Itapira, localizada há pouco mais de 150km da cidade de São Paulo, entre Mogi Mirim e Águas de Lindóia.
Desde o século XVIII já haviam moradores na região, mas foi no início do século XIX que se iniciou a colonização efetiva da cidade, tendo como data de fundação o dia 24 de outubro de 1820, quando foi derrubada a mata que deu lugar a uma igreja. Pra quem gosta de história, vale visitar virtualmente o Museu de Itapira e conferir uma série de fotos do séculio XIX:
Em 1858, tornou-se município, mas ainda com o nome de Penha do Rio do Peixe, alterado para Itapira em 1890 depois que o assassinato do delegado local por escravagistas maculou o nome com a expressão “o crime da Penha” (leia aqui matéria sobre o tema).
Itapira possui as qualidades necessárias para alavancar o desenvolvimento em todas as áreas, seja industrial, comercial, de prestação de serviços ou agricultura. Mas ainda assim mantém seu jeito de cidade do interior, preservando a mata e uma série de cachoeiras, ideal para prática de esportes radicais.
Possui também uma série de festas típicas legais, e conseguiu manter preservada um pouco de sua origem.
Itapira aparenta oferecer uma qualidade de vida muito boa. Mas não seria 100% se não tivesse um time e um estádio e é aí que entra a Sociedade Esportiva Itapirense!
Em breve eu vou falar mais do time (estou indo atrás da camisa, vamos ver se eu consigo), por hora vou falar do Estádio Municipal Coronel Francisco Vieira, que conheci num dia em que tentei assistir a um jogo contra o XV de Jaú, mas fui a tarde e o jogo havia sido de manhã…
Ao menos tirei umas fotos do entorno do Estádio…
Como estava fechado, o jeito foi fazer as fotos por meio das grades…
O Estádio, também chamado de Chico Vieira é onde a Sociedade Esportiva Itapirense manda seus jogos, atualmente pela série A-3 do Campeonato Paulista de Futebol.
Sua capacidade é de 4.285 torcedores. O estádio tem esse nome, pois foi o Coronel Francisco Vieira que cedeu as terras para sua construção.
Se tudo der certo, devemos ir ao último jogo da Itapirense pela A3 de 2010, valendo a permanência do time nessa série, se eu for, posto aqui as fotos do estádio “vivo”.
A 72ª Camisa de Futebol pertence ao tradicional CSA, o Centro Sportivo Alagoano.
Essa camisa eu trouxe, na minha viagem de fim de ano para a magnífica Maceió (veja aqui como foi).
O CSA foi fundado em 7 de setembro de 1913, na Sociedade Perseverança e Auxiliar dos Empregados no Comércio, por um grupo de desportistas e devido à data, o primeiro nomeadotado foi Centro Sportivo Sete de Setembro.
O primeiro jogo do time azulino foi uma vitória de 3×0 contra uma equipe formada por alagoanos que estudavam em Recife.
Antes de se tornar definitivamente “CSA” (em 1918), ainda viria a se chamar “Centro Sportivo Floriano Peixoto“.
Existe um excelente site sobre a história do futebol alagoano, o Museu dos esportes, onde se pode encontrar imagens históricas, como a do time de 1923:
O time possui desde seu início, enorme rivalidade com o outro time da cidade, o CRB, mas houve um jogo em que essa rivalidade foi vencida, em 1931, quando 2 jogadores do CRB foram convidados pelo treinador e jogador Tininho para reforçar o time do CSA num amistoso contra o América de Recife.
Zequito Porto e Fonseca eram os convidados. Diretores do CSA chegaram a dizer que não concordavam com a presença dos jogadores do CRB, mas Tininho peitou a diretoria e escalou os dois na partida em que venceram o América por 4×2 (Dois dos gols marcado por Fonseca). Coisa rara pra se existir entre dois rivais, não?
O time coleciona uma série de eventos memoráveis, por exemplo, achei uma foto de um dia em que o Garrincha disputou uma partida com a camisa do próprio CSA.
Outro grande momento foi o vice campeonato da Taça de Prata de 1980. De 1975 a 1979 disputou o Brasileirão (que chegou a ser jogado por 94 times), até então organizado pela CBD (Conferderação Brasileira de Desportos), com a criação da CBF, o time teve de disputar a Taça de Prata (equivalente à segunda divisão, ou série B, atual).
