202- Camisa do Plácido de Castro FC

A 202ª camisa de futebol retratada no site estreia o futebol acriano aqui no As Mil Camisas.

A camisa representa o Plácido de Castro Futebol Club, clube sediado na cidade de Plácido de Castro, no estado do Acre.

Recentemente, o time reformulou seu distintivo:

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é placido-castro-1-754x1024.png

Plácido de Castro é um município há cerca de 100 Km da capital Rio Branco, criado em 1976 e que homenageia o militar que comandou os seringueiros locais em uma luta pela independência local, frente à Bolívia.

A região tinha grande potencial seringueiro e por isso era tão cobiçada que chegou a ter o próprio presidente da Bolívia, o general José Manuel Pando, participando no enfrentamento a Plácido, sem sucesso.
Depois de diversas batalhas, a “revolução do Acre” venceu as tropas bolivianas, proclamando, o Estado Independente do Acre, ou a “República do Acre” e que teve Plácido de Castro como presidente até 1903, quando o Tratado de Petrópolis, anexou o Acre ao Brasil dissolvendo o Estado Independente.

Plácido foi morto em uma emboscada aos 35 anos, por “jagunços” a mando de um ex companheiro de armas da revolução, que se sentia menosprezado e desvalorizado após tanta dedicação.
Esta é uma ilustração de José Plácido de Castro:

Vale reforçar que antes da ocupação por seringueiros, a região onde atualmente está a cidade foi ocupada por várias etnias indígenas e que atualmente ainda se fazem presente por lá.
Destaque para os Huni Kuin também conhecidos como Kaxinawá, pertencentes à família linguística Pano.

Mas, falando do futebol local, o Plácido de Castro FC foi fundado no dia 3 de agosto de 1979, começando como quase todos os clubes: disputando campeonatos e torneios amadores.

O Plácido de Castro FC se tornou conhecido como o Tigre do Abunã.

Em 1983, disputou um amistoso pela primeira vez contra um clube de futebol profissional e empatou em 1×1 com o ADESG. A partir daí o time passou a se desafiar cada dia mais e disputar amistosos contra outras equipes profissionais. Em 1987 e 1988, participou das duas únicas edições da Liga Independente do Norte, colocando-se, respectivamente, em quarto e terceiro lugar.

O Plácido de Castro FC se profissionalizou somente em 2008, disputando o Campeonato Acriano, ficando em terceiro lugar.
Veja a tabela do site Bola na área:

Em 2009, terminou na última colocação.
Em 2010, perdeu 6 pontos por inscrição irregular de um atleta, o que o tirou das semifinais.

Em 2011, o clube conquistou o vice-campeonato estadual, enfrentando os dois times de maior hegemonia no estado, batendo o Atlético na semifinal e perdendo o título para o Rio Branco, com um empate e uma derrota!
Na segunda partida, quase um quarto da população de Plácido de Castro (que tinha na época pouco mais de 17 mil habitantes) se moveu para apoiar o clube: mais de 4 mil placidianos viajaram 100km até Rio Branco para assistir a grande decisão

Em 2012, terminou em 4º lugar, mas em 2013, fez uma campanha muito boa na primeira fase, terminando em 3º lugar e se classificando para a semifinal!

Na semifinal, venceu o primeiro jogo contra o Atlético por 1×0 e empatou o segundo jogo por 0x0, chegando à final, contra o Rio Branco.
Perdeu o primeiro jogo por 2×0, mas ganhou o segundo por 3×0, levando a decisão por penaltys onde saiu como grande campeão!

Em 2014, perdeu a vaga para a final para o Rio Branco (uma derrota por 1×0 e um empate por 1×1), terminando em 4º lugar.
Em 2015, novamente perde a semifinal parao Rio Branco, terminando na 4ª colocação.
Em 2016, acaba na 6ª colocação. Mas neste ano, tem como grande destaque sua nova presidente: Rafaela Escalante, que era a líder da torcida organizada “Fanáticos Plácido”.

Seu maior feito foi liberar o Estádio local, o Estádio José Ferreira Lima para o uso no Campeonato Estadual, já que até então o time mandava seus jogos na Arena da Floresta.

Em 2017, volta a ficar entre os melhores ocupando a 3ª colocação.

O time mantém-se entre os melhores em 2018:

Em 2019, chega à semifinal do primeiro turno, mas é eliminado.
Em 2020, chega à semifinal contra o time do Galvez e é eliminado nos penaltys.
Em. 2021, termina em último lugar com apenas um ponto…

Em 2022, termina na 7ª colocação.
Em 2023, mais uma campanha ruim, ficando em 4º do seu grupo, não se classificando para o hexagonal final.
Aqui, o time de 2023:

O time manda seus jogos no Estádio José Ferreira Lima, o Ferreirão.

E aí sua torcida, de local no Estádio Ferreirão!

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

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O futebol em São José dos Campos

Aproveitando o nosso rolê por São José dos Campos para assistir ao jogo São José EC 2×0 EC Santo André e também CA Joseense 0x1 XV de Jaú, fizemos um registro de alguns estádios e da história do futebol local.

Mas antes disso, fomos andar pelas ruas do centro, pra sentir um pouco da cidade, começando pelo Mercado Municipal

E já que estamos por aqui, vamos curtir um som!

Também estivemos pelo Parque da Cidade.

Lá, visitamos o Museu do Folclore.

A história de São José dos Campos como a de todo Brasil é anterior à chegada dos europeus.
Há milhares de anos, a região era habitada por diversos povos indígenas, como os Guayanases, Guainás, Aimorés e Puris (retratados abaixo por Van de Velden), entre outros. Cada um com sua cultura, língua e modo de vida em harmonia com a natureza.

A chegada dos europeus efetivou um processo de desapropriação das terras indígenas, resultando em conflitos e até mesmo no extermínio de comunidades inteiras. Os sobreviventes tiveram que aceitar a política de aldeamento implementada pelos jesuítas.

Com a chegada da ferrovia (olha aí a estação), em 1876 potencializou-se a expansão da cafeicultura no Vale do Paraíba, e São José dos Campos se desenvolveu economicamente.

Curiosamente, o futebol não se desenvolveu junto da Ferrovia como estamos acostumados a ver, mas sim, junto às indústrias.
Entre os anos de 1920 e 40, São José dos Campos recebeu indústrias de cerâmica (como a Cerâmica Weiss) e tecelagem (Tecelagem Parahyba e a Cia. Rhodosá de Rayon, do grupo Rhodia, fabricante de fios sintéticos).
A cidade ainda iria passar por outras fases mais modernas de industrialização (lembre-se que aí fica a sede da EMBRAER), mas foram as fábricas do início do século que movimentaram o futebol local.

A cidade teve nada menos que 9 times disputando as competições profissionais do futebol paulista:

Vamos relembrá-los por ordem cronológica de fundação.
O mais antigo deles é a Associação Esportiva de São José, fundada em 15 de agosto de 1913 com o nome de “São José Futebol Clube“, rebatizada como Associação Esportiva São José em 23 de maio de 1918.

Seu campo ficava no local onde hoje está o Ginásio Poliesportivo Linneu de Moura.

Sua estreia no profissionalismo se deu em 1922 quando disputou a Divisão do Interior da APSA (Associação Paulista de Sports Athléticos) e terminou em último lugar, as se torna o primeiro time de São José a figurar nas competições oficiais.

A Esportiva de São José termina na mesma colocação em 1923, mas segue fazendo história no futebol paulista.

Em 1927, disputa o Campeonato do Interior da LAF (Liga dos Amadores de Futebol) jogando a Seção Sul da Zona Central do Brasil.
Em 1930 e 31 disputa o Campeonato do Interior da APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos).
Aqui, o time de 1942 que também jogou o Campeonato do Interior:

A Esportiva de São José disputou ainda os campeonatos de 1943, 44 e 1946 quando foi campeão da 1ª Zona do Campeonato do Interior (grupo com os times abaixo), perdendo o título da região para o Cruzeiro FC:

Em 1957, a Associação Esportiva São José decidiu extinguir seu departamento de futebol. Mas o clube social segue vivo!

A Associação Atlética Santana do Paraíba é o segundo time mais antigo, tendo sido fundada em 10 de outubro de 1913, poucos meses depois da AE São José.

