Ramalhão se classifica para a final do Paulistão 2010

Pois é, eu evito ao máximo falar do meu time nesse blog (prefiro postar sobre o Ramalhão no blog da Globo), mas… acho que agora não tem jeito né?

O Santo André conseguiu desafiar os grandes e representa o orgulho dos clubes esquecidos pela mídia, numa final que todos insistem já ter o resultado definido. Estivemos no jogo da semifinal para cobrir essa bela festa! “El Pibe” Gui, eu, a Mari e o Gabriel (esse pedaço de óculos no canto direito)!

O Grêmio Prudentino foi recebido com várias críticas ao modelo de Gestão adotado pela diretoria…

Mas, seus torcedores não se importam com isso, e viajaram quase 9 horas até Santo André para apoiar o forte time de Toninho Cecílio.

Com ingressos trocados por 1kg de alimento, ficou fácil encher o Estádio.

Acho legal a Prefeitura e a atual gestão mostrarem boa vontade para lotar nossas arquibancadas, mas só isso não é suficiente para formar torcedores de verdade!

Foi triste ver vários torcedores dos times grandes em nossas bancadas, num momento de festa… Mas, claro que ao mesmo tempo foi bonito ver o Estádio cheio. Quem sabe esse amor não se torna permanente…

A torcida do Ramalhão deu um belo show.

Destaque para a abordagem da Esquadrão Andreense assumindo-se oficialmente contrários ao Futebol Moderno.

Além das faixas, a Esquadrão entoou o já tradicional canto “Ódio Eterno ao Futebol Moderno” (por coincidência havíamos cantado o mesmo na Javari, no dia anterior (clique e veja como foi)

Fazia tempo que não via tanta gente na arquibancada…

Em campo, o Santo André levou um chocolate… Perdemos por 2×1, num jogo em que tudo deu errado…

De nada adiantava se pendurar na arquibancada e gritar pedindo raça…

E a torcida não apoiou na mesma quantidade que compareceu…

Foi um jogo terrível de se assistir… Mas, necessário… Acho que até para os jogadores foi importante se classificar assim…

El Pibe Gui, quase desmaiou de tanta pressão durante o jogo…

Mas… ao final do jogo… Ficou a festa do torcedor Ramalhino….

A fumaça dos fogos dava a impressão de estarmos num jogo no leste europeu…

O ingresso da semifinal, bem que podia ser mais legal né? Mais bonito, mais colecionável…

Por fim, achei interessante, embora um pouco ofensiva a proposta de alguns torcedores que não aguentam mais (assim como eu) ver os jogadores serem induzidos a comemorar seus gols com a Rede Globo, ao invés de irem vibrar com a torcida…

E fica registrada a imagem, num final de domingo, onde 3 andreenses deixaram mais do que gritos e cantos ao seu time…. Deixaram o amor de seus corações ao time que pela primeira vez chega a uma final…

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A noite que não acabou

Muita gente me mandou email e comentou o post feito sobre a Camisa do Brasil de Pelotas (veja aqui o post), dizendo que se sentia muito triste pelo acidente sofrido pelo ônibus do time, em janeiro de 2009. E pra quem, como eu mora no estado de São Paulo, onde a mídia limita-se a no máximo citar os acontecimentos de outros estados, ficaram várias dúvidas sobre o desfecho do clube pós acidente. Por isso, fui atrás do livro “A noite que não acabou”, de Nauro Júnior e Eduardo Cecconi Li em pouco mais de 2 dias. Chorei, me emocionei e me senti um pouco Xavante, num momento de tanta dor. Recomendo a leitura, não, não, é leitura obrigatória parea osapaiuxonados por um futebol menos moderninho… Para comprar o livro, clique aqui e caia direto no site da Editora Mundial, a responsável por este clássico! Ah, e vale ver o vídeo que acabaram de mandar como comentário deste post, em homanegem a torcida Xavante:

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Juventus, de bem com a torcida!

Sábado foi dia de conferir um confronto único no atual momento do futebol.
De um lado, vindo da Moóca, a tradição grená do Juventus, do outro, oficialmente vindo de Campinas, mas sem uma cidade a defender, a nova cara da administração esportiva, o Red Bull.
Comparar os dois times, é mais ou menos como comparar o tradicional caldo de cana…

…aos energéticos vendidos pela marca, em supermercados e lojas de conveniência…

Entre um e outro, a torcida juventina preferiu a cerveja mesmo, no aquecimento, ali ao lado do estádio…

Pra quem achava que a queda para série A3 iria estragar a relação com a torcida, as filas antes de jogo comprovam que há um novo momento de amor entre clube e torcedores!