Mesmo perdendo a final para o Londrina, o CSA conquistou o acesso à divisão de elite do futebol brasileiro, do ano seguinte, com o time :
Em 1981, no seu retorno à elite… o time foi rebaixado, com o plantel abaixo:
Em 1982, o jeito foi disputar novamente a Taça de prata, e mais um vice campeonato, desta vez contra o Campo Grande, do Rio de Janeiro.
A final foi em 3 jogos, e o primeiro deles, o CSA venceu por 4 x 3, numa partida que ficou conhecida como o “jogo da virada”, mas perdeu os dois seguintes, no Rio de Janeiro, com o time:
No Brasileiro de 1983 teve grandes momentos, como nas vitórias por 4×0 diante do Tiradentes e os 2×1 contra o Fluminense, em pleno Rio de Janeiro, com o time:
O time conquistou o campeonto estadual 37 vezes, mas também chegou a ser rebaixado para a segunda divisão do alagoano duas vezes, em 2003 e a mais recente, em 2009.
O auge do time veio em 1999, na disputa da Copa Conmebol, quando pela primeira vez, um clube de Alagoas participou de uma competição internacional.
Logo na estréia, eliminou o Vila Nova de Goiás nos pênaltis.
O segundo adversário foi o venezuelano Estudiantes de Mérida, eliminado com um empate sem gols, na Venezuela e uma vitória do CSA, por 3 x 1, em Maceió, num jogo que teve seis jogadores expulsos.
Na semifinal, embate histórico contra o São Raimundo, também vencida na disputa por penaltys. O CSA era agora o primeiro clube do Nordeste a disputar uma decisão de competição sul-americana, contra o Talleres, da Argentina.
Na primeira partida o CSA fez 4 x 2, em casa, o título parecia certo, mas na Argentina, a catimba falou mais alto e o título foi perdido numa derrota por 3×0.
Existem muitos vídeos sobre toda a campanha, mas sobre a final, só achei o vídeo do gol, do título do Talleres. De qualquer forma, foi um momento inesquecível para o time do CSA.
O CSA costumava mandar seus jogos no Estádio Gustavo Paiva, o Mutange. Sua capacidade chegou a ser de 9.000 pessoas. E tem como destaque ter sediado o jogo CSA 1 x 1 Velez Sársfield, em 1951.
Atualmente, o CSA disputa suas partidas no Estádio Rei Pelé, o Trapichão (do governo estadual), utilizando o Mutange apenas para treinamentos.
O mascote do CSA é o Azulão:
Ouça o hino no link abaixo:
Não encontrei o site site oficial do clube, mas há o www.azulcrinante.com feito por torcedores e também o blog www.csa-azulao.blogspot.com/
Estive recentemente em Maceió e um dos amigos que fiz no hotel era torcedor do CSA, esse post vai pra ele!
APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!
Ainda que sua cidade tenha uma praia linda, é no Estádio que cantamos juntos!
Páscoa de 2010!! Data de chocolate, diversão e… Rolê Boleiro, pra quem não vive sem FUTEBOL!
Aproveitamos o feriado e fomos até Poços de Caldas, para assistir ao jogo do Vulcão, pelo Módulo II do Campeonato Mineiro. Vulcão é o apelido do time Poços de Caldas Futebol Clube, já escrevemos sobre o time, clique aqui e relembre como foi!.
Antes de chegar lá, demos uma parada em Cosmópolis (terra natal da Mari) e depois, em Águas da Prata (também já escrevemos sobre o Estádio da cidade, clique aqui para lembrar!).
O detalhe é que na volta passamos lá de novo e deu pra vermos os macacos que habitam a região, bem próximo das barracas de alimentos.
Já em Poços de Caldas, antes de mais nada fomos até a tradicional fonte de água sulfurosa pra relembrar o quão fétida ela é…
Apesar do cheiro e da temperatura (ela é quente mesmo com o frio que estava), como dizem que ela tem diversas propriedades terapêuticas, encaramos o desafio e até tomamos um pouco…
Antes de irmos ao Estádio Ronaldo Junqueira, o Ronaldão, passamos ali pela praça e encaramos um belo lanche em um dos diversos traillers ali no centro.