O campo da AA Santana do Paraíba ainda está de pé, mas acabamos não o visitando desta vez, até porque atualmente o time manda seus jogos no AD Parahyba (que vamos mostrar mais abaixo):

O time disputou uma única edição oficial do futebol paulista: o Campeonato do Interior da LAF, em 1928, jogando a Seção Sul da Região Central do Brasil. Naquele ano, o time era denominado Sant’Anna FC.

Aqui, a AA Santana do Paraíba nos anos 40. Em 1942, 43 e 44 disputou o Campeonato do Interior.

Na sequência, foi fundado o Esporte Clube São José em 13 de agosto de 1933.

Até por levar o nome da cidade, o time logo ganhou o carinho dos torcedores, ainda que tenha se mantido por décadas disputando apenas as competições amadoras.
Como São José dos Campos tinha muitas formigas, o time ficou conhecido como “Formigão“.

Duas equipes da cidade, o Klaxon Clube e o Internacional FC, se fundiram para fortalecer ainda mais o São José, o que acabou aumentando a rivalidade com o outro time da cidade, a Associação Esportiva São José. Na foto abaixo, um encontro entre os dois times.

Em 1943, estreou no Campeonato do Interior, jogando até 47.
Em 1957, o time faz a estreia no futebol profissional, jogando a 3ª divisão, com o time abaixo:

Após aquela aventura, o EC São José se licenciou e só retornou ao profissionalismo em 1964, desta vez na 4ª divisão, da qual foi campeão, obtendo o acesso para a Terceira Divisão do ano seguinte.

Em 1965, o Formigão do Vale brilhou na fase inicial da Terceira Divisão, liderando a sua série:

Mas o time foi mais longe, sagrando-se Campeão da Terceira Divisão de 1965, garantindo o acesso para a segunda divisão do Campeonato Paulista. Aqui, a fase final do Campeonato:

Esse é o time de 1965:

Assim, em 1966 disputa a 2ª divisão do Campeonato Paulista.

Aqui, o time de 1967 que disputa a segunda divisão:

Foi nesse período que o clube revelou o goleiro Emerson Leão, que veio das categorias de base.

De 1970 a 76 disputou a 2ª divisão, sendo que em 1972, conquistou o título do Campeonato, classificando-se em na primeira fase, atrás do SAAD

Na segunda fase, vingou-se do time de São Caetano chegando à final contra o Garça FC:

O Formigão venceu por 3×0 em casa e empatou por 0x0 em Garça mas não subiu pra primeira, porque o acesso estava suspenso pela Federação Paulista.

Infelizmente, o time custava mais do que arrecadava e passou a se afundar em dúvidas.
O time permaneceu jogando a segunda divisão até 1976, quando para vencer as dívidas encerrou sua existência, mudando seu nome e dando origem ao atual São José EC (já já falaremos dele).

O EC São José mandava seus jogos no antigo “Estádio da Rua Antonio Saes“, que desde 1942 era oficialmente denominado Estádio Martins Pereira, que viria a ser também o nome do Estádio atual.

Tentei fazer uma sobreposição imaginando onde seria o Estádio nos dias atuais…

Não resistimos e fomos até a atual Igreja que ocupa o espaço imortalizado pelo futebol, pra imaginar como era…

Antes que crucifiquem a Igreja Universal (que trocadilho hein?), vale dizer que a área foi ocupada por um supermercado Jumbo Eletro depois do Estádio.

No site do Museu do Futebol encontrei essa foto da torcida do Esporte Clube São José no 0 X 0 contra o Fernandópolis, em 1960:

Sua capacidade era de apenas 5 mil torcedores, motivo pelo qual a cidade se organizou para a construção do novo Martins Pereira. O Museu do Futebol tem também uma foto que registra a última partida disputada no Estádio da Rua Antonio Saes: o amistoso EC São José 2X0 DERAC, de Itapetininga.

O time seguinte a ser fundado foi o Rhodosá Atlético Clube, em 13 de fevereiro de 1948.

O time foi formado por trabalhadores da Companhia Rhodosá de Rayon SA, indústria química, instalada no bairro de Santana.

O time se filiou à Federação Paulista de Futebol (FPF) e passou a disputar o Campeonato Amador pela Zona de Lorena. Aqui, o time de 1949 que disputou competições e torneios amadores e com outras indústrias.

O Rhodosá Atlético Clube se tornou bicampeão amador em 1959 e 1960, levando o time a se tornar o 1º time profissional de São José dos Campos, disputando a 4ª divisão em 1965, ainda que sem conseguir realizar uma grande campanha:

De qualquer forma, o time fez história no futebol e isso não se apaga jamais!

O Rhodosá AC teve até um time feminino!

Mandava seus jogos no Estádio Dr Roberto Moreira (nome do presidente da Rhódia na época) construído junto à fábrica, no bairro de Santana, e inaugurado em 1956.

Como o endereço em mãos fomos até lá para ver se o Estádio ainda existe, mesmo com o fechamento da indústria.
Próximo do local, encontramos esta linda e gigantesca árvore:

Olha aí a frente do Estádio:

Olhando do lado de fora, deu pra ver que o que encontraríamos não era mais um estádio de futebol…

A entrada para o antigo estádio é esse portão:

Pedimos permissão para o “caseiro” da atual área e fomos tentar encontrar algo do antigo estádio. Olhando assim, parecia apenas uma casa, mas… o que parece aquilo no andar de cima?

Subi essa escada, sabendo onde chegaria…

Aí está a arquibancada do Estádio Dr Roberto Moreira, o Campo do Rhodosá!

Presença registrada em mais uma arquibancada histórica!

Agora, olhando da arquibancada, aqui está (está ???) o gol da esquerda:

O gol da direita:

E o meio campo:

Encontrei uma imagem que mostra o campo algumas décadas atrás:

Missão cumprida, ainda que os registros não sejam muito animadores…

Dando sequência, é vez de falar do Corinthians Futebol Clube de São José dos Campos, fundado em 3 de janeiro de 1954.

Lá no Mercado Municipal já havia visto (e registrado) esse poster do time, no bar em que ouvimos aquele senhor cantar.

Inicialmente, o Corinthians FC usava um campo que ficava na Praça Duque de Caxias, 48, no bairro do Jardim Paulista.
Esse é o time de 1961, vice campeão local:

Em 1976, decide disputar a 3ª divisão, mas infelizmente acaba abandonando a competição ao fim do primeiro turno.

Falemos agora do Grêmio Olimpico Futebol Santanense, fundado em 5 de setembro de 1975. Distintivo direto do site Escudos Gino:

O clube surgiu por iniciativa de atletas da equipe juvenil do Esportivo Futebol Clube, que queriam levar o futebol adiante, fazendo surgir o Grêmio Olímpico de Futebol Santanense.
Aqui, o time de 1981:

Depois de muitos campeonatos amadores e locais, o time decidiu se profissionalizar e disputar o Campeonato Paulista da Terceira Divisão em 1986.

De 1986 a 92 disputou a 3ª divisão.

Destaque para a campanha de 1988, quando se classificou em segundo lugar na primeira fase:

Liderou a fase 2:

E só acabou desclassificado na penúltima fase.

O Grêmio Santanense mandou seus jogos no campo da ADC Parahyba, o campo que surgiu junto à Tecelagem Parahyba presente em São José de 1925 até 1995. Hoje ainda há produção de cobertores por meio de uma cooperativa de ex- funcionários. Ficou conhecida com a marca Cobertores Parahyba.

Como o Estádio ADC Parahyba, também conhecido como o “Campo da Tecelagem”, ainda está lá, fomos fazer uma visita para registrá-lo:

Diferente do estádio do Rhodosá, confira que lindo está o Campo da Tecelagem:

Então, vamos eternizar mais este lugar com nossa humilde câmera digital kkkk

Olha que charmosa a arquibancada que lembra a geral dos tradicionais estádios brasileiros:

Lä do outro lado também existe um lance de arquibancada, o que totaliza mais ou menos 5 mil lugares para a torcida.

A manutenção do local garantiu mais um momento histórico para o futebol local, ao receber jogos da Copa Libertadores de América de Futebol Feminino de 2011 a 2014.

Aqui o gol da esquerda:

Aqui, o meio campo:

Aqui, o gol da direita:

Ali ao fundo, os bancos de reserva e vestiários:

A arquibancada é única e realmente inesquecível!

