Domingo 22 de maio de 2022. O futebol amador da cidade está em festa. Enquanto aguardamos a final do Campeonato Municipal (confira aqui, como foram as semifinais!), que ocorre no próximo domingo 29/5, tivemos a oportunidade de acompanhar a final da 7ª Copa Cidade dos Meninos, entre o EC Mutirão e a AA São Paulo, o “SãoPaulinho de Santo André”.
Aí o time do EC Mutirão frente à sua barulhenta torcida!
Mas o jogo era na casa da AA São Paulo. E sua torcida também se fez presente!
Em campo, um jogo bastante aguerrido, difícil apostar em quem seria o campeão.
Mas, ainda no primeiro tempo essa resposta ficou fácil, com o gol muito comemorado pela torcida visitante!
Estamos em um lugar histórico e muito importante para o futebol de Santo André. O local possuía 3 campos: este (da AA São Paulo), do Nacional (que fica ali em cima da arquibancada) e do Barcelona (que acabou desativado). E uma das edições da Copa São Paulo de Futebol Junior teve partidas acontecendo aí!
Quem vê o atual terrão, tão tradicional na várzea, não imagina que no passado o campo foi gramado e por isso, bastante utilizado.
Vamos acompanhar um pouco do jogo:
Quem nos acompanha em mais um rolê pelo futebol amador é o Gó
Olha aí o EC Mutirão chegando em mais um ataque!
E a pressão dá resultado! O EC Mutirão chega ao segundo gol!
A torcida local dá uma desanimada, mesmo estando em casa…
Olha a bandeira da AA São Paulo em meio à arquibancada!
Olha a visão pra quem está do outro lado (era ali nesse lado que ficava o campo do Barcelona):
A várzea em Santo André segue viva e presente na vida de muitas pessoas!
Aliás, a festa não para na torcida do Mutirão!!
Vale reforçar a proximidade entre as torcidas do Mutirão e da Fúria Andreense!
E a festa do título veio com direito à tirantes e tudo!
Num sabadão em que o sol ajudou a espantar o frio, o EC Santo André se reencontrou com sua torcida para tentar se recuperar na série D do Campeonato Brasileiro.
Já na arquibancada, foi a vez do Matheus conhecer o Estádio Bruno José Daniel. Que você possa viver tantas aventuras e momentos agradáveis como vivemos nós que já estamos nessa bancada há algum tempo…
O Matheus é filho do amigo Nelsão, companheiro de arquibancada e de tantas outras aventuras nessa vida.
Do outro lado da bancada, 3 torcedores da Portuguesa carioca acompanharam o seu time e por isso merecem o respeito!
Vale lembrar que a Associação Atlética Portuguesa, também conhecida como a “Portuguesa carioca” foi fundada em 17 de dezembro de 1924 (há 2 anos do seu centenário) no bairro da Portuguesa, na Ilha do Governador, e tem entre suas conquistas 3 Campeonato Carioca da Segunda Divisão (1996, 2000 e 2003), 2 Copas Rio (2000 e 2016) além de um digníssimo terceiro lugar no Campeonato Carioca de 2021, e de uma vitória histórica sobre o Real Madrid por 2 a 1 em pleno Estádio Santiago Bernabéu, em 1969.
Em campo, fiquei pensando nos planos que os 22 jogadores perfilados devem ter. Com certeza, ninguém está satisfeito em jogar uma série D, mas a concretização desses sonhos passa por um mesmo ponto: ganhar a partida de hoje.
O time do Santo André já demonstrou o quanto amam a camisa e a torcida, mas sabem que se não obtiverem resultados em campo, esse amor não sustentará e por isso se unem ainda mais…
Diretamente ligada aos maus resultados, a presença do público tem diminuído a cada jogo, embora se faça presente não só por meio das organizadas como também do torcedor comum.
Gente que tem suas preocupações cotidianas e que mesmo em uma tarde fria decidiu acompanhar o time que leva o nome da sua cidade.
Tudo pronto? Vamos dar aquela olhada geral para o campo segundos antes do árbitro iniciar a partida!
E o jogo começou com um Santo André mais ousado, conquistando logo de cara um escanteio, que foi mal aproveitado.
O clima do nosso estádio sempre está animado graças à presenças das torcidas organizadas, e mais uma vez lá estava a Esquadrão Andreense!
A Fúria Andreense também se fez presente!