Claro que escolhemos um trailler que tivesse uma cara mais boleira… Se liga no nome dos lanches:
A Mari preparou até um esmalte especial pra torcer pro Vulcão, cujas cores são laranja e preto (aliás, ela acabou de escrever sobre esmaltes, no blog dela, leia aqui).
Infelizmente, chegamos à cidade, junto do frio e da garoa, e pelo número de carros estacionados em frente ao Estádio, o público parecia não ser muito grande, mesmo sabendo que o Vulcão dependia do resultado para passar de fase e lutar pelo acesso à primeira divisão.
Nas bilheterias, descobrimos que o preço dos ingressos variava de R$2,5 (meia entrada da arquibancada descoberta) a R$ 15 (entrada integral para a coberta – que não é toda coberta).
Logo na entrada a primeira diferença dos estádios mineiros para os paulistas: O uniforme da polícia militar (sei que não dá pra ver muito bem, mas os policiais estão ali no fundo…)
Como já esperávamos, devido à chuva, o público era pequeno…
Fica registrada nossa presença em mais um estádio!
Ali, o pessoal da KuatiLoko, esperando o jogo começar!
E ali, próximo ao gramado, a famosa “Galera do alambrado“, infernizando o técnico adversário com sua poderosa buzina!
O mascote do time fica ali, atrás do gol, protegendo o time do Vulcão.
O tempo era frio, mas o jogo começou quente. Várias faltas e lances mais “pegados” caracterizaram a partida.
O técnico do Vulcão é Sandro Gaúcho, emprestado , assim como boa parte do time, pelo Santo André, para a disputa da segunda divisão Mineira.
Imagem retirada de blogdovulcao.blogspot.com
Ah, dê uma olhada você mesmo em como é o campo:
A galera que ficou na arquibancada do outro lado, pagou menos, mas deve ter sofrido com o frio e a garoa que caia.
Do outro lado, uma parte do estádio coberta, assegurava ao menos lugares secos pra se sentar.
Fiquei com medo de ser visto como pé frio, porque após um contra ataque do Araxá, não é que os visitantes fizeram 1×0, tentando escapar do rebaixamento?
O Vulcão, que já esteve isolado na liderança vinha em queda, após uma sequência de 4 jogos sem vitória (1 empate e 3 derrotas). A própria torcida já começava a perder a paciência, quando o treinador Sandro Gaúcho colocou em campo o jogador Evandro.
E não é que o cara resolveu os problemas do treinador? Além de arriscar chutes de longa distância ele cadenciou o jogo no meio campo e ainda bateu o penalty sofrido ainda no primeiro tempo, igualando o placar.
Mas ainda era pouco para um time que iniciou tão bem o campeonato. Mais uma vez, jogada de Evandro, que recebeu no meio campo, avançou e cruzou na área para o cabeceio de Luciano, alterar o placar!
Ufa, pensei que a camisa que eu ganhara ano passado iria dar azar…
No segundo tempo, a chuva apertou. Nem a bateria da torcida resistiu ao frio e à água…
Ah, mas em campo, o tempo esquentou. Faltas violentas, reclamações constantes e até um princípio de desentendimento entre os atletas.
E ali, em frente à área, mas sem deixar de atacar junto do time, o herói da torcida Andreense e agora também, do pessoal do Vulcão… Sandro Gaúcho!
Os 2×1 praticamente classificaram o time com uma rodada de antecedência. Vamos ver se além disso, Sandro consegue dar o acesso tão sonhado ao time de Poços de Caldas. Leia mais notícias em: http://blogdovulcao.blogspot.com/
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Valorize sua gente e sua história, antes que você não tenha mais memória…
Águas de Lindóia… Tem cheiro de infância pra mim, época em que minha família sempre fazia os mesmos programas nas férias ( eu achava ótimo!): De Santo André para Itanhaém, para Assis, Poços de Caldas e Águas de Lindóia.
Voltei à cidade para ver se era só uma imaginação ou se realmente uma vez, quando pequeno eu havia visto um Estádio escondido entre a bela paisagem da cidade… E era mesmo real…
Águas de Lindóia fica 180 km de distância de São Paulo, bem próxima da divisa com Minas Gerais (pelo Sul). Sua paisagem é muito bonita, caracterizada por montanhas cobertas por vegetação, como se vê na foto abaixo.