Agora, é a hora de falar do time mais expressivo e tradicional da cidade: o São José Esporte Clube.

Pra isso, devemos voltar a 1976, com o antigo EC São José completamente endividado. A solução para a situação foi “encerrar” o antigo clube e realizar uma reformulação da identidade, fazendo surgir um novo São José.
O Formigão deixava de existir para em seu lugar surgir a Águia do Vale.
O preto e branco deram lugar ao azul, amarelo e branco, as tradicionais cores da cidade.

Assim, em 24 de dezembro de 1976, surge o São José EC e que logo no ano seguinte, passa a disputar a 2ª divisão (a Intermediária) e logo no primeiro ano, termina em 3º lugar:

Mesma posição do ano seguinte (1978):

E também a de 1979:

Finalmente em 1980, chegou a vez do São José EC realizar uma campanha quase perfeita e finalmente subir para a Primeira Divisão.
Essa foi a primeira fase:

Liderou também a segunda fase:

Depois vieram as semifinais contra o Aliança de São Bernardo (0x0 no ABC e 2×1 em São José), depois as finais com o Grêmio Catanduvense (ganhando como visitantes por 1×0 e 4×0 em casa) e sagrando-se assim campeão, com o meu ídolo Tonho, no gol.

Sua estreia na 1ª divisão em 1981 foi incrível! Em um campeonato maluco, chegou à fase final, após 2 turnos, em um grupo ao lado de Palmeiras, Santos e Ponte Preta, mas não se intimidou…

Assim, fez a final do turno com o São Paulo, vencendo em São José por 1×0 e perdendo por 3×2 no Morumbi, em um jogão!

Em 1982, o São José realizou uma campanha mediana, mas em 83, acabou rebaixado, e acabou se licenciando até 1985 quando voltou a disputar a segunda divisão, mas teve uma campanha fraca, assim como em 1986.
Mas, em 1987, novo bom momento: com o vice campeonato da 2ª divisão, o São José estava de volta à elite!

Assim de 1988 a 93, a Águia voou pela 1ª divisão, com campanhas interessantes, um 3º lugar em 88, um vice campeonato em 1989, com o time abaixo (olha o goleirão Rafael no time!):

Em 1990, 91e 92, novamente campanhas medianas, culminando no rebaixamento de 1993.
Assim, em 1994 o São José EC jogava mais uma série A2.
Mas, em 1996, um terceiro lugar devolvia a Águia à principal divisão do futebol paulista.

De volta à primeira divisão, o São José EC conseguiu se segurar até 1999 quando acaba rebaixado mais uma vez.
Mas dessa vez, após 4 anos na A2, a águia foi parar na A3.
Daí em diante, o time passou por muito sobe e desce, jogando a A3 em 2005 e 06, a A2, de 2007 a 2014, a A3 em 2015 e 16, a Segunda Divisão de 2017 a 2020, a A3 de 2021 a 23, quando finalmente volta à série A2.

Vale reforçar a importância e o sucesso do time feminino do São José, criada em 2001.
O time foi vice campeão Paulista de 2010. Em 2011, garantiu vaga na Copa Libertadores por ser sede do torneio, do qual sagrou-se campeã!

Em 2012, conquistou seu primeiro título da Copa do Brasil e o Campeonato Paulista.
Em 2013, o bicampeonato da Copa do Brasil e da Copa Libertadores.

Em 2014, além da Libertadores, o São José conquistou o Torneio Internacional de Clubes, derrotando o Arsenal.

Desde 2017, infelizmente, vive um período de declínio na modalidade.

Mas a cidade de São José dos Campos ainda tinha inspiração para mais times e em 1º de outubro de 1998 foi fundado o Clube Atlético Joseense.

O time nasce com foco nas categorias de base, participando dos campeonatos sub-20, 17 e 15, além da Copa São Paulo de Futebol Jr, a partir de 2001, quando também participa da Série B3 do Campeonato Paulista.
Termina em 5º lugar e consegue o acesso para a Série B2, onde ficou até 2004, quando subiu para a Série B (a quarta divisão, na prática).

Aqui, o time de 2010:

Em 2012, garantiu acesso à Série A3 do Campeonato Paulista, a ser disputada pela primeira vez em sua história no ano de 2013.
Em 2014 mudou seu nome para São José dos Campos Futebol Clube, mas a ideia não foi muito bem aceita pela população local que considerou que o time estava tentando tomar o lugar do tradicional “São José EC”.

Em 2017, decidiram voltar ao nome de origem.
Em 2018, acaba rebaixado para a Segunda Divisão, onde está até os dias de hoje.
Este é o time de 2022:

Este é o time de 2023, que segue na briga (aliás, confira o post sobre o jogo contra o XV de Jaú aqui) pelo acesso à série A3:

O último time fundado na cidade foi o Futebol Clube Primeira Camisa, fundado em 2 de março de 2007.

O time surgiu de uma iniciativa do zagueiro Roque Júnior em parceria com as categorias de base do São José.

Em 2008, o time se profissionalizou e passou a disputar a 4ª divisão, onde ficou até 2011, quando se licenciou.

Em 2007, fez uma parceria com o São José EC e os atletas do Primeira Camisa representaram a Águia do Vale na Copa São Paulo, tendo a melhor campanha de um time de São José dos Campos na Copa São Paulo, chegando nas quartas de final, quando perdeu para o Cruzeiro, em um Martins Pereira, com mais de 20 mil torcedores e com gente do lado de fora.

Ufa… É mesmo muita história!

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Jabaquara AC 1×1 CA Penapolense: Segunda Divisão 2023

Sábado, 5 de agosto de 2023.
Depois de curtir uma praia no Gonzaga, onde em 1982 (41 anos atrás !!!) Raul Seixas fez um showzaço (clique aqui e relembre!), subimos o morro da Nova Cintra até o bairro Jabaquara, também conhecido por “Caneleira” para mais uma partida pela Segunda Divisão do Campeonato Paulista.

O nome Nova Cintra foi dado por Luís de Mattos, português que viu semelhança com a “Sintra“, portuguesa.
O caminho para o Estádio Espanha é tranquilo e permite conhecer uma parte de Santos pouco divulgada, mas com seu charme, seja pela Paroquia de São João Batista, que alguns dizem ter sido construída ainda no século XIX…

Seja pela Lagoa da Saudade, que teria se formado na cratera de um vulcão e abrigado diversos jacarés…

Pelas características da natureza, é certo que antes da chegada dos portugueses, havia ocupação indígena para aproveitar a abundância de água e demais recursos.
O nome Jabaquara seria uma versão aportuguesada de Yab’a’kwara, algo como “o buraquento”, por causa do antigo riozinho cheio de buracos que por ali passava.
O bairro ficou mais conhecido por conta do famoso quilombo de mesmo nome: Jabaquara.

Até 1922, havia um elevador hidráulico, atendendo à população, quando um grave desastre veio dar fim a ele.

A ocupação portuguesa se deu ainda nos tempos de Martim Afonso de Souza, quando foi criado um núcleo agrícola no alto do morro.
O bairro se desenvolve e assim como na cidade surgem os canais.
Aliás, bem em frente ao canal da Av. Francisco Ferreira Canto está o Estádio Espanha!

E ali já teve muita história rolando… Olha essa foto linda do Jabaquara de 1966:

O Estádio Espanha foi inaugurado em 7 de setembro de 1971, e 52 anos depois, lá vamos nós pra uma partida da Segunda Divisão!

Pelo adesivo que vi em um dos carros, sabia que ia encontrar uma das figurinhas carimbadas do Jabaquara, o sr. Hilário Garcia Carvalho, também conhecido como “Jabuca“.

E olha quem estava ali na entrada, ele mesmo, o maior torcedor do Jabaquara!

Antes de entrar, fiz questão de dar uma passada pela parte social do clube, para registrar a estátua em homenagem ao maior ídolo da história do Jabaquara, Gylmar do Santos Neves. Gylmar faleceu em agosto de 2013 e jogou pelo Jabaquara entre 1945 e 1951. Aqui, a foto da inauguração, em 2015:

E aqui, a estátua no dia do jogo:

Vale recordar, que em 1924, o clube tinha sua sede no bairro do Macuco, e mandava seus jogos no Estádio Antonio Alonso:

Ingressos em mãos, vamos lá!