E lá vamos nós para mais um dia curtindo futebol …

Dessa vez, além da nossa pequena legião de andreenses (vale lembrar que mesmo sempre presentes, somos torcedores do Ramalhão), contamos com o Élcio e o Guga (que nos ajudou na dura missão de tentar eliminar os canoles da face da Terra, da maneira mais difícil…. comendo todos!)

A setor 2 estava presente em bom número. A “banda más loca da Moócca” vem se transformando num efervecente movimento cultural representando as várias facetas da juventude do bairro, vale a pena conhecer.

Olha a setor 2 em ação:

O pessoal que prefere não tomar sol (e tem feito bastante sol nos jogos do Juventus), lotou as numeradas e fez sua parte no belo cenário.

A marcação homem a homem não ficou só no campo. O goleiro adversário mereceu cuidado especial!

E mesmo atrás do outro gol (onde normalmente fica pouca gente) estava repleto. Pronto. Estava tudo certo pro Moleque Travesso brilhar!

Mas…  Em campo a batalha foi dura, e tudo o que o Juventus conseguiu foi um empate por 1×1, contra um adversário que tem uma estrutura invejável. Entretanto, segundo a torcida Juventina, amor não tem preço…

E se esse amor não se compra, o pessoal da Moóca tem se esforçado para reacender a chama dessa paixão nos moradores do bairro. Pra isso, o clima dentro do Estádio tem colaborado bastante.

Não dá pra entender como um morador do bairro prefira torcer para outro time, vivenciando o que tem acontecido nos jogos do Juve.

O amor transborda, a diversão também. Enfim, reflete o papel social mais nobre do futebol, que é a integração entre as pessoas.

E entre a família! Pai e filho confidenciam momentos inesquecíveis junto a um alambrado mágico!

Enquanto tremula ao vento a bandeira grená, que pouco representa para torcedores dos chamados grandes, mas que devolve ao torcedor a grandeza do seu time, seja na A1, A2, A3…

E fica aí nossa presença em mais um estádio, em um jogo emocionante da série A3.

Um último momento de amizade em terras juventinas, antes de voltar ao ABC. El Pibe Gui (www.expulsosdecampo.blogspot.com) convence Gabriel (www.fototorcida.com.br) a assistir Santo André x Prudentino.

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As vezes sua cidade é seu bairro!

Punk Rock e Futebol Argentino

Los Violadores”, uma das mais antigas no cenário punk da América Latina, onde o foco do papo foi o futebol.
O site dos caras é www.violadores.com Pra quem nunca ouviu, veja o clip:

Bom, mas vamos ao papo boleiro, que aconteceu graças a ajuda do Fernando Roca, empresário dos caras::

Os integrantes de Los Violadores gostam de futebol? Torcem por qual time?
LV- SOMOS DE BOCA, PERO NINGUNO ES FANATICO. NO VAMOS A LA CANCHA, SOLO VEMOS LOS PARTIDOS POR TV.

No Brasil, o futebol é uma coisa muito distante do rock, as pessoas acreditam que o estilo musical do futebol é o samba. Como isso se dá na Argentina? Há Rock nas arquibancadas? Há uma cultura do futbol nos shows?

LV-
HUBO MUCHAS CANCIONES DE ROCK, CANTADA EN LAS CANCHAS A LO LARGO DE LA HISTORIA, LAMENTABLEMENTE EN LOS ULTIMOS AÑOS CON EL INGRESO DE LA CUMBIA Y REGGETON EL ROCK ESTÁ PERDIENDO ESPACIO EN LOS ESTADIOS.
EN LOS RECITALES , HACE ALGUNOS AÑOS SE EMPEZÓ A GENERAR LA MISTICA DEL PUBLICO LLENDO CON BANDERAS, Y TAMBIEN DESDE SIEMPRE EXISTEN LAS CANCIONES PARA “ALENTAR” AL GRUPO, PARA NOSOTROS NO HAY NADA MAS LINDO QUE ESCUCHAR A NUESTRO PUBLICO CANTANDO, ANTES DE SALIR A TOCAR.