As águas minerais são seu maior charme (diz a lenda que quando Neil Armstrong pisou na lua, levou com ele algumas garrafinhas), mas a cidade também conta com atrativos do turismo rural e esportes radicais.
Falando um pouco de Futebol, o “Estádio Municipal Leonardo Barbieri” tem capacidade para cerca de 7.400 torcedores.
Quando estive por lá, vi a placa dizendo que em dezembro de 2008, ele ganhou cobertura na arquibancada.
É um estádio pequeno, com alambrado bem próximo do campo de jogo, ideal para cornetar bandeirinhas ou fazer laterais desmotivados renderem mais.
Mas o estádio está arrumadinho e com um bom gramado, confesso não saber se esse campo é usado pelas equipes que fazem pré temporadas na cidade, alguém sabe dizer??
Enfim, mais um belo estádio escondido por aí, a espera quem sabe, de um time para disputar uma série B do Paulista… Seria ideal , não??
27 de março de 2010. Sabadão pela manhã, a Mari tinha que ir pro centro de SP, pra ver umas roupas e tecidos pra ela postar no blog dela (www.pencefundamental.com.br).
Eu, que não sou assim muuuuuuito chegado a moda, aproveitei e dei um pulo na Javari, pra ver Juventus x Comercial, bom jogo, entre duas equipes que tem grandes chances de subir pra A2, consequência… fila pro ingresso…
Nada que tomasse mais de 10 minutos. Logo, já estava na mais romântica as canchas de São Paulo, ouvindo cantos que evocam os operários da Moóca e mostra ao time que a sua gente está ali pra apoiar, independente do que acontecer no placar…
Fico me perguntando se um dia a Federação não podia ser corajosa e liberar um jogo contra um time tradicional de São Paulo, ali na Javari. Já pensou um Juventus x Corinthians, ou Juventus x Palmeiras… Ingressos limitados… A Federação podia ter essa coragem.
O pessoal da Setor 2 me faz lembrar minha banda (Tercera Classe). Certa inocência proposital nas músicas, que não chegam a ser gritadas, são cantadas com o coração, deixando ainda mais doloroso o ato de amar ao extremo seu time.
A rapaziada de Ribeirão Preto também compareceu e em bom número. A Mancha Alvi Negra mostrou que se dependesse da torcida, o Comercial seria o mesmo glorioso time que fazia o chão tremer pelo interior.
E dá lhe faixas! A da esquerda ali, com direito a letra do Iron Maiden e tudo!
Foi bom poder ver um jogo do Comercial, sem ter que viajar tanto, mas ainda quero ir pra Ribeirão pra mostrar os caras, em casa!
Aliás, torcida visitante na Moóca é quem pressiona o bandeira!
Ah, finalmente descobri de quem é a faixa “JUVEGAN“. Como eu também sou vegetariano, sempre me perguntei quem teve a excelente ideia de juntar as duas coisas. Aliás, fiquei ainda mais contente porque ganhei uma camisa dos caras! E uma camisa muito bem feita com direto a etiqueta contando o nascimento da ideia, quando, o Juventus sagrou-se campeão da Copa Federação Paulista, com um gol no último minuto, ao derrotar o Linense, até então patrocinado por um matadouro.
O jogo foi bem corrido, e as equipes mostraram porque estão mesmo na briga pelo acesso.
Comparando aos outros jogos que vi do Juventus, achei o time um pouco mais “sonolento” do que o normal, tanto é que saiu perdendo por 1×0, num gol em que o preparador de goleiros devia ter ido comprar um canole e não gritou com o goleiro Gustavo pra ele sair numa bola “chuveirada” verticalmente na área e que acabou sendo cabeçeada por um atacante (até meio baixinho) do Comercial.
A setor 2 não deu a mínima e seguiu apoiando a razão do seu viver…
Engraçado, como depois de assistir tantos jogos do lado da Setor 2, o outro lado do estádio parece meio estranho.
O Comercial seguia vencendo, mas nas pequenas bancadas da Javari, fosse pela revolta (o juiz expulsou um atleta juventino, num lance que poderia ter expulsado também o goleiro adversário) ou pelo amor, o que se via era muita agitação…
O segundo gol do time de Ribeirão Preto, praticamente acabou com as chances do Juventus, mas foi muito legal ver o jogador que fez o gol indo cumprimentar a torcida que viajou tanto pra vê-los jogar. Chupa Tiago Leifert e sua triste campanha para fazer os jogadores comemorarem seus gols com a Globo e não com a hinchada!
