Em busca do lugar onde parte da história da minha família viveu, fomos até a Croácia, no final de 2016.
Ficamos apenas alguns dias em Zagreb, e foi suficiente para curtir um pouco do inverno croata!

Muita gente comentou comigo que o leste europeu está cada dia mais ligado aos extremismos da direita, mas pude ver que ao menos em Zagreb tem gente enfrentando esse novo levantamento fascista que o mundo tem vivenciado.

O inverno em Zagreb é frio pra caramba, mesmo com dias em que o sol está no céu.

O por do sol era algo emocionante de se ver, principalmente quando você é um brasileiro que há décadas sonha e se pergunta como será a Croácia, e de uma hora pra outra percebe que está ali…

Claro que além de futebol e da história da minha família (os Noznicas), também fomos conhecer alguns pontos da cidade!

Essa é a igreja de São Marcos (sim, existe um São Marcos além do goleiro hehehehe).

Pudemos conhecer também um museu do futebol nacional: o Budi Ponosan.

O Budi Ponosan está localizado ao lado da praça principal de Ban Jelacic e entre várias coisas você encontrará o primeiro uniforme de futebol usado na Croácia e algumas pequenas exposições sobre as campanhas da Copa do Mundo.

Você sabe o quão único é o uniforme da seleção Croata…


Deu até pra bater um papo com um amigo que fizemos lá!

E dava até pra se divertir comendo um…. Germknedla, um tipo de bolinho recheado de geleia de ameixa, servido com manteiga derretida.

Além do rolê pela cidade, fomos visitar 3 estádios, começando com o Estádio Municipal Kranjčevićeva, que entre 1921 e 1945, ficou conhecido como Estádio Concordije.

O Estádio Kranjčevićeva é o segundo maior estádio de Zagreb. Começou a ser escrito na década de 1910, e só foi concluído em 1921.

O Estádio Kranjčevićeva fica próximo do centro da cidade e tem capacidade para 8.850 torcedores.

O Estádio foi bastante usado pelo NK Zagreb até 2018.

O NK Zagreb foi fundado em 1903, e é um dos times mais populares da Croácia, tendo como principal rival, o NK Dinamo Zagreb, clube sediado na mesma cidade.
O maior êxito do time foi a conquista do campeonato croata de 2002.

Desde 2017 foi usado pelo NK Rudes, fundado em 1957 no bairro de Rudeš:

De 2018 até os dias atuais tem sido utilizado pelo NK Lokomotiva Zagreb, fundado em 1914, e que mandou seus jogos no Estádio Maksimir, de propriedade do Dínamo, já que seu próprio campo, no bairro de Kajzerica é considerado inadequado para futebol de alto nível.

E olha que bonito o Estádio estava em 2016…


Como deve ser torcer aí…

Quando foi inaugurado, era o maior estádio de Zagreb e era onde o HŠK Concordia mandava seus jogos.

Em 1931, teve o primeiro jogo com iluminação, entre o Zagreb XI e o Real Madrid (2 a 1 para o time local).


Após a Segunda Guerra Mundial, o time do Concordia foi dissolvido por razões políticas e o estádio foi entregue ao Fiskulturno društvo Zagreb, que acabou se tornando o NK Zagreb, do qual falamos acima.
A terceira camisa do NK Zagreb é verde em homenagem a Concordia.



Em novembro de 1977, um grande incêndio destruiu parte do estádio, a reforma para corrigir esse problema também permitiu uma série de correções e melhorias.


Mas, o estádio ainda sofreria uma nova avaria, em 1977, quando um raio destruiu os holofotes durante o jogo entre o NK Zagreb e o NK Osijek.


O estádio ficou sem recursos durante 20 anos, até 2008, quando os novos foram reinstalados pela cidade de Zagreb.


Sem dúvida, um estádio para ficar na nossa memória e nos nossos corações…

Antes de ir embora ainda pudemos registrar um grafite feito no estádio pelos White Angels, um grupo antifascista local que costumava se reunir em torno do NK Zagreb, mas que desde 2014 fundou seu próprio time, o ZAGREB 041.

O Football Club NK Zagreb 041 foi criado em 01 de dezembro de 2014, é um time autogerido.
O número “041” no nome do clube representa o número da antiga rua que Zagreb tinha na República Socialista da Iuguslávia.
Maiores informações no site deles: www.nkzagreb041.hr .

Os White Angels Zagreb surgiram em 1989, e desde 2006 formado 100% por Antifascistas e Antiracistas.

Segundo eles, quando em 2002, o NK Zagreb ganhou a primeira liga, a máfia de futebol entrou no clube e começou a roubar e destruir o clube, fato que perdura até hoje.

Por volta de 2006, a terceira geração do grupo iniciou seu caminho, com muitos punks, skins e outros membros alternativos da cena e aí estão até hoje, apoiando o NK Zagreb 041 na 7ª divisão nacional (ou a 3ª divisão de Zagreb), e o primeiro e único clube antifascista e antiracista na Croácia e na ex-Iugoslávia.

Infelizmente, existem plano para que ele seja completamente modificado e transformado em uma arena.


