ª Taça Paulista.

Em 2022, mais uma vez passamos por lá, na companhia do Rodrigo e sua família para uma nova olhada no estádio.

Muito bacana ver que o Estádio Municipal Ignácio Vasques segue bem cuidado e com a sinalização com seu nome.


E também segue ali sua bilheteria:

Já era hora de uma nova olhada no campo!
Um olhar para o gol da direita:

O meio campo:

E aqui, o gol do lado esquerdo:

Um novo olhar na arquibancada que já vivenciou tantas emoções:

Um grande abraço ao “Jacaré” e sua turma!


Ufa, confesso que agora que estamos devolvendo nossa viagem em forma de posts, esse rolê parece maior do que o que vivemos… Vamos aproveitar e conhecer mais uma cidade do interior paulista: Monte Aprazível!

Seus quase 22 mil habitantes desfrutam de uma cidade ainda tranquila que possui uma boa área verde 🙂

Nossa missão em Monte Aprazível era conhecer e registrar o Estádio Municipal Melchíades Pereira de Mattos!
Nele, o Grêmio Esportivo Monte Aprazível (G.E.M.A.) mandou seus jogos nas competições profissionais da Federação Paulista.
O Grêmio Esportivo Monte Aprazível foi fundado em 26 de abril de 1946 e após sagrar-se campeão citadino, passou a disputar o Campeonato amador do interior e depois ainda teve 9 participações no Campeonato Paulista.
Esse é o time de 1948:

Sem dúvidas, o time devia fazer a festa da bilheteria local!
O time foi a única equipe da cidade a se profissionalizar, em 1955, e chegou a disputar a Segunda Divisão (atual A2), e permaneceu entres idas e vindas no futebol profissional, até 1991.
Jogadores de 1957:


Esse é o time de 1988:
E olha a festa que a torcida fazia no estádio!


Aqui, a conquista do acesso:
Aqui, um pouco da história da cidade naquela época:
O Estádio Municipal Melchíades Pereira de Mattos segue com suas belas arquibancadas de cimento, recebendo um e outro torcedor que curte acompanhar as categorias de base do futebol da cidade.

Vamos conhecer um pouco mais deste templo do futebol?
O gramado segue em boas condições, como a molecada que jogava mostrou:

O estádio possui ainda alguns departamentos onde possivelmente ficavam os vestiários.
Suas arquibancadas chegaram a ter capacidade para 3.500 torcedores!
E tem até uma seção de cobertas!

Tem um lance de arquibancada ali, beeeem escondidinho, atrás do gol!
E lá estão as árvores ao redor do campo…


Agradecemos mais uma oportunidade de registrar esse campo e torcemos para que siga sendo um lugar para se reunir em prol da saúde e da diversão, como já foi no passado!