Ao fim do jogo, ainda com 2×0, o polêmico, irreverente e já lendário “Toro” escalou os alambrados pedindo “Ponga huevos!!”. Sequer se importava com a possibilidade de ser retirado pela Federal. ” No me importa nada!!!” bradava!
Momentos depois o Juventus marcou seu gol fechando a partida em 1×2 pros visitantes. Fui encontrar a Mari no mercadão (puta dia de passeios paulistanos, meo!). Ah, já vestindo o presente!!
A 71a camisa de futebol vem novamente da Argentina, onde passamos o carnaval (e ainda nem consegui terminar de contar tudo…).
O time defende o bairro de Mataderos (no extremo sudoeste da Capital Federal), cujo desenvolvimento se caracterizou pela presença da indústria da carne.
Existe no bairro, uma famosa feira que acontece há mais de 20 anos, criada para ser um espaço de produção e difusão das raízes culturais do povo do bairro.
Eu confesso que nunca fui, por medo de só ter coisas de carne – sou vegetariano- mas me disseram que tem de tudo um pouco por lá…
O principal incentivador do futebol no bairro foram as escolas que trouxeram vários jovens e consequentemente a prática esportiva.
Foi um grupo de jovens estudantes, do bairro que fundou o time, em 1 de julho de 1911, na época, como Football Club Los Unidos de Nueva Chicago.
Nueva Chicago é quase que um sinônimo para o nome do bairro, tamanha a ligação dos moradores de Mataderos e o time.
O time começou modesto, com reuniões nas próprias ruas, um uniforme comprado numa loja do próprio bairro, e tendo como campo, um terreno baldio, onde foram instaladas traves de madeira (a mesma madeira usada nos matadouros para segurar o gado.
No seu início, disputou ligas inter bairros, mas em 1913 se associou à Associación Argentina, disputando o Torneio da segunda divisão.
Jogar em Mataderos sempre foi um problema para os adversários e para a torcida visitante, tanto que em 1915, o clube foi expulso da liga por problemas ocorridos num jogo contra o Nacional, e só pode voltar a jogar em 1917.
Em 1919, alcançou a primeria divisão, numa época pré AFA (Associacion del Futbol Argentino). No ano seguinte, a AFA estava criada e “de presente” para Mataderos, rebaixou o time no tapetão.
Em 1937, caiu para a terceira divisão, de onde retornou em 1940, com a conquista do Campeonato Argentino Terceira Divisão, com o time:
Muito anos mais tarde, conquistou o Campeonato Argentino da Segunda Divisão, em 1981, chegando à primeira divisão, com o time abaixo:
Em 1983, caiu para a então “Primeira B”, só retornando à primeira divisão em 2001, com o time:
Vale a pena ver a matéria sobre este acesso:
Infelizmente, em 2004 o time caiu novamente, mas já em 2006 conseguiu voltar à primeira divisão, num jogo histórico contra o Belgrano, conseguindo reverter um placar de 3 gols adversos, como pode se ver no vídeo:
Atualmente (2010), o Nueva Chicago disputa a Primeira B, sonhando em retornar rápido ao lugar que se aconstumou, a primeira divisão!
O Estádio fica numa região bastante tranquila…
Mas, como já disse, em dia de jogo, nem sempre Mataderos é tranquilo para seus adversários…
Além do futebol existem outros esportes praticados no clube.
Aliás, o seu estádio leva o nome do time e tem capacidade para 23 mil hinchas!
Vale lembrar que o time possui grande rivalidade com o All Boys, que cresceu graças aos vários jogos disputados nas divisões de acesso.
O mascote do Nueva Chicago é o “Toro”:
Sua hinchada é fanática!
O site oficial do time é www.nuevachicago.com , mas existem vários outros sites dedicados ao time, como o www.primerochicago.com.ar
O Nueva Chicago representa muito bem os valores que tanto acredito de amor ao bairro…
Darío foi um jogador que poderia ser visto pela grande mídia como apenas mais um número nas estatísticas, sem nunca ter chegado a um clube ou conquista de grande expressão.