Há alguma música dos Violadores sobre futebol? É uma temática que a banda gostaria de escrever?

SI, PERO NO HABLA MUY POSITIVAMENTE.
LA CANCION ES “REPRESION” ES DEL AÑO 1981, Y HABLA DE COMO, LA DICTADURA MILITAR DE NUESTRO PAIS, USÓ AL FUTBOL, PARA “IDIOTIZAR” A LA GENTE.
ACTUALMENTE PASA LO MISMO.
NUESTRO GOBIERNO MANEJA LA TELEVIZACION DEL FUTBOL PARA “ADORMECER” AL PUEBLO, O DISTRAERLO.
EN “REPRESION” LA CANCION DICE “FUTBOL, ASADO Y VINO” SON LOS GUSTOS, DEL PUEBLO ARGENTINO”.

Alguma história interessante de alguém que teve problemas para conciliar as obrigações da banda e a paixão pelo futebol?

LV- EL MANAGER Y NUESTRO OPERADOR DE SONIDO QUE SON HINCHAS DE RACING CLUB Y SUELEN IR A LA CANCHA, SI UN SHOW COINCIDE CON UN PARTIDO CLASICO, LO MAS PROBABLE ES QUE EL MANAGER CAMBIE LA FECHA DE NUESTRO SHOW JAJAJA…

O que vocês acham da rivalidade criada pela mídia entre Brasil e Argentina? No Brasil já tem muita gente que gosta da seleção, dos clubes e das torcidas argentinas.
Ainda há poucas pessoas que conhecem as bandas portenhas (A77aque, Argies, Doble Fuerza, Muerte Lenta e Los Violadores), vocês acham que esta rivalidade acaba separando dois povos que poderiam ser mais hermanos?

LV-CREEMOS QUE EL MAYOR MOTIVO DE NO CONOCER BANDAS ARGENTINAS, ES EL IDIOMA. LA DIFERENCIA DE IDIOMA ES UN IMPEDIMENTO IMPORTANTE, PERO NO CREEMOS QUE LA RIVALIDAD DEL FUTBOL TENGA ALGO QUE VER, SINO EN ARGENTINA SERIA IMPOSIBLE IR A VER UN GRUPO INGLES, Y ESO NO SUCEDE…

Deixe sua mensagem pro pessoal do Brasil e confirme se é verdade que Los Violadores podem mesmo vir tocar aqui, este ano!

LV- ES CIERTO QUE EXISTE UNA POSIBILIDAD DE IR A BRASIL ESTE AÑO.
SERIA UN SUEÑO PARA NOSOTROS.
EXISTE LA POSIBILIDAD DE IR JUNTO A MARKY RAMONE, Y SI NO ES CON EL, NOS ENCANTARIA IR IGUAL. OJALA SE CONCRETE.
SALUDOS PARA TODO BRASIL Y SOBRE TODO, A LOS FANATICOS DEL PUNK ROCK!!

74- Camisa da UE Funilense: o futebol em Cosmópolis – parte 1

A 74ª camisa do site pertence ao time da União Esportiva Funilense, da cidade de Cosmópolis, onde a Mari morava antes de vir pro ABC.
Esse post se complementa com o post que escrevemos sobre o Cosmopolitano (veja aqui):

Foto do site da prefeitura

O time foi fundado em 1º de novembro (mesmo dia do meu aniversário) de 1933, sob o nome de o nome de União Funilense de Esportes e foi originado de três outros times que costumavam se enfrentar na Usina, entre eles o da colônia Botafogo.

esportiva_funilense_1

Recentemente, ganhamos do Gabriel Uchida, uma segunda camisa:

O time passou a disputar os torneios amadores da chamada “Zona Funilense“, do qual sagrou-se campeã, em 1952, com o time abaixo:

E também em 1960:

Anos depois, o nome do time pasou a ser União Esportiva Funilense.

esportiva_funilense_1

Jogou profissionalmente de 1978 até 1987, desde então, nunca mais voltou ao profissionalismo, atuando somente em partidas e torneios amadores da região.