Infelizmente mais uma vez a Polícia Militar não permitiu a entrada de nenhum tipo de identificação da torcida, fossem camisas ou faixas…
Mesmo despida de sua identidade visual, a Fúria Andreense fez o que pode para apoiar o time!
Nunca vamos nos esquecer de registrar também a TUDA, a mais antiga torcida organizada do Santo André!
Em campo, o time parecia diferente, aliás… jogava mesmo como um time, apresentando triangulações e trocas de passe que até então não eram vistas.
Além disso, o time forçava a marcação na saída de bola da Portuguesa carioca, e foi de uma dessas roubadas que saiu o nosso gol, dos pés de David Ribeiro, um jogador que tem muito carinho da torcida e que sabe o quão importante esse campeonato é para a sequência da sua carreira! Confira o gol:
E com tantas emoções presas no coração, a comemoração teve que ser ali com a torcida!
No segundo tempo o Ramalhão apresentou um certo cansaço, talvez pela marcação intensa realizada até então, e de certo modo até levou certa pressão, mas conseguiu garantir a vitória nas estreias de Renato Peixe e do Matheus!
Assim, o jogo foi chegando ao fim tendo como pano de fundo um belo entardecer de outono e a Esquadrão de trilha sonora.
Nada como uma vitória em casa para renovar os ânimos e principalmente dar confiança nessa nova fase do time com o treinador Renato Peixe.
E um abraço pro amigo André que está sempre presente!!
Domingo, 15 de maio de 2022, tá lá na Fanpage da liga, pode confirmar, é dia de rodada dupla no Brunão: as semifinais do campeonato amador de Santo André!
Chegando por lá, já encontramos rostos conhecidos, esse é nota mil!!!
O Estádio é o tradicional Bruno José Daniel, nossa segunda casa, e onde o Ramalhão manda seus jogos!
Logo nas paredes da entrada, vejo um recado animador!
Lá dentro, temos 4 torcidas convivendo juntas.
Do lado das antigas cobertas estão os torcedores e torcedoras da Cidade São Jorge!
Opa, e olha sli no meio o pessoal da Esquadrão Andreense que compareceu pra somar!
O futebol amador ainda reúne um bom público na cidade.
Em campo, o primeiro jogo trazia a Cidade São Jorge contra o Alvinegro.
E se de um lado era festa em azul e amarelo…
Do outro lado, o pessoal do Alvinegro não deixava por menos!
Em campo, o Alvinegro fez 3xo com 3 gols do lateral Bruno Bertucci e garantiu-se nas finais!
Enquanto o jogo chegava ao fim, a torcida do Guaraciaba começava a chegar e preencher seu espaço nas arquibancadas no Brunão.
A Fúria Vermelha é a torcida do Guaraciaba!
Além das torcidas mais fanáticas de cada time, havia muita gente acompanhando os dois jogos. Aliás, a segunda partida acabou com vitória do Guaraciaba por 2×0.
30 de abril de 2022: após uma derrota em pleno Brunão, é hora do Santo André se recuperar e mostrar à sua valorosa torcida que todo esse amor é merecido! O adversário é o nosso rival da cidade vizinha: São Bernardo FC.
O horário do jogo foi se aproximando e é sempre legal ver as pessoas chegando…
Hoje, a partida tem um convidado especial, o Denis, que veio de Hamburgo, na Alemanha, onde é torcedor do St Pauli, para dar seu apoio e também para conhecer um pouco da nossa bancada!
O Marques e o Ovídio fizeram questão de contar um pouco sobre a história do nosso time!
Antes de ir pro jogo, deu uma passada na sede da Fúria Andreense pra conversar um pouco sobre as iniciativas sociais realizadas no time alemão, de combate ao racismo, homofobia e fascismo
O pessoal da Leões da Fabulosa estava por lá também!
Ah, e na noite anterior ainda rolou uma experimentação de algumas cervejas artesanais produzidas pelo pessoal da Cervejaria Periférica!
Mas, voltemos ao jogo!
A Brasília do Esquerda fez sucesso com ele!
E claro, um registro com o próprio Esquerda!
Acabei me atrasando e perdi a foto do time posado, então vamos dar um rolê pelo estádio e ver como estava o clima do estádio.
Aí está o pessoal da Fúria Andreense:
O Denis foi curtir a batucada lá no meio da Fúria!