Bandeiras hasteadas, e tudo pronto! O Estádio está lindo!

Até camisas do time estão disponíveis para a venda por R$ 75.

Os times entram em campo pressionados pois nenhum deles venceu nas duas primeiras rodadas da terceira fase.

Assim, é com certo nervosismo que a partida começa no tradicional “Estádio Espanha” neste embate válido pela 3ª fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2023.

O Estádio Espanha tem capacidade para mais de 8 mil torcedores.

Existem arquibancadas nos 4 lados do campo, mas o público se concentra mesmo na arquibancada que fica junto à entrada do Estádio, principalmente porque nos jogos a tarde é onde fica a parte da sombra. E é aqui que ficamos!

Conforme a tarde foi caindo toda a bancada estava à sombra!

Do outro lado, mais uma grande arquibancada, que permanece vazia pelo baixo público, mas que está pronta para a volta dos dias de glória do Jabuca!

Este é o gol da direita, onde também se encontra uma arquibancada e que normalmente é disponibilizada aos visitantes.

Atrás do gol da esquerda é o espaço onde se coloca o pessoal das Organizadas do Jabaquara: a Fúria Rubro Amarela e a Torcida Jovem!

Ali está a faixa da Fúria Rubro Amarela:

Poder acompanhar um time como o Jabaquara Atlético Clube é uma verdadeira honra. Fico pensando até quando um time que representa um outro tempo e que não faz parte do grupo dos “gigantes” se manterá fazendo história…

O clube foi fundado em 15 de novembro de 1914 e conseguiu ultrapassar seu centenário mantendo ao seu redor uma legião de torcedores do bairro!

Mas a bola está rolando e é hora de dividir um pouco do clima de jogo no Estádio Espanha:

O gol impedido logo cedo aumentou a vontade de ganhar do time…

… e dos torcedores locais também!

Ainda que muitas das jogadas fossem de bolas paradas ou mesmo chutões desperdiçados ao acaso…

O CA Penapolense também levava perigo….

Mas o jogo não se limita ao campo, dê uma olhada nas arquibancadas e curta o espírito do futebol em Caneleira!

O Jabaquara aperta e faz da entrega a sua maior arma!

E de tanto apertar, em um ataque aos 35 minutos, Gabriel Patrez marcou o gol do Jabaquara para alegria de sua torcida!

Em meio às emoções, o primeiro tempo vai terminando…

Hora de curtir um pouco o Estádio e registrar a torcida que compareceu pra apoiar o Jabuca!

São poucos os times brasileiros que adotaram as cores vermelho e amarelo em seus uniformes, lembro-me apenas do Atlético Sorocaba, existiu algum outro?

De qualquer forma, é uma combinação bem chamativa nas bancadas!

O bar local teve trabalho dobrado, já que mesmo à sombra, o dia estava quente!

Bacana ver uma molecada presente na arquibancada. Quem sabe não darão sequência a essa história toda?

Aproveito o intervalo pra lembrar o início do time, ligado a um grupo de jornaleiros espanhóis que reuniam-se no bairro do Jabaquara para praticar o futebol.
Conta-se que foi um senhor negro, ex-escravizado foi quem propôs o nome e assim fez nascer o Hespanha Foot Ball Club.

O Hespanha FC estreou em competições profissionais no Campeonato Paulista de 1927, organizado pela LAF (Liga dos Amadores de Futebol), e saiu com o vice-campeonato do que equivalia à segunda divisão daquele ano.

O site “O curioso do futebol” trouxe a história dessa campanha e a foto abaixo:

Em 1929, seria o 3º colocado, depois disputaria o Campeonato da APEA de 1933 (novamente vice campeão) e 1935 (4º lugar), o da LPF de 1936 (7º lugar) e os campeonatos organizados pela Liga da LFESP de 1938 a 1940.
Em 1941, foi um dos clubes fundadores da Federação Paulista de Futebol (FPF), e em 1942, após terminar em último lugar no campeonato, mudou seu nome de Hespanha para Jabaquara por conta da 2ª Guerra Mundial.
Já nos anos seguintes, campanhas fracas, com o time terminando sempre nas últimas colocações. Nessa época, mandava suas partidas no Estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista.
Aqui, o time de 1945:

Em 1952, termina em penúltimo e é rebaixado junto do Radium de Mococa para a segunda divisão. Retorna em 1955 e permanece até 1963, quando uma goleada para o Santos por 5×3 decreta novo rebaixamento.
Nunca mais o Leão da Caneleira teve forças para retornar à elite.
Em 1960, se estabeleceu em Caneleira, com seu Estádio Espanha.
Em 1968 licencia-se do Campeonato. Em 1977, passa a disputar a “Segunda Divisão” (que equivalia ao quarto nível) até 1979.
Em 1980 e 1982 joga a segunda divisão, com passagem pela 3ª em 1981, de 83 a 93. Em 1987, chegou à fase final, perdendo o acesso pra Sanjoanense, mas em 1993 sagrou-se campeão, com grande campanha!

O time acabou entrando na nova organização do futebol paulista e passou a jogar a série B1-A (o quarto nível).
Entre altos e baixos, em 2002, novo título, dessa vez da série B3 do Campeonato Paulista. Confira matéria do Curioso do Futebol!

Bom, mas é hora de voltar para o segundo tempo porque lá vem o time do CA Penapolense, treinado por Oscar Souza, prometendo “botar fogo no jogo”.

O CA Penapolense voltou para o segundo tempo melhor arrumado e buscando o gol a todo instante!

O Jabaquara seguia tentando na bola parada…

Olha aí o estádio…


Um céu azul lindo, a natureza ao fundo…. e o Jabuca lutando para seguir existindo e quem sabe até voltar à Terceira Divisão

O jogo entrava no tudo ou nada e o CA Penapolense se lançava ao ataque loucamente, abrindo espaços para o contra ataque. O time do Jabaquara perdeu a chance de matar o jogo dessa forma…

Esqueça as dores na canela, o jogo vale a vida para o Jabaquara!

Já nos acréscimos (o juiz deu 7 minutos) o CAP chegou ao empate para a alegria do narrador de Penápolis que foi o único a segurar o grito de gol por longos segundos…

Um triste golpe para a fiel torcida do time local…

Fim de jogo, o empate mantém um fio de esperança para ambas as equipes, mas de verdade, foi um placar ruim para os dois times.
Veja como ficou a tabela de classificação do grupo (peguei lá do Futebol Interior):

E se alguém achou injusto o resultado, a revanche já tem data: no próximo sábado as duas equipes se enfrentam novamente no. “returno” desta fase, mas dessa vez no Estádio Tenente Carriço, em Penápolis.

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Copa Paulista 2023: São José EC 2×0 EC Santo André

29, de julho de 2023.
Sabadão a noite. O rolê pra hoje não tem taaaanto glamour, já que a Copa Paulista não é a competição mais apreciada pelos torcedores, mas em campo, temos um encontro que há tempos não se via.

Assim, repetindo o que torcedores do Ramalhão já faziam nos anos 70, pegamos a Dutra e fomos até o belíssimo Estádio Martins Pereira para acompanhar a partida frente o São José, que vem em uma retomada dentro do cenário futebolístico.

Antes do jogo, fomos dar um rolê pela cidade e foi bacana ver a loja do São José, lá no centro da cidade:

A loja faz a diferença na “materialização” do time em pleno centro da cidade.

Uma série de cartazes espalhados pela cidade ajudam a divulgar os jogos do São José na Copa Paulista:

Refletindo o bom momento do time, a torcida local compareceu e fez uma bela festa!

Uma pena que ali do local destinado aos Visitantes, não deu pra fazer uma foto frontal.

Massacrado por uma incrível sequência de maus resultados, o Ramalhão tenta se reerguer juntando ao time de “pratas da casa” alguns nomes que chegaram para a Série D, da qual foi eliminado há uma semana. E começou o jogo indo pra cima do São José EC:

Será que bem aqui em São José dos Campos o Ramalhão iniciaria uma incrível reviravolta chegando ao título da Copa Paulista, conquistando também a Copa do Brasil 2024 e voltando à Libertadores em 2025?
Olha aí outro ataque do Santo André que nos deixava esperançosos:

O São José EC respondia nos contra ataques e em bolas paradas:

Falta para o Santo André e um desvio quase “mata” o bom goleiro Ariel. Aliás, o seu reserva é o nosso amigo Luis Augusto! Seguimos na torcida pra que ele tenha uma carreira vitoriosa!