Em 1978 fez sua  estreia na Quinta Divisão Paulista, com o time:

Funilense 1978

Em 1979 montou um bom elenco, com o time abaixo:

funilense 1979

Em 1980, o futebol paulista passou por uma reformulação e assim o clube começou a disputar a Terceira Divisão. A foto abaixo é do time que enfrentaria a A.A. Santarritense, pelo campeonato daquele ano.

Chegou a ser vice campeã da terceirona, em 1982, disputando o quadrangular final com Barra Bonita (Campeã), José Bonifácio e Palmeirinha. Naquele ano, somente o campeão tinha direito ao acesso para a série A2. O time vice campeão é este aqui:

Time de 1983:

Em 1985 fez uma boa campanha pela Terceirona. Na primeira fase teve os seguintes resultados:

[16 / Jun] Guarani Saltense 0x4 Funilense
[29 / Jun ] Funilense 1×1 Itapira
[7 / Jul ] Paulistano 2×2 Funilense
[Jul /14] Funilense 1×0 Guapira
[21 / Jul ] Serra Negra 1×0 Funilense
[28 / Jul ] Funilense 2×0 Monte Negro
[4 / Ago] Funilense 5×0 Guarani Saltense
[18 / Ago ] Itapira 1×0 Funilense
[25 /Ago] Funilense 1×0 Paulistano
[1/ Set ] Guapira 3×0 Funilense
[8/Set] Funilense 1×1 Serra Negra
[15/Set] Monte Negro 0x4 Funilense

Assim, o clube se classificou para a 2a fase, em terceiro lugar, junto do Itapira, Serra Negra e Guapira. Na segunda fase, ficou em último, com a campanha:

[22/Set] Guapira 1×0 Funilense
[29/Set] Funilense 1×1 Serra Negra
[6/Out] Funilense 1×3 Itapira
[13/Out] Itapira 3×1 Funilense
[20/Out] Serra Negra 3×0 Funilense
[27/Out] Funilense 3×1 Guapira

Em 1986, fez razoável campanha, tendo ficado em terceiro, mas só os dois primeiros se classificavam:

[27/Jul] Comercial (Tietê)  1×0 Funilense
[3/Ago] Funilense 2×0 Estrela
[10/Ago] Guarani Saltense 1×1 Funilense
[24/Ago] Funilense 2×1 Itapira
[31/Ago] União Bom Retiro 1×1 Funilense
[7/Set] Funilense 2×0 Ararense
[14/Set] Gazeta 1×0 Funilense
[21/Set] Funilense 3×1 Iracemopolense
[28/Set] Funilense 2×2 Comercial
[5/Out] Estrela 2×0 Funilense
[12/Out] Funilense 0x0 Guarani Saltense
[26/Out] Itapira 0x0 Funilense
[2/Nov] Funilense 5×1 União Bom Retiro
[9/Nov] Ararense 1×2 Funilense
[23/Nov] Funilense 2×1 Gazeta
[26/Nov] Iracemopolense 1×1 FunilenseOs classificados foram o Gazeta (de Campinas) e o Comercial (de Tietê).

Em 1987, disputou seu último ano no Campeonato Paulista.

A Funilense mandou seus jogos no, já finado, Estádio Dr. Sergio Luís Coutinho Nogueira, fundado em 1978, e com capacidade para cerca de 500 torcedores.
Estamos falando de um estádio único, acredite.

Estive por lá no começo do ano de 2010 para fazer umas fotos e é impressionante…

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Pra começar, o estádio fica dentro da Usina Ester, fundada em nada mais, nada menos que… 1898!!

E ela funciona até hoje, aliás, da modesta arquibancada do estádio se vê a fumaça saindo pela chaminé…

No dia em que estivemos lá, a Funilense enfrentava um adversário de Campinas, em seu tradicional campo!

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Dá um pouco de tristeza em ver as arquibancadas vazias e deixadas de lado, num local onde outrora tantos torcedores já devem ter estado…

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O clima chega a ser sombrio, principalmente se você for lá de manhãzinha, e pegar a neblina que não deixa você ver nada a mais de alguns metros a sua frente…

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Mas ao mesmo tempo assistir um jogo no Estádio da Funilense tem um aspecto nostálgico, de um tempo que infelizmente parece não voltar mais.

O Estádio é muito parecido com os tradicionais campos de várzea, onde praticamente não há espaço entre torcida e atletas.