E aqui, a Esquadrão Andreense:
Lá ao fundo, nossas bandeiras:
A torcida do São Bernardo FC também se fez presente, olha aí o pessoal da Febre Amarela:
O Gó disse que fazia tempo que não tirávamos uma foto juntos… Ta aí, mano!
O público local ainda está em menor número do que normalmente…
Mas nem por isso nossa bancada fica em silêncio por um minuto sequer!
Aí a nossa turma de sempre, com a ilustre presença do alemão Denis, do Edu Parla e a Marina, ambos de SP!
Aqui o pessoal e a faixa da Máfia!
O jogo começou bem, o Santo André até criou mais oportunidades e se mostrou mais ofensivo do que nas 2 partidas anteriores.
Olha aí mais duas figuras da bancada: Furlan e Marques!
O São Bernardo FC também teve suas chegadas.
O Santo André estreou Will, o atacante que voltou à nossa cidade.
Olha aí que belo momento do pessoal da Fúria Andreense, cantando e torcendo sem parar pelo time da nossa cidade!
A Esquadrão também não deixa de apoiar!!
A nossa “velha guarda” conservada em formol… Esses viajam para os jogos fora e estão sempre presente!
Intervalo de jogo e um tempo pra sentarmos e dar um relax…
Nosso costume é assistir aos jogos sempre em frente ao ataque do Santo André o que nos permite estar em contato com os dois lados da nossa bancada. E foi bacana conhecer um carinha que tem começado a se empolgar com o nosso Ramalhão! Nossa bancada precisa mesmo de renovação!
Vem o segundo tempo e a Fúria segue apoiando!
Aqui dá pra ter ideia do público geral do jogo, a turma do lado de lá…
E do lado de cá…
Como é lindo esse estádio, não
Escrevo um pouco chateado porque aos 45 do segundo tempo um gol de penalty tirou mais 3 pontos do nosso time em casa. Provavelmente isso atrapalhará toda a minha semana, pois na minha cabeça futebol e a vida estão conectados diretamente, então o segredo será postar esse texto somente na sexta feira e tentar esquecer desse mal domingo…
Um dia muito especial para a torcida do Santo André! Mais uma vez, contrariando as estatísticas chegamos às quartas de final do Campeonato Paulista, sem dúvidas, o estadual mais difícil do Brasil. Então, ao som do Tango 14 fomos até Bragança conferir o que prometia ser uma incrível peleja!
Bragança não é assim tão longe mas ainda mantém um ar de cidade do interior…
Infelizmente o histórico de incidentes entre torcedores do passado coloca em alerta aqueles que vão ao jogo de maneira “autônoma”, então para evitar qualquer problema, cheguei cedo pra conseguir parar próximo à entrada dos Visitantes (ainda bem que o pessoal do trabalho entende a importância desse jogo pra mim).
Uma vez celebrada a amizade, era hora de trocar de roupa e seguir para a arquibancada do Estádio Nabi Abi Chedid, outrora conhecido como Estádio Marcelo Stefani!
Ainda havia sol quando terminei de aprontar as bandeiras. A van com outros torcedores também chegara.
O Mário mandou uma foto lá do outro lado, pra gente poder ter ideia do visual.
Enfim… Pronto para a partida, mas ainda faltava quase uma hora pro jogo começar kkkk.
Nem todo mundo entende o prazer de estar em um estádio tanto tempo antes da partida começar, mas é aí que as amizades se fortalecem, que as boas conversas acontecem e que a relação com os estádios se constrói.
Nem percebi quando finalmente o sol se foi e os times se colocaram em campo.
O jogo começa e não dá pra negar… O time do Red Bull Bragantino é mais forte que o nosso, e simplesmente não conseguimos criar nenhuma jogada. Ao menos, nossa zaga mantém-se firme e vamos segurando o 0x0 enquanto possível. Aguenta aí, Marques…
O estádio até que tinha bastante gente, mas confesso que esperava uma loucura muito maior por parte da torcida local…
Mas ainda assim, a festa estava feita no Estádio Nabi Abi Chedid!
O nosso lado até que estava animado, mesmo sem a chegada das torcidas organizadas do Santo André.