O jogo era mesmo de rivalidade! Teve cordão de policiamento separando e tudo!

O primeiro tempo virou 0x0. Mas com a chegada da Fúria Andreense, as emoções se concentraram mais na arquibancada do que no próprio campo.

Fico contente de ver a nossa turma sempre presente mesmo em um momento tão difícil do time.

É óbvio que ninguém gosta de perder, e participar diretamente do pior momento do time nos últimos anos, mas estar na arquibancada com os amigos é sempre um prazer!

Nossos sonhos de vitórias foram interrompidos aos 28 minutos do 2º tempo, quando Matheus Serafim colocou os donos da casa na frente do placar! A torcida local foi à loucura!

O que fazer do nosso lado, se não responder cantando e apoiando ainda mais…

Loucura? Inocência? Não há porque seguir apoiando?
Fala isso pra Fúria, então, que canta a plenos pulmões mesmo nos piores momentos….

Mas, somos realistas. Sabíamos dos limites deste time e principalmente deste ano, com um time montado sem grandes esforços comerciais, e aos 36’ do 2º tempo, Nicholas fez 2×0 e matou o jogo…

É um momento de extrema satisfação para a torcida do São José que tem acompanhado esse novo momento do time, de volta à série A2, após chegar à Segunda Divisão, o quarto nível do futebol paulista e agora luta para conquistar uma vaga na série D do Brasileiro de 2024…

A nós? Resta a resiliência em aguardar um 2024 melhor (já que nossa principal dívida termina de ser paga em outubro-2023) e a disposição de tentar levar a frente ideias de como a diretoria pode melhorar a gestão do time…

Após o jogo, ainda pudemos celebrar o aniversário do amigo e também torcedor do Ramalhão, Furlan! Feliz aniversário, meu amigo e que os próximos jogos sejam melhores presentes kkkk

Por fim, a síntese de curtir o futebol se resume a isso: diferentes times, rivais sempre, mas inimigos nunca. Abraços aos amigos Lucas, que acabei encontrando no estádio e também na pizzaria em que fomos comemorar, e ao Castanhare, que não deu pra trombar no rolê!

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3ª Fase da Segunda Divisão do Campeonato Paulista 2023: CA Joseense x EC XV de Jaú

30 de julho de 2023.
Em uma manhã de domingo de inverno, com tempo encoberto, mas com momentos de sol que permitia nos aquecer, estivemos no Estádio Martins Pereira, para acompanhar a partida válida pelo Primeiro Turno da 3ª fase da Segunda Divisão do Campeonato Paulista.

A placa logo na entrada reforça a história do local em que estamos pisando. Seja bem vindo ao Estádio Martins Pereira!

Esta será nossa primeira partida acompanhando o Clube Atlético Joseense como mandante no Estádio Martins Pereira!

O time foi fundado em 1º de outubro de 1998, e já teve participações nas extintas Séries B3, B2, na atual Segunda Divisão do Campeonato Paulista, chegando também à A3, além de jogar a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2001 a 2004.
Essa é sua camisa:

Em 2014 em uma tentativa de se aproximar da população, mudou de nome para São José dos Campos Futebol Clube, mas a repercussão foi desastrosa, uma vez que tratava-se praticamente do mesmo nome do tradicional São José EC

Assim, em 2017 o time voltou a se chamar Joseense, mas o estrago já estava feito: ao invés de ser adotado como segundo time da cidade, passou a ser tratado pelos torcedores locais como “genérico“.

Talvez por isso, a presença da torcida local não seja muito representativa mesmo num jogo importante como o de hoje…

Além disso, o Joseense acabou assumindo um perfil mais moderno, focado na formação de atletas, tendo mais cara de empresa e menos de “time”.

Mas, aí está a turma que tem acompanhado o Joseense nesta edição do Paulista da Segunda Divisão.

Como o time é conhecido por muitas parcerias, os camarotes acabam mais cheios que a própria arquibancada local.

Do outro lado, o XV de Jaú promete ser um visitante indesejável já que tem lutado há anos para sair da Segunda Divisão e voltar a atuar nas divisões acima.

Sua torcida sabe que representa um time bastante tradicional e se fez presente apoiando o XV de Jaú!

Pude ver diversas faixas em apoio ao Galo da Comarca, além da presença da Galunáticos, sua principal torcida organizada!

Vale citar que a gente trombou o pessoal do XV de Jaú por termos nos hospedado no mesmo hotel que eles…

O jogo segue a tradição da Segunda Divisão: muita correria e marcação, mas ambas as equipes mostram qualidade acima das que temos acompanhado nessa divisão.

Sendo o mandante, o CA Joseense começou melhor, com segurança na sua defesa…

…e com seguidas descidas principalmente pela esquerda.

Olha aí mais um escanteio para o time local, apertando os visitantes em busca do primeiro gol:

Mas os joseenses não contavam com a ousadia do treinador Marcos Campagnollo, o mesmo que conquistou o acesso à A3, pelo Grêmio Prudente, em 2022.

Sem medo de mudar o que não parecia estar certo, Campagnollo realizou duas mudanças com 20 minutos do primeiro tempo.

A torcida local até pegou no pé de Campagnollo e dos jogadores que foram substituídos, mas o XV de Jaú mudou de postura com as alterações.

Tanto que aos 39 minutos, veja o que aconteceu…

Gol do XV de Jaú…

Era tudo o que a torcida visitante queria!

A torcida local até tentou animar uma reação logo após o revés…

Mas o primeiro tempo terminou com os visitantes à frente do placar.

Na volta para o segundo tempo, fiz um rolê pelo estádio pra poder fazer umas fotos de outros lugares e registrar a grandeza do Estádio Martins Pereira.

A atual capacidade do Estádio Martins Pereira é de 16 mil torcedores, também, o campo possui arquibancadas em todo seu entorno. Registrei o Estádio, primeiro da arquibancada local. Aqui, o meio campo:

O gol da direita (onde fica o portão de acesso principal):

E o gol da esquerda, onde fica o portão de acesso dos visitantes.

Agora, registrando do lado oposto, aqui, a arquibancada central, onde ficam os camarotes:

O gol da direita:

E o gol da esquerda, onde está o portão de acesso principal:

Aqui, a parte que fica logo na entrada do estádio, atrás do gol:

Nossa última visita ao Estádio foi em 2010 (veja aqui como foi) e muita coisa mudou desde então. Vale comparar as imagens, começando com a de 13 anos atrás:

E a de hoje:

Em 2013, o Estádio ganhou nova fachada, além de novos vestiários (aquele prédio lá no fundo, na foto acima). Até o gramado foi reformado, atendendo as recomendações da FIFA. Hoje, vemos um estádio completamente pronto para receber jogos até mesmo da série A1.

Bom, mas o segundo tempo começou e ambas as equipes sabem da importância de se pontuar nessa primeira rodada e por isso o jogo volta com tudo!

No começo do segundo tempo, fui surpreendido por esse sobrevôo em cima do estádio…

O jogo no segundo tempo acabou ganhando em emoção porque o Joseense passou a adiantar seu time e tentar retomar o domínio do jogo. Mas mais uma vez, Campagnollo mexeu em dose dupla e, embora não tenha conseguido fechar o jogo com o segundo gol, criou mais chances que o próprio time local.

O juiz, nada menos que Vinícius Furlan deu 7 minutos de acréscimos, mas mesmo tentando com todas as suas forças, o Joseense não obteve o empate… Muito disso por conta do bom goleiro Romário!

O XV de Jaú perdeu várias chances já no finzinho da partida…

Mas não era preciso mais nada para os visitantes… A partida se encerrou com a vitória do XV de Jaú por 1×0.

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EC Santo André 1×1 EC Democrata (GV): o fim da série D para o Ramalhão

23 de julho de 2023.
É dia de tudo ou nada para o EC Santo André.
Estando na zona de classificação, um ponto à frente do 5º colocado (o Vitória FC do Espírito Santo) bastava vencer o jogo em casa para passar ao mata mata.