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Além disso, o campo fica numa localização única, entre a usina e muito verde.

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Fica nosso agradecimento ao pessoal do time, ao Duzão e ao pessoal da The Wall, a confecção que me arrumou a camisa!

Só pra reforçar que ainda visitamos muitas outras vezes o Estádio da Funilense, como quando levamos os amigos Javi & Jose, torcedores da La U, do Chile para conhecer o local…

Infelizmente o estádio foi totalmente demolido em 2019….

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Participe, interaja. O futebol da sua cidade é do tamanho do seu esforço…

Itapirense se garante na A3 com emoção ao máximo!

Itapira, 11 de abril de 2010.
Conforme prometido, fomos até Itapira acompanhar o último jogo da Sociedade Esportiva Itapirense pela série A3-2010.

Chegamos fácil no Estádio (fica bem perto da entrada da cidade), e os carros estacionados na rua mostravam que teríamos um bom público no jogo.

Também… Prometia ser um belo jogo!
A Itapirense enfrentava o Taubaté e precisava de uma vitória para escapar do rebaixamento para a terrível e temível série B do Campeonato Paulista.
O jogo seria no Estádio Municipal Coronel Francisco Vieira,

A torcida local aparentava estar chateada com a má campanha do clube neste ano, e pegou no pé dos jogadores da casa o tempo todo.

A raiva atingiu o limite quando o Burro da Central abriu o placar, num contra ataque, após uma sequência de bons lances mal aproveitados pelo ataque da Esportiva.

Mesmo assim, em meio às reclamações e cobranças, a torcida seguia apoiando e ajudando o time a pressionar o Taubaté!

É interessante como a torcida se identifica com o jogador Joel, zagueiro e capitão do time.

O Estádio já é de bom porte (cabem quase 5 mil pessoas), mas mesmo assim, já iniciou-se a construção de uma nova arquibancada atrás do gol.

O símbolo do time, e as cores vermelho e branco estão espalhados por todo o Estádio.

Ah, mais uma vez, enfrentamos um belo calor (jogo às 10hs tem disso…), e o jeito foi experimentar os sorvetes de Itapira!

O clima do estádio era muito bom, mesmo com a derrota. Como eu sempre digo, o futebol tem coisas muito mais importantes do que o resultado.
É uma sensação única poder ver a cidade reunida em torno de um mesmo fato!

Muita gente que acompanha o time há bastante tempo estava lá pra ver o “Coelho” manter-se na A3.

Falando em Coelho, o pessoal da “Kueio Loko” também compareceu em peso e animou a festa!

Veio o intervalo e fomos conhecer o pessoal da diretoria e da imprensa do clube. Acabamos batendo um bom papo com o Humberto Butti (do excelente site www.esporteitapirense.com.br ) e até com o prefeito, que é sobrinho do Belini, o capitão da seleção de 1958, que enchia os olhos com sua garra em em campo!

Assim, o tempo passou rápido e quando vimos o segundo tempo já havia começado, e ali estavam os últimos 45 minutos do jogo, para a Itapirense marcar 2 gols, virar o jogo e manter-se na A3.
E não é que logo de cara a Esportiva mandou 1×0 pra cima do Taubaté, colocando fogo no jogo!!!

E quando tudo parecia caminhar para um final feliz para a torcida de Itapira, o Taubaté mostrou porque ainda sonhava em ocupar a 8a vaga do G8. Gol do Taubaté… 1×1.
A tristeza caiu como chuva na cabeça das pessoas que minutos antes tinham certeza na virada. Muitos se levantaram e começaram a deixar o Estádio, menosprezando qualquer reação do time da casa.
A equipe 10 de esporte da 91,1 FM não podia acreditar.

O jogo ficou triste, sem graça, teve até cachorro entrando em campo, a torcida ficara quieta, como se aguardasse o passar do tempo para assumir a sentença proferida… A queda para a série B…

Foi quando poucos acreditavam, que o milagre começou… O pessoal do Kueio Loko, já tava quase dentro de campo, ali no alambrado e demorou até acreditar…
Era penalty para a Itapirense
O goleiro foi expulso, um jogador da linha foi para o gol do Taubaté
E gol da Itapirense!