Não me senti mal quando o habilidoso atacante Artur veio costurando e fez 1×0 para o time local. Realmente os primeiros 45 minutos não foram nossos. Aliás, dê uma olhada nos melhores momentos do jogo:
E não deu nem pra dizer que passou um filme na cabeça, porque infelizmente nesse modelo que ainda precisamos enfrentar, de montar um time em janeiro para jogar apenas até o fim de março, deu no máximo para passar uma série da Netflix… Um enredo sempre emocionante, mas só agora alguns personagens começavam a marcar nossa lembrança… Mas fica aí o registro dos nossos heróis de 2022:
Provavelmente não veremos a maioria deles de novo. Mas mesmo perdendo de 1×0, e com poucas chances de virar o jogo, o início do segundo tempo fez nossa torcida se animar… Chegavam as nossas Torcidas Organizadas – Fúria Andreense e Esquadrão Andreense (que ficaram por mais de uma hora sendo revistadas na entrada da cidade):
Aí, mesmo com o placar adverso, tivemos 45 minutos de uma despedida como deveria ser…
Esses, entra ano e sai ano, continuam aí na bancada. Fazendo o possível e o impossível para apoiar o time e pra manter viva a cultura do torcer.
A animação seguiu independente do placar, mas necessário dizer que o próprio time pareceu ter sentido a boa energia e teve nos 30 minutos finais uma atuação bem melhor.
Destaque para as lindas bandeiras homenageando os campeões da Copa do Brasil de 2004.
Assim, entre a tristeza da desclassificação e a alegria de estar em meio aos amigos, aquela quarta de final em jogo único foi se esvaindo e dando lugar à lembranças do passado, mesmo recente e também ao futuro…
Pra alguns, trata-se de um esporte. Pra outros, um jogo. Pra mim, uma cultura, um estilo de vida, uma paixão.
Confesso que ainda acreditava num empate até os acréscimos… Uma disputa por pênaltis seria incrível!
Mas, permito me parafrasear uma amiga que recentemente escreveu sobre seu time “Quando você perde, eu te amo mais!”. E é isso mesmo. Se ficamos felizes com as nossas vitórias e conquistas, é nesse momento, a poucos minutos do fim do campeonato que o nosso amor pelo Ramalhão não cabe mais em nós e se transforma em lágrimas, em emoção, em orgulhos… Só nos resta agradecer. Ao time, diretoria e torcida, que ficou quase 10 minutos depois do fim do jogo cantando seu amor ao time…
Independente do modelo “Red Bull” ter pontos que não me agradam, eu não seria hipócrita em desmerecer a alegria da torcida local e a força do time em campo. Parabéns aos torcedores de Bragança.
E aqui, meio desfocada, fica a foto com que fechamos o Paulistão 2022, já na saída do estádio. Obrigado, Ramalhão!
O Campeonato Paulista 2022 chega à sua última rodada da primeira fase. O ECSanto André entra em campo contra a Inter de Limeira para definir o seu futuro.
Aliás, como reforçou o site Futebol Interior (a foto abaixo é deles), o time entrou em campo bem acompanhado!
E o jogo teve novidades fora de campo!! O Ramalhão levou sua loja oficial para a arquibancada e fez a alegria da torcida com preços promocionais para queima de estoque de peças antigas!
Outra boa surpresa foi a presença do nosso eterno zagueiro e agora treinador do sub 20, Gabriel, na nossa bancada. O amigo Renato Ramos, um dos fundadores e primeiro presidente da Fúria também estava por lá:
Outra coisa que chamou a atenção foi essa incrível camisa que estava com um torcedor ramalhino!! Incrível, não? Resume a campanha da Copa do Brasil de 2004!
Em campo, não corríamos mais risco de rebaixamento, mas jogando no grupo da morte (formado ainda por Red Bull, Ponte Preta e Santos), precisávamos vencer para garantir nossa vaga às quartas de final. E o público respondeu bem ao chamado!
Mais uma vez, esse foi um ano difícil. Os resultados que garantiram nossa permanência na A1 demoraram a vir e ainda havia quem desconfiasse do time. Assim, essa seria uma partida para selar a paz entre nossa própria torcida.
Mas nossa arquibancada também tem aqueles que desde o princípio compraram a ideia do técnico Thiago Carpini e da equipe montada.
As organizadas, mais uma vez deram show.