Assim, mesmo com muitas críticas ao time atual, parte da torcida, encabeçada pela Fúria Andreense decidiu fazer uma recepção para o time, o que levou algumas dezenas de torcedores ao estádio 3 horas antes da partida.

Isso significa que muitos nem almoçaram pra estar aí embaixo de um sol escaldante em pleno inverno para demonstrar seu apoio a um time que infelizmente não deslanchou.

Rojões, fumaças, bandeiras… É o amor por um time, por uma cidade materializado em cores e sons…

Não faltou carinho nem dedicação por aqueles que realmente amam o time e sabem da importância da classificação para uma fase decisiva! Aliás, a torcida acompanhou o time em TODAS as partidas, dentro ou fora de casa…

Até porque todo mundo ali vivia uma certa ilusão criada em cada mente, em cada coração, onde sairíamos dali para o mata-mata, provavelmente nos obrigando a viajar até o Distrito Federal para acompanhar a sequência do campeonato…

O time demorou pra chegar… Já era mais de 13h30 quando finalmente o ônibus apontou para a festa da torcida local:

Mesmo com o time já dentro do estádio, ainda demorou pra torcida desistir de gritar reforçando aquilo que nunca faltou: apoio incondicional.

Torcer não é lógico. Muitos reclamaram do time. Do treinador. Da diretoria. Muitos reclamaram dos péssimos resultados mesmo quando viajamos centenas de kms para acompanhar o time…
Mas estávamos todos ali para apoiar, para nos permitir sonhar…

Times em campo, é hora da decisão para o EC Santo André!!!

O jogo começou com forte pressão do time local frente o Democrata, que soube sofrer e se segurar…

A faixa ainda mostrava o sentimento da torcida local: EU ACREDITO!

O primeiro contra ataque já causou susto na torcida local: gol dos visitantes anulado pela arbitragem….

A tensão domina a bancada ramalhina…

Vale ressaltar a fibra que manteve o pessoal da Fúria Andreense, desde as 12hs gritando sem parar….

A Esquadrão, embora não tenha comparecido à recepção do time, também apoiou durante o jogo.

Olha aí a dupla: Valter & Gó!

Aos 28 do segundo tempo: festa na bancada local. Guilherme Liberato faz 1×0 pro Ramalhão.
Mas aos 37, em uma jogada azarada, Matheus Néris levou o segundo amarelo e acabou expulso.
Pra piorar… Na sequência da falta, o Democrata empata e decreta a eliminação do Santo André…

Fim de jogo… As bancadas e corações estão vazios…

Fecham-se as portas e termina o campeonato brasileiro para o Ramalhão…
Não há palavras pra explicar o sentimento dos cerca de mil torcedores que acompanharam atônitos o fim da partida.
É muito difícil explicar a dor pra quem não vive o dia a dia de um time como o Santo André…
Ficam os bons sentimentos ao lado dos amigos de bancada, misturados ao amargor da eliminação…

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EC Santo André 1×1 AD São Caetano

Quarta feira, 19 de julho de 2023.
O tempo não para, até parece acelerado, e quando menos percebemos o futebol nos traz mais uma daquelas oportunidades de vivenciar momentos históricos: um dérbi, o mais tradicional do Grande ABC, válido pela Copa Paulista 2023!

Hora de levar as emoções a flor da pele, independente da fase, da competição ou mesmo do – esdrúxulo – horário. É um clássico e ambos os lados querem vencer de qualquer jeito!

A presença da torcida visitante faz a rivalidade aumentar ainda mais!

Uma pena que o futebol atual e todas as características e circunstâncias que o envolvem tenham diminuído o interesse e a presença do público em um embate tão sensacional como esse!

Mas a agitação está no ar!

Nossa turma de sempre, presente mais uma vez!

Sinta um pouco do jogo:

Em campo, um primeiro tempo corrido e muito disputado. Os jogadores, mesmo muito jovens, entenderam a importância deste jogo específico.

E as torcidas seguem tentando dominar as bancadas com seus cantos:

É sempre bom poder ver a presença de quem acompanha o clássico há tanto tempo… Desde os tempos de Santo André x SAAD…

Mas pra quem acha que a torcida não tem se renovado, ouve aí…

O EC Santo André abriu o placar para a alegria da torcida local! Aos 16 minutos do segundo tempo, gol de Alexiel, nosso atacante vindo da base.

Festa na nossa bancada!

Em campo, toda atenção era pouca…

Mas aos 23 minutos, o São Caetano chegou ao empate com um voleio de Matheus, após cobrança de escanteio… Festa para os visitantes!

O time do Santo André tentou, mas não teve forças para desempatar o jogo.

Acompanhe os últimos momentos da partida…

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201- Camisa do CA Juventus

A 201ª camisa de futebol do nosso blog vêm de um time que já acompanhamos por várias vezes: o Clube Atlético Juventus.

Por favor, nunca cometa o erro de chamar “o” Juventus de “a” Juventus. “O” é da Mooca e “a” é de Turim.

O CA Juventus foi fundado em 20 de abril de 1924 por imigrantes italianos que trabalhavam na Cotonifício Rodolfo Crespi, uma fábrica de tecidos que viveu intensamente a greve geral de 1917, muito graças à Liga Operária da Mooca que difundiu a ideia da paralisação, concretizando o movimento.

Até pouco tempo, o prédio abrigava um supermercado Extra, mas a rede acabou fechando suas portas no Brasil e agora é um mercado Assaí.

O time nasceu sob o nome de Cotonifício Rodolfo Crespi Futebol Clube com jogadores dos times Extra São Paulo FC e Cavalheiro Crespi FC formados na mesma fábrica.
Distintivos vindos direto do site Escudos Gino:

O CR Crespi FC disputou as divisões intermediárias da APEA e em 1929, conquistou o campeonato da Primeira Divisão, equivalente ao segundo nível do campeonato. A matéria abaixo foi encontrada pelo Hamílton do site Manto Juventino.

Em 19 de fevereiro de 1930, o time adota uma sugestão do Conde Crespi e passa a se chamar “Clube Atlético Juventus“.

Teve uma estreia interessante na Divisão Principal da APEA em 1930, terminando na 10ª colocação, ganhando seu apelido (Moleque Travesso) ao vencer o Corinthians fora de casa por 2×1.

Destaque também para o Campeonato da APEA de 1932, onde conquistou a 3ª colocação.

Em 1933, o Juventus se licencia da APEA e passa a disputar o campeonato da Federação Paulista de Futebol com o nome de Clube Atlético Fiorentino, .

E não é que o time acaba campeão paulista pela Federação Paulista de Futebol em 1934?

O CA Fiorentino ainda bateu a Ferroviária de Pindamonhangaba, campeã amadora do interior, e se tornou campeão amador unificado da FPF.

O time volta a jogar como Juventus e nos anos 40, destaque para o campeonato de 1943, quando terminou em quarto lugar.

Em 1949, Crespi afastou-se da diretoria do Juventus, colocando fim a duas décadas da sua família no comando do clube.

Em 1953, o clube conquistou o Torneio Interestadual Jânio Quadros, competição que também reuniu Bonsucesso, Portuguesa Santista e Ypiranga e ainda realizou uma excursão à Europa jogando na, então, Iugoslávia, Espanha, Suiça, Itália, Suécia, Alemanha, entre outros.

Em 1954, o clube foi rebaixado pela primeira vez, mas uma manobra da FPF, fez o clube ser promovido através de convite da federação à divisão principal em 1956.

Em 1963, terminou na quinta colocação.

Em 1982, fez um ótimo campeonato paulista, terminando a 1ª fase em 4º lugar.

No segundo turno, o Juventus termina em 7º:

A campanha no Paulista garantiu uma vaga na elite do Campeonato Brasileiro de 1983, da qual acabou eliminado ainda na primeira fase.
Mas o regulamento daquele ano levou o time às oitavas de final da Taça de Prata.
Assim, o Juventus eliminou Itumbiara, Galícia e Joinville, chegando à final contra o CSA, perdendo por 3×1, em Alagoas, ganhando de 3×0 na Fazendinha (campo do Corinthians) e 1×0 no jogo desempate também no estádio corintiano.
O Juventus era campeão brasileiro da segunda divisão!

Em 1986, nova campanha de destaque no Campeonato Paulista: 5ª colocação!