Eu e a Mari já registrávamos nossa presença em mais um estádio do interior paulista quando o improvável aconteceu…
Nem lembrei de fotografar o que vivíamos… Não dava pra acreditar…
Joel… aos 48 do segundo tempo, Joel, o herói da torcida fez o gol de desempate…

Gente chorando, gritando, pulando no alambrado…
Foi o grande momento do ano.
Nos despedimos com alegria pela festa da torcida local.
Nos vemos pelos estádios….

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73- Camisa do Desportivo Cruz Azul

A 73ª camisa de futebol da coleção do blog As mil Camisas vem lá do México, de um daqueles times cuja história se mistura à do próprio povo. Foi presente do amigo Guga (que agora tem se transformado no maior seguidor do basquete do Clube Pinheiros)

Trata-se do Desportivo Cruz Azul.

O Cruz Azul está sediado em “Ciudad de México“.

Mas a história do clube é bastante confusa, porque se parece com o que tem começado a acontecer com alguns clubes brasileiros, que nascem em uma cidade e mudam-se para outra (casos de Grêmio Barueri, Campinas e Votoraty).

O time foi fundado em 22 de maio de 1927, pelos trabalhadores da fabrica Cemento Cruz Azul, da cidade de Jasso, que viria a ser chamada de Ciudad Coopertiva Cruz Azul, tamanha a influência da indústria de cimento na região.

No início disputou torneios amadores e algumas vezes, jogava contra equipes reservas dos times profissionais.

Com os bons resultados da equipe, a empresa de cimento decide construir um Estádio para o time, em Jasso.

Começava a nascer o Estádio 10 de diciembre, permitindo ao clube a disputa da 2a divisão do futebol Mexicano.

Quatro anos mais tarde, na temporada 1963/64 conquistou o ascesso à primeira divisão.

O time que disputou o primeiro ano na primeira divisão:

Quatro anos depois de estreiar, o Cruz Azul sagrou-se campeão da primeira divisão, na temporada 1968/69, com o time:

No início dos anos 70, a diretoria fechou um acordo para mandar seus jogos no Estádio Azteca, por 25 anos, mudando-se assim para a capital Mexicana.

O Cruz Azul se tornou a equipe mais bem sucedida do México de 1970, vencendo o torneio da liga seis vezes entre 1970 e 1980, valendo lhe o apelido de La Máquina Celeste, o time de 1972:

A temporada 1978/79 trouxe a 6a estrela pro distintivo do Cruz Azul com o time:

Em 1979, veio o último título da época, com a equipe:

Daí em diante, vieram longos anos “ressaca”, talvez pelos inúmeros títulos conquistados nos anos 70.

A década de 80 passou magra, abaixo, a equipe de 1987/1988:

Os anos 90 também demoraram pra “esquentar”.

Em 1996, o time passou a mandar seus jogos no Estádio Azul.

Apenas em 1997, veio o oitavo campeonato nacional:

Nos anos 2000, o clube chegou a disputar várias finais, mas não levou nenhum título.

Destaque para a participação do time na Copa Libertadores de América, de 2001, quando chegou à final contra o Boca Juniores, decidida nos penaltys.

Em 2003, também se classificou para a Libertadores, sendo eliminado nas quartas de final, pelo Santos.

Atualmente, o clube mexicano possui 8 Campeonatos da Liga, 8 vice campeonatos, 5 Campeonatos da CONCACAF, além do vice campeonato da Copa Libertadores de 2001.

No torneio Clausura 2009, o Cruz Azul terminou pela primeira vez em sua história no último lugar.

Ainda assim, pode se considerar o Cruz Azul como um dos três times mais populares do México junto do Chivas Guadalajara e do América.

E a torcida dos caras? Interessante ver como tem uma onda “anti racista” nas bancadas mexicanas…

O site oficial do clube é o www.cruz-azul.com.mx

Uma coisa interessante é que o time possui outros afiliados (Cruz Azul Hidalgo, Cruz Azul Jasso, Cruz Azul Dublan, Cruz Azul Xochimilco e Cruz Azul Lagunas).

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E lute para que ele não seja comprado por empresários que um dia podem ter a brilhante ideia de se mudar para outra cidade.

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Rolê em Buenos Aires parte 5 – La Bombonera

Bom, vamos a mais um sonho…
Vou contar sobre nossa visita a uma dos estádios mais emblemáticos do inconsciente coletivo dos torcedores da América Latina: a Bombonera, casa do Club Atlético Boca Juniors.