E vamos ouvir um pouco da Esquadrão Andreense, nossa “barra”:
O jogo começa e o Santo André se mexe bem e domina a posse de bola. E um diferencial fica claro desde cedo: Lucas Tocantins tem liberdade pelo lado direito, ganhando quase todas as bolas da marcação e criando lances de perigo. Em uma dessas jogadas, ele cruza a bola certeira para Thiaguinho fazer de cabeça 1×0. A festa estava oficialmente iniciada
Diferente do que ocorreu em outras partidas, o gol não fez com que o time recuasse, e logo, o Ramalhão deu um passo ainda maior para sua classificação. Após mais uma jogada individual, Lucas Tocantins foi derrubado na área: penalty!!
Resultado aprovado, Gó?
Vamos, vamos Ramalhão… Vamos jogar com raça, que na arquibancada…. “Nóis num para não”….
Com 2×0, nosso grupo “desorganizado” está sorrindo a toa:
O Flávio, que esteve ao nosso lado em tantos jogos nos anos 90 e 2000 deu as caras!! E, no meio, parecendo até pequenino, o gigante Anderson!!!
O amigão Neimar também tava na festa!!!
E dá lhe bateria!!!
A festa ameaça ficar ainda maior quando o árbitro assinala mais um penalty, mas infelizmente o VAR desmarcou o lance… ah, se precisássemos desse gol…
Acaba o primeiro tempo e nossa torcida tem todos os motivos para estar feliz 🙂 Olha aí o Gui e a Laysa. Temos uma boa historia com o Gui e o pai dele, quando lá em Barretos eles nos deram uma carona para passarmos em meio à torcida local (confira aqui esse role).
Aí o Gó, Simone, Lukinhas e o nosso meio brasileiro meio uruguaio Valter Bittencourt.
O Marques e seus incansáveis registros! Diz se por aí que graças aos filmes que ele faz das categorias de base que o Santo André consegue vender alguns dos nossos jovens jogadores.
E aqui, o seo Osvaldo, também conhecido como meu pai, que mais uma vez nos acompanhou em um momento histórico do Ramalhão. Ele também esteve no Maracanã em 2004, quando invadimos o campo após o título, relembre aqui como foi!
O segundo tempo começa e o calor absurdo dá lugar a uma incrível neblina.
Mas a festa nas arquibancadas não para!
E o Jão, guitarrista do Visitantes? Aprovou o resultado?
Com o resultado praticamente garantido, e uma leve garoa pra esfriar a cabeça, o torcedor ramalhino se vê aguardando o árbitro apitar o fim de jogo para enfim garantir a classificação.
Agora, falta muito pouco…
E as torcidas organizadas decidem mais uma vez mostrar que a nossa bancada anda num bom momento e se reúnem para juntas mostrarem a força da nossa torcida!
Olho para o campo e vejo o árbitro levantar o braço indicando o final do jogo. Mais uma vez desafiamos os prognósticos e estamos o que? Repita aí Mau…
O Santo André foi a campo com: Jefferson Paulino; Jeferson, Luiz Gustavo, Carlão e Kevin; Serginho (Carlos Jatobá), Dudu Vieira, Bruno Xavier e Thiaguinho (Sabino); Lucas Tocantins (Rochinha) e Júnior Todinho (Lucas Cardoso). Técnico: Thiago Carpini.
E, claro, com a gente na bancada, né não, Matheus?
É isso aí! Para quem não torce para um time milionário, permanecer mais um ano na série A1 vale tanto quanto um título! E foi sabendo disso que o Ramalhão entrou em campo no sábado, 12 de março de 2022.
O palco do jogo era o Estádio Municipal José Batista Pereira Fernandes, mais conhecido como Distrital do Inamar, uma das melhores opções para quem gosta de ver seu time de perto!
Ambos os times ainda lutavam contra o receio do rebaixamento par aa série A2, e viu uma boa presença de suas torcidas.
Aliás, o Água Santa e sua torcida souberam manter a ideia de quando ainda eram um time amador e recebem muito bem as torcidas visitantes. Não me lembro de nenhum caso de problemas envolvendo sua torcida.
A torcida do Água Santa além de comparecer em bom número ainda exibiu uma série de bandeirões e “camisões”, que eu acabei não registrando, mas que deram um colorido especial ao estádio
Do lado Ramalhino, também houve uma boa presença de público, e todos estavam apreensivos, mas animados!