Nos anos seguintes, o Juventus teve campanhas fracas, até que em 1993 acabou rebaixado para a Série A2.
A volta para a série A1 se deu no ano seguinte, sendo vice campeão da A2-1994.

De volta à série A1, foram mais três campanhas fracas, mas em 1997 conquistou o vice-campeonato da Série C, subindo para à Série B de 1998. Infelizmente em 98 foi rebaixado na série B do Brasileiro e no Paulista da série A1.

O time voltaria ao Paulistão em 2002, graças a uma mudança na disputa (os grandes disputaram o Rio-SP e abriram novas vagas para o campeonato) e terminou em 4º lugar.
Em 2004, o clube foi novamente rebaixado para a Série A2.
Em 2005, a torcida grená teve um motivo para festejar, após o clube se sagrar campeão da Série A2 na final contra o Noroeste, retornando à elite do futebol paulista.

Em 2007, o time daria um título incrível à sua torcida: campeão da Copa Paulista. Relembre com a incrível Rede Vida como foi:

Em 2008, o time volta à série A2 e em 2009…. o pior momento do time: a queda para a série A3
Teve que disputar as edições de 2010 a 2012 para voltar à A2.

Desde então, o time vem passando por altos e baixos: voltou pra A3 ao terminar a A2 de 2013 em último lugar. A volta à A2 se deu apenas no Campeonato de 2016, onde se mantém até 2023.

Antes de terminar, vale relembrar a história do seu incrível estádio: o campo da Rua Javari, ou oficialmente o Estádio Conde Rodolfo Crespi.

Sua inauguração ocorreu em 10 de novembro de 1929 com um amistoso contra a Roma, vencida por 2×1 pelos italianos.

Em 1941, um amistoso contra o Corinthians levou nada menos que 15 mil torcedores à Javari!! (vitória dos visitantes por 3×1.

Já estivemos lá por várias vezes acompanhando o Juventus, relembre o que você preferir, seja em 2009, contra a Portuguesa Santista pela Copa Paulista, em 2010, no duelo futebol tradicional x moderno (Juventus x RedBull), ou na incrível goleada contra o Palmeiras B, ou quem sabe em 2015 no clássico JuveNal?

Última, mas importante citação, é em relação às duas torcidas do time: a Ju Jovem, fundada em 1981, e que tinha como representante, o inesquecível Sérgio Mangiullo (foto do museu do futebol), que faleceu em 2013 (10 anos já…).

A outra torcida do Juventus é a Setor 2, uma Barra que há anos vem fazendo a festa atrás do gol da rua Javari, cola lá pra conferir!

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O futebol e os estádios em Lavras-MG

Se todo carnaval tem seu fim, por que com corpus christi não o teria?
Bem vindo ao último post sobre o rolê de junho de 2023 em MG.
O feriado começou com um jogão pela série D: Athletic Clube 4×2 Santo André que nos permitiu conhecer e registrar o Estádio Joaquim Portugal:

Graças ao feriado, depois do jogo, pudemos visitar uma série de lugares lindos, e estádios basta clicar para saber mais:
Guarany e do Marianense (ambos de Mariana),
Aymorés FC (Tiradentes),
AC Três Corações / CA Tricordiano (ambos de Três Corações),
Bangu EC (Congonhas),
América RF, Social FC, do Figuerense EC e Minas FC (São João del Rei),
Betis FC, registrado na foto abaixo (Ouro Branco).

Para que nossa viagem de volta não ficasse tão longa, decidimos dormir em Lavras, ainda em Minas Gerais, mas bem perto da conhecida estrada Fernão Dias.
Assim pudemos conhecer um pouco sobre o riquíssimo futebol da cidade, ilustrado neste post pelos 5 principais times de Lavras!

Segundo o mapa “Native Land“, o território ocupado atualmente pela cidade encontrava-se já entre as terras dos Puris (na ilustração abaixo) a nordeste e a dos Guaranis a sudoeste, na época da chegada dos portugueses, os Cataguás (povo não tupi e do qual não se tem nenhuma ilustração sequer) estavam por ali e impuseram muita resistência aos invasores. O bandeirante Lourenço Castanho Taques é apontado como responsável pelo genocídio dos Cataguás.

O local passou a ser chamado de Colina do Pouso do Funil, por conta de uma cachoeira que parecia um funil e por acreditarem que ali existia ouro, logo chegou uma primeira leva de moradores ao arraial, que em 1813 foi elevado à categoria de freguesia.
Chega à condição de vila, em 1831, e à cidade, em 1868, quando se altera seu nome de “Lavras do Funil” para “Lavras”.
Segundo o Censo do IBGE de 2022, 104.761 pessoas vivem na bela e preservada cidade de Lavras!
Recomendo o livro digital História de Lavras do pesquisador, professor e historiador Geovani Németh Torres.

A história do futebol na cidade se origina com o Lavras Sport Club, fundado em 13 de agosto de 1913.

O futebol reflete o novo momento na cidade, onde a energia elétrica substituía os antigos lampiões, surgiam os primeiros telefones e a ferrovia funcionava como a Internet, trazendo as novidades até a estação de Lavras Oeste, aberta em 1895, como parada da Estrada de Ferro Oeste de Minas.
A foto abaixo, de 1930 é do incrível site Estações Ferroviárias

O Lavras Sport Club foi criado pelos alunos do Instituto Presbiteriano Gammon, instituição responsável pela chegada da primeira bola à cidade.

Logo surge um rival: o Hymalaia SC, também formado por alunos do Gammon e o derbi entre eles fazia barulho na cidade!
Na década de 20, o “Moreno Esporte Clube” incluiu os negros no futebol local.
Mas é o Lavras Sport Club que passa a se destacar e disputar amistosos e torneios contra times da região como o Athletic Club de São João del Rei.
O Lavras SC manteve-se todo o tempo como amador, e em 5 de setembro de 1937, funde-se com a Associação Olímpica de Lavras, criada em 20 de julho daquele ano.

A Associação Olímpica herda do Lavras SC, o Estádio Ruy Moraes de Lemos, construído em 1916, com recursos antes destinados ao Tiro de Guerra, mas que com o fim da 1ª Guerra, ganharam melhor uso.

Aqui, uma foto antiga que mostra a identificação do Estádio Ruy Moraes de Lemos.

E lá fomos nós conhecer o campo da Associação Olímpica!

O Estádio tem muita história e foi a casa de alguns amistosos inesquecíveis, como o do dia 8 de maio de 1949, em 1×1 contra a seleção da Colômbia, ou contra o Flamengo em 1958.

Mas a Associação Olímpia de Lavras também usou o Estádio Ruy Moraes de Lemos no futebol profissional, onde estreou em 1968, na 2ª Divisão do Campeonato Mineiro (fonte da tabela: RSSSF Brasil):

Na final da região, acabou desclassificada:

Alguns registros do time sem a data especificada:

Não encontrei outras participações em campeonatos oficiais, mas essa foto registra a inauguração dos refletores do estádio em 1972:

Depois do hiato, em 1984 a Associação Olímpica volta a disputar o Módulo II do Campeonato Mineiro (fonte da tabela: site da RSSSF Brasil),

Em 1985 termina na 6ª colocação:

Em 1986, passa da primeira fase, mas não se classifica para as finais:

Em 1987 vai disputar a repescagem mas, novamente, acaba fora das finais.

Em1988 é rebaixada para a terceira divisão:

Em 1989, joga a terceirona e chega à fase final:

Uma vitória a mais teria levado o time de volta ao módulo II…

Não disputa a competição em 1990, e em 1991, não descobri o motivo, volta ao Módulo II para uma última participação nos campeonatos oficiais da Federação Mineira:

E desde então, até onde pesquisei, a Associação Olímpica de Lavras não disputou mais o profissionalismo, mas segue jogando no lindo Estádio Ruy Moraes de Lemos!

Dê mais uma olhada e sinta o clima do Estádio:

Aqui, uma vista do meio campo:

O gol da direita:

O gol da esquerda:

Enquanto estivemos no estádio, rolava uma pelada entre a galera local:

Atrás do gol da esquerda existe mais um pequeno lance de arquibancada:

Esse lance praticamente se encontra com o lance lateral de onde estou fazendo estas imagens:

Lá do outro lado, o quase centenário distintivo da Associação Olímpica de Lavras!