Foi zagueiro de equpes como Yupanqui, Lugano, Ferro Carril Midland, Deportivo Laferrere, Deportivo Riestra, Cañuelas, Deportivo Paraguayo e Victoriano Arenas, entre outros.
Mas Darío foi muito mais que isso.
Seus atos o transformaram em uma daquelas lendas do futebol, cada vez mais raras nos tempos atuais.
Diferente da maiora dos boleiros, Darío era o mais “metaleiro” dos jogadores argentinos.
Até ser proibido pela Federação Argentina, frequentemente, jogava com a cara pintada, conforme a foto acima para demonstrar sua devoção e fanatismo ao black metal.
Sua prova de amor ao metal também era mostrada por meio de sua banda “Tributo Rock“, formada por outros jogadores de equipes do acesso.
O adeus ao futebol profissional se deu precocemente, aos 34 anos, quando sofreu uma ruptura nos ligamentos cruzados, e não teve condições financeiras de realizar uma cirurgia reparativa.
Além de um gosto musical diferente, o jogador também demonstrava uma atitude diferenciada.
Por isso, mesmo após abandonar os campos, e até hoje, uma série de “causos” são contados sobre o jogador, conhecido por jogar muito mais por amor ao futebol do que pelo dinheiro.
Contam, por exemplo, que quando atuou pelo Lugano chegou a cobrir o nome do patrocinador do uniforme, devido aos calotes que a empresa dava ao clube. O detalhe é que ele pretendia fazer isso com fita adesiva, mas no dia do jogo (contra o Acassuso) esqueceu a fita e acabou passando lama sob a marca, tornando a “invisível”.
Também ficou muito conhecido quando denunciou um político, dirigente do Juventud Unida, que segundo ele, em busca de maior popularidade, tentou suborná-lo.
”Era una rata inmunda” – Darío sobre o tal dirigente.
Por essas e outras, o jogador gerava um certo medo em dirigentes e treinadores, acostumados a mandar e reinar sob os jogadores de equipes menores.
Por outro lado, conquistou o coração de torcedores, que independente do time também amam o futebol acima de tudo.
Assim, ainda hoje ele é visto por vários torcedores como símbolo do futebol de acesso.
Um inadaptado ao futebol moderno que reina hoje em dia.
“Un payaso que se pinta la cara, pero que se mata por la camiseta” – Dário Dubois
Em uma de suas últimas aparições na mídia, Darío se mostrava esperançoso de voltar de conseguir realizar a operação e assim retornar ao futebol.
Entretanto, ele não viveu para realizar esse sonho…
Faleceu em 17 de março de 2008, com 37 anos, vítima de um assalto.
Passou dez dias internado lutando pela vida, mas não resistiu as hemorragias internas em decorrência de dois tiros sofridos.
O ex-zagueiro jogou ao todo 146 partidas e marcou 13 gols.
Outros blogs comentando sobre o jogador:
www.fotolog.com.ar/dionisos_69/photos/445218/
www.enunabaldosa.com/?p=259
Era mais uma quente sexta feira. O Chacarita enfrentaria o Cólon, as 16h, e assim fizemos nosso rolê pela manhã, almoçamos e já estávamos caminhando pro ponto de ônibus quando percebemos uma verdadeira tormenta se aproximando.
Como já havíamos pego uma inundação na segunda feira, na volta do jogo do All Boys, decidimos voltar e esperar um pouco.
Fizemos bem. Dá uma olhada no resultado das chuvas:
Do hotel, ficamos sabendo que o jogo seria adiado e resolvemos aproveitar para descansar. Cerca de uma hora depois, ao ligar a tv, percebemos que o jogo não fora cancelado…
Pronto. Ficamos tristes, putos, chateados, nervosos, e tudo o que dava pra sentir…
O jeito foi deixar o derrotismo de lado e assistir ao jogo pela tv. O Chacarita ainda perdia por 1×0, quando o Gui propôs que desafiassemos o trânsito caótico (o jogo transcorria, mas a cidade estava alagada e parada, segundo a tv) e fossemos até o estádio do Vélez ver o jogo contra o Independiente.
Dei uma última olhada na tv, naquela cama confortável e no quarto quentinho, em pleno bairro de San Telmo e num momento de delírio boleiro, topamos atravessar quase a cidade toda até o Estádio Jose Almafitani… Era sem dúvida uma ideia estúpida, mas fantástica ao mesmo tempo.
