Dia de festa para o povo andreense! A cidade, representada pelo time sub 20 do EC Santo André chega a final dos Jogos Regionais contra a badalada equipe do Santos FC.
E lá vamos nós para apoiar o time!
Quanto vale o sonho de se tornar um jogador profissional de futebol? O que você estaria disposto pra isso? Hoje foi dia de ver vários jovens que estão nessa luta darem um passo a mais rumo a materialização do seu sonho: o EC Santo André sagrou-se campeão dos Jogos Regionais!
No meio da molecada, um cara mais velho que faz a diferença no resultado final: o técnico Baroninho!
Os demais que já passaram dos 20 estão ali na bancada apoiando!
E olha a moral desse time: até a Fúria Andreense colou hoje para apoiar!
Outros atletas do time estavam ali pra apoiar também!
Em campo, o Ramalhão não se intimidou com a equipe do Santos e fez valer o fator casa. Alexiel e Cledson ainda no primeiro tempo definiram a vitória do EC Santo André.
Os meninos do Ramalhão chegaram a colocar o time santista na roda…
Ao terminar a partida, o técnico Baroninho ainda mexeu em vários jogadores.
A torcida já aguardava o fim da partida pra iniciar a festa…
E o juiz nem bem apitou o término da partida e a festa começou!
Olha o troféu e as medalhas para os finalistas:
O nosso zagueirão, capitão do time, foi receber o troféu.
Lá no meio do time, pronto pra receber as medalhas está o Joel, dono do Museu do Ramalhão!
E aí já “medalhados”, os garotos do time do EC Santo André:
Po, e depois até a gente aproveitou pra comemorar com os jogadores!
Taí o nosso goleirão!
O time que mais tarde (as 14hs) enfrentaria o Mauá FC pela SP Cup também se juntou à comemoração.
Teve quem pagou promessa atravessando o campo de joelho.
E o nosso zagueiro argentino, Fabricio Sebastián? Tava lá também!
Aí está o futuro do nosso time!
Muitos desses jovens atletas conquistaram hoje seu primeiro título!
Em uma manhã que se iniciou com um papo citando Albert Camus e sua visão sobre a imprevisibilidade e improviso do futebol, onde cada partida é uma história única, nos dirigimos até Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais, para acompanhar um jogo que sem dúvida seria inesquecível para a torcida local!
Chegamos à cidade na hora do almoço e após de um rolê pelo centro, conhecendo o mercadão e a tradicional praça da igreja, fomos para o estádio.
Na loja, também deu pra ver fotos históricas das conquistas do Pousão:
Graças a ajuda do treinador Paulo Roberto e da Tatiana da secretaria do clube (muito obrigado aos dois!!), conseguimos comprar antecipadamente nossos ingressos e assim foi só passar lá na loja e retirá-los.
Olha o clima na entrada do jogo:
E nós podemos dizer que tivemos um dia incrível ao fazer parte desse momento histórico do Pouso Alegre FC!
Logo na entrada do Estádio, o busto de Alberto de Barros Costa Filho nos deu as boas vindas!
A chegada do público impressiona…. Será que teremos os 15 mil torcedores, que era o desafio proposto pela diretoria?
Olha aí a TOP –Torcida Organizada do Pousão:
Rolou até uma banda de pagode em plena arquibancada do Manduzão:
O time local entra em campo e a torcida local mostra sua força.
Teve direito até a fumaça rubro-negra:
O amigo Mário também fez alguns registros desse momento de festa na bancada, confira:
Eu acabei registrando o momento ali de dentro da nuvem…
E teve tirantes também colorindo a bancada:
Em campo, o ASA de Arapiraca começou melhor, até porque precisava reverter um placar bastante adverso, já que perdeu em casa por 2×0.
Mas a torcida local estava mesmo insana…
Fui dar um rolê pelo estádio pra registrar a incrível presença do público:
Aqui, a outra organizada do time, a Dragões do Mandu:
A torcida do ASA de Arapiraca merece menção especial, afinal mesmo com um placar extremamente contrário, compareceram em pelo menos 2 ônibus, desafiando os milhares de quilômetros até a cidade do sul de Minas Gerais. Parabéns à Mancha Negra!