O Estádio Distrital do Inamar passou por uma reforma e agora possui duas áreas para a torcida visitante aquela antiga lateral onde costumávamos ficar e a parte de traz do gol, de onde fiz essa foto:
Abraço especial aos amigos que me acompanharam nessa jornada: Furlan e Pedrão!
E também às organizadas que mais uma vez souberam fazer uma verdadeira festa nas nossas bancadas.
Em campo, o que se viu foi um jogo bastante pegado, como deveria ser, com um primeiro tempo bastante equilibrado.
O segundo tempo foi ainda mais quente! Além dos 35 graus que torravam nossas cabeças, logo aos 9 minutos Lucas Tocantins fez a alegria da torcida, em especial da namorada dele que assistiu o jogo ali no meio da galera, marcando 1×0 pro Ramalhão!
Mas…. Nem tudo era festa pro Ramalhão… Algo estranho pairava no ar, literalmente…
Todo aquele calor acabou se transformando em chuva…
E a nossa vitória transformou-se em um empate, após um escanteio do time local… 1×1.
Molhados mas nem por isso menos empolgados, os torcedores seguiram apoiando o Ramalhão, uma vez que esse ponto poderia ser importante para a permanência do time na série A1…
E assim o foi. A partida terminou em 1×1, mas a derrota da Ponte Preta por 5×0 para o Corinthians garantiu o Ramalhão matematicamente na primeira divisão 2023.
Sábado, 12 de fevereiro de 2022. Um verão maluco, com temperaturas entre altos e baixos trouxe uma tarde até que agradável para acompanhar uma partida importante da série A1, entre duas equipes bastante parelhas:
Em campo, dois times que também jogarão a série D do Brasileiro na sequência do paulista.
Antes do jogo, quem roubou a cena foi esse figura aí que invadiu o campo e deu umas 3 voltas pelo gramado antes do jogo começar.
Nossa bancada está mais triste pela falta das faixas e uniformes da Fúria Andreense, que tem sido proibidas pela Polícia Militar de entrar no Estádio Bruno José Daniel.
Ainda assim, lá estão outras faixas e bandeiras tentando passar a nossa boa energia a um time que tem tudo pra engrenar nesse Paulistão!
Abraços ao amigo Richard, o “último torcedor do Paulínia FC“, que sempre aparece pelo Brunão para rever o Ramalhão e os amigos!
Mas, não posso deixar de assumir que o clima nas arquibancadas andreenses não era dos melhores. Muitos não aceitaram a atitude do treinador Carpini, que no meio de semana colocou um time 100% reserva (até mesmo sem o goleiro titular) para enfrentar o São Paulo.
Pra piorar, no jogo contra o São Paulo, o atacante Nescau perdeu um gol feito e nos acréscimos perdemos o jogo. Mas achei um pouco exagerada a reação de quase ódio que se sentia no ar. Pra diminuir essa sensação, o jeito é cercar-se de amigos que confiam no time e fazem o jogo ser mais do que uma partida.
Com os últimos resultados, a presença da torcida também se fez em menor número do que o esperado… Mas ainda assim, até que tinha bastante gente pra curtir o jogo.
Em campo, o Santo André começou bem! Todinho bateu de fora da área e fez 1×0 para festa da torcida local! Pena que o clima de alegria não chegou ao segundo tempo, já que Rafael empatou o jogo pra Ferroviária. Clima tenso…
A Fúria presente como sempre e mesmo sem uniforme e instrumentos, fez a festa na bancada!
Ainda no final do primeiro tempo, o VAR faria história atuando pela primeira vez a favor do Santo André e recomendando a expulsão de um jogador da Ferroviária. Voltaríamos para o segundo tempo com um jogador a mais! O nosso sempre querido “Ovídio” estava confiante!
Na volta pro jogo, um momento de silêncio até que a ficha caísse…. O técnico Carpini voltou com 2 atacantes no time e um deles era o até então criticado “Nescau“.
A Esquadrão Andreense ajudava a fortalecer nossas esperanças, cantando sem parar!
Aí eu te pergunto… Se fosse uma série de TV, qual seria o final mais legal ainda que óbvio? Claro, o criticado Nescau vai às redes e faz as pazes com a torcida. O Santo André vence o jogo e tudo acaba bem para essa torcida sofrida… E adivinha? Aos 22 do segundo tempo… GOL DO SANTO ANDRÉ!!!! De quem??? NESCAU!!!!