Bom, a parte mais emocionante do relato não tem fotos. Vou contando enquanto mostro como é o Estádio do Velez (na minha opinião um dos mais bonitos Estádios que já estive).
Aí embaixo, a gente um pouco molhado, depois de quase 1 hora de taxi. Não se assuste, saiu R$ 25 a viagem e como estávamos em 4, deu menos de R$ 7 por pessoa.
Teria valido totalmente a pena se tivéssemos descido do lado da entrada do Vélez e não no meio da torcida do Independiente. Menos mal que não estávamos com camisa de time, mas de onde descemos até chegar a entrada foi uma longa caminhada.
O detalhe é que para chegarmos lá, tivemos que voltar uma quadra para longe do estádio, atravessar a linha do trem e andar mais umas 4 quadras, tudo isso com uma garoa forte e sem energia.
Tava um breu e não tinha ninguém na rua. Resultado…. Um nóia portenho veio intimar misturando uma tentativa de venda de drogas a uma pequena extorsão.
Por sorte estávamos quase no estádio e depois de algumas negociações pouco habilidosas conseguimos despistar o cara.
Embora ainda um pouco tensos, já estávamos dentro do Estádio e o negócio agora era aproveitar…
Eu e a Mari aproveitamos para oficializar nossa presença em mais um estádio!
A torcida do Vélez fez uma festa muito bonita! Cantaram o tempo todo, festejando o bom momento que o time vive tanto no campeonato nacional, quanto na Libertadores.
Se liga no penalty para o Velez:
A forte chuva colaborou para um número menor de torcedores na partida.
A torcida do Independiente compareceu em bom número!
Olha o que eu falo… Por que nos Estádios brasileiros as barraquinhas de venda de material do time tem que ficar do lado de fora?
Acho que já deu pra perceber que o estádio tem arquibancadas dos 4 lados.
Sendo que a da frente é beeeeeem alta…
A barra fica atrás do gol, do lado direito daquela arquibancadona alta.
A Mari assistia atentamente à partida… (até porque não tina muitas opções gastronômicas, que é uma das coisas que normalmente nos tira um pouco da atenção do jogo…)
O jogo foi bom, mas o Vélez soube aproveitar melhor as oportunidades criadas.
A gente ficou numa parte que é bem perto do campo, e tinha até uma parte coberta, mas como já estávamos molhados, preferimos ficar ali mais perto do jogo.
E dá lhe tirantes, e trapos!
Idem para a outra hinchada!
As cores originais do time (vermelho, branco e verde) são sempre relembradas nas arquibancadas.
Filma nóis, Galvão!
O placar tinha uma baita resolução…
E outro gol!! (Clica na foto que ela amplia e dá pra ver mais detalhes da comemoração).
Fim do primeiro tempo. Dá quase pra conversar com os jogadores de tão perto que eles passam.
O futebol tem se tornado algo inexplicável para mim. É incrível como me sinto bem num estádio, com mesu amigos ao lado e conhecendo novos torcedores e apaixonados por um esporte que luta não contra seus adversários, mas contra todo um sistema econômico cultural que nos sufoca a cada dia!
Como já disse em outros posts, as faixas são bem menos “institucionais” do que as que vemos aqui no Brasil, sendo feitas pelos próprios torcedores, muitas vezes à mão mesmo. Essas até que são bonitinhas demais para terem sido feitas assim…
O intervalo passa depressa quando se está tão entretido com cada pedaço do Estádio e de sua torcida…
Essa parte de traz até lembra as numeradas de estádios menores, como a Javari.
Esse a esquerda é o Gabriel, o cara que faz as fotos pro www.torcida.wordpress.com, aliás, ele postou mais fotos deste e de outros jogos que foi com a gente por lá!
Cara, que festa!
Tá na cara que o orgulho e admiração pelo time é um dos sentimentos que mais aflora por Buenos Aires, ainda que esteja passando pelo mesmo que acontece aqui no Brasil: Concentração de torcedores nas bancadas dos chamados “grandes times”…
Assim termina mais uma parte das nossas aventuras por Buenos Aires. Ainda falta relatar os jogos do All Boys e do Racing.