Cantaram durante todo o primeiro tempo e mesmo quando o time levou o gol do Mandu, mantiveram seu apoio.
Ao menos ganharam um por do sol lindo!
Ao retornar para o nosso lugar, deu pra conferir que o estádio estava praticamente lotado!
E a gente pode dizer que participou dessa festa!
Mas, como já disse acima, aos 34 minutos do primeiro tempo Neto Paraíba fez o que todos esperavam: Gol do Pousão e a torcida vai à loucura!!!
Do outro lado, as cadeiras cobertas também estavam repletas!!
É sempre um orgulho em estar ao lado de uma festa tão bacana! Tomara que a cidade siga nesse apoio nos próximos anos!
E teve bexiga colorida, teve bandeira…
Não vejo a hora da liberação das bandeiras de mastro aqui em SP, olha que visual lindo:
E não parava de chegar gente….
Olha o bandeirão da Dragões!
O time do ASA de Arapiraca se mostrou um adversário valoroso! Não entregou fácil a partida. Correu o tempo todo e perdeu até algumas chances que poderiam ter transformado a festa em um drama!
Mas a gente estava ali pela festa 🙂
O Mário até agora não entendeu porque esse avião passou 8 vezes pelo campo. Foi pra ver a festa, Marião!!!
Começa o segundo tempo e, embora o sol se vá, a vibração na arquibancada segue a mesma!
Rolou até a brincadeira com os celulares..
E o estádio ganhou um aspecto diferente…
Com o placar assegurando o acesso, foram começando a aparecer provocações ao adversário…
Decidimos ir próximo do banco de reservas para acompanhar o momento de acesso próximo do treinador da equipe Paulo Roberto!
E olha aí o maestro!!
Momentos finais da partida e o ASA de Arapiraca ainda tenta encontrar seu gol de honra…
Só falta o apito final pra festa começar…
Minutos antes do fim do jogo a torcida local se emociona:
E é fim de jogo! Parabéns Pouso Alegre FC, vc está oficialmente na série C 2023!!
Tem bandeirão? Siiiim!
Tempo de festa mas de se manter o foco não só pra sequência do campeonato, como também para o futuro do time que terá um 2023 cheio de compromissos!
Ao fim da partida, o jogador Foguinho veio até o alambrado dar um alo pra torcida e ganhou um presente de um torcedor mirim.
Um último olhar para esta tarde tão mágica e tão única quanto diria Albert Camus!
Ao término do jogo até o Mickey se rendeu ao Mandu….
Bem amigos e torcedores… O dia 26 de agosto ficará eternizado pelo primeiro encontro entre os dois times da cidade de Santo André. De um lado o já conhecido EC Santo André, do outro, o Santo André FC (a foto abaixo é do amigo Gabriel, muito obrigado!!!):
O confronto foi válido pela 2a rodada da Paulista Cup, categoria sub-20 e teve como cenário o Estádio Bruno José Daniel.
E quem começou mais preocupado foi o nosso goleirão, que viu o Santo André FC “ciscar” ali em frente à área do Ramalhão, mas sem grandes perigos.
À frente do SAFC, temos um amigo e ex jogador do Ramalhão: Adauto.
Em campo, pela primeira vez foi rasgado o nosso mantra do “apoie o time da sua cidade”… afinal os dois times são daqui kkkk.
Sabendo da importância histórica da partida, o time do Santo André FC acabou se mostrando um pouco inocente, e apostou em uma forte marcação na saída de bola do Ramalhão, durante boa parte do primeiro tempo.
Mas embora pegado, e sofrendo essa marcação na saída de bola, o primeiro tempo terminou 0x0 e sem grandes chances para nenhuma das equipes. Só nos restou comer um amendoim do Galinha.
Mas, quem tem Baroninho no banco sabe que as coisas devem ter esquentado no intervalo. O Ramalhão voltou mordendo e praticamente passou por cima do Santo André FC.
No segundo tempo, o EC Santo André fechou o meio campo, corrigiu as falhas defensivas e se lançou ao ataque com mais segurança. Em um escanteio pela esquerda, o Ramalhão abriu o placar.
