Bem vindos à Diadema, ao tradicionalíssimo “Estádio Distrital Vila Alice“, que fica na Rua Guaíra, 345 – Vila Alice – Diadema!
Estive lá dia 7 de abril de 2018, para acompanhar as categorias de base do Santo André contra o Água Santa (logo de cara informo os placares: sub 15 – Água Santa 1×0 Santo André, sub 17 – Água Santa 1×3 Santo André.
Dá uma olhada no elenco do Santo André sub 15 e sub 17 em 2018:
O campo faz parte do imaginário da várzea do grande ABC.
Afinal, além da tradição de ser o campo onde o EC Vila Alice manda seus jogos nos torneios amadores. Aliás, quem quiser saber mais sobre o EC Vila Alice, os caras estão com uma página no Facebook (clique aqui pra ver) e um no Instagram (também é só clicar aqui).
O campo também serve de base para o esporte e lazer da comunidade ao redor.
Hoje ele conta com gramado artificial, sintético, o que permite fácil manutenção.
Mas nem sempre foi assim, o estádio passou por várias mudanças desde que a área era apenas uma olaria em 1967. O Nino, vice diretor do EC Vila Alice conseguiu uma foto histórica da época:Por muito tempo, o campo foi aquele tradicional “terrão” atendendo à comunidade local. E o próprio pessoal cuidava dele!
Em 2016, o Estádio foi todo reformado e passou a ter o gramado artificial.
E ficou show de bola! Por mais que o terrão seja bem tradicional, o resultado final do sintético é muito útil.
Infelizmente na nossa visita não deu pra registrar um depoimento nem do Nino, nem do Jorginho, presidente do time e zelador do campo (já há 45 anos), mas vale aqui o registro da importância de pessoas como eles por traz da manutenção de um campo tão bacana como esse.
Olha aí o pessoal do sub 15 do Ramalhinho:
E é falta para o Ramalhinho sub-17 …
Agora, com o sintético acabaram as reclamações dos vizinhos por causa da poeira.
Outra coisa que vale a pena registrar foi o bom público que compareceu aos jogos. E não eram apenas familiares de atletas, como normalmente acontece nesse tipo de competição.
Tinha muita gente ligada ao futebol da várzea, muitos torcedores do próprio Água Santa e também familiares e amigos dos atletas.
O campo fica literalmente no meio do bairro, sem maiores espaços e/ou recuos, mas tudo muito bem cuidado.
Outro ponto de grande alegria, foi o fato de ter encontrado Sidney Riquetto, atual presidente do EC Santo André, mostrando que a atual diretoria está acompanhando a base de perto.
A única notícia triste foi eu ter perdido minhas chaves hehehehe Se alguém encontrar, dá um alo!
Seguimos na estrada… Desta vez a cidade visitada foi São Manuel!
Pra quem conhece um pouco o interior de São Paulo, a cidade fica próxima a Botucatu, cerca de 270 km da capital.
Ruas ainda pacatas, características de cidades do interior, por onde circulam os quase 50 mil habitantes. Estão aí, a tradicional igreja e o coreto da praça!
Nossa missão era de conhecer e registrar o Estádio “Dr. Adhemar Pereira de Barros”, onde a Associação Atlética Sãomanoelense mandava seus jogos.
A Associação Athletica Sãomanoelense foi fundada em 21 de junho de 1919. No site O Debate regional encontrei a imagem abaixo, do início dos anos 20, numa época em que nem arquibancadas ainda existiam por lá.
Em 1921, recebeu o time do EC Sorocabano não só para um jogo, mas para uma vivência na cidade:
Em 1922, houve um amistoso com o Santos:
Já em 1923, passou a disputar o Campeonato do Interior!
E também encontrei essa matéria do jornal “A Cigarra” de 1924 sobre um amistoso com o SC Corinthians.
Disputou novamente o Campeonato do Interior em 1942, com o EC Bandeirante, também de São Manuel.
Em 43 e 44 mais uma vez a região teve a Ferroviária de Botucatu como campeã.
Em 45, o campeão do setor foi a Botucatuense e em 47, o Noroeste. O time dessa época (foto do site Tempodebola)
Aqui, notícias sobre o Campeonato de 1948:
Em 1957 rolou até um amistoso com o Palmeiras:
Seus anos de glórias foram a década de 60. Logo em 1961, um amistoso contra o São Paulo.