Antes de mais nada, vale lembrar que já falei sobre as minhas camisas do Boca (veja aqui como foi).

Como já estávamos meio cansados, ao invés de enfrentar uma caminhada de San Telmo até La Boca, tomamos o coletivo e descemos quase em frente, como mostra a foto abaixo (caraca, como eu saí gordo nessa foto… ou … eu sou gordo assim???):

Como já havíamos feito o passeio e a visita ao Museu por 3 vezes (veja um pouco da nossa última visita aqui), deixamos o Gabriel (o cara do www.torcida.wordpress.com) entrar e ficamos ali por fora, só de rolê.

Demos sorte porque quando passávamos pelo portão lateral, um funcionário saia e deu até pra vermos como estava o campo…

Os caras estavam dando uma arada com um trator (sei lá se era isso mesmo…).

A Mari andando de lá pra cá e o Gabriel fotografando de tudo que é ângulo. Veja como ficaram essas fotos dele aqui!

O nome oficial de La Bombonera é Estádio Alberto J. Armando e possui capacidade para 49.000 torcedores.
O apelido deve-se à sua forma parecida a de uma caixa de bombons. 
Apenas 5 clubes brasileiros venceram o Boca Juniors emLa Bombonera em competições consideradas oficiais: Santos, São Paulo, Cruzeiro, Paysandu e Internacional.
Eu acho muito foda poder estar ali num marco de resistência ao futebol moderno!

Na verdade o bairro La Boca é muito legal de se passear (não só pelo turístico El Caminito). Tem muita arte, culinária e manos que valem a pena a gente conhecer… 
Pouca gente sabe que as pinturas do lado externo do estádio são afrescos do pintor Pérez Celis, que retratou a paixão dos adeptos do clube, bem como aspectos relacionados à vida cotidiana do bairro de La Boca, como o dia-a-dia dos imigrantes italianos.

E o Estádio em si é inacreditável. Ele aparece do nada, de uma hora pra outra levanta e te assombra, como se estivesse escondido no coração do bairro!

A principal razão para isso é o pequeno espaço destinado à sua construção, iniciada em 1923, coordenada pelo arquiteto José Luiz Delpini, que deu a ideia de criar os três anéis de arquibancadas.

Já assisti alguns jogos ali e posso dizer que o mais loco é a altura que vc fica.
Lembra um pouco a Vila Belmiro, mas é ainda mais alto e os degraus da arquibancada ainda menores, você fica com a nítida impressão de estar caindo hehehe

O estádio foi inaugurado com vitória dos donos da casa por 2×1 em um amistoso contra o San Lorenzo.

Em 1952, foi instalada a iluminação para jogos noturnos.

Olhando as fotos da minha última visita, encontrei essa, que coloca o Ramalhão em campo, em plena Bombonera

Além de olhar fotos antigas, vi os posts que eu já fiz sobre esse nosso último rolê e achei que faltou falar de algumas coisas.

Primeiro do nosso hotel, que além, de barato, é muito punk. Chama-se “Brisas del Mar” e fica ali em San Telmo (veja aqui o site do hotel). Esse era nosso quarto…

Outra coisa que faltou foi eu enaltecer meus parceiros de rolê, Gabriel, Gui e Mari, que foram muito companheiros nas bons momentos e nas horas difíceis.

Faltou uma foto pra comprovar que eu tava bem gordo e bem sem noção.
Sair com um shorts do Autônomos e a camisa do Ramalhão, me deram uma impressão ainda pior do que a que eu já tenho…

Os amigos do Tango 14 também mereciam um capítulo a parte.

Assim como a banda em que tocamos aqui no Brasil (Fora de Jogo), eles incluem o futebol com muita frequência em suas letras.

Fomos ao ensaio deles e foi bem divertido!

Além dos tradicionais instrumentos, uma corneta de estádio fez a festa durante o ensaio…

Não tem idéia de como é um som Punk/Oi! boleiro?

Ouve aí uma das melhores músicas do mundo (na minha opinião):

Ah, e como deixar de falar na banda do nosse hermano Hugo, o Doble Fuerza? Pegamos um ensaio deles e ainda assistimos o DVD de 25 anos da banda…

Quer ouvir os caras?? Ouve aê…

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