Olha só quem apareceu pra curtir o jogo: o goleirão do profissional, o Fabrício!
Com a forte marcação, o time do Santo André FC parece ter se cansado muito cedo e com isso acabou se perdendo em campo, mas não tivemos nenhum lance desleal.
Como diz o ditado, abriu a porteira… aguenta… O EC Santo André fez o segundo gol e levou a torcida ao delírio!
O Ramalhão seguiu melhor e ampliou o placar, permitindo colocar todo o elenco pra jogar.
Olha aí o 4o gol, do atacante Teo (que teve um gol “sumido” no site da Paulista Cup).
Na bancada ramalhina, a mensagem é que a cidade tem dono!
Pra quem acha que gato preto da azar, esse “masacote” mostrou ser pé quente!
Na metade do segundo tempo o time do Santo André FC não conseguia mais encostar na bola
E com o placar “alargado” o time do Santo André FC teve que aguentar as brincadeiras da torcida:
Baroninho mais uma vez mostra que a experiência no banco faz a diferença e foi o grande nome da partida.
E com 4×0 pro Ramalhão, como visitante, chegamos ao fim de jogo!
Festa para a torcida e para os meninos do Ramalhão!
Ta aí o time do EC Santo André posando a vontade para a foto da vitória.
O Joel foi dar uma moral pro nosso jovem atacante Teo!
Na zaga, tivemos uma boa novidade: o argentino Fabrício, e que seja muito bem vindo:
O Ulrico Mursa segue charmoso como sempre! Só faz falta a tradicional torcida da Portuguesa Santista, que transforma esse estádio em um verdadeiro caldeirão.
E vamos ao jogo, que mesmo tendo pouco prestígio para os anais esportivos, para a torcida do Ramalhão, é a competição em que podemos conhecer um pouco dos novos rostos da nossa base!
Falamos de um os jogos entre as duas cidades, mas vale lembrar que ambas utilizam os quadros das categorias de base para esta representação, o que deixa a competição com um nível mais bacana!
E se você perguntou “E o Santo André teve torcida presente pra apoiar?”, o Ovídio e o Marques respondem: Sim! Essa torcida é mesmo impressionante…
O belo estádio (parece que finalmente de posse definitiva da briosa) viu um jogo pegado, com o Santo André saindo na frente…
O São Caetano empatou de penalty, num lance esquisito… Mas, gol é gol… 1×1
Mas a raça do time de Santo André está presente sempre e no finalzinho do jogo, o segundo gol saiu…
Daí foi só esperar o apito final e comemorar a chegada em mais uma final!
E das águas claras dos arrecifes, que dão nome à cidade, seguimos com a última parte de nossa breve passagem pela linda capital pernambucana.
Como foi nossa primeira vez pelo estado de Pernambuco, nos rendemos aos passeios mais óbvios e básicos e até mesmo por aqueles rolês que são quase uma “pegadinha pra turista”, que incluem cidades que atualmente devem ter mais reclamações do que agradecimento aos turistas.
Se você nunca esteve em Pernambuco, eu diria que está na hora de conhecer não só as praias, mas as diversas cidades e a cultura desse estado tão importante pro Brasil.
Pra mim, a imagem que marcou esse rolê era a vista do nascer do sol. Usei isso durante algumas semanas como incentivo pra ter ânimo de voltar ao trabalho hehehehe.
A única tristeza foi ter perdido o boné com a bandeira de Pernambuco que eu comprei num camelô… Pior que perdi no aeroporto, ja em São Paulo 🙁
Mas, falemos da última parada futeboleira na cidade. Depois de dividir com vocês o nosso rolê pelo estádio do Náutico …
Chegou a hora de revelar como foi nossa tentativa de conhecer a casa do Sport Club do Recife, o Estádio da Ilha do Retiro!
O Sport Club do Recife foi fundado em 13 de maio de 1905, por Guilherme de Aquino Fonseca, que viveu muitos anos na Inglaterra, e trouxe na bagagem a paixão pelo futebol. Vale lembrar que já escrevemos sobre a história do time e sua camisa (veja aqui o Post sobre a camisa do Sport).
Desde 1937, o Sport Club do Recife manda seus jogos no Estádio Adelmar da Costa Carvalho, conhecido como a Ilha do Retiro.
A inauguração da Ilha do Retiro rolou em 4 de julho de 1937 num amistoso em que o Sport bateu o Santa Cruz por incríveis 6×5.
O estádio tem capacidade máxima para receber 32.983 torcedores, mas oficialmente apenas 26.418 pessoas podem comparecer à Ilha. Infelizmente só pudemos comprovar esses números graças às fotos do site do Sport:
O jeito foi olhar do lado de fora, e pelo menos conhecer a loja do time, a “Cazá do Sport”.
Uma vez que não tivemos permissão de entrar e registrar o Estádio por dentro, restou rodeá-lo como um cão abandonado e pelo menos conhecer alguns detalhes que puderam ser observados.
Até achei que fosse conseguir entrar por esse lado de traz, mas o pessoal tava mesmo preparado pra não liberar nossa entrada.
Olha aí a bilheteria dos Visitantes!
E um registro das arquibancadas (pelo menos da parte de baixo)…
Fiquei pensando quantas histórias não tiveram como cenário a Ilha do Retiro, quantas pessoas tiveram aí alguns dos dias mais felizes da sua vida… É mesmo uma grande tristeza não poder entrar e olhar de perto esse campo…
Claro que é chato perder uma oportunidade como essa… Fico me perguntando quando a galera que administra os estádios vão entender como é simples e importante ao time divulgar seus estádios.
O recorde de público da Ilha do Retiro foi em 1998, quando 56.875 pessoas foram assistir à final do Pernambucano: Sport 2×0 Porto.
Em 1950, o estádio foi indicado para sediar a partida entre Chile e Estados Unidos, pela Copa do Mundo, e pra isso foi necessária uma reforma realizada pela própria torcida, que aumentou a capacidade da arquibancada com o fechamento do anel superior.
Entre 1984 e 1994, o estádio passou por nova ampliação, com a construção de dois tobogãs atrás dos gols e em 1995, foi inaugurado outro lance de arquibancada, a “Curva do Wanderson”.
Após tantas experiências já era hora de voltar pro ABC…
E nessa quinta feira, dia 18 de agosto foi dia de ver a estreia do Ramalhão na PAULISTA CUP Sub 20, uma competição organizada desde 2016, focada nas categorias de base. Vale lembrar que não estão ligados à Federação Paulista.
Segundo o site da entidade (esse aqui) o jogo seria contra o tradicionalíssimo CA Lençoense (já estivemos visitando o estádio deles em Lençois Paulista há alguns anos, confira aqui como foi).
O local da partida foi o Estádio Bruno José Daniel e pude chegar a tempo de registrar os dois times posados em campo:
Mas, opa…. Será que o CA Lençoense está de uniforme novo? Não… Na verdade este é o Clube Athlético Aliança (não…. não aquele antigo, um novo time de São Bernardo que homenageia e tenta resgatar as lembranças do seu homônimo do passado…)
Pelo visto, até existiu no passado alguma parceria, já que haviam alguns coletes com o distintivo do CAL.
E como sempre dizem… “O Santo André nunca joga sozinho”. Mesmo em uma competição nova, com o time sub 20, não é que apareceu alguns apaixonados?
Sente o clima da partida:
Em campo, os meninos do Ramalhão mostraram que estão alguns passos a frente da equipe visitante e se impuseram desde o princípio criando várias jogadas e diversas chances de gol até abrir o placar.
Depois de tantas chances e gols, o time visitante marcou um gol de penalty,
O time criou com facilidades, mas mesmo assim, não teve moleza com o Baroninho no banco de reservas!
Foi ótimo poder ver nosso time golear (o jogo acabou 6×1!!!), mesmo que no sub 20, mas melhor ainda foi poder conhecer alguns dos futuros rostos do nosso time, como o atacante Teo:
Deu ainda pra bater um papo com o nosso treinador, o Baroninho:
Olha aí o nosso goleirão, o Vitor!
E o Ovídio ao lado do Henrique Caires, que fez parte do time que disputou a série D!
Aqui, o nosso goleiro que começou a partida!
E o grande Baroninho!
O CA Aliança ainda tem muito pra evoluir, mas é apenas o começo do campeonato e a garotada se esforçou pra valer!
Foi ótimo matar a saudade do nosso estádio, e de assistir a uma partida do outro lado do nosso espaço tradicional. Aqui, o gol da esquerda:
O meio campo:
E o gol da direita:
Mas bom mesmo é a felicidade de estar junto dos amigos!
Sábado, 6 de agosto de 2022. De todos os times que disputam a Segunda Divisão do Campeonato Paulista, dois deles tem estádios que ainda não registramos, por isso é hora de pegar a estrada e pelo menos diminuir esse número…
Atravessar a capital paulista rumo ao oeste em direção de Santana de Parnaíba, uma das cidades mais antigas do Estado, fundada em 1580 com o apelo de uma localização privilegiada às margens do Rio Tietê
É esquisito pela dualidade entre o cenário da ocupaç˜ão urbana, enquanto ali ao lado corre o rio Tietê, lindo, mesmo que ainda poluído.
Na época da chegada dos portugueses o local se tornou a saída das expedições Bandeirantes, rumo ao interior, em busca de indígenas, minerais e pedras preciosas.
A cidade criou um grande monumento dando visibilidade aos personagens históricos do século XVI, indígenas, bandeirantes e moradores da região.
Nosso destino era o Estádio Municipal Prefeito Gabriel Marques Silva, a casa do FC Ska Brasil.
O Futebol Clube SKA Brasil surgiu em 2019 ocupando o lugar do Osasco Futebol Clube, que nasceu em 1992, a partir do Monte Negro Futebol Clube,time de 1971, que por sua vez nasceu no lugar do Grêmio Água Branca FC. Todos estes disputaram divisões de acesso do Campeonato Paulista.
O nome homenageia a combatividade, irreverência e o improviso do ritmo jamaicano “ska” que ficou conhecido não apenas na ilha caribenha, como na Inglaterra graças aos rude boys dos anos 70 e 80, como é o caso da banda The Specials.:
O Ska Brasil tem como presidente o ex jogador Edmílson, e como sócios um grupo de japoneses (da empresa Skylight Inc.). Foto abaixo do site “O defensor“:
O pentacampeão levou a equipe de Osasco para Santana de Parnaíba, para jogar no Estádio Municipal Prefeito Gabriel Marques da Silva.
Em 2020, o FC Ska Brasil disputou sua primeira temporada na série B do Campeonato Paulista, mandando seus jogos ainda no Estádio José Liberatti, em Osasco e o time acabou eliminado nas oitavas de final. Foto do Insta do Ska Brasil:
Em 2021, abandonou o campeonato profissional limitando sua ação nas equipes de base, incluindo o futebol feminino. Foto do Insta do Ska Brasil:
Assim, chegamos a 2022, na última rodada da segunda fase da série B do Campeonato Paulista!
O FC Ska Brasil já se encontra eliminado, pela má pontuação nos primeiros 5 jogos desta fase.
Assim, o time entra em campo já eliminado, mas com o desafio de honrar suas cores e seu distintivo enfrentando a AA Itararé, da cidade homônima.
Mas, um jogo que prometia novas experiências e um registro importante do futebol acabou se tornando uma grande frustração…
O Estádio Municipal Prefeito Gabriel Marques da Silva surgiu sob as ruínas do chamado “Campo Municipal do Centro“, que graças a uma grande reforma tornou-se uma verdadeira obra de arte em meio à mata.
Com tanta natureza ao redor, foi optada a grama sintética para o campo.
Suas arquibancadas recém inauguradas tem capacidade para cerca de 7.200 torcedores.
Mas nada disso foi suficiente para garantir a aprovação dos laudos exigidos pela Polícia Militar para liberação do público na última rodada do Campeonato Paulista da segunda divisão.
Acabei tendo que assistir do lado de fora…
Na verdade, houve a liberação de 50 ingressos para um grupo basicamente formado por familiares dos atletas dos dois times e uma minoria de apaixonados por futebol. Para outras pessoas, restou o lado de fora.
Dentro de campo, um jogo morno no primeiro tempo. Poucas chances claras de gol, com alguns lances de bola parada.
No segundo tempo, o time local abriu 1×0, aos 26 minutos com Marcos Vinicius, resultado que eliminava a AA Itararé. Mas França e Denilson viraram o jogo para a Caçula, garantindo o time nas quartas de final.
Alegria para o time visitante que vem láááá quase na fronteira com o Paraná, tristeza para o time local e para o idiota aqui que gastou uma grana e um tempão indo até Santana de Parnaíba pra registrar o jogo do lado de fora. Ao menos, o ambiente “aberto” permitiu o registro das imagens do campo. Aqui, o meio campo:
Aqui, o gol da esquerda:
E aqui, o gol da direita:
Aqui, um olhar de traz do gol:
Do lado de fora dava pra ficar quase tão perto do campo quanto de dentro do campo, mas definitivamente não era a mesma coisa.
Resultado fechado: 2×1 para a AA Itararé, muitos kilometros rodados e muita dor de cabeça mesmo tentando conseguir com a PM, o clube e a Prefeitura, a liberação da entrada para mero registro fotográfico. Ficam aí os últimos registros, de um estádio que não pretendo voltar.
Ainda no rolê por Recife, sob a paixão do seu litoral, lindo durante o dia e mesmo durante a noite…
Como a grana anda curta, não deu pra trazer nada de grandes lembranças, apenas esse singelo boné de Pernambuco que acabou nem chegando em Santo André… Perdi entre o aeroporto e nossa casa 🙁 Que esteja feliz em uma nova cabeça.
No post anterior (sobre o Estádio dos Aflitos) falei um pouco do valor cultural do rolê para Recife e reforço a importância de conhecer ao menos o Museu do Homem do Nordeste (machista essa generalização da “raça humana” né?).
Algumas obras retratam o início da colonização em Pernambuco e o importante papel dos indígenas e africanos na formação da capital e do estado como um todo.
Importante reconhecer as celebrações (algumas delas religiosas) africanas e afro-brasileiras.
E também para poder ter acesso a objetos importantes da nossa história como essa urna, onde provavelmente eram guardados os restos mortais dos indígenas.
E sim, a gente fez todos os rolês de turista não só no litoral da capital como nas cidades ainda mais turísticas. Vale banho de lama? Vale! Da lama ao caos, do caos à lama!
E os vários roles pela cidade mostraram como podemos ter uma cidade importante integrada aos rios que a cortam, de uma maneira diferente do que nos acostumamos em São Paulo.
Em suma… Se possível, visite e conheça Recife, sua cultura, sua gente, suas praias etc… E não deixe tampouco de conhecer seu futebol! Pra isso, depois de falarmos do Estádio dos Aflitos (o campo do Náutico), fomos conhecer a casa do clube das multidões, do mais querido: o Santa Cruz Futebol Clube!!!
Falamos do Estádio José do Rego Maciel, o Estádio do Arruda!
O tricolor pernambucano tem uma casa que impõe respeito e que atualmente capacidade para 60.044 torcedores, sendo assim o maior estádio do estado e entre os dez maiores da América Latina.
O Arruda já foi palco de vários jogos internacionais, entre eles eliminatórias e amistosos da Seleção brasileira.
O próprio José do Rego Maciel foi quem captou os investidores que bancaram a construção do estádio e em 1954 começou a se projetar a construção do “Alçapão do Arruda“, mas, apenas em 1965, a construção teve início, o que na época seria o quarto maior estádio particular do mundo.
Foi graças a muitas doações da própria torcida que o Santa Cruz Futebol Clube conseguiu construir seu estádio. Em 4 de junho de 1972, em um amistoso 0x0, contra o Flamengo, o Estádio do Arruda foi inaugurado oficialmente, frente a 64 mil torcedores.
Em 1º de agosto de 1982 foi inaugurado o anel superior, tendo a capacidade elevada para 110.000 torcedores. Em 2000, os os estádios brasileiros tiveram sua capacidade reduzida quase à metade pela nova legislação da CBF, e a capacidade do estádio caiu para 65.000 torcedores.
Aqui, o pessoal da gestão do Santa que nos recebeu para conhecermos esse lindo estádio por dentro!
Como sempre digo, é uma verdadeira honra poder registrar um estádio tão importante para o futebol brasileiro como o Arruda!
O anel superior deu ao estádio um visual ainda mais impactante. Agora em 2022, o Santa tem disputado a série D e tem levado grande público às arquibancadas!
Aqui um olhar sob o gol da esquerda:
O gol da direita:
E o meio campo:
Aqui, o banco de reservas:
Emocionante, não?
Importante reforçar que, mesmo vestido a camisa do Ramalhão, tivemos todo respeito com o time e torcida do Santa, afinal este é um templo do futebol!
Gostaria muito de poder voltar ao estádio do Santa Cruz para acompanhar uma partida…
Ah, vale ressaltar também os grafites na parte interna do estádio! Lindos e históricos!
A dica de hoje é o livro “DESTEMIDOS DE AZUL E BRANCO“.
Obra de uma verdadeira seleção: de um lado, o poder das palavras (e da memória) do jornalista e amigo Felipe Lessa, completando o time, o talento do desenhista Enéas Ribeiro Corrêa. Essa dupla foi a responsável por materializar a história do Londrina, de um jeito diferente, por meio da biografia de jogadores e pessoas ligadas ao time.
Em uma mistura de palavras e imagens, é possível conhecer não só um pouco da história dos jogadores, como dos cinco títulos paranaenses conquistados pelo Londrina, em 1962, 1981, 1992, 2014 e, mais recentemente 2021. E a torcida do Londrina também está materializada nessa obra, por meio de alguns dos tradicionais torcedores da equipe do interior paranaense.
Como a maioria dos livros sobre futebol, Destemidos de Azul e Branco nasceu de um sonho de torcedor e só foi materializado graças a muita dedicação da dupla de autores.
Conheço o Felipe há vários anos e acompanhei nos últimos meses a sua correria para conseguir produzir e bancar essa iniciativa tão bacana. Mais do que um torcedor do Londrina, Felipe é um entusiasta e pesquisador sobre a história e o futebol paranaense, e sempre ajudou o nosso site com informações e dicas sobre o futebol paranaense.
Se por um lado teve toda essa correria pra fazer o livro acontecer, a parte prazerosa ficou para as conversas com os jogadores e demais biografados (difícil foi escolher das mais de 50 conversas as 33 que se transformariam no livro).
O livro teve um evento de lançamento no dia 18 de junho, na Tuba Store, a loja do Londrina localizada na Gleba Palhano e teve grande aceitação pela torcida do time e pelos estudiosos do futebol em geral. Claro… infelizmente, a mídia reforça um distanciamento do futebol do interior, principalmente do Paraná, como se só houvesse futebol nos tradicionais centros RJ-SP, e por isso mesmo, essa é mais uma obra de resistência frente a essa hegemonia.
Para os interessados, o livro pode ser adquirido diretamente com o autor, via WhatsAPP: 41 8862-1503
A pandemia da Covid 19 fez com que as viagens de 2020 e mesmo 2021 fossem canceladas, o que foi essencial para a saúde coletiva. Assim, só no fim do ano conseguimos fazer uma viagem mais longa, passando a virada para 2022 na histórica cidade de Recife.
Terra que teve como primeiro donatário Duarte Coelho…
Mas, muito antes de Duarte Coelho e demais portugueses (e holandeses), ali viveram diversas etnias indígenas, como os Caetés, conhecidos como “inimigos da civilização” e que acabaram exterminados, depois de serem suspeitos de terem devorado o bispo Sardinha e terem se levantado após a fundação de Olinda. Não existem registros imagéticos dos Caetés, mas sim dos Tarairiú que junto dos Caetés e dos Cariri ocupavam a região de Pernambuco.
É incrível como o Brasil é rico em opções de passeios maravilhosos… Uma pena que tudo seja tão caro… Mas fiquei muito feliz de poder conhecer algumas das praias de Recife e da região.
Mas Recife é muito mais do que um destino pra curtir praias, é uma baita cidade com uma história incrível, vários museus e muita coisa gostosa de se viver.
Mas, além de praias, rios, museus e um pouquinho da história, também fomos visitar os 3 estádios mais importantes de Recife e comecemos falando do Estádio dos Aflitos, a casa do Clube Náutico Capibaribe!
Diferente de muitos estádios, fomos super bem recebidos nos Aflitos! Um abraço para o amigo que trabalha lá na portaria (que eu acabei esquecendo o nome) que nos acompanhou pelo role.
Falando um pouco sobre o “Aflitos”, o nome oficial do Estádio é Eládio de Barros Carvalho, e tem esse apelido porque fica no bairro dos Aflitos.
O Estádio foi arrendado pela Federação Pernambucana em 1917 para os jogos do campeonato pernambucano, e só anos depois o Náutico adquiriu o local e acabou construindo ali sua sede.
Pra mim, foi uma grande emoção poder visitar o Aflitos, afinal, o conheci visualmente ainda nas figurinhas, depois nas partidas pela TV e pela Internet. Faltava esse olhar “ao vivo”. Linda e única a arquitetura do prédio da frente, que abriga a loja!
Agora, é hora de finalmente adentrar ao estádio…
E aí está sua linda arquibancada, que tem como recorde de lotação 31.613 torcedores, em 1970 no jogo Náutico 1×0 Santa Cruz, pelo campeonato pernambucano.
A inauguração do estádio ocorreu em 25 de junho de 1939 em um Clássico dos Clássicos (Náutico 5×2 Sport) valendo a decisão do segundo turno do Campeonato Pernambucano.
Aqui, o gol da esquerda, perceba quantos prédios já existem ao redor do campo:
Embora os recordes de público sejam superiores aos 30 mil lugares, esta foi sua capacidade oficial até 2002, quando houve um redimensionamento no espaço exigido por torcedor (por segurança) baixando sua capacidade para 22.856 torcedores. E este é o gol da direita:
Em 1953, o estádio ganhou o nome de “Eládio de Barros Carvalho” em homenagem ao histórico presidente do Náutico.
A partir de 2016, com a construção da Arena Pernambuco, começa a se cogitar sua demolição (!!!) para dar lugar a um centro comercial. Um verdadeiro crime ao patrimônio e à história não apenas do Náutico, mas do futebol pernambucano e, por que não, brasileiro… Olha só essas lindas cadeiras cobertas:
Porém, além de longe, a Arena de Pernambuco é aquele típico estádio “neutro” que não cria um clima de alçapão e pra piorar, jogar lá ainda custava caro… Assim, uma Assembleia Geral dos associados decidiu que o Náutico deveria voltar a jogar nos Aflitos, dando origem à campanha Voltando Pra Casa.
A previsão era reabrir em abril de 2018, porém, por conta das dificuldades somente em dezembro, em um amistoso contra o Newell’s Old Boys, com vitória pro Náutico por 1 x 0.
Em 2019, foi o palco do acesso à série B do Brasileiro, com direito a muita emoção e gol aos 49 minutos do segundo tempo!!
Mas nem só de alegrias se faz um time e um estádio. Em 2005, o Aflitos foi palco da história mais louca da série B, mas nesse caso com um final triste para o Náutico, na chamada “Batalha dos Aflitos”:
Por isso, pra mim, estar aqui significa fazer parte por alguns minutos de todas essas histórias!
O Estádio dos Aflitos soube fazer de si mesmo um recordo a parte dessas histórias, como nos nomes dos seus setores:
No dia da nossa visita, o “Dragão” era o grande parceiro do time e ilustrava todo o campo.
Mesmo com tantas coisas legais, um litoral lindo com direito até a tubarões, a vontade de sair dali era muito pequena… Fora o sonho de poder assistir uma partida ali…
Mais uma vez agradeço ao pessoal do estádio, da loja e do próprio clube por ter liberado o nosso rolê por esse estádio incrível…