Depois, a AA Sãomanoelense foi campeã, em 1968, da quarta divisão.
Dá pra ver as suas tradicionais cores (vermelho e preto) na foto abaixo, do time dos anos 80 (também do site Tempo de Bola):
Aqui, o time de 1990:
Mas, o tempo do futebol profissional se foi e o Estádio “Dr. Adhemar Pereira de Barros acabou ficando para o futebol amador, mas ainda muito bem conservado.
O Estádio recebeu 12 participações no Campeonato Paulista de Futebol.
Infelizmente o clube não resistiu às mudanças do futebol e principalmente aos altos custos e acabou licenciando-se da Federação Paulista, deixando ainda mais órfã a região (que já possuiu clubes em Botucatu, Lençóis Paulista, Avaré, entre outras cidades).
A atual capacidade do estádio não passa de 2.000 torcedores, e mesmo sabendo que para disputar o profissional, seriam necessárias obras de expansão, esse tema vive sendo discutido entre os boleiros da cidade.
Falando em boleiros da cidade, taí uma parte deles que ainda frequentam o estádio (que tem um bar anexado, onde rola a tradicional sinuca).
Um último olhar sob a arquitetura antiga da cidade, e como o sol se vai… Nós também vamos…
O futebol já ajudou milhares de cidades a escrever seu nome na história do esporte nacional.
Entretanto, existem algumas que acabaram esquecidas pelo grande público, mesmo tendo seus momentos heróicos.
E foi em busca dessas histórias já desgastadas pelo tempo que fomos até Iracemápolis…
O futebol de Iracemápolis teve como principal representante o Clube Atlético União Iracemapolense, o CAUI, fundado em 1 de maio de 1946. Escudo vindo do incrível site Escudos Gino!
O time representava a cidade e tinha o apoio da Usina Iracema, atualmente pertencente ao grupo São Martinho.
O CAUI participou de nove edições do Campeonato Paulista de Futebol Profissional, entre a terceira e a sexta divisão, de 1986 a 1992, quando se desligou da Federação Paulista de Futebol.
O mascote do time era um Pé de Cana.
Procurando informações no Google, descobrimos o Estádio Municipal Alpino Pedro Carneiro, onde o time teria mandado seus jogos nos campeonatos profissionais, assim, fomos até a Rua Duque de Caxias para conhecer esse histórico campo!
Se o Estádio não tem uma boa fachada identificando seu nome, ao menos encontramos algumas placas comemorativas bem bacanas.
Embora a placa acima mostre a data de 1988, essa outra placa mostra que a conclusão do Estádio acontecera antes, em 1978:
O Estádio tem capacidade para 3.200 torcedores e está em boas condições, embora só receba partidas do futebol amador.
A arquibancada é de cimento, com pouco mais de 10 degraus e uma distância segura do campo, para a tristeza dos torcedores mais exaltados…
Aproveitei a presença do pessoal que jogava um baralho ali pra ouvir um pouco sobre o futebol local.
O que eu descobri é que a verdadeira “casa” do CAUI não era este estádio, mas sim um segundo estádio, localizado próximo da Usina Iracema, assim, nos despedimos desse belo templo do futebol e fomos em busca desse segundo campo.
E não é que encontramos mais um belo Estádio, o Dr. Dimas Cêra Ometto!!
Infelizmente ele também está dedicado apenas ao futebol amador, atualmente.
Mas já recebeu jogos históricos. Fuçando no site “Jogos Perdidos“, encontrei uma súmula de um jogo contra a A.A. Chavantense, de 1988.
E 1988 foi um ano especial para o CAUI, pois foi quando conseguiram o acesso para a série A3. Olha que belo quadro encontrei no bar do estádio!
Aliás, o bar do Estádio tem outra fonte de histórias incríveis, trata-se de Toninho e Neuza, que cuidam de lá e sabem bastante da história do futebol local.
Mostraram essa outra foto do time, já nos seus anos finais:
Segundo eles, esse é o time amador que mais joga (e bebe) atualmente no estádio:
Vale a pena um olhar ainda mais romântico para as arquibancadas, de madeira, do Estádio…
Os bancos de reserva também preservam em sua própria madeira a memória de décadas de futebol amador e profissional…
Outro ítem bacana do estádio são os vestiários:
O campo está em bom estado, como pode se ver:
Mais uma placa histórica:
Assim, marcamos presença em mais um santuário histórico do futebol! Antes que você pergunte, foi aqui em Iracemápolis que o Elano (atualmente no Grêmio, mas ex atleta do Santos e da seleção brasileira) começou sua carreira, mas pra mim, essa é uma história de menor valor local.