Domingo de manhã é momento de futebol, independente do rolê do dia (ou da noite) anterior. Assim, eu e a Mari (O Gui alegou esgotamento físico e não foi, e o Gabriel foi pra Moóca ver Juventus x Penapolense) fomos até o Estádio Municipal Antonio Soares de Oliveira, em Guarulhos, guiados pelas placas, para ver Flamengo x Atlético Sorocaba, pela série A2.
O Estádio Municipal Antônio Soares de Oliveira é também chamado de “Ninho do Corvo“, ou simplesmente “Estádio do Flamengo“.
Lá chegando, a primeira surpresa… Uma bela lanchonete (tão difícil de se encontrar nos estádios de São Paulo…).
Mais que salgadinhos e bebidas, na parede da lanchonete fotos históricas do rubro negro de Guarulhos!
A estrutura do Estádio é de dar inveja a muitos times da primeira divisão. Banheiros impecáveis e todo o estádio muito bem pintado com as cores do Flamengo!
Atualmente, possui a capacidade de 15 mil lugares.
Dá uma olhada no “todo” do Estádio:
Vale lembrar que mandam jogos neste estádio, tanto A.A. Flamengo quanto o A.D. Guarulhos.
Os dois times entraram em campo com a difícil missão de seguir na luta contra o rebaixamento para a série A3.
A AA Flamengo vêm ganhando força no cenário estadual, seja com os recentes acessos, seja com a participação na Copa Federação Paulista ou Copa São Paulo de Futebol Júnior, da qual foi uma das sedes, este ano.
Entretanto, este ano, o time não tem dado muita sorte. e os resultados acabaram não aparecendo, por isso, alguns torcedores, puseram suas faixas de ponta cabeça, em sinal de protesto, pela má campanha.
Encontramos o presidente do clube, Edson David, que se mostrou bastante chateado pelo desempenho do clube, mas lembrou que o time sofreu principalmente por vários jogadores terem ficados afastados pelo departamento médico.
A torcida tem todo o direito de cobrar, mas é preciso saber valorizar o esforço da atual gestão, que tem trabalhado pelo clube e que mostrou-se presente mesmo nos momentos difíceis. Reconheço que não deve ser fácil ser dirigente esportivo no Brasil, principalmente de times independentes. O próprio público, assim como ocorre em todo interior, praticamente abandonou o time, só os mais fanáticos compareceram.
Falando um pouco do jogo, o Flamengo fez o que tinha de fazer e começou indo com tudo pra cima, abusando das bolas aéreas e jogadas de bola parada.
Por volta dos 30 minutos do primeiro tempo, festanas bancadas. Penalty para o Flamengo. Mas quando a fase é difícil, nem assim… Além de perder a cobrança, o Corvo (apelido do Flamengo) levou o gol no contra ataque. Pequena festa na ainda menor torcida sorocabana que compareceu em Guarulhos.
Conversamos um pouco com o pessoal da Comando Rubro Negro, também chateados pela situação do time!
No segundo tempo, após um início meio morno, o jogo foi ficando mais emocionante, afinal, com esse resultado o Flamengo voltaria à série A3, e o time local se jogava para o ataque como podia…
E bola na área, e escanteio, e pressão do Flamengo… E nada do empate aparecer…
Jogo quente, hora de esfriar a cabeça… Voltando ao capítulo “Gastronomia de Estádio”, dá lhe picolé a R$1!!!
Aliás, cabeça quente teriam os reservas do time visitante se a torcida quisesse fazer uma pressão nos caras… Olha como é perto!
Faltavam poucos minutos, e não havia pressão que desse jeito de mudar o placar do Estádio Antonio Soares de Oliveira…
Não conseguiu ler? Veja mais de perto:
Opa, antes que o jogo termine é hora da “foto oficial” da gente em mais um estádio!
E embora eu e a Mari estivéssemos contentes por mais um jogo assistido, no fundo estávamos tristes por presenciar a queda do Flamengo de Guarulhos para a série A3… E mal sabíamos que algum tempo depois, o Atlético Sorocaba viria a fechar suas portas…
Se bem que pro Tévez, mascote do time, parece que era tudo festa…
O jeito foi encher a cara de cana (calma, é que na frente do estádio vende caldo de cana, mesmo) e encarar uns pastéis pra voltar para Santo André já almoçados!
E assim, termina mais uma manhã de domingo… Com várias boas cenas na memórias, novos amigos…