Mas… Quem não acompanha o Ramalhão, não sabe o que é o nosso sofrer… 45 minutos do segundo tempo e … após um escanteio cobrado no primeiro pau… gol da Ferroviária…
Dor, tristeza, nervosismo… Não há o que dizer… A atmosfera do estádio se torna insuportável… Acaba o jogo em 2×2…
Indo embora, escuto lá do meio uma provocação de um amigo de arquibancada que aos gritos me dizia para continuar incentivando e defendendo nosso treinador, como se ele fosse o culpado pelos gols (o 3º já….) levados nos acréscimos. Assim farei, Astolpho. Sem a necessidade de seus gritos para me motivar a seguir fazê-lo.
Em meio a tanto ódio, pergunto se realmente estamos sabendo lidar com o futebol. Lembro da cena ocorridas há poucas horas: o assassinato de um torcedor do Palmeiras por outro palmeirense após a derrota para o Chelsea. Será que não tem algo de errado em levantar tanto ódio em meio ao que deveria ser uma festa? Enfim… seguimos e 3a feira temos o Novorizontino. E eu sigo acreditando neste time!
Já falamos de quase todos os times que disputaram o Campeonato Paulista pela cidade de Santo André: o primeiro post do blog foi sobre a camisa e a história do EC Santo André, depois um sobre o Estádio Bruno José Daniel, um para o Corinthians de Santo André e seu estádio, outro do Primeiro de Maio (e consequentemente sobre o Clube Atlético São Bernardo, da fusão temporária do Primeiro de Maio com o Corinthians) e mais recentemente do Aclimação EC. Mas o Grande ABC ainda tem outros times, conheça o mapa criado pelo Victor Nadal:
Faltava falar do Clube Atlético Pirelli, cujos distintivos vieram do incrível site Escudos Gino.
A história do time começou com a chegada da multinacional Pirelli à cidade de Santo André, em 1929.
Desde cedo a Pirelli foi muito além de uma empresa e apoiou o crescimento do esporte e da cultura na cidade. Assim, em 13 de maio de 1947 surge o Clube Atlético Pirelli para representar o time de futebol.
O clube acabou ganhando visibilidade no futebol, no boxe (com a lenda Servílio de Oliveira) e no volei (quem viu o time da foto abaixo, não se esquece!).
Falando especificamente do futebol, em 15 de janeiro de 1956, o time da CA Pirelli ganhou uma “Praça de esportes” para mandar os seus jogos.
A partida inaugural foi frente ao time da Pirelli de São Paulo:
O CA Pirelli logo se transformou em uma força do futebol amador, mas em 1964, como a cidade havia ficado “órfã” de times nas competições profissionais, o time operário passou a disputar a 3a divisão do Campeonato Paulista de Futebol (que equivalia ao quarto nível estadual e será tratado nesse post como “Quarta Divisão“). Era a certeza de que o Estádio Pirelliano receberia partidas incríveis!
E logo no primeiro ano fez uma boa campanha e classificou-se para a segunda fase terminando em primeiro lugar da 6a série. Por coincidência o time campeão da quarta divisão foi o EC São José, que terminou como vice camp˜eão da sua série.
Nesse ano, a equipe de marcenaria da Pirelli construiu uma arquibancada no seu campo e o Estádio do CAP também ganhou um placar eletrônico.
Na segunda fase, chamada à época de “Torneio dos finalistas” o time acabou nas últimas colocações. Vale ressaltar que embora fosse profissional, o time mantinha o espírito do amadorismo sendo formado por funcionários da empresa. Em pé: Peretto, Carioca, Romeu, Afonsinho, Risada, Josué. Agachados: Amaro, Robertinho, João Gilberti, Vavá e Ranulfo.
Em 1965 o time começou bem, jogando em casa e vencendo a SE Itapema, no então denominado “Estádio Pirelliano“, na partida inaugural da 4a divisão do Campeonato Paulista, mas perdeu o jogo desempate para o Osasquense, e assim ficou de fora da fase final.
Em 1966 o time foi bem mais uma vez, classificando-se em 3º no 1º Grupo para disputar a segunda fase, mas não chegando a final do Campeonato.