Lá no Estádio haviam camisas sendo vendidas:

Existe ainda um clube social com piscinas e outros equipamentos ali ao lado do campo.
Agradeço ao pessoal que nos recebeu lá Estádio e torço para que a história da Associação Olímpica de Lavras tenha muito futuro!

Mas, entre o Lavras SC e o surgimento da Associação Olímpica de Lavras, houve um outro time, fundado em 2 de setembro de 1932 e que também ousou alçar vôos no futebol profissional: o Fabril Esporte Clube!

O Fabril Esporte Clube teve origem ligada à Cia Fabril Mineira, fundada por Juventino Dias, que no futuro daria nome ao Estádio do time.

O time nasceu com uma grande vantagem: a Companhia Fabril Mineira construiu o Estádio Coronel Juventino Dias para receber seus jogos!
E lá fomos nós registrar o lugar onde o Fabril EC mandou seus jogos.

Olha aí as bilheterias do Estádio:

Com o fim da Cia Fabril, o Estádio acabou indo para as mãos da Prefeitura, tornando-se o Estádio Municipal de Lavras, servindo não só ao Fabril EC, mas para novos times como o Lavras FC e também ao futebol amador da cidade.

E agora é hora de conhecer a parte interna deste Estádio!

Aos 16 anos, Pelé chegou a jogar pelo Santos FC contra o Fabril Esporte Clube, em 1957, neste estádio:

E hoje ele segue aberto à população e ao futebol amador local!

A capacidade atual do Estádio Municipal Coronel Juventino Dias é de cerca de 5 mil torcedores:

Aqui o meio campo, onde pode-se ver ao fundo, uma linda arquibancada cinza.

Aqui, o gol da direita:

E o gol da esquerda:

E pra nós… só alegria em estar em mais um estádio com tanta história.

Depois de um início marcado por partidas amistosas, o Fabril EC passa a disputar taças e competições regionais, principalmente a partir da década de 1940, quando se cria a Liga Esportiva de Desporto de Lavras (LEDL).

Em 1953, é criada a Liga Esportiva de Lavras (LEL), reunindo às equipes da cidade outros times da região. Esse foi o time daquele ano:

A partir dos anos 60, o time passa a disputar o Campeonato Mineiro Profissional, estreando em 1968, na divisão de acesso, o segundo nível do futebol mineiro.

Olha como ficava cheio o campo em dias de derbi entre o Fabril EC e a Associação Olímpica de Lavras.

Novamente disputou a divisão de acesso em 1969, mas depois passou mais de 10 anos licenciado.

Aqui, o time de 1975 que não disputou o profissionalismo mas manteve o futebol em atividade em competições amadoras:

O Fabril EC volta à ativa em 1981, classificando-se em 2º lugar para a fase final do campeonato:

O time termina em 5º lugar no campeonato.

Na edição de 1982 do Módulo II, o time vai ainda melhor, classificando-se para a fase final, onde terminou em 3º lugar, a um ponto do acesso para a festa da sua apaixonada torcida!

Não descobri o motivo, mas o time não disputa a edição de 1983, voltando em 1984 para uma campanha em 3 fases. Aqui, a primeira:

A segunda fase:

E o quadrangular final:

Com os resultados, o time sagrou-se campeão do Módulo II, o segundo nível do futebol mineiro de 1984:

E assim, o time faz sua estreia na primeira divisão de 1985, terminando em 11º lugar.

Em 1986, um baita campeonato!
Os vencedores dos turnos mais os dois melhores classificados no geral disputariam o Quadrangular Final, mas o Atlético MG venceu os dois turnos e sagrou-se campeão. O Fabril EC terminou na 5ª colocação!

O Fabril EC disputou a primeira divisão até 1991, quando acabou rebaixado. Mas vale destacar a incrível campanha de 1988, quando terminou em 3º lugar, sendo ainda Campeão do interior.

Em 1988 disputou também a série C do Campeonato Brasileiro e logo de cara, caiu no grupo do Campeão: o União São João de Araras, acabando eliminado na 1ª fase:

Olha a partida contra o União:

Depois do rebaixamento, o Fabril EC disputou o Módulo II em 1991 e 92, licenciando-se em 1993.
Em 1994 retorna, mas agora disputa o terceiro nível do futebol mineiro. Novamente abandona as competições retornando em 97, quando faz uma boa campanha e volta ao Módulo II, disputando os campeonatos de 98 até 2001, quando volta para a Terceira Divisão.
Veja a tabela final de 1997, quando sagrou-se vice-campeão:

Disputa seus últimos campeonatos entre 2002 e 2009, quando é registrada sua última participação no terceiro nível do futebol mineiro, terminando em último lugar…

Atualmente, o Estádio Coronel Juventino Dias foi interditado para jogos oficiais, e por isso o time tem batalhado para construir um novo estádio e assim retornar às disputas profissionais:

O quarto time que chamou nossa atenção nesta visita à Lavras foi a Associação Atlética Ferroviária de Lavras, fundada em 1º de maio de 1944.

A ideia era criar um clube capaz de reunir os ferroviários e suas famílias e naturalmente, mais uma vez futebol e trilhos se interligaram:

Sua sede foi inaugurada em 24 de fevereiro de 1957.

Em 2010, as meninas do clube fizeram história ao disputar o Campeonato Mineiro Feminino e por isso fomos lá conhecer e registrar seu Estádio.

Aqui, o meio campo, onde pode se ver dois lances de arquibancada:

O gol da esquerda, com os toboáguas ao fundo:

O gol da direita:

Não lembro de ter visto arquibancadas construídas literalmente em cima dos vestiários como estas:

Há também um pequeno anel de lugares na lateral do campo:

Antes de irmos embora, vale o registro do mais novo clube da cidade, o Lavras Futebol Clube, fundado em 20 de janeiro de 2009.

O time se filiou-se à Federação Mineira de Futebol em seu ano de estreia e disputou a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro (3º nível), terminando em 5º lugar, mas nunca mais disputou nenhuma competição oficial.

O Lavras FC manda seus jogos no estádio Ruy Moraes de Lemos, da Associação Olímpica de Lavras e também no Estádio Municipal.

E é torcendo para que a cidade volta ao profissionalismo que nos despedimos desse rolê por Minas Gerais!

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Santo André 2×0 Nova Iguaçu (série D – 2023)

Sábado, 8 de julho de 2023.
O EC Santo André encontra-se extremamente pressionado após uma série de partidas sem vitória pela série D e pela copa Paulista.
Hoje, o time precisava vencer de qualquer maneira.
E venceu!

Teve até fila pra entrar… Mas foi só coincidência da galera chegar ao mesmo tempo, infelizmente o público não chegou a mil torcedores.

Pegue o seu ingresso e não tente entender o que motiva nossa torcida a seguir acreditando…

Times em campo. O Nova Iguaçu mostra porque é conhecido como a Laranja Mecânica: seu lindo uniforme!

Começa o jogo e a torcida do Ramalhão só pode apoiar e aguardar.

Bola rolando! Infelizmente a torcida visitante não compareceu, o que faz o jogo perder em brilho. Futebol sem torcida é menos legal…

O time do Santo André, diferente dos jogos anteriores, se coloca mais a frente e arrisca chutes de fora da área, um ponto bastante cobrado pelos torcedores em geral.

Dê um alô pro pessoal da TUDA!

Olha o bandeirão da Fúria subindo!!

E vem aí a nova geração de torcedores apaixonados pelo Ramalhão!

O jogo segue com maior domínio do Ramalhão, sem sofrer pressão do adversário como ocorreu nos jogos anteriores.

Aos 37 do primeiro tempo o atacante Alexiel abriu o placar para a festa dos donos da casa: EC Santo André 1×0!

Intervalo de jogo é hora de assistir o jogo lá do outro lado, próximo do pessoal da Esquadrão Andreense.

Aos 15 do segundo tempo, Rodrigo Carioca fechou o placar: EC Santo André 2×0!

Confira os gols:

Daí foi só deixar o tempo passar, segurando-se nos contra ataques. O Santo André não só voltou a vencer como aproximou-se ainda mais da sua vaga para o mata-mata da próxima fase.

Vale a pena curtir um “pós jogo” com os jogadores estando ali próximos da torcida!

E a foto já no vestiário:

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