E o lugar mais importante quando falamos de futebol no Maranhão é o Estádio Governador João Castelo, popularmente conhecido como Castelão.
O Castelão foi inaugurado no dia 1º de maio de 1982, com o jogo entre Maranhão e Sampaio Corrêa.
O recorde de público é de 98.720 pessoas em 1998, quando o Santos venceu o Sampaio Corrêa por 5×1, pela Copa Conmebol.
O recorde anterior era de 95.000 pessoas, de 1987, com o clássico Moto Club 3×1 Sampaio Corrêa.
Atualmente as arquibancadas do Castelão foram reduzidas para 40 mil torcedores, mas mantém-se lindas!
Vários bares disponíveis para atender aos torcedores.
O jogador que mais marcou gols no estádio Castelão foi o centroavante Bacabal, que anotou quase duzentas vezes no estádio.
Mas o Castelão passou por maus momentos… Em 2004, localizaram rachaduras que comprometiam a estrutura física do estádio, e por isso, o estádio ficou fechado até 2012, quando passou por uma reforma para atender os padrões FIFA.
2012 foi o ano do 400º aniversário de São Luis e a reinauguração do Castelão se deu com o jogo Sampaio Corrêa 4×1 Vilhena, pelas oitavas de final do Campeonato Brasileiro Série D, frente a 40 mil torcedores.
Como sempre fazemos questão de dizer, é uma grande honra poder conhecer mais um estádio tão importante para o futebol maranhense e nacional.
Falando em sua importância nacional, o Castelão foi palco da Seleção Brasileira por quatro vezes: frente a Portugal, em 1982, em 1986, contra o Peru, em 1998 contra a antiga Iugoslávia, e em 2001, contra a Venezuela. Ao lado, a antes paixão local GUARANÁ JESUS, agora, apenas mais um produto da multiglobal Coca-Cola…
Fica aí nosso obrigado ao pessoal de São Luís que nos recebeu tão bem, nessa tour!














Mais uma bilheteria pra nossa coleção!
Batemos um papo com o pessoal que cuida do estádio e que entende do futebol local.
O Estádio Nhozinho Santos foi inaugurado em 1 de outubro de 1950. Uma pena ter várias placas e não ter uma da inauguração 🙁
Uma pena não termos conseguido acompanhar uma partida aí… Ao menos fica o registro da nossa presença em mais um estádio incrível do Nordeste!
E lá vamos nós conhecer mais uma cancha!
O recorde de público do estádio é de 24 865 pessoas em 26 de março de 1980, quando o MAC empatou com o Vasco da Gama em 0 a 0.
E olha que tem bastante arquibancada pra encher…
O nosso Santo André já realizou um jogo nesse estádio, pela Copa do Brasil, quando eliminamos a “Bolívia querida”, mesmo com a derrota de 3×2.
Um último olhar para as arquibancadas locais…
Fica nossa homenagem aos times do Maranhão, em especial de São Luis.
Bem vindos à Diadema, ao tradicionalíssimo “Estádio Distrital Vila Alice“, que fica na Rua Guaíra, 345 – Vila Alice – Diadema!
Dá uma olhada no elenco do Santo André sub 15 e sub 17 em 2018:
O campo faz parte do imaginário da várzea do grande ABC.

Hoje ele conta com gramado artificial, sintético, o que permite fácil manutenção.
E ficou show de bola! Por mais que o terrão seja bem tradicional, o resultado final do sintético é muito útil.

Outra coisa que vale a pena registrar foi o bom público que compareceu aos jogos. E não eram apenas familiares de atletas, como normalmente acontece nesse tipo de competição.
Tinha muita gente ligada ao futebol da várzea, muitos torcedores do próprio Água Santa e também familiares e amigos dos atletas.
O campo fica literalmente no meio do bairro, sem maiores espaços e/ou recuos, mas tudo muito bem cuidado.
Outro ponto de grande alegria, foi o fato de ter encontrado
A única notícia triste foi eu ter perdido minhas chaves hehehehe Se alguém encontrar, dá um alo!








































A cidade fica colada à Araraquara e lá vivem cerca de 40 mil pessoas.
E não podia faltar um time para defender as coras de Américo Brasiliense:
O Américo Esporte Clube foi fundado em 25 de setembro de 2007 e manda seus jogos no Estádio Municipal Joaquim Justo.
Segundo
Embora muitos digam que sua inauguração ocorreu em 1982, informações do laudo técnico dizem que o estádio foi inaugurado em 1974 e passou por algumas melhorias até os dias atuais.
O nome é uma homenagem a Joaquim Justo, um atleta de destaque nos anos 40, e presidente do Americano Futebol Clube nos anos 50 e 60 (clube local da época em que a cidade ainda não havia se emancipado de Araraquara).
O time possui até uma organizada: a Inferno Azul, com o site: www.infernoazul.blogspot.com.br
O Américo Esporte Clube disputou pela primeira vez, em 2008, o Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Encontra-se hoje com as atividades paralisadas.
Mas vale lembrar, que até 1965, Américo Brasiliense era um distrito de Araraquara, e antes disso, outro time já existira, o Americano FC, fundado em 1921, sendo assim o primeiro time de futebol de Araraquara!
Como eles já eram filiados à Federação Paulista de Futebol, houve uma fusão do time com a Ferroviária que deu acesso ao time grená de disputar a segunda divisão.
Seguimos registrando as mensagens nos muros dos estádios…
De Américo Brasiliense rumamos à última parte do nosso rolê: a cidade de Ribeirão Bonito!



























































































