Esse foi o time que disputou o quarto nível do Campeonato Paulista daquele ano. De pé: Augusto, Troia, Ademar, Nay, Trovão, Roberto, Nelson e Ivahi (diretor). Agachados: Canavesi (técnico), Fabri, Adilson, Pinoia, Clovia e Bené
Em 1967, o time fez sua última participação no futebol profissional, mas acabou saindo como um vice campeonato da sua série:
Todas essas fotos eu consegui do Jornal “Pirelli em Notícias”. Aqui, duas fotos que não consegui encontrar o registro das datas:
Após suas aventuras no profissionalismo, o CAP volta ao amadorismo ainda com muita força. Em 86, o time sagrou-se campeão do amador do estado (foto do Milton Neves – Portal Terceiro Tempo).
Porém, a partir dos anos 90, as indústrias do grande ABC foram passando por crises até o ponto em que a própria Pirelli acabou adquirida por outra empresa. Assim, o Clube Atlético Pirelli acabou vendido para a UniABC (Universidade do Grande ABC), que atualmente pertence ao Grupo Anhanguera, finalizando sua participação com o esporte de alto rendimento em Santo André. Mas… o campo de futebol ainda está lá, dentro do campus da Av Pedro Américo!
Essa é a entrada atual da faculdade, não sei o quanto parecida com a original.
Muita emoção em poder andar e conhecer um pouco desse histórico estádio! Comentando com o meu pai, ele diz lembrar de assistir partidas da Pirelli aí, nos anos 60!
Para que você tenha uma ideia geral do lugar, esse é o meio campo para quem olha de cima dos pequenos degraus da arquibancada lateral:
Este, o gol da esquerda:
E este, o da direita:
Estes são os degraus restantes da arquibancada na lateral. Como disse no vídeo, li que quem montou a arquibancada foi a equipe de marcenaria, e vendo a foto lá em cima, a arquibancada era coberta, o que gera a dúvida sobre o quanto dessa arquibancada atual ainda é original.
Aqui, a vista estando do outro lado das arquibancadas. Esse é o meio campo:
O gol da esquerda:
E o da direita!
A área reservada para juízes e mesários segue ali.
Embora um pouco alto, o gramado não pareceu abandonado, ao contrário, está bem cuidado.
Os bancos de reserva seriam também originais? Quem saberá responder?
Um último olhar ao gol que tantas emoções causou…
Antes de ir embora ainda fiz uma foto do ginásio, com uma arquitetura tão bacana e que está lá até hoje…
Com o lançamento da Enciclopédia do Futebol pela Federação Paulista, vários campeonatos antigos acabaram ganhando atenção, como o Campeonato Paulista do Interior, e pesquisando a edição de 1943, encontrei a participação de um time pouco conhecido aqui de Santo André, o Clube Atlético Piratininga.
O CA Piratininga foi fundado em 29 de setembro de 1939 e teve seu jogo de estreia: contra o time do Parque das Nações, um empate de 0x0.
A partir de 1940, o CA Piratininga passou a ganhar mais notoriedade, tanto que o time juvenil foi convidado a disputar a preliminar do jogo de despedida do Estádio do Primeiro de Maio (na rua Campos Sales, defronte à Catedral do Carmo).
O adversário foi o São Paulo FC, cujo time principal enfrentaria o dono do Estádio: o Primeiro de Maio FC. O time juvenil do CA Piratininga, da foto abaixo, conseguiu segurar o time da capital num 1×1. No jogo principal, o tricolor paulista amassou o Primeiro de Maio FC por 8×0.
A foto do time juvenil foi tirada do livro “A história do futebol em Santo André“, do Paschoalino Assumpoção, é um livro barato e muito completo sobre o futebol amador na cidade de Santo André (em 5/2/2022 tinha um por R$ 6 neste link.)
Outra fonte importante para esse trabalho foi o livro “Os esquecidos“, realizado pelo DataToro / RedBull, com pesquisas de Antonio Ielo, Fernando Martinez, Júlio Diogo e Marcio Javaroni e editado pelo Rodolfo Kussarev.
Na sequência, a partir de 1941, o time passou a jogar a segunda divisão da liga Santoandreense, até que finalmente, em 1943, o CA Piratininga participou do Campeonato Paulista do Interior enfrentando os times do ABC, Guarulhos e Franco da Rocha, como apresentado no livro “Os esquecidos – Arquivo de Futebol Paulista” (no detalhe, o time é apresentado como sendo de São Bernardo, e com um escudo diferente do que se vê na foto acima, do time posado):