Ah, mas antes de irmos embora o nosso guia, o “Tio Lúcio” experimentou um pouco da culinária do estádio local (e aprovou!).
O Estádio fica perto da Usina Iracema, que ainda funciona a todo vapor, mas que já não apoia o futebol como outrora!
Missão cumprida, é hora de pegar a estrada de volta com direito a uma parada em um ponto especial, em Limeira, a “Casa de suco Pessatte”, onde por R$ 3 se bebe quanto suco natural de laranja quiser… Mais informações: http://www.pessatte.com.br/
Graças ao Lúcio, nosso guia, decidimos passar por alguns lugares tão próximos quanto pouco divulgados, a começar pelo Rio Piracicaba, ainda na cidade de Americana:
A barreira da represa de Salto Grande forma uma bela cena, há menos de 100km da capital…
A 118ª camisa de futebol do nosso blog é de um time que representa uma cidade da Grande São Paulo e que por isso acaba sofrendo com a competição desleal dos grande times. Estou falando da cidade de Guarulhos e esse post é em homenagem a quem segue torcendo pelo time da sua própria cidade! O dono desta camisa é a Associação Atlética Flamengo de Guarulhos!
O Flamengo de Guarulhos foi fundado em 1º de junho de 1954. Diferente da maioria dos times de futebol, o Flamengo foi fundado por uma mulher, a carioca Guiomar Pereira Xavier (adivinha o time dela…). Esse era o time juvenil de 1955:
A cidade já contara com outras equipes importantes que disputaram o profissional, como o União Vila Augusta Futebol Clube, a Sociedade Esportiva Guarulhos, o Esporte Clube Golfinho, a Associação Atlética Macedo, além da AD Guarulhos, que atualmente disputa a série B do Campeonato Paulista. O time permaneceu vários anos disputando campeonatos amadores. Foi campeão 7 anos consecutivos do Campeonato Guarulhense da Primeira Divisão, de 1969 a 1975. Em 1979 chegou a disputar a quinta divisão do campeonato paulista, com o apoio dos demais times da cidade. Entretanto, acabou não se mantendo no profissionalismo, dando lugar à Associação Desportiva Vila das Palmeiras (atual AD Guarulhos).
Nos anos 80 levantou sua casa, onde manda seus jogos, o Estádio Antônio Soares de Oliveira.
Estivemos por lá vendo um jogo do Flamengo contra o Atlético Sorocaba, confira aqui.
Entre 1994 e 1997, vieram mais quatro títulos municipais, sendo que em 1996, tornou-se a única equipe guarulhense sagrar-se Campeão Amador do Estado de São Paulo. Com tantas conquistas, em 1998, o time reestreava no futebol profissional. Logo, em 1999 sagrou-se campeão da Série B2. Em 2000, o bicampeonato paulista e o título da série B1. Em 2003, o time chegou afazer uma excursão pelo Oriente Médio, com o time abaixo:
Assim, no início do novo século, o time passou a ser figura marcante na série A3 do Campeonato Paulista.
Esse, o time de 2006:
Em 2007, a Federação Paulista organizou o que seria o embrião da Copa Paulista, a Copa Energil C, e o Flamengo saiu como vice Campeão, sendo derrotado na final pelo Independente, de Limeira.
Em 2008, mais um salto do time! O Flamengo de Guarulhos era campeão da série A3 e garantia acesso inédito para a série A2 de 2009.
O Flamengo alcançava seu mais alto vôo até o momento.
Em 2009, o time fez uma boa campanha, chegando até a fase final, mas não conquistando o sonhado acesso à primeirona. Entretanto, a série A2 não tem piedade e em 2010, o Flamengo voltava à série A3 do Paulista. Este ano (2011), o time voltou a fazer boa campanha, mas ficou a 4 pontos do retorno à A2, para a tristeza da torcida local.
O Mascote do time é o “corvo”.
O time possui várias organizadas, como a Invasão Rubro-Negra, a Flagelados, a Torcida Taliban e a Comando Rubro